CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1025 DE 13 DE JANEIRO DE 2026
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Atualizado: há 24 horas

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1025 | 13 de janeiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços do boi gordo abrem a semana com estabilidade
Pelos dados da Scot Consultoria, o animal terminado sem padrão-exportação segue cotado em R$ 318/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China é negociado por R$ 322/@. No PARANÁ: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo)
O bom escoamento da carne nas duas primeiras semanas de janeiro contribuiu para o equilíbrio do mercado do boi gordo, que abriu a segunda-feira (12/1) em ritmo lento e com preços estáveis nas principais praças brasileiras. Pelos dados da Scot Consultoria, o animal terminado sem padrão-exportação segue cotado em R$ 318/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China, a vaca gorda e a novilhas são negociados por R$ 322/@, R$ 302/@, R$ 312/@, respectivamente (preços brutos, no prazo). No mercado futuro, os contratos do boi gordo fecham a sessão de sexta-feira (9/1) da B3 em queda. O papel com vencimento em fevereiro de 2026 encerrou cotado a R$ 318,45/@, com recuo de 0,50% em relação aos R$ 320,05 registrados no dia anterior. Cotações do boi gordo da segunda-feira (12/1), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 310,00 Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China/Europa: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 275,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: nove dias. Preços brutos do “boi-China” na segunda-feira (12/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 309,00/@ (à vista) e R$ 313,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 310,00/@ (à vista) e R$ 314,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 306,00/@ (à vista) R$ 310,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 281,50/@ (à vista) e R$ 285,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 303,50/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo) TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Exportações brasileiras de carne bovina crescem nos primeiros dias de janeiro
Houve melhora significativa em volume exportado, receita e preço da tonelada
O Brasil começou 2026 com bom desempenho nas exportações de carne bovina, segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). Os dados são referentes aos embarques realizados até a segunda semana de janeiro, portanto, considerando apenas 6 dias úteis. Desempenho de janeiro de 2026: o volume parcial exportado: 89,3 mil toneladas de carne bovina in natura; a média diária de embarques: 14,9 mil toneladas. Faturamento parcial: US$ 493,8 milhões. Média diária de receita: US$ 82,3 milhões. Em todo o mês de janeiro de 2025, o Brasil exportou 180,3 mil toneladas, com faturamento de US$ 906,8 milhões. A média diária em janeiro de 2025 foi de 8,2 mil toneladas e US$ 41,2 milhões. Comparando as médias diárias entre 2025 e 2026 houve:
aumento de 81,6% em volume e a aumento de 99,7 % na receita cambial. No preço pago pela tonelada de carne também teve aumento, passando de US$ 5,02 mil em 2025 para US$ 5,5 mil em janeiro de 2026, com elevação de 10%.
SECEX/MDIC
CARNES
Mercosul-UE: carnes ganham com acordo, mas impactos são distintos entre bovinos, aves e suínos
Acordo deve impulsionar as exportações do setor entre 5,1% e 19,7%, projeta Ipea; há expectativa para geração de vagas de emprego. Acordo amplia o valor da produção da agroindústria brasileira.
O acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) tende a gerar um impacto estrutural para o setor brasileiro de carnes, com efeitos distintos entre as cadeias de bovinos, aves e suínos. Segundo as simulações do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), com o acordo o Brasil deverá registrar um crescimento de 19,7% nas exportações de carnes de suínos e aves e de 5,1% nas exportações de carne bovina nos próximos anos. Apenas o setor de carne bovina, por exemplo, adicionaria algo em torno de US$ 521 milhões ao saldo da balança comercial do setor, enquanto carnes de suínos e aves podem responder por cerca de US$ 2,57 bilhões. No caso da carne bovina, o acordo prevê uma cota de 99 mil toneladas em peso carcaça, dividida entre 55% de carne resfriada e 45% congelada, com tarifa intraquota de 7,5% e crescimento gradual ao longo de seis etapas. Além disso, a Cota Hilton, que estabelece um volume limite de exportação de 10 mil toneladas, terá a tarifa reduzida de 20% para zero com a entrada em vigor do acordo. Para Fernando Iglesias, economista e analista da Safras & Mercado, o impacto não será tanto quantitativo, mas qualitativo. “Não é um acordo para explosão de volume e sim de arrecadação, já que estamos falando de cortes de maior valor agregado”, explica. A análise é reforçada pelo atual contexto europeu. O especialista explica que a União Europeia enfrenta um cenário deficitário de rebanho, o que tende a elevar a necessidade de importações no curto prazo. “Isso deve permitir ao Brasil avançar em vendas já no curtíssimo prazo, mesmo com a concorrência da Argentina que também faz parte do acordo”, indica. Os números do Ipea reforçam a perspectiva. Segundo o instituto, o valor da produção da carne bovina no Brasil deve crescer 1% com o acordo, enquanto, na União Europeia, há retração de 1,5%. Se na carne bovina o ganho é de valor, na carne de aves o ganho é de volume. O acordo estabelece uma cota de 180 mil toneladas, com tarifa zero, divididas igualmente entre cortes com osso e desossados. Conforme noticiado pelo Agro Estadão, ao comemorar a ratificação por parte da maioria dos países europeus, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) destacou que o principal ganho do tratado é, justamente, “a criação de um novo contingente tarifário adicional de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa”, a ser compartilhado entre os países do Mercosul e implantado de forma gradual ao longo de seis anos. Diante de um mercado marcado por episódios recorrentes de influenza aviária de alta patogenicidade na Europa e nos Estados Unidos, o Brasil surge como fornecedor estratégico. “É um volume importante, que vai ajudar a motivar as vendas e ampliar a presença brasileira no mercado europeu”, afirma Iglesias. Para a carne suína, o impacto tende a ser mais restrito, uma vez que a Europa é um dos maiores produtores e exportadores globais da proteína de porco, com destaque para a Espanha e Alemanha. Assim, mesmo que o acordo preveja uma cota de 25 mil toneladas, com tarifa intraquota de € 83 por tonelada, os efeitos esperados na cadeia são mais limitados frente à carne bovina e de aves. “Eu não vejo grandes mudanças para a carne suína brasileira. A União Europeia é extremamente competitiva nesse mercado”, avalia Iglesias. Porém, isso não significa que não haverá ganhos. Com o provável aumento de demanda, o setor de carnes de suínos e aves deve registrar um crescimento de 8,9% no nível de emprego no Brasil, conforme os dados do Ipea. No valor da produção, o avanço brasileiro chega a 9,2%, contra queda de 2,4% no bloco europeu. No agregado, o acordo Mercosul–União Europeia amplia o valor da produção da agroindústria brasileira em US$ 10,9 bilhões, segundo o Ipea, ao mesmo tempo em que reduz a produção europeia em vários segmentos agropecuários. Ainda assim, antes de entrar em vigor após a assinatura — prevista para 17 de janeiro, no Paraguai —, o acordo ainda precisa vencer etapas decisivas: aprovação no Parlamento Europeu — diante de protestos de agricultores europeus —, e ratificação nos Congressos de Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Ainda não há um prazo para que todos os processos sejam concluídos.
O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Preços de alimentos e bebidas caem pelo segundo mês consecutivo no Paraná
Regionalmente, o IPR de dezembro registrou queda em sete dos nove municípios pesquisados. A retração mais expressiva foi registrada em Umuarama (-1,04%), acompanhada por Londrina (-0,56%), Pato Branco (-0,32%), Cascavel (-0,22%), Maringá (-0,13%), Curitiba (-0,11%) e Ponta Grossa (-0,03%).
O Índice Ipardes de Preços Regional Alimentos e Bebidas (IPR - Alimentos e Bebidas) do Paraná caiu 0,23% em dezembro, registrando a segunda queda consecutiva, de acordo com o Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes). A queda em novembro tinha sido de 1,33%. No acumulado de 12 meses, o índice geral apresentou alta de 0,23%, o menor patamar desde dezembro de 2023. O resultado mensal foi impactado principalmente pelos recuos de 0,62 pontos percentuais (p.p.) no subgrupo leite e derivados e de 0,09 ponto em cereais. O subgrupo leite e derivados registrou redução de 4,49% em seus preços, seguido pelas quedas de ovos de galinha (-3,85%), sal e condimentos (-2,80%) e óleos e gorduras (-2,28%). Dentre os produtos pesquisados, a queda de preços mais expressiva em dezembro ocorreu em abobrinha (-13,16%), acompanhada por alho (-10,35%), uva (-9,24%), leite integral (-7,99%) e melão (-7,77%). As condições climáticas favoráveis impulsionaram a oferta de abobrinha, reduzindo seus preços. Os preços do alho caíram devido à boa produtividade e ao aumento das importações. No caso da uva, a alta oferta pressionou as cotações, mesmo com a demanda de fim de ano. Já os preços do leite recuaram por uma combinação de investimentos, clima favorável e maior importação. Sob a ótica da variação acumulada em 12 meses, os principais destaques em redução dos preços ocorreram com cereais (-28%), leite e derivados (-9,71%) e ovos de galinha (-6,28%). Regionalmente, o IPR de dezembro registrou queda em sete dos nove municípios pesquisados. A retração mais expressiva foi registrada em Umuarama (-1,04%), acompanhada por Londrina (-0,56%), Pato Branco (-0,32%), Cascavel (-0,22%), Maringá (-0,13%), Curitiba (-0,11%) e Ponta Grossa (-0,03%). O subgrupo ovos de galinha registrou as maiores quedas nos municípios de Maringá (-6,48%), Curitiba (-5,49%), Londrina (-5,43%) e Umuarama (-5,28%). O subgrupo leite e derivados registrou quedas em Ponta Grossa (-4,82%), Foz do Iguaçu e Cascavel (-4,51%) e Pato Branco (-3,93%). Em Guarapuava, o destaque da queda foi o subgrupo hortaliças e verduras (-4,67%). Além de ovos e leite integral, que apresentaram queda nos preços, destaca-se a abobrinha, com quedas de 18,09% em Ponta Grossa, 16,31% em Curitiba, 15,34% em Pato Branco, 13,67% em Cascavel, 13,61% em Londrina, 12,54% em Guarapuava, 11,45% em Umuarama, 9,30% em Maringá e 7,64% em Foz do Iguaçu. Nos últimos 12 meses, o IPR acumulado registrou queda em Londrina (-1,20%), Curitiba (-0,38%) e Umuarama (-0,31%).
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Paraná lidera estratégia nacional com banco de antígenos e vacinas contra febre aftosa
Com um projeto inédito no país, o Paraná assume protagonismo sanitário ao abrigar o primeiro estoque estratégico brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa, garantindo resposta rápida em eventuais surtos e reforçando a competitividade do agronegócio.
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) anunciou que o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) será o responsável pela criação do primeiro banco brasileiro de antígenos e vacinas contra febre aftosa, um estoque estratégico de insumos para a formulação rápida de vacinas em eventuais casos de surto da doença. Pelo projeto inédito, o Tecpar passa a deter os insumos necessários para disponibilizar, em todo o território nacional, em 72 horas, vacinas para o ministério utilizar emergencialmente contra a doença. O contrato assinado em Brasília entre Mapa e Tecpar prevê a criação do banco com 10 milhões de doses de antígenos de dois sorotipos do vírus de febre aftosa que mais circularam no Brasil. O contrato de 10 anos prevê ainda o fornecimento imediato de até 10 milhões de doses da vacina para o ministério, em casos de eventuais surtos. Desde 2021, o Paraná é reconhecido internacionalmente como zona livre de febre aftosa sem vacinação, status concedido ao Brasil pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) em maio de 2025. Uma das formalidades exigidas pela OMSA a um país que recebe o título de zona livre de febre aftosa sem vacinação é, justamente, deter um estoque de antígenos e vacinas para resposta rápida em casos de surto, de forma a ser feito o controle imediato da doença. Segundo o diretor-presidente do Tecpar, Eduardo Marafon, a proposta da criação do banco, idealizada pelo instituto, representa uma importante contribuição do Paraná para garantir a segurança sanitária no Brasil e a manutenção do atual status sanitário brasileiro. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, salientou que a criação do banco é um passo histórico do fortalecimento da pecuária brasileira e que faz parte do crescimento do setor manter a sanidade do rebanho, de forma a oferecer produtos seguros para toda a população brasileira e para exportação. A partir da assinatura do contrato, o Tecpar passa a ser o único laboratório público do país a manter um banco brasileiro de antígenos e vacinas contra a febre aftosa. Para isso, o Tecpar conta com a parceria com a empresa argentina Biogenesis Bagó, com a qual, em março de 2025, firmou um acordo de cooperação tecnológica para a transferência e internalização de tecnologia. Reconhecida internacionalmente na área de febre aftosa, sendo responsável pelo banco de antígenos da Argentina desde 2000, dos EUA e Canadá desde 2006, além de países como Taiwan e Coreia do Sul, a Biogenesis Bagó passa a ser o braço tecnológico do Tecpar para a produção das vacinas, bem como para o controle de qualidade e armazenamento dos antígenos. A criação do banco de antígenos evita o desperdício de doses de vacinas, já que elas têm validade menor do que a dos antígenos produzidos (diferença de oito anos). Além disso, permite flexibilidade de escolha das cepas, evitando o desperdício de vacinas que poderiam ter sido produzidas antes do eventual surto da doença. Com esta nova frente de trabalho o Tecpar reforça o compromisso em fortalecer a Saúde Única no Brasil, abordagem que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental. Para isso, o instituto tem investido na ampliação da sua estrutura e em novos projetos e parcerias, visando a autossuficiência do país na produção de imunizantes e insumos veterinários. Além de seguir como o único fornecedor da vacina antirrábica veterinária ao Ministério da Saúde, com 25 milhões de doses fornecidas em 2025, o Tecpar está finalizando a construção do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários (CIV), que irá produzir insumos para o diagnóstico da brucelose, tuberculose e leucose bovina.
GAZETA DO POVO
ECONOMIA
Dólar fecha estável no Brasil apesar de recuo no exterior
Em mais uma sessão sem gatilhos fortes no noticiário brasileiro, o dólar encerrou a segunda-feira próximo da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou perdas ante a maior parte das demais divisas, após o governo Trump voltar a ameaçar o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, desta vez com uma possível acusação criminal.
O dólar à vista encerrou o dia em leve alta de 0,11%, aos R$5,3723. No ano, a divisa acumula queda de 2,13%. Às 17h04, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,08% na B3, aos R$5,3975. No domingo, Powell revelou que o Fed havia recebido intimações do Departamento de Justiça referentes a comentários que ele fez ao Congresso sobre os custos excedentes de uma reforma de US$2,5 bilhões na sede da instituição, em Washington. De acordo com o chair do Fed, "essa ação sem precedentes deve ser vista no contexto mais amplo das ameaças do governo e da pressão contínua" por taxas de juros mais baixas e, de forma mais ampla, por uma maior influência sobre a instituição. A ameaça a Powell conduzia nesta segunda-feira a queda do dólar ante boa parte das demais divisas, como o euro, a libra, o franco suíço e a maior parte das moedas de países emergentes.
Neste cenário, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,3489 (-0,33%) às 9h02, logo após a abertura do mercado, mas depois a moeda se recuperou no Brasil. “Embora o índice DXY (índice do dólar) esteja em queda, a princípio o cenário doméstico não traz nada específico para justificar a desvalorização do real em relação ao dólar, ao que parece ser apenas uma pontual saída de capital”, disse no início da tarde Nickolas Lobo, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. “O Brasil ainda negocia em um ambiente de liquidez reduzida, operando no patamar entre R$5,35-R$5,40, com baixa amplitude de preço e poucos catalisadores domésticos”, acrescentou. No noticiário local, destaque apenas para o encontro entre representantes do Banco Central e do Tribunal de Contas da União (TCU), para discutir o caso do Banco Master. Após a reunião, o presidente do tribunal, ministro Vital do Rêgo, afirmou ter sido informado pelo BC que é “muito importante” que o órgão faça inspeção na autoridade monetária sobre a liquidação do banco. Segundo ele, a inspeção pelo TCU será feita com interlocução entre os dois órgãos. Mais cedo, o boletim Focus do Banco Central mostrou que a mediana das projeções dos economistas para o dólar no fim de 2026 e de 2027 seguiu em R$5,50. Já a inflação esperada para 2026 passou de 4,06% para 4,05% e para 2027 seguiu em 3,80%. A taxa básica Selic para o fim deste ano continuou em 12,25% e para o final do próximo ano permaneceu em 10,50%.
REUTERS
Ibovespa tem queda modesta com Powell sob holofotes
O Ibovespa teve uma queda modesta na segunda-feira, marcada pela repercussão da ameaça de acusação criminal contra o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, e receios sobre a autonomia do BC norte-americano, enquanto, na cena corporativa, Vamos disparou mais de 8% após dados do quarto trimestre de 2025.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou com variação negativa de 0,13%, a 163.150,35 pontos, após marcar 162.277,01 na mínima e 163.493,22 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$18,02 bilhões. No final do domingo, Powell disse que o Fed havia recebido intimações do Departamento de Justiça referentes a comentários que ele fez ao Congresso sobre os custos excedentes de um projeto de reforma de um prédio de US$2,5 bilhões no complexo da sede do Fed em Washington. Ele citou o movimento como "pretexto" do governo do presidente Donald Trump para tentar ganhar mais influência sobre as taxas de juros que o republicano quer reduzir drasticamente. Na visão do economista-chefe do Goldman Sachs, Jan Hatzius, a ameaça contra Powell reforça preocupações com a independência do banco central dos Estados Unidos. Ele afirmou, contudo, não ter dúvidas de que Powell tomará decisões com base nos dados econômicos e não será influenciado de uma forma ou de outra. Para o analista Nícolas Merola, da EQI Research, está havendo uma escalada de tensões entre o governo de Trump e o Fed, o que adiciona incerteza no cenário, principalmente sobre o posicionamento da autoridade monetária norte-americana em relação à inflação. Ele destacou que o mandato de Powell está próximo do final e que Trump já disse que tem como pré-requisito para o próximo candidato a comandar o Fed que ele seja mais "dovish", mais leniente com a inflação e, por consequência, tenha uma tendência ou uma visão de queda da taxa básica de juros. A oscilação discreta do Ibovespa ocorre após uma semana positiva, a primeira completa do ano, com alta de 1,76%, quando voltou a superar os 164 mil pontos no melhor momento. Em 2025, ano marcado por novas máximas históricas, acumulou uma valorização de quase 34%, melhor desempenho anual desde 2016. Estrategistas do Bank of America elevaram a recomendação das ações brasileiras a "overweight" em seu portfólio de América Latina, conforme relatório na segunda-feira, destacando que o país está na direção de um ciclo de queda de juros acentuado, possivelmente começando no primeiro trimestre do ano.
REUTERS
Projeção para inflação este ano no Focus cai a 4,05%
Os especialistas consultados pelo Banco Central fizeram apenas pequenos ajustes em suas projeções econômicas na pesquisa Focus divulgada na segunda-feira, vendo a inflação ligeiramente mais baixa este ano.
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 caiu 0,01 ponto percentual, a 4,05%. Para 2027 permanece projeção de inflação de 3,80% ao final do ano. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A inflação no Brasil acelerou em dezembro a 0,33%, mas ainda encerrou 2025 abaixo do teto da meta, com uma taxa de 4,26%, consolidando um processo de desinflação no país apesar da pressão do setor de serviços. Os analistas no Focus seguem vendo o início dos cortes da taxa de juros em março, com uma redução de 0,5 ponto percentual na Selic, atualmente em 15%. Também não houve mudanças nas expectativas de que a taxa básica terminará 2026 em 12,25% e 2027 a 10,50%. Para o Produto Interno Bruto (PIB), as estimativas de crescimento permaneceram em 1,80% tanto este ano quanto no próximo.
REUTERS
Tesouro piora projeções para dívida pública e prevê trajetória de alta até 2032
O Tesouro Nacional piorou significativamente suas projeções para a dívida pública bruta do Brasil, diante do nível elevado dos juros no país, prevendo uma trajetória de alta no endividamento até 2032, quando chegaria a 88,6% do PIB, segundo novas estimativas divulgadas na segunda-feira.
Em seu relatório de projeções fiscais, a secretaria estimou que a dívida bruta subirá a 83,6% do Produto Interno Bruto (PIB) no fechamento deste ano, contra uma previsão de 79,3% do PIB em 2025. A pasta estimou que o pico da dívida bruta será de 88,6% do PIB em 2032, passando a cair sutilmente nos anos seguintes. Em 2035, último ano da projeção, o patamar ficaria em 88,0% do PIB. A previsão do relatório anterior, de julho do ano passado, previa um pico mais baixo, de 84,3% do PIB em 2028, caindo gradualmente até atingir 82,9% do PIB em 2035.
O novo documento apontou que a piora "se explica, principalmente, pelo nível dos juros nominais, que seguem pressionando a dívida nos anos seguintes". "As expectativas de resultados primários positivos e de redução dos juros/PIB serão determinantes para assegurar a trajetória de queda da dívida bruta do governo geral/PIB no médio prazo para além das estimativas feitas no cenário de referência deste relatório", afirmou. O Banco Central tem mantido a taxa Selic em 15% ao ano desde junho do ano passado, patamar mais alto em quase duas décadas, ainda sem dar sinal de quando poderá iniciar um ciclo de redução dos juros.
O nível dos juros básicos impacta diretamente o endividamento do governo porque aproximadamente metade do estoque de títulos públicos do país usa a Selic como referência para remunerar os investidores.
REUTERS
Balança comercial brasileira tem superávit de US$ 4,11 bi nas duas primeiras semanas de janeiro
O valor é resultado de US$ 9,96 bilhões em exportações e US$ 5,85 bilhões em importações, no período
A balança comercial registrou superávit de US$ 4,11 bilhões nas duas primeiras semanas de janeiro, período com seis dias úteis. O valor é resultado de US$ 9,96 bilhões em exportações e US$ 5,85 bilhões em importações, no período, informou a Secretaria do Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Secex/Mdic). A média diária de exportações (US$ 1,66 bi) avançou 43,8% nas duas primeiras semanas de janeiro, quando comparadas ao mesmo mês de 2025. A alta foi impulsionada pelas vendas externas da indústria extrativa (+82,3%) e acompanhada pela agropecuária (+32,5%) e indústria de transformação (+27%). Já a média diária de importações até a segunda semana de janeiro (US$ 974,86 milhões) caiu 7%, quando comparada a janeiro do ano passado. A indústria extrativa puxou a queda nas compras (-34,6%), seguida por agropecuária (-26,2%) e indústria de transformação (-4,6%). Em dezembro, a balança registrou superávit de US$ 9,63 bilhões. Com isso, o superávit comercial do Brasil no ano passado foi de US$ 68,3 bilhões.
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