CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1034 DE 26 DE JANEIRO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1034 | 26 de janeiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: boi segue no pasto em ambiente de cautela
Amparados pelas boas condições das pastagens, os pecuaristas optam por reter os animais; na sexta-feira (23/1), a Scot detecta alta de R$ 1/@ nos preços dos animais terminados em SP. No PARANÁ: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)
Nesta parcial de janeiro, o mercado físico do boi gordo segue marcado por maior cautela dos frigoríficos brasileiros, que desaceleraram as compras em função da retração nas vendas de carne no mercado interno e da queda das exportações observada na terceira semana de janeiro (em comparação com a semana anterior), informou a Agrifatto que faz um acompanhamento diário dos negócios em 17 principais praças brasileiras. No entanto, na sexta-feira (23/1), a Scot Consultoria detectou um acréscimo de R$ 1/@ nas cotações do boi gordo sem padrão-exportação e a do “boi-China” em São Paulo. Agora, o animal “comum” está cotado em R$ 319/@, enquanto o bovino tipo-exportação (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade) está apregoado em R$ 323/@ (preços são brutos, com prazo). “Com menos bovinos disponíveis, a ponta vendedora ganhou poder de negociação”, relata a Scot.
Segundo informa a Agrifatto, as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros permanecem curtas — em média, próximas de oito dias úteis, na média nacional — e os preços do boi gordo seguem majoritariamente estáveis. “Ajustes positivos isolados na arroba em regiões de menor relevância produtiva não foram suficientes para alterar a média de preço nacional”, acrescentam os analistas da consultoria. Segundo apurou a Agrifatto, as plantas frigoríficas voltadas ao mercado doméstico permanecem na defensiva diante do consumo enfraquecido da proteína. Por sua vez, as indústrias exportadoras, apesar do menor volume embarcado, ainda conseguem sustentar uma demanda relativamente mais firme. Dados da Agrifatto, apontam para uma arroba do boi gordo em São Paulo a R$ 320/@. Nas demais regiões monitoradas, a média estacionou em R$ 303,05/@. Cotações do boi gordo desta sexta-feira (23/1), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias.
MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China/Europa: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 270,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 260,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (23/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 319,00/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 311,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 298,50/@ (à vista) e R$ 302,00/@ (prazo)
MATO GROSSO DO SUL: R$ 303,50/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 311,00/@ (à vista) R$ 315,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 271,50/@ (à vista) e R$ 275,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Por que o pênis bovino virou um dos cortes mais valorizados no mercado chinês
No mercado para exportação, produto pode alcançar até US$ 6 mil por tonelada. No mercado interno, o vergalho bovino é usado como petisco para cães e vendido a um preço médio de R$ 21 o quilo
Nada de picanha, maminha ou rabo. Um dos cortes bovinos de maior sucesso no mercado chinês e que tem contribuído para aumentar a receita das exportações do setor para o país é o vergalho, termo usado para designar o pênis bovino. A comercialização, segundo o Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), contribui para o melhor aproveitamento do animal e para o aumento da rentabilidade ao longo da cadeia produtiva. Segundo o gerente de marketing da SulBeef, Alan Gutierrez, a exportação do subproduto ocorre de forma regular. “A comercialização do vergalho in natura é contínua, com volume médio mensal entre quatro e cinco toneladas”, afirma. De acordo com ele, a constância nas vendas indica a existência de um mercado consolidado para esse tipo de item. Se no mercado interno o vergalho bovino é usado como petisco para cães e vendido a um preço médio de R$ 21 o quilo, no mercado externo os valores podem alcançar até US$ 6 mil por tonelada. O produto é exportado in natura e segue protocolos sanitários exigidos pelos países importadores. A demanda é sustentada, sobretudo, por hábitos alimentares de países asiáticos, onde há tradição no consumo integral do animal. Nessas regiões, o vergalho é utilizado em pratos cozidos, ensopados e preparações típicas, sendo valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos e caldos, assim como outros miúdos e partes menos convencionais para o consumo ocidental. Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a atuação nesse mercado reforça a competitividade da pecuária estadual. “Mato Grosso tem uma pecuária robusta, eficiente e cada vez mais alinhada às exigências internacionais. A capacidade de acessar diferentes mercados, inclusive para subprodutos, mostra o nível de organização da cadeia produtiva”, afirma. Segundo Andrade, a diversificação de mercados e de produtos reduz riscos e fortalece a economia do setor. “Quando ampliamos o portfólio e atendemos mercados com diferentes perfis de consumo, aumentamos a competitividade da carne produzida em Mato Grosso no cenário global”, conclui.
GLOBO RURAL
Poder de compra de recriadores e invernistas de MT avança em janeiro/26
No comparativo com dez/25, a relação de troca melhorou 1,5% para o garrote, 0,6% para o bezerro de ano e 2,8% para o bezerro de desmama, informou a analista Isabela Stevanatto, da Scot Consultoria
O poder de compra de recriadores e invernistas com propriedades em MT melhorou em janeiro/26, na comparação com o mês anterior, de acordo com apuração da zootecnista Isabela Stevanatto, analista da Scot Consultoria. Segundo ela, a relação de troca ficou favorável para três das quatro categorias de reposição. Na comparação mês a mês, diz ela, a cotação do garrote em Mato Grosso caiu 2,1%, enquanto o bezerro de ano e o bezerro de desmama recuaram 1,2% e 3,4%, respectivamente. A exceção, informa Isabella, ficou para o boi magro, que teve alta de 0,4% nesta parcial de janeiro, em comparação com dezembro/25. Para o boi gordo de MT, a queda foi mais leve, de 0,6%, compara a analista. Com isso, o poder de compra, em relação ao mês anterior, melhorou 1,5% para o garrote, 0,6% para o bezerro de ano e 2,8% para o bezerro de desmama. Por sua vez, para o boi magro de MT, a relação piorou 1%. Dessa forma, em janeiro, foram necessárias 14,9 arrobas de boi gordo mato-grossense para a compra de um boi magro, 12,3 arrobas para o garrote, 11,1 arrobas para o bezerro de ano e 9,6 arrobas para o bezerro de desmama.
PORTAL DBO
SUÍNOS
Canadá aprova suínos resistentes à PRRS e abre caminho para produção com menos antibióticos
A aprovação dos suínos resistentes à PRRS pelo Canadá revolucionará a produção suína com benefícios para saúde pública e ambiental
O Canadá deu um passo histórico na biotecnologia animal. O governo canadense, através do Ministério da Saúde (Health Canada), da Agência de Inspeção de Alimentos (CFIA) e do Ministério do Meio Ambiente, aprovou oficialmente o uso de suínos geneticamente editados resistentes à Síndrome Reprodutiva e Respiratória Suína (PRRS) para consumo humano e fabricação de ração. A tecnologia, desenvolvida pela PIC (Genus PLC), modifica o DNA do animal para torná-lo imune a uma das doenças mais devastadoras da suinocultura global. Após análises rigorosas, os reguladores concluíram que a carne desses suínos é “tão segura e nutritiva” quanto a convencional, e que os animais não representam riscos ambientais.
Por não haver diferença nutricional ou de segurança, não será exigida rotulagem especial para os produtos derivados desses animais. O impacto vai além da sanidade. Todd Wilken, diretor da PIC, destaca o viés de sustentabilidade: a PRRS hoje obriga o uso intensivo de medicamentos. “Pesquisas indicam que a doença aumenta a necessidade de antibióticos em mais de duas vezes. Combater a PRRS via genética reduzirá esse uso e melhorará o bem-estar animal”, afirma. Uma pesquisa da Circana realizada no final de 2025 mostrou que 90% dos consumidores canadenses comprariam essa carne, motivados principalmente pela redução no uso de antibióticos. Com essa decisão, o Canadá se junta a um grupo seleto que já autorizou a tecnologia para consumo, incluindo EUA, Brasil, Colômbia e Argentina. No entanto, a PIC ressalta que a aprovação regulatória não significa início imediato das vendas: a empresa aguarda a harmonização com outros parceiros comerciais para proteger o comércio global antes da distribuição em larga escala.
PORK BUSINESS
FRANGOS
Frango/Cepea: Poder de compra do avicultor cai pelo 3º mês
O poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) caiu em janeiro pelo terceiro mês consecutivo, aponta o Cepea.
Segundo o Centro de Pesquisas, esse cenário decorre da forte desvalorização do frango vivo, explicada pela oferta elevada desde o final do ano passado. As cotações do cereal, por sua vez, registram ligeiro recuo, enquanto as do derivado da oleaginosa avançam, ainda conforme levantamentos do Cepea.
CEPEA
GOVERNO
Frigoríficos pedem ao governo que replique modelo da cota Hilton para carne bovina na China
Indústria teme que falta de organização da distribuição da cota de 1,1 milhão de toneladas provoque desarranjo. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) disse que defende a distribuição da cota chinesa aos moldes da Hilton, com a proporcionalidade de mercado de cada empresa no ano anterior. Número de empresas que embarcaram regularmente à China em 2025 foi de 64
O setor frigorífico brasileiro quer que o governo federal adote com a China a base do modelo utilizado com a União Europeia para a distribuição da cota Hilton, de carne bovina, entre as empresas do setor. Neste formato, o volume total da cota é dividido de forma proporcional para as empresas que exportaram no ano anterior. O “precedente” foi apresentado oficialmente para dar “conforto jurídico” ao Executivo na definição dos mecanismos para controle dos embarques à China, que impôs ao Brasil uma cota de 1,1 milhão de toneladas de carne com tarifa reduzida para 2026. A proposta ainda deverá ser submetida à Câmara de Comércio Exterior (Camex). Porém, autoridades chinesas informaram exportadores argentinos e brasileiros recentemente que esse modelo não funcionará e que a administração da cota será feita na China, com preferência para quem exportar primeiro, sem divisões específicas por frigorífico. Para a indústria brasileira, há base jurídica para distribuir a cota entre as 64 empresas que embarcaram regularmente à China em 2025, de forma proporcional. A proposta teria sido bem aceita pelo governo, mas segue em debate. Outra sugestão sobre a mesa é escalonar as vendas, com o estabelecimento de limites mensais ou trimestrais de embarques, para evitar uma “corrida” para cumprir a cota e consequentes reflexos nos preços internos da arroba do boi e da carne. O tema tem adesão dos frigoríficos, mas há receios na cadeia pecuária dos potenciais efeitos negativos da medida. A cota Hilton foi estabelecida em 1979 pelos europeus para regular a importação de carne bovina desossada de alta qualidade, com cortes nobres como filé mignon e contrafilé. O Brasil ficou com uma cota de 10 mil toneladas, que podem ser enviadas entre julho de um ano e junho do ano seguinte, com tarifa de 20% e garantia de alto valor de compra. Para distribuir essa cota, o governo usa como base o desempenho das exportações das empresas habilitadas para a UE no ano anterior e determina a participação no ano seguinte. A ideia é replicar esse modelo na China. Um especialista na área alertou, porém, que a situação é diferente. A norma da Hilton foi decidida em cooperação com os europeus. "Neste caso, é uma medida unilateral da China, à qual o Brasil terá que reagir", disse. “O governo está ciente dos impactos. Há vontade política para que seja tomada a decisão, do contrário desestruturará toda a cadeia e terá implicações no Brasil”, afirmou uma fonte a par dos debates. Sem uma regulação estatal, o receio do setor é de um momento de oscilações de preços, de ritmo de compras de bovinos e dos embarques que podem desorganizar a cadeia. Na indústria, o temor é de que um ciclo de desorganização possa levar até cinco anos, se nada for feito agora. Até o momento, o recado do governo chinês nas consultas feitas recentemente por exportadores foi de que a administração dos volumes não ficará a cargo das autoridades dos países fornecedores. A intenção é não limitar a concorrência dos frigoríficos nem reduzir o poder de negociação da China. O acesso ficaria livre para as plantas habilitadas de todos os países. Quando as autoridades chinesas assinalarem que a cota foi preenchida, os parceiros comerciais serão informados sobre a aplicação da tarifa extracota de 55%. A Associação Argentina de Produtores Exportadores (Apea) informou na semana passada que a China rejeitou o modelo da cota Hilton ou da cota de exportação aos Estados Unidos. Os chineses deverão fornecer atualizações constantes sobre o uso das cotas. "O Brasil deveria reagir com algum tipo de controle para evitar a redução do preço internacional. O governo está discutindo isso", afirmou uma fonte graduada de Brasília. A Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) disse que defende a distribuição da cota chinesa aos moldes da Hilton, com a proporcionalidade de mercado de cada empresa no ano anterior.
VALOR ECONÔMICO
Peru habilita primeiros estabelecimentos brasileiros para exportação de farinhas bovinas e hemoderivados de bovinos e suínos
País habilita 18 unidades brasileiras e viabiliza o início das exportações em mercado aberto em 2024
O Serviço Nacional de Sanidade Agrária do Peru (Senasa) oficializou, na última semana, a habilitação das primeiras 18 unidades brasileiras para a exportação de farinha de carne e ossos bovina e de hemoderivados de bovinos e suínos. A medida viabiliza o início das operações comerciais nesses segmentos, abertos em maio de 2024, que dependiam da aprovação das plantas industriais para efetivar o acesso ao mercado peruano. As habilitações contemplam:
Farinha de carne e ossos bovina: 14 empresas habilitadas; Hemoderivados (bovinos e/ou suínos): 4 empresas autorizadas. Além dessas autorizações, o Senasa também habilitou mais três empresas brasileiras para a exportação de farinhas de aves ao Peru, o que representa um aumento de 21% no número total de estabelecimentos autorizados a fornecer esse produto ao país. Para assegurar a continuidade das exportações, a autoridade sanitária peruana promoveu ainda a renovação das licenças de todos os estabelecimentos que já operavam com farinhas de aves, com validade estendida até dezembro de 2028. A decisão reforça o fluxo comercial de insumos destinados às cadeias produtivas no mercado peruano e amplia as possibilidades de fornecimento brasileiro no âmbito regional.
MAPA
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Paraná restringe trânsito de bovinos e bubalinos
As medidas têm auxiliado na redução dos prejuízos no meio rural
O fortalecimento da sanidade animal no Paraná ganhou um novo avanço com a publicação da Portaria nº 13/2026, da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar). A norma estabelece regras mais rigorosas para o trânsito de bovinos e búfalos no Estado, como combate à brucelose e à tuberculose bovinas, doenças que afetam os rebanhos e representam risco à defesa sanitária estadual. A norma está valendo desde o dia 12 de janeiro. A medida proíbe a entrada e a saída de bovinos e bubalinos de propriedades que estejam em processo de saneamento sanitário para brucelose ou tuberculose, até a conclusão de todas as etapas exigidas pela Adapar. A restrição vale para todas as áreas de uma mesma propriedade rural quando houver compartilhamento de pastagens, instalações, equipamentos ou animais. Nesses casos, as áreas produtivas são classificadas como foco sanitário e devem cumprir integralmente as exigências do processo de saneamento. A única exceção prevista na norma é a movimentação de animais exclusivamente para abate, que permanece autorizada mesmo durante o período de saneamento. Já a venda, doação ou transferência de animais vivos fica proibida até a regularização sanitária da propriedade. O saneamento somente é considerado concluído após o cumprimento integral dos trâmites sanitários estabelecidos pela legislação, incluindo a realização de exames com resultados negativos em todos os animais elegíveis, tanto bovinos quanto bubalinos. Nos casos não previstos na portaria, o produtor rural deve formalizar a situação junto à Adapar, para avaliação técnica por meio da Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (DIBT). As medidas buscam reduzir os riscos de propagação silenciosa das doenças, que podem estar presentes no animal sem indícios evidentes, além de minimizar falhas nos diagnósticos, especialmente em fases iniciais das infecções. O controle rigoroso do trânsito de animais é considerado uma das principais ferramentas preventivas para proteger os rebanhos paranaenses. As ações de combate às doenças são conduzidas pela Divisão de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Bovina (DIBT), vinculada ao Departamento de Saúde Animal (Desa). Segundo dados da DIBT, em 2025 houve queda de 17% no número de focos de brucelose bovina no Paraná em comparação com 2024. Já os focos de tuberculose bovina apresentaram aumento de 4,5%, reflexo da ampliação da vigilância e da capacidade de detecção da doença. As medidas têm auxiliado na redução dos prejuízos no meio rural. Somente com o abate sanitário de animais infectados, as perdas associadas a essas doenças ultrapassam R$ 8 milhões por ano no Paraná.
AGROLINK/CNA
ECONOMIA
Dólar volta a ser influenciado pelo fluxo estrangeiro e fecha quase estável
O dólar perdeu força ante o real na metade da sessão e fechou a sexta-feira próximo da estabilidade, em mais um dia de alta firme do Ibovespa, com investidores estrangeiros atuando na ponta de compra de ativos brasileiros.
A moeda norte-americana à vista fechou em leve alta de 0,08%, aos R$5,2876. Na semana, a divisa acumulou baixa de 1,59% e, no ano, recuo de 3,67%. Às 17h06, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,05% na B3, aos R$5,2940. Nas duas sessões anteriores o dólar havia recuado ante o real, influenciado pelo fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira e pela diminuição das preocupações relacionadas à Groenlândia, após o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um acordo que garante acesso total do país à ilha. “É novamente o apetite dos investidores ao risco”, justificou à tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Grande parte deste movimento se deve aos estrangeiros investindo em ativos brasileiros”, acrescentou, pontuando que houve de fato nos últimos dias uma melhora do cenário geopolítico. A diminuição das tensões geopolíticas também seguiu permeando os negócios com moedas no exterior, com os agentes atentos ainda à oscilação do iene em relação ao dólar, em meio a especulações de que o Banco do Japão poderá intervir no mercado de câmbio. Em meio ao noticiário envolvendo as fraudes bancárias, o Banco Central publicou nota afirmando que seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, "obviamente jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas” do Banco Master pelo BRB. Na manhã da sexta-feira o Banco Central não realizou nenhuma operação no mercado de câmbio. Na noite de quinta, a instituição havia anunciado dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) para a próxima segunda-feira, dia 26, no valor total de US$2 bilhões, para rolagem do vencimento de fevereiro. Em nota na véspera, o BC também informou que iniciará a rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em 2 de março na próxima quarta-feira, dia 28.
REUTERS
Ibovespa encerra semana com recordes assegurados por fluxo estrangeiro
O Ibovespa encerrou a semana com novos recordes, acima dos 178 mil pontos pela primeira vez, confirmando na sexta-feira a quinta sessão seguida de sinal positivo, embalado por um fluxo de capital externo oriundo de um amplo movimento de rotação de global de portfólios.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,86%, a 178.858,54 pontos, chegando a 180.532,28 na máxima do dia - novos recordes para fechamento e intradia, respectivamente. Na mínima, marcou 175.589,66 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$35,96 bilhões, novamente acima da média diária do ano e, principalmente, de 2025. Na semana, o Ibovespa acumulou uma valorização de 8,53%, ampliando o ganho neste começo de ano para 11,01%. A bolsa paulista segue tracionada principalmente por compras de estrangeiros que, apenas neste mês, já registram uma entrada líquida de R$12,35 bilhões na bolsa paulista, segundo dados da B3 até o dia 21. Em todo o ano de 2025, o saldo positivo ficou em aproximadamente R$25,5 bilhões. Nessa semana, além do fluxo estrangeiro, favorecido pela rotação global em direção a emergentes, a equipe de macroeconomia do Santander Brasil, chefiada por Ana Paula Vescovi, atrelou a alta do Ibovespa ao alívio do risco geopolítico, conforme relatório a clientes. A perspectiva entre estrategistas é de que o horizonte segue positivo para as ações brasileiras, dado o cenário macro global favorável e o movimento de realocação de recursos, saindo principalmente, dos Estados Unidos, além da perspectiva de um ciclo de corte de juros no Brasil. Na próxima semana, aliás, decisões de política monetária nos Estados Unidos e no Brasil devem concentrar as atenções, principalmente os comunicados divulgados ao término das reuniões de ambos os bancos centrais na quarta-feira. Para as taxas em si, as apostas no mercado são de manutenção em ambos os países.
REUTERS
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