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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1024 DE 12 DE JANEIRO DE 2026

  • prcarne
  • há 2 dias
  • 23 min de leitura

Atualizado: há 12 horas

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1024 | 12 de janeiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: “para o curto prazo, mercado sem grandes emoções

Anúncio da salvaguarda chinesa não gerou impactos ao mercado físico do boi gordo, diz o zootecnista Felipe Fabri, que prevê preços firmes nesta semana. No PARANÁ: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo)

 

O mercado brasileiro do boi gordo esteve praticamente estável nas primeiras semanas de 2026, com negócios ocorridos entre R$ 315/@ e R$ 325/@ em São Paulo (praça de referência), a depender da qualidade do lote, da distância e do perfil do gado, informou a Scot Consultoria.

Como é típico para uma sexta-feira, poucos negócios foram fechados no dia 9/1, acrescentou a Scot. “Frigoríficos com escalas mais confortáveis estão menos ativos, atuando apenas em oportunidades pontuais, enquanto aqueles que estão no mercado negociam nos preços vigentes”, observa a consultoria. Há relatos de negócios acima da referência no mercado paulista, mas ainda insuficientes para estabelecer um padrão de preços. Na avaliação da Scot, a oferta de boiadas é suficiente para atender à demanda, e o bom escoamento de carne (internamente e para fora do País) mantém o mercado equilibrado.  Na comparação feita dia a dia, em São Paulo, os preços dos animais terminados permaneceram estáveis para todas as categorias. Pelos dados da Scot, o boi sem padrão-exportação vale R$ 318/@, o “boi-China” é negociado por R$ 322/@, a vaca está cotada em R$ 302/@ e a novilha é vendida por R$ 312,00/@ (todos os preços são brutos, no prazo). Segundo Fabbri, por ora, o anúncio da salvaguarda chinesa não gerou impactos ao mercado físico do boi gordo. A cota atribuída ao Brasil é de 1,1 milhão de toneladas (para 2026), volume bem abaixo da quantidade exportada ao mercado chinês em 2025, de 1,6 milhão de toneladas, o que deixa parte do fluxo sujeito à tarifa extra de 55% (acrescida da tarifa anterior de 12%, totalizando 67%). Na quinta-feira (8/1), o mercado futuro do boi gordo na B3 apresentou variações mistas entre os contratos. O destaque positivo ficou para o contrato com vencimento em fevereiro de 2026, que encerrou o pregão cotado a R$ 320,05/@, com leve alta de 0,22% em relação ao fechamento anterior.

Cotações do boi gordo desta sexta-feira (9/1), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 310,00 Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: sete dias.

GOIÁS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China/Europa: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias.

PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 275,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: nove dias. Preços brutos do “boi-China” nesta sexta-feira (9/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,00/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 309,00/@ (à vista) e R$ 313,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 310,00/@ (à vista) e R$ 314,00/@ (prazo)

PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 306,00/@ (à vista) R$ 310,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 281,00/@ (à vista) e R$ 285,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo). Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (9/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,00/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 309,00/@ (à vista) e R$ 313,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 310,00/@ (à vista) e R$ 314,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 306,00/@ (à vista) R$ 310,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 281,00/@ (à vista) e R$ 285,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo)

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO


Frigoríficos pedem para governo negociar salvaguarda da China à carne bovina

Pedido da ABRAFRIGO e Abiec é para retirada da medida ou, pelo menos, uma redistribuição das cotas de exportação

 

A indústria frigorífica brasileira formalizou ao Ministério da Agricultura o pedido para o governo negociar com a China a revogação das salvaguardas na importação de carne bovina anunciadas no fim de 2025 ou, ao menos, a revisão das medidas. A intenção é, no mínimo, mudar a distribuição das cotas e ampliar o volume autorizado para o Brasil, de 1,1 milhão para 2026. Em ofício enviado na sexta-feira (9/1) ao ministro Carlos Fávaro, a Associação Brasileira de Frigoríficos (Abrafrigo) e a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) ressaltaram que a salvaguarda vai afetar de forma mais intensa as empresas do Pará, que enviam para a China 77% das suas exportações anuais. As plantas paraenses ainda não têm autorização para comercializar com mercados importantes, que poderiam absorver parte da produção que eventualmente deixará de ser enviada aos chineses.

“Esse Estado ainda não é aprovado para exportar para importantes mercados, como Estados Unidos, México, Chile e União Europeia, o que coloca em situação de elevada vulnerabilidade os produtores rurais e as indústrias frigoríficas paraenses”, diz o ofício. As entidades pediram um “esforço concentrado” e empenho para negociar a aprovação de frigoríficos do estado para exportar a outros mercados”. A produção total de carne no Pará, que tem o segundo maior rebanho bovino do país, com 25,6 milhões de cabeças, é estimada em 700 mil toneladas. Oito frigoríficos do Pará podem exportar para a China: dois da JBS, em Marabá e Santana do Araguaia; dois do Mercúrio Alimentos, em Castanhal e Xinguara; e unidades do Frigorífico Rio Maria, em Rio Maria; do Masterboi, em São Geraldo do Araguaia; da Frigol, em Água Azul do Norte; e do Frigorífico Tavares da Silva (FTS), em Xinguara. Em 2025, essas plantas enviaram 170,9 mil toneladas de carne bovina aos portos chineses, mais de 10% do total exportado pelo Brasil para lá. O faturamento foi de US$ 919,1 milhões, de acordo com dados do Agrostat, sistema de estatísticas do Ministério da Agricultura. Com a consolidação do mercado americano como segundo principal destino da carne bovina brasileira e a obtenção pelo Brasil do reconhecimento da Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) de país livre de febre aftosa sem vacinação, a Abrafrigo e a Abiec solicitaram que o governo trabalhe para ampliar as áreas aprovadas para exportar aos EUA. Além do Pará, as entidades citaram Acre e Maranhão, atualmente impedidos de vender para lá. As vendas de carne bovina para os EUA, que bateram recorde de 271,7 mil toneladas no ano passado, são concentradas em frigoríficos de Goiás (69,9 mil toneladas), São Paulo (60,7 mil toneladas), Mato Grosso do Sul (48,3 mil toneladas) e Mato Grosso (30,8 mil toneladas). Também há negócios com plantas de Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Rondônia e Tocantins. Empresas do setor apontam que a salvaguarda da China, de forma geral, vai forçar um corte na produção de carne em 2026. No mercado, há quem avalie a posição como um "alarde desnecessário", direcionado a forçar uma pressão na cotação da arroba do boi gordo. Pessoas a par do assunto dizem que a oferta vai cair de qualquer forma neste ano, em função do ciclo pecuário no país. De acordo com o ofício, obtido pela reportagem, as associações também pediram para participar de todas as discussões do governo brasileiro relacionadas ao tema das salvaguardas chinesas e da definição de medidas para distribuição da cota entre as empresas. O setor defende que a divisão considere proporcionalmente o desempenho por SIF exportador em 2025, ou seja, por planta habilitada e não por empresa de forma geral. O ofício diz que esse critério permitirá alcançar um número maior de plantas frigoríficas e, consequentemente, mais pecuaristas em todo o país. “Tal medida contribuirá para evitar concentrações no acesso ao mercado chinês por parte dos agentes econômicos e atenuar impactos sobre a produção pecuária brasileira”, aponta o texto. O secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua, afirmou à reportagem que solicitou uma reunião virtual com os pares chineses na próxima semana, com a intenção de apresentar os principais pontos levantados pelo governo e setor privado brasileiros. Segundo ele, a redistribuição de cotas ociosas e a gestão específica das cargas enviadas antes da divulgação da salvaguarda são questões “justas” e serão discutidas. “Vamos pedir isso, dentro de conversas super fluídas que mantemos com os chineses. Queremos propor isso em linha de cooperação e achamos que podemos ter ressonância positiva do lado de lá”, pontuou. Rua diz acreditar que o pedido para desconsiderar as cerca de 350 mil toneladas em trânsito para os portos chineses é algo excepcional e necessário neste momento. “É apenas para este ano, pois não havia definição e a previsão de concluir a investigação era em 26 de janeiro”, relatou. A decisão de criar a cota foi publicada em 31 de dezembro de 2025. “Depois desse primeiro ano, cada empresa saberá quanto poderá vender e não deve ter corrida de novo”, disse. ABRAFRIGO e Abiec ainda pediram ao governo novas habilitações de frigoríficos para o Vietnã, mercado aberto em março de 2025, e avanço nas negociações para aberturas no Japão e Coreia do Sul. “Considerando as recentes medidas de salvaguarda da China, o tarifaço imposto pelo México e a instabilidade no mercado internacional provocada pela tendência de acirramento de guerras tarifárias e comerciais, é de suma importância que o governo brasileiro atue firmemente para a abertura, ampliação e consolidação de mercados para a carne bovina brasileira”, diz o texto.

VALOR ECONÔMICO

 

CARNES

 

Acordo UE-Mercosul cria isenções para frango e ovos, e cota preferencial para carne suína

Estes setores, assim como os exportadores de carne bovina, podem ser alguns dos mais beneficiados

 

A indústria frigorífica do Brasil celebrou a concretização do acordo e34ntre o Mercosul e União Europeia que, entre outras medidas, cria sistemas de isenções tarifárias para exportação de frango e ovos, além de uma nova cota tarifária para o embarque de carne suína. Estes setores, assim como os exportadores de carne bovina, podem ser alguns dos mais beneficiados pelo acordo, devido ao potencial para aumento de vendas de produtos com maior valor agregado.

"O acordo representa um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais", disse a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em nota.

No caso da carne de frango, a entidade ressaltou que o acordo não interfere, não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, que permanece plenamente válido. Entretanto, o novo acordo entre os blocos acrescenta a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais de carne de frango isentas de tarifa, a serem compartilhados entre os países do Mercosul. "Esse volume será composto por 50% de produtos com osso e 50% de produtos sem osso e terá implantação gradual em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total anual no sexto ano de vigência. A partir desse momento, o contingente passa a se repetir anualmente", explica a associação.

Já para a carne suína, o acordo entre os blocos cria, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil. A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intracota de 83 euros por tonelada, "substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota", destacou a ABPA sem detalhar os valores de taxas de embarque fora da cota. Assim como na carne de frango, a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais, com crescimento progressivo do volume até o atingimento do teto anual.

"A efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia para a abertura do mercado, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional", pontuou. Fernando Iglesias, analista da consultoria Safras & Mercado, acredita que o setor de proteína animal será um dos mais beneficiados pelo acordo entre UE e Mercosul, pois as cotas possibilitam a entrada de volumes maiores que os atuais no bloco europeu e em condições mais favoráveis. "É relevante nós mencionarmos que a Europa paga caro por essa carne, preços elevados inclusive para a carne bovina. Isso vai ajudar em uma melhor distribuição das vendas brasileiras", afirmou o especialista. No caso da carne bovina, um eventual aumento de vendas para o mercado europeu não soluciona a lacuna que tende a ser deixada pela China - que deve reduzir o apetite de compras do Brasil após a imposição de uma nova cota aos embarques do produto - mas contribui para a rentabilidade do setor. Pelo novo acordo entre os blocos, a carne bovina terá cota de 99 mil toneladas, em peso carcaça, sendo 55% resfriada e 45% congelada, com tarifa de 7,5% e crescimento gradual em seis etapas. A tradicional Cota Hilton (10 mil toneladas, para carne de alta qualidade) terá sua tarifa reduzida de 20% para 0% com a entrada em vigor do acordo.

GLOBO RURAL

 

FRANGOS

 

Frango/Cepea: Como já previsto pelo Cepea, exportação renova recorde em 2025

Conforme apontado pelo Cepea em outubro, as exportações nacionais de frango encerraram 2025 com recordes de volume e de receita, mesmo em ano de gripe aviária.

 

Dados consolidados pela Secex indicam embarques de mais de 5,32 milhões de toneladas no ano passado, os maiores da história, contra 5,29 milhões de toneladas em 2024, crescimento de 0,6%. Segundo pesquisadores do Cepea, apesar de modesto, o avanço observado nas exportações em 2025 é significativo diante dos desafios enfrentados pelo setor durante o ano. Em dezembro, especificamente, o total exportado ultrapassou as 510,8 mil toneladas, contra 434,9 mil toneladas em novembro/25 e 448,7 mil toneladas em dezembro/24, com respectivos avanços de 17,5% e de 13,9%. Destaca-se, inclusive, que o volume embarcado em dezembro foi o segundo maior de toda série histórica da Secex, iniciada em 1997, atrás apenas das 514,6 mil toneladas de março de 2023. A receita obtida com as vendas externas da carne em 2025, de R$ 54,7 milhões, também foi recorde, sendo 1,8% acima da registrada em 2024. 

CEPEA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Como as raças 'europeias' deram um salto de produtividade na pecuária brasileira

Todas as oito raças taurinas incluídas no Promebo têm evoluído de forma consistente em seus indicadores zootécnicos. Angus apresenta média de peso 65% superior ao registrado 30 anos atrás

 

Os bovinos de corte de raças taurinas registraram grandes saltos de eficiência e qualidade no Brasil nas últimas décadas, indicando adaptação às condições do país e ainda maior potencial comercial. De acordo com os dados mais recentes do Programa de Melhoramento de Bovinos de Carne (Promebo), todas as oito raças taurinas incluídas no programa têm evoluído de forma consistente em seus indicadores zootécnicos. "As raças europeias estão totalmente adaptadas ao Brasil, especialmente na região Sul. Em termos de qualidade e desempenho, não perdemos em nada para outros países”, opina Laerte Afonso Rochel, coordenador do Programa. As raças "europeias" avaliadas são Angus, Brangus, Hereford, Braford, Devon, Shorthorn, Charolês e Simental. Por exemplo, a raça Angus exibe na média 205 kg mais por animal aos 550 dias em relação a pouco mais de 30 anos, um ganho de 65%. Em 1992, cada animal tinha em média 315 kg com tal idade. Atualmente, o peso médio está em 520 kg. Entre as raças de origem europeia, a raça Angus é a mais presente no Brasil, especialmente no sul do país. Segundo Laerte, diversos fatores sustentam a evolução das raças taurinas, entre eles seleção genética “acelerada e segura", objetivos bem definidos, utilização de reprodutores de excelência e multiplicação do material genético. "Apesar de todos esses incrementos de ganhos de peso, o peso ao nascer se manteve estável e em equilíbrio. Isso garante facilidade de parto, reduz a mortalidade em partos distócicos, mostrando que é possível selecionar para alta performance sem comprometer a funcionalidade”, argumenta. Até mesmo tecnologias genéticas disruptivas, como a edição gênica por meio do Crispr, já têm sido adotadas. Entre maio do ano passado, a Embrapa e a Associação Brasileira de Angus divulgaram o nascimento dos primeiros bezerros da raça Angus geneticamente editados na América Latina. O destaque da raça Angus sustenta-se na sua presença e relevância no mercado de carnes premium, seja no mercado interno ou externo. Segundo Mateus Pivato, diretor executivo da Associação Brasileira de Angus, a raça tem registrado recordes ano após ano em volume de abates e em exportações. Em 2024, a exportação do produto cresceu 9,2%, totalizando 3.137 toneladas, e o número de abates chegou a 510 mil animais, alta de 1,5%, em relação ao ano anterior. No caso das exportações, o volume representa cerca de 0,1% das exportações totais de carne bovina no período. "Temos um longo caminho e um futuro brilhante no que se refere à produção e exportação de carne de qualidade. Os dados sobre 2025 serão divulgados no final de janeiro, mas serão recorde”, comenta. Para ele, tais resultados são explicados principalmente pelos avanços zootécnicos que garantem quantidade e qualidade. Desde 2000, por exemplo, os machos Angus registraram um ganho de 50% (ou 23,66 cm2) de área de olho de lombo, justamente um dos cortes mais nobres. Uma das características mais valorizadas, o marmoreio também teve um salto nos últimos três anos. O índice GIM (Gordura Intramuscular) aumentou de menos de 0,03 em 2020 para os atuais 0,058, quase o dobro. Além disso, a variedade também avança no cruzamento industrial. A raça Angus responde por oito em cada dez mesclas com raça Nelore, que representa entre 85% e 90% do rebanho nacional. “O cruzamento com os Nelore traz o melhor das duas raças, seja em qualidade de carne ou rusticidade”, comenta Mateus. A raça de maior crescimento no Promebo nos últimos anos é a Brangus, com alta de 17% no número de animais na última avaliação. A variedade é resultado do cruzamento entre as raças Brahman (zebuína) e Angus, no início do século XX. Quanto à evolução zootécnica, Laerte destaca os resultados de peso ao nascer da raça Charolês, que passou de 44 kg em 1994 para 37,3 kg nos machos e de 40,5 kg para 35,8 kg em média nas fêmeas ao longo de 30 anos de seleção. “Nem sempre aumentar é vantagem. No caso do Charolês, essa queda é muito positiva porque havia um problema de parto”, explica. Outro destaque é o rebanho Hereford, que alcançou 600 mil animais registrados, principalmente no Rio Grande do Sul, mas também em Santa Catarina e no Paraná. Segundo a Associação Brasileira de Hereford e Braford (ABHB), a evolução está diretamente associada à consolidação dos programas de avaliação genética, que passaram a orientar de forma mais objetiva as decisões de seleção nos rebanhos. "O Hereford brasileiro apresenta diferenciais claros em relação a países tradicionalmente produtores, como Argentina e Estados Unidos. Além da competitividade produtiva e da adaptação aos sistemas brasileiros, o Brasil se destaca por ser o único país a possuir um programa oficial de certificação de carnes, o Programa Carne Hereford”, informa a entidade.

GLOBO RURAL

 

ECONOMIA

 

IPCA fecha 2025 com alta de 4,26%, menor taxa anual desde 2018 Resultado ficou abaixo do teto da meta de inflação, de 4,5%

 

A inflação oficial brasileira, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi de 0,33% em dezembro, encerrando 2025 em 4,26%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Foi a menor taxa anual de inflação desde 2018 (3,75%) e veio em linha com a mediana das projeções do Valor Data (4,26%). As estimativas variavam entre 4,20% e 4,45%. O resultado também veio abaixo do teto da meta da inflação, que era de 3%, com margem de 1,5 ponto percentual para cima e para baixo. Em 2024, a taxa tinha ficado acima do limite, em 4,83%. Foi a menor taxa anual de inflação desde 2018 (3,75%) e veio em linha com a mediana das projeções do Valor Data (4,26%). As estimativas variavam entre 4,20% e 4,45%. Representa também o quinto menor resultado anual desde o Plano Real, em 1994. No resultado de dezembro, a taxa ficou em linha com mediana das projeções de 32 instituições financeiras e consultorias, ouvidas pelo Valor Data. O intervalo das projeções ia de alta de 0,28% a 0,51%. Das nove classes de despesas usadas para cálculo do IPCA, alimentação e bebidas mudou de direção de novembro para dezembro (de -0,01% para 0,27%), mesmo comportamento visto em artigos de residência (de -1% para 0,64%), saúde e cuidados pessoais (de -0,04% para 0,52%) e comunicação (de -0,20% para 0,37%). Subiram mais transportes (de 0,22% para 0,74%) e educação (de 0,01% para 0,08%). Habitação, por sua vez, foi para o campo negativo (de 0,52% para -0,33%); enquanto registraram alta menos marcada, vestuário (de 0,49% para 0,45%) e despesas pessoais (de 0,77% para 0,36%). O IBGE calcula a inflação oficial brasileira com base na cesta de consumo as famílias com rendimento de um a 40 salários-mínimos, abrangendo dez regiões metropolitanas, além das cidades de Goiânia, Campo Grande, Rio Branco, São Luís, Aracaju e Brasília. A inflação se espalhou mais pelos itens que compõem o IPCA em dezembro. O Índice de Difusão, que mede a proporção de bens e serviços que tiveram aumento de preços num período, passou de 55,7% em novembro para 60,5%, segundo cálculos do Valor Data considerando todos os itens da cesta. Sem alimentos, um dos grupos considerados mais voláteis, o indicador também avançou, de 49,3% para 64,6%.

VALOR ECONÔMICO

 

Dólar cai ante real após dados de emprego dos EUA e acordo Mercosul-UE

O dólar fechou a sexta-feira em baixa no Brasil, após a divulgação de novos dados sobre o mercado de trabalho norte-americano e a aprovação pela União Europeia do acordo de livre comércio com o Mercosul.

 

O movimento no Brasil esteve na contramão do que era visto no fim da tarde no exterior, onde a moeda norte-americana subia ante boa parte das demais divisas. O dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,42%, aos R$5,3664. Na semana, a divisa acumulou queda de 1,06%. Às 17h04, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,48% na B3, aos R$5,3940. Pela manhã, o Departamento do Trabalho dos Estados Unidos informou que foram gerados 50.000 postos de trabalho em dezembro no país, abaixo dos 60.000 projetados em pesquisa da Reuters com economistas. Por outro lado, a taxa de desemprego nos EUA ficou em 4,4%, ante projeção de 4,5%. Em uma primeira reação aos números, os rendimentos dos Treasuries de dez anos -- referência global de investimentos -- perderam força, assim como o dólar ante boa parte das demais divisas, incluindo o real. No Brasil, porém, o dólar se manteve em queda, em movimento ampliado após a aprovação do acordo comercial Mercosul-UE, confirmada no início da tarde. O acordo prevê que a UE eliminará progressivamente as tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul ao longo de um período de até dez anos. Em contrapartida, o Mercosul eliminará as tarifas sobre 91% das exportações da UE ao longo de um período de 15 anos. “O acordo UE-Mercosul tem impacto mais estrutural do que tático sobre o dólar, ao favorecer exportações, ampliar o acesso a mercados desenvolvidos e melhorar a percepção de integração e previsibilidade do Brasil, contribuindo para uma redução marginal do prêmio de risco cambial no longo prazo, ou seja, valorização do real frente ao dólar”, disse Eduardo Amorim, especialista em investimentos da Manchester Investimentos. “No curto prazo, porém, o efeito é limitado, podendo sim ter uma leve melhora e valorização do real, mas o processo é longo”, acrescentou. Pela manhã, com efeitos mais diretos na curva de juros, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em dezembro, após elevação de 0,18% em novembro, encerrando 2025 com alta acumulada de 4,26%. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam elevações de 0,35% no mês e de 4,30% no ano. Apesar do resultado, a abertura dos dados ainda mostrou um cenário de pressão de preços, em especial os de serviços, reforçando as apostas de que o Banco Central não cotará a taxa básica Selic no fim de janeiro.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta após dados de emprego abaixo do esperado nos EUA

O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, em linha com o ambiente favorável a ativos de risco observado no exterior, após dados de emprego dos Estados Unidos virem abaixo do esperado.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,27%, a 163.370,31 pontos. O volume financeiro no pregão da sexta-feira somou R$22,3 bilhões. Destaque da agenda da semana, o Departamento do Trabalho dos EUA informou na sexta-feira que foram gerados 50.000 postos de trabalho em dezembro no país, abaixo dos 60.000 projetados em pesquisa da Reuters com economistas. Ao mesmo tempo, contudo, a taxa de desemprego ficou em 4,4%, abaixo da projeção de 4,5%. Havia grande expectativa pelo dado divulgado mais cedo, com os investidores temendo que números muito altos de geração de emprego pudessem eliminar as perspectivas de cortes nos juros pelo Fed neste ano já precificadas pelo mercado. Contudo, segundo Felipe Cima, analista da Manchester Investimentos, o relatório de emprego manteve "a expectativa de dois a três cortes" para este ano, acrescentando que as atenções do mercado, agora, se voltam para a nomeação do novo presidente da autarquia norte-americana. Nesse contexto, em Nova York, o S&P 500 fechou em alta de 0,68%. Já na agenda doméstica, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) subiu 0,33% em dezembro, após elevação de 0,18% em novembro, encerrando 2025 com alta acumulada de 4,26%. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam altas de 0,35% no mês e de 4,30% no ano. Embora tenha ficado acima do centro da meta perseguida pelo Banco Central, de 3%, a inflação está dentro do intervalo de tolerância, de até 4,50%. O arrefecimento da inflação mais forte que o projetado pelo mercado "valida a redução de juros", como destacou Sidney Lima, analista da Ouro Preto investimentos, o que favorece ativos de risco. Os agentes também acompanharam a notícia da aprovação do acordo comercial Mercosul-UE, confirmada no início da tarde.

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ApexBrasil: acordo Mercosul - União Europeia cria mercado de quase US$ 22 trilhões e ele pode gerar aumento de US$ 7 bilhões nas exportações brasileiras

Para o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportação e Investimentos (ApexBrasil), Jorge Viana, o resultado reflete um esforço político e institucional consistente, com protagonismo do governo brasileiro.

“O presidente Lula teve um papel essencial. A Apex também, junto com o Itamaraty. Nosso escritório em Bruxelas trabalhou continuamente para esse resultado”, afirmou. “A diplomacia brasileira muda de patamar”, acrescentou o chefe de Assuntos Estratégicos da ApexBrasil Europa, Aloysio Nunes, que calcula em US$7 bilhões o aumento das exportações brasileiras para a União Europeia. Segundo Viana, o acordo representa uma conquista em um cenário internacional marcado pelo enfraquecimento de mecanismos multilaterais e pela fragmentação do comércio global. “Esse acordo segue no sentido contrário ao que o mundo está andando. A própria Organização Mundial do Comércio perdeu importância, e nós estamos falando aqui do maior acordo econômico do mundo”, destacou.  “Estamos falando de uma população de mais de 700 milhões de habitantes e de um PIB de perto de US$ 22 trilhões. Só perde para o dos Estados Unidos, em torno de US$ 29 trilhões, e supera o da China, que gira em torno de US$ 19 trilhões”, ressaltou o presidente da ApexBrasil, ao analisar o potencial econômico do acordo. “É o segundo fluxo comercial que o Brasil tem com o mundo, só perde para a China, e o mais importante: é um comércio equilibrado, praticamente 50 a 50”, afirmou. “A ApexBrasil se preparou e saiu na frente, buscando expansão do comércio com a Europa neste ano, em resposta ao tarifaço. Houve um aumento de 4% das exortações brasileiras para região, e isso aumentará ainda mais”, acrescentou Aloysio Nunes. Jorge Viana também destacou a qualidade da pauta exportadora brasileira com o bloco. “Mais de um terço daquilo que o Brasil exporta para a região é composto de produtos da indústria de processamento. Temos um comércio de excelente qualidade com a União Europeia”, ressaltou. Na indústria, o acordo prevê redução imediata de tarifas para máquinas e equipamentos de transporte como motores e geradores para energia elétrica, motores de pistão (autopeças) e aviões. Todos representam áreas estratégicas para inserção competitiva do Brasil.  Também haverá oportunidade positiva para couro e peles, pedras de cantaria, facas e lâminas e produtos químicos. Haverá redução gradativa, até zerar, das tarifas sobre diversas commodities (sujeitos a cotas). Destacam-se os principais produtos brasileiros exportados em 2025: carne de aves, carne bovina e etanol. Para o presidente da ApexBrasil, a combinação entre países do Mercosul, com economias tropicais e complementares, e uma das regiões com maior poder de consumo do mundo cria um cenário extremamente positivo. “O Mercosul se associa a uma das regiões com o maior potencial de consumo do mundo. O resultado será muito bom para todos, inclusive para o mundo”, afirmou.

APEX BRASIL

 

Acordo Mercosul - UE estreita discussões ambientais e favorece agro mais sustentável

O acordo comercial Mercosul-União Europeia confirmado pela maioria dos países europeus nesta sexta-feira deve beneficiar exportações do agronegócio brasileiro com a eliminação ou redução de tarifas, mas também deverá estreitar as discussões ambientais e sanitárias entre os blocos, ainda que a tendência é que favoreça em um primeiro momento empresas e setores que já operam com elevados padrões de sustentabilidade, avaliaram especialistas.

 

"A agricultura brasileira se fortalece tendo o acordo União Europeia-Mercosul para discutir temas superimportantes na agenda de desenvolvimento sustentável, temas sanitários, evitar barreiras radicais não-tarifárias, ambientais simplesmente, e ter um acordo como um canal, como uma relação aprimorada", disse o sócio-diretor da consultoria Agroicone, Rodrigo Lima, à Reuters. Ele avaliou que o Brasil já tem um nível sanitário "muito elevado" na produção de carnes, demonstrando ter controlado rapidamente um único caso isolado de gripe aviária em granja comercial no ano passado. Mas, ainda assim, ressaltou que o acordo permitirá que os blocos tenham um grupo para debater tais temas, incluindo aqueles relacionados ao meio ambiente. "As cotas do Mercosul (para exportação sem tarifa) ... são interessantes, embora não sejam substanciais... Mas ter um acordo vai muito além das cotas concedidas, e aí entra exatamente nas questões de sustentabilidade e sanitárias", afirmou. A criação de um comitê para tratar dessas questões, prevista no acordo, será importante, especialmente para dirimir controvérsias ligadas a desmatamento, que é um assunto "caloroso" por conta da lei antidesmatamento da UE. Outros especialistas chamaram a atenção para aqueles setores que já estão mais bem preparados para atender as exigências europeias. "O ponto central: na prática, o acordo não beneficia 'o agro brasileiro' como um bloco único. Ele favorece quem já opera em padrão internacional e consegue atender às exigências de sustentabilidade, rastreabilidade e qualidade...", disse o consultor de Estratégia e M&A da StoneX, José Luiz Mendes. Ele ressaltou que a questão da sustentabilidade seguirá norteando os processos.

"É bom para o Brasil e amplia o acesso a um dos mercados mais relevantes do mundo. Mas ele também deixa claro que competitividade no agro, daqui para frente, não será apenas produzir mais ou mais barato, e sim produzir com eficiência, governança e estratégia", acrescentou ele, em nota. De acordo com Mendes, da StoneX, estudos variados indicam que o acordo Mercosul-UE pode gerar, no longo prazo, um aumento próximo de 2% na produção do agronegócio brasileiro, com ganhos concentrados em cadeias como pecuária, aves, suínos, óleos e gorduras vegetais. "É um efeito relevante, mas que acontece de forma gradual, ao longo de vários anos, e depende muito da capacidade de execução das empresas", declarou. Gustavo Menon, especialista em Relações Internacionais e Direito Internacional da American Global Tech University (AGTU), concorda. E lembrou que o acordo incorpora temas considerados estratégicos, como compromissos ambientais, compras públicas e regras preferenciais para setores específicos. Segundo ele, essa formatação refletirá em uma tendência de alinhar comércio internacional e sustentabilidade. "Esse enfoque impõe desafios adicionais aos países do Mercosul, que precisarão conciliar competitividade, sustentabilidade e adaptação regulatória." O potencial para ampliar negócios, entretanto, é considerável, já que grande parte das exportações agrícolas do Mercosul para a União Europeia terão algum nível de liberalização, sendo uma parcela relevante com tarifa zero, conforme avaliação da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) citada pela StoneX. A consultoria também aponta entre os mais beneficiados os setores de café solúvel, suco de laranja, frutas frescas e pescados e crustáceos. "Esses produtos tendem a se beneficiar de forma mais direta, porque a retirada de tarifas vira ganho de margem, aumento de competitividade e maior previsibilidade de acesso ao mercado europeu, onde o Brasil já é fornecedor relevante", disse Mendes. Ele também destacou as indústrias de carne bovina, aves, suínos e etanol entre aquelas que podem também ter benefício, mas observou que o acordo prevê cotas para tais produtos, e não a isenção de tarifas ilimitada.

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Preços mundiais dos alimentos caem em dezembro, mas acumulam alta em 2025, diz FAO

Os preços mundiais dos alimentos caíram em dezembro pelo quarto mês consecutivo, pressionados principalmente pelos laticínios, carnes e óleos vegetais, marcando a menor média desde janeiro de 2025, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) na sexta-feira.

 

O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha uma cesta de commodities alimentares comercializadas globalmente, alcançou uma média de 124,3 pontos em dezembro, abaixo dos 125,1 pontos em novembro e 2,3% abaixo do ano anterior. Para todo o ano de 2025, o índice registrou média de 127,2 pontos, um aumento de 4,3% em relação a 2024, já que os preços mundiais mais altos de óleos vegetais e laticínios compensaram as quedas nas cotações de cereais e açúcar. O índice de laticínios recuou 4,4% em dezembro, impulsionado por uma queda acentuada nos preços da manteiga após o aumento da oferta na Europa. Entretanto, para 2025 como um todo, os preços dos laticínios ficaram, em média, 13,2% acima de 2024, refletindo a forte demanda de importação e os suprimentos exportáveis limitados no início do ano. Os preços da carne caíram 1,3% no mês passado, liderados por quedas nas categorias bovina e de aves, mas o índice de 2025 permaneceu 5,1% acima do valor do ano anterior, apoiado pela forte demanda global e pela incerteza ligada a doenças animais e tensões geopolíticas, disse a FAO. Os preços dos óleos vegetais diminuíram 0,2% em dezembro, atingindo o menor valor em seis meses, já que as cotações mais baixas dos óleos de soja, colza e girassol compensaram os ganhos do óleo de palma. Para todo o ano de 2025, o índice de óleo vegetal ficou 17,1% mais alto, em média, do que em 2024, atingindo a maior alta em três anos em meio a uma oferta global restrita. O Índice de Preços de Cereais da FAO subiu 1,7% em dezembro, com o trigo sustentado por novas preocupações com os fluxos de exportação do Mar Negro e o milho impulsionado pela forte produção de etanol no Brasil e nos Estados Unidos. Para todo o ano de 2025, o índice de cereais ficou em média 4,9% abaixo de 2024, a terceira queda anual consecutiva e a menor média anual desde 2020. Os preços do açúcar subiram 2,4% em dezembro, após três quedas mensais consecutivas, principalmente devido à menor produção nas regiões do sul do Brasil. O índice de açúcar atingiu o menor valor em cinco anos para 2025, 17% abaixo de 2024, já que os suprimentos globais continuaram abundantes.

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