CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1068 DE 17 DE MARÇO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1068 | 17 de março de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Mercado do boi: preços da arroba seguem firmes
O mercado brasileiro do boi gordo segue marcado por oferta contida de animais, escalas de abates curtas e um ambiente externo que recomenda cautela nas negociações, informam os analistas da Agrifatto. Na segunda-feira (16/3), segundo apuração da consultoria, as cotações da arroba registraram estabilidade nas 17 praças monitoradas diariamente. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo)
Com isso, de acordo com os números da Agrifatto, o boi gordo segue valendo R$ 350/@ em São Paulo (com pagamento a prazo), enquanto a média de preço nas outras 16 regiões acompanhadas pela consultoria permaneceu em R$ 328,80/@. Pelos dados da Scot Consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação está cotado em R$ 347/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China, a vaca gorda e a novilha terminada são negociados por R$ 350/@, R$ 322/@ e R$ 335/@, respectivamente (preços brutos, no prazo). Os frigoríficos operam com escalas de abate relativamente curtas, em torno de 6 a 7 dias, na média nacional, reflexo da menor disponibilidade de gado pronto. Além disso, o conflito no Oriente Médio ajuda a manter o mercado em compasso de espera. “A instabilidade geopolítica eleva os riscos operacionais em rotas estratégicas de navegação, como no Estreito de Ormuz, podendo forçar desvios logísticos, alongar o tempo de transporte e encarecer o frete marítimo”, dizem os analistas da Agrifatto. Ao mesmo tempo, continua a consultoria, movimentos bruscos no mercado de petróleo aumentam o risco de reajustes nos combustíveis, pressionando custos ao longo de toda a cadeia pecuária, do transporte interno às operações de exportação. Segundo a Agrifatto, há rumores sobre possíveis mudanças na política de cotas de importação da China, principal destino da carne bovina brasileira.
“A especulação envolve a possibilidade de embarques do último trimestre de 2025 serem contabilizados dentro da cota de 2026, o que poderia alterar o ritmo das exportações e exigir ajustes nas estratégias comerciais dos exportadores brasileiros”, alerta a consultoria. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. Preços brutos do “boi-China” na quarta-feira (11/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,50/@ (à vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 304,00/@ (à vista) e R$ 307,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 315,00/@ (à vista) e R$ 318,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Carne bovina: frigoríficos avaliam reduzir abates nas próximas semanas
Como resultado de um consumo doméstico de carne bovina enfraquecido e do aumento dos estoques nas indústrias, frigoríficos brasileiros já estudam reduzir o ritmo de abates nas próximas semanas, conforme dados apurados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com pesquisadores, apesar disso, as negociações envolvendo o boi gordo continuam ocorrendo no mercado, mas sem uma tendência clara de preços. Alguns negócios são fechados com valores ligeiramente menores e outros com pequenas altas, embora o cenário geral ainda seja de estabilidade nas cotações neste início da segunda quinzena de março. Além disso, o ambiente de negócios também é influenciado por fatores externos à exemplo da guerra no Oriente Médio que, à medida que se estende por mais dias, têm aumentado a insegurança em relação a custos logísticos, como o preço do combustível e eventuais impactos sobre rotas de exportação. Ao mesmo tempo, a maior oferta de carne de frango, produto considerado substituto da carne bovina, pressiona o consumo e amplia a concorrência nas gôndolas dos supermercados. Do lado da oferta de animais, os pesquisadores lembram que o Brasil vive um momento de menor disponibilidade de boi gordo para abate, já que parte do rebanho ainda não atingiu o peso ideal. O cenário mantém uma disputa entre pecuaristas e frigoríficos. “Enquanto produtores pedem preços mais altos pela arroba, indústrias tentam reduzir os valores. Quando não conseguem fechar negócios, frigoríficos frequentemente retornam ao mercado oferecendo as mesmas cotações dos dias anteriores”, explicam. Apesar das vendas mais lentas no mercado de carne, os preços no atacado seguem relativamente estáveis. Na grande São Paulo, a carcaça casada bovina foi negociada na quinta-feira, 12, a uma média de R$ 24,43 por quilo à vista. Na parcial de março, considerando o período entre os dias 2 e 11, o diferencial entre a arroba do boi gordo negociada no estado de São Paulo e os preços da carcaça casada no atacado paulista ficou em R$ 16,12 por arroba, com vantagem para a carne.
Já a arroba do boi gordo, até a quinta-feira, foi cotada em média a R$ 347,50 no indicador Cepea/Esalq, enquanto a carcaça casada era negociada em média a R$ 364,50 por arroba equivalente.
O ESTADO DE SÃO PAULO/AGRO
Couro: exportação começa bem o ano
A China, a Itália e o Vietnã foram os principais destinos do couro brasileiro. A cotação do couro verde não mudou em relação a janeiro.
Na região Central do Brasil, o couro verde de primeira linha foi negociado a R$0,60/kg, e o couro comum foi cotado em R$0,50/kg. No Rio Grande do Sul, a cotação também não mudou, com o couro verde sendo comercializado em R$0,90/kg. Todos os preços são à vista, sem bonificação e sem ICMS. No primeiro bimestre, o volume exportado aumentou, com exceção das aparas. A exportação do couro wet blue aumentou 31,4% em volume, seguido pelo couro salgado e pelo couro acabado. O faturamento, consequentemente melhorou. O faturamento com o wet blue em fevereiro foi de US$39,1 milhões, aumento de 33,5% frente a janeiro. A receita com o couro acabado foi de US$33,6 milhões. A China, a Itália e o Vietnã foram os principais destinos do couro brasileiro. Os dados do primeiro bimestre indicam um início de ano favorável para a exportação de couro. Mesmo com a estabilidade das cotações no mercado interno, o aumento do volume embarcado evidenciou a sustentação da demanda internacional pelo produto brasileiro.
SCOT CONSULTORIA
SUÍNOS
Custos de produção de suínos caem e frango de corte se mantém estável em fevereiro
Os custos de produção de suínos e de frangos de corte tiveram comportamentos diferentes em fevereiro conforme os levantamentos mensais da Embrapa Suínos e Aves divulgados por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS.
Em Santa Catarina, o custo de produção do quilo do suíno vivo passou de R$ 6,45 em janeiro para R$ 6,36, queda de 1,39%, com o ICPSuíno recuando para 364,12 pontos. No ano, o índice acumula uma diminuição de 1,77%. No acumulado dos últimos 12 meses, a variação é de -0,04%. A ração, responsável por 71,92% do custo total de produção em fevereiro, baixou 1,08% no mês e acumula -1,42% no ano. No Paraná, o custo de produção do quilo do frango de corte em fevereiro se manteve praticamente estável em relação a janeiro, subindo R$ 0,01, chegando aos R$ 4,72, alta de 0,16%. No ano, o índice acumula alta de1,40%. Já no acumulado dos últimos 12 meses, a variação é negativa: -3,15%. Os custos com aquisição de pintos de 1 dia de vida (18,92% do total), caíram 0,04% em fevereiro, mas têm um aumento acumulado de 18,56% nos últimos 12 meses. Santa Catarina e Paraná são estados de referência nos cálculos dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS, devido à sua relevância como maiores produtores nacionais de suínos e frangos de corte, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas de custos para os estados de Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso e Rio Grande do Sul, fornecendo subsídios importantes para a gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos de suínos e aves de corte.
EMBRAPA SUÍNOS E AVES
FRANGOS
Influenza Aviária avança na Ásia com novos focos na Coreia do Sul, Japão e Índia
Autoridades sanitárias reforçam vigilância diante da disseminação do vírus H5N1 em granjas e aves silvestres.
A disseminação da Influenza Aviária Altamente Patogênica (IAAP) segue gerando preocupação em diferentes países da Ásia, com novos registros da doença em granjas comerciais e aves silvestres. A Coreia do Sul, o Japão e a Índia confirmaram novos focos da enfermidade causados principalmente pela variante do vírus H5N1, levando autoridades sanitárias a intensificar medidas de biossegurança e monitoramento. Na Coreia do Sul, sete novos surtos foram registrados desde o início de março, elevando para 56 o total de ocorrências da doença no país em 2026, conforme dados divulgados pelo Ministério da Agricultura até 13 de março. O foco mais recente da Influenza Aviária foi identificado em um plantel com aproximadamente 45 mil frangos poedeiros no município de Pocheon, localizado na província de Gyeonggi. Com a confirmação do vírus H5N1, as autoridades adotaram imediatamente medidas sanitárias para conter a disseminação da doença. Desde o início do ano, a IAAP já atingiu 37 granjas de frango no país, incluindo 28 unidades de produção de ovos, oito granjas de reprodutoras e uma criação de frango caipira. Além dessas ocorrências, foram registrados surtos em 15 criações de patos, sendo nove voltadas à produção de carne e seis de reprodutoras. Três granjas de codornas e uma criação de gansos também foram afetadas. Os focos mais recentes foram confirmados em quatro províncias sul-coreanas: Chungcheong do Sul, Jeolla do Norte, Gyeongsang do Norte e Gyeonggi. Diante da ampla distribuição geográfica da doença, o governo reforçou o alerta para que os produtores mantenham elevados níveis de biossegurança nas granjas. No Japão, o Ministério da Agricultura confirmou no início de março um novo surto de Influenza Aviária Altamente Patogênica associado à variante H5N1. O vírus foi detectado em um plantel com aproximadamente 188 mil frangos de corte na cidade de Abira, localizada na ilha de Hokkaido. Com esse registro, o total de surtos confirmados no país desde outubro chega a 21. O episódio também representa o primeiro caso registrado na província de Hokkaido desde dezembro. Desde o início do atual ciclo de disseminação da doença no outono passado, mais de cinco milhões de aves já foram diretamente afetadas no Japão, seja por mortalidade causada pela enfermidade ou por abates preventivos realizados para conter a propagação do vírus. A Índia também voltou a registrar ocorrências de IAAP após um período sem notificações no estado de Bihar. Em meados de fevereiro, o vírus H5N1 foi detectado em uma instalação de pesquisa e treinamento avícola localizada em Patna. Cerca de cinco mil aves foram afetadas no local, conforme notificação oficial encaminhada às autoridades internacionais de saúde animal. Este foi o primeiro registro da doença no estado desde julho de 2025. A circulação da Influenza Aviária na região também envolve outros países asiáticos. A Indonésia notificou retrospectivamente à Organização Mundial de Saúde Animal a ocorrência de 24 surtos da doença entre fevereiro e agosto de 2025. Os casos foram registrados em 12 regiões distribuídas pelas ilhas de Java, Bornéu, Sulawesi e Sumatra, totalizando aproximadamente 15,5 mil aves afetadas. Segundo as autoridades sanitárias, a Influenza Aviária é considerada endêmica no país. Nas Filipinas, nove granjas avícolas continuam sob monitoramento devido a surtos ativos da variante H5N1, conforme dados divulgados pelo Escritório da Indústria Animal do Departamento de Agricultura. As ocorrências estão concentradas na ilha de Luzon, com foco principal na região do Vale de Cagayan. No Iraque, um surto envolvendo uma granja com cerca de 60 mil frangos poedeiros foi registrado no início de janeiro. Sem novos casos detectados desde então, as autoridades declararam o foco oficialmente encerrado.
WATTAGNET
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Exportações de milho crescem 163% no Paraná
Irã lidera compras de milho do Estado
O Paraná registrou em 2025 o maior volume de exportações de milho de sua história, segundo o Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (12) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab).
De acordo com o levantamento, o estado embarcou mais de 5,36 milhões de toneladas do cereal ao longo do ano, volume 163% superior ao registrado no período anterior. Em valores, as exportações superaram R$ 6 bilhões, o equivalente a cerca de US$ 1,15 bilhão. Segundo o relatório, o estado, que é o segundo maior produtor nacional de milho, tem no consumo interno a principal fonte de demanda, enquanto as vendas externas são realizadas, em geral, com o excedente da produção. O documento aponta que, em 2025, a soma da primeira e da segunda safra resultou em uma produção superior a 20,6 milhões de toneladas, configurando uma supersafra no estado. Apesar do desempenho recorde, o setor exportador paranaense pode enfrentar ajustes na próxima temporada. O boletim destaca que o principal destino do milho do estado em 2025 foi o Irã, responsável por 51% do volume exportado. Diante do cenário de conflito na região, o relatório aponta possíveis impactos sobre o comércio internacional. O documento afirma que “podem surgir gargalos logísticos e comerciais que dificultem a manutenção do fluxo normal das exportações, ao menos no curto prazo”.
AGROLINK
Paraná tem 27 mil vagas de emprego em todos os setores da economia
As oportunidades contemplam diferentes níveis de escolaridade e perfis profissionais, com destaque para funções ligadas à indústria, comércio, serviços e agronegócio. Entre os cargos com maior número de vagas estão alimentadores de linha de produção (6.900), abatedor (1.525) e operador de caixa (1.021).
As Agências do Trabalhador do Paraná têm 27.093 vagas de empregos abertas em todas as regiões do Estado por meio da Rede Sine/Agências do Trabalhador. Esse é o maior número do ano. As oportunidades contemplam diferentes níveis de escolaridade e perfis profissionais, com destaque para funções ligadas à indústria, comércio, serviços e agronegócio. Entre os cargos com maior número de vagas estão alimentadores de linha de produção (6.900), abatedor (1.525) e operador de caixa (1.021). A Regional de Cascavel lidera o ranking, com 5.484 vagas abertas, impulsionada principalmente pelo setor industrial e agroindustrial, com forte demanda por alimentadores de linha de produção (1.835) e abatedores (999). Na sequência aparece a Regional de Curitiba, que soma 4.997 oportunidades, refletindo a diversidade econômica da Capital e da Região Metropolitana. São 545 vagas para alimentador de linha de produção. A Regional de Londrina, no Norte do Estado, soma 4.223 oportunidades, com destaque para a indústria, comércio e serviços administrativos. São 1.020 apenas para auxiliar de linha de produção e 267 para faxineiro. A Regional de Campo Mourão reúne 3.333 vagas, com grande presença do setor agroindustrial, enquanto a Regional de Foz do Iguaçu contabiliza 2.790 oportunidades, puxadas especialmente pela indústria e pelo comércio, com destaque para alimentador de linha de produção (915) e vendedor de comércio varejista (222). No Sudoeste, a Regional de Pato Branco tem 2.078 vagas, com forte participação da indústria e do comércio. Outras regionais também apresentam volumes expressivos de vagas, como Maringá (1.417), Umuarama (1.089), Guarapuava (675), Paranaguá (590), Ponta Grossa (331) e Jacarezinho (86), demonstrando que a geração de empregos avança de forma equilibrada por todo o território paranaense. Além das vagas operacionais, a rede também oferece oportunidades para cargos técnicos, administrativos, de nível superior e estágios, especialmente em Curitiba e na Região Metropolitana, ampliando as possibilidades para jovens e profissionais em busca de recolocação. Há vagas com salários maiores para farmacêuticos, técnico de refrigeração, auxiliar de manutenção predial, gerente de supermercado, professor de creche e desenhista de identidade visual. Entre os estágios, destacam-se a procura por assistente de compras.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Dólar fecha em forte queda com alívio de risco global
Após a recompra de títulos por parte do Tesouro Nacional, houve um alívio adicional nos mercados locais, incluindo o câmbio, com o dólar renovando as mínimas do dia
O dólar à vista encerrou o pregão da segunda-feira em queda forte frente ao real, de 1,6%. O movimento é reflexo da menor percepção de risco global. Na última sexta-feira, operadores de câmbio mencionaram um aumento forte em posições compradas em dólar diante da cautela em véspera de fim de semana. Como não houve um aumento nas tensões no Oriente Médio nos últimos dois dias, hoje esse “hedge” foi desfeito e o real se destacou entre as moedas mais líquidas acompanhadas pelo Valor. Na parte da tarde, após a recompra de títulos por parte do Tesouro Nacional, houve um alívio adicional nos mercados locais, incluindo o câmbio, com o dólar renovando as mínimas do dia. Encerradas as negociações do mercado à vista, o dólar comercial fechou negociado em queda de 1,60%, cotado a R$ 5,2294, depois de ter encostado na mínima de R$ 5,2263 e batido na máxima de R$ 5,2835. Já o euro comercial registrou desvalorização de 0,84%, a R$ 6,0184. Perto do fechamento, o real tinha o melhor desempenho frente ao dólar, na relação das 33 moedas mais líquidas, seguido por rand sulafricano e peso mexicano. No exterior, o índice DXY, que mede a força do dólar contra uma cesta de seis moedas de mercados desenvolvidos, recuava 0,56%, aos 99,803 pontos. Desde o começo da sessão, o dólar à vista recuou frente ao real, em um movimento de correção de excessos, dado que o último pregão foi marcado por forte aumento na posição comprada em dólar contra o real pelos agentes do mercado. “Foi um movimento de precaução contra qualquer fator de risco que pudesse surgir no fim de semana”, diz o profissional. “Mas hoje parte disso voltou, já que um estresse maior não se confirmou. Até porque é caro ficar arrastando posições compradas em dólar contra o real, ainda mais nesse cenário, que indica que o BC pode não cortar os juros, ou cortar muito pouco.” O economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima, concorda que os juros elevados beneficiam o real e fazem com que o dólar não se sustente em níveis muito altos por muito tempo, mas também lembra que o fator petróleo também beneficia o real.
VALOR ECONÔMICO
Ibovespa encerra perto dos 180 mil pontos com alívio global do risco e recuo dos juros futuros
O recuo dos juros futuros favoreceu ações cíclicas domésticas, que ficaram entre as maiores valorizações do índice
O recuo nos preços do petróleo deu suporte para uma recuperação dos ativos de risco ao redor do mundo na segunda-feira, o que também beneficiou a bolsa local, às vésperas da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central. O movimento externo mais favorável foi amplificado ainda por fatores locais, como leilões de recompra de títulos prefixados e atrelados à inflação feitos pelo Tesouro Nacional, o que ajudou a reverter uma parte do forte estresse visto na curva futura na última sexta-feira. Na máxima do dia, a principal referência acionária local chegou a tocar os 181.255 pontos, mas perdeu força durante a sessão. À tarde, o leilão extraordinário do Tesouro, que recomprou 35,5% do lote de 10 milhões de títulos públicos indexados à inflação (NTN-Bs) para cinco vencimentos, fez o índice ampliar os ganhos. Na prática, a iniciativa do Tesouro levou a um recuo nas taxas dos papéis atrelados à inflação, o que foi bem-recebido por investidores locais. Depois, o Ibovespa devolveu um pouco da alta e, no fim da sessão, encerrou com ganho de 1,25%, aos 179.875 pontos, distante da mínima de 177.656 pontos. O recuo dos juros futuros favoreceu ações cíclicas domésticas, que ficaram entre as maiores valorizações do índice, caso de Magazine Luiza (5,35%) e Direcional (3,55%). Blue chips também subiram em bloco: as PN da Petrobras avançaram 2,04% enquanto as ON da Vale subiram 0,69%. Para o BTG Pactual, os papéis da Petrobras seguem muito atraentes, por se tratar de uma das poucas opções de investimento entre empresas integradas de energia de mercados emergentes listadas. Além disso, a equipe do banco afirmou que o perfil de produção robusto e de baixo custo coloca a companhia em posição competitiva frente a pares globais. A estimativa do banco é que, se o preço do petróleo Brent voltar para US$ 80 por barril e os preços domésticos de combustíveis forem ajustados, a volte a gerar fluxo de caixa excedente nos próximos trimestres. Apesar do alívio na percepção de risco visto hoje, Luis Castro da Fonseca, sócio-fundador da Nest Asset Management, avalia que a forte volatilidade nos mercados deve continuar nos próximos dias, com movimentos mais expressivos tanto para baixo quanto para cima até que se tenha uma maior definição sobre os próximos passos no conflito no Oriente Médio. Embora o Ibovespa tenha se recuperado, o executivo afirma não ter notado uma mudança positiva que possa ter beneficiado mais o Brasil do que outros países, definindo que o ocorreu na sessão da segunda-feira foi uma melhora global que, por consequência, favoreceu as ações brasileiras. Ontem, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 16,5 bilhões e de R$ 22,4 bilhões na B3. Em Wall Street, o dia também foi positivo. No fim, o Nasdaq avançou 1,22%; o S&P 500 ganhou 1,01%; e o Dow Jones teve alta de 0,83%.
VALOR ECONÔMICO
FOCUS: Mercado estima redução da Selic em 0,25 ponto esta semana
A taxa está no maior nível desde julho de 2006
Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) faz, nesta semana, nova reunião para decidir sobre a taxa básica de juros, a Selic, e a previsão do mercado financeiro é que ela seja reduzida em 0,25 ponto percentual, para 14,75% ao ano. A expectativa está no boletim Focus da segunda-feira (16), pesquisa divulgada semanalmente pelo BC com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos. Apesar do recuo da inflação e do dólar, o Copom não interferiu nos juros pela quinta vez seguida, na última reunião, no fim de janeiro. A taxa está no maior nível desde julho de 2006, quando se situou em 15,25% ao ano. Em ata, o colegiado confirmou que começará a reduzir os juros na reunião de março, marcada para esta terça (17) e quarta-feira (18), caso a inflação se mantenha sob controle e não haja surpresas no cenário econômico. Ainda assim, os juros serão mantidos em níveis restritivos. Na semana passada, o mercado estimava um corte de 0,5 ponto percentual na Selic, mas o aumento das expectativas de inflação mudou este cenário. Entre as razões para esta revisão está o impacto econômico da guerra no Irã, com o aumento no preço do petróleo pressionando a inflação futura. Da mesma forma, a estimativa dos analistas de mercado para a taxa básica, até o final de 2026, foi elevada nesta edição do boletim Focus, com a previsão de redução passando de 12,13% ao ano para 12,25% ao ano. Para 2027 e 2028, a projeção é que a Selic seja reduzida para 10,5% ao ano e 10% ao ano, respectivamente. Em 2029, a taxa deve chegar a 9,5% ao ano. A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) - referência oficial da inflação no país - passou de 3,91% para 4,1% em 2026. Para 2027, a projeção da inflação permaneceu em 3,8%. Para 2028 e 2029, as previsões são de 3,5%, para ambos os anos. Apesar da alta, a estimativa para a variação de preços em 2026 se mantém dentro do intervalo da meta que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Em fevereiro, a alta dos preços em transportes e educação fez a inflação oficial do mês fechar em 0,7%, uma aceleração diante do registrado em janeiro, 0,33%. De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o resultado levou o IPCA a acumular alta de 3,81% em 12 meses. Já a estimativa das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira este ano variou de 1,82% para 1,83%. Para 2027, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB, a soma dos bens e serviços produzidos no país) ficou em 1,8%. Para 2028 e 2029, o mercado financeiro estima expansão do PIB em 2% para os dois anos. Nesta edição do boletim Focus, a previsão da cotação do dólar está em R$ 5,40 para o fim deste ano. No fim de 2027, estima-se que a moeda norte-americana fique em R$ 5,47.
AGÊNCIA BRASIL - EBC
Índice de atividade econômica do Banco Central tem alta de 0,80% em janeiro
Índice subiu 1% na comparação com janeiro de 2025
O IBR-Br (Índice de Atividade Econômica do Banco Central), considerado uma prévia do PIB (Produto Interno Bruto), registrou alta de 0,80% em janeiro na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados divulgados pelo BC nesta segunda-feira (16). A expectativa em pesquisa da Reuters para o resultado de janeiro era de aumento de 0,85%.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 1%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um ganho de 2,3%, de acordo com números não dessazonalizados.
REUTERS
Tesouro recompra quase R$ 30 bi em títulos para conter escalada dos juros
Estratégia buscou conter disparadas nas curvas dos últimos dias. Investidores passaram a prever chance de Selic cair em um ritmo mais lento por causa da guerra no Irã
O Tesouro Nacional recomprou R$ 12,1 bilhões em títulos prefixados e R$ 15,4 bilhões em títulos IPCA+ (indexados à inflação) nesta segunda-feira (16), em uma intervenção no mercado depois de uma escalada nos juros futuros. A estratégia buscou conter a disparada das curvas de juros nos últimos dias, quando investidores passaram a colocar na conta a possibilidade de a taxa Selic cair em um ritmo mais lento do que o esperado. A medida foi anunciada pelo Tesouro pela manhã em um comunicado que dizia que o objetivo era "oferecer suporte ao mercado de títulos públicos, assegurando seu bom funcionamento e o de mercados correlatos". Diversos bancos e corretoras anunciaram nesta segunda uma redução na expectativa de corte de juros pelo Copom na reunião desta semana. A compra de R$ 27,5 bilhões em títulos pelo Tesouro Nacional foi a maior atuação do órgão no mercado de juros desde 2020, quando foi declarada a pandemia de Covid-19. Naquele ano, o Tesouro comprou R$ 35,6 bilhões em títulos (em valores nominais), mas as operações foram diluídas entre os dias 13 e 26 de março. Nesta segunda, a intervenção líquida ficou em R$ 26,86 bilhões, já que, ao mesmo tempo, o governo emitiu R$ 650 milhões em novos papéis atrelados à inflação --um volume bastante baixo considerando o histórico de captações do Tesouro. Segundo técnicos envolvidos na operação, a entrada do Tesouro ajudou a "colocar a bola no chão" e dar tranquilidade ao mercado num momento em que as incertezas em torno da guerra no Irã deixaram o mercado de juros sem referências. Num momento como esse, em que há disparo de ordens de venda para estancar possíveis perdas, o órgão atua para dar saída a esses investidores e restabelecer o bom funcionamento do mercado. Entre agentes do mercado financeiro, chamou a atenção o fato de a atuação do Tesouro ter ocorrido em semana de decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) sobre a taxa básica de juros, a Selic. Na prática, ao tirar pressão da curva de juros, o Tesouro reduziu o estresse sobre essa variável em uma semana decisiva. Segundo um interlocutor do governo, os técnicos chegaram a levantar a questão sobre se o órgão devia atuar ou não diante desse contexto, mas a orientação do comando do Tesouro foi a de que a avaliação técnica deveria prevalecer. Isso significa, na prática, que o órgão recebeu sinal verde para fazer o que julgasse ser mais apropriado para manter o bom funcionamento dos mercados. A avaliação é que, da mesma forma, o Banco Central deve adotar a mesma postura e fazer o que for necessário em relação à taxa de juros.
Na avaliação desse interlocutor, o órgão foi bem-sucedido em transmitir o sinal de que está atento e disposto a agir rápido, com atuação técnica independentemente de ser ano eleitoral ou não.
FOLHA DE SÃO PAULO
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