CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1069 DE 18 DE MARÇO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1069 | 18 de março de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo sobe em 8 das 17 praças monitoradas
Na terça-feira (17/3), as cotações do macho terminado avançaram em AL, GO, MA, MG, MS, MT, PA e TO, apurou a consultoria Agrifatto; em SP, arroba fica estável. No Paraná, Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo)
Na terça-feira (17/3), o preço do boi gordo permaneceu em R$ 350/@ em São Paulo (no prazo), mas subiu em 8 praças das 17 monitoradas diariamente pela Agrifatto: AL, GO, MA, MG, MS, MT, PA e TO. Nas demais regiões (AC, BA, ES, PR, RJ, RO, RS e SC), as cotações ficaram estáveis. “O cenário segue marcado por oferta limitada, escalas curtas e um ambiente externo que recomenda cautela nas negociações”, reforçaram os analistas da Agrifatto. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 347/@, enquanto o “boi-China”, a vaca gorda e a novilha terminada são vendidas por R$ 350/@, R$ 322/@ e R$ 335/@, respectivamente (valores brutos, no prazo).
“Diante desse cenário, o volume de negócios segue insuficiente para alongar as escalas de abate dos frigoríficos além de seis dias”, observa a Agrifatto, que contabilizou queda de 1 dia útil nas programações das indústrias. Na bolsa de mercadoria B3, os contratos futuro do boi gordo subiram no pregão de segunda-feira (16/2). O papel com vencimento em maio/26, por exemplo, encerrou o pregão cotado a R$ 344,95/@, com valorização de 0,88% frente aos R$ 341,95/@ do fechamento anterior. Na 1ª quinzena de mar/26, o indicador registrou valorização de 4,39% frente ao mesmo período de fevereiro/26, fechando o período valendo, em média, a R$ 3.203,00/cabeça (R$ 15,25/kg), segundo informações do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária. “Esse movimento do bezerro indica que a demanda pela categoria permanece firme, favorecida pelas boas condições das pastagens no Estado em decorrência do período chuvoso”, observa o Imea. cotações do boi gordo da terça-feira (17/3), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias.
MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias.
Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (17/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 332,50/@ (à vista) e R$ 336,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 326,50/@ (à vista) e $ 330,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,50/@ (à vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 307,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 312,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 322,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Preço do boi gordo de MT sobe 10,2% na 1ª quinzena de março/26, aponta Imea
Demanda global aquecida reforça o movimento de alta na arroba dos principais países exportadores, dizem os analistas do instituto mato-grossense
Na primeira quinzena de março/26, a arroba do boi gordo em Mato Grosso registrou, em dólar, um avanço de 10,21% frente ao valor médio de fevereiro/26, chegando a US$ 65,40/@, em média, informa o Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (IMEA). Considerando a mesma base de comparação, em São Paulo, a cotação média do animal terminado atingiu US$ 69,60/@, com aumento de 5,75% sobre a cotação média do mês anterior. “Esse movimento no mercado nacional tem sido sustentado pelos embarques firmes no período”, afirmam os analistas do Imea. No mercado internacional, relata o instituto, também houve valorização nos preços do boi gordo, com acréscimos de 8,96% na Argentina (para US$ 71,47/@, em média), de 4,62% no Uruguai (US$ 84,27/@) e de 3,21% na Austrália (US$ 95,30/@). Nos Estados Unidos, informa o Imea, a arroba caiu 2,05% no mesmo comparativo, ficando cotado a US$ 140,24/@. Segundo os analistas, a instabilidade no Oriente Médio tem afetado rotas logísticas e pressionado os preços dos fretes e custos de transporte, além de elevar as cotações dos combustíveis e dos seguros das embarcações – movimento que pode refletir em novos aumentos dos preços da carne bovina exportada.
IMEA
SUÍNOS
Embrapa lança tecnologia para rastrear dejetos na suinocultura
A Embrapa lança tecnologia para rastrear dejetos na suinocultura. O GeoFert, é um sistema que garante segurança ambiental no uso de biofertilizantes.
A produção intensiva de suínos no Brasil, especialmente nos grandes polos do Sul do país, esbarra frequentemente em um gargalo ambiental severo: o destino dos resíduos gerados nas granjas. Para solucionar esse impasse e garantir que o material seja convertido em adubo de forma segura, a Embrapa lança tecnologia para rastrear dejetos na suinocultura. Batizado de GeoFert, o novo sistema digital atua como um monitoramento georreferenciado de ponta a ponta, registrando o caminho exato do efluente desde o momento da coleta até a sua aplicação no solo como biofertilizante. O oeste catarinense, região com altíssima concentração animal, ilustra bem a urgência por inovações desse porte. Estudos do setor apontam que cerca de 95% do volume de resíduos gerado nas propriedades é líquido. Embora seja um material rico em nutrientes, quando mal administrado, ele se torna uma ameaça direta aos lençóis freáticos e à saúde do solo. Até então, Santa Catarina já contava com o Sistema de Gestão Ambiental da Suinocultura (SGAS) para agilizar o licenciamento das granjas. O problema, no entanto, persistia na etapa do pós-licenciamento: como provar aos órgãos de fiscalização que o descarte ocorreu dentro da lei, especialmente quando o transporte depende de maquinário cedido por prefeituras ou associações rurais? É exatamente nesse vácuo de controle que o GeoFert entra em cena. Diferente de um simples rastreador de frotas comerciais, a plataforma foi arquitetada especificamente para o agronegócio, cruzando a movimentação dos caminhões-tanque com as informações oficiais do Cadastro Ambiental Rural (CAR). Segundo Cláudio Miranda, pesquisador da Embrapa, o sistema elimina a dependência de anotações manuais e planilhas fragmentadas. Na prática, a ferramenta armazena em nuvem dados cruciais da operação, incluindo: A origem exata do efluente; qual propriedade está recebendo o material; O horário e a data cravados da atividade; as coordenadas geográficas reais de onde o biofertilizante foi despejado. A adoção do sistema traz um alívio imediato para toda a cadeia produtiva. Para o produtor rural, o principal ganho é a conformidade ambiental. O sistema gera evidências totalmente auditáveis, blindando o pecuarista contra multas e sanções. Para a gestão pública, o benefício é a transparência. Como muitas operações de transporte de dejetos utilizam frotas de prefeituras, o monitoramento via painéis e mapas interativos garante que o dinheiro público e o maquinário subsidiado estão sendo utilizados de forma correta e otimizada. Validação da tecnologia para rastrear dejetos na suinocultura já começou. A novidade já ultrapassou a fase de laboratório e está no campo. Desde agosto de 2025, a cidade de Presidente Castello Branco (SC) abandonou as pranchetas e tornou-se o primeiro município a implementar o sistema oficialmente. Conduzida em parceria com a iniciativa privada, essa fase de testes práticos permite que a Embrapa ajuste a interface e o fluxo de dados conforme a realidade de quem está na ponta operando as máquinas. A expectativa é que, com a expansão da ferramenta, a suinocultura familiar ganhe um reforço robusto na sustentabilidade, transformando definitivamente o que antes era um passivo ambiental em um biofertilizante seguro e rastreável.
COMPRE RURAL
MEIO AMBIENTE
Brasil tem R$ 160 bilhões para transição em economia de baixo carbono, diz Marina Silva
Montante inclui recursos do Fundo Clima e do programa Eco Invest. Segundo Marina Silva, o desafio será garantir que esses recursos sejam destinados de forma justa entre os diferentes projetos de descarbonização
A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva, afirmou hoje que o Brasil possui R$ 160 bilhões em recursos para viabilização do seu plano de transição para economia de baixo carbono. O anúncio foi feito na terça-feira (17/3), durante a abertura do Congresso Técnico-Científico de Agricultura Orgânica, em Campinas (SP). “Eram R$ 400 milhões e eu e o Fernando Haddad tivemos a ideia de transformar isso em algo que, com um fundo garantidor, conseguíssemos fazer captação no mercado. Fizemos o anúncio de que saímos de R$ 400 milhões para R$ 27 bilhões aprovado semana passada. E quando somamos o Fundo Clima com o Eco já são mais de R$ 160 bilhões para o plano de transformação ecológica”, destacou a ministra. O Fundo Clima (Fundo Nacional sobre Mudança do Clima) é um instrumento financeiro criado pelo governo federal em 2009 para apoiar projetos que reduzam emissões de gases de efeito estufa e promovam a adaptação às mudanças climáticas, operado por meio de linhas de crédito e financiamento. De acordo com o BNDES, o fundo já mobilizou R$ 52,4 bilhões em financiamentos desde 2023, sendo R$ 34,6 bilhões só em 2025. Já o Eco Invest Brasil é um programa criado em 2024 para atrair capital privado — especialmente internacional — para viabilizar investimentos em atividades de baixo carbono de longo prazo.
Segundo Marina Silva, o desafio do governo federal, a partir de agora, será garantir que esses recursos sejam destinados de forma justa entre os diferentes projetos de descarbonização existentes no país. “Temos que ficar atentos à apresentação dos projetos e criar mecanismos que atendam a pequenos, médios e grandes, e não apenas quem tem maior capacidade de apresentar projetos, e evitar que os recursos sejam destinados a iniciativas já consolidadas”, completou a ministra.
GLOBO RURAL
GOVERNO
Congresso promulga acordo de livre comércio entre Mercosul e União Europeia
Esta era a etapa que faltava para que o texto passasse a valer em território brasileiro
O Congresso Nacional promulgou, em sessão solene na terça-feira (17), o acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia (EU). Esta era a etapa que faltava para que o texto passasse a valer em território brasileiro — procedimento conhecido como ratificação. A finalização do processo de internalização da matéria na legislação brasileira ocorre após os presidentes da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), darem prioridade à tramitação do acordo nas duas Casas do Legislativo. Com a presença do vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, e o ministro de Relações Exteriores, Mauro Vieira, e Motta, Alcolumbre declarou promulgado o decreto legislativo que insere o texto do acordo no direito brasileiro. "Esta é, sem dúvida nenhuma, uma sessão histórica do Congresso Nacional. A partir de hoje, a União Europeia, o maior bloco econômico do mundo, se alia ao Mercosul para criar um dos maiores acordos comerciais da história recente. Após mais de 26 anos de negociações, surge um mercado vibrante, com mais de 718 milhões de pessoas e com um PIB de 116 trilhões de reais", declarou o presidente do Senado. Assinado no dia 17 de janeiro, o acordo foi analisado pelo Congresso brasileiro em exatamente dois meses. Durante a sessão, Alckmin agradeceu o Congresso pela rápida aprovação desse texto. "Quero registrar, em nome do presidente Lula, o reconhecimento do governo federal ao Congresso Nacional pelo papel decisivo e responsável desempenhado ao longo desse processo. A aprovação desse acordo é fruto de diálogo institucional, compromisso com o interesse nacional e visão estratégica de longo prazo”, afirmou o vice-presidente da República. De acordo com Alckmin, que também é ministro da Indústria, Tecnologia, Comércio e Serviços (Mdic), "estimativas realizadas pelo ministério mostram que o acordo gera impactos positivos em todas as principais variáveis socioeconômicas do Brasil — expansão do PIB, aumento das exportações, estímulo ao investimento, geração de empregos, redução de custos e maior oferta ao consumidor". Ele também anunciou que o Mdic assinou na terça-feira um plano de trabalho conjunto com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a implementação da matéria. Mesmo com a oposição da França, o Parlamento Europeu vai aplicar provisoriamente o acordo Mercosul-UE, de acordo com a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen. Argentina e Uruguai já
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Imposto de Renda: novas regras ampliam o limite para produtores rurais
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União na segunda-feira, 16, as novas regras da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física referente ao ano-calendário de 2025.
Entre as novidades deste ano está a ampliação da faixa do limite de rendimentos tributáveis.
A Receita Federal publicou no Diário Oficial da União na segunda-feira, 16, as novas regras da Declaração do Imposto sobre a Renda da Pessoa Física referente ao ano-calendário de 2025.
Entre as novidades deste ano está a ampliação da faixa do limite de rendimentos tributáveis. No caso do produtor rural, devem declarar os contribuintes que registraram receita bruta superior a R$ 177.920. No ano passado, o limite de obrigatoriedade para a atividade rural era de R$ 169.440. Também houve mudanças para pessoas físicas: devem apresentar a declaração do imposto de renda os contribuintes que receberam rendimentos tributáveis superiores a R$ 35.584 em 2025. De acordo com o texto, também estão obrigadas a declarar as pessoas que receberam rendimentos isentos, não tributáveis ou tributados exclusivamente na fonte acima de R$ 200 mil, além de investidores que realizaram operações em bolsa com valores superiores a R$ 40 mil. O prazo para envio da declaração começa na segunda-feira, dia 23, e se estende até 29 de maio. Quem entregar fora do prazo estará sujeito a multa mínima de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do valor do imposto devido, conforme estabelece a norma da Receita Federal.
ESTADÃO/AGRO
ECONOMIA
Dólar à vista fecha em baixa de 0,57%, a R$5,2005 na venda
O dólar fechou a terça-feira em baixa ante o real e novamente na faixa dos R$5,20, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes no exterior, ainda que a guerra no Oriente Médio siga em curso, com o petróleo sendo negociado em alta.
O dólar à vista fechou a sessão com queda de 0,57%, aos R$5,2005, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano. No ano, a divisa passou a registrar queda de 5,26%. Às 17h28, o dólar futuro para abril -- o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,76% na B3, aos R$5,2150.
REUTERS
Ibovespa fecha com alta modesta sustentada por Petrobras
O Ibovespa reduziu o fôlego e fechou com um acréscimo modesto na terça-feira, apoiado principalmente no desempenho das ações da Petrobras em mais um dia de avanço do petróleo no exterior, enquanto Natura disparou após resultado operacional acima das expectativas no mercado.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,13%, a 180.102,24 pontos, de acordo com dados preliminares, perdendo fôlego, sob pressão principalmente dos bancos, após alcançar 182.800,30 pontos na máxima do dia. Na mínima, marcou 179.849,79 pontos. O volume financeiro somava R$24,68 bilhões antes dos ajustes.
REUTERS
Governo fecha parceria com BID para preparar empresas para acordo Mercosul-UE
O governo brasileiro assinou na terça-feira protocolo de intenções com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para o lançamento este ano de um programa que irá auxiliar micro, pequenas e médias empresas a alavancar seus negócios na esteira do acordo Mercosul-União Europeia.
O BID calcula que as exportações do Mercosul para a UE podem subir até 23% por conta do acordo, assinado em janeiro após 25 anos de negociações. Sua implementação, contudo, depende da ratificação pelos poderes Legislativos das partes envolvidas, processo que já foi finalizado no Congresso brasileiro, mas ainda está pendente em outros países. Antevendo que o efetivo ganho de mercado pelo Mercosul dependerá de ajustes pelas empresas, o acordo assinado entre o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) e o BID prevê assistência para adaptação comercial, capacitação sobre normas de sustentabilidade da UE, e estudo sobre certificações técnicas para setores exportadores prioritários. O plano de trabalho também prevê a criação de uma plataforma orientada aos pequenos negócios para informá-los sobre os benefícios do acordo comercial. A ideia é que iniciativas semelhantes sejam também tocadas nos demais países do Mercosul -- Argentina, Paraguai e Uruguai.
"Somos o único banco regional de desenvolvimento cujos membros incluem tanto os países do Mercosul quanto a maioria dos Estados-membros da UE. Isso nos torna uma ponte natural", disse o presidente do BID, Ilan Goldfajn.
REUTERS
Tesouro faz mais uma intervenção no mercado e recompra R$ 7 bilhões em NTN-Bs
Foram recomprados 40,72% do lote de 4 milhões de títulos indexados à inflação (NTN-Bs) para quatro vencimentos
Dando sequência à série de intervenções no mercado de títulos públicos, o Tesouro Nacional anunciou na tarde da terça-feira (17) um novo leilão de recompra de NTN-Bs, títulos indexados à inflação. Foram recomprados 40,72% do lote de 4 milhões de títulos indexados à inflação (NTN-Bs) para quatro vencimentos. O volume financeiro somou R$ 7,076 bilhões. Tesouro pretendia recomprar até 4 milhões de títulos e vender até 1,2 milhão. Mais cedo, o Tesouro recomprou 12,6 milhões de títulos prefixados, ou seja, 63% de um total de 20 milhões ofertados. O volume financeiro somou R$ 9,409 bilhões. Na segunda, em dois leilões extraordinários, o Tesouro recomprou R$ 27 bilhões, após o estresse nas taxas futuras na sexta-feira. Na tarde da terça-feira, o Tesouro recomprou 600 mil NTN-B para 15/08/2028 às taxas máxima e média de 8,1600% (PU 4.454,155620), sem percentual de corte. Não houve recompra para as NTN-Bs com vencimento em 15/05/2029. Também foram recompradas 156 mil NTN-B para 15/08/2030 às taxas máxima e média de 8,0100% (PU 4.338,583205), sem taxa de corte. O Tesouro também recomprou 873 mil NTN-B para 15/08/2032 às taxas máxima e média de 7,7800% (PU 4.269,761525), sem percentual de corte. Já em relação às operações de venda, o Tesouro não fez colocações de NTN-Bs com vencimento em 2028 e 2029. A instituição vendeu somente 100 mil NTN-B com vencimento em 15/08/2030 às taxas máxima e média de 7,9800% (PU 4.343,254108), sem percentual de corte. Também houve venda de 144,6 mil NTN-B para 15/08/2032 às taxas máxima e média de 7,7650% (PU 4.272,921798). O volume financeiro das operações de venda totalizou com volume financeiro de R$ 1,052 bilhão.
VALOR ECONÔMICO
IGP-10 registra queda de 0,24% em março, diz FGV
O IGP-10 (Índice Geral de Preços-10) registrou queda de 0,24% em março, depois de recuar 0,42% no mês anterior, de acordo com os dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta terça-feira (17). Com isso, o indicador passa a acumular uma retração de 2,53% nos últimos 12 meses.
O IPA-10 (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve recuo de 0,39% em março, depois de cair 0,80% no mês anterior. Já o IPC-10 (Índice de Preços ao Consumidor), que responde por 30% do índice geral, desacelerou a alta a 0,03% no mês, depois de subir 0,50% em fevereiro. O INCC-10 (Índice Nacional de Custo da Construção), por sua vez subiu 0,29% em março, depois de uma alta de 0,47% em fevereiro. "O índice de preços ao produtor segue registrando queda nas commodities de maior peso, especialmente minério de ferro, soja e milho. O recuo do IPA não foi mais intenso devido à elevação dos preços de produtos da pecuária, como bovinos, carne e leite", afirmou André Braz, economista do FGV Ibre. "Destacam-se (nos preços ao consumidor) os movimentos de cursos formais e passagens aéreas, ambos registrando retração em suas taxas de variação", disse Braz.
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