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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 81 DE 08 DE MARÇO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 81| 08 de março de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Frigoríficos de SP abrem a semana ofertando R$ 5/@ a mais pelo boi gordo

Segundo a Scot Consultoria macho terminado é negociado a R$ 335/@ nas praças pecuárias paulistas; "boi-China" recebe ágio de até R$ 30/@. Em Maringá, no Paraná: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista)


Na segunda-feira, 7 de março, as indústrias frigoríficas de São Paulo abriram o dia ofertando R$ 5/@ a mais pelo boi gordo, que agora é negociado a R$ 335/@ (valor bruto e a prazo) nas praças paulistas, informa a Scot Consultoria. “Com compradores ofertando mais pela arroba, as escalas de abate progrediram, fato que deve receber maior atenção nos próximos dias”, relata a Scot. De acordo com a Scot Consultoria, durante o ferido prolongado de Carnaval, as vendas de carne bovina no mercado atacadista de São Paulo foram melhores, puxando as cotações para cima. Com isso, no comparativo feito semanalmente, a carcaça de bovinos castrados ficou cotada em R$ 21,30/kg e a de bovinos inteiros em R$ 19,52/kg, alta de 3,4% e 1,6%, respectivamente. Segundo a Scot, o mercado do boi trabalha equilibrado entre oferta e demanda, o que não abre espaço para fortes testes de preços. No mercado de grãos, apesar do avanço da colheita de verão e dólar mais baixo, o cenário de alta nas cotações segue em meio à quebra de safra na América do Sul. Para a consultoria Agrifatto, o cenário favorável para as exportações faz com que a diferença entre o boi-China e o boi comum chegue a até R$ 30/@ no Estado de São Paulo. Já a IHS informa que, apesar do valor do boi gordo se manter em patamar elevado, os negócios no setor de gado para reposição seguem bastante lentos, o que pode reduzir a produção brasileira de carne bovina no decorrer de 2022. “A procura por boiada magra segue fraca em função das perspectivas quanto aos enormes gastos com nutrição animal”, observa a consultoria, acrescentando que o conflito entre Rússia e Ucrânia tem contribuindo para impulsionar ainda mais os preços dos grãos, entre outros insumos importantes para a pecuária de corte. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 348/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 315/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 317/@ a prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo) MT-Tangará: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 286/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 307/@ (à vista) vaca a R$ 295/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 285/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca R$ 295/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 324/@ (à vista) vaca a R$ 309/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 276/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 289/@ (prazo) vaca a R$ 282/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 286/@ (à vista) vaca a R$ 276/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista) MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 264/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Referências dos suínos seguem com estabilidade nas principais praças produtoras

Levantamento da Scot Consultoria informa que a arroba do suíno CIF não registrou alteração de preços e está cotada a R$ 113,00/@ a R$116,00/@. O valor da carcaça especial também seguiu com estabilidade e está cotado a R$ 8,50/R$ 8,80 o quilo


“Com a preferência do consumidor pela a carne de frango, o escoamento da carne suína está sofrendo mais no mercado interno. E também a margem segue apertada com os custos elevados, principalmente no estado do Rio Grande do Sul”, informou o analista de mercado da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias. Para o Cepea/Esalq, referente às informações da última sexta-feira (04), o preço do animal vivo em Minas Gerais está próximo de R$ 6,08/kg e permaneceu estável, enquanto em São Paulo o suíno teve leve queda 0,33% e está cotado a R$ 6,10/kg. Em Santa Catarina, o animal vivo permaneceu estável e está em R$ 5,49/kg. No Paraná, o valor do animal segue com estabilidade e está cotado em R$ 5,37/kg. No Rio Grande do Sul, o preço do suíno também está estável e cotado a R$ 5,29/kg.

Cepea/Esalq


China comprará 38 mil t de carne suína congelada para reservas estatais em 10 de março

A China comprará 38 mil toneladas de carne suína para suas reservas estatais centrais na quinta-feira, disse o Centro de Gerenciamento de Reservas de Mercadorias da China nesta segunda-feira


A compra, após a primeira rodada de estoques deste ano na semana passada, ocorre num momento em que Pequim busca sustentar os preços do suíno após uma queda acentuada. Agricultores em muitas regiões da China vêm sofrendo enormes perdas devido aos baixos preços da carne suína e altos custos de alimentação. Perdas duradouras podem levar alguns a sair do mercado, levando a um corte na produção da carne preferida da China, disseram analistas. O rebanho suíno da China foi dizimado anteriormente pela doença mortal da peste suína africana, elevando os preços da carne suína e aumentando o índice de preços ao consumidor. Desde então, Pequim reconstruiu seu enorme rebanho de suínos e a estabilização da produção tornou-se um importante foco de política para lideranças.

REUTERS


FRANGOS


Frango: Preços no atacado estão subindo na primeira quinzena do março

Segundo a Scot Consultoria, as referências para a carne de frango no atacado em São Paulo tiveram um avanço de 1,57% e ela está cotada em R$ 6,45/kg, enquanto que o frango na granja teve um incremento de 2,00%, cotado a R$ 5,10/kg


Para o analista da Safras & Mercados, Fernando Henrique Iglesias, o mercado do frango tem dado sinais de valorizações nas últimas semanas. “Os preços no atacado estão subindo na primeira quinzena do mês, mas precisamos entender que as margens dos produtores estão bem apertadas com os custos elevados”, destacou. O analista da Safras & Mercados afirmou que a população brasileira também está preferindo comprar frango, já que é uma proteína mais acessível. “Neste momento que a inflação está muito alta e que não temos condições de consumir carne bovina, a carne de frango se tornou imprescindível”, comentou. O preço do frango vivo em Santa Catarina segue estável em 4,47/kg. A referência do frango vivo no Paraná também está estável a R$ 4,95/kg, enquanto em São Paulo a cotação do frango vivo está sem referência. Conforme o Cepea/Esalq em seu levantamento realizado na última sexta-feira (04), o preço do frango congelado teve valorização de 1,13% e está cotado a R$ 6,25/kg; o frango resfriado registrou alta de 6,63% a R$ 6,59/kg.

Cepea/Esalq


CARNES


Guerra gera mais custos ao setor de carnes do Brasil, mas também oportunidades

O ataque da Rússia à Ucrânia causou uma disparada nos preços globais de grãos que afeta os custos da indústria de carnes brasileira, mas um eventual recuo nas exportações ucranianas de carne de frango abre uma lacuna que pode ser ocupada pelos frigoríficos do Brasil


Analistas e representante da indústria ouvidos pela Reuters também veem chance de aceleração nas negociações para retirada de suspensões a unidades do Brasil embargadas pelos europeus desde de 2018, uma vez que a União Europeia é uma das principais compradoras de proteína animal da Ucrânia. "O setor produtivo tem se preparado para suprir lacunas e apoiar a segurança alimentar de nações que possam vir a ser desabastecidas pela provável suspensão ou diminuição das exportações de carne de frango e suína da Rússia e da Ucrânia", disse à Reuters a Associação Brasileira de Proteína Animal. Na avaliação da ABPA, que representa gigantes como JBS e BRF no Brasil, maior exportador global de carne de frango, os dois países em conflito são players relevantes --e concorrentes de brasileiros-- em importantes mercados do Oriente Médio e da Europa. "Pode acontecer um ganho de competitividade", disse o Presidente da ABPA, Ricardo Santin. O Brasil, contudo, não estaria sozinho na disputa por mercados que eventualmente deixem de ser atendidos pela Ucrânia, disse o diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres. "Abre-se uma oportunidade para o Brasil, mas abre também para todos os produtores globais", afirmou ele, destacando que os Estados Unidos também podem sair beneficiados. A exportação de carne de frango da Ucrânia gira em torno de 430 mil toneladas por ano, volume que representou cerca de 10% da exportação brasileira em 2021, notou ele. Sobre a Europa, Santin acredita que este será um mercado com um "grande desafio", caso os exportadores ucranianos deixem de embarcar carnes diante das dificuldades impostas pela guerra. De acordo com a associação, há cerca de 20 unidades brasileiras suspensas pelos europeus, que já cumpriram todos os requisitos necessários para retomada da habilitação. A suspensão veio diante de denúncias investigadas pela operação Trapaça, da Polícia Federal. "Se a Europa tiver mesmo necessidade da carne brasileira, é claro que esses frigoríficos suspensos pela Operação Trapaça vão ser revistos com velocidade", acrescentou o Diretor da Scot. A Ucrânia implementou licenças de exportação para produtos como frango e ovos, informou a Interfax no domingo, após o país suspender embarques de commodities importantes, como açúcar, centeio, aveia. A ABPA alertou também que seus associados têm relatado entraves já esperados para embarcar produtos para o mercado da Rússia. Porém as cargas que estão em transporte e próximas do destino final estão sendo internalizadas "sem maiores empecilhos nos portos russos". A Rússia, entretanto, não é mais um destino tão importante para o Brasil. Em 2021, foram 106 mil toneladas de frango, enquanto os embarques de suínos somaram 9,29 mil toneladas, e as vendas de carne bovina atingiram 35,35 mil toneladas.

REUTERS


INTERNACIONAL


UE terá queda na produção de carne bovina

A União Europeia deverá produzir 6,8 milhões de toneladas de carne bovina (em equivalente carcaça) em 2022, segundo informações divulgadas pelo boletim Grain Report, de adidos do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA)


O volume fica levemente aquém das 6,85 milhões de toneladas registradas em 2021. Para atingir esse volume, o país deve abater 23,2 milhões de bovinos, abaixo dos 23,4 milhões de animais registrados no último ano. A previsão é de que o país exporte 700 mil toneladas de carne bovina em 2022, superando as 690 mil toneladas previstas de 2021. O consumo interno deve ficar em 6,435 milhões de toneladas em 2022, levemente abaixo das 6,485 milhões de toneladas demandadas no ano passado.

USDA


China vai importar menos carne suína e mais bovina

Durante os dois primeiros meses de 2022, a China reduziu a necessidade de importação de carne em 33%, com a queda concentrada, principalmente, na carne suína


Cerca de 1,07 milhão de toneladas de carne entraram na China no bimestre, em comparação com 1,6 milhão de toneladas trazidas nos mesmos meses do ano passado, informou a Administração Geral das Alfândegas. Nos últimos 12 meses, o estoque de suínos da China avançou mais rápido do que o esperado e a grande liquidação nas fazendas aumentou a produção doméstica de suínos. O rebanho de porcas da China era de 42,9 milhões de cabeças no final de janeiro, um aumento de 2% em relação ao ano anterior, segundo dados oficiais. Além disso, em 2022, a China poderá atingir 100% de autossuficiência em carne suína. Um declínio nas importações de carne foi relatado desde julho do ano passado, mas esta é a maior queda registrada até agora. No final de 2021, as autoridades de Pequim decidiram impor novas tarifas às importações de carne suína, visto a necessidade de importações do país ter diminuído. No entanto, os analistas esperam um aumento nas importações de carne bovina para este ano, com um volume total estimado em 2 milhões de toneladas.

Euromeatnews


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Conflito internacional gera apreensão aos principais portos de entrada dos fertilizantes no BR

A atividade portuária e o comércio exterior temem pelos reflexos do conflito que podem atingir o mercado e a produção no Brasil. Como principal porta de entrada dos fertilizantes no País, a administração dos portos paranaenses acompanha o momento de tensão no Leste Europeu


“Para se ter uma ideia, das quase 11,5 milhões de toneladas importadas de fertilizante no ano passado, cerca de 2,35 milhões, mais de 20%, vêm da Rússia”, afirma o executivo. A Ucrânia, segundo Garcia, não é região tradicionalmente produtora de fertilizantes. “A preocupação realmente é com a Rússia que, com a guerra, tende a suspender as atividades portuárias e o comércio com os países, principalmente ocidentais”, informa o dirigente dos portos paranaenses. O gerente executivo do Sindicato da Indústria de Adubos e Corretivos Agrícolas no Estado do Paraná (Sindiadubos), Décio Luiz Gomes, diz que tanto a Rússia como o país vizinho, Belarus, são grandes produtores de fertilizantes, principalmente o cloreto de potássio. “A apreensão é quanto aos problemas logísticos para escoar esses produtos. A invasão da Rússia à Ucrânia complica ainda mais a situação que já estava delicada com a Belarus, outro importante mercado”, comenta. Segundo Gomes, o mercado e a indústria dos fertilizantes no Brasil – assim como em todo o mundo – já estava sentido há algum tempo, quando a Rússia decidiu suspender as exportações dos produtos. Outra situação no Leste Europeu, que já vinha preocupando o segmento, era o impedimento imposto pela Lituânia para circulação de produtos da Belarus. O país é outra opção, além da Rússia, para o escoamento da produção de cloreto de potássio para o mundo. “Uma alternativa para o mercado brasileiro, na importação do produto, seria o Canadá, também grande produtor e exportador do cloreto”, completa. A maioria das empresas produtoras de fertilizantes nos dois países – Rússia e Belarus –, é estatal. “Ou seja, as decisões dessas empresas vão a reboque do que decidem os respectivos governos em relação ao mercado internacional”, diz o gerente executivo. “A redução da oferta mundial de fertilizantes certamente vai nos afetar”, afirma. A falta de produto e o aumento de preço, segundo ele, serão os principais efeitos do conflito que gera impacto, também, nas demais atividades, incluindo a agricultura e o consumo final no país. Dificilmente os portos do Paraná recebem navios com bandeiras desses países (Rússia, Ucrânia ou Belarus). Segundo o presidente do Sindicato das Agências de Navegação Marítima do Estado do Paraná (Sindapar), Argyris Ikonomou, a preocupação não é tanto com a mão-de-obra, no caso, das tripulações. “A possibilidade de impacto negativo que eu consigo enxergar, no momento, seria a dificuldade, alto risco e o aumento do valor dos fretes para navios que, a partir de agora, vão escalar em portos da Rússia para carregamento de fertilizantes, por exemplo”, comenta. No entanto, segundo Argyris, é preciso aguardar a evolução desse conflito. “Ainda é muito cedo para saber o que vai acontecer nos próximos dias”, completa o representante das agências marítimas no Paraná.

Portos do Paraná


ECONOMIA/INDICADORES


Ibovespa desaba com exterior diante de temor com inflação; Petrobras afunda

O principal índice da bolsa brasileira teve a maior queda em 2022 nesta segunda-feira, acompanhando a queda vertiginosa das bolsas em Wall Street


Investidores temem uma inflação mais alta e estagnação econômica, após a disparada dos preços do petróleo aos maiores patamares desde 2008 por causa das sanções à Rússia. As ações da Petrobras desabaram mais de 7% com a política de preços da estatal em foco, enquanto bancos também cederam. Vale ficou na ponta oposta, depois de nova sessão de ganhos do minério de ferro. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa caiu 2,91%, a 111.139,62 pontos, maior queda desde 26 de novembro. O volume financeiro foi de 35 bilhões de reais.

REUTERS


Dólar fecha estável ante real com aversão a risco ofuscando impulso das commodities

O dólar fechou perto da estabilidade contra o real nesta segunda-feira, bem longe de mínimas abaixo de 5,03 reais atingidas durante a sessão, com a aversão global ao risco provocada pela guerra na Ucrânia ofuscando o impulso que a disparada das commodities tem fornecido à moeda brasileira


A moeda norte-americana à vista encerrou o pregão com variação positiva de 0,02%, a 5,0795 reais na venda. Os mercados globais sofreram piora generalizada na tarde da segunda-feira, com os principais índices de Wall Street caindo mais de 2% em meio a temores de que a disparada dos preços do petróleo levará a uma inflação mais aquecida e à desaceleração do crescimento ao redor do mundo. Depois de notícias de que Estados Unidos e aliados estavam considerando proibir a importação de petróleo da Rússia, os preços da commodity do tipo Brent chegaram a superar os 139 dólares o barril nesta segunda-feira. A disparada dessa e de outras commodities, como trigo, milho, soja e metais, tem sido apontada por especialistas como fator de impulso para moedas de países exportadores, como o Brasil, já que os preços mais altos tendem a elevar o fluxo de dólares para o mercado local. Apesar da tímida valorização desta sessão, o dólar acumula queda de 8,9% contra o real até agora em 2022. "Por um lado, o fluxo estrangeiro e o diferencial de juros com a economia americana favorecem a apreciação do real", disse a Santander Asset em relatório. Enquanto a taxa Selic está atualmente em 10,75% ao ano, os juros básicos nos Estados Unidos seguem em intervalo próximo de zero. "Por outro, a retirada de estímulos monetários globais, as tensões geopolíticas no exterior e as incertezas de natureza fiscal no âmbito local" podem ser empecilhos para o desempenho da divisa brasileira, disse a Santander Asset. Temores sobre a saúde das contas públicas relacionados a dois projetos em tramitação no Senado que visam reduzir o custo dos combustíveis têm crescido em meio à disparada dos custos do petróleo no mercado internacional, que estão agora bem acima dos preços fixados pela Petrobras. Embora haja incerteza sobre os detalhes de tais medidas no momento, "algum tipo de flexibilização fiscal nessa frente está se tornando cada vez mais provável", alertou o Citi. O receio fiscal doméstico foi apontado como um dos grandes responsáveis pela alta de mais de 7% registrada pelo dólar ante o real em 2021.

REUTERS


Poupança tem saque líquido de R$5,35 bi em fevereiro, diz BC

A caderneta de poupança registrou saque líquido de 5,35 bilhões de reais em fevereiro, mostraram dados do Banco Central na segunda-feira


Foi a quarta maior retirada líquida para meses de fevereiro da série histórica iniciada em 1995, perdendo apenas para períodos equivalentes nos anos de 2021 (-5,86 bilhões de reais), 2016 (-6,64 bilhões de reais) e 2015 (-6,26 bilhões de reais). Do total, os saques superaram os depósitos no Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo (SBPE) no valor de 2,44 bilhões de reais. Já na poupança rural, as saídas foram de 2,91 bilhões de reais. Em janeiro, havia sido registrado um saque líquido de 19,7 bilhões de reais, maior resgate já observado para todos os meses da série histórica. O fluxo de recursos na poupança apresentou uma reversão de sentido ao longo de 2021, passando a acumular retiradas significativas. Antes, em 2020, havia sido registrada uma captação recorde de mais de 166 bilhões de reais, impulsionada pelo pagamento do auxílio emergencial e pelo baixo nível da taxa básica de juros, o que aumentou a competitividade da poupança frente a outros investimentos. Em 2021, com a retirada do auxílio emergencial e o agressivo aperto monetário implementado pelo Banco Central, houve um saque líquido de 35,5 bilhões de reais. Com os juros básicos da economia acima de 8,5% ao ano (a Selic está agora em 10,75%), os depósitos na poupança voltaram a ter rendimento fixo de 0,5%, ou 6,17% ao ano, acrescido da taxa referencial (TR), o que deixa a remuneração mais baixa do que outros investimentos de renda fixa.

REUTERS


Mercado passa a ver Selic a 8,25% em 2023, mostra Focus

Especialistas passaram a ver a taxa básica de juros mais alta em 2023, enquanto a estimativa para a inflação este ano seguiu em alta, o cenário para a atividade econômica melhorou


A pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira mostrou que a projeção para a Selic ao final deste ano segue em 12,25%, mas para 2023 subiu a 8,25%, de 8,00% na semana anterior. Ao mesmo tempo, o levantamento semanal apontou que a expectativa para a alta do IPCA este ano aumentou mais uma vez, em 0,05 ponto percentual, chegando a 5,65%. Para 2023 a inflação segue sendo calculada em 3,51%. O centro da meta oficial para a inflação em 2022 é de 3,5% e para 2023 é de 3,25%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento deste ano melhorou a 0,42%, de 0,30%, enquanto a de 2023 permaneceu em 1,5%.

REUTERS


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