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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 610 DE 02 DE MAIO DE 2024


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 4 | nº 610 | 02 de maio de 2024


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

BOVINOS

 

Cotações da arroba estáveis, enquanto as indústrias ainda mantêm escalas de abate favoráveis

Na véspera do feriado nacional, as cotações do boi gordo ficaram estáveis na terça-feira (30/4) na maioria absoluta das praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. No Paraná, o boi foi cotado a R$225,00 por arroba. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de oito dias.

 

“As indústrias frigoríficas estão com as escalas de abate bem-posicionadas, comprando apenas o necessário para preencher as lacunas”, disse a Scot Consultoria.  Na praça paulista, de acordo com a apuração da Scot, o boi gordo segue valendo R$ 232/@, enquanto a vaca e a novilha gordas são negociadas por R$ 205/@ e R$ 220/@ (preços brutos e a prazo), respectivamente. A arroba do “boi-China” (base SP) está cotada em R$ 235, com ágio de R$ 3/@ sobre o animal gordo “comum”. Pelo levantamento da Agrifatto, a arroba do boi gordo em São Paulo permaneceu em R$ 230 (média entre o boi “comum” e o “boi-China).

“Três das 17 praças acompanhadas apresentaram queda na arroba nesta terça-feira (AC, GO e MG)”, afirma a consultoria. As outras 14 regiões monitoradas mantiveram os seus preços estáveis. No mercado futuro, sem mudanças significativas de ritmo em relação à semana passada, os contratos do boi continuaram recuando, relata a Agrifatto, citando o fechamento da B3 da segunda-feira (29/4). O papel com vencimento para maio/24 foi negociado a R$ 231,65/@, uma queda de 0,45% no comparativo diário. Preços dos animais terminados apurados pela Agrifatto na terça-feira (30/4): São Paulo — O “boi comum” vale R$225,00 a arroba. O “boi China”, R$235,00. Média de R$230,00. Vaca a R$205,00. Novilha a R$220,00. Escalas de abates de onze dias; Minas Gerais — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de onze dias; Mato Grosso do Sul — O “boi comum” vale R$220,00 a arroba. O “boi China”, R$230,00. Média de R$225,00. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de oito dias; Mato Grosso — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de nove dias; Tocantins — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de dez dias; Pará — O “boi comum” vale R$205,00 a arroba. O “boi China”, R$215,00. Média de R$210,00. Vaca a R$185,00. Novilha a R$190,00. Escalas de abate de doze dias; Goiás — O “boi comum” vale R$210,00 a arroba. O “boi China/Europa”, R$220,00. Média de R$215,00. Vaca a R$190,00. Novilha a R$200,00. Escalas de abate de nove dias; Rondônia — O boi vale R$190,00 a arroba. Vaca a R$175,00. Novilha a R$180,00. Escalas de abate de doze dias; Maranhão — O boi vale R$210,00 por arroba. Vaca a R$185,00. Novilha a R$185,00. Escalas de abate de onze dias; Paraná — O boi vale R$225,00 por arroba. Vaca a R$200,00. Novilha a R$205,00. Escalas de abate de oito dias.

Scot Consultoria/Portal DBO/S&P Global/AGRIFATTO

 

FRANGOS

 

Há risco de propagação da gripe aviária para vacas fora dos EUA, diz OMS

Uma autoridade da Organização Mundial da Saúde disse na terça-feira que há risco de o vírus da gripe aviária H5N1 se espalhar para vacas em outros países além dos Estados Unidos por meio de aves migratórias

 

Autoridades norte-americanas estão tentando verificar a segurança do leite e da carne depois de confirmarem o vírus H5N1 em 34 rebanhos de gado leiteiro em nove Estados desde o final de março e em uma pessoa no Texas. "Com o vírus transportado ao redor do mundo por aves migratórias, certamente há um risco de que vacas em outros países sejam infectadas", disse Wenqing Zhang, chefe do Programa Global de Influenza da OMS, em uma coletiva de imprensa em Genebra. Ela reiterou que a agência da ONU considera baixo o risco geral à saúde pública representado pelo vírus, mas pediu vigilância. Solicitada a avaliar a transparência dos EUA em relação ao surto até o momento, Zhang disse que o órgão global recebeu atualizações regulares e elogiou a decisão de compartilhar a sequência genética do vírus. "Acho que a colaboração com o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças) dos EUA e as informações que recebemos até agora nos permitem monitorar a situação e atualizar as medidas de preparação", disse ela.

Reuters

 

CARNES

 

Exportações de carne bovina e de aves in natura são recorde para o mês de abril

Os volumes de exportações brasileiras de carnes bovina e de aves in natura na parcial de abril deste ano, até o dia 26 de abril, foram recordes para o quarto mês do ano, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) divulgados semana passada

 

O Brasil exportou 203,8 mil toneladas de carne bovina in natura nas primeiras quatro semanas de abril (20 dias úteis), superando o recorde anterior de 157,4 mil toneladas registrado em abril de 2022. O volume exportado na parcial de abril deste ano é quase o dobro do total exportado em todo o mês de abril do ano passado, quando 110,1 mil toneladas foram embarcadas. A receita com as exportações de carne bovina in natura somou US$ 923,3 milhões nos primeiros 20 dias úteis de abril, 75,7% acima do registrado em abril do ano passado. O Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) disse na semana passada, já prevendo um recorde nas exportações em abril, que o forte volume de exportações de carne bovina no mês deveria ajudar no maior equilíbrio da oferta interna, dando sinais de mais firmeza ao mercado no curto prazo. As exportações de carne de aves in natura somaram 421,6 mil toneladas na parcial de abril deste ano, acima do recorde anterior de 407,9 mil toneladas em todo o mês de abril do ano passado. A receita com as exportações somou US$ 760,5 milhões nos primeiros 20 dias úteis de abril deste ano, queda de 1,4% na comparação anual, devido ao menor preço médio por tonelada embarcada que foi de US$ 1.803,9 ante US$ 1.890,3 em abril do ano passado. Já as exportações de carne suína in natura caíram 6,6% para 86,8 mil toneladas, com redução de 15,6% na receita para US$ 198,7 milhões. O preço médio por tonelada exportada caiu de US$ 2.533,6 em abril do ano passado para US$ 2.290,4.

Carnetec

 

INTERNACIONAL

 

EUA testarão carne moída em estados com surtos de gripe aviária em vacas leiteiras

O governo dos EUA disse na segunda-feira que está coletando amostras de carne moída em lojas de varejo em estados com surtos de gripe aviária em vacas leiteiras para testes, mas continua confiante de que a carne é segura

 

As autoridades federais estão tentando verificar a segurança do leite e da carne após a confirmação do vírus H5N1 em 34 rebanhos de gado leiteiro em nove estados desde o final de março e em uma pessoa no Texas. Tanto o Centro de Controle e Prevenção de Doenças quanto a Organização Mundial da Saúde afirmaram que o risco geral para a saúde pública é baixo, mas é maior para as pessoas expostas a animais infectados. Os cientistas acreditam que os surtos estão mais disseminados em vacas do que o relatado oficialmente, com base em descobertas de partículas de H5N1 em cerca de 20% das amostras de leite. A U.S. Food and Drug Administration (Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA) disse na sexta-feira que os resultados preliminares dos testes de PCR padrão ouro mostraram que a pasteurização matou o vírus da gripe aviária no leite. O Departamento de Agricultura dos EUA analisará amostras de carne moída no varejo com testes de PCR que indicam “se há partículas virais presentes”, de acordo com um comunicado. Parte da carne moída é oriunda de vacas de descarte da indústria leiteira. O USDA começou a exigir, na segunda-feira, que as vacas leiteiras em lactação apresentem resultado negativo para gripe aviária antes de serem transportadas para outros estados, já que as autoridades estão tentando conter o vírus. O departamento disse neste fim de semana que o teste não é necessário para as vacas que são transportadas através das fronteiras estaduais diretamente para as instalações de abate dos celeiros onde são vendidas. Esses bovinos precisam apenas de documentação que comprove que foram inspecionados por um veterinário. O USDA disse que inspeciona cada animal antes do abate, e todas as carcaças de gado devem passar pela inspeção após o abate para entrar no suprimento de alimentos para humanos. Na semana passada, o USDA disse ter encontrado gripe aviária em uma amostra de tecido pulmonar de uma vaca leiteira assintomática que foi enviada para o abate de um rebanho infectado. O animal não entrou no suprimento de alimentos, de acordo com o departamento. O USDA agora está coletando amostras de músculo bovino em instalações de abate de gado leiteiro de descarte para determinar a presença de partículas virais, de acordo com o comunicado. Todos os testes PCR positivos para amostras de varejo ou de abate serão avaliados quanto à presença de vírus vivos, informou o USDA. O USDA também usará um “substituto do vírus” na carne moída e a cozinhará em diferentes temperaturas para determinar como o vírus é afetado, de acordo com o comunicado. O USDA disse que o cozimento da carne em uma temperatura interna segura mata as bactérias e os vírus.

Dairy Herd Management

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Produtores iniciam colheita e confirmam perdas no milho

Agricultor do noroeste do Paraná calcula 70% de quebra na lavoura devido à estiagem. No noroeste do Paraná, déficit hídrico em março e na primeira quinzena de abril afetou as lavouras de milho

 

No noroeste do Paraná, os agricultores estão enfrentando problemas nas áreas cultivadas com milho segunda safra, especialmente devido ao déficit hídrico em março e na primeira quinzena de abril. “Essas condições adversas prejudicaram o desenvolvimento vegetativo e a fase de floração da cultura, resultando em prejuízos”, informa o boletim divulgado nesta terça-feira (30/4) pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento. A avaliação do Deral é que a previsão de um novo período seco é "muito preocupante" para a cultura, podendo aumentar as perdas. "Isso agrava a situação dos produtores, que já enfrentaram perdas financeiras na soja e, agora, além do milho estar com preços baixos, ainda enfrentam redução na produtividade”, afirma o texto. O produtor Ricardo Paludo, que cultiva 1.600 hectares de milho entre os municípios de Francisco Alves e Iporã, no noroeste do Paraná, está confirmando as perdas previstas na lavoura - devido à estiagem - na colheita que iniciou nesta terça-feira. “A estimativa de quebra é de 70%, por causa da seca e do calor de fevereiro”, diz o produtor, em vídeo enviado à Globo Rural. O milho safrinha foi plantado em 15 de janeiro e a colheita está apontando para 40 sacas por hectare, bem abaixo da estimativa inicial de 120 sacas por hectare. “O milho pegou seca antes de pendoar. Formou bem, mas o grão é pequeno”, explica Ricardo. Durante a fase de desenvolvimento reprodutivo da cultura, foram registradas altas temperaturas na região, com média de 40ºC por dias seguidos, o que somado ao solo arenoso resultou na queda de rendimento. Segundo o produtor, as plantas mais novas da lavoura já estão murchando devido ao calor, o que também preocupa. No ano passado, o cenário foi bem diferente. A lavoura de milho safrinha da fazenda rendeu 270 sacas por hectare - muito além do volume histórico para a região, de 120 sacas por hectare. Plantas mais novas da lavoura já estão murchando devido ao calor. O início da colheita confirma também as previsões de e4specialistas ouvidos pela Globo Rural em meados de abril. A expectativa para a região já era de que as perdas do potencial produtivo nas lavouras de milho possam chegar a mais de 70% por causa do clima. O agrônomo Ricardo Raimondi, que atua na localidade, comentou que em propriedades em que se esperava colher 120 sacas por hectare, a previsão de colheita era de 40 sacas por hectare em média. Há ainda aqueles em situação mais crítica, que devem colher menos. “Historicamente, essa região sofre com períodos sem chuva, mas este ano foi atípico, com temperaturas muito elevadas junto com a estiagem”, constata Raimondi. Edamir Jair Salvador, presidente do Sindicato Rural de Iporã, também avalia que as perdas do milho plantado na região serão acima de 50%: “Principalmente daqueles que plantaram mais cedo e pegaram a onda forte de calor”. Em relação à região oeste do Paraná, o Deral informa que as precipitações ocorridas na última semana foram benéficas para o milho da segunda safra. “Porém, se mantém a previsão de quebra devido à falta de chuvas”, alerta. A análise do Deral compreende o período de 23 a 29 de abril.

Globo Rural

 

Despesas socioambientais da usina de Itaipu disparam em 2023

Resultados apontam alta de 82% com gasto considerado controverso por obrigar consumidor a financiá-lo na conta de luz. As despesas gerais e administrativas da Itaipu Binacional registraram aumento de 66% no ano passado em relação a 2022. O destaque foram os desembolsos voltados a projetos socioambientais, com alta de 82%

 

A demonstração financeira do quarto trimestre, que consolida os resultados de 2023, mostram que a despesa total de usina subiu de US$ 1,8 bilhão para US$ 2,65 bilhões. Pela cotação do dólar nesta terça-feira (30), trata-se de um aumento de R$ 9,3 bilhões para R$ 13,7 bilhões. De modo geral, quando a usina gera mais energia, o que ocorreu no ano passado, alguns custos podem subir, como o valor pago por royalties, o que explicaria parte dessa alta. No entanto, despertou atenção o avanço das chamadas despesas gerais e administrativas. Esse grupo passou de pouco mais de US$ 1 bilhão para US$ 1,68 bilhão. Ou seja, de R$ 5,25 bilhões para R$ 8,7 bilhões pela conversão cambial. "É um aumento muito expressivo", destaca Ângela Gomes, diretora técnica da consultoria PSR, especializada em energia. Despesas gerais e administrativas incluem dois tipos de gastos. Um deles se refere a operação, manutenção e administração da usina, que abarcam custos com o funcionamento da hidrelétrica e com pessoal, como salário, previdência e outros benefícios. Esse é um tipo de custo que cresce, mas sem sobressaltos. No ano passado, no entanto, teve um adicional de US$ 255 milhões, ou seja, um aumento de R$ 1,3 bilhão. A maior alta nessas despesas, no entanto, ficou por conta dos programas socioambientais. Trata-se de um gasto controverso, questionado por especialistas porque obriga o consumidor de energia a financiar gastos públicos —entre eles obras, como estradas, pontes e pisas de aeroportos – via cobrança da conta de luz. Os beneficiados são o Paraguai e, do lado de cá da fronteira, os estados do Paraná e 35 municípios de Mato Grosso do Sul. Esse gasto, cujo montante fica a critérios dos governos de Brasil e do país vizinho, praticamente dobrou. O acréscimo foi de US$ 416 milhões, ou seja, um extra de R$ 2,15 bilhões. O gasto saiu de US$ 505 milhões em 2022 para fechar o ano passado em US$ 921 milhões (de R$ 2,6 bilhões para R$ 4,76 bilhões). O valor do aumento veio em linha com o projetado pela PSR, e reforçou a percepção de que Itaipu transformou em novos custos a maior parte da economia obtida com o fim do pagamento da dívida pela construção da usina. Até 2021, a dívida ficava na casa de US$ 2 bilhões e começou a cair, sendo quitada em 2023. A expectativa no setor de energia era que a tarifa da usina, chamada de Cuse (Custo Unitário dos Serviços de Eletricidade), cairia na mesma proporção, o que não ocorreu. "Em suma, a tarifa que custeia diretamente a usina, o Cuse, era de US$ 22,6 pelo kW [quilowatt] em 2021. Destes, 62% custeavam a dívida", explica Gomes, da PSR. "Esta dívida acabou, o que nos levaria a esperar uma queda próxima a 62% no Cuse de 2024, ficando próximo a US$ 9 pelo kW. Entretanto, o Cuse caiu apenas 26%, estando em US$ 16,7. A diferença parece estar refletida em aumentos nos custos da usina."

Folha de São Paulo

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar sobe e se reaproxima dos R$5,20 com expectativa sobre Fed

O dólar à vista fechou a terça-feira em alta no Brasil e novamente se aproximou dos 5,20 reais, em sintonia com o avanço firme da divisa no exterior após dados econômicos positivos nos EUA e antes da decisão sobre juros do Federal Reserve na quarta-feira, feriado no Brasil

 

O dólar à vista fechou o dia cotado a 5,1927 reais na venda, em alta de 1,52%. Esta é a maior cotação de fechamento desde 19 de abril deste ano, quando encerrou em 5,1989 reais. Em abril, a divisa dos EUA acumulou elevação de 3,53%. Às 17h07, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 1,00%, a 5,1715 reais na venda. Pela manhã a moeda norte-americana foi influenciada, entre outros fatores, pela disputa em torno da formação da Ptax de fim de mês -- taxa de câmbio calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista e que serve de referência para a liquidação de contratos futuros. “O dólar está ganhando bem lá fora, com investidores apreensivos antes da decisão de política monetária do Fed na quarta-feira. Todo mundo quer ouvir o que o (chair do Fed, Jerome) Powell vai dizer, se ele será mais ou menos agressivo sobre a inflação”, comentou durante a tarde Jefferson Rugik, diretor da Correparti Corretora. “O dólar subiu aqui e lá fora, mas aqui tem mais posição defensiva por conta do feriado”, acrescentou. Na prática, como os mercados seguirão fechados no Brasil na quarta-feira em função do Dia do Trabalho, muitos investidores preferiram esperar pela decisão do Fed comprados em dólar. Na quarta-feira, mais do que a decisão em si do Fed, que deve manter a taxa de referência na faixa de 5,25% a 5,50%, os investidores em todo o mundo estarão atentos ao discurso de Powell, em busca de pistas sobre quando começará o corte de juros nos EUA.

Reuters

 

Ibovespa fecha em queda com cautela antes de Fed em feriado

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, perdendo o patamar dos 126 mil pontos no pior momento, com agentes financeiros cautelosos antes de conhecer o desfecho da reunião de política monetária do banco central dos Estados Unidos, principalmente eventuais sinais do Federal Reserve sobre seus próximos passos

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,05%, a 126.009,96 pontos, encerrando abril com uma perda acumulada de 1,64%, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 127.351,62 pontos. Na mínima, a 125.855,79 pontos. O volume financeiro somava 20,3 bilhões de reais antes dos ajustes finais.

Reuters

 

Moody's reafirma rating Ba2 do Brasil e altera perspectiva para "positiva"

A Moody's reafirmou na quarta-feira a classificação de risco de crédito do Brasil em Ba2 e alterou a perspectiva do país de "estável" para "positiva", conforme comunicado da agência de rating

 

No texto, a agência avaliou que as perspectivas de crescimento real (descontada a inflação) do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil são mais robustas do que nos anos pré-pandemia, "apoiadas pela implementação de reformas estruturais em múltiplas administrações, bem como pela presença de barreiras de proteção institucionais que reduzem a incerteza em torno da direção política futura". Conforme a Moody's, a alteração da perspectiva para "positiva" é sustentada pela avaliação de que "um crescimento mais robusto, combinado com um progresso contínuo, embora gradual, em direção à consolidação fiscal, pode permitir a estabilização do peso da dívida do Brasil". "A Moody's espera que o crescimento real do PIB fique em média em torno de 2% em 2024-25 e no médio prazo, bem acima da taxa média anual pré-pandemia de -0,5% observada em 2015-19", afirmou a agência. "O crescimento mais robusto do PIB nos últimos anos e no curto e médio prazo é, em parte, o resultado de reformas estruturais implementadas ao longo de sucessivas administrações", acrescentou no comunicado. No entanto, a agência pontuou que existem riscos para a execução, por parte do governo, da consolidação do orçamento. Ao tratar da manutenção do rating Ba2, a Moody's citou a dívida ainda elevada do Brasil. "A classificação Ba2 reflete uma solidez fiscal ainda relativamente fraca, dada a rigidez dos gastos do Brasil, o elevado peso da dívida e a fraca capacidade de pagamento da dívida, que permanece sensível a choques econômicos ou financeiros", afirmou a agência. "A Moody's espera que o peso da dívida provavelmente aumente ligeiramente em 2024-25, antes de se estabilizar dentro de alguns anos", acrescentou. Uma das principais agências globais de rating de crédito, a Moody’s mantém a classificação Ba2 para o Brasil desde fevereiro de 2016, o que coloca o país no grupo de “grau especulativo”. Em nota, o Ministério da Fazenda comemorou a mudança de perspectiva para o rating do país. "Essa decisão é a primeira movimentação da Moody’s desde 2018, quando houve a mudança de perspectiva de negativa para estável, e reforça a melhoria na trajetória da nota de crédito verificada desde 2023, com a elevação do rating tanto pela S&P quanto pela Fitch", afirmou o ministério, citando as duas outras agências globais de classificação de risco.

Reuters

 

Dívida pública federal sobe 0,65% em março, para R$6,638 tri, diz Tesouro

A dívida pública federal subiu 0,65% em março ante fevereiro, para 6,638 trilhões de reais, informou o Tesouro Nacional na terça-feira

 

No período, a dívida pública mobiliária federal interna (DPMFi) somou 6,362 trilhões de reais, com alta de 0,67%, enquanto a dívida pública federal externa (DPFe) atingiu 277 bilhões de reais, com elevação de 0,21%. De acordo com o Tesouro, o crescimento no estoque da dívida é explicado por um resgate líquido de 13,4 bilhões de reais e uma apropriação de juros de 56,94 bilhões de reais. Segundo o órgão, março foi marcado por forte oscilação nas taxas dos títulos públicos dos Estados Unidos, e o cenário externo acabou gerando elevação na curva de juros do mercado brasileiro. Segundo os dados da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses caiu de 10,56% ao ano em fevereiro para 10,40% no mês passado. Em relação às novas emissões de títulos da dívida interna, o custo médio caiu de 11,51% para 11,32% ao ano. No período, houve alta no prazo médio de vencimento dos títulos brasileiros para 4,11 anos, ante 4,07 anos registrados em fevereiro. Em relação ao colchão de liquidez para pagamento da dívida pública, houve um aumento de 0,26% em março, a 887,4 bilhões de reais. O montante é suficiente para quitar 6,95 meses de vencimentos de títulos --em fevereiro, estava em 6,52 meses. Em relação ao mês de abril, o Tesouro observou tensões geopolíticas e preocupação com a inflação global, principalmente nos EUA, "onde os dados de emprego e de inflação novamente vieram acima do esperado". No mercado doméstico, a curva de juros apresentou elevação neste mês, refletindo aumento da preocupação do Banco Central com o cenário inflacionário, aliado aos efeitos do cenário internacional, disse o Tesouro.

Reuters

 

Brasil tem desemprego de 7,9% no tri até março, diz IBGE

A taxa de desemprego no Brasil ficou em 7,9 por cento nos três meses até março, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta terça-feira. A mediana das previsões em pesquisa da Reuters era de que a taxa ficaria em 8,1 por cento por cento no período.

Reuters

 

País abre 244.315 empregos formais em março, bem acima do esperado

O Brasil abriu 244.315 vagas formais de trabalho em março, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A agropecuária, no entanto, fechou o mês passado com saldo negativo de 6.457 empregos

 

O resultado ficou bem acima da expectativa apontada em pesquisa da Reuters, de criação líquida de 188.000 empregos, e superou com força a leitura vista em março de 2023, quando haviam sido abertas 195.171 vagas formais, segundo a série desajustada. Para meses de março, o dado foi o mais forte desde 2010 (+266.415), também de acordo com dados sem ajustes. No entanto, o saldo positivo de março ainda representou uma desaceleração frente aos 306.708 postos de trabalho criados em fevereiro, segundo os dados com ajustes. No acumulado dos três primeiros meses do ano, o país abriu 719.033 empregos formais em termos líquidos, bem mais do que o saldo de 536.869 do mesmo período do ano anterior, de acordo com a série ajustada. Houve saldo positivo de vagas em quatro dos cinco grandes grupamentos de atividades econômicas no mês passado, com destaque para serviços, setor que abriu 148.722 postos. Houve criação de 37.493 empregos formais no comércio, 35.886 na indústria e 28.666 no setor de construção. A agropecuária, no entanto, fechou o mês passado com saldo negativo de 6.457 empregos. Segundo o Ministério do Trabalho e Emprego, o setor sentiu o impacto de perdas de empregos nos cultivos de maçã, soja e laranja. No mês passado, foram registrados saldos positivos de emprego em 25 das 27 unidades federativas. São Paulo liderou o ranking, em termos absolutos, com criação líquida de 76.941 postos, enquanto Alagoas ficou na lanterna após fechar 9.589 vagas de trabalho. O salário médio real de admissão em março no Brasil foi de 2.081,50 reais, com pouca variação ante o valor de fevereiro (2.086,75 reais).

Reuters

 

Alta dos preços ao produtor acelera em março a 0,35%, diz IBGE

Os preços ao produtor no Brasil aceleraram em março em alta de 0,35%, com o setor químico em destaque, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na terça-feira

 

O resultado levou o índice acumulado em 12 meses a uma queda de 4,13%. Em fevereiro, o Índice de Preços ao Produtor (IPP) havia subido 0,14%, depois de três quedas seguidas. Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que 17 tiveram variação positiva em março sobre o mês anterior. A principal influência foi exercida pela alta de 2,06% do setor químico. "O que pautou essa alta foram os produtos derivados da cadeia de petróleo. Estamos vendo uma alta nos preços do barril de petróleo nos últimos meses, com isso há uma pressão via custos de aumento dos preços dos derivados", explica Murilo Alvim, analista do IPP. "Isso em conjunto com um aumento da demanda, especialmente por parte da China, que está com a atividade industrial aquecida, e devido a desafios de logística no mercado externo. Isso afeta os produtos derivados da nafta e de resinas e elastômeros, matérias-primas para a fabricação de materiais plásticos", completou. Entre as outras atividades, as maiores variações em março foram registradas por vestuário (2,65%), papel e celulose (1,92%), e perfumaria, sabões e produtos de limpeza (-1,46%). Já o setor de alimentos teve queda de 0,38%, marcando o terceiro resultado negativo consecutivo. "O setor de alimentos teve quedas em todos os meses de 2024. Pelo lado do produtor industrial de alimentos no Brasil, podemos falar em deflação de produtos alimentícios”, disse Alvim. O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fábrica”, isto é, sem impostos e frete, de 24 atividades das indústrias extrativas e da transformação.

Reuters

 

Mercado mantém estáveis expectativas para inflação, PIB e Selic em 2024

Os analistas do mercado financeiro consultados semanalmente pelo BC (Banco Central) mantiveram inalteradas suas expectativas para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) ao final deste ano. A divulgação do Boletim Focus da terça-feira (30) traz ainda a estabilidade das projeções para a taxa Selic e a variação do PIB (Produto Interno Bruto)

 

Como deve ser a inflação? Espera-se que o índice oficial de preços avance 3,73% em 2024. A estimativa semelhante à da semana passada surge mesmo após a prévia da inflação de abril desacelerar e subir 0,21% em abril. A variação menor foi determinada pela altas menores dos alimentos. A nova estimativa mantém o índice oficial de preços na meta. Conforme a delimitação do CMN (Conselho Monetário Nacional), o IPCA deve terminar 2024 em 3%. A variação pré-determinada conta com uma margem de tolerância de 1,5 ponto percentual, entre 1,5% e 4,5%.

Uol Economia

 

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