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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1026 DE 14 DE JANEIRO DE 2026

  • prcarne
  • há 7 horas
  • 16 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1026 | 14 de janeiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: preços seguem estáveis

O mercado físico do boi gordo iniciou a semana em ritmo lento, mesmo diante de escalas de abate consideradas apertadas, entre sete e oito dias úteis, na média nacional, de acordo com levantamento da Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo)

 

Segundo apurou a consultoria, os frigoríficos de grande porte mantêm a pressão para baixo nos preços do boi gordo, comprando apenas quando necessário. O mercado segue sem consolidar um movimento de baixa; os recuos nos valores têm sido pontuais e discretos, principalmente nas praças de SP, MS, PA e TO. Por sua vez, as indústrias de médio e pequeno portes, mais voltadas ao mercado interno, continuam pagando os preços de tabela, embora alguns negócios tenham sido fechados acima da referência. Pelos dados da Agrifatto, a arroba do boi sem padrão-exportação segue valendo R$ 325 no mercado paulista, que atualmente não paga nenhum prêmio para os lotes de “boi-China” negociados na mesma praça. Nas outras 16 regiões monitoradas pela consultoria, as cotações do boi gordo também ficaram estáveis.

“Com a diminuição nas vendas de carne bovina ao longo da segunda metade de janeiro, é esperado um enfraquecimento adicional nos preços da arroba no mercado físico”, projetam os analistas da Agrifatto. Segundo os números apurados pela Scot Consultoria, o boi gordo “comum” segue cotado em R$ 318/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China” é vendido por R$ 322/@ (valores brutos, no prazo). No mercado futuro, os contratos do boi fecharam o pregão de segunda-feira (12/1) com estabilidade. O papel de curto prazo (com vencimento em janeiro/26) terminou a sessão cotado a R$ 319,20/@, uma ligeira alta de 0,30% em relação ao dia anterior. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 310,00 Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China/Europa: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 275,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: nove dias. Preços brutos do “boi-China” na segunda-feira (12/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 309,00/@ (à vista) e R$ 313,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 310,00/@ (à vista) e R$ 314,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 306,00/@ (à vista) R$ 310,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 281,50/@ (à vista) e R$ 285,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 303,50/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Carne bovina: cota imposta pela China acelera embarques brasileiros ao país asiático

Nos primeiros seis dias úteis de 2026, o Brasil exportou 89,30 mil t da proteína in natura, com média diária de 14,88 mil t – maior volume já registrado na história para uma primeira semana de janeiro

 

Nos primeiros seis dias úteis de 2026, o Brasil exportou 89,30 mil toneladas de carne bovina in natura, com média diária de 14,88 mil toneladas, o que significa um avanço semanal de 3,19% e alta anual de 34,50%, segundo dados divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Trata-se do maior volume já registrado na história para uma primeira semana de janeiro, informa a Agrifatto. Esse forte desempenho, diz a consultoria, está associado, principalmente, à corrida da indústria exportadora para o preenchimento das cotas impostas pela China, o que tem intensificado o ritmo dos embarques de carne bovina e ampliado a movimentação do mercado. “Diante desse cenário, nossas projeções indicam que janeiro poderá encerrar com cerca de 280 mil toneladas exportadas, consolidando um fechamento histórico para o primeiro mês do ano”, prevê a Agrifatto. Em relação aos preços, a tonelada exportada apresentou leve ajuste negativo, com cotação média de US$ 5,52 mil na semana, recuo de 1,37% frente ao período anterior. Por sua vez, a receita total acumulada na primeira semana de janeiro/26 alcançou US$ 493 milhões, com média diária de faturamento de US$ 82,30 milhões, praticamente dobrando em relação ao mesmo período do ano passado, com incremento anual de 99,67%.

PORTAL DBO

 

Exportações de carne bovina aos EUA iniciam ano em ritmo acelerado

Em apenas seis dias, a cota isenta de taxas de 52 mil toneladas foi totalmente preenchida

 

As exportações brasileiras de carne bovina iniciaram este ano com ritmo recorde para os Estados Unidos. Em apenas cinco dias (entre 2 e 6 de janeiro), a cota de 52 mil toneladas isentas foi totalmente preenchida. A cota usada pelos frigoríficos brasileiros foi reduzida em 2026. Antes, eram 65 mil toneladas, divididas com vários outros países. Os EUA transferiram 13 mil toneladas para o Reino Unido, o que resultou no volume de 52 mil toneladas, ocupadas totalmente pelo Brasil nos seis primeiros dias de janeiro. A informação do uso total da cota foi confirmada pelo relatório semanal do Serviço de Alfândega e Proteção de Fronteiras dos EUA (CBP, na sigla em inglês), divulgado na noite da segunda-feira (12/1). No ano passado, o Brasil atingiu o volume isento, até então de 65 mil toneladas, em 17 de janeiro. Em 2024, isso havia ocorrido apenas em março. As 350 mil toneladas a mais que o Brasil espera enviar aos EUA até o fim do ano serão taxadas em 26,4%. Isso torna o produto brasileiro menos competitivo que as cargas da Austrália, por exemplo. Americanos e australianos têm acordo de livre comércio para cota de 378,2 mil toneladas anuais. Menos de 3% desse volume havia sido ocupado até 12 de janeiro, com exportações de 10,6 mil toneladas. A Argentina utilizou pouco mais de 2,5% da sua cota de 20 mil toneladas em 2026, com envio de 510,5 toneladas até agora. A Nova Zelândia exportou 5,1 mil toneladas aos americanos, 2,4% da sua cota anual de 213,4 mil toneladas. Os frigoríficos uruguaios ocuparam apenas 1,5% da cota de 20 mil toneladas deste ano, com embarque de 297,1 toneladas. O Reino Unido, que recebeu a cota de 13 mil pertencente ao Brasil anteriormente, ainda não exportou carne bovina aos EUA em 2026, segundo o relatório mais recente do CBP.

VALOR ECONÔMICO

 

CARNES

 

Custos de produção de suínos subiram em 2025; despesas com frango caíram

Gastos dos dois setores encerraram o ano em direções opostas, informou a Embrapa

 

Em Santa Catarina, custo do suíno aumentou 4,39% comparado a 2024; no Paraná, despesas como frangos diminuíram 2,81%. Os custos de produção de frango e de suínos terminaram 2025 em direções opostas, com a despesa para produzir frango em queda e para os suínos em alta, conforme levantamento da Embrapa divulgado na terça-feira (13/1). Em Santa Catarina, Estado considerado referência para o cálculo do Índice de Custo de Produção (ICP) dos suínos, o custo de produção do quilo do animal vivo foi de R$ 6,48 em dezembro, alta de 0,99% em relação ao mês anterior. O índice encerrou o ano registrando aumento de 4,39% comparado a 2024. “A ração, responsável por 71,67% do custo total de produção em dezembro, subiu 1,71% no mês e 1,82% no ano”, informou a Embrapa em nota. No Paraná, referência no setor de aves, o custo de produção do quilo do frango de corte subiu 0,51% em dezembro frente a novembro, passando para R$ 4,65 e com o ICPFrango atingindo 360,21 pontos. Apesar disso, no acumulado de 2025, houve queda de 2,81%. A ração, que representou 62,96% do custo total para produzir frango em dezembro, subiu 1,38% no mês, porém teve redução acumulada em 8,92% em 2025, pressionando o resultado anual. “Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (19,13% do total), caíram 1,90% no último mês do ano, mas com um aumento acumulado em 2025 de 14,82%”, pontuou a Embrapa.

GLOBO RURAL

 

GOVERNO

 

Vietnã habilita mais quatro frigoríficos brasileiros para exportar carne bovina

O país passa a ter oito plantas aptas a vender ao mercado vietnamita, dobrando o número de estabelecimentos autorizados

 

As autoridades sanitárias do Vietnã concluíram o processo de avaliação técnica e habilitaram mais quatro estabelecimentos brasileiros para a exportação de carne bovina com osso e desossada. Os novos estabelecimentos habilitados estão localizados em Rondônia (2), Mato Grosso do Sul (1) e Tocantins (1), somando-se a outros quatro já autorizados, situados em Goiás (3) e Mato Grosso (1). Os dossiês técnicos apresentados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) foram avaliados e aprovados, comprovando o cumprimento dos requisitos sanitários e de inocuidade dos alimentos exigidos para a habilitação dos novos estabelecimentos. O mercado vietnamita de carne bovina foi aberto em 2025, após décadas de negociação, no âmbito da missão oficial do Presidente da República a Hanói, que fortaleceu o diálogo bilateral e ampliou as oportunidades de inserção de novos produtos brasileiros naquele mercado. Com as novas autorizações, o Brasil passa a contar com oito plantas habilitadas, dobrando a capacidade atual de oferta e fortalecendo a presença da carne bovina brasileira em um dos países que mais têm expandido o consumo de proteína animal nos últimos anos.

Cabe ressaltar que esse avanço é fruto de intenso diálogo técnico e negocial, consolidando a parceria entre os dois países. O Mapa seguirá atuando para ampliar o número de estabelecimentos habilitados e diversificar mercados, sempre com base na transparência, no robusto sistema oficial de inspeção e controle sanitário e na qualidade dos produtos brasileiros.

MAPA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Setor de serviços do Paraná cresceu 2,5% de janeiro a novembro de 2025, aponta IBGE

Variação no volume de atividades superou a média nacional e foi a maior da região Sul. Receita das empresas também acompanha o bom momento, com alta de 6,5% nas receitas em 11 meses.

 

O setor de serviços do Paraná acumula um crescimento de 2,5% no volume das atividades entre janeiro e novembro de 2025, no comparativo com o mesmo período do ano retrasado. É o que apontam os dados da mais recente Pesquisa Mensal de Serviços (PMS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados na terça-feira (13). Com o resultado, o desempenho das empresas paranaenses que pertencem a este segmento econômico superou o registrado por outras Unidades da Federação com grande peso na economia. É o caso, por exemplo, dos estados do Pará (1,6%), Rio de Janeiro (1,5%), Minas Gerais (0,3%), Pernambuco (0,3%), Bahia (-1,3%) e Rio Grande do Sul (-4,6%). No comparativo entre novembro de 2025 com o mesmo mês do ano anterior, o crescimento das atividades de serviços foi ainda maior no Paraná, de 3%, superando a média nacional, que foi de 2,5%. Com isso, o Estado também teve o melhor desempenho da região Sul neste recorte, superando Santa Catarina e Rio Grande do Sul, que registraram retração de 0,2% e 1,2% em suas atividades, respectivamente.

A alta no volume dos serviços prestados foi acompanhada por um aumento no fluxo de caixa das empresas do setor. O índice de receita nominal – que mede o valor total das vendas em termos monetários, incluindo os efeitos da inflação, sem ajuste de preços – cresceu 6,5% no Paraná de janeiro a novembro de 2025, com uma variação mensal de 1,1% entre outubro e novembro. O avanço da receita nominal é um indicador relevante porque reflete a capacidade real de faturamento das empresas e sua geração de caixa, elemento fundamental para a manutenção de empregos, ampliação de investimentos e recolhimento de tributos. Na prática, o crescimento das receitas no setor de serviços sinaliza um ambiente econômico mais dinâmico no Paraná, com empresas mais capitalizadas, maior circulação de recursos na economia e efeitos positivos sobre a arrecadação estadual e o consumo das famílias. As empresas ligadas à prestação de serviços às famílias puxaram o resultado estadual para cima, com uma alta de 3% em 11 meses de 2025. Outro segmento que ficou acima da média estadual foram os serviços profissionais, administrativos e complementares, que aumentou 2,7%. No comparativo entre novembro de 2025 e o mesmo mês de 2024, os maiores aumentos no volume das atividades foram registrados nos setores de transportes, serviços auxiliares e correio (5,1%) e em outros serviços (9,3%). Em termos de faturamento, as maiores altas ocorreram nas empresas prestadoras de serviços às famílias (11,2%), serviços profissionais, administrativos e complementares (8,4%) e outros serviços (8,3%). Já as empresas que prestam serviços de informação e comunicação tiveram alta de 5,5% nas receitas, enquanto aquelas ligadas aos transportes, serviços auxiliares e correio registraram uma variação de 4,9%.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha estável ante real em dia de dados de inflação nos EUA

O dólar voltou a apresentar variações contidas na terça-feira no Brasil, encerrando novamente muito próximo da estabilidade, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante a maior parte das demais divisas, em dia de novos dados de inflação nos EUA.

 

O dólar à vista encerrou o dia em leve alta de 0,07%, aos R$5,3759. No ano, a divisa acumula queda de 2,06%. Às 17h03, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,06% na B3, aos R$5,3985. No meio da manhã o Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA subiu 0,3% em dezembro, em linha com a projeção mediana dos economistas consultados pela Reuters. Nos 12 meses até dezembro, o índice avançou 2,7%, igualando a leitura de novembro.

O núcleo do CPI -- que exclui alimentos e energia – subiu 0,2% em dezembro, levemente abaixo do 0,3% projetado pelo mercado. Na esteira da divulgação dos números, o dólar reduziu a força ante boa parte das demais divisas, incluindo o real, em sintonia com o recuo da curva de juros norte-americana. A moeda norte-americana ainda recuperou força no Brasil, atingindo a máxima de R$5,3949 (+0,42%) às 13h27, mas ao longo da tarde se manteve próxima da estabilidade, em mais uma sessão em que o noticiário interno teve pouca influência nas cotações. No fim da manhã, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, fez algumas declarações em Brasília sobre a área fiscal, na primeira entrevista a jornalistas após retornar de férias. Ele afirmou que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), cumprindo a meta de déficit zero para o ano, que tem 0,25% do PIB de margem de tolerância.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda com bancos e "utilities"; Petrobras e Vale atenuam perda

O Ibovespa fechou em queda pelo segundo pregão seguido na terça-feira, acompanhando o viés negativo em Wall Street, com ações de bancos e de serviços de utilidade pública, como Axia e Sabesp, entre as maiores pressões de baixa, enquanto Petrobras e Vale evitaram um declínio mais acentuado.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,72%, a 161.973,05 pontos, após marcar 161.765,08 pontos na mínima e 163.146,26 pontos na máxima do dia. O volume financeiro somou R$24,9 bilhões. Na visão do estrategista de investimentos Bruno Perri, economista-chefe e sócio fundador da Forum Investimentos, a bolsa brasileira refletiu um movimento mais amplo de aversão ao risco, que combina questões geopolíticas e pressão exercida pelo presidente Donald Trump sobre o Federal Reserve. Em meio ao aumento das tensões no Irã, com chance de maior envolvimento norte-americano, citou Perri, a pressão política sobre o Fed traz receios de perda de independência do mais relevante banco central do mundo. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário dos EUA, caiu 0,19%. Ainda no radar dos agentes financeiros nesta sessão, o índice de preços ao consumidor norte-americano subiu 0,3% em dezembro, com a taxa em 12 meses mostrando avanço de 2,7%. Excluindo os componentes voláteis de alimentos e energia, houve alta de 0,2% em dezembro e de 2,6% em 12 meses. Na visão do analista de investimentos Gabriel Mollo, da Daycoval Corretora, o viés negativo tende a persistir nos mercados, dado que os riscos que estão pressionando os negócios "não vão morrer hoje".

REUTERS

 

Haddad estima déficit primário do governo central de 2025 em 0,1% do PIB, com meta cumprida

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse na terça-feira que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), cumprindo a meta de déficit zero para o ano, que tem 0,25% do PIB de margem de tolerância.

 

O resultado desconsidera despesas que ficam fora da contabilidade fiscal após autorização judicial, disse o ministro em entrevista a jornalistas. Segundo ele, se considerados gastos com precatórios e com indenização de aposentados, o déficit deve ficar em 0,48% do PIB. "Nós estamos em uma trajetória de melhoria dos resultados primários a cada ano, como está sendo demonstrado", disse. Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025 serão apresentados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central apenas no final de janeiro. Após o Tesouro Nacional prever nesta semana uma piora significativa na trajetória da dívida pública, o ministro afirmou na entrevista que o que tem mais afetado o indicador é o nível dos juros no país, não os resultados primários. Na primeira entrevista a jornalistas após retornar das férias, Haddad disse que conversará com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva "quando ele quiser" sobre sua saída do comando da Fazenda. No fim do ano passado, ele estimou que deixaria a pasta até fevereiro. O ministro ainda defendeu a atuação do Banco Central ao liquidar o Banco Master, afirmando que o trabalho da autarquia foi robusto. Ele enfatizou que o tema tem relevância também porque os bancos públicos Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil respondem por cerca de um terço da capitalização do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que será usado para ressarcir clientes do Master. "O caso inspira muito cuidado, nós podemos estar diante da maior fraude bancária da história do país, e temos que tomar todas as cautelas devidas com as formalidades", afirmou.

REUTERS

 

Setor de serviços do Brasil recua em novembro e interrompe nove meses de ganhos

O setor de serviços brasileiros registrou recuo inesperado em novembro depois de nove meses de ganhos, pressionado por transportes e informação e comunicação, em meio à desaceleração da economia diante de uma política monetária restritiva.

 

O volume de serviços teve em novembro queda de 0,1% em relação a outubro, resultado que frustrou a expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,2% no mês. Em relação ao mesmo mês do ano anterior, o volume de serviços apresentou alta de 2,5%, informou nesta terça-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), contra expectativa de ganho de 3,0%. "O resultado reflete uma certa manutenção do setor de serviços em patamares elevados, já que no mês anterior o setor havia alcançado o topo da sua série histórica, iniciada em janeiro de 2011", destacou Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa no IBGE. Os fornecedores de serviços nacionais registraram resultados positivos durante a maior parte do ano passado, com retração no volume apenas em janeiro, graças ao desemprego em mínimas recordes e aumento da renda, o que ajudava a compensar o peso dos juros elevados, com a Selic atualmente em 15%. "Apesar do resultado abaixo do esperado, o dado (de novembro) parece refletir mais uma normalização após um período de crescimento mais intenso do que, propriamente, um sinal contundente de fraqueza da atividade no setor", disse o economista da Armor Capital Gustavo Rostelato. Entre as cinco atividades pesquisadas, duas tiveram resultados negativos no mês de novembro -- transportes teve queda de 1,4% e informação e comunicação apresentou recuo de 0,7%. "O destaque no campo negativo fica no setor de transportes, pressionado pelo transporte aéreo, transporte rodoviário coletivo de passageiros, transporte dutoviário e logística de cargas", disse Lobo. Na outra ponta, os profissionais e administrativos (1,3%) e os outros serviços (0,5%) mostraram ganhos na comparação mensal, enquanto os serviços prestados às famílias ficaram estáveis. Já o índice de atividades turísticas teve ganho de 0,2% em novembro na comparação ao mês anterior, no quarto resultado positivo seguido, ficando 0,8% abaixo do ápice da sua série histórica, de dezembro de 2024.

"Podemos dizer que (em novembro) as receitas dos restaurantes tiveram um ligeiro predomínio sobre o recuo observado no transporte aéreo de passageiros", disse Lobo. O IBGE destacou ainda os efeitos no setor de serviços da realização da COP-30 no Pará entre 10 e 21 de novembro -- o volume de serviços no Estado registrou alta de 2,6% no mês. Com participação de 1,09% no volume total de serviços, o avanço no Pará exerceu o terceiro maior impacto positivo na comparação com outubro.

REUTERS

 

Crescimento global deve ficar estável, diz Banco Mundial; Brasil deve avançar 2% em 2026 

Em parte, a expansão da economia global em 2026 e 2027 será puxado pelo maior dinamismo da economia dos Estados Unidos, segundo o órgão 

 

A economia global deve se manter estável neste ano e no próximo, com crescimento previsto de 2,6% em 2026 e 2,7% em 2027, apesar das persistentes incertezas políticas e tensões comerciais no cenário internacional. As previsões constam em um relatório divulgado pelo Banco Mundial na terça-feira. Na nova edição do "Perspectivas Econômicas Globais", o Banco Mundial elevou a previsão de expansão da economia global em 0,2 ponto percentual. Para o próximo ano, a estimativa foi de alta 0,1 ponto maior que o relatório anterior. Em parte, o crescimento será puxado pelo maior dinamismo da economia dos Estados Unidos, que responde por dois terços da revisão para cima na projeção para 2026. Para o Brasil, o órgão prevê expansão de 2% em 2026. O Banco Mundial estima que o PIB global cresceu 2,7% no ano passado, uma revisão para cima de 0,4 ponto percentual em relação ao relatório de junho. Para este ano, economistas do Banco Mundial preveem uma leve desaceleração no crescimento porque os impulsos do ano passado devem perder força, graças a uma queda na demanda interna dos países que também deve afetar o comércio global. Apesar disso, a flexibilização das condições financeiras internacionais e as políticas de expansão fiscal em várias grandes econômicas devem ter o efeito oposto, ajudando a amortecer a queda na atividade. Apesar da revisão para cima, o Banco Mundial ressalta que, se as previsões se confirmarem, a década de 2020 caminha para ser a mais fraca em termos de crescimento global desde os anos 1960, um problema gravado pelo fato de os países estarem com níveis recordes de dívida pública e privada. "A cada ano que passa, a economia global se tornou menos capaz de gerar crescimento e aparentemente mais resiliente às incertezas políticas", afirmou o economista-chefe do Banco Mundial, Indermit Gill, em comunicado que acompanha o relatório. "Mas dinamismo econômico e resiliência não podem divergir por muito tempo sem prejudicar as finanças públicas e os mercados de crédito." Para 2026, o crescimento nas economias avançadas deve ser de 1,6%, segundo o relatório, o mesmo percentual previsto para 2027. Já para os mercados emergentes e economias em desenvolvimento, o Banco Mundial prevê uma expansão de 4% neste ano e de 4,1% no próximo, altas de 0,2 ponto percentual em relação às estimativas anteriores. No relatório, o Banco Mundial ressalta que o ritmo lento de expansão da economia está ampliando a desigualdade entre países ricos e pobres. Ao final do ano passado, quase todas as economias avançadas terão uma renda per capita superior aos níveis de 2019 - ainda que a previsão de crescimento em 2026 seja de 3%, 1 ponto percentual abaixo da média da década de 2000-2019. Por outro lado, uma em cada quatro economias em desenvolvimento fechará o ano com uma renda per capita menor. Na avaliação da entidade, essas tendências podem intensificar o desafio de gerar empregos nas economias em desenvolvimento, onde 1,2 bilhão de jovens atingirão a idade ativa ao longo da próxima década. O Banco Mundial prevê que a economia brasileira crescerá 2,3% em 2025, uma queda de 0,1 ponto percentual em relação ao último relatório. Para 2026, a estimativa é de uma leve queda na taxa de crescimento para 2%, ante 2,2% de junho, e de uma alta, para 2,3%, no ano seguinte. Segundo a entidade, a desaceleração neste ano "reflete os impactos das taxas de juros reais elevadas, dos ventos contrários relacionados ao comércio e à maior incerteza global". Ao analisar as tendências para as economias da América Latina e do Caribe, não só do Brasil, o Banco Mundial afirma que as perspectivas regionais tendem para o "lado negativo".

Fora as incertezas comerciais devido às tarifas de Donald Trump, a expectativa de um crescimento global abaixo do esperado pode causar uma queda acentuada nos preços das commodities, o que pesaria nas receitas dos governos da região, já pressionados por níveis elevados de dívida pública. Do lado positivo, o Banco Mundial ressalta as perspectivas de rápida adoção da inteligência artificial, que podem aumentar a produtividade na região, especialmente em países mais bem posicionados para aproveitar os benefícios da tecnologia e com forças de trabalho mais capacitadas.

VALOR ECONÔMICO

 

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