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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 65 DE 10 DE FEVEREIRO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 65| 10 de fevereiro de 2022



NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Negócios seguem esparsos, e preços da arroba do boi gordo se mantêm estáveis

O boi gordo permanece cotado em R$ 335/@ no interior de SP, enquanto a vaca e novilha são negociadas em R$ 303/@ e R$ 325/@, respectivamente (preços brutos e a prazo), segundo a Scot Consultoria


O mercado brasileiro do boi gordo mantém a estabilidade nos preços da arroba, com poucos negócios sendo observados nas praças pecuárias, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor de corte. No mercado de São Paulo, as referências de preço para o boi gordo, a vaca gorda e novilha gorda ficaram estáveis nesta quarta-feira, 9 de fevereiro, segundo a Scot Consultoria. O boi gordo segue cotado em R$ 335/@ no mercado paulista, enquanto a vaca e novilha são negociadas em R$ 303/@ e R$ 325/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). Os animais destinados ao mercado externo (abatidos mais jovens, com idade inferior a 30 meses) recebem ágio entre R$ 10/@ e R$ 15/@. As programações de abate atendem, em média, seis dias no interior de São Paulo, segundo levantamento da Scot. Porém, diz a consultoria, as indústrias têm trabalhado com certo nível de ociosidade na linha de abate. Algumas unidades de abate que estavam limitando a capacidade operacional devido à escassez de trabalhadores – afastados pelo avanço das contaminações de Covid-19 – já voltaram a operar regularmente, o que pode aquecer o mercado do boi gordo em algumas localidades, sobretudo de animais com padrão China. Segundo os analistas da IHS, o lento consumo doméstico de carne bovina reduz o apetite das indústrias compradoras. No lado de dentro das porteiras, os pecuaristas continuam segurando os seus lotes de animais terminados, à espera de preços mais altos. Na avaliação dos analistas, as exportações aquecidas de carne bovina devem continuar sustentando os preços da arroba nos patamares recordes atuais. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 310/@ (à vista) vaca a R$ 290/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 340/@ (prazo) vaca a R$ 305/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 312/@ (prazo) vaca a R$ 292/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 313/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 315/@ (prazo) vaca R$ 302/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Paragominas: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 284/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 291/@ (prazo) vaca a R$ 281/@ (prazo); RO-Cacoal: boi a R$ 294/@ (à vista) vaca a R$ 278/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 283/@ (à vista) vaca a R$ 266/@ (à vista).

PORTAL DBO


Abates de bovinos no MT crescem 17% em janeiro/22, puxado pelas fêmeas

Na avaliação dos analistas da Agrifatto, mesmo com a maior entrega de matrizes aos abatedouros, o processo de retenção de fêmeas se mantém


Os abates de bovinos no Mato Grosso alcançaram 430,53 mil cabeças em janeiro último, o que significou avanço de 17% sobre igual mês de 2021 e queda de 4% sobre o resultado de dezembro/21, informa a Agrifatto, com base em dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Mato Grosso (Indea-MT). Na estratificação por sexo, foram 250,23 mil machos abatidos no primeiro mês de 2022 (queda de 19,6% sobre dezembro/21) e 180,30 mil fêmeas (31,7% acima do volume observado no último mês do ano passado. Os números relacionados aos machos mostram que a oferta de boiadas gordas continua restrita no Mato Grosso, principalmente de animais que são destinados à China (abatidos mais jovens, geralmente com idade inferior a 30 meses), dizem os analistas Yago Travagini e Laura Rezende, da Agrifatto. Na comparação com janeiro/21, o abate de fêmeas no Mato Grosso cresceu 27% no mês passado, destacam os analistas. Com isso, a participação de fêmeas no abate total em janeiro/22 no Mato Grosso ficou em 41,9%, quase 10 pontos percentuais acima da média observada no segundo semestre de 2022, calculam os analistas. Mesmo assim, dizem os consultores, os números de janeiro de 2022 ainda apontam para uma manutenção do processo de retenção de fêmeas nas fazendas de corte (tendência iniciada a partir de 2019), já que, em relação a janeiro/20, o número de abate de fêmeas no mês passado foi 20% inferior.

Agrifatto


Pesquisa estuda o efeito do estresse térmico em bovinos de corte

A produção de carne bovina precisa ser cada vez mais eficiente e fundamentada no desenvolvimento sustentável e no bem-estar animal


Dentro desta visão, pesquisas do Instituto de Zootecnia (IZ/Apta), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, estudam os aspectos relacionados ao conforto térmico para bovinos de corte. De acordo com a pesquisadora do IZ, Claudia Cristina Paro de Paz, os bovinos são animais homeotérmicos que modulam a temperatura corporal interna, “ajustando a quantidade de calor produzida pelo metabolismo com o fluxo de calor do animal para o ambiente”. No Brasil, o estresse térmico é o fator limitante para produção de carne de alta qualidade de raças bovinas especializadas, geralmente originárias de regiões de clima temperado. “Nos países de clima tropical é fundamental o conhecimento dos mecanismos de adaptabilidade das raças bovinas com maior potencial genético para estas características”, explica a pesquisadora. O projeto em desenvolvimento, intitulado de “Perfil de expressão de genes associados ao estresse térmico e consumo alimentar residual em bovinos das raças nelore e caracu”, tem financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). A realização do trabalho conta com a colaboração de Nedenia Bonvino Stafuzza (jovem pesquisadora do IZ), Ana Claudia de Freitas (Pós-Doutoranda do IZ), Bianca Vilela Pires (aluna de doutorado do PPG em Genética da USP-RP).

Secretaria de Agricultura e Abastecimento de SP


SUÍNOS


Suínos: preços em recuperação na quarta-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 5,68%/3,00%, chegando a R$ 93,00/R$ 103,00, enquanto a carcaça especial aumentou 2,70%/3,95%, valendo R$ 7,40 o quilo/R$ 7,60 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (8), houve queda somente no Rio Grande do Sul, na ordem de 0,68%, custando R$ 4,36/kg. O preço subiu 3,42% em Santa Catarina, alcançando R$ 4,53/kg, avanço de 2,56% em São Paulo, atingindo R$ 5,21, kg, incremento de 2,09% em Minas Gerais, precificado em R$ 5,38/kg, e de 1,64% no Paraná, fechando em R$ 4,34/kg.

Cepea/Esalq


FRANGOS


Frango: quarta-feira de preços com leves aumentos

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave na granja ficou estável em R$ 4,90/kg, enquanto a ave no atacado subiu 0,72%, valendo R$ 5,57/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 3,97/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,10/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à terça-feira (8), tanto a ave congelada quanto a resfriada subiram 0,17%, custando, respectivamente, R$ 5,82/kg e R$ 5,91/kg.

Cepea/Esalq


EUA registram gripe aviária em perus, 1º caso em criação comercial desde 2020

O Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA, na sigla em inglês) relatou nesta quarta-feira um surto de gripe aviária altamente patogênica em uma criação de perus em Indiana, o primeiro caso do país em uma operação comercial de aves desde 2020


Casos da doença podem prejudicar o setor agrícola dos EUA porque as aves são mortas e os parceiros comerciais podem limitar as importações de áreas infectadas. A China disse na segunda-feira que proibiu as importações de aves da Espanha e da Moldávia devido a surtos. A gripe aviária não apresenta uma preocupação imediata para saúde pública, disse o USDA. Mas o grupo de perus infectados no condado de Dubois, Indiana, no sul do Estado, sofreu um aumento na mortalidade, segundo o departamento. Indiana disse que a cepa do vírus era H5N1 e que foi o primeiro caso de gripe aviária altamente patogênica no Estado em aves comerciais desde 2016. A cepa H5N1 também foi encontrada em aves selvagens ao longo da costa leste dos EUA este ano. As autoridades de Indiana colocaram em quarentena a fazenda infectada e as aves da propriedade foram abatidas para evitar que a doença se espalhasse, disse o USDA. As aves do bando não entrarão no sistema alimentar. Autoridades federais e estaduais disseram que estão procurando sinais de infecções na região.

REUTERS


Em 2021, poder de compra do frango abatido em relação à carne bovina de 2ª foi o maior dos últimos 5 anos

Dados do Procon-SP relativos a 2021 possibilitam concluir que no ano passado o consumidor paulistano pode adquirir – ao preço de 1 (um) quilograma de carne bovina de segunda – perto de 3,480 quilogramas de carne de frango resfriada


Embora tenha sido apenas 2,7% superior ao registrado no ano anterior, esse foi o maior volume adquirível no quinquênio decorrido entre 2017 e 2021. Porém, considerada a média do triênio 2017/2019 – 2,957 kg – o poder de compra do frango resfriado em relação à carne bovina de segunda aumentou quase 18%.

Avisite


MEIO AMBIENTE


Em dez anos, Mato Grosso reduz 10,4% das emissões de metano na pecuária de corte

Com um rebanho cada vez mais jovem ao abate, o Estado saiu de uma emissão de 135 quilos de metano (CH4) a cada bovino abatido para 121 kg/CH4 por animal no gancho


Para comprovar a força e a qualidade da carne bovina nacional, o Brasil deve atender basicamente três questões: 1) diminuir os desmatamentos ilegais; 2) avançar na rastreabilidade do rebanho; e 3) diminuir as emissões de gases de efeito estufa (GEEs) na atividade. Se depender do trabalho do maior polo de produção de bovinos – Mato Grosso, com cerca de 32 milhões de animais – o País tem capacidade de mostrar ao mundo que a proteína vermelha é uma das mais sustentáveis do mundo. Na quarta-feira, 9/2, o Instituto Mato-grossense da Carne (Imac) apresentou um estudo sobre a evolução nos índices de emissão de metano (CH4), o principal GEE relacionado à pecuária. Em dez anos, a bovinocultura de corte no Estado conseguiu reduzir 10,4% das emissões de metano. Em 2011, o valor era de 135 quilos de metano a cada bovino abatido; no ano passado, foram 121 quilos por animal mandado para o gancho. O estudo é do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), com base nos dados do Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea-MT). A meta estipulada na Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas de 2021 (COP 26) é reduzir em 30% as emissões de metano. “Reduzir em 30% as emissões de metano na pecuária, no hemisfério norte, é reduzir rebanho. Para nós, é reduzir idade de abate e melhora a nossa eficiência”, diz o produtor rural Caio Penido Dalla Vechia, Presidente do Imac. A produção de bovinos no Estado caminha para o abate de animais cada vez mais jovens. No ano passado, bovinos terminados com mais de 36 meses responderam por 22% do total de animais abatidos. Em 2011, essa categoria representava 46%. Atualmente, a maior categoria de animais é de bovinos entre 34 e 36 meses, que respondeu por 42% dos animais abatidos. No entanto, cresce a participação de bovinos com menos de 24 meses; em 2011, a categoria que só respondia por 5%, em 2021, ficou em 37%.

IMAC/IMEA


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Crescimento da produção industrial do Paraná é o maior em 10 anos

Aumento de 9% em 2021 só não superou o desempenho de 2011, quando o setor chegou a crescer 11,2%


A indústria do Paraná registrou 9% de crescimento na produção em 2021. É o melhor resultado em 10 anos. Em 2020, ano em que eclodiu a pandemia da Covid-19 no Brasil, o mesmo indicador teve queda de 2,5% em relação ao ano anterior. A informação foi divulgada na quarta-feira (09/02), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ranking nacional, o Paraná obteve o terceiro melhor resultado, superado por Santa Catarina (10,3%) e Minas Gerais (9,8%). Considerando os cinco estados mais industrializados do país (São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Paraná e Rio Grande do Sul), o Paraná obteve a maior taxa de crescimento na indústria de transformação, já que Santa Catarina não consta entre os primeiros e Minas tem grande influência do seu resultado por conta da indústria extrativa. O economista da Federação das Indústrias do Paraná (Fiep), Evânio Felippe, explica que o desempenho é positivo, mas precisa ser visto com cautela. “Das 13 atividades monitoradas pelo IBGE, apenas quatro encolheram no ano passado. Mas quando é feita a avaliação por setor, alguns ainda têm quedas importantes que impactam no resultado”, acrescenta. “A retração em diversos segmentos foi forte em 2020, por conta do período crítico da crise sanitária. A base de comparação de 2021 contra o ano anterior é bem baixa. Avaliar qualquer período de queda vai resultar em tendência de crescimento alto, por isso é preciso avaliar os números com cuidado”, destaca. Os setores que mais contribuíram na composição do crescimento da produção industrial em 2021 foram máquinas e equipamentos (+49,6%), automotivo (+30,4%), madeira (+24,2%), fabricação de produtos de metal (17,4%) e minerais não-metálicos (12,9%). Já entre os que encolheram no ano passado, o setor de alimentos, que representa de 30% a 33% do PIB industrial do Paraná, liderou o ranking (-6%), seguido por celulose e papel (-1,6%), moveleiro (-0,8%) e petróleo (-0,1%). “Em 2020, alimentos teve alta de 9,5%, praticamente sustentando o resultado da indústria estadual, que embora negativo, foi o segundo melhor do país naquele ano. Esta redução no ano passado está atrelada ao aumento expressivo nos custos de produção do segmento e ao menor resultado em vendas dos produtos no mercado interno”, explica o economista da Fiep. Felippe elenca como vilões o aumento no preço de insumos e matérias-primas, problemas logísticos – que atrasam as entregas, crise hídrica, o elevado custo da energia elétrica, a alta na taxa de câmbio e o reajuste frequente no preço dos combustíveis. “Tudo isso eleva o custo dos produtos na ponta, para o consumidor. Por outro lado, a recuperação da economia, acelerada principalmente pela retomada dos segmentos de comércio e serviços, contribuíram para a recuperação do setor automotivo e de máquinas e equipamentos, que demandam a fabricação de mais produtos e acabam afetando positivamente toda a cadeia industrial”, conclui.

FIEP


Exportações de cargas em contêineres crescem 24% em janeiro no Porto de Paranaguá

A alta foi registrada tanto em volume quanto em unidades específicas equivalentes a 20 pés (TEUs)


Em volume, foram carregadas 436.826 toneladas no último mês de janeiro – 24% a mais que as 352.135 toneladas exportadas pelo segmento em 2021, no mesmo período. Em TEUs embarcados foram 50.490 toneladas nos 31 dias, neste ano, 7% a mais que os 47.169 TEUs registrados em janeiro do ano passado. “Em janeiro seguimos o crescimento histórico das cargas conteinerizadas alcançado em 2021, quando passamos do patamar de 1,1 milhão de TEUs movimentados”, comenta o Diretor-Presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia. No Porto de Paranaguá as operações e o terminal de contêineres são geridos pela empresa TCP. Somando exportações e importações, em janeiro de 2022 a movimentação somou 88.073 TEUs – 4% superior aos 84.508 TEUs registrados no mês do ano anterior. Em volume total, o incremento atingiu 11%, com 671.649 toneladas de cargas conteinerizadas, frente às 605.047 toneladas contabilizadas em janeiro do ano passado. As principais cargas exportadas em contêineres pelo terminal paranaense em janeiro de 2022 foram frango, madeira, papel e celulose. Na importação, os produtos movimentados em maiores volumes foram os eletroeletrônicos, produtos químicos orgânicos, plástico e fertilizantes.

AEN-PR


Micro e pequenas empresas geraram 83% dos empregos no Paraná em 2021

Levantamento realizado pelo Sebrae, com base em dados do Caged, do Ministério do Trabalho e Previdência, revela que durante o ano passado, 143.733 novos postos de trabalho foram criados pelas MPE, o que representa 83% do total de empregos gerados e coloca o Paraná como quarto maior estado brasileiro em números absolutos


No total, 172.636 vagas foram abertas no estado em 2021. As médias e grandes empresas somaram 25.342 posições, enquanto a administração pública registrou 1.009 contratações. O setor que mais contratou neste período foi o de Serviços, com 56.646 vagas, seguido por Comércio (41.512), Indústria e Transformação (29.793), Construção (12.914), Agropecuária (1.991), Serviços Industriais de Utilidade Pública (592) e Extração Mineral (285). “Nós sabemos que os pequenos negócios conseguem reagir de forma rápida às crises. Mesmo durante a pandemia, os dados de 2021 reforçam essa capacidade de se adaptar e movimentar a economia. Durante a pandemia, as micro e pequenas empresas sustentaram a geração de novos empregos, o que reforça a importância de apoio a políticas dedicadas ao segmento”, diz o Diretor-Superintendente do Sebrae Paraná, Vitor Roberto Tioqueta, em nota. O desempenho das MPEs do Paraná, no que se refere ao saldo de geração de emprego, pode ser medido na comparação com os números nacionais. Das 2,7 milhões de novas vagas de empregos criadas em 2021 em todo o Brasil, cerca de 78% foram geradas por micro e pequenas empresas. Em números totais, os pequenos negócios foram responsáveis por 2,1 milhões de postos de trabalho, enquanto as médias e grandes empresas fecharam o ano com um saldo positivo de 505,4 mil novos empregos. “Isso significa dizer que a cada 40 postos de trabalho gerados no Brasil, em 2021, 31 foram criados pelas micro e pequenas empresas – mostrando a importância que têm para a retomada econômica”, afirma o Presidente do Sebrae, Carlos Melles.

GAZETA DO POVO


Cresce em 82% o número de empresas paranaenses autorizadas a exportar para o mercado islâmico

Em comparação com 2020, o aumento foi maior do que a média nacional, que ficou em 53%. Os itens que mais cresceram na exportação paranaense foram: produtos de origem animal perecíveis (em especial carne de frango, mas também ovos, laticínios e peixes), químicos, bioquímicos e alimentos industrializados


O dado é da Certificadora do Centro de Divulgação do Islã para a América Latina (Cdial Halal). Os 57 países do mundo islâmico exigem o selo halal (que significa ‘permitido’ em árabe), para todos os produtos que importam. Ter livre acesso a esse mercado é bastante promissor. Os países islâmicos concentram 1/3 da população mundial e o mercado halal deve movimentar em torno de US$ 5,74 trilhões até 2024, de acordo com dados do State of the Global Islamic Economy. O Brasil já é um dos principais exportadores de produtos halal do mundo e cada vez mais empresas brasileiras buscam se adequar para vender para esses países. No caso da carne de frango, por exemplo, em que o Paraná é líder mundial na exportação halal, a certificação atesta que a ave foi abatida por profissional muçulmano, sem sofrimento, com um único corte com faca afiada no pescoço e que esse procedimento de abate foi posicionamento voltado para Meca, a cidade sagrada dos muçulmanos. Dados da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira mostram que em 2021, o Paraná exportou US$ 989,05 milhões de dólares em proteínas animais halal para os 57 países membros da Organização da Cooperação Islâmica. No ano anterior, o estado havia exportado US$ 760,80 milhões para a região. O rigor exigido pelo mercado islâmico não se aplica apenas ao produto final exportado, mas a toda a cadeia. Por isso, a certificação inclui matérias-primas, insumos, transporte e armazenamento, para garantir, dentre outras coisas, que não haja contaminação cruzada com produtos que são ilícitos (ou haram, proibido), como a carne suína, sangue animal e o álcool, por exemplo. Para explorar todo o potencial do mercado islâmico, a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), em parceria com a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), promoverá uma grande ação de imagem voltada à exportação da carne produzida no Brasil durante a Gulfood Dubai 2022. Trata-se da maior feira mundial voltada para o mercado de alimentos halal, que acontece de 13 a 17 de fevereiro, em Dubai, nos Emirados Árabes Unidos. Gestora das marcas setoriais Brazilian Chicken, Brazilian Egg, Brazilian Breeders, Brazilian Duck e Brazilinak Pork, a ABPA levará para encontros de negócios no evento 20 agroindústrias brasileiras produtoras e exportadoras do setor, entre elas as paranaenses (ou com plantas industriais no Paraná): Avenorte, Coasul, Copacol, CVale, Gt Foods, Jaguafrangos, Lar Industrial e Vibra.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em queda de 0,64%, a R$5,2269

O dólar fechou no menor patamar em quase cinco meses na quarta-feira, ameaçando perder um importante suporte técnico, com as vendas de moeda no Brasil ocorrendo em mais um dia de apetite por risco no exterior, antes de aguardados dados de inflação nos EUA a serem divulgados na quinta-feira.


Como pano de fundo, o real teve suporte ainda de declarações do diretor de Política Monetária do BC, Bruno Serra, que para o mercado endossou expectativas de mais altas de juros ao dizer que a batalha contra inflação está longe de ganha. Sem ser específico, o diretor afirmou que "por culpa nossa" a taxa de câmbio no Brasil depreciou mais do que outros países no ano passado. O dólar à vista caiu 0,64%, a 5,2269 reais, menor valor para um encerramento de sessão desde 13 de setembro de 2021 (5,2236 reais). A moeda operou em alta pela manhã, mas com a abertura dos mercados norte-americanos --que movimentam mais investidores estrangeiros--, a formação da Ptax no começo da tarde e, sobretudo, a divulgação de fortes números de fluxo cambial depois das 14h30 (de Brasília), a cotação voltou a perder força, até tocar uma mínima de 5,2134 reais, queda de 0,89%. Números do Banco Central mostraram que o Brasil contabilizou em janeiro a maior entrada líquida de moeda estrangeira pelo câmbio contratado em cinco meses. E fevereiro já começou em ritmo forte, o que elevou os ingressos líquidos na virada do mês a 8,181 bilhões de dólares, com domínio da conta financeira --por onde passa o dinheiro que recentemente tem migrado para mercados emergentes no geral. No atual patamar de fechamento, o dólar está à beira de romper um importante suporte técnico um pouco acima de 5,22 reais, movimento que, se confirmado de forma vigorosa, pode levar a moeda a níveis ainda mais baixos. "Se a tendência persistir e levar o dólar abaixo de 5,22 reais, os próximos objetivos potenciais estariam em 5,11 reais, mínima de setembro passado, e a banda inferior do intervalo entre 4,95 reais e 4,89 reais", disseram em relatório Kenneth Broux e Tanmay G Purohit, da área de análise técnica do banco francês Société Générale.

Reuters


Ibovespa tem leve alta com NY, mas queda de bancos e temor com inflação pesam

O principal índice da bolsa brasileira subiu nesta quarta-feira, diante de alta em Wall Street e dos avanços de ações de empresas ligadas ao consumo interno e do setor petrolífero


Os ganhos, entretanto, foram limitados por temores quanto à inflação, juros e, especialmente, pela queda nos papéis de bancos, após resultado abaixo do esperado do Bradesco. De acordo com dados preliminares, o Ibovespa subiu 0,21%, a 112.468,90 pontos, segunda alta consecutiva. O volume financeiro da sessão foi de 29,8 bilhões de reais.

REUTERS

Inflação fica 0,54% em janeiro, maior resultado para o mês desde 2016

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, divulgado nesta quarta-feira (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, iniciou 2022 com taxa 0,54%. Apesar de ter desacelerado pelo terceiro mês seguido, o resultado foi o maior para janeiro desde 2016, quando o índice ficou em 1,27%


Já o IPCA acumulado em 12 meses atingiu 10,38%, acima dos 10,06% observados em igual período anterior. O analista do IBGE André Felipe Almeida, responsável pela pesquisa, explica que, dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados, oito apresentaram alta no mês de janeiro. O maior impacto foi provocado pelos preços de Alimentação e Bebidas, com alta de 1,11%. Ainda de acordo com os números divulgados pelo IBGE, o grupo que apresentou maior variação foi Artigos de Residência, por conta dos eletrodomésticos e equipamentos, mobiliário e TV, som e informática, cujos preços aceleraram no mês avaliado em relação a dezembro. Já o INPC, Índice Nacional de Preços ao Consumidor, que calcula a inflação para famílias de menor renda, registrou alta de 0,67% em janeiro, e acumula, nos últimos 12 meses, uma variação de 10,60%.

AGÊNCIA BRASIL


Brasil recebe US$8,2 bi na virada do mês em meio a fluxo geral para emergentes

O Brasil contabilizou em janeiro a maior entrada líquida de dólares pelo câmbio contratado em cinco meses, e fevereiro já começou em ritmo forte, com os ingressos somando mais de 4 bilhões de dólares, mostraram dados do Banco Central divulgados na quarta-feira


No acumulado do ano, já são 5,725 bilhões de dólares em dinheiro novo que veio ao país. Em janeiro, o superávit foi de 1,493 bilhão de dólares, melhor desempenho desde agosto de 2021 e uma forte recuperação, considerando que o saldo ficara negativo ao longo de quase todo o mês --até dia 26 o déficit era de 2,457 bilhões de dólares. A partir daí os ingressos ganharam força e prosseguiram com ainda mais velocidade no começo de fevereiro, que na parcial mostra entrada líquida de 4,232 bilhões de dólares. Entre o dia 27 de janeiro e 4 de fevereiro (último dado disponível), o Brasil recebeu o montante de 8,181 bilhões de dólares em moeda estrangeira, com ingressos massivos pela conta financeira --por onde passam fluxos para portfólio, operações de empréstimos e remessas de lucros e dividendos, entre outros-- de 7,773 bilhões de dólares. A conta comercial teve saldo positivo de 408 milhões de dólares. O dólar caiu ao longo de janeiro mesmo com o fluxo negativo na maior parte do mês, mas a queda acelerou à medida que o país passou a receber recursos liquidamente e em volume cada vez maior. Essa dinâmica tem como pano de fundo fortes fluxos para mercados emergentes neste começo de ano, em parte por investidores deixarem ativos de mercados desenvolvidos (sobretudo as ações dos EUA, avaliadas como caras por algumas métricas) em busca de rendimentos e oportunidades em praças consideradas descontadas --quesito em que o Brasil se destacou, dado o consenso de que o real operava muito desvalorizado ante os fundamentos e de que a bolsa brasileira estava barata. Em janeiro, o dólar à vista caiu 4,8% em termos nominais, e a preços da quarta-feira a perda era ainda maior, de 6,3% --a cotação estava em torno de 5,22 reais nesta sessão. E o principal índice das ações brasileiras saltava 7,4% em reais neste começo de ano, enquanto em dólar a alta era de 14,5%. Na B3, o fluxo líquido de estrangeiros para as ações já se aproxima de 39 bilhões de reais.

REUTERS


Vendas no varejo do Brasil caem 0,1% em dezembro na comparação com novembro, diz IBGE

As vendas no varejo brasileiro tiveram queda de 0,1% em dezembro na comparação com o mês anterior e recuaram 2,9% em relação ao mesmo mês do ano anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quarta-feira. Pesquisa da Reuters apontou que as expectativas eram de perdas de 0,5% na comparação mensal e de 3,3% sobre um ano antes.

REUTERS


Produção industrial fecha 2021 com alta em 9 de 15 locais pesquisados

Destaques foram Santa Catarina, Minas Gerais e Paraná que teve a terceira maior expansão no absoluto e foi também a terceira maior influência no resultado anual nacional


A produção industrial fechou o ano de 2021 com alta de 3,9%, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM Regional) divulgada ontem (9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado do mês de dezembro, o ano passado fechou com crescimento em 9 dos 15 locais analisados. “O ano de 2021 fechou no positivo, mas foi volátil durante os meses. No primeiro semestre, a trajetória foi mais crescente, e o ganho acumulado chegou a ser de 13%. Mas, no segundo semestre, houve perda de fôlego e a produção teve sequência de quedas”, disse, em nota, o Gerente da pesquisa, Bernardo Almeida. Na passagem de novembro para dezembro, a produção industrial apresentou expansão em 10 dos 15 locais pesquisados. Em 2021, os destaques ficaram para os resultados de Santa Catarina (10,3%), Minas Gerais (9,8%) e Paraná (9%), os primeiros em crescimento absoluto, além de São Paulo (5,2%), a maior influência na expansão apresentada em 2021, muito devido ao tamanho e ao peso do parque industrial paulista. Onze das 18 atividades da indústria paulista cresceram no ano, com destaque para o setor de veículos, onde caminhões, automóveis e caminhão-trator para reboques tiveram os aumentos mais relevantes. “O setor de máquinas e equipamentos, com aumento na produção de escavadeiras, rolamentos para equipamentos industriais e carregadoras-transportadoras, também contribuiu”, afirmou Almeida. Segundo o IBGE, no estado catarinense, o setor de vestuário impulsionou o crescimento, com aumento na produção de camisas e blusas femininas de malha e na produção de vestido de malha. A metalurgia também colaborou, com alta em artefatos e peças de ferro fundido. O setor metalúrgico também contribuiu em Minas Gerais, segunda influência positiva nacional. A metalurgia mineira apresentou aumento na produção de ferronióbio e na siderurgia. O setor extrativo também foi relevante para a indústria mineira em 2021, com maior produção de minério de ferro, mas a principal influência foi o setor de veículos, onde caminhão-trator para reboques e veículos para transportes de mercadorias impulsionaram a produção da atividade. O Paraná teve a terceira maior expansão no absoluto e foi também a terceira maior influência no resultado anual nacional. Puxado pelo setor de máquinas e equipamentos, a indústria paranaense teve aumento na produção de máquina para colheita e nos tratores agrícolas. Também o setor de veículos, com aumento na produção de caminhão trator para reboques e caminhões e automóveis, contribuiu para o aumento no estado. Rio Grande do Sul (8,8%), Amazonas (6,4%), Espírito Santo (4,9%) e Rio de Janeiro (4%) também registraram taxas positivas maiores do que a média nacional (3,9%), enquanto Ceará (3,7%) completou o conjunto de locais com avanço na produção no índice acumulado no ano. A Bahia apontou o recuo (-13,2%) mais elevado no índice acumulado do ano. A Região Nordeste (-6,2%) e os estados de Goiás (-4,0%), Pará (-3,7%), Mato Grosso (-1%) e Pernambuco (-0,4%) também apresentaram taxas negativas no indicador acumulado do período janeiro-dezembro de 2021.

Agência Brasil


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