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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 144 DE 07 DE JUNHO DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 144 |07 de junho de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Boi gordo: cotações estáveis na maior parte das praças pecuárias brasileiras

Tendência de baixa nos preços da arroba pode perder força ao longo desta semana, refletindo maior demanda por parte dos frigoríficos habilitados a exportar à China


A semana começou com indícios de redução nas escalas de abate das indústrias frigoríficas brasileiras, informou na segunda-feira, 6 de junho, a IHS Markit. Há expectativa de aumento da procura por boiadas padrão China de algumas unidades brasileiras que retomaram os embarques ao mercado chinês, após o fim do prazo temporário de suspensão imposto pelos importadores daquele país. Além disso, autoridades de Xangai confirmaram a reabertura da maior cidade da China após um lockdown de dois meses de duração. Na visão dos analistas, as medidas mais brandas em Xangai podem fortalecer novamente as operações de importação de proteínas da China, disparado o maior cliente dos exportadores brasileiros de carne bovina. Na segunda-feira, os analistas da IHS Markit captaram que há movimentos de compras de boiadas no Mato Grosso do Sul realizadas por indústrias instaladas no interior de São Paulo.

Essa maior procura resultou em elevação diária nos preços do boi gordo negociado na praça de Dourados (MS) – a arroba avançou de R$ 275 para R$ 280, segundo dados da IHS. Nas praças paulistas, poucos negócios foram reportados na segunda-feira, o que resultou em estabilidade nos preços da arroba. Segundo a Scot Consultoria, o boi gordo direcionado ao mercado interno segue negociado por R$ 297/@, enquanto a vaca e a novilha gordas estão valendo R$ 272/@ e R$ 292/@, respectivamente (preços brutos e a prazo). A referência para bovinos com até quatro dentes, o chamado boi-China, está em R$ 305/@, em São Paulo, acrescenta a Scot. A IHS acredita que o movimento de baixa da arroba pode perder força ao longo desta semana, deixando os preços mais acomodados nos patamares atuais. No mercado atacadista, houve registros de evolução na demanda pela carne bovina ao longo do final de semana, o que animou a cadeia de distribuição e varejo, que devem retornar as compras nesta semana para repor os estoques. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 295/@ (à vista) vaca a R$ 250/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 310/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); MS-C. Grande: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); MS-Três Lagoas: boi a R$ 282/@ (prazo) vaca a R$ 265/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 272/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-B. Garças: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca a R$ 255/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 270/@ (prazo) vaca R$ 265/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 330/@ (à vista) vaca a R$ 300/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 262/@ (prazo) vaca a R$ 252/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 275/@ (prazo) vaca a R$ 260/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 265/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 250/@ (à vista) vaca a R$ 240/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 263/@ (à vista) vaca a R$ 255/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Suínos: mercado em alta na segunda-feira

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 5,26%/4,76%, chegando em R$ 100,00/R$ 110,00, assim como a carcaça especial que aumentou 3,85%/3,66%, custando R$ 8,10 o quilo/R$ 8,50 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (3), ficaram estáveis os valores no Paraná, valendo R$ 4,35/kg, e no Rio Grande do Sul, custando R$ 4,49/kg. Houve alta de 3,32% em São Paulo, alcançando R$ 5,60/kg, avanço de 2,66% em Minas Gerais, cotado em R$ 6,18/kg, e de 1,60% em Santa Catarina, fechando em R$ 4,45/kg.

Cepea/Esalq


Empresas rompem contratos sem aviso prévio, aumentando a crise na suinocultura paranaense

A Associação dos Criadores de Suínos do Oeste do Paraná - Assuinoeste está se mobilizando para levar ao conhecimento de autoridades e lideranças a situação de desespero de produtores independentes e semi-independentes diante da mais grave crise da história da suinocultura, motivada pelos altos custos de produção e agravada pela decisão unilateral de empresas pelo rompimento de contratos, sem aviso prévio.


A presidente da Assuinoeste, Geni Bamberg, enfatiza que, mais do que um pedido, a suinocultura está dando um grito de socorro, diante do endividamento que está levando ao fechamento de granjas, com efeitos impactantes para toda a cadeia produtiva e reflexos não só no comércio de fornecimento de insumos para a suinocultura, mas no comércio em geral e na arrecadação dos municípios. Além dos custos de produção elevados, algumas empresas suspenderam unilateralmente as compras de leitões, com rompimento de contratos sem aviso prévio. “O produtor está com a bomba na mão. Existe todo um ciclo produtivo, onde as fêmeas prenhas estão criando semanalmente. Em Toledo, oito mil leitões a cada semana ficam sem destino, pois não existe estrutura física para a manutenção dos animais nas granjas”, diz Geni Bamberg. De acordo com ela, a Assuinoeste e a Associação Paranaense de Suinocultores estão apelando às empresas que absorvam essa produção, ao mesmo tempo clamando pela intervenção do governo para que sejam proteladas as dívidas contraídas na atividade, assim como que os juros sejam zerados. “Os prejuízos já são enormes. Não é possível buscar mais recursos com juros da ordem de 2% ao mês, ou mais”, finaliza.

Assuinoeste


FRANGOS


Mercado do frango continua em estabilidade

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado teve alta de 1,74%, chegando em R$ 7,02/kg, enquanto o frango na granja ficou estável, valendo R$ 6,00/kg

Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, em Santa Catarina, a ave não mudou de preço, valendo R$ 4,18/kg, assim como no Paraná, custando R$ 5,55/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à sexta-feira (3), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, custando, respectivamente, R$ 7,68/kg e R$ 7,69/kg.

Cepea/Esalq


Após 8 anos, preço externo da carne de frango brasileira volta a superar os US$2.000/t

Dados da FAO, embora preliminares, indicam que, nas exportações de carne de frango, o produto in natura voltou a superar a marca dos US$2.000,00 por tonelada embarcada


Na história das exportações brasileiras de carne de frango várias vezes essa marca foi superada. Em 2008 (agosto/setembro), em 2011 (em seis ocasiões diferentes), em 2012 (quando foi registrado o atual recorde de preços do setor: US$2.204,17 por tonelada) e em 2013 (de fevereiro a junho). Mas a última vez que isso ocorreu foi há oito anos, em 2014, ocasião em que o preço médio do mês (junho) se aproximou dos US$2.030,00/tonelada. Analisando-se resultados anteriores constata-se que o preço apontado pela FAO para maio passado – US$2.063,65/tonelada – já se encontra entre os melhores até aqui registrados na história das exportações brasileiras de carne de frango. Entre fevereiro e maio os preços registrados evoluíram a uma média muito próxima dos 5% ao mês, índice que mantido nestes próximos dois meses pode fazer com que, logo na abertura do segundo semestre de 2022, o recorde mantido desde 2013 seja superado.

AVESITE


Iraque relata surto de gripe aviária em granja

O Iraque relatou um surto de gripe aviária H5N8 altamente patogênica, comumente chamada de gripe aviária, em uma fazenda a sudeste de Bagdá, disse a Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) na sexta-feira. O surto no mês passado na granja na província de Wasit matou 24.060 aves de um bando de 158.000, disse a OIE com sede em Paris, citando um relatório de seu delegado iraquiano.

REUTERS


CARNES


Índice global de preços de carnes sobe para novo recorde em maio

Aumento foi impulsionado pela forte alta nos preços globais da carne de frango


O índice global de preços de carnes medido pela Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO) subiu 0,5% em maio, em relação a abril para um novo recorde de 122 pontos, disse a FAO em comunicado na sexta-feira (03). O aumento foi impulsionado principalmente pela forte alta nos preços globais da carne de frango que mais que compensaram quedas nos preços das carnes suína e ovina. “Em maio, os preços de carne de frango subiram refletindo as contínuas disrupções na cadeia de fornecimento na Ucrânia e recentes casos de Influenza Aviária em meio a um aumento na demanda na Europa e no Oriente Médio”, disse a FAO. Os preços de carne bovina ficaram estáveis, já que o aumento na oferta do Brasil e da Oceania colaborou para atender à alta demanda. Já os preços de carne suína caíram devido ao aumento da oferta global, especialmente na Europa Ocidental, em meio à fraca demanda interna e expectativas em relação ao esquema de ajuda da Comissão Europeia ao armazenamento privado de carne suína. Os preços internacionais da carne ovina também caíram, refletindo o impacto dos movimentos cambiais. Os preços das carnes são considerados para calcular o índice global de preços de alimentos da FAO, que também inclui os valores para açúcar, óleos vegetais, cereais e laticínios. O índice global de preços de alimentos da FAO caiu 0,6% em maio, ante abril, a 157,4 pontos.

CARNETEC


EMPRESAS


Alegra Foods quer elevar vendas de produtos industrializados a 50% do total

A Alegra Foods pretende elevar as vendas de produtos industrializados em 2022 de 37% para 50% do total vendido, segundo informações divulgadas no Relatório de Sustentabilidade 2022 da empresa


Em 2021, a processadora de carne suína focou no desenvolvimento de novos produtos e na expansão para além do mercado de proteína suína. A Alegra ampliou o seu portfólio para a produção de aves natalinas e tender durante o período de festas de fim de ano. A empresa já tem em seu portfólio 12 linhas de produtos que incluem cortes de proteína suína in natura, temperados, defumados, fatiados, salgados, salames e copas, linguiças frescais, presuntaria e embutidos e ração animal. “A empresa também busca aumentar o número de produtos industrializados (temperados, fatiados, processados ou defumados) e que ofereçam maior valor agregado ao consumidor, o que gera mais postos de trabalho na cadeia produtiva”, disse a Alegra no Relatório de Sustentabilidade divulgado na semana passada. “Ao todo, essa gama corresponde a 37% dos produtos vendidos e a meta para 2022 é chegar a 50% do total.”

A Alegra é fruto da união entre as cooperativas paranaenses que constituem o grupo Unium (Frísia, Castrolanda e Capal). A Alegra teve receita líquida de R$ 1 bilhão em 2021, ante R$ 837,3 milhões em 2020. A companhia abateu 854,6 mil suínos no ano passado e processou cerca de 97 mil toneladas.

CARNETEC


MEIO AMBIENTE


Novo indicador pretende trazer mais transparência para a cadeia da carne bovina

O Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon) e o Instituto O Mundo Que Queremos estão desenvolvendo um novo indicador público de transparência e controle da cadeia de produção e comercialização de carne bovina no Brasil: o Radar Verde


Segundo os organizadores, o indicador vai mostrar para os consumidores quais frigoríficos e redes varejistas têm melhor controle e transparência sobre sua cadeia de produção, a fim de garantir que a carne que vendem não causou desmatamento na Amazônia, nem direta, nem indiretamente. "Os consumidores têm papel importante e podem ajudar a frear o desmatamento na maior floresta tropical do planeta exigindo que a carne bovina que comem não venha de áreas de desmatamento. Mas, para garantir a origem da carne, é preciso monitorar toda a cadeia produtiva, começando pela fazenda onde nasce o bezerro e seguindo por todo o caminho que o produto faz até chegar à mesa das pessoas", disseram os institutos em nota. Nessa primeira edição, 90 frigoríficos com unidades de produção na Amazônia e os 70 maiores varejistas do país, segundo o ranking da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), foram convidados a responder um questionário para avaliar seu grau de transparência e controle sobre a cadeia de produção. "Os resultados nos mostrarão o quanto cada empresa consegue aplicar de políticas socioambientais rigorosas em sua cadeia de fornecedores e serão expostos em uma plataforma digital." A analista de Pesquisa do Imazon, Camila Trigueiro, disse que o Radar Verde está em período de lançamento do primeiro ano de avaliação (2022). De acordo com uma pesquisa encomendada pelo Radar Verde e realizada pelo Reclame AQUI, os brasileiros acham importante rastrear a carne que consomem. Mais de 40% dos entrevistados responderam que já deixaram de comprar carne de fabricantes associados ao desmatamento ou violação de leis ambientais e 58% afirmaram que a informação clara sobre a procedência da carne é um fato relevante na hora da decisão da compra. Além disso, a maioria (79%) afirmou que quem vende a carne bovina (supermercados e frigoríficos) deve ser responsável por verificar se a produção causou ou está relacionada com o desmatamento. Os consumidores também responderam sobre que tipo de garantia seria suficiente para que eles confiassem que a produção da carne que consomem não está associada ao desmatamento. Todos afirmaram que gostariam de ter acesso a indicadores transparentes sobre as políticas de sustentabilidade dos fabricantes de carne. O déficit de transparência e controle dessa cadeia produtiva deve afetar cada vez mais as vendas das empresas. Entre os mais de 9 mil consumidores que responderam à pesquisa, 4.008 disseram que já deixaram de comprar carne de fabricantes publicamente associados ao desmatamento e 43% afirmaram que a marca da carne é um fator importante na hora da escolha. Caso a rastreabilidade fosse regra, 73% dos consumidores disseram que deixariam de comprar em supermercados e frigoríficos que não conseguem garantir a procedência da carne que vendem e que a produção não causou desmatamento.

CARNETEC


Mapa apresenta programa para reduzir emissão de carbono nas cadeias agropecuárias

Seminário em Campo Grande (MS) debateu práticas que podem contribuir para a descarbonização da produção no Brasil


Na segunda-feira (6), o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) apresentou o Programa Nacional de Cadeias Agropecuárias Descarbonizantes no Seminário de Iniciativas Descarbonizantes da Agropecuária Brasileira, em Campo Grande, Mato Grosso do Sul. O objetivo do programa, que será lançado em breve pelo Mapa, é estimular as reduções voluntárias de emissões de gases de efeito estufa em cadeias e produtos agropecuários, por meio do uso de tecnologias sustentáveis de produção agropecuária. Baseado em três eixos (mitigação, sequestro de carbono e captura e estocagem de carbono), o Programa irá reconhecer os produtores rurais brasileiros pelo trabalho que já vêm realizando para garantir a sustentabilidade dos produtos. “Se essas ações já são consagradas na agropecuária brasileira, por que os produtores não podem ser remunerados por isso? Por que não podemos ter a confiança dos nossos consumidores, sabendo que aquele produto que eles veem no mercado tem todo um trabalho científico brasileiro o subsidiando?”, explicou a Coordenadora-Geral de de Produção Animal do Mapa, Marcella Teixeira. De Brasília, o ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, participou da abertura do evento por videoconferência, falando sobre a importância de garantir a segurança alimentar com sustentabilidade. “O Brasil é uma potência agroambiental. Com programas extremamente importantes, o Brasil é peça chave neste contexto. Outro ponto é a segurança alimentar, que precisa estar acompanhada de projetos e processos que garantam a sustentabilidade. Por isso esse evento é muito importante”, disse o ministro. O Secretário de Inovação, Desenvolvimento Sustentável e Irrigação, Fernando Camargo, explicou que a agropecuária é parte da solução e não do problema das mudanças climáticas. “A agropecuária brasileira tem tecnologias e o nosso Programa ABC+: Agricultura de baixa emissão de Carbono, para mitigar gases de efeito estufa e, mais do que isso, remover carbono da atmosfera e fixar no solo”, disse.

MAPA


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Região Sul responde por 50% do saldo de empregos na indústria brasileira em 2022

Juntos, PR, SC e RS abriram mais de 63 mil novas vagas formais de trabalho. Alimentos foi o segmento que mais gerou empregos em abril


Mesmo diante das dificuldades decorrentes do aumento nos custos de produção, a indústria do Paraná continua contribuindo para a geração de vagas no mercado de trabalho formal (com carteira assinada). Dos 8.925 empregos criados no estado em abril, o setor foi responsável por 2.177. O segmento de serviços liderou o ranking com 4.074 novas vagas, seguido por comércio (2.229) e agronegócio (639). A construção civil teve desempenho negativo (-194). No acumulado do ano, a indústria soma 11.805 de saldo, sendo o segundo setor que mais gerou empregos no estado. Com o resultado de abril, os três estados do Sul estão entre os cinco com maior saldo de vagas na indústria nacional este ano, respondendo por 50% das novas contratações no Brasil. As informações foram divulgadas ontem, pelo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados do Ministério da Economia (Novo Caged). Em abril, a indústria do país teve saldo positivo de 26.378 empregos. No ano, o número chega 127.788. São Paulo lidera o ranking nacional em 2022 com 48.526 postos abertos, seguido por Rio Grande do Sul (30.653), Santa Catarina (21.089), Minas Gerais (15.561) e Paraná (11.805). Juntos, os três estados do Sul criaram 63.547 novas vagas na indústria este ano. Na contramão vem a região nordeste, com mais de 26 mil postos fechados no período. Na avaliação dos números da indústria do Paraná em relação a março, o crescimento foi seis vezes maior. Porém, há uma explicação para isso. “O Caged faz ajustes nos dados que são divulgados mensalmente. Essa revisão acontece mês a mês, porém a diferença entre o que foi divulgado e o ajustado foi bastante significativa”, avalia o economista da Federação das Indústrias do Paraná, Thiago Quadros. No fim de abril, o Caged divulgou que a indústria do Paraná havia aberto 1.114 novas vagas. Após o ajuste, o número caiu para 343. Quando comparado ao mesmo mês de 2021, a indústria recuou 38% na geração de empregos. Em abril do ano passado foram criadas 3.015 novas oportunidades no setor. No acumulado de janeiro a abril, embora o resultado seja positivo, o valor de 11.805 postos abertos é 56% inferior ao registrado no mesmo intervalo do ano passado, que foi de 26.160. No mês de abril, dos 24 setores da indústria de transformação avaliados pelo Caged, 17 geraram empregos e sete mais demitiram do que contrataram. Alimentos ficou em primeiro lugar, com 606 vagas abertas, principalmente no subsetor de fabricação e refino de açúcar. O segundo foi produtos químicos (303), seguido por fabricação de petróleo e biocombustível (290), com destaque para a produção de álcool; automotivo, puxado pelo segmento de fabricação de peças e acessórios (228); borracha e material plástico (196). Os sete que não performaram bem em abril foram moveleiro (-249), reparação e instalação de máquinas e equipamentos (-229), produtos diversos (-31), produtos têxtis (-30), setor gráfico (-12), produtos farmoquímicos e farmacêuticos (-10) e fabricação de outros equipamentos de transporte (-5). No acumulado de janeiro a abril, só dois segmentos dos 24 ficaram abaixo do esperado. Moveleiro (-566) e outros equipamentos de transporte (-72). Os melhores do ano são confecções e artigos do vestuário (1.716), alimentos (1.570), automotivo (1.518), principalmente por conta de fabricação de peças e acessórios (971); máquinas e equipamentos (1.225) e madeira (1.128).

FIEP


Com saldo de quase 9 mil vagas em abril, Paraná já gerou 61,6 mil empregos em 2022

É o quarto mês consecutivo com crescimento. No acumulado de 12 meses, de maio de 2021 a abril de 2022, o Estado tem o melhor resultado da Região Sul. Dos 399 municípios paranaenses, 299 fecharam o primeiro quadrimestre de 2022 com saldo positivo


O Paraná gerou, no mês de abril, 8.925 vagas de emprego com carteira assinada. Com crescimento nos quatro primeiros meses do ano, o Estado já acumula um saldo de 61.686 postos de trabalho formais em 2022. Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgado na segunda-feira (6) pelo Ministério do Trabalho e Previdência. O saldo de empregos em abril é resultado da diferença entre 138.054 admissões e 129.129 demissões. O Estado foi o sétimo no País e o segundo na região Sul, quase empatado com o Rio Grande do Sul (8.939), na abertura de novas vagas no mês. No Brasil, o saldo de vagas em abril chegou a 196.966, com resultados positivos em 25 das 27 unidades da federação. No acumulado do ano, foram 613.340 contratações e 551.654 desligamentos, com a soma do saldo de 18.351 novos postos em janeiro, 28.506 em fevereiro, 8.638 em março e 8.925 em abril. O Paraná foi o quinto melhor estado na geração de empregos, no período, no País, que fechou o quadrimestre com a abertura de 770.593 vagas. No acumulado de 12 meses, de maio de 2021 a abril de 2022, o Estado tem o melhor resultado da Região Sul, com um saldo de 154.475 postos de trabalho formais, contra 141.285 de Santa Catarina e 138.214. Dos 399 municípios paranaenses, 299 fecharam o primeiro quadrimestre de 2022 com saldo positivo na abertura de vagas, o que corresponde a 75% do total.

AGENCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Volume de cargas do modal ferroviário cresce 6,4% nos portos do Paraná

Os produtos que mais aumentaram a participação no modal ferroviário, de janeiro a abril, foram milho, soja, fertilizantes, derivados de petróleo e contêineres


No período, 3.112.320 toneladas foram transportadas por trilhos, o que representa 16% do total movimentado. O volume de carga que chega e sai dos portos do Paraná por trilhos aumentou 6,4% no primeiro quadrimestre, na comparação com o mesmo período do ano passado – foram 3.112.320 toneladas por esse modal e 18.695.084 toneladas de carga geral. Apesar da participação por ferrovia ter se mantido em 16% nos dois anos, o volume cresceu: de janeiro a abril de 2021 foram 2.924.813 toneladas por trilhos frente a uma movimentação total de 18.286.534. Os produtos que mais aumentaram a participação no modal foram milho, soja, fertilizantes, derivados de petróleo e contêineres. “Em trens, recebemos milho, soja, farelos, algumas cargas em contêineres – como o frango – e açúcar, em produtos destinados à exportação”, afirma o diretor de Operações, Luiz Teixeira da Silva Júnior. Segundo ele, no sentido contrário, saem para o interior em vagões, principalmente, fertilizantes, também algum volume de carga conteineirizada e derivados de petróleo. No primeiro quadrimestre do ano passado, 7% do volume de milho exportado pelo Porto de Paranaguá chegou em vagões. Neste ano, subiu para 11%. De soja, passou de 28% para 29%. Entre os fertilizantes destinados para o interior, essa participação foi de 2% para 5%. “A alta no transporte dos derivados de petróleo e dos contêineres em vagões destaca-se ainda mais”, comenta Teixeira. Do líquido, de nenhum volume chegando ou saindo de trem, de janeiro a abril de 2021, passou para uma participação de 12% no modal. Já entre as cargas em contêineres, 13% de todo o volume movimentado no período (3.771.363 toneladas) chegou ou saiu do porto pela ferrovia, no primeiro quadrimestre do ano. No ano passado, foram 8% do total de 3.680.683 toneladas.

“Temos projetos avançando para aumentar, ainda mais, a participação do modal ferroviário nos portos do Paraná”, menciona o diretor de Operações. “Por exemplo, a Klabin se instalando no terminal na área portuária trará de volta o trem até o costado”.

AGENCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS


Juiz mantém bloqueio de verba da Petrobras, mas libera pagamentos de caminhões

O governo do Paraná ainda não conseguiu liberar a totalidade do dinheiro da indenização da Petrobras relativa ao vazamento de óleo no Rio Iguaçu, mais de duas décadas atrás


Na madrugada do último sábado (4), o juiz federal substituto Flávio Antônio da Cruz, da 11ª Vara de Curitiba, decidiu que a verba permanece bloqueada até a análise final sobre as contestações apresentadas pelo Ministério Público (MP) sobre o destino dos recursos. No mesmo despacho, contudo, o juiz permite que o governo estadual pegue o valor necessário para pagar 373 veículos já adquiridos pelo Instituto Água e Terra (IAT), no âmbito do projeto Patrulha Ambiental. Os contratos de compra dos caminhões foram firmados em janeiro, antes, portanto, da primeira liminar que bloqueava o valor, em março. A decisão deste sábado tem mais de 200 páginas. “A quantidade de veículos é significativa e (...) considerando o risco de que tenha de suportar consectários moratórios em decorrência do atraso no pagamento, comprometendo recursos do povo, impõe-se que lhe seja deferido o recebimento da quantia necessária para satisfação da aludida despesa”, escreve o juiz. O IAT comprou 373 veículos a um custo total de mais de R$ 100 milhões (R$ 107.798.808,40): são 53 caminhões-baú; 71 caminhões coletor compactador; 35 caminhões limpa-fossa; 67 caminhões poliguindaste; e 147 caminhões-pipa. O total do dinheiro da Petrobras devido ao Fundo Estadual de Meio Ambiente (Fema) é superior a R$ 930 milhões (R$ 930.866.897,16). Os recursos, segundo o acordo judicial homologado no final do ano passado, devem servir para promover compensações de danos e políticas de proteção. O plano de gastos foi definido pelo Conselho de Recuperação dos Bens Ambientais Lesados (CRBAL), formado majoritariamente por representantes do governo estadual. Mas, para o MP e outras entidades ligadas à área do meio ambiente, o plano de gastos não atende integralmente os termos do acordo judicial, pois, entre outras coisas, contemplaria projetos e compras normalmente absorvidos pelo orçamento próprio. Ou seja, na visão do MP, a verba extraordinária não estaria sendo aplicada no propósito principal, de efetivo reparo ao dano ambiental, com projetos estruturantes. O governo estadual nega, alegando que os gastos têm aderência ao acordo judicial. Também justifica a compra dos veículos, pois “não haveria como desenvolver, implantar e executar uma gestão integrada dos resíduos sólidos em todo o Estado do Paraná sem que os entes municipais dispusessem dos equipamentos mínimos necessários para recolher e manejar esses resíduos, a fim de lhes conferir destinação adequada”.

GAZETA DO POVO


ECONOMIA/INDICADORES


Dólar à vista fecha em alta de 0,38%, a R$4,7959

O dólar começou a semana em alta, com a cotação acompanhando de perto na segunda-feira as oscilações da moeda norte-americana no exterior, antes de dados de inflação nos EUA e no Brasil e de decisão de política monetária na Europa nos próximos dias


O dólar à vista subiu 0,38%, a 4,7959 reais na venda. Lá fora, o índice do dólar frente a uma cesta de rivais de países desenvolvidos ganhava 0,27% no fim da tarde, perto dos maiores níveis do dia, depois de cair 0,3% na mínima. O fortalecimento do dólar no Brasil e no mundo não por acaso coincidiu com a perda de vigor das bolsas de valores norte-americanas. O índice Dow Jones, que chegou a subir 1,02%, fechou praticamente estável, o que expôs a menor demanda do mercado por ativos de maior risco, como moedas emergentes. A instabilidade no humor de investidores segue bastante ligada às expectativas para a política monetária dos países centrais. O banco central da zona do euro deve sinalizar na próxima quinta-feira alta de juros, o que pode endossar o caminho traçado atualmente pelo BC dos EUA. Na sexta, dados de inflação nos EUA podem novamente trazer surpresas e, junto, volatilidade aos preços das taxas de câmbio. Na próxima semana, os BCs norte-americano e brasileiro anunciam decisões de taxas de juros. O risco de um aperto mais forte nas condições financeiras sobretudo nos EUA tem limitado as avaliações benignas acerca da moeda doméstica, apesar de o Brasil hoje oferecer a maior taxa real de juros entre as principais economias. Em carta mensal de junho, o braço de gestão de recursos do Santander Brasil disse se manter "neutro" na classificação para o real. Os gestores da Santander Asset Management concordam que os juros elevados do Brasil proporcionam um maior diferencial de rendimento a favor da taxa de câmbio, o que, somado ao ciclo "favorável" de commodities, continua a prover suporte a um fortalecimento da moeda brasileira frente ao dólar. "Porém, a deterioração das condições financeiras globais e os riscos fiscais domésticos podem gerar efeitos negativos sobre o real", ressalvaram.

REUTERS


Ibovespa fecha em queda liderada por Positivo

O Ibovespa fechou em queda nesta segunda-feira, após voltar a rondar os 112 mil pontos, com as ações da Positivo Tecnologia liderando as perdas da sessão, que também voltou a mostrar volume negociado abaixo da média do ano.


Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,77%, a 110.247,91 pontos, segundo dados preliminares. O giro financeiro somava 15 bilhões de reais - ante uma média ao redor de 30 bilhões de reais no ano e em maio.

REUTERS


Mercado financeiro já prevê inflação em 9% neste ano

A previsão está no Boletim Focus do Banco Central, divulgado ontem


O mercado financeiro prevê inflação pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em torno de 9%, neste ano. A estimativa está no Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central (BC). A mediana (desconsidera os extremos das projeções) da previsão dos últimos 30 dias prevê inflação em 8,89%. Se for considerado um período mais recente, de cinco dias, a mediana fica em 9%. Para 2023, a projeção é de que a inflação fique em 4,39% (mediana de 30 dias). Na projeção que considera cinco dias, o índice é 4,5%. As projeções para este ano estão acima da meta de inflação que é de 3,50%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual, ou seja, o limite inferior é 2% e o superior, 5%. Para 2023, o centro da meta é 3,25%, com intervalo de 1,75% a 4,75%. O Boletim Focus reúne a projeção de cerca de 100 instituições do mercado para os principais indicadores econômicos do país. Esta é a primeira divulgação do boletim, após cinco semanas de suspensão, em razão da greve dos servidores do BC, que seguem em paralisação. A edição de hoje do boletim tem informações parciais das projeções do mercado financeiro feitas até a última sexta-feira (3). De acordo com o boletim, a taxa básica de juros, a Selic, deve fechar o ano em 13,25% ao ano (mediana de 30 dias e de cinco dias). Atualmente, a Selic está em 12,75% ao ano. Para 2023, o mercado prevê que a Selic fique em 9,75% ao ano (mediana de 30 dias). Na mediana de cinco dias, a previsão é 10,13% ao ano no final de 2023. No boletim parcial, divulgado na segunda-feira, o mercado projeta um crescimento, em 2022, de 1,2% do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país. Essa é a previsão mediana de 30 dias. A estimativa de cinco dias ficou em 1,5%. Para o próximo ano, a previsão é de um crescimento de 0,76% (30 dias). Considerados os últimos cinco dias, a previsão cai para 0,47%. O Focus também trouxe a expectativa do mercado em relação ao câmbio. Para 2022, o dólar deve ficar em R$ 5,05 (30 dias e cinco dias). Em 2023, a expectativa é de o dólar permaneça estável (R$ 5,05), na previsão de 30 dias, ou chegue em R$ 5,10, na estimativa de cinco dias.

Agência Brasil


Criação de vagas formais de trabalho no Brasil acelera para 196.966 em abril

Mas o grupo de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura fechou 1.021 postos de trabalho no início do segundo trimestre


O Brasil abriu 196.966 vagas formais de trabalho em abril, resultado que representa aceleração na criação de vagas em relação ao mês anterior, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) divulgado na segunda-feira pelo Ministério do Trabalho e Previdência

O grupo de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura fechou 1.021 postos de trabalho no início do segundo trimestre. Em março, o país havia registrado abertura líquida de 88.145 empregos. A leitura de abril veio acima da criação de 170.655 postos projetada por analistas em pesquisa da Reuters, e foi a melhor para o mês desde os 216.974 postos de trabalho criados em abril de 2012. O dado de abril é fruto de 1,85 milhão de contratações e 1,66 milhão de desligamentos, e deixou o Brasil com saldo positivo de 770.593 empregos formais no acumulado do ano, contra superávit de 894.664 visto no mesmo período de 2021. A criação de empregos foi puxada em abril pelo setor de serviços, que teve saldo positivo de 117.007 vagas. Os setores de comércio, construção e indústria também apresentaram criação líquida de empregos. O grupo de agricultura, pecuária, produção florestal, pesca e aquicultura fechou 1.021 postos de trabalho no início do segundo trimestre. No recorte regional, o Sudeste criou 101.279 vagas em abril e o Sul abriu 25.102 postos. O saldo positivo ficou em 25.598 no Centro-Oeste, 29.813 no Nordeste e 12.023 no Norte. Com relação ao salário médio real de contratação, houve aumento em abril após queda registrada no mês anterior. O valor ficou em 1.906,54 reais, ante 1.891,54 em março.

REUTERS


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