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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1034 DE 26 DE JANEIRO DE 2026

  • prcarne
  • 26 de jan.
  • 14 min de leitura

Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1034 | 26 de janeiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: boi segue no pasto em ambiente de cautela

Amparados pelas boas condiçÔes das pastagens, os pecuaristas optam por reter os animais; na sexta-feira (23/1), a Scot detecta alta de R$ 1/@ nos preços dos animais terminados em SP. No PARANÁ: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)

 

Nesta parcial de janeiro, o mercado fĂ­sico do boi gordo segue marcado por maior cautela dos frigorĂ­ficos brasileiros, que desaceleraram as compras em função da retração nas vendas de carne no mercado interno e da queda das exportaçÔes observada na terceira semana de janeiro (em comparação com a semana anterior), informou a Agrifatto que faz um acompanhamento diĂĄrio dos negĂłcios em 17 principais praças brasileiras. No entanto, na sexta-feira (23/1),  a Scot Consultoria detectou um acrĂ©scimo de R$ 1/@ nas cotaçÔes do boi gordo sem padrĂŁo-exportação e a do “boi-China” em SĂŁo Paulo. Agora, o animal “comum” estĂĄ cotado em R$ 319/@, enquanto o bovino tipo-exportação (abatido mais jovem, com atĂ© 30 meses de idade) estĂĄ apregoado em R$ 323/@ (preços sĂŁo brutos, com prazo). “Com menos bovinos disponĂ­veis, a ponta vendedora ganhou poder de negociação”, relata a Scot.

Segundo informa a Agrifatto, as escalas de abate dos frigorĂ­ficos brasileiros permanecem curtas — em mĂ©dia, prĂłximas de oito dias Ășteis, na mĂ©dia nacional — e os preços do boi gordo seguem majoritariamente estĂĄveis. “Ajustes positivos isolados na arroba em regiĂ”es de menor relevĂąncia produtiva nĂŁo foram suficientes para alterar a mĂ©dia de preço nacional”, acrescentam os analistas da consultoria. Segundo apurou a Agrifatto, as plantas frigorĂ­ficas voltadas ao mercado domĂ©stico permanecem na defensiva diante do consumo enfraquecido da proteĂ­na. Por sua vez, as indĂșstrias exportadoras, apesar do menor volume embarcado, ainda conseguem sustentar uma demanda relativamente mais firme. Dados da Agrifatto, apontam para uma arroba do boi gordo em SĂŁo Paulo a R$ 320/@. Nas demais regiĂ”es monitoradas, a mĂ©dia estacionou em R$ 303,05/@. CotaçÔes do boi gordo desta sexta-feira (23/1), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias.

MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China/Europa: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 270,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 260,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (23/1), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 319,00/@ (Ă  vista) e R$ 323,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 311,00/@ (Ă  vista) e R$ 315,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 298,50/@ (Ă  vista) e R$ 302,00/@ (prazo)

MATO GROSSO DO SUL: R$ 303,50/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 311,00/@ (à vista) R$ 315,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 271,50/@ (à vista) e R$ 275,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Por que o pĂȘnis bovino virou um dos cortes mais valorizados no mercado chinĂȘs

No mercado para exportação, produto pode alcançar até US$ 6 mil por tonelada. No mercado interno, o vergalho bovino é usado como petisco para cães e vendido a um preço médio de R$ 21 o quilo

 

Nada de picanha, maminha ou rabo. Um dos cortes bovinos de maior sucesso no mercado chinĂȘs e que tem contribuĂ­do para aumentar a receita das exportaçÔes do setor para o paĂ­s Ă© o vergalho, termo usado para designar o pĂȘnis bovino. A comercialização, segundo o Instituto Mato-Grossense da Carne (IMAC), contribui para o melhor aproveitamento do animal e para o aumento da rentabilidade ao longo da cadeia produtiva. Segundo o gerente de marketing da SulBeef, Alan Gutierrez, a exportação do subproduto ocorre de forma regular. “A comercialização do vergalho in natura Ă© contĂ­nua, com volume mĂ©dio mensal entre quatro e cinco toneladas”, afirma. De acordo com ele, a constĂąncia nas vendas indica a existĂȘncia de um mercado consolidado para esse tipo de item. Se no mercado interno o vergalho bovino Ă© usado como petisco para cĂŁes e vendido a um preço mĂ©dio de R$ 21 o quilo, no mercado externo os valores podem alcançar atĂ© US$ 6 mil por tonelada. O produto Ă© exportado in natura e segue protocolos sanitĂĄrios exigidos pelos paĂ­ses importadores. A demanda Ă© sustentada, sobretudo, por hĂĄbitos alimentares de paĂ­ses asiĂĄticos, onde hĂĄ tradição no consumo integral do animal. Nessas regiĂ”es, o vergalho Ă© utilizado em pratos cozidos, ensopados e preparaçÔes tĂ­picas, sendo valorizado pela textura e pela capacidade de absorver temperos e caldos, assim como outros miĂșdos e partes menos convencionais para o consumo ocidental. Para o diretor de Projetos do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), Bruno de Jesus Andrade, a atuação nesse mercado reforça a competitividade da pecuĂĄria estadual. “Mato Grosso tem uma pecuĂĄria robusta, eficiente e cada vez mais alinhada Ă s exigĂȘncias internacionais. A capacidade de acessar diferentes mercados, inclusive para subprodutos, mostra o nĂ­vel de organização da cadeia produtiva”, afirma. Segundo Andrade, a diversificação de mercados e de produtos reduz riscos e fortalece a economia do setor. “Quando ampliamos o portfĂłlio e atendemos mercados com diferentes perfis de consumo, aumentamos a competitividade da carne produzida em Mato Grosso no cenĂĄrio global”, conclui.

GLOBO RURAL


Poder de compra de recriadores e invernistas de MT avança em janeiro/26

No comparativo com dez/25, a relação de troca melhorou 1,5% para o garrote, 0,6% para o bezerro de ano e 2,8% para o bezerro de desmama, informou a analista Isabela Stevanatto, da Scot Consultoria

 

O poder de compra de recriadores e invernistas com propriedades em MT melhorou em janeiro/26, na comparação com o mĂȘs anterior, de acordo com apuração da zootecnista Isabela Stevanatto, analista da Scot Consultoria. Segundo ela, a relação de troca ficou favorĂĄvel para trĂȘs das quatro categorias de reposição. Na comparação mĂȘs a mĂȘs, diz ela, a cotação do garrote em Mato Grosso caiu 2,1%, enquanto o bezerro de ano e o bezerro de desmama recuaram 1,2% e 3,4%, respectivamente. A exceção, informa Isabella, ficou para o boi magro, que teve alta de 0,4% nesta parcial de janeiro, em comparação com dezembro/25. Para o boi gordo de MT, a queda foi mais leve, de 0,6%, compara a analista. Com isso, o poder de compra, em relação ao mĂȘs anterior, melhorou 1,5% para o garrote, 0,6% para o bezerro de ano e 2,8% para o bezerro de desmama. Por sua vez, para o boi magro de MT, a relação piorou 1%. Dessa forma, em janeiro, foram necessĂĄrias 14,9 arrobas de boi gordo mato-grossense para a compra de um boi magro, 12,3 arrobas para o garrote, 11,1 arrobas para o bezerro de ano e 9,6 arrobas para o bezerro de desmama.

PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

Canadå aprova suínos resistentes à PRRS e abre caminho para produção com menos antibióticos

A aprovação dos suĂ­nos resistentes Ă  PRRS pelo CanadĂĄ revolucionarĂĄ a produção suĂ­na com benefĂ­cios para saĂșde pĂșblica e ambiental

 

O CanadĂĄ deu um passo histĂłrico na biotecnologia animal. O governo canadense, atravĂ©s do MinistĂ©rio da SaĂșde (Health Canada), da AgĂȘncia de Inspeção de Alimentos (CFIA) e do MinistĂ©rio do Meio Ambiente, aprovou oficialmente o uso de suĂ­nos geneticamente editados resistentes Ă  SĂ­ndrome Reprodutiva e RespiratĂłria SuĂ­na (PRRS) para consumo humano e fabricação de ração. A tecnologia, desenvolvida pela PIC (Genus PLC), modifica o DNA do animal para tornĂĄ-lo imune a uma das doenças mais devastadoras da suinocultura global. ApĂłs anĂĄlises rigorosas, os reguladores concluĂ­ram que a carne desses suĂ­nos Ă© “tĂŁo segura e nutritiva” quanto a convencional, e que os animais nĂŁo representam riscos ambientais.

Por nĂŁo haver diferença nutricional ou de segurança, nĂŁo serĂĄ exigida rotulagem especial para os produtos derivados desses animais. O impacto vai alĂ©m da sanidade. Todd Wilken, diretor da PIC, destaca o viĂ©s de sustentabilidade: a PRRS hoje obriga o uso intensivo de medicamentos. “Pesquisas indicam que a doença aumenta a necessidade de antibiĂłticos em mais de duas vezes. Combater a PRRS via genĂ©tica reduzirĂĄ esse uso e melhorarĂĄ o bem-estar animal”, afirma. Uma pesquisa da Circana realizada no final de 2025 mostrou que 90% dos consumidores canadenses comprariam essa carne, motivados principalmente pela redução no uso de antibiĂłticos. Com essa decisĂŁo, o CanadĂĄ se junta a um grupo seleto que jĂĄ autorizou a tecnologia para consumo, incluindo EUA, Brasil, ColĂŽmbia e Argentina. No entanto, a PIC ressalta que a aprovação regulatĂłria nĂŁo significa inĂ­cio imediato das vendas: a empresa aguarda a harmonização com outros parceiros comerciais para proteger o comĂ©rcio global antes da distribuição em larga escala.

PORK BUSINESS

 

FRANGOS

 

Frango/Cepea: Poder de compra do avicultor cai pelo 3Âș mĂȘs

O poder de compra dos avicultores paulistas frente aos principais insumos da atividade (milho e farelo de soja) caiu em janeiro pelo terceiro mĂȘs consecutivo, aponta o Cepea.

 

Segundo o Centro de Pesquisas, esse cenårio decorre da forte desvalorização do frango vivo, explicada pela oferta elevada desde o final do ano passado. As cotaçÔes do cereal, por sua vez, registram ligeiro recuo, enquanto as do derivado da oleaginosa avançam, ainda conforme levantamentos do Cepea.

CEPEA

 

GOVERNO

 

FrigorĂ­ficos pedem ao governo que replique modelo da cota Hilton para carne bovina na China

IndĂșstria teme que falta de organização da distribuição da cota de 1,1 milhĂŁo de toneladas provoque desarranjo. A Associação Brasileira de FrigorĂ­ficos (Abrafrigo) disse que defende a distribuição da cota chinesa aos moldes da Hilton, com a proporcionalidade de mercado de cada empresa no ano anterior. NĂșmero de empresas que embarcaram regularmente Ă  China em 2025 foi de 64

 

O setor frigorĂ­fico brasileiro quer que o governo federal adote com a China a base do modelo utilizado com a UniĂŁo Europeia para a distribuição da cota Hilton, de carne bovina, entre as empresas do setor. Neste formato, o volume total da cota Ă© dividido de forma proporcional para as empresas que exportaram no ano anterior. O “precedente” foi apresentado oficialmente para dar “conforto jurĂ­dico” ao Executivo na definição dos mecanismos para controle dos embarques Ă  China, que impĂŽs ao Brasil uma cota de 1,1 milhĂŁo de toneladas de carne com tarifa reduzida para 2026. A proposta ainda deverĂĄ ser submetida Ă  CĂąmara de ComĂ©rcio Exterior (Camex). PorĂ©m, autoridades chinesas informaram exportadores argentinos e brasileiros recentemente que esse modelo nĂŁo funcionarĂĄ e que a administração da cota serĂĄ feita na China, com preferĂȘncia para quem exportar primeiro, sem divisĂ”es especĂ­ficas por frigorĂ­fico. Para a indĂșstria brasileira, hĂĄ base jurĂ­dica para distribuir a cota entre as 64 empresas que embarcaram regularmente Ă  China em 2025, de forma proporcional. A proposta teria sido bem aceita pelo governo, mas segue em debate. Outra sugestĂŁo sobre a mesa Ă© escalonar as vendas, com o estabelecimento de limites mensais ou trimestrais de embarques, para evitar uma “corrida” para cumprir a cota e consequentes reflexos nos preços internos da arroba do boi e da carne. O tema tem adesĂŁo dos frigorĂ­ficos, mas hĂĄ receios na cadeia pecuĂĄria dos potenciais efeitos negativos da medida. A cota Hilton foi estabelecida em 1979 pelos europeus para regular a importação de carne bovina desossada de alta qualidade, com cortes nobres como filĂ© mignon e contrafilĂ©. O Brasil ficou com uma cota de 10 mil toneladas, que podem ser enviadas entre julho de um ano e junho do ano seguinte, com tarifa de 20% e garantia de alto valor de compra. Para distribuir essa cota, o governo usa como base o desempenho das exportaçÔes das empresas habilitadas para a UE no ano anterior e determina a participação no ano seguinte. A ideia Ă© replicar esse modelo na China. Um especialista na ĂĄrea alertou, porĂ©m, que a situação Ă© diferente. A norma da Hilton foi decidida em cooperação com os europeus. "Neste caso, Ă© uma medida unilateral da China, Ă  qual o Brasil terĂĄ que reagir", disse. “O governo estĂĄ ciente dos impactos. HĂĄ vontade polĂ­tica para que seja tomada a decisĂŁo, do contrĂĄrio desestruturarĂĄ toda a cadeia e terĂĄ implicaçÔes no Brasil”, afirmou uma fonte a par dos debates. Sem uma regulação estatal, o receio do setor Ă© de um momento de oscilaçÔes de preços, de ritmo de compras de bovinos e dos embarques que podem desorganizar a cadeia. Na indĂșstria, o temor Ă© de que um ciclo de desorganização possa levar atĂ© cinco anos, se nada for feito agora. AtĂ© o momento, o recado do governo chinĂȘs nas consultas feitas recentemente por exportadores foi de que a administração dos volumes nĂŁo ficarĂĄ a cargo das autoridades dos paĂ­ses fornecedores. A intenção Ă© nĂŁo limitar a concorrĂȘncia dos frigorĂ­ficos nem reduzir o poder de negociação da China. O acesso ficaria livre para as plantas habilitadas de todos os paĂ­ses. Quando as autoridades chinesas assinalarem que a cota foi preenchida, os parceiros comerciais serĂŁo informados sobre a aplicação da tarifa extracota de 55%. A Associação Argentina de Produtores Exportadores (Apea) informou na semana passada que a China rejeitou o modelo da cota Hilton ou da cota de exportação aos Estados Unidos. Os chineses deverĂŁo fornecer atualizaçÔes constantes sobre o uso das cotas. "O Brasil deveria reagir com algum tipo de controle para evitar a redução do preço internacional. O governo estĂĄ discutindo isso", afirmou uma fonte graduada de BrasĂ­lia. A Associação Brasileira de FrigorĂ­ficos (Abrafrigo) disse que defende a distribuição da cota chinesa aos moldes da Hilton, com a proporcionalidade de mercado de cada empresa no ano anterior.

VALOR ECONÔMICO

 

Peru habilita primeiros estabelecimentos brasileiros para exportação de farinhas bovinas e hemoderivados de bovinos e suínos

País habilita 18 unidades brasileiras e viabiliza o início das exportaçÔes em mercado aberto em 2024

O Serviço Nacional de Sanidade AgrĂĄria do Peru (Senasa) oficializou, na Ășltima semana, a habilitação das primeiras 18 unidades brasileiras para a exportação de farinha de carne e ossos bovina e de hemoderivados de bovinos e suĂ­nos. A medida viabiliza o inĂ­cio das operaçÔes comerciais nesses segmentos, abertos em maio de 2024, que dependiam da aprovação das plantas industriais para efetivar o acesso ao mercado peruano. As habilitaçÔes contemplam:

Farinha de carne e ossos bovina: 14 empresas habilitadas; Hemoderivados (bovinos e/ou suĂ­nos): 4 empresas autorizadas. AlĂ©m dessas autorizaçÔes, o Senasa tambĂ©m habilitou mais trĂȘs empresas brasileiras para a exportação de farinhas de aves ao Peru, o que representa um aumento de 21% no nĂșmero total de estabelecimentos autorizados a fornecer esse produto ao paĂ­s. Para assegurar a continuidade das exportaçÔes, a autoridade sanitĂĄria peruana promoveu ainda a renovação das licenças de todos os estabelecimentos que jĂĄ operavam com farinhas de aves, com validade estendida atĂ© dezembro de 2028. A decisĂŁo reforça o fluxo comercial de insumos destinados Ă s cadeias produtivas no mercado peruano e amplia as possibilidades de fornecimento brasileiro no Ăąmbito regional.

MAPA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

ParanĂĄ restringe trĂąnsito de bovinos e bubalinos

As medidas tĂȘm auxiliado na redução dos prejuĂ­zos no meio rural

 

O fortalecimento da sanidade animal no ParanĂĄ ganhou um novo avanço com a publicação da Portaria nÂș 13/2026, da AgĂȘncia de Defesa AgropecuĂĄria do ParanĂĄ (Adapar). A norma estabelece regras mais rigorosas para o trĂąnsito de bovinos e bĂșfalos no Estado, como combate Ă  brucelose e Ă  tuberculose bovinas, doenças que afetam os rebanhos e representam risco Ă  defesa sanitĂĄria estadual. A norma estĂĄ valendo desde o dia 12 de janeiro. A medida proĂ­be a entrada e a saĂ­da de bovinos e bubalinos de propriedades que estejam em processo de saneamento sanitĂĄrio para brucelose ou tuberculose, atĂ© a conclusĂŁo de todas as etapas exigidas pela Adapar. A restrição vale para todas as ĂĄreas de uma mesma propriedade rural quando houver compartilhamento de pastagens, instalaçÔes, equipamentos ou animais. Nesses casos, as ĂĄreas produtivas sĂŁo classificadas como foco sanitĂĄrio e devem cumprir integralmente as exigĂȘncias do processo de saneamento. A Ășnica exceção prevista na norma Ă© a movimentação de animais exclusivamente para abate, que permanece autorizada mesmo durante o perĂ­odo de saneamento. JĂĄ a venda, doação ou transferĂȘncia de animais vivos fica proibida atĂ© a regularização sanitĂĄria da propriedade. O saneamento somente Ă© considerado concluĂ­do apĂłs o cumprimento integral dos trĂąmites sanitĂĄrios estabelecidos pela legislação, incluindo a realização de exames com resultados negativos em todos os animais elegĂ­veis, tanto bovinos quanto bubalinos. Nos casos nĂŁo previstos na portaria, o produtor rural deve formalizar a situação junto Ă  Adapar, para avaliação tĂ©cnica por meio da DivisĂŁo de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (DIBT). As medidas buscam reduzir os riscos de propagação silenciosa das doenças, que podem estar presentes no animal sem indĂ­cios evidentes, alĂ©m de minimizar falhas nos diagnĂłsticos, especialmente em fases iniciais das infecçÔes. O controle rigoroso do trĂąnsito de animais Ă© considerado uma das principais ferramentas preventivas para proteger os rebanhos paranaenses. As açÔes de combate Ă s doenças sĂŁo conduzidas pela DivisĂŁo de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose Bovina (DIBT), vinculada ao Departamento de SaĂșde Animal (Desa). Segundo dados da DIBT, em 2025 houve queda de 17% no nĂșmero de focos de brucelose bovina no ParanĂĄ em comparação com 2024. JĂĄ os focos de tuberculose bovina apresentaram aumento de 4,5%, reflexo da ampliação da vigilĂąncia e da capacidade de detecção da doença. As medidas tĂȘm auxiliado na redução dos prejuĂ­zos no meio rural. Somente com o abate sanitĂĄrio de animais infectados, as perdas associadas a essas doenças ultrapassam R$ 8 milhĂ”es por ano no ParanĂĄ.

AGROLINK/CNA

 

ECONOMIA

 

DĂłlar volta a ser influenciado pelo fluxo estrangeiro e fecha quase estĂĄvel

O dólar perdeu força ante o real na metade da sessão e fechou a sexta-feira próximo da estabilidade, em mais um dia de alta firme do Ibovespa, com investidores estrangeiros atuando na ponta de compra de ativos brasileiros.

 

A moeda norte-americana Ă  vista fechou em leve alta de 0,08%, aos R$5,2876. Na semana, a divisa acumulou baixa de 1,59% e, no ano, recuo de 3,67%. Às 17h06, o dĂłlar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,05% na B3, aos R$5,2940. Nas duas sessĂ”es anteriores o dĂłlar havia recuado ante o real, influenciado pelo fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira e pela diminuição das preocupaçÔes relacionadas Ă  GroenlĂąndia, apĂłs o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciar um acordo que garante acesso total do paĂ­s Ă  ilha. “É novamente o apetite dos investidores ao risco”, justificou Ă  tarde Thiago Avallone, especialista em cĂąmbio da Manchester Investimentos. “Grande parte deste movimento se deve aos estrangeiros investindo em ativos brasileiros”, acrescentou, pontuando que houve de fato nos Ășltimos dias uma melhora do cenĂĄrio geopolĂ­tico. A diminuição das tensĂ”es geopolĂ­ticas tambĂ©m seguiu permeando os negĂłcios com moedas no exterior, com os agentes atentos ainda Ă  oscilação do iene em relação ao dĂłlar, em meio a especulaçÔes de que o Banco do JapĂŁo poderĂĄ intervir no mercado de cĂąmbio. Em meio ao noticiĂĄrio envolvendo as fraudes bancĂĄrias, o Banco Central publicou nota afirmando que seu diretor de Fiscalização, Ailton de Aquino, "obviamente jamais recomendou a aquisição de carteiras fraudadas” do Banco Master pelo BRB. Na manhĂŁ da sexta-feira o Banco Central nĂŁo realizou nenhuma operação no mercado de cĂąmbio. Na noite de quinta, a instituição havia anunciado dois leilĂ”es de linha (venda de dĂłlares com compromisso de recompra) para a prĂłxima segunda-feira, dia 26, no valor total de US$2 bilhĂ”es, para rolagem do vencimento de fevereiro. Em nota na vĂ©spera, o BC tambĂ©m informou que iniciarĂĄ a rolagem dos contratos de swap cambial que vencem em 2 de março na prĂłxima quarta-feira, dia 28.

REUTERS

 

Ibovespa encerra semana com recordes assegurados por fluxo estrangeiro

O Ibovespa encerrou a semana com novos recordes, acima dos 178 mil pontos pela primeira vez, confirmando na sexta-feira a quinta sessão seguida de sinal positivo, embalado por um fluxo de capital externo oriundo de um amplo movimento de rotação de global de portfólios.

 

Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 1,86%, a 178.858,54 pontos, chegando a 180.532,28 na mĂĄxima do dia - novos recordes para fechamento e intradia, respectivamente. Na mĂ­nima, marcou 175.589,66 pontos. O volume financeiro no pregĂŁo somou R$35,96 bilhĂ”es, novamente acima da mĂ©dia diĂĄria do ano e, principalmente, de 2025. Na semana, o Ibovespa acumulou uma valorização de 8,53%, ampliando o ganho neste começo de ano para 11,01%. A bolsa paulista segue tracionada principalmente por compras de estrangeiros que, apenas neste mĂȘs, jĂĄ registram uma entrada lĂ­quida de R$12,35 bilhĂ”es na bolsa paulista, segundo dados da B3 atĂ© o dia 21. Em todo o ano de 2025, o saldo positivo ficou em aproximadamente R$25,5 bilhĂ”es. Nessa semana, alĂ©m do fluxo estrangeiro, favorecido pela rotação global em direção a emergentes, a equipe de macroeconomia do Santander Brasil, chefiada por Ana Paula Vescovi, atrelou a alta do Ibovespa ao alĂ­vio do risco geopolĂ­tico, conforme relatĂłrio a clientes. A perspectiva entre estrategistas Ă© de que o horizonte segue positivo para as açÔes brasileiras, dado o cenĂĄrio macro global favorĂĄvel e o movimento de realocação de recursos, saindo principalmente, dos Estados Unidos, alĂ©m da perspectiva de um ciclo de corte de juros no Brasil. Na prĂłxima semana, aliĂĄs, decisĂ”es de polĂ­tica monetĂĄria nos Estados Unidos e no Brasil devem concentrar as atençÔes, principalmente os comunicados divulgados ao tĂ©rmino das reuniĂ”es de ambos os bancos centrais na quarta-feira. Para as taxas em si, as apostas no mercado sĂŁo de manutenção em ambos os paĂ­ses.

REUTERS

 

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