CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1037 DE 29 DE JANEIRO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1037 | 29 de janeiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo sobe em SP e em outras 11 praças brasileiras
Confirmando as expectativas dos analistas de mercado que acompanham diariamente os negócios no setor pecuário, os preços do boi gordo subiram nesta quarta-feira (28/1) em algumas das principais regiões brasileiras, a começar por São Paulo, referência no mercado. No PARANÁ: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo)
Pelos dados da Agrifatto, o animal sem padrão-exportação e do “boi-China” agora valem R$ 325/@ em São Paulo, uma alta de R$ 5/@ sobre o dia anterior. Segundo os números apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo “comum” subiu R$ 1/@ no mercado paulista, para R$ 320/@, enquanto o “boi China” registrou valorização diária de R$ 2/@, apregoado em R$ 325/@ (valores brutos, no prazo). Ainda em SP, de acordo com a Scot, a novilha gorda teve acréscimo de R$ 3/@, comercializada agora a R$ 315/@, encerrando um período de estabilidade de 26 dias. Na mesma praça, o preço da vaca gorda permaneceu em R$ 302/@, acrescentou a Scot. Segundo a Agrifatto, apesar do menor ritmo nas vendas internas de carne bovina — movimento típico da última semana do mês, quando os bolsos dos consumidores estão mais “vazios” —, o mercado segue com tendência de alta, garantida pela retenção da boiada nas fazendas, estratégia favorecida pelas boas condições do pasto. Tal cenário, analisa a Agrifatto, tende a se prolongar nas próximas semanas, ou seja, a oferta deve seguir mais ajustada, com produtores menos pressionados a vender no curto prazo. Além disso, apesar do enfraquecimento do consumo interno do meio para o fim da segunda quinzena do mês, a proximidade do pagamento de salários e benefícios sociais, previsto para a primeira semana de fevereiro, tende a impulsionar a demanda nos próximos quinze dias. Cotações do boi gordo da quarta-feira (28/1), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. Média: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. Média: R$ 305,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. Média: R$ 305,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: quatro dias.
RONDÔNIA: Boi: R$ 275,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: dez dias.
MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: oito dias.
Preços brutos do “boi-China” na quarta-feira (28/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 311,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 311,00/@ (à vista) R$ 315,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 276,50/@ (à vista) e R$ 280,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Valorização do bezerro supera custos da cria em 2025
O custo de produção da cria do gado corte registrou forte alta em 2025, mas foi superado pela expressiva valorização do bezerro. É o que apontam os dados coletados em Mato Grosso pelo projeto de Custo de Produção Agropecuário (CPA), do Senar, em parceria com o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea).
De acordo com o levantamento, o Custo Operacional Total (COT) do sistema de cria encerrou o ano com média de R$ 282,29 por arroba, 29,33% maior que em 2024. Enquanto, no mesmo período, o preço do bezerro de sete arrobas apresentou valorização ainda maior. A cotação do bezerro atingiu R$ 397,35 por arroba, valorização de 38,70% no acumulado do ano, superando o crescimento dos custos de produção. O alívio no caixa trouxe ao pecuarista uma margem de R$ 115,05 por arroba em 2025, um avanço de 68,70% no comparativo anual. Segundo o Imea, esse foi o primeiro crescimento anual da margem desde 2021, refletindo diretamente o fortalecimento do mercado do bezerro no Estado. Diante da melhora consistente nas cotações do bezerro, a tendência para 2026, de acordo com o Imea, é de aumento na retenção de fêmeas. Cenário que tende a reduzir a oferta de animais, sustentando os preços do bezerro e mantendo as margens do sistema de cria em patamares ainda mais favoráveis.
ESTADÃO/AGRO
Mercado de genética bovina vive momento de retomada
Venda de sêmen no segmento de gado de corte aumentou 10% no ano passado. 19 milhões de doses de sêmen é a projeção de 2025
Após um período de queda nas vendas, nos anos de 2022 e 2023, o setor de sêmen bovino confirmou um movimento de retomada no ano passado no país. Segundo a Associação Brasileira de Inseminação Artificial (Asbia), foram comercializadas 15,6 milhões de doses entre os meses de janeiro e outubro, e a projeção é de que no ano o total tenha alcançado 19 milhões, acima do registrado em 2024, quando somou 17,5 milhões de doses. A venda de sêmen no segmento de gado de corte cresceu perto de 10% em 2025, com destaque para as raças taurinas, especialmente Angus e Brangus, que avançaram acima de 20% e acabaram puxando o crescimento do mercado. Os números consolidados serão divulgados em fevereiro pela Asbia. “Aquele período em que a inseminação teve uma redução e depois estabilizou é exatamente o momento em que houve a queda no preço do boi e do bezerro. É o que chamamos de baixa do nosso ciclo. Agora, que houve uma retomada da fase de alta, houve um crescimento novamente da inseminação”, afirma o sócio proprietário da CRIO Central Genética Bovina, de Cachoeira do Sul (RS), e diretor da Asbia, Fernando Velloso. Os números também apontam para uma popularização da inseminação, segundo Velloso. Ele observa que, há duas ou três décadas, os pecuaristas aderiam à ferramenta tendo como objetivo principalmente o melhoramento genético. Mas, em anos recentes, a inseminação passou a ser uma forma de controlar os custos da fazenda e a gestão reprodutiva do rebanho. Hoje, segundo Velloso, a inseminação deixou de ser um investimento pontual para se tornar uma rotina nas fazendas. “Com a popularização dos protocolos de inseminação a tempo fixo (IATF), é possível ao produtor obter um custo de prenhez, ou seja, o custo do bezerro nascido, menor com a inseminação artificial do que com a monta natural”, resume. Segundo ele, essa rotina permite aumentar a eficiência reprodutiva em 5% a 10%. A redução de custos, por sua vez, pode alcançar entre 20% e 25%. A expectativa para este ano é de que o mercado siga em expansão. “Imaginamos que vamos ter, nos próximos três anos, um bom preço para o bezerro, e quando isso ocorre você tem estímulo para a cria”, analisa Velloso. Neste momento, o boi gordo no Rio Grande do Sul, por exemplo, está cotado em cerca de R$ 11,50 o quilo vivo, enquanto o quilo vivo do bezerro vale de R$ 14 a R$ 15 no Estado. A expectativa é de que esse ágio do bezerro em relação ao boi gordo permaneça na faixa de 20%. Um dos fatores que apontam para o incentivo à cria é a tendência de redução no abate de fêmeas, após alta registrada em 2025.
A retomada também aparece nos números das centrais de inseminação. Na Seleon Biotecnologia, de Itatinga (SP), o crescimento foi de 17% em 2025, segundo o CEO Bruno Grubisich. De acordo com ele, o bom momento vivido pelo setor no ano passado se deve menos a uma empolgação de ciclo e mais a uma estrutura produtiva que foi redesenhada após a pandemia. “Houve uma explosão da demanda, os preços da carne foram lá em cima, e isso levou a uma corrida dos pecuaristas atrás de genética e de produtos para melhorar a produção”, conta. O desempenho da empresa no ano passado foi impulsionado principalmente pela alta de 105% na comercialização de sêmen da raça Angus. No gado de leite, o destaque foi a raça Holandês, com crescimento de 55%. Uma tendência vista durante o período de pandemia foi a importação de touros para coleta de sêmen no Brasil. Hoje a Seleon conta com mais de 100 touros americanos, o que representa mais de 20% do plantel. “Cada vez mais o pecuarista está buscando o produto de ponta, então criou-se esse corredor, digamos assim, de genética americana no Brasil”, observa Grubisich. A logística para trazer os animais ao Brasil funciona assim: os touros passam por uma quarentena, nos Estados Unidos, e são embarcados de avião até Viracopos. Em solo brasileiro, os animais são recebidos por fiscais do Ministério da Agricultura e encaminhados para a Seleon, onde passam por um processo de pré-imunização, visando a resistência ao carrapato [parasita mais comum em regiões de clima tropical]. Após 60 dias, o touro está apto a ir a campo e ter uma vida normal. A partir de então, o animal começa a produzir sêmen. A genética desses animais costumava ser importada por meio de doses de sêmen congeladas, em botijões. Questões de logística e de aduana, porém, faziam com que algumas empresas acabassem perdendo oportunidades de venda, de acordo com o empresário. “Viabilizamos um mercado que não existia por conta dessa limitação do [clima] tropical. Quando os clientes perceberam que existia uma oportunidade de mandar esses touros de avião para o Brasil, e ter a segurança de ter uma produção contínua de sêmen, isso começou a ser uma tendência”, acrescenta o sócio da Seleon. Na empresa, um touro produz, em média, 400 a 500 doses por coleta, que ocorre duas vezes por semana. Dessa forma, um touro pode produzir dezenas de milhares de doses ao ano.
GLOBO RURAL
SUÍNOS
Custo de Produção de Suínos no Paraná Sobe 4,3% em 2025, Mas Cai no Segundo Semestre, Aponta Deral
Boletim da Secretaria de Agricultura do Paraná mostra alta no custo médio anual, mas redução nos últimos meses de 2025, com a ração representando mais de 70% das despesas totais
O custo médio de produção de suínos no Paraná fechou 2025 em R$ 5,99 por quilo vivo, um aumento de 4,3% (R$ 0,25) em relação ao ano anterior, segundo o Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab). Os dados, elaborados com base em informações da Embrapa Suínos e Aves, mostram que os custos oscilaram entre R$ 5,73/kg vivo, em agosto, e R$ 6,32/kg vivo, em março. “O ano foi marcado por variações expressivas no custo da ração e por um ambiente de ajustes de mercado, especialmente no primeiro semestre”, destaca o relatório do Deral. Apesar da alta no acumulado do ano, o segundo semestre de 2025 apresentou redução de 5,8% nos custos de produção, com o valor médio recuando de R$ 6,17 para R$ 5,82/kg vivo. Em relação ao mesmo período de 2024, a queda foi de 1,2% (R$ 0,07), já que o custo médio na segunda metade do ano anterior foi de R$ 5,89/kg vivo.
De acordo com o Deral, o recuo nos custos nos meses finais de 2025 foi influenciado pela estabilidade nos preços dos grãos, principalmente do milho e da soja, e por melhor eficiência alimentar nas granjas. A ração animal segue como o principal componente do custo de produção, representando 70,4% do total. Os demais custos se distribuem da seguinte forma:
Custo de capital: 7,8%. Sanidade: 4,3%. Transporte: 3,9%. Mão de obra: 3,7%. Depreciação: 3,5%. Genética: 2,8%. Manutenção e seguro: 1,5%. Energia elétrica, cama e calefação: 1,1%
Outros custos: 0,8%. Funrural: 0,2%. Segundo os técnicos do Deral, o peso elevado da alimentação reforça a dependência da suinocultura em relação ao custo do milho, o principal insumo da ração. Mesmo com o aumento anual, o Paraná manteve em 2025 o segundo menor custo médio de produção de suínos entre os estados monitorados pela Embrapa Suínos e Aves, ficando atrás apenas do Mato Grosso (R$ 4,74/kg vivo). A seguir aparecem Rio Grande do Sul (R$ 6,31/kg), Minas Gerais (R$ 6,33/kg), Santa Catarina (R$ 6,34/kg) e Goiás (R$ 6,58/kg). O desempenho competitivo do Paraná é atribuído à sua forte produção de milho, o que reduz custos logísticos e garante maior disponibilidade do insumo. De acordo com o 4º Levantamento da Safra 2025/26 da Conab, o milho segue como principal componente da ração suína, e seu preço tem impacto direto sobre o custo de produção. O Paraná e o Mato Grosso, que ocupam as primeiras posições no ranking nacional de produção de milho, são também os estados com menores custos na criação de suínos, o que reforça a importância da integração entre os setores agrícola e pecuário. “A oferta interna de grãos é determinante para o equilíbrio da suinocultura. Quando há estabilidade no custo do milho, o produtor consegue recuperar margens e manter competitividade”, avalia o Deral.
PORTAL DO AGRONEGÓCIO
FRANGOS
Brasil deve liderar crescimento nas exportações de frango em 2026, aponta Itaú BBA
Com custos de ração mais baixos e aumento da demanda internacional, país consolida posição como principal exportador
O Brasil deve manter um desempenho positivo na produção e exportação de carne de frango em 2026, segundo o relatório Agro Mensal, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA. O avanço será impulsionado por custos de ração mais competitivos e pela expansão da demanda global por proteína animal. Em dezembro, as exportações brasileiras somaram 496 mil toneladas, considerando produtos in natura e industrializados, volume 14% superior ao mesmo período de 2024. O bom resultado no fim do ano ajudou a compensar o desempenho mais fraco entre maio e agosto, período afetado por embargos temporários após a confirmação de um caso de gripe aviária no Rio Grande do Sul. Apesar das restrições pontuais, o Brasil encerrou 2025 com exportações totais de 5,162 milhões de toneladas, um crescimento de 0,1% em relação ao ano anterior — resultado considerado positivo diante dos desafios enfrentados.
A receita total, porém, recuou 1,9%, somando US$ 9,6 bilhões no acumulado de 2025, reflexo da pressão nos preços internacionais e da variação cambial ao longo do ano. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), entre os três principais produtores de carne de frango do mundo, a China deverá apresentar o maior crescimento em 2026, com alta de 3,1%. O Brasil aparece logo em seguida, com 1,6%, à frente dos Estados Unidos, que devem crescer 1%. No cenário das exportações, o país é o grande destaque: o USDA projeta um avanço de 5,5%, o equivalente a 250 mil toneladas adicionais, consolidando o Brasil como líder global na venda de carne de frango. O Itaú BBA estima que a produção brasileira cresça 2% em 2026, enquanto as exportações devem avançar 4%. Segundo o relatório, o setor continuará se beneficiando de custos de ração favoráveis, impulsionados pelo bom desempenho das safras de grãos, especialmente soja e milho. A primeira safra de 2026 apresenta resultados positivos, e as projeções para a safrinha reforçam a expectativa de preços estáveis e competitivos para a alimentação animal — um dos principais componentes do custo de produção. Mesmo com o cenário otimista, especialistas alertam que o principal desafio do setor permanece no controle sanitário. O gerente da Consultoria Agro do Itaú BBA, Cesar de Castro Alves, destaca que a biossegurança é essencial para preservar a confiança dos mercados internacionais. “Com as importações globais de carne de frango previstas para crescer, o cenário permanece favorável. O grande desafio é manter o controle sobre possíveis casos de gripe aviária, garantindo a continuidade das exportações brasileiras”, afirma Alves.
PORTAL DO AGRONEGÓCIO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Estado reforça sistema de agricultura com 324 servidores e entrega de 250 veículos
O Governo do Estado está reforçando o Sistema Estadual de Agricultura (Seagri), conjunto de órgãos e entidades do governo que atuam de forma integrada para planejar e executar políticas públicas voltadas ao agronegócio paranaense. O governador Carlos Massa Ratinho Junior deu posse, nesta segunda-feira (26), a 324 novos servidores que vão atuar nos órgãos do Seagri, além de entregar os primeiros 250 de mais de 600 veículos adquiridos para dar agilidade aos trabalhos de campo.
Estão sendo contratados engenheiros agrônomos, ambientais e civis, administradores, assistentes sociais, economistas, técnicos de manejo e meio ambiente e profissionais de outras áreas. Eles ingressam como servidores da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) e do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná) – além desses três órgãos, o Seagri é formado também pelas Centrais de Abastecimento do Paraná (Ceasa). O IDR-Paraná recebeu 111 novos servidores, admitidos por meio de Processo Seletivo Simplificado (PSS). O reforço contempla diferentes áreas técnicas e de pesquisa, com engenheiros agrônomos, administradores, médicos veterinários, engenheiro florestal, técnicos agrícolas e de agropecuária, e pesquisadores, ampliando a capacidade de atendimento aos produtores rurais e de geração de conhecimento aplicado ao campo. Já a Adapar incorporou 40 novos servidores efetivos, distribuídos entre o Quadro Próprio do Poder Executivo e o Quadro Próprio da Adapar. Entre os profissionais empossados estão médicos veterinários, técnicos agrícolas e de agropecuária, administradores, economista, engenheiro do trabalho e psicólogo, bem como especialistas em Tecnologia da Informação, fortalecendo as ações de defesa sanitária animal e vegetal no Estado. “Esses novos servidores vão ocupar, basicamente, cargos na área administrativa, mas também na parte técnica. E temos a perspectiva ainda de contratar mais de 50 engenheiros agrônomos, que já prestaram o concurso, para atuarem como fiscais nas várias regiões do Estado”, explicou o diretor-presidente da Adapar, Otamir Cesar Martins. “É um momento importante para a defesa agropecuária do Paraná, que é cheia de desafios, mas temos criado soluções para esses desafios”. A entrega dos mais de 600 veículos ao Siagri beneficiará diretamente os produtores rurais paranaenses, fortalecendo a capacidade operacional dos órgãos envolvidos, ampliando o atendimento no campo e contribuindo para o aumento da produtividade, da sustentabilidade e da competitividade do agronegócio no Estado.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Analista do Sistema Ocepar comenta queda na contratação do Plano Safra
O cenário de juros elevados diminuiu a contratação de recursos do Plano Safra 2025/2026, na comparação com o período anterior. Essa é a avaliação do economista e analista de desenvolvimento técnico da Ocepar, Salatiel Turra, em entrevista ao programa “Mais Pecuária”, exibido pelo Canal do Boi, na última segunda-feira (26/01).
Segundo reportagem, dos R$ 594 bilhões anunciados pelo governo federal para o Plano Safra 2025/2026 até o momento foram acessados 187 bilhões, volume 15% menor. Os dados são de janeiro de 2026. Em janeiro do ano passado, o valor acessado chegava a R$ 220 bilhões.
“Tudo isso tem a ver com a taxa de juros alta, elevada principalmente pela taxa Selic. Nós podemos destacar que a maioria das contratações estão relacionadas a juros livres, em torno de 36%. Isso encarece ainda mais as atividades contratadas pelos produtores rurais, tanto da agricultura familiar, de médios e grandes produtores”, afirmou Turra. O economista também trouxe um panorama da contratação de recursos pelas cooperativas. “Apesar dessas taxas de juros altas, as cooperativas continuam ainda contratando recursos para fazer seus investimentos e desenvolver ainda mais suas atividades. Em ordem nacional, as cooperativas já contrataram em torno de R$ 26 bilhões - e as cooperativas do Paraná chegam a 30% desse volume, ou seja, quase R$ 7 bilhões contratados, o que traz uma dinâmica tanto para produtividade, quanto para produção animal, como também vegetal”, finalizou.
OCEPAR
Custo de produção de frango de corte cai 2,81% em 2025; suíno sobe 4,39%
Informações são da Cias (Central de Inteligência de Aves e Suínos), da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária)
Os custos de produção de suínos e de frangos de corte encerraram o ano de 2025 em crescimento e queda, respectivamente, conforme os levantamentos mensais da Embrapa Suínos e Aves divulgados por meio da Cias (Central de Inteligência de Aves e Suínos). Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (19,13% do total) caíram 1,90% no último mês do ano, mas com um aumento acumulado em 2025 de 14,82%. No Paraná, referência para a avicultura de corte no Brasil, o custo de produção do quilo do frango chegou a R$ 4,65 em dezembro, com aumento de 0,51% em relação ao mês anterior. O ICPFrango (Índice de Custo de Produção de Frango) alcançou 360,21 pontos. A ração manteve-se como componente principal na estrutura de custos dos 2 setores. Os cortes suínos responderam por 71,67% do total em dezembro, com elevação de 1,71% no mês e 1,82% no acumulado de 2025, pressionando a rentabilidade dos produtores. Em relação aos cortes de aves, a ração representou 62,96% do custo total em dezembro, com alta de 1,38% no mês. No entanto, este componente registrou queda de 8,92% no acumulado do ano, fator determinante para a redução geral dos custos no setor. A aquisição de pintos de um dia, item que corresponde a 19,13% do custo total na avicultura, diminuiu 1,90% em dezembro, embora tenha acumulado alta de 14,82% ao longo de 2025.
EMBRAPA SUÍNOS E AVES
INTERNACIONAL
China suspende importações de carne bovina da Irlanda duas semanas após reabertura
Bloqueio chinês ocorreu depois que país europeu confirmou o registro de surto de “língua azul” em bovinos
A China suspendeu as importações de carne bovina da Irlanda devido a um surto de “língua azul” em bovinos, apenas duas semanas após reabrir seu mercado pela primeira vez em mais de um ano, informou a agência Reuters na quarta-feira (28/1). A Irlanda relatou seu primeiro surto da doença em um rebanho no sudeste do país no último sábado. Posteriormente, o vírus foi detectado posteriormente em três rebanhos adicionais próximos ao surto inicial. A Reuters relembra que a China reabriu seu mercado para importações de carne bovina irlandesa em 12 de janeiro, durante uma visita do primeiro-ministro irlandês, Micheál Martin, a Pequim, suspendendo uma proibição imposta em 2024 após a descoberta de um caso de doença da vaca louca. “Esta é uma notícia decepcionante, considerando a recente reabertura do mercado”, disse o ministro da Agricultura, Martin Heydon, em um comunicado. A “língua azul”, que não afeta humanos nem a segurança da carne ou do leite animal, foi relatada em várias partes da Europa nos últimos meses, incluindo a Irlanda do Norte.
REUTERS
EUA anunciam investimento para conter avanço da bicheira-do-novo-mundo
Produção de moscas estéreis, novas armadilhas e pesquisa estão no centro da estratégia dos EUA contra a bicheira-do-novo-mundo.
O governo dos Estados Unidos anunciou, na última semana, um pacote de investimentos de até US$ 100 milhões para conter a disseminação da bicheira-do-novo-mundo (NWS), considerada uma das pragas mais perigosas para a pecuária e para a segurança alimentar. O anúncio foi feito pela secretária de Agricultura dos EUA, Brooke L. Rollins, com o lançamento do Grande Desafio contra a NWS, uma iniciativa coordenada pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), por meio do Serviço de Inspeção de Saúde Animal e Vegetal (APHIS). Segundo nota divulgada pelo USDA, os recursos serão destinados ao financiamento de projetos voltados à ampliação da produção de moscas estéreis — principal estratégia de controle da praga —, ao desenvolvimento de novas armadilhas e sistemas de alerta, além de pesquisas em tratamentos e terapias para animais afetados. O objetivo é impedir o avanço da praga em direção ao território norte-americano, especialmente a partir do México e da América Central. “Este é um investimento estratégico nos agricultores e pecuaristas americanos e uma ação fundamental para proteger nosso abastecimento alimentar, nossa economia e a segurança nacional”, afirmou Rollins. Os projetos poderão ser submetidos até 23 de fevereiro, e os selecionados terão acesso aos recursos conforme critérios técnicos e científicos definidos pelo USDA. No Brasil, a enfermidade é conhecida como miíase, popularmente chamada de berne, causada pela mosca-da-bicheira. Presente há décadas na rotina da pecuária brasileira, a doença provoca perdas de produtividade e prejuízos econômicos relevantes. Embora o nível de alerta sanitário seja considerado alto, o convívio histórico com a praga moldou a prática dos produtores brasileiros, que, em geral, estão preparados para identificar rapidamente os sinais da infestação e adotar medidas de controle no manejo do rebanho.
ESTADÃO/AGRO
China reabre o mercado para a carne bovina do Canadá
País da América do Norte foi destinado ao grupo de “outros países”, cuja cota disponível para o ciclo de 2026 foi fixada em 172 mil toneladas, informa Agrifatto
O Ministério do Comércio da China oficializou a suspensão do embargo à carne bovina exportada pelo Canadá, encerrando uma restrição comercial que perdurava desde 2021, informa relatório da Agrifatto enviado aos seus assinantes. “A reabertura ocorre sob a defesa do novo arcabouço regulatório chinês, que utiliza um regime de salvaguardas baseado em cotas de importação”, relata a consultoria. A retomada das exportações do Canadá será processada através do contingente tarifário destinado ao grupo de “outros países”, cuja cota disponível para o ciclo de 2026 foi fixada em 172 mil toneladas, acrescenta o relatório.
PORTAL DBO
ECONOMIA
BC mantém Selic em 15% e prevê corte em março, mas promete seguir com "restrição adequada"
O Banco Central decidiu na quarta-feira manter a taxa Selic em 15% ao ano, em decisão unânime de sua diretoria, e indicou que iniciará um ciclo de corte de juros em março, mas enfatizou que manterá "a restrição adequada" para levar a inflação à meta de 3%.
Em comunicado, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC disse que a estratégia em curso tem se mostrado adequada para levar a inflação à meta, prevendo uma "calibração do nível de juros" diante do ambiente de inflação menor e transmissão mais evidente da política monetária. "O Comitê antevê, em se confirmando o cenário esperado, iniciar a flexibilização da política monetária em sua próxima reunião, porém reforça que manterá a restrição adequada para assegurar a convergência da inflação à meta", disse o comitê em comunicado. A autarquia enfatizou que o compromisso com a meta impõe serenidade em relação ao ritmo e à magnitude do ciclo, que dependerão da evolução de fatores que permitam maior confiança no atingimento do alvo para a inflação no horizonte relevante da política monetária. O BC melhorou nesta quarta sua projeção de inflação para 2026 em relação a dezembro, de 3,5% para 3,4%, considerando o cenário de referência, que segue projeções de mercado para os juros. No entanto, em relação ao terceiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante da política monetária, a expectativa foi mantida em 3,2%. Para fazer as projeções do cenário de referência, o Copom considerou uma taxa de câmbio que parte de R$5,35, mesmo patamar usado na reunião de dezembro. A reunião deste mês do Copom foi realizada por apenas sete dos nove membros, após a saída de Diogo Guillen da diretoria de Política Econômica e de Renato Gomes da diretoria de Organização do Sistema Financeiro e de Resolução, que tiveram mandatos encerrados em dezembro. O governo ainda não indicou novos nomes para os cargos.
A decisão desta quarta veio em linha com a expectativa de mercado captada em pesquisa da Reuters, na qual 32 dos 35 economistas entrevistados projetavam que o BC manteria a Selic em 15% neste mês.
REUTERS
Dólar fecha estável ante real após Fed e antes do Copom
Após cair abaixo dos R$5,20 pela manhã, o dólar fechou a quarta-feira estável no Brasil e pouco acima deste nível, com os investidores à espera da decisão sobre juros do Banco Central, no início da noite.
A acomodação do dólar no Brasil contrastou com o cenário externo, onde a moeda norte-americana subiu ante a maior parte das demais divisas. O dólar à vista fechou com variação positiva de 0,01%, aos R$5,2080. No ano, a divisa acumula baixa de 5,12%. Às 17h03, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,44% na B3, aos R$5,2065. A divisa dos EUA chegou a oscilar abaixo dos R$5,20 pela manhã, mais uma vez em função do forte fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil, em especial para a bolsa.
Às 10h05, o dólar à vista atingiu a cotação mínima intradia de R$5,1716 (-0,69%), mas na sequência a moeda se reaproximou da estabilidade, com os investidores à espera da decisão do Federal Reserve sobre juros, à tarde, e do anúncio do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, à noite. Às 16h o Fed anunciou a manutenção da taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, como era largamente esperado, e destacou a inflação ainda elevada e a estabilização do mercado de trabalho norte-americano. Na prática, a instituição passou poucas indicações sobre quando os juros voltarão a cair nos EUA. Às 16h02, já após o comunicado do Fed e em meio à coletiva do chair da instituição, Jerome Powell, o dólar à vista marcou a máxima de R$5,2259 (+0,36%), para depois se aproximar novamente da estabilidade. Como a decisão do Copom ocorrerá com o mercado fechado, após as 18h30, eventuais reações no câmbio ficarão para a quinta-feira. As apostas majoritárias dos agentes são de manutenção da Selic em 15% ao ano, mas todos estarão atentos ao comunicado do Copom, em busca de pistas sobre o encontro de março. Na B3, as opções de Copom precificavam na segunda-feira -- dado mais recente -- 36,00% de probabilidade de corte de 25 pontos-base da Selic em março, 34,50% de chance de redução de 50 pontos-base e 22,75% de possibilidade de manutenção. No exterior, às 17h17 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,56%, a 96,445.
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Ibovespa fecha em alta e renova recordes com Fed e Copom
O Ibovespa encerrou a quarta-feira em alta firme, renovando os recordes intradia e de fechamento, com a continuidade dos fluxos de capital estrangeiro para o país, em uma sessão onde os investidores tiveram como foco as decisões de juros do Federal Reserve e do Banco Central.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 1,46%, a 184.583,97 pontos, maior nível de fechamento, segundo dados preliminares. Na mínima, marcou 181.920,63 pontos e, na máxima, registrou 185.064,76 - maior nível intradia registrado na história do Ibovespa. O volume financeiro somava R$31,14 bilhões antes dos ajustes finais.
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Brasil tem fluxo cambial positivo US$906 milhões em janeiro até dia 23
O Brasil registrou fluxo cambial total positivo de US$906 milhões em janeiro até o dia 23, em movimento puxado pela via financeira, informou na quarta-feira o Banco Central.
Os dados mais recentes são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Pelo canal financeiro, houve entradas líquidas de US$3,503 bilhões em janeiro até o dia 23. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de janeiro até o dia 24 foi negativo em US$2,597 bilhões. Somente na semana passada, de 19 a 23 de janeiro, o fluxo cambial total foi negativo em US$638 milhões.
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