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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1039 DE 02 DE FEVEREIRO DE 2026

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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1039 | 02 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: alta consolidada

Escalas de abate mais enxutas irão dificultar a formação de estoques para atender ao maior consumo de carne bovina esperado para as próximas semanas. No PARANÁ: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo)

 

Ao longo da semana encerrada em 30/1, o mercado do boi gordo consolidou o movimento de alta nos preços da arroba nas principais regiĂ”es produtoras do PaĂ­s. Na praça paulista, a arroba do boi gordo atingiu R$ 330, consolidando um cenĂĄrio de preços firmes, segundo apuração da Agrifatto. Na visĂŁo da consultoria, a dificuldade dos frigorĂ­ficos brasileiros em alongar as escalas, que atendem apenas seis dias (mĂ©dia nacional), aliada Ă  retenção estratĂ©gica dos animais terminados nas fazendas, favorecida pelas boas condiçÔes das pastagens, segue como o principal fator de sustentação dos preços da arroba. Na avaliação do engenheiro agrĂŽnomo Pedro Gonçalves, analista da Scot Consultoria, “na queda de braços das negociaçÔes, os pecuaristas estĂŁo levando vantagem no momento, com as boas condiçÔes de alimentos porteira adentro”. “A expectativa Ă© positiva para fevereiro, pelo menos no curto prazo”, antecipa Gonçalves. Pelos dados da Scot, o boi gordo sem padrĂŁo-exportação subiu mais R$ 1/@ na sexta-feira (30/1) em SĂŁo Paulo, para R$ 326/@, enquanto o “boi-China” seguiu valendo R$ 330/@ (valor bruto, no prazo). Segundo reforça Gonçalves, as indĂșstrias frigorĂ­ficas devem correr atrĂĄs nas negociaçÔes e seguir na toada de firmeza dos preços da arroba, com tendĂȘncia ainda de alta no curto prazo. A Agrifatto ressalta ainda que o avanço das cotaçÔes do boi gordo ocorre em sintonia com o bom ritmo das exportaçÔes de carne bovina in natura e com a proximidade da primeira semana do mĂȘs, perĂ­odo tradicionalmente associado Ă  melhora do consumo interno — quando entra o dinheiro dos salĂĄrios nas contas dos trabalhadores. O analista Pedro Gonçalves concorda com a avaliação dos colegas de setor da Agrifatto: “As escalas de abate mais enxutas dificultarĂŁo a formação de estoques para atender ao maior consumo esperado, tanto durante a primeira semana (recebimento de salĂĄrios) quanto ao longo da segunda quinzena do mĂȘs (perĂ­odo de Carnaval)”. CotaçÔes do boi gordo desta sexta-feira (30/1), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. MĂ©dia: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. MĂ©dia: R$ 305,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 275,00. Vaca: R$ 260,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” nesta sexta-feira (30/1), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 326,00/@ (Ă  vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 311,00/@ (Ă  vista) e R$ 315,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$301,50/@ (Ă  vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 311,00/@ (Ă  vista) e R$ 315,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 308,00/@ (Ă  vista) e R$ 312,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 311,00/@ (Ă  vista) R$ 315,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 308,00/@ (Ă  vista) e R$ 312,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 281,50/@ (Ă  vista) e R$ 285,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,00/@ (Ă  vista) e R$ 310,00/@ (prazo) TOCANTINS: R$ 301,50/@ (Ă  vista) e R$ 305,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Preço do boi gordo encerra janeiro em alta em São Paulo

Cotação média, no entanto, recuou em relação a dezembro. Poder de compra de bezerros pelo pecuarista é o menor desde outubro de 2021

 

O preço do boi gordo em SĂŁo Paulo encerrou o primeiro mĂȘs de 2026 em alta. Segundo a Scot Consultoria, a cotação nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referĂȘncias para o mercado pecuĂĄrio, fechou a sexta-feira (30/1) em R$ 326 a arroba para o pagamento a prazo, uma alta de 2,2% desde o inĂ­cio de janeiro. Na comparação diĂĄria, houve aumento de R$ 1. JĂĄ o valor do “boi China” subiu 2,5% em janeiro, alcançando R$ 330 no Ășltimo dia Ăștil do mĂȘs. No entanto, a Scot alerta que o preço mĂ©dio, considerando o boi destinado ao mercado interno, recuou em janeiro em relação a dezembro. A referĂȘncia, jĂĄ a descontar todos os impostos, ficou em R$ 313,21 por arroba, queda de 0,9% em relação ao mĂȘs anterior e recuo de 1% em relação a janeiro de 2025. JĂĄ o preço mĂ©dio do bezerro de desmame em SĂŁo Paulo fechou janeiro em R$ 2.898,13 por cabeça, um aumento de 0,1% em relação a dezembro e de 12,9% na comparação anual. Em termos nominais, este Ă© o segundo maior preço desde fevereiro de 2022, informa a Scot. Nessa movimentação, o poder de compra do pecuarista recuou, comenta Felipe Fabbri, consultor de mercado da Scot Consultoria. “Hoje ele compra 1,55 cabeça de bezerro com um boi gordo de 20 arrobas, enquanto em dezembro de 2025 esse valor era de 1,62 e, em janeiro de 2025, o valor era de 1,75”, destaca. O compra atual Ă© o menor desde outubro de 2021, quando o pecuarista comprava 1,54 cabeças de bezerro por boi gordo negociado. “Para o criador invernista, o momento estĂĄ pouco propĂ­cio e, para o curto e mĂ©dio prazo, a nossa expectativa Ă© que esse poder de compra siga impactado, refletindo uma menor oferta de bezerros no mercado pecuĂĄrio ao longo do ano de 2026”, destaca Fabbri.

GLOBO RURAL

 

Oferta restrita e procura aquecida sustentam preços da reposição em SP

Entre os machos anelorados, na comparação semanal, o boi magro subiu 1,1%, o bezerro de ano, 0,3%, e o bezerro de desmama, 0,1%, informa a analista Isabela Stevanatto

 

Em São Paulo, a oferta estå restrita e a procura aquecida sustentaram as cotaçÔes de cinco das oito categorias de reposição monitoradas pela Scot Consultoria ao longo desta semana. 

“TrĂȘs categorias apresentaram recuo, consequĂȘncia da queda de braço nas negociaçÔes”, afirma a zootecnista Isabela Stevanatto, analista de mercado da Scot. No entanto, acrescenta Isabela, mesmo com esses ajustes negativos em algumas categorias, o mercado paulista de reposição estĂĄ aquecido. Entre os machos anelorados, na comparação semanal, a exceção foi o garrote, que teve recuo de 2,3% na cotação. As demais categorias apresentaram alta considerando o mesmo intervalo de comparação: o boi magro subiu 1,1%, o bezerro de ano, 0,3%, e o bezerro de desmama, 0,1%. Para as fĂȘmeas aneloradas, na mesma comparação, as cotaçÔes da vaca magra e da bezerra de desmama recuaram 2,1% cada. JĂĄ a novilha e a bezerra de ano registraram alta de 1,3% e 0,1%, respectivamente. Segundo Isabela, outro indicador em alta Ă© o ĂĄgio entre o bezerro de desmama e o boi gordo. Em comparação a dezembro, o ĂĄgio subiu 3,6% e, em relação ao mesmo perĂ­odo do ano passado, estĂĄ 79,3% maior.  No comparativo mensal, a relação de troca segue desfavorĂĄvel para os recriadores/invernistas. No perĂ­odo mensal, as cotaçÔes do boi magro e do bezerro de ano subiram 0,9% cada, e os preços do garrote e do bezerro de desmama registraram acrĂ©scimo de 3,3% e 0,1%, respectivamente. Por sua vez, considerando o mesmo intervalo de comparação, o preço do boi gordo caiu 0,9%. Com isso, o poder de compra piorou 1,8% para o boi magro, 4,3% para o garrote, 1,9% para o bezerro de ano e 1,0% para o bezerro de desmama, informa Isabela. Dessa forma, sĂŁo necessĂĄrias 14,3 arrobas de boi gordo para a compra de um boi magro, 12,3 arrobas para um garrote, 10,5 arrobas para um bezerro de ano e 9,3 arrobas para um bezerro de desmama.  No curto prazo, prevĂȘ a analista da Scot, o mercado de reposição deve seguir sustentado, apoiado na oferta restrita. “Quedas pontuais podem ocorrer, dependendo do andamento das negociaçÔes”, diz.

SCOT CONSULTORIA

 

SUÍNOS

 

Preços dos suínos no mercado independente sofrem forte queda em janeiro

Ao contrĂĄrio do que ocorreu em 2025, quando os preços pagos pelos suĂ­nos no Brasil apresentaram estabilidade, o ano de 2026 estĂĄ começando com uma queda brusca nas cotaçÔes. Iniciada hĂĄ cerca de trĂȘs semanas, as desvalorizaçÔes no mercado independente (spot) estĂŁo perto dos 20%, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Na quarta-feira (29/1), o indicador Cepea/Esalq do suĂ­no registrou, em Santa Catarina, a cotação de R$ 6,75 o quilo, um recuo de 19,16% desde o inĂ­cio de janeiro. No ParanĂĄ, a cotação estava em R$ 6,99 o quilo, baixa de 15,48% no mesmo perĂ­odo. Em algumas regiĂ”es, produtores independentes tĂȘm negociado o suĂ­no vivo a valores muito prĂłximos - ou atĂ© abaixo - dos observados para a produção integrada, afirma Luiz Henrique Melo, analista de mercado de proteĂ­na animal do Cepea. Historicamente, as cotaçÔes do animal no mercado independente operam acima das de produção integrada, devido aos maiores custos. Em Braço do Norte (SC) jĂĄ verificamos valores do suĂ­no de criador independente abaixo das cotaçÔes do sistema integrado. Essa Ă© uma situação com ocorrĂȘncia muito rara, comenta Melo. Segundo o analista do Cepea, a queda se deve a uma forte redução do consumo no da carne suĂ­na no mercado interno. Depois das festas de fim de ano, com a população pagando mais contas, e somando um perĂ­odo de fĂ©rias escolares, a ponta final (do consumidor) estĂĄ travada. Mas o suĂ­no nĂŁo para de comer, o produto tem que fazer caixa, vender animais, e isso acaba forçando essas quedas bruscas, afirma. As baixas se refletem tambĂ©m no preço pago pelo consumidor. Na quarta-feira, no atacado da Grande SĂŁo Paulo, o Cepea registrou a cotação de R$ 11,11 o quilo para a carcaça suĂ­na especial, um recuo de 13,61% desde o inĂ­cio de janeiro.

Conforme Melo, as quedas seriam ainda mais fortes se nĂŁo fosse pela exportação de carne suĂ­na, que segue em patamares elevados. Mas um dos fatores que tĂȘm beneficiado o produto brasileiro no exterior Ă© justamente seu baixo preço em relação aos concorrentes. Dados compilados da UN Comtrade, da Organização das NaçÔes Unidas (ONU), e analisados pelo Cepea, mostram que a carne suĂ­na brasileira foi a mais competitiva no mercado internacional em 2025, quando considerado o valor em dĂłlar por quilo exportado. Atual terceiro maior exportador mundial, o Brasil registrou valor mĂ©dio de US$ 2,57 por quilo no ano passado, enquanto os Estados Unidos e a UniĂŁo Europeia (respectivamente o primeiro e segundo maiores exportadores globais) tiveram ambos mĂ©dia de US$ 3,18 o quilo.

GLOBO RURAL

 

FRANGOS

 

Frango/Cepea: Carne perde competitividade frente à suína, mas ganha em relação à bovina

Em janeiro, a competitividade da carne de frango caiu frente à suína, mas subiu em relação à bovina, aponta levantamento do Cepea. 

 

Segundo o Centro de Pesquisas, a desvalorização da proteĂ­na suinĂ­cola foi um pouco mais intensa que a da avĂ­cola, enquanto a carne de boi se valorizou ligeiramente – todas no atacado da Grande SĂŁo Paulo. Pesquisadores explicam que o movimento de queda de preços das carnes de frango e suĂ­na Ă© tĂ­pico do primeiro mĂȘs do ano, quando a demanda interna tende a estar mais enfraquecida, gerando uma sobreoferta. Para a proteĂ­na bovina, as altas atĂ© meados de janeiro garantiram o aumento da mĂ©dia mensal – desde a Ășltima semana, porĂ©m, o ritmo de negĂłcios diminuiu.

CEPEA

 

INTERNACIONAL

 

Rebanho bovino dos EUA cai ao menor nĂ­vel em 75 anos, afirma USDA

O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o seu menor tamanho desde 1951, informou o Departamento de Agricultura dos EUA nesta sexta-feira, sinalizando que os preços da carne bovina permanecerão altos para os consumidores após atingirem recordes no ano passado.

 

O paĂ­s tinha 86,2 milhĂ”es de bovinos e bezerros em 1Âș de janeiro, informou o USDA em um relatĂłrio semestral, depois que uma seca persistente levou os pecuaristas a reduzir seus rebanhos. Isso representou uma queda de 0,4% em relação ao ano anterior, quando o rebanho tambĂ©m atingiu seu nĂ­vel mais baixo desde 1951. Os preços da carne bovina provavelmente permanecerĂŁo elevados por mais dois anos, porque esse Ă© o tempo que levaria para criar gado pronto para abate, se os pecuaristas começarem a reconstruir seus rebanhos, disse Rich Nelson, estrategista-chefe da Allendale. "NĂŁo hĂĄ sinais de uma reconstrução de verdade", disse ele. Os altos preços dos alimentos contribuĂ­ram para derrubar a confiança do consumidor norte-americano em janeiro para o nĂ­vel mais baixo em mais de 11 anos e meio, pressionando o presidente republicano Donald Trump a abordar a questĂŁo, o que ajudou a impulsionar os candidatos democratas a vĂĄrias vitĂłrias eleitorais em 2025. Em outubro, Trump prometeu tornar a carne bovina mais acessĂ­vel. No entanto, os preços continuaram subindo para carne moĂ­da e bifes. Os preços de varejo da carne moĂ­da atingiram um recorde de US$6,69 por libra em dezembro, um aumento de mais de 2% em relação ao mĂȘs anterior e 19% em relação ao ano anterior, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. O rebanho de vacas tem diminuĂ­do continuamente desde 2019, Ă  medida que a seca nos Estados do oeste afetou pastagens e aumentou os custos de alimentação, forçando os pecuaristas a enviar mais animais para o abate. Os altos preços do gado tambĂ©m incentivaram os pecuaristas a vender animais para abate, em vez de mantĂȘ-los para reprodução. O nĂșmero de vacas de corte caiu 1% em relação ao ano anterior, para 27,6 milhĂ”es de cabeças em 1Âș de janeiro, o menor desde 1961, de acordo com dados do USDA. O rebanho total tambĂ©m inclui vacas leiteiras, que muitas vezes acabam sendo abatidas para a produção de carne. A Tyson Foods, uma das quatro grandes processadoras de carne bovina, estĂĄ fechando definitivamente uma fĂĄbrica em Nebraska que empregava cerca de 3.200 trabalhadores e reduzindo as operaçÔes em uma fĂĄbrica no Texas. A empresa deve divulgar seus resultados trimestrais na segunda-feira.

REUTERS

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Adapar reforça compromisso com a sanidade e a qualidade da produção

A AgĂȘncia de Defesa AgropecuĂĄria do ParanĂĄ estarĂĄ presente em mais uma edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel, consolidando seu papel como parceira estratĂ©gica do produtor rural. O evento acontecerĂĄ de 9 a 13 de fevereiro.

 

A Adapar oferecerĂĄ orientaçÔes em um estande, abordando seus programas nas ĂĄreas animal e vegetal. SerĂĄ exposta uma maquete para representar os itens de biosseguridade avĂ­cola e os equipamentos de uso no trabalho diĂĄrio da agĂȘncia, alĂ©m de outros materiais de divulgação.

A autarquia tambĂ©m vai desenvolver atividades lĂșdicas voltadas Ă  educação sanitĂĄria e Ă  conscientização sobre a sanidade animal e vegetal e seu impacto econĂŽmico e social. Durante todos os dias do evento, profissionais da Adapar estarĂŁo Ă  disposição dos visitantes para esclarecer dĂșvidas sobre os principais programas de defesa agropecuĂĄria. Na ĂĄrea animal, serĂŁo repassadas orientaçÔes sobre o status do ParanĂĄ como ĂĄrea livre de febre aftosa sem vacinação; exigĂȘncias para o trĂąnsito de animais e programas de controle de zoonoses, como Raiva, Brucelose e Tuberculose e Influenza aviĂĄria; e sobre a Inspeção de Produtos de Origem Animal. AtĂ© o momento jĂĄ estĂĄ confirmada uma palestra a ser realizada no dia 10 pelo Fiscal de Defesa AgropecuĂĄria Tales Amaral Perufo sobre biosseguridade na suinocultura. No campo vegetal, serĂŁo disseminadas informaçÔes sobre: o uso correto de agrotĂłxicos; vazio sanitĂĄrio; inspeção de colheitadeiras; monitoramento de pragas e doenças; e a certificação de produtos de origem vegetal. O maior objetivo da participação da agĂȘncia Ă© encurtar a distĂąncia entre o ĂłrgĂŁo que fiscaliza e protege a agropecuĂĄria e produtor rural, transformando a conformidade sanitĂĄria em uma ferramenta de competitividade para o agronegĂłcio paranaense.

ASSESSORIA DE IMPRENSA COOPAVEL

 

Curitiba foi a cidade que mais gerou empregos no Sul do PaĂ­s

Com um saldo positivo de 14.689 vagas, em 2025, Curitiba foi a cidade que mais gerou empregos com carteira assinada no Sul do País. O saldo é a diferença entre 574.155 admissÔes e 559.466 demissÔes no período.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo o Caged, a capital paranaense ficou à frente de Porto Alegre, com 14.050 vagas, e Florianópolis, com 6.257 novos empregos formais. No terceiro trimestre de 2025, capital paranaense registrou uma taxa de desemprego de 4,3%, uma das menores do País.

BEM PARANÁ

 

ECONOMIA

 

Dólar sobe mais de 1% no Brasil em dia de Ptax e avanço da moeda no exterior

O dĂłlar fechou a sexta-feira com alta firme no Brasil e novamente prĂłximo dos R$5,25, influenciado pela disputa pela formação da Ptax de fim de mĂȘs e pelo avanço firme da moeda norte-americana no exterior, onde investidores reagiram Ă  indicação do substituto de Jerome Powell no Federal Reserve e Ă s tensĂ”es entre EUA e IrĂŁ.

 

O dĂłlar Ă  vista fechou o dia com alta de 1,04%, aos R$5,2481, mas ainda assim encerrou o primeiro mĂȘs do ano com baixa acumulada de 4,39%. Na semana, a divisa cedeu 0,75%.

Às 17h05, o dĂłlar futuro para março -- que nesta sessĂŁo passou a ser o mais lĂ­quido no Brasil -- subia 1,04% na B3, aos R$5,2825. Calculada pelo Banco Central com base nas cotaçÔes do mercado Ă  vista, a Ptax serve de referĂȘncia para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mĂȘs, agentes financeiros tentam direcionĂĄ-la a nĂ­veis mais convenientes Ă s suas posiçÔes, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotaçÔes) ou vendidas em dĂłlar (no sentido de baixa). Em função da disputa, investidores comprados em dĂłlar forçaram a alta das cotaçÔes nos horĂĄrios prĂłximos Ă s janelas de coleta do BC, Ă s 10h, 11h, 12h e 13h. AlĂ©m deste fator tĂ©cnico, o dĂłlar acompanhava o exterior, onde a divisa norte-americana subia ante as demais apĂłs o presidente dos EUA, Donald Trump, escolher o ex-diretor do Fed Kevin Warsh para chefiar o banco central do paĂ­s ao fim do mandato de Powell, em maio. Entre os investidores, uma das avaliaçÔes foi a de que Warsh, apesar de favorĂĄvel ao corte de juros pelo Fed, seria menos radical neste sentido do que outros nomes que eram cogitados para o cargo. Assim, a percepção de que os juros podem nĂŁo cair tĂŁo cedo dava força Ă  moeda norte-americana.

Com a Ptax definida no Brasil no inĂ­cio da tarde (R$5,2301 na venda), a disputa tĂ©cnica deixou de influenciar as cotaçÔes, mas um novo fator de estresse surgiu nos EUA. Trump afirmou que uma grande armada -- maior que a enviada anteriormente Ă  Venezuela -- estĂĄ a caminho do IrĂŁ. Em reação, o dĂłlar voltou a acelerar ao redor do mundo, inclusive ante o real, e o Ibovespa renovou mĂ­nimas, com alguns investidores realizando parte dos lucros recentes. ApĂłs registrar a cotação mĂ­nima de R$5,1943 (estĂĄvel) Ă s 9h13, pouco depois da abertura, o dĂłlar Ă  vista atingiu a mĂĄxima de R$5,2799 (+1,65%) Ă s 15h20, jĂĄ apĂłs a fala de Trump. No exterior, o dĂłlar se mantinha em alta ante as demais divisas no fim da tarde. Às 17h11, o Ă­ndice do dĂłlar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,90%, a 97,046.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda com realização, mas acumula ganho de 12,4% no mĂȘs

O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda firme, apĂłs uma sessĂŁo marcada por volatilidade e realização de lucros, diante dos ganhos fortes acumulados no mĂȘs de janeiro embalados por fluxos de capital estrangeiro.

 

Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa recuou 0,97%, a 181.363,90 pontos. Na mĂ­nima da sessĂŁo, marcou 180.088,53 pontos. No melhor momento, alcançou 183.620,36 pontos. O volume financeiro somou R$33,71 bilhĂ”es. A bolsa brasileira iniciou o dia com viĂ©s negativo, com os mercados repercutindo o anĂșncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nomeou o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, para chefiar o banco central do paĂ­s quando o mandato de Jerome Powell terminar, no mĂȘs de maio. Warsh Ă© considerado uma das opçÔes menos radicais entre os vĂĄrios nomes que foram cogitados para ocupar o cargo e Ă© visto mais cauteloso em relação a estĂ­mulos monetĂĄrios agressivos do que outros, fazendo com que parte dos agentes tenham considerado a indicação "hawkish" (dura) na comparação com outros nomes cotados nos Ășltimos meses. A tendĂȘncia negativa do Ibovespa chegou a ser revertida no fim da manhĂŁ em meio ao desempenho positivo de alguns papĂ©is de peso, como Petrobras, contudo, a piora dos ativos no exterior no inĂ­cio da tarde contaminou os mercados locais, com bancos e siderĂșrgicas caindo em bloco e levando o Ibovespa para as mĂ­nimas da sessĂŁo, quase perdendo o patamar de 180 mil pontos. "Sexta-feira jĂĄ Ă© um dia tradicionalmente de realização de lucros. A alta da Ășltima semana e do mĂȘs foi muito forte", destacou Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 1,40% e de 12,56% em janeiro. "Essa tendĂȘncia continua no prĂłximo mĂȘs, com fluxo ainda positivo", disse Pedro Moreira, sĂłcio da ONE Investimentos, mas alertando que "os riscos globais ainda existem".

REUTERS

 

Taxa de desemprego em 2025 fica em 5,6%, menor patamar da série histórica 

Segundo o IBGE, a taxa média anual de desemprego em 2024 foi de 6,6%

 

A taxa de desemprego no paĂ­s foi de 5,1% no trimestre mĂłvel encerrado em dezembro de 2025. O resultado ficou abaixo do verificado no trimestre mĂłvel anterior, finalizado em novembro (5,2%) e abaixo do resultado de igual perĂ­odo de 2024 (6,2%), mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de DomicĂ­lios ContĂ­nua (Pnad ContĂ­nua), divulgada na sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE). TambĂ©m foi a menor taxa da sĂ©rie histĂłrica da pesquisa, informou o IBGE. A taxa foi influenciada por expansĂŁo da ocupação no mercado de trabalho, principalmente no setor de serviços, destacou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de DomicĂ­lios do Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE), Adriana Beringuy. "Importante registrar que a queda da desocupação nĂŁo foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressĂŁo por trabalho”, disse Beringuy, em comunicado sobre a Pnad. “A trajetĂłria de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansĂŁo da ocupação, principalmente nas atividades de serviços", completou, no informe. Com o desempenho fechado do Ășltimo mĂȘs do ano passado, o desemprego em 2025 encerrou ano com taxa mĂ©dia anual em 5,6%, menor taxa anual da sĂ©rie histĂłrica iniciada em 2012. Em 2024, a taxa mĂ©dia anual de desemprego foi de 6,6%. JĂĄ a taxa mĂ©dia anual de desemprego em 2025 ficou abaixo da mediana das expectativas de 23 consultorias e instituiçÔes financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 6%. O intervalo das projeçÔes ia de 5,6% a 6,1%. No comunicado, o IBGE detalhou ainda sobre estimativa anual da população subutilizada, que sĂŁo as pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiĂȘncia de horas trabalhadas, ou na força de trabalho potencial. Esse contingente recuou 10,8% entre 2024 e 2025, passando de 18,7 milhĂ”es de pessoas, em 2024, para cerca de 16,6 milhĂ”es, em 2025. Entretanto, detalharam os pesquisadores do IBGE, apesar da redução, o contingente de subutilizados ainda estĂĄ acima do menor nĂ­vel da sĂ©rie, atingido em 2014 (16,3 milhĂ”es de pessoas). Em 2012, totalizava 19 milhĂ”es de pessoas. E nos anos da covid, chegou a 31,2 milhĂ”es em 2020 e 32,1 milhĂ”es em 2021. No trimestre encerrado em dezembro de 2025, o paĂ­s tinha 5,5 milhĂ”es de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas nĂŁo conseguiram encontrar. Foi o menor contingente da sĂ©rie histĂłrica da pesquisa. O nĂșmero aponta retração de 9% frente ao trimestre mĂłvel anterior, encerrado em novembro de 2025 (menos 542 mil pessoas) e queda de 17,7% frente a igual perĂ­odo de 2024 (menos 1,2 milhĂŁo de pessoas). De outubro a dezembro de 2025, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionĂĄrios pĂșblicos) era de 103 milhĂ”es de pessoas, tambĂ©m recorde da sĂ©rie histĂłrica da pesquisa. Isso representa um avanço de 0,6% em relação ao perĂ­odo do trimestre anterior (mais 565 mil pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2024, subiu 1,1% (1,2 milhĂŁo de pessoas). JĂĄ a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de empregos com 14 anos ou mais de idade – estava em 108,5 milhĂ”es no trimestre mĂłvel encerrado em dezembro. Esse volume representou estabilidade, tanto na comparação com trimestre anterior quanto em relação ao mesmo trimestre em 2024. A renda mĂ©dia dos trabalhadores avançou 2,4% no trimestre mĂłvel encerrado em dezembro de 2025, ante trimestre mĂłvel anterior (encerrado em novembro) para R$ 3.613,00. Esse patamar foi recorde na pesquisa, informou o instituto. O rendimento mĂ©dio real habitual dos trabalhadores considera a soma de todos os trabalhos. Na comparação com igual trimestre de 2024, houve alta de 5%, no trimestre encerrado em dezembro do ano passado. O resultado foi impulsionado por funçÔes mais escolarizadas, destacou Beringuy. Em comunicado sobre a pesquisa, os pesquisadores do IBGE detalharam que o valor do rendimento mĂ©dio real habitual das pessoas ocupadas, em 2025, foi estimado em R$ 3.560. Isso representou um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. Os tĂ©cnicos do instituto comentam, no comunicado, que na sĂ©rie histĂłrica da pesquisa, desde 2012, o menor resultado havia sido em 2022 (R$ 3.032). JĂĄ a massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 367,6 bilhĂ”es no trimestre mĂłvel encerrado em dezembro. O nĂșmero aponta variação de 3,1% frente ao trimestre mĂłvel anterior (encerrado em novembro) ou R$ 10,9 bilhĂ”es a mais. Frente a igual perĂ­odo de 2024, hĂĄ aumento de 6,4% (mais R$ 22 bilhĂ”es), no trimestre finalizado em dezembro de 2025. JĂĄ o valor anual da massa chegou a R$ 361,7 bilhĂ”es, em 2025, o maior da sĂ©rie, com alta de 7,5% (mais R$ 25,4 bilhĂ”es) em relação a 2024, detalhou ainda o IBGE, em seu informe. "Setorialmente, as atividades que mais expandiram a ocupação foram as de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliĂĄrias, profissionais e administrativas, como tambĂ©m o grupamento formado pela Administração pĂșblica, defesa, educação, saĂșde humana, seguridade social e serviços sociais”, citou Beringuy, em comunicado sobre a pesquisa.

VALOR ECONÔMICO

 

Governo gasta R$1 trilhĂŁo com juros da dĂ­vida em 2025 e endividamento bruto vai a 78,7% do PIB

A dĂ­vida pĂșblica bruta do paĂ­s fechou 2025 em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), uma alta de 2,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior, sob forte impacto do gasto do governo com juros no ano, que atingiu a marca de R$1 trilhĂŁo, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central.

 

O gasto nominal com juros da dívida é o maior jå registrado pelo BC e gerou uma pressão de alta de 8,9 pontos percentuais no endividamento bruto, o que foi apenas parcialmente compensado por fatores como o crescimento do PIB, resgates de títulos e valorização do real.

A despesa do governo com juros da dĂ­vida nĂŁo foi ainda maior no ano passado porque a queda do dĂłlar no ano levou a autoridade monetĂĄria a registrar ganho de aproximadamente R$100 bilhĂ”es em operaçÔes de hedge oferecidas ao mercado, o que reduz a conta de juros. A equipe econĂŽmica do governo tem atribuĂ­do a alta da dĂ­vida pĂșblica ao elevado nĂ­vel da taxa Selic, mantida no maior patamar em quase duas dĂ©cadas pelo BC para controlar a inflação. Desconfianças do mercado sobre a gestĂŁo fiscal do governo, no entanto, nĂŁo apenas pressionam a taxa bĂĄsica, como tambĂ©m contribuem para manutenção em alto patamar dos juros pedidos pelos investidores para financiarem os gastos pĂșblicos. O crescimento da dĂ­vida bruta no ano foi suavizado por uma queda do indicador em dezembro ante novembro, terminando 2025 abaixo do esperado pelo mercado, enquanto o setor pĂșblico consolidado brasileiro apresentou superĂĄvit primĂĄrio no Ășltimo mĂȘs do ano. O patamar de 78,7% do PIB da dĂ­vida pĂșblica bruta do paĂ­s em dezembro ficou abaixo dos 79,0% de novembro e da previsĂŁo de 79,5% apontada em pesquisa da Reuters. JĂĄ a dĂ­vida lĂ­quida do setor pĂșblico foi a 65,3% do PIB, contra 65,2% em novembro e 61,3% em dezembro de 2024. A expectativa para esse indicador era de 65,8%. Em dezembro, o setor pĂșblico consolidado registrou um superĂĄvit primĂĄrio de R$6,251 bilhĂ”es, acima da expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo positivo de R$3,0 bilhĂ”es. O desempenho mostra que o governo central teve superĂĄvit de R$21,572 bilhĂ”es no Ășltimo mĂȘs de 2025, enquanto Estados e municĂ­pios registraram dĂ©ficit primĂĄrio de R$19,783 bilhĂ”es e as estatais tiveram saldo positivo de R$4,463 bilhĂ”es, mostraram os dados do Banco Central. Os dados da autarquia mostram que no acumulado do ano, o governo central teve dĂ©ficit primĂĄrio de R$58,687 bilhĂ”es. O cĂĄlculo para cumprimento da meta de dĂ©ficit zero, com tolerĂąncia de 0,25 ponto percentual do PIB, desconta gastos com precatĂłrios e indenizaçÔes a aposentados, chegando a um rombo menor. O governo informou que a meta do ano foi cumprida.  Em 2025, Estados e municĂ­pios tiveram superĂĄvit de R$9,537 bilhĂ”es, enquanto as estatais apresentaram dĂ©ficit de R$5,871 bilhĂ”es.

REUTERS

 

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