CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1033 DE 23 DE JANEIRO DE 2026
- prcarne
- 23 de jan.
- 15 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1033 | 23 de janeiro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços do boi gordo voltam a registrar altas
Em SP, já são 9 dias de estabilidade para o boi gordo sem padrão-exportação, 13 dias para o “boi-China”, 44 dias para a vaca gorda e 20 dias para a novilha terminada, segundo cálculos da Scot. No PARANÁ: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)
Ambiente de negócios ainda aponta para mais altas no curtíssimo prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate. O mercado físico do boi gordo voltou a apresentar alguma alta em seus preços no decorrer da semana. Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento ganha destaque em Mato Grosso, com a retomada das negociações acima de R$ 300 a arroba a prazo. De acordo com ele, o ambiente de negócios ainda aponta para alguma alta no curtíssimo prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate, em especial entre os frigoríficos de menor porte. “Goiás é uma exceção: as indústrias atuantes no estado tentam exercer um certo tipo de pressão no mercado. As exportações ainda são um destaque, considerando o bom volume dedicado aos Estados Unidos”, contextualiza. Média da arroba pelo país: São Paulo: R$ 322,58 — ontem: R$ 321,67. Goiás: R$ 308,39 — ontem: R$ 310,00. Minas Gerais: R$ 308,53 — ontem: R$ 309,41. Mato Grosso do Sul: R$ 307,95 — ontem: R$ 307,61. Mato Grosso: R$ 299,15 — ontem: R$ 295,68. O mercado atacadista se deparou com acomodação em seus preços durante a quarta-feira (21). “Vale destacar que a expectativa durante a segunda quinzena do mês é de menor apelo a altas, com potencial para algum recuo dos preços no curtíssimo prazo. A maior competitividade das proteínas concorrentes que apresentaram queda no início do ano são um elemento importante a ser considerado”, desta o consultor. Quarto traseiro: ainda é precificado a R$ 26,50 por quilo; Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,00 por quilo; Ponta de agulha: permanece a R$ 17,50 por quilo. Cotações do boi gordo desta quarta-feira (21/1), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China/Europa: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 270,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 260,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quarta-feira (21/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,00/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 311,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 298,50/@ (à vista) e R$ 302,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 303,50/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 308,00/@ (à vista) R$ 312,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 271,50/@ (à vista) e R$ 275,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Boi/Cepea: Escalas mais curtas sustentam cotações
Pecuaristas têm tido condições de deixar os animais no pasto por mais tempo
Levantamentos do Cepea mostram que os preços do boi gordo e da carne bovina vêm se mantendo firmes neste primeiro mês de 2026, mesmo em um período sazonalmente marcado por menor consumo. Segundo o Centro de Pesquisas, o suporte vem das escalas de abate mais curtas, refletindo as demandas externa e interna relativamente aquecidas e a restrição da oferta no campo. Pesquisadores explicam que, neste ano, pecuaristas têm tido condições de deixar os animais no pasto por mais tempo, buscando, assim, cotações mais elevadas. Na parcial de janeiro, a escala média nacional de abate está em 7,8 dias, a menor para este mês desde 2021 (em dez/25, estava acima de 14 dias). A média mensal do Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ está na casa dos R$ 319, enquanto a carcaça casada bovina no atacado da Grande São Paulo registra média de R$ 23/kg, à vista.
Cepea
SUÍNOS
Preços do suíno vivo e da carne recuam com força em janeiro
Com as quedas domésticas, frigoríficos priorizaram as exportações, visando maior rentabilidade. Movimento de baixa está atrelado ao período de férias escolares e à consequente menor demanda, além da maior oferta tanto de animais vivos quanto da carne
As cotações de praticamente todos os produtos da cadeia suinícola vêm recuando de forma expressiva em quase todas as praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento de baixa está atrelado ao período de férias escolares e à consequente menor demanda, além da maior oferta tanto de animais vivos quanto da carne suína. Na quarta-feira (21/1), em Santa Catarina, o preço do suíno vivo, cotado pelo indicador Cepea/Esalq, estava em R$ 7,66 o quilo, uma queda acumulada de 8,26% em janeiro. No Paraná, a cotação era de R$ 7,60 o quilo, um recuo de 8,10% na mesma comparação. No mercado atacadista da carne, com as quedas domésticas, frigoríficos priorizaram os envios externos, visando maior rentabilidade. Esse cenário foi confirmado pelo Cepea a partir de dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), com a média diária de embarques nesta parcial de janeiro se mantendo próxima da observada ao longo de 2025, de 5,1 mil toneladas.
Segundo o Cepea, nesta quarta-feira, no atacado da Grande São Paulo, o preço da carcaça suína especial estava em R$ 11,68 o quilo, uma baixa acumulada de 9,18% desde o início do mês.
GLOBO RURAL
Suínos/Cepea: Preços recuam com força
Movimento de baixa está atrelado ao período de férias escolares e à consequente menor demanda
As cotações de praticamente todos os produtos da cadeia suinícola vêm recuando de forma expressiva em quase todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Agentes consultados pelo Centro de Pesquisas indicam que o movimento de baixa está atrelado ao período de férias escolares e à consequente menor demanda, além da maior oferta tanto de animais vivos quanto da carne. No mercado atacadista da carne, com as quedas domésticas, frigoríficos priorizaram os envios externos, visando maior rentabilidade. Esse cenário foi confirmado pelo Cepea a partir de dados da Secex, com a média diária de embarques nesta parcial de janeiro se mantendo próxima da observada ao longo de 2025, a 5,1 mil toneladas.
Cepea
FRANGOS
China reabilita 8 frigoríficos do RS para exportação de frango
A reabertura do mercado chinês ao frango proveniente do Rio Grande do Sul, passados um ano e seis meses do embargo, era a prioridade da indústria gaúcha.
A China reabilitou oito frigoríficos do Rio Grande do Sul para exportação de frango ao país asiático. A medida vem após a Administração Geral das Alfândegas do país (GACC) retirar a suspensão da importação de frango gaúcho. As indústrias do Estado estavam impedidas de exportar frango ao país asiático desde julho de 2024, após o registro de um caso da Doença de Newcastle em granja comercial em Anta Gorda. Os frigoríficos autorizados a voltar a exportar produtos avícolas à China são: Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Erechim (SIF 68); BRF S.A., de Serafina Corrêa (SIF 103); Cooperativa Languiru Ltda, de Westfalia (SIF 730); JBS Aves Ltda, de Passo Fundo (SIF 922); Companhia Minuano de Alimentos, de Lajeado (SIF 1661); BRF S.A., de Marau (SIF 2014); JBS Aves Ltda, de Montenegro (SIF 2032); e Agrosul Agroavícola Industrial S/A, de São Sebastião do Caí (SIF 4017). As informações de habilitação das unidades constam no sistema de Registro de Empresas Importadoras de Alimentos da China, gerido pela GACC,
Estadão Conteúdo
EMPRESAS
JBS vai dobrar produção de frango em Jeddah até o fim do ano
Investimento faz parte do aporte de US$ 85 milhões anunciado para crescimento na Arábia Saudita. A fábrica de Jeddah, que opera desde 2025, exporta para outros países da região, como Kuwait, Omã e Emirados Árabes, embora a maior demanda venha dos sauditas
Em mais um passo na empreitada da JBS no Oriente Médio, a companhia anunciou nesta quinta-feira (22/1) que vai expandir sua unidade focada em frango e produtos de alto valor agregado em Jeddah, na Arábia Saudita. A meta da empresa é dobrar o volume de produção até o fim deste ano, disse o CEO da Seara, João Campos, ao Valor. A JBS não revelou o montante investido nem a capacidade produtiva “por estratégia”. Segundo executivo, a iniciativa faz parte de um investimento mais amplo na Arábia Saudita, de US$ 85 milhões, que abrange as operações da empresa em Jeddah e Dammam. “Para complementar o portfólio da Seara, anunciamos também uma parceria local com uma empresa que produz frango na Arábia Saudita e vai começar a produzir agora para vendermos com a nossa marca Seara”, afirmou Campos. O novo parceiro é a Arabian Company for Agricultural and Industrial Investment (Entaj). O acordo de fornecimento permitirá que a Seara lance uma linha de frangos inteiros e outros cortes de aves no mercado saudita. Campos ressaltou que o grupo JBS já acessa o mercado saudita há mais de 30 anos com a exportação de aves produzidas pelo método halal.
Nos últimos quatro anos, a companhia acelerou sua estratégia para aumentar sua presença na região e construiu as unidades de Jeddah e Dammam, além de apostar na construção de marca. “Falamos que íamos fazer uma planta em 2024. Fizemos. Ela preencheu rapidamente, e por isso estamos expandindo e discutimos investimentos futuros também”, disse o executivo.
Questionado sobre as vertentes de crescimento às quais a empresa ainda pretende recorrer — se organicamente ou por meio de aquisições — o CEO da Seara afirmou que o grupo está “olhando todas as oportunidades”. Para ele, o importante é que as expansões façam sentido para a estratégia da JBS e seu compromisso assumido com a Arábia Saudita no longo prazo.
No início de 2025, circularam no mercado informações de que a JBS teria interesse em comprar a maior empresa avícola do Oriente Médio, a Al Watania, que processa mais de 1 milhão de aves e 1,5 milhão de ovos por dia. Agora, a companhia da família Batista ressalta que não há nenhum contrato fechado nesse sentido. O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, acrescentou que a Arábia Saudita é um mercado de crescimento prioritário para a Seara, e a expansão anunciada hoje reflete o compromisso de longo prazo com o país e com a região do Oriente Médio e norte da África em geral. A fábrica de Jeddah, que opera desde 2025, exporta para outros países da região, como Kuwait, Omã e Emirados Árabes, embora a maior demanda ainda venha dos sauditas. A unidade de Dammam concentra o fornecimento de carne bovina, linguiças e salsicha de frango, mortadela e peito de aves.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Após expansão, Terminal de Paranaguá aumenta exportação de carne bovina em mais de 50%
TCP enviou para o exterior mais de 1 milhão de toneladas do produto no ano passado. Obras receberam investimentos de R$ 350 milhões
Depois de concluir obras de expansão e construção do maior pátio de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, a TCP, empresa que administra o Terminal de Contêineres de Paranaguá (PR), aumentou em mais de 50% suas exportações de carne bovina em 2025, assim como sua participação nos embarques do produto. O terminal enviou ao exterior no ano passado 1,034 milhão de toneladas de carne bovina, um salto de 53% sobre as 675 mil toneladas exportadas em 2024. Com isso, a participação da TCP nas vendas externas brasileiras do produto em comparação a outros terminais cresceu de 23% em 2024 para 29% ao fim do último ano. A China, matriz da CMPort - China Merchants Port Holding Company, maior operador de portos públicos do país asiático e que desde 2018 controla o terminal paranaense -, foi o destino de mais da metade (58%) da carne bovina exportada pela TCP. Em seguida ficaram Estados Unidos e Rússia, ambos com menos de 7% de participação. As obras de expansão do terminal, realizadas ao longo de dez meses entre 2023 e 2024 com investimentos de R$ 350 milhões, foram determinantes para que o terminal expandisse sua participação de mercado e batesse sucessivos recordes de exportação de carnes e produtos congelados ao longo do último ano, de acordo com a empresa. Os recursos viabilizaram a ampliação em 45% da capacidade do pátio de contêineres refrigerados, para 5.268 tomadas. Mesmo com o salto nas exportações de carne bovina carne bovina, a carne de frango se manteve como carro-chefe das exportações de carnes da TCP. Os embarques do produto pelo terminal em 2025 somaram 2,398 milhões de toneladas, 1% abaixo do contabilizado em 2024. Emirados Árabes Unidos, África do Sul e Japão foram os três principais destinos. O recuo refletiu as restrições impostas por várias nações importadoras de carne de aves do Brasil após a identificação do primeiro - e único - caso de gripe aviária em granja comercial no país, no município de Montenegro (RS), em maio do ano passado, explicou a TCP em nota. Após todas as barreiras terem sido suspensas, o terminal registrou em dezembro o maior número de embarques do produto desde 2024. Apesar do soluço nos embarques, a TCP manteve a liderança nas exportações de frango, com 45% do total que saiu do país, um ponto porcentual a menos do que em 2024. O segmento de carnes e congelados, com 3,822 milhões de toneladas exportadas, foi o mais relevante para a TCP em 2025. O terminal é o maior corredor de exportação de produtos do segmento, com mais de 35% dos embarques destes produtos realizados em todo o país por portos e terminais. Em 2025, a TCP movimentou um total 11,5 milhões de toneladas de cargas, quase 7% mais do que em 2024. Do volume, 72% ou 8,29 milhões de toneladas se dirigiram ao mercado externo em mais de 326,3 mil contêineres.
Além de carnes e congelados, a TCP também exportou no ano passado cerca de 1,394 milhão de toneladas de madeira, 991 mil toneladas de papel e celulose, 939 mil toneladas de outros produtos do agronegócio, entre outras cargas. A TCP também foi o maior corredor de exportação de feijão e gergelim do Brasil em 2025, com mais de 70% dos embarques de cada um dos produtos. As exportações de feijão pelo terminal cresceram 57% no período em comparação ao ano anterior, para 425 mil toneladas, enquanto as de gergelim aumentaram 151%, para 365 mil toneladas.
VALOR ECONÔMICO
Acordo comercial com a União Europeia pode elevar o PIB do Paraná, aponta Ipardes
Segundo estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), para cada aumento anual de 1% das exportações estaduais para o bloco serão acrescidos R$ 137,5 milhões ao PIB paranaense. Além disso, a mesma medida de crescimento das vendas externas poderia gerar 1,1 mil empregos.
O acordo comercial entre o Mercosul e a União Europeia pode ser muito benéfico para a economia do Paraná. Segundo estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), para cada aumento anual de 1% das exportações estaduais para o bloco serão acrescidos R$ 137,5 milhões ao PIB paranaense. Além disso, a mesma medida de crescimento das vendas externas poderia gerar 1,1 mil empregos, devido tanto ao efeito positivo sobre a atividade exportadora quanto aos desdobramentos sobre os segmentos a ela relacionados. Em 2025, as exportações do Paraná para a União Europeia somaram US$ 2,46 bilhões, representando 10,4% do total das vendas do Estado para o Exterior, de acordo com dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC). Esse valor superou, por exemplo, as exportações destinadas à Argentina (US$ 1,83 bilhão), Estados Unidos (US$ 1,21 bilhão) e México (US$ 890 milhões), o que ressalta a importância do mercado europeu. Em termos de produtos, os destaques ficam por conta das mercadorias do agronegócio, observando-se a liderança do farelo de soja na pauta das vendas para a União Europeia, com exportações de US$ 950 milhões em 2025, vindo a seguir a madeira compensada (US$ 203 milhões) e a carne de frango in natura (US$ 187 milhões).
Todavia, além dos itens agropecuários e agroindustriais, são importantes também as vendas de máquinas de terraplanagem, produtos químicos e partes de motores para veículos, o que evidencia a diversificação das exportações do Estado para a União Europeia. Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, ressalta a importância do acordo comercial em questão, principalmente diante do histórico recente. Em 2024, o comércio do Paraná com o bloco europeu foi de US$ 2,3 bilhões, um aumento já de 2,8%. Ou seja, nesse ritmo o crescimento do PIB do Estado já será cada vez mais acelerado. “As atividades econômicas que serão beneficiadas estão espalhadas por todo o Estado, do complexo carnes, com forte operação no Oeste do Paraná, até a indústria de base florestal, que apresenta várias unidades produtivas nos Campos Gerais, passando ainda pelo complexo automotivo da Região Metropolitana de Curitiba”, analisa. Ele também ressalta que a adesão a um bloco que reúne 450 milhões de habitantes pode ampliar a inovação da indústria local e investimentos estrangeiros. "Esse é um acordo que pode promover expansão tecnológica. Além das questões tarifárias, a proximidade com países desenvolvidos pode incentivar industrializações e adaptações na cadeia produtiva que podem gerar empregos mais qualificados e aumentar a competitividade do Paraná frente aos demais estados", complementa.
IPARDES/AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Dólar cai abaixo dos R$5,30 com fluxo para a bolsa e alívio das tensões externas
O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira e o alívio das tensões relacionadas à Groenlândia no exterior voltaram a pesar na quinta-feira sobre o dólar, que encerrou o dia abaixo dos R$5,30 pela primeira vez em 2026.
O dólar à vista fechou com queda de 0,71%, aos R$5,2833, na menor cotação de fechamento desde 11 de novembro do ano passado, quando atingiu R$5,2746. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,75%. Às 17h28, o dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,79% na B3, aos R$5,2915. A bolsa de ações brasileira voltou a ser destaque na quinta-feira, com o Ibovespa chegando a oscilar acima dos 177 mil pontos pela primeira vez na história, em meio ao forte fluxo de investimentos estrangeiros. A entrada de recursos no país pesou sobre o dólar, que caiu abaixo dos R$5,30, em movimento favorecido ainda pelo recuo da moeda norte-americana ante boa parte das divisas de emergentes no exterior, em função do alívio sobre a disputa pela Groenlândia. Na véspera, o presidente dos EUA, Donald Trump, já havia descartado o uso da força para assumir o controle da ilha e desistido de impor tarifas a países europeus como forma de pressão. Na quinta-feira, Trump disse que garantiu acesso total e permanente dos EUA à Groenlândia, em um acordo com a Otan. Este cenário colocou o dólar em baixa ante moedas emergentes como o peso colombiano, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. No Brasil, em meio à forte alta do Ibovespa, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,2816 (-0,74%) às 16h34, já na reta final da sessão. “O Brasil permanece como uma das moedas com maior ‘carry’ entre os emergentes, fator que, combinado a um ambiente global construtivo para risco, segue favorecendo a valorização do real frente ao dólar este ano”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. Em operações de carry trade, investidores tomam empréstimos no exterior, onde os juros são menores, e aplicam no Brasil, onde o retorno é maior.
REUTERS
Ibovespa avança em novo pregão de máximas sustentadas por capital externo
A bolsa paulista experimentou uma nova sessão de recordes na quinta-feira, com o Ibovespa aproximando-se da marca inédita de 178 mil pontos no melhor momento, com bancos entre os principais suportes, enquanto as ações brasileiras seguem beneficiadas pelo movimento global de realocação de recursos.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 2,3%, a 175.775,02 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 177.741,56 pontos, após superar pela primeira vez as marcas de 172 mil, 173 mil, 174 mil, 175 mil, 176 mil e 177 mil. O pregão foi mais de volume financeiro expressivo, somando R$40,99 bilhões antes dos ajustes finais - contra uma média diária de R$30 bilhões no ano e de R$24 bilhões em 2025.
REUTERS
Arrecadação federal cresce 3,65% em 2025 e marca recorde histórico
A arrecadação do governo federal teve alta real de 3,65% em 2025 sobre ano anterior, somando R$2,887 trilhões, informou a Receita Federal na quinta-feira, no melhor resultado anual já registrado na série histórica do governo, iniciada em 1995.
O desempenho do ano foi ajudado por medidas arrecadatórias adotadas pelo governo ao longo da atual gestão e reflete o desempenho da atividade econômica, que mostrou resiliência mesmo diante de uma política monetária restritiva implementada pelo Banco Central para controlar a inflação. No ano, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de impostos de competência da União, cresceram 4,27% em termos reais frente a 2024, a R$2,763 trilhões. Em relação à receita administrada por outros órgãos, que tem peso de royalties de petróleo, o dado caiu 8,40% no ano passado, a R$123,612 bilhões. O desempenho de dezembro também foi positivo e atingiu nível recorde de R$292,724 bilhões, com alta de 7,46% acima da inflação. O dado do mês passado deu forte impulso à arrecadação acumulada ao longo do ano. Após atingir um pico de crescimento real acumulado no ano de 4,41% em julho, o dado passou a cair, em movimento atribuído aos juros restritivos, indo a 3,73% em agosto, 3,49% em setembro e 3,20% em outubro. Depois, subiu levemente a 3,25% de novembro, avançando a 3,65% em dezembro. O governo atuou com foco em recuperação de arrecadação ao longo da atual gestão, com medidas como elevação de alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), taxação de apostas online, reoneração da folha salarial de setores da economia, limitação de compensações tributárias e encerramento de benefícios direcionados ao setor de eventos. O IOF aparece entre os destaques de 2025, com arrecadação R$14,7 bilhões maior do que no ano anterior, uma alta de 20,5%. Também foram registrados ganhos nas receitas da Previdência (3,27%), Pis/Cofins (3,03%), Imposto de Importação (9,49%) e nas diversas formas de coleta de Imposto de Renda de empresas e pessoas físicas. O crescimento da arrecadação é fator determinante na busca do governo pela meta fiscal de 2025, estipulada em déficit zero para o ano, e que tem 0,25% do PIB de margem de tolerância.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar obtido após abatimento de despesas que não serão contabilizadas após decisão judicial, como precatórios e indenizações a aposentados. Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025, que considera receitas e despesas, serão apresentados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no final de janeiro.
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