CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1033 DE 23 DE JANEIRO DE 2026
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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ
Ano 5Â |Â nÂș 1033 | 23 de janeiro de 2026
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NOTĂCIAS SETORIAIS â BRASILÂ
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Preços do boi gordo voltam a registrar altas
Em SP, jĂĄ sĂŁo 9 dias de estabilidade para o boi gordo sem padrĂŁo-exportação, 13 dias para o âboi-Chinaâ, 44 dias para a vaca gorda e 20 dias para a novilha terminada, segundo cĂĄlculos da Scot. No PARANĂ: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANĂ: R$ 328,00/@ (Ă vista) e R$ 332,00/@ (prazo)
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Ambiente de negĂłcios ainda aponta para mais altas no curtĂssimo prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate. O mercado fĂsico do boi gordo voltou a apresentar alguma alta em seus preços no decorrer da semana. Segundo o consultor de Safras & Mercado Fernando Henrique Iglesias, o movimento ganha destaque em Mato Grosso, com a retomada das negociaçÔes acima de R$ 300 a arroba a prazo. De acordo com ele, o ambiente de negĂłcios ainda aponta para alguma alta no curtĂssimo prazo, considerando o atual posicionamento das escalas de abate, em especial entre os frigorĂficos de menor porte. âGoiĂĄs Ă© uma exceção: as indĂșstrias atuantes no estado tentam exercer um certo tipo de pressĂŁo no mercado. As exportaçÔes ainda sĂŁo um destaque, considerando o bom volume dedicado aos Estados Unidosâ, contextualiza. MĂ©dia da arroba pelo paĂs: SĂŁo Paulo: R$ 322,58 â ontem: R$ 321,67. GoiĂĄs: R$ 308,39 â ontem: R$ 310,00. Minas Gerais: R$ 308,53 â ontem: R$ 309,41. Mato Grosso do Sul: R$ 307,95 â ontem: R$ 307,61. Mato Grosso: R$ 299,15 â ontem: R$ 295,68. O mercado atacadista se deparou com acomodação em seus preços durante a quarta-feira (21). âVale destacar que a expectativa durante a segunda quinzena do mĂȘs Ă© de menor apelo a altas, com potencial para algum recuo dos preços no curtĂssimo prazo. A maior competitividade das proteĂnas concorrentes que apresentaram queda no inĂcio do ano sĂŁo um elemento importante a ser consideradoâ, desta o consultor. Quarto traseiro: ainda Ă© precificado a R$ 26,50 por quilo; Quarto dianteiro: segue cotado a R$ 19,00 por quilo; Ponta de agulha: permanece a R$ 17,50 por quilo. CotaçÔes do boi gordo desta quarta-feira (21/1), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SĂO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 320,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: sete dias. GOIĂS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China/Europa: R$ 310,00. MĂ©dia: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. PARĂ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: seis dias. RONDĂNIA: Boi: R$ 270,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 260,00. Escalas: dez dias. MARANHĂO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do âboi-Chinaâ nesta quarta-feira (21/1), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SĂO PAULO: R$ 318,00/@ (Ă vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 311,00/@ (Ă vista) e R$ 315,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 298,50/@ (Ă vista) e R$ 302,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 303,50/@ (Ă vista) e R$ 307,00/@ (prazo). GOIĂS: R$ 306,00/@ (Ă vista) e R$ 310,00/@ (prazo). PARĂ/PARAGOMINAS: R$ 308,00/@ (Ă vista) R$ 312,00/@ e (prazo). PARĂ/REDENĂĂO E MARABĂ: R$ 301,50/@ (Ă vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDĂNIA: R$ 271,50/@ (Ă vista) e R$ 275,00/@ (prazo). ESPĂRITO SANTO: R$ 306,00/@ (Ă vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (Ă vista) e R$ 300,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
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Boi/Cepea: Escalas mais curtas sustentam cotaçÔes
Pecuaristas tĂȘm tido condiçÔes de deixar os animais no pasto por mais tempo
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Levantamentos do Cepea mostram que os preços do boi gordo e da carne bovina vĂȘm se mantendo firmes neste primeiro mĂȘs de 2026, mesmo em um perĂodo sazonalmente marcado por menor consumo. Segundo o Centro de Pesquisas, o suporte vem das escalas de abate mais curtas, refletindo as demandas externa e interna relativamente aquecidas e a restrição da oferta no campo. Pesquisadores explicam que, neste ano, pecuaristas tĂȘm tido condiçÔes de deixar os animais no pasto por mais tempo, buscando, assim, cotaçÔes mais elevadas. Na parcial de janeiro, a escala mĂ©dia nacional de abate estĂĄ em 7,8 dias, a menor para este mĂȘs desde 2021 (em dez/25, estava acima de 14 dias). A mĂ©dia mensal do Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ estĂĄ na casa dos R$ 319, enquanto a carcaça casada bovina no atacado da Grande SĂŁo Paulo registra mĂ©dia de R$ 23/kg, Ă vista.
Cepea
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SUĂNOS
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Preços do suĂno vivo e da carne recuam com força em janeiro
Com as quedas domĂ©sticas, frigorĂficos priorizaram as exportaçÔes, visando maior rentabilidade. Movimento de baixa estĂĄ atrelado ao perĂodo de fĂ©rias escolares e Ă consequente menor demanda, alĂ©m da maior oferta tanto de animais vivos quanto da carneÂ
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As cotaçÔes de praticamente todos os produtos da cadeia suinĂcola vĂȘm recuando de forma expressiva em quase todas as praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). O movimento de baixa estĂĄ atrelado ao perĂodo de fĂ©rias escolares e Ă consequente menor demanda, alĂ©m da maior oferta tanto de animais vivos quanto da carne suĂna. Na quarta-feira (21/1), em Santa Catarina, o preço do suĂno vivo, cotado pelo indicador Cepea/Esalq, estava em R$ 7,66 o quilo, uma queda acumulada de 8,26% em janeiro. No ParanĂĄ, a cotação era de R$ 7,60 o quilo, um recuo de 8,10% na mesma comparação. No mercado atacadista da carne, com as quedas domĂ©sticas, frigorĂficos priorizaram os envios externos, visando maior rentabilidade. Esse cenĂĄrio foi confirmado pelo Cepea a partir de dados da Secretaria de ComĂ©rcio Exterior (Secex), com a mĂ©dia diĂĄria de embarques nesta parcial de janeiro se mantendo prĂłxima da observada ao longo de 2025, de 5,1 mil toneladas.
Segundo o Cepea, nesta quarta-feira, no atacado da Grande SĂŁo Paulo, o preço da carcaça suĂna especial estava em R$ 11,68 o quilo, uma baixa acumulada de 9,18% desde o inĂcio do mĂȘs.
GLOBO RURAL
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SuĂnos/Cepea: Preços recuam com força
Movimento de baixa estĂĄ atrelado ao perĂodo de fĂ©rias escolares e Ă consequente menor demanda
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As cotaçÔes de praticamente todos os produtos da cadeia suinĂcola vĂȘm recuando de forma expressiva em quase todas as praças acompanhadas pelo Cepea. Agentes consultados pelo Centro de Pesquisas indicam que o movimento de baixa estĂĄ atrelado ao perĂodo de fĂ©rias escolares e Ă consequente menor demanda, alĂ©m da maior oferta tanto de animais vivos quanto da carne. No mercado atacadista da carne, com as quedas domĂ©sticas, frigorĂficos priorizaram os envios externos, visando maior rentabilidade. Esse cenĂĄrio foi confirmado pelo Cepea a partir de dados da Secex, com a mĂ©dia diĂĄria de embarques nesta parcial de janeiro se mantendo prĂłxima da observada ao longo de 2025, a 5,1 mil toneladas.Â
Cepea
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FRANGOS
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China reabilita 8 frigorĂficos do RS para exportação de frangoÂ
A reabertura do mercado chinĂȘs ao frango proveniente do Rio Grande do Sul, passados um ano e seis meses do embargo, era a prioridade da indĂșstria gaĂșcha.Â
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A China reabilitou oito frigorĂficos do Rio Grande do Sul para exportação de frango ao paĂs asiĂĄtico. A medida vem apĂłs a Administração Geral das AlfĂąndegas do paĂs (GACC) retirar a suspensĂŁo da importação de frango gaĂșcho. As indĂșstrias do Estado estavam impedidas de exportar frango ao paĂs asiĂĄtico desde julho de 2024, apĂłs o registro de um caso da Doença de Newcastle em granja comercial em Anta Gorda. Os frigorĂficos autorizados a voltar a exportar produtos avĂcolas Ă China sĂŁo: Cooperativa Central Aurora Alimentos, de Erechim (SIF 68); BRF S.A., de Serafina CorrĂȘa (SIF 103); Cooperativa Languiru Ltda, de Westfalia (SIF 730); JBS Aves Ltda, de Passo Fundo (SIF 922); Companhia Minuano de Alimentos, de Lajeado (SIF 1661); BRF S.A., de Marau (SIF 2014); JBS Aves Ltda, de Montenegro (SIF 2032); e Agrosul AgroavĂcola Industrial S/A, de SĂŁo SebastiĂŁo do CaĂ (SIF 4017). As informaçÔes de habilitação das unidades constam no sistema de Registro de Empresas Importadoras de Alimentos da China, gerido pela GACC,
EstadĂŁo ConteĂșdo
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EMPRESAS
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JBS vai dobrar produção de frango em Jeddah até o fim do ano
Investimento faz parte do aporte de US$ 85 milhĂ”es anunciado para crescimento na ArĂĄbia Saudita. A fĂĄbrica de Jeddah, que opera desde 2025, exporta para outros paĂses da regiĂŁo, como Kuwait, OmĂŁ e Emirados Ărabes, embora a maior demanda venha dos sauditas
Em mais um passo na empreitada da JBS no Oriente MĂ©dio, a companhia anunciou nesta quinta-feira (22/1) que vai expandir sua unidade focada em frango e produtos de alto valor agregado em Jeddah, na ArĂĄbia Saudita. A meta da empresa Ă© dobrar o volume de produção atĂ© o fim deste ano, disse o CEO da Seara, JoĂŁo Campos, ao Valor. A JBS nĂŁo revelou o montante investido nem a capacidade produtiva âpor estratĂ©giaâ. Segundo executivo, a iniciativa faz parte de um investimento mais amplo na ArĂĄbia Saudita, de US$ 85 milhĂ”es, que abrange as operaçÔes da empresa em Jeddah e Dammam. âPara complementar o portfĂłlio da Seara, anunciamos tambĂ©m uma parceria local com uma empresa que produz frango na ArĂĄbia Saudita e vai começar a produzir agora para vendermos com a nossa marca Searaâ, afirmou Campos. O novo parceiro Ă© a Arabian Company for Agricultural and Industrial Investment (Entaj). O acordo de fornecimento permitirĂĄ que a Seara lance uma linha de frangos inteiros e outros cortes de aves no mercado saudita. Campos ressaltou que o grupo JBS jĂĄ acessa o mercado saudita hĂĄ mais de 30 anos com a exportação de aves produzidas pelo mĂ©todo halal.
Nos Ășltimos quatro anos, a companhia acelerou sua estratĂ©gia para aumentar sua presença na regiĂŁo e construiu as unidades de Jeddah e Dammam, alĂ©m de apostar na construção de marca. âFalamos que Ăamos fazer uma planta em 2024. Fizemos. Ela preencheu rapidamente, e por isso estamos expandindo e discutimos investimentos futuros tambĂ©mâ, disse o executivo.
Questionado sobre as vertentes de crescimento Ă s quais a empresa ainda pretende recorrer â se organicamente ou por meio de aquisiçÔes â o CEO da Seara afirmou que o grupo estĂĄ âolhando todas as oportunidadesâ. Para ele, o importante Ă© que as expansĂ”es façam sentido para a estratĂ©gia da JBS e seu compromisso assumido com a ArĂĄbia Saudita no longo prazo.
No inĂcio de 2025, circularam no mercado informaçÔes de que a JBS teria interesse em comprar a maior empresa avĂcola do Oriente MĂ©dio, a Al Watania, que processa mais de 1 milhĂŁo de aves e 1,5 milhĂŁo de ovos por dia. Agora, a companhia da famĂlia Batista ressalta que nĂŁo hĂĄ nenhum contrato fechado nesse sentido. O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, acrescentou que a ArĂĄbia Saudita Ă© um mercado de crescimento prioritĂĄrio para a Seara, e a expansĂŁo anunciada hoje reflete o compromisso de longo prazo com o paĂs e com a regiĂŁo do Oriente MĂ©dio e norte da Ăfrica em geral. A fĂĄbrica de Jeddah, que opera desde 2025, exporta para outros paĂses da regiĂŁo, como Kuwait, OmĂŁ e Emirados Ărabes, embora a maior demanda ainda venha dos sauditas. A unidade de Dammam concentra o fornecimento de carne bovina, linguiças e salsicha de frango, mortadela e peito de aves.
VALOR ECONĂMICO
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NOTĂCIAS SETORIAIS â PARANĂ
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Após expansão, Terminal de Paranaguå aumenta exportação de carne bovina em mais de 50%
TCP enviou para o exterior mais de 1 milhão de toneladas do produto no ano passado. Obras receberam investimentos de R$ 350 milhÔes
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Depois de concluir obras de expansĂŁo e construção do maior pĂĄtio de armazenagem de contĂȘineres refrigerados da AmĂ©rica do Sul, a TCP, empresa que administra o Terminal de ContĂȘineres de ParanaguĂĄ (PR), aumentou em mais de 50% suas exportaçÔes de carne bovina em 2025, assim como sua participação nos embarques do produto. O terminal enviou ao exterior no ano passado 1,034 milhĂŁo de toneladas de carne bovina, um salto de 53% sobre as 675 mil toneladas exportadas em 2024. Com isso, a participação da TCP nas vendas externas brasileiras do produto em comparação a outros terminais cresceu de 23% em 2024 para 29% ao fim do Ășltimo ano. A China, matriz da CMPort - China Merchants Port Holding Company, maior operador de portos pĂșblicos do paĂs asiĂĄtico e que desde 2018 controla o terminal paranaense -, foi o destino de mais da metade (58%) da carne bovina exportada pela TCP. Em seguida ficaram Estados Unidos e RĂșssia, ambos com menos de 7% de participação. As obras de expansĂŁo do terminal, realizadas ao longo de dez meses entre 2023 e 2024 com investimentos de R$ 350 milhĂ”es, foram determinantes para que o terminal expandisse sua participação de mercado e batesse sucessivos recordes de exportação de carnes e produtos congelados ao longo do Ășltimo ano, de acordo com a empresa. Os recursos viabilizaram a ampliação em 45% da capacidade do pĂĄtio de contĂȘineres refrigerados, para 5.268 tomadas. Mesmo com o salto nas exportaçÔes de carne bovina carne bovina, a carne de frango se manteve como carro-chefe das exportaçÔes de carnes da TCP. Os embarques do produto pelo terminal em 2025 somaram 2,398 milhĂ”es de toneladas, 1% abaixo do contabilizado em 2024. Emirados Ărabes Unidos, Ăfrica do Sul e JapĂŁo foram os trĂȘs principais destinos. O recuo refletiu as restriçÔes impostas por vĂĄrias naçÔes importadoras de carne de aves do Brasil apĂłs a identificação do primeiro - e Ășnico - caso de gripe aviĂĄria em granja comercial no paĂs, no municĂpio de Montenegro (RS), em maio do ano passado, explicou a TCP em nota. ApĂłs todas as barreiras terem sido suspensas, o terminal registrou em dezembro o maior nĂșmero de embarques do produto desde 2024. Apesar do soluço nos embarques, a TCP manteve a liderança nas exportaçÔes de frango, com 45% do total que saiu do paĂs, um ponto porcentual a menos do que em 2024. O segmento de carnes e congelados, com 3,822 milhĂ”es de toneladas exportadas, foi o mais relevante para a TCP em 2025. O terminal Ă© o maior corredor de exportação de produtos do segmento, com mais de 35% dos embarques destes produtos realizados em todo o paĂs por portos e terminais. Em 2025, a TCP movimentou um total 11,5 milhĂ”es de toneladas de cargas, quase 7% mais do que em 2024. Do volume, 72% ou 8,29 milhĂ”es de toneladas se dirigiram ao mercado externo em mais de 326,3 mil contĂȘineres.
AlĂ©m de carnes e congelados, a TCP tambĂ©m exportou no ano passado cerca de 1,394 milhĂŁo de toneladas de madeira, 991 mil toneladas de papel e celulose, 939 mil toneladas de outros produtos do agronegĂłcio, entre outras cargas. A TCP tambĂ©m foi o maior corredor de exportação de feijĂŁo e gergelim do Brasil em 2025, com mais de 70% dos embarques de cada um dos produtos. As exportaçÔes de feijĂŁo pelo terminal cresceram 57% no perĂodo em comparação ao ano anterior, para 425 mil toneladas, enquanto as de gergelim aumentaram 151%, para 365 mil toneladas.
VALOR ECONĂMICO
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Acordo comercial com a UniĂŁo Europeia pode elevar o PIB do ParanĂĄ, aponta Ipardes
Segundo estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento EconÎmico e Social (Ipardes), para cada aumento anual de 1% das exportaçÔes estaduais para o bloco serão acrescidos R$ 137,5 milhÔes ao PIB paranaense. Além disso, a mesma medida de crescimento das vendas externas poderia gerar 1,1 mil empregos.
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O acordo comercial entre o Mercosul e a UniĂŁo Europeia pode ser muito benĂ©fico para a economia do ParanĂĄ. Segundo estimativa do Instituto Paranaense de Desenvolvimento EconĂŽmico e Social (Ipardes), para cada aumento anual de 1% das exportaçÔes estaduais para o bloco serĂŁo acrescidos R$ 137,5 milhĂ”es ao PIB paranaense. AlĂ©m disso, a mesma medida de crescimento das vendas externas poderia gerar 1,1 mil empregos, devido tanto ao efeito positivo sobre a atividade exportadora quanto aos desdobramentos sobre os segmentos a ela relacionados. Em 2025, as exportaçÔes do ParanĂĄ para a UniĂŁo Europeia somaram US$ 2,46 bilhĂ”es, representando 10,4% do total das vendas do Estado para o Exterior, de acordo com dados do MinistĂ©rio do Desenvolvimento, IndĂșstria, ComĂ©rcio e Serviços (MDIC). Esse valor superou, por exemplo, as exportaçÔes destinadas Ă Argentina (US$ 1,83 bilhĂŁo), Estados Unidos (US$ 1,21 bilhĂŁo) e MĂ©xico (US$ 890 milhĂ”es), o que ressalta a importĂąncia do mercado europeu. Em termos de produtos, os destaques ficam por conta das mercadorias do agronegĂłcio, observando-se a liderança do farelo de soja na pauta das vendas para a UniĂŁo Europeia, com exportaçÔes de US$ 950 milhĂ”es em 2025, vindo a seguir a madeira compensada (US$ 203 milhĂ”es) e a carne de frango in natura (US$ 187 milhĂ”es).
Todavia, alĂ©m dos itens agropecuĂĄrios e agroindustriais, sĂŁo importantes tambĂ©m as vendas de mĂĄquinas de terraplanagem, produtos quĂmicos e partes de motores para veĂculos, o que evidencia a diversificação das exportaçÔes do Estado para a UniĂŁo Europeia. Jorge Callado, diretor-presidente do Ipardes, ressalta a importĂąncia do acordo comercial em questĂŁo, principalmente diante do histĂłrico recente. Em 2024, o comĂ©rcio do ParanĂĄ com o bloco europeu foi de US$ 2,3 bilhĂ”es, um aumento jĂĄ de 2,8%. Ou seja, nesse ritmo o crescimento do PIB do Estado jĂĄ serĂĄ cada vez mais acelerado. âAs atividades econĂŽmicas que serĂŁo beneficiadas estĂŁo espalhadas por todo o Estado, do complexo carnes, com forte operação no Oeste do ParanĂĄ, atĂ© a indĂșstria de base florestal, que apresenta vĂĄrias unidades produtivas nos Campos Gerais, passando ainda pelo complexo automotivo da RegiĂŁo Metropolitana de Curitibaâ, analisa. Ele tambĂ©m ressalta que a adesĂŁo a um bloco que reĂșne 450 milhĂ”es de habitantes pode ampliar a inovação da indĂșstria local e investimentos estrangeiros. "Esse Ă© um acordo que pode promover expansĂŁo tecnolĂłgica. AlĂ©m das questĂ”es tarifĂĄrias, a proximidade com paĂses desenvolvidos pode incentivar industrializaçÔes e adaptaçÔes na cadeia produtiva que podem gerar empregos mais qualificados e aumentar a competitividade do ParanĂĄ frente aos demais estados", complementa.
IPARDES/AGĂNCIA ESTADUAL DE NOTĂCIAS
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ECONOMIA
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DĂłlar cai abaixo dos R$5,30 com fluxo para a bolsa e alĂvio das tensĂ”es externas
O forte fluxo de investimentos estrangeiros para a bolsa brasileira e o alĂvio das tensĂ”es relacionadas Ă GroenlĂąndia no exterior voltaram a pesar na quinta-feira sobre o dĂłlar, que encerrou o dia abaixo dos R$5,30 pela primeira vez em 2026.
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O dĂłlar Ă vista fechou com queda de 0,71%, aos R$5,2833, na menor cotação de fechamento desde 11 de novembro do ano passado, quando atingiu R$5,2746. Em 2026, a divisa acumula queda de 3,75%. Ăs 17h28, o dĂłlar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,79% na B3, aos R$5,2915. A bolsa de açÔes brasileira voltou a ser destaque na quinta-feira, com o Ibovespa chegando a oscilar acima dos 177 mil pontos pela primeira vez na histĂłria, em meio ao forte fluxo de investimentos estrangeiros. A entrada de recursos no paĂs pesou sobre o dĂłlar, que caiu abaixo dos R$5,30, em movimento favorecido ainda pelo recuo da moeda norte-americana ante boa parte das divisas de emergentes no exterior, em função do alĂvio sobre a disputa pela GroenlĂąndia. Na vĂ©spera, o presidente dos EUA, Donald Trump, jĂĄ havia descartado o uso da força para assumir o controle da ilha e desistido de impor tarifas a paĂses europeus como forma de pressĂŁo. Na quinta-feira, Trump disse que garantiu acesso total e permanente dos EUA Ă GroenlĂąndia, em um acordo com a Otan. Este cenĂĄrio colocou o dĂłlar em baixa ante moedas emergentes como o peso colombiano, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. No Brasil, em meio Ă forte alta do Ibovespa, o dĂłlar Ă vista marcou a cotação mĂnima de R$5,2816 (-0,74%) Ă s 16h34, jĂĄ na reta final da sessĂŁo. âO Brasil permanece como uma das moedas com maior âcarryâ entre os emergentes, fator que, combinado a um ambiente global construtivo para risco, segue favorecendo a valorização do real frente ao dĂłlar este anoâ, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentĂĄrio escrito. Em operaçÔes de carry trade, investidores tomam emprĂ©stimos no exterior, onde os juros sĂŁo menores, e aplicam no Brasil, onde o retorno Ă© maior.
REUTERS
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Ibovespa avança em novo pregão de måximas sustentadas por capital externo
A bolsa paulista experimentou uma nova sessão de recordes na quinta-feira, com o Ibovespa aproximando-se da marca inédita de 178 mil pontos no melhor momento, com bancos entre os principais suportes, enquanto as açÔes brasileiras seguem beneficiadas pelo movimento global de realocação de recursos.
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Ăndice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa fechou em alta de 2,3%, a 175.775,02 pontos, de acordo com dados preliminares. Na mĂĄxima do dia, chegou a 177.741,56 pontos, apĂłs superar pela primeira vez as marcas de 172 mil, 173 mil, 174 mil, 175 mil, 176 mil e 177 mil. O pregĂŁo foi mais de volume financeiro expressivo, somando R$40,99 bilhĂ”es antes dos ajustes finais - contra uma mĂ©dia diĂĄria de R$30 bilhĂ”es no ano e de R$24 bilhĂ”es em 2025.
REUTERS
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Arrecadação federal cresce 3,65% em 2025 e marca recorde histórico
A arrecadação do governo federal teve alta real de 3,65% em 2025 sobre ano anterior, somando R$2,887 trilhÔes, informou a Receita Federal na quinta-feira, no melhor resultado anual jå registrado na série histórica do governo, iniciada em 1995.
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O desempenho do ano foi ajudado por medidas arrecadatĂłrias adotadas pelo governo ao longo da atual gestĂŁo e reflete o desempenho da atividade econĂŽmica, que mostrou resiliĂȘncia mesmo diante de uma polĂtica monetĂĄria restritiva implementada pelo Banco Central para controlar a inflação. No ano, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de impostos de competĂȘncia da UniĂŁo, cresceram 4,27% em termos reais frente a 2024, a R$2,763 trilhĂ”es. Em relação Ă receita administrada por outros ĂłrgĂŁos, que tem peso de royalties de petrĂłleo, o dado caiu 8,40% no ano passado, a R$123,612 bilhĂ”es. O desempenho de dezembro tambĂ©m foi positivo e atingiu nĂvel recorde de R$292,724 bilhĂ”es, com alta de 7,46% acima da inflação. O dado do mĂȘs passado deu forte impulso Ă arrecadação acumulada ao longo do ano. ApĂłs atingir um pico de crescimento real acumulado no ano de 4,41% em julho, o dado passou a cair, em movimento atribuĂdo aos juros restritivos, indo a 3,73% em agosto, 3,49% em setembro e 3,20% em outubro. Depois, subiu levemente a 3,25% de novembro, avançando a 3,65% em dezembro. O governo atuou com foco em recuperação de arrecadação ao longo da atual gestĂŁo, com medidas como elevação de alĂquotas do Imposto sobre OperaçÔes Financeiras (IOF), taxação de apostas online, reoneração da folha salarial de setores da economia, limitação de compensaçÔes tributĂĄrias e encerramento de benefĂcios direcionados ao setor de eventos. O IOF aparece entre os destaques de 2025, com arrecadação R$14,7 bilhĂ”es maior do que no ano anterior, uma alta de 20,5%. TambĂ©m foram registrados ganhos nas receitas da PrevidĂȘncia (3,27%), Pis/Cofins (3,03%), Imposto de Importação (9,49%) e nas diversas formas de coleta de Imposto de Renda de empresas e pessoas fĂsicas. O crescimento da arrecadação Ă© fator determinante na busca do governo pela meta fiscal de 2025, estipulada em dĂ©ficit zero para o ano, e que tem 0,25% do PIB de margem de tolerĂąncia.
Na semana passada, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse que o governo central fechou 2025 com um déficit primårio estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), patamar obtido após abatimento de despesas que não serão contabilizadas após decisão judicial, como precatórios e indenizaçÔes a aposentados. Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025, que considera receitas e despesas, serão apresentados pelo Tesouro Nacional e pelo Banco Central no final de janeiro.
REUTERS
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