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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1035 DE 27 DE JANEIRO DE 2026

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  • há 6 horas
  • 13 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1035 | 27 de janeiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

COTAÇÕES ESTÁVEIS NO MERCADO DO BOI GORDO

Pelos dados da Scot, preços seguiram estáveis na abertura desta semana, em SP, com o boi gordo sem padrão-exportação valendo R$ 319/@

 

Favorecidos pelas boas condições das pastagens naturais, os pecuaristas brasileiros seguem cadenciado a oferta e evitando, assim, recuos nos preços do boi gordo, informa a Agrifatto, que acompanha diariamente as movimentações em 17 principais praças do País. Os frigoríficos de grande porte mantêm relativo conforto em suas programações até o fim do mês, sustentados por contratos a termo e parcerias com confinadores. Em contrapartida, unidades com produção voltada principalmente ao mercado interno e dependentes do mercado spot (físico) enfrentam maiores dificuldades de compra, acrescentou a Agrifatto.

No mercado doméstico de carne bovina a fraqueza temporária das vendas na segunda quinzena de janeiro/26 foi parcialmente amortecida pela oferta restrita de animais terminados, o que sustentou os valores da arroba. Pelos dados da Scot Consultoria, em São Paulo, as referências de preço continuam as mesmas que estavam vigentes na sexta-feira última para todas as categorias. “Ontem, parte das indústrias ficaram praticamente fora das compras, aguardando o resultado das vendas do fim de semana para se posicionarem no mercado”, relatou a Scot. O boi gordo sem padrão-exportação seguiu valendo R$ 319/@ no mercado paulista, enquanto o “boi China” foi negociado em R$ 323/@ (valores brutos, no prazo). Segundo os dados apurados pela Agrifatto, na segunda-feira, os preços do boi gordo ficaram estáveis nas 17 regiões monitoradas. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China/Europa: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 270,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 260,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (23/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 319,00/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 311,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 298,50/@ (à vista) e R$ 302,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 303,50/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 311,00/@ (à vista) R$ 315,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 271,50/@ (à vista) e R$ 275,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

EXPORTAÇÕES DE CARNE SUÍNA em janeiro: queda no volume e no preço

Os dados preliminares até a 4ª semana de janeiro, mostra que o Brasil embarcou 79,0 mil toneladas de carne suína, volume 10,1% menor que o registrado no mesmo período de 2025. Ainda assim, o dado mais relevante está no ritmo das operações: a média diária de embarques avançou 23,6%, atingindo 4,94 mil toneladas/dia, sinalizando forte intensidade nos fluxos recentes.

 

A receita obtida com as exportações somou US$ 196,8 milhões, queda moderada de 8,7% na comparação anual. Em contrapartida, a média diária de faturamento cresceu 25,5%, alcançando US$ 12,3 milhões, refletindo não apenas maior ritmo comercial, mas também um ambiente de preços mais sustentado. O preço médio por tonelada, em US$ 2.489,60, registrou alta de 1,5%, reforçando a leitura de maior equilíbrio entre oferta e demanda no mercado internacional. O cenário externo segue relativamente favorável para a carne suína brasileira. A demanda permanece consistente em mercados estratégicos das Américas e da Ásia, compensando movimentos mais cautelosos da China. Com oferta global ajustada e boa competitividade do produto nacional, o Brasil inicia 2026 com preços mais resilientes e perspectiva de continuidade dos embarques, sustentados por eficiência produtiva e diversificação de destinos.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

 

FRANGOS

 

EXPORTAÇÕES DE CARNE DE FRANGO em janeiro: queda no volume e no preço

Até a 4ª semana de janeiro, os embarques totalizaram 349,7 mil toneladas, abaixo do volume observado no mesmo período de 2025 (415,2 mil toneladas). Essa redução de 15,8% no volume acumulado, no entanto, não reflete enfraquecimento operacional.

 

Pelo contrário: o ritmo dos embarques se mostrou mais acelerado, com a média diária crescendo 15,8%, alcançando 21,86 mil toneladas/dia, o que sugere maior eficiência logística e concentração dos fluxos ao longo do período. Do lado financeiro, a arrecadação somou US$ 627,2 milhões, recuo de 16,7% frente a janeiro do ano passado. Ainda assim, o avanço de 14,5% na média diária de receita, para US$ 39,2 milhões, indica que a dinâmica comercial segue ativa. O preço médio da tonelada, em US$ 1.793,50, apresentou leve ajuste negativo de 1,1%, movimento compatível com um mercado internacional abastecido e altamente competitivo. O cenário global segue favorecendo a carne de frango como proteína de escolha em mercados sensíveis a preço. A produção brasileira permanece em trajetória de crescimento em 2026, sustentada por custos relativamente controlados e ganhos de produtividade. Ao mesmo tempo, a recomposição da oferta em outros grandes exportadores limita avanços mais expressivos nos preços.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

 

FEIRAS & EVENTOS


Em Dubai, Sistema Ocepar marca presença na Gulfood 2026

Representando o cooperativismo do Paraná, o Sistema Ocepar marca presença na Gulfood 2026, que ocorre nesta semana, entre os dias 26 e 30 de janeiro, em Dubai, nos Emirados Árabes. 

 

Considerada a maior feira de alimentos e bebidas do Oriente Médio, o evento deve reunir mais de cinco mil expositores de 120 países. A expectativa é atrair, aproximadamente, 150 mil visitantes qualificados, entre compradores, formadores de opinião, especialista e líderes do setor. A presença do Sistema Ocepar faz parte de uma estratégia conjunta entre Invest Paraná e Fiep-PR (Federação das Indústrias do Paraná). Cooperativas paranaenses também marcam presença com participação na feira. São elas: Coamo, Coasul, Cocamar, Copacol, C.Vale e Integrada. A Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil) é quem coordena a presença brasileira na Gulfood 2026, que será distribuída em quatro pavilhões e reforçará a imagem do país como fornecedor global de alimentos, bebidas e ingredientes de alto valor agregado. A expectativa é superar a marca de US$ 3,5 bilhões em negócios durante o evento e nos 12 meses seguintes, segundo a ApexBrasil.

OCEPAR

 

EMPRESAS

 

Frigol faz oferta de CRA de R$ 200 milhões

Recursos serão utilizados nas atividades operacionais do frigorífico. O Frigol é um dos maiores exportadores de carne bovina do país

 

O Frigol, um dos maiores exportadores de carne bovina do país, lançou uma oferta para emissão de Certificados de Recebíveis do Agronegócio (CRA) no valor de R$ 200 milhões, com possibilidade de lote adicional de até 25% do volume inicial, em até três séries. De acordo com o prospecto da oferta, os recursos serão utilizados nas atividades operacionais do frigorífico. A liquidação da oferta está prevista para o dia 26 de fevereiro. A primeira e a segunda séries do CRA têm prazo de cinco anos, enquanto na terceira série o prazo pode se estender por sete anos. A emissão será feita pela Opea Securitizadora, tendo o Bradesco BBI como coordenador líder, o banco BTG Pactual como coordenador, e assessoria jurídica dos escritórios Lobo de Rizzo e Mattos Filho.

GLOBO RURAL 

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Por que a Indonésia é ‘o novo mundo’ para a carne bovina do Brasil?

Diante das cotas tarifárias impostas pela China, o setor de carne bovina tem intensificado os trabalhos para diversificação e ampliação de mercados. Ao passo que se olha para países como Japão, Coreia do Sul e Turquia — mercados estratégicos, mas com barreiras sanitárias rígidas —, busca-se, paralelamente, uma maior presença na Indonésia. 

 

O país do sudeste asiático, atualmente, é o quarto mais populoso do mundo, com cerca de 283 milhões de habitantes, segundo a Organização das Nações Unidas. Hoje, o Brasil já conta com 38 unidades frigoríficas habilitadas a atender à demanda crescente do mercado indonésio. Mais de um terço dessas autorizações foram conquistadas há pouco mais de quatro meses. E há previsão de novas aprovações nos próximos dias. Essa aproximação entre os dois países já aparece nos números. Conforme dados do ComexStat, do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), em 2025, os embarques de carne bovina do Brasil para a Indonésia avançaram, em média, 176% em comparação com o volume de 2024. Em valor, a alta foi de 145,5%. Olhando desde 2020 — ano em que os embarques começaram a ganhar força — até o ano passado, as exportações brasileiras de carne bovina tiveram alta acumulada de 681,6% em volume e de 732,4% em valor. Para Fernando Iglesias, economista e analista da Safras & Mercado, o potencial de crescimento da Indonésia é significativo, especialmente no contexto de redução da dependência do mercado chinês. “É um mercado que tem um grande potencial de importação este ano. Eu acredito que esse é um caminho muito bom para o Brasil à medida que nós precisamos diversificar os destinos de exportação de carne bovina”, disse ao Agro Estadão. O especialista lembra que, hoje, a Indonésia conta com uma cota de importação de 188 mil toneladas de carne bovina, distribuída entre seus fornecedores. Nesse cenário, o Brasil figura entre os principais exportadores, com destaque para os embarques de gado em pé, o que reforça a importância estratégica para o setor de pecuária bovina, não pelo volume, mas pelo elevado potencial de crescimento no longo prazo. Já do ponto de vista de preços, a carne brasileira destinada à Indonésia tem sido negociada com valores inferiores aos praticados pela China — principal destino da proteína vermelha. Considerando a carne bovina congelada e desossada, o preço médio pago pelos chineses em 2025 foi de US$ 5,36 mil por tonelada. Enquanto isso, a Indonésia desembolsou, em média, US$ 4,26 mil por tonelada, segundo levantamento da Safras & Mercado. Apesar do avanço significativo dos embarques de carne bovina brasileira para a Indonésia nos últimos cinco anos, a pauta comercial entre os dois países ainda é concentrada em outros produtos. A carne bovina fresca ou refrigerada aparece na sexta posição, respondendo por 3,2% das importações indonésias. Com essas aquisições, a Indonésia alcançou a 16ª posição entre os principais mercados consumidores de produtos brasileiros no último ano, com 1,19% de participação no total exportado.

O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha perto da estabilidade no Brasil em dia de queda no exterior

O dólar fechou a segunda-feira praticamente estável ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou baixas ante a maior parte das demais divisas, com investidores à espera das decisões sobre juros no Brasil e nos EUA na próxima quarta-feira.

 

O dólar à vista fechou com leve recuo de 0,14%, aos R$5,2800, no menor valor de fechamento desde os R$5,2746 de 11 de novembro do ano passado. Em 2026, a divisa acumula baixa de 3,81%. Às 17h04, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- caía 0,30% na B3, aos R$5,2875. A sessão foi marcada pelo recuo da moeda norte-americana ante as demais divisas ao redor do mundo, em especial iene, em meio à expectativa de que o Banco do Japão possa intervir no mercado para segurar a divisa japonesa. A moeda norte-americana também cedia ante o euro e a libra e em relação a pares do real como o rand sul-africano e o peso chileno. Na semana passada, o forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa conduziu a alta firme do Ibovespa, de 8,53%, e o recuo do dólar para abaixo dos R$5,30. Na reta final da sessão, o dólar se reaproximou da estabilidade, com os agentes mantendo a cautela antes das decisões de política monetária da semana. O Federal Reserve decide na tarde de quarta-feira sobre sua taxa de referência, hoje na faixa de 3,50% a 3,75%. Já o Banco Central do Brasil anunciará na noite de quarta o novo patamar da Selic, hoje em 15% ao ano. Em ambos os casos a expectativa é de manutenção das taxas. No início do dia, o Banco Central informou que o saldo de transações correntes do Brasil foi negativo em US$68,791 bilhões em 2025. Na outra ponta, o investimento direto no país foi positivo em US$77,676 bilhões.

REUTERS

 

Ibovespa fecha estável em dia de correção e política monetária no radar

O Ibovespa fechou próximo da estabilidade, após passar a maior parte do pregão no vermelho, em dia de correção depois dos recordes históricos da semana anterior, ao mesmo tempo em que o mercado se prepara para as decisões de juros do Banco Central e do Federal Reserve, que saem na quarta-feira.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,01%, a 178.838,22 pontos. O volume financeiro somava R$28,25 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Mercado reduz projeção do IPCA de 2026 para 4%, aponta Focus Mediana das projeções dos economistas para o crescimento do PIB brasileiro em 2026 ficou estável pela sétima semana seguida

 

A mediana das projeções dos economistas do mercado para a inflação oficial brasileira em 2026 recuou pela terceira semana seguida, de 4,02% para 4,00%, segundo o relatório Focus, do Banco Central (BC), divulgado na segunda-feira (26) com estimativas coletadas até a última sexta-feira (23). Para 2027, a mediana das expectativas para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) seguiu em 3,80% pela 12ª semana seguida e, para 2028, continuou em 3,50%, também pela 12ª semana seguida. Para a taxa básica de juros (Selic), a mediana das estimativas se manteve em 12,25% no fim de 2026, seguiu em 10,50% em 2027 pela 50ª semana e, para 2028, se manteve em 10%. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o crescimento da economia brasileira em 2026 se manteve em 1,80% pela sétima semana seguida, segundo o Focus. Para 2027, a mediana das expectativas para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB) continuou em 1,80%, e, para 2028, seguiu em 2% pela 98ª semana seguida. A mediana das projeções dos economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 se manteve em R$ 5,50 pela 15ª semana seguida. Para 2027, a mediana das expectativas para a moeda americana subiu de R$ 5,50 para R$ 5,51, e, para 2028, seguiu em R$ 5,52.

VALOR ECONÔMICO

 

Déficit em conta corrente do Brasil termina 2025 em 3,02% do PIB, informa BC

O Brasil teve déficit em transações correntes de US$3,363 bilhões em dezembro e fechou 2025 com um saldo negativo acima daquele do ano anterior, com o déficit acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto, informou o Banco Central na segunda-feira.

 

A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um déficit de US$5,3 bilhões em dezembro. No mês, os investimentos diretos no país ficaram negativos em US$5,248 bilhões, contra resultado positivo de US$1,0 bilhão projetado na pesquisa.

REUTERS

 

Brasil encerra 2025 com déficit de US$ 68,8 bilhões nas contas externas, o maior desde 2014 

Apenas no mês de dezembro, o país teve saída líquida de US$ 3,3 bilhões nas transações internacionais de comércio, rendas e transferências unilaterais 

 

O Brasil registrou déficit em suas transações correntes de US$ 3,363 bilhões em dezembro de 2025, conforme divulgado nesta segunda-feira pelo Banco Central (BC). No mesmo mês de 2024, o saldo da conta corrente foi negativo em US$ 10,237 bilhões. Já no acumulado do ano, a diferença entre o que o país gastou e o que recebeu nas transações internacionais relativas a comércio, rendas e transferências unilaterais alcançou saldo negativo de US$ 68,791 bilhões, o equivalente a 3,02% do Produto Interno Bruto (PIB) estimado pela autoridade monetária. Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do Banco Central, Fernando Rocha, esse foi o maior déficit anual nas contas externas desde 2014, quando o saldo negativo somou US$ 110,5 bilhões. “O principal fator responsável pelo aumento do déficit foi a redução do superávit comercial. Então, a comparação de 2025 com dezembro é que a balança comercial brasileira tem sido, nos dois casos, o principal fator de explicação da variação do déficit corrente”, disse Rocha em entrevista coletiva. Para 2025, o BC projetava déficit em conta corrente de US$ 76 bilhões, conforme divulgado pela autoridade monetária no último Relatório de Política Monetária. Para 2026, a projeção é de déficit de US$ 60 bilhões. Rocha afirmou que, na comparação com as projeções do Relatório, houve surpresa positiva na balança comercial, com exportações mais fortes do que o previsto, e surpresa “negativa” com o aumento das remessas de lucros por estrangeiros. “A saída de lucros e dividendos remetidos foi bastante superior ao que estava sendo esperado pelo mercado”, comentou. O Brasil teve uma saída líquida de US$ 5,248 bilhões em Investimento Direto no País (IDP) em dezembro, segundo o Banco Central. Em dezembro do ano passado, o IDP tinha somado US$ 160 milhões positivos. O chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, informou que esse resultado de dezembro de 2025 foi a maior saída mensal da série histórica do investimento direto. É ainda o primeiro valor negativo desde dezembro de 2023, quando o saldo foi negativo em US$ 1,992 bilhão. Ele frisou, porém, que o IDP continuou sendo a principal fonte de financiamento do déficit em transações correntes do país no ano passado. Valores negativos nesse item indicam que, no mês em questão, as distribuições de lucros realizadas por subsidiárias de empresas estrangeiras em operação no Brasil para seus acionistas no exterior foram superiores aos lucros auferidos. Segundo Rocha, o lucro remetido teve impacto direto sobre o IDP. Ele ressaltou, contudo, que não são as remessas que determinam o resultado das transações correntes, mas sim o lucro total apurado. No acumulado do ano, a entrada de recursos via IDP foi de US$ 77,676 bilhões ou 3,41% do Produto Interno Bruto (PIB), contra 3,39% do PIB vistos no mesmo período de 2024. Fazem parte do IDP os recursos destinados à participação no capital e os empréstimos diretos concedidos por matrizes de empresas multinacionais as suas filiais no país e vice-versa. O retorno de investimento brasileiro no exterior também integra essas estatísticas. O BC projetava IDP de US$ 75 bilhões para 2025. Para 2026, a projeção é de IDP em US$ 70 bilhões. A remessa líquida de lucros e dividendos das empresas para o exterior ficou em US$ 5,397 bilhões em dezembro de 2025. Em dezembro de 2024, por sua vez, a remessa foi de US$ 4,673 bilhões. No acumulado de 2025, o resultado foi de remessa de US$ 53,609 bilhões, acima dos US$ 51 bilhões esperado pelo BC para o ano. A projeção para 2026 é de US$ 48 bilhões. Os investimentos estrangeiros em carteira tiveram entrada líquida de US$ 4,397 bilhões em dezembro de 2025. No mesmo mês de 2024, houve saída de US$ 7,579 bilhões. No acumulado do ano de 2025, a entrada líquida foi de US$ 15,140 bilhões. No mercado de renda fixa, entraram liquidamente US$ 5,808 bilhões em dezembro (US$ 20,091 bilhões no ano). Considerando apenas as negociações no país nesse segmento em dezembro, o resultado foi positivo em US$ 5,282 bilhões. No mercado externo, o resultado foi positivo em US$ 526 milhões. Já o fluxo de investimentos estrangeiros em ações via bolsas de valores resultou em saída de US$ 1,963 bilhão no mês, considerando tanto aplicações via bolsa brasileira quanto via Bolsa de Nova York. Em 2025 como um todo, houve saída de US$ 4,648 bilhões. Para 2025, o BC projetava ingresso líquido de investimentos em carteira de US$ 10 bilhões, conforme divulgado no Relatório de Política Monetária. Em 2026, a projeção é de entrada de US$ 5 bilhões.

VALOR ECONÔMICO

 

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