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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1172 DE 14 DE AGOSTO DE 2026

prcarne
14 de ago.
13 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1172 | 14 de agosto de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi Gordo: preços estáveis

O ritmo de negócios envolvendo boiadas gordas seguiu moderado na quinta-feira (13/8), com a oferta restrita de animais terminados preservando o poder de barganha dos pecuaristas e sustentando os preços da arroba na maioria absoluta das praças brasileiras, informaram os analistas da Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 357,50/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo)

 

Na ponta compradora, relata a consultoria, os frigoríficos ainda encontram dificuldade para alongar as escalas de abate, que permanecem curtas, embora estabilizadas em 6 dias úteis, na média nacional. “Esse quadro mantém a arroba firme mesmo diante do menor consumo doméstico já na aproximação da segunda quinzena”, observam os analistas da Agrifatto, que reforçam: “A oferta enxuta de gado terminado e a dificuldade da indústria para ampliar as programações de abate reduzem o espaço para movimentos de baixa e seguem como principal fundamento de sustentação do mercado”. Na avaliação da Scot Consultoria, em São Paulo, a oferta de boiadas e a procura pela matéria-prima estão equilibradas. “Os frigoríficos negociam com cautela, comprando apenas o necessário para manter as escalas confortáveis, que atendem, em média, a 8 dias”, relatou a Scot. Segundo a consultoria, o escoamento da carne no mercado interno paulista está lento, o que limita espaço para novas altas nas cotações da arroba. Pelos dados da Scot, no interior de’ São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 350/@, o “boi China” em R$ 352/@, a vaca gorda em R$ 325/@ e a novilha terminada em R$ 337/@ (valores brutos, no prazo). Na B3, os contratos do boi gordo encerraram a sessão da quarta-feira (12/8) em alta pelo terceiro dia seguido. O papel com vencimento em outubro/26 fechou o pregão cotado a R$ 360,20/@, um ligeiro aumento de 0,18% em relação ao pregão anterior. “Os avanços consecutivos dos contratos futuros reforçam a percepção de firmeza”, diz a Agrifatto. Na primeira semana de agosto/26, o volume exportado pelo Brasil de carne bovina in natura atingiu 52,4 mil toneladas, com uma média diária de 10,5 mil toneladas, o que representou uma queda de 17,9% frente ao embarcado diariamente, em média, em agosto de 2025, informou a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Porém, no mesmo período analisado, a cotação média da tonelada embarcada ficou em US$ 6,2 mil, com alta de 10,5% na comparação com o valor médio obtido em agosto do ano passado. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 20,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (11/8), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 347,50/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MINAS GERAIS: (Exceto região Sul): R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 343,00/@ (à vista) R$ 347,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 338,00/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

CARNES

 

Custos de produção de frango de corte e de suínos sobem em julho

Os custos de produção do frango de corte e do suíno vivo tiveram alta no mês de julho nos principais estados de referência da avicultura e da suinocultura brasileiras. No Paraná, o custo do frango aumentou 1,39%, enquanto em Santa Catarina, o custo do suíno subiu 1,30%, segundo levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves divulgado na Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), disponível no site embrapa.br/suínos-e-aves/cias.

 

Em Santa Catarina, o custo de produção do suíno vivo passou de R$ 6,21 em junho para R$ 6,29 em julho, aumento de 1,30%, com o ICPSuíno chegando aos 359,67 pontos. No acumulado do ano (jan–jul), o índice apresenta queda de 2,97%, mas, nos últimos 12 meses, a alta é de 2,60%. A ração, responsável por 72,52% do custo total em julho, subiu 1,19% no mês, enquanto acumula redução de 1,81% no ano. No Paraná, o custo de produção do frango de corte foi de R$ 4,77 por quilo em julho, em comparação aos R$ 4,71 em junho, alta de 1,39%, com o ICPFrango atingindo 369,20 pontos. No acumulado do ano (jan–jul), o índice registra alta de 2,50%, enquanto, em 12 meses, a variação é de 3,76%. Os custos com ração, que representaram 62,51% do total em julho, subiram 1,67% no mês e acumulam aumento de 1,35% em 12 meses. Os custos de aquisição dos pintainhos de 1 dia (19,83% do total) subiram 1,40% no mês e acumulam 15,07% nos últimos 12 meses. Santa Catarina e Paraná são estados de referência utilizados no cálculo dos Índices de Custo de Produção (ICPs) da CIAS por concentrarem a maior produção nacional de suínos e frangos de corte, respectivamente. A CIAS também disponibiliza estimativas para Goiás, Mato Grosso, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, ampliando o acompanhamento dos custos e oferecendo subsídios à gestão técnica e econômica dos sistemas produtivos. Nos estados da Região Sul (Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul), os custos de produção são calculados e publicados mensalmente, enquanto para Mato Grosso, Goiás e Minas Gerais, a divulgação ocorre em periodicidade trimestral.

EMBRAPA SUÍNOS E AVES

 

SUÍNOS

 

Suínos/Cepea: Embarques recuam com redução de compras de países asiáticos

As exportações brasileiras de carne suína recuaram entre junho e julho. Pesquisadores do Cepea apontam que o movimento foi influenciado sobretudo pela redução nas compras de países asiáticos, especialmente das Filipinas, o maior destino da proteína brasileira no mercado internacional.

 

O Cepea destaca, com base nos dados da Secex, que o ritmo acelerado de compras durante todo o primeiro semestre de 2026 levou esse país a formar estoques maiores, causando um ajuste na demanda no último mês. Segundo o Centro de Pesquisas, retrações nos embarques no começo do segundo semestre são relativamente comuns. Nos últimos 10 anos, variações negativas em julho ocorreram cinco vezes, incluindo no ano passado. Naquela ocasião, conforme apurado pela Secex, a maior parte dos países asiáticos, o que inclui importantes parceiros como a China, as Filipinas e o Japão, diminuiu o ritmo de compras da proteína brasileira.

CEPEA

 

EMPRESAS

 

Lucro da MBRF teve queda de 19,5% no 2º trimestre

A receita líquida da empresa, resultado da fusão entre Marfrig e BRF, atingiu R$ 40,7 bilhões

 

A MBRF, uma das maiores empresas globais de alimentos, informou nesta quinta-feira (13/8) que registrou um lucro líquido de R$ 69 milhões no segundo trimestre do ano, uma queda de 19,5% em comparação com os R$ 85 milhões de igual período de 2025. O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado foi de R$ 3,2 bilhões, 5,4% superior ao do intervalo de abril a junho do ano passado, segundo o balanço financeiro. A receita líquida da empresa, resultado da fusão entre Marfrig e BRF, atingiu R$ 40,7 bilhões, alta de 4,9% na mesma base de comparação. “A companhia demonstrou desempenho sólido, transformando receita em lucro, mesmo num ambiente macroeconômico bastante desafiador. Avançamos em nossa plataforma multiproteína, focados em valor agregado, qualidade, capilaridade”, disse a jornalistas o CEO da MBRF, Miguel Gularte. A queda no lucro no período refletiu principalmente os juros maiores, tendo em vista taxas mais altas do que um ano antes, e os impactos negativos da variação cambial, segundo o vice-presidente de Finanças e Relações com Investidores, José Ignacio Scoseria. A MBRF encerrou o segundo trimestre com R$ 1,420 bilhão em juros provisionados, 22,7% mais do que em igual período de 2025. Também reportou variação cambial negativa de R$ 111 milhões. Um ano antes, tinha registrado variação cambial positiva de R$ 3 milhões. A dívida líquida consolidada cresceu 19,7% na comparação anual, para R$ 45,008 bilhões, e a alavancagem em reais — relação entre a dívida líquida e o Ebitda de 12 meses encerrado em junho — aumentou para 3,41 vezes, de 2,74 vezes um ano antes. O “consumo relevante” de capital de giro no trimestre dificultou a redução da alavancagem, disse Scoseria. Contribuíram para esse cenário a continuidade do conflito no Oriente Médio e o nível de estoque de produtos da BRF no mar, os preços do boi em níveis elevados e a plena ocupação dos confinamentos da empresa na América do Sul. A formação de estoques para as festas de fim de ano foi outro fator que elevou o uso de capital de giro. “Estamos conseguindo abastecer a região [Oriente Médio], com rentabilidade muito boa, porém com estoque maior. Estamos confiantes de que no segundo semestre traremos o capital de giro de volta para a companhia e começaremos a trajetória de desalavancagem”, afirmou Scoseria. Apesar do lucro menor, a companhia conseguiu ampliar receitas e Ebitda de todas os negócios. Na operação de carne bovina da América do Norte, a receita líquida foi 14,9% maior, de US$ 3,748 bilhões, e o Ebitda ajustado foi 1,7% superior, de US$ 26 milhões, mesmo com o boi caro no país. O negócio de carne bovina da América do Sul teve receita de R$ 6,389 bilhões, 26,4% superior à do segundo trimestre do ano passado, com Ebitda ajustado de R$ 570 milhões, avanço de 22,1% sobre igual período de 2025. A receita líquida da BRF cresceu 1,1%, para R$ 15,428 bilhões, com Ebitda ajustado de R$ 2,596 bilhões, alta de 3,8% na comparação anual. O volume vendido no Brasil subiu 4,6% e, no exterior, a evolução dos preços em dólar e a conquista de 34 novas habilitações ampliaram o acesso a mercados. A Sadia Halal, de negócios no Oriente Médio, teve receita líquida de US$ 590 milhões, 16,6% maior que no segundo trimestre de 2025, e Ebitda ajustado de US$ 95 milhões, o dobro de um ano antes. A companhia destacou no comunicado sinergias que seguem sendo extraídas da fusão de BRF e Marfrig. Foram R$ 158 milhões no trimestre, obtidos em várias áreas. No Brasil, com a integração comercial, o portfólio de bovinos foi estendido a mais de 20 mil novos pontos de venda.

VALOR ECONÔMICO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Conab aumenta projeção e estima safra de grãos de 360,8 milhões de toneladas

Na comparação com 2024/25, o incremento é de 2,4%, ou 8,5 milhões de toneladas a mais. Segundo a Conab, o resultado é influenciado pelo crescimento de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares

 

A Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) revisou para cima a projeção para a safra 2025/26 de grãos, confirmando a expectativa de recorde. O levantamento divulgado nesta quinta-feira (13/8) aponta que o volume colhido será de 360,8 milhões de toneladas, cerca de 700 mil toneladas a mais em relação ao relatório divulgado em julho. Na comparação com o ciclo 2024/25, o incremento é de 2,4%, o que representa 8,5 milhões de toneladas a mais. Os números apontam para produção recorde em quatro cultivos: soja, milho, algodão e sorgo. Segundo a Conab, o resultado é influenciado pelo crescimento de 2,1% na área cultivada, estimada em 83,5 milhões de hectares. Já a produtividade média nacional das lavouras deve ficar em 4,3 mil quilos por hectare, número próximo ao registrado na safra passada. Principal cultivo agrícola do país, a soja tem produção estimada em 180,5 milhões de toneladas, número levemente inferior ao registado no levantamento de julho - quando foram estimadas 180,6 milhões de toneladas. Na comparação com a safra passada, houve incremento de 5,2% na produção. A colheita da safra de verão da oleaginosa já está encerrada, mas ainda há áreas sendo cultivadas em Roraima, Alagoas e Tocantins. Segundo o gerente de acompanhamento de safras da Conab, Fabiano Vasconcellos, o ajuste na estimativa se deveu ao desempenho da segunda safra em Tocantins. Já o milho deve atingir produção total de 143 milhões de toneladas somadas as três safras, acima do previsto no relatório anterior. O volume representa um crescimento de 1,3% em relação à safra passada. O desempenho é atribuído principalmente à primeira safra, cuja produção aumentou em mais de 18%. Na segunda safra, que é a maior, houve uma leve oscilação para baixo na comparação com o ciclo passado. A terceira safra, semeada no Nordeste, enfrenta condições climáticas adversas e deve cair na comparação com o ciclo 2024/25. No algodão, a produção está prevista em 5,8 milhões de toneladas para o produto em caroço, o que resulta em 4,1 milhões de toneladas de pluma. É a maior safra da série histórica da Conab. A colheita já alcançou 43,7% da área. Já o feijão deve registrar uma produção total próxima a 3 milhões de toneladas, somadas as três safras da leguminosa, volume 3,2% inferior à safra passada. "É uma produção bem ajustada ao consumo interno, mas permite exportar parte dessa produção para alguns países também", afirmou Vasconcellos. A produção de arroz está prevista em 11,1 milhões de toneladas, queda de 13%, influenciada pela queda de 14% na área de plantio. A colheita está praticamente finalizada, com alguns Estados ainda em cultivo - o que não deve alterar a estimativa, segundo a companhia. A redução na área deve-se principalmente às condições de mercado à época do plantio, que influenciaram a implementação da cultura. O sorgo confirmou o aumento da sua relevância no cenário nacional. O aumento estimado é de quase 33% na área, com uma produção de 7,4 milhões de toneladas - aumento de 20,7% em relação à safra passada. O principal fator de preocupação é com relação à safra de trigo. A estimativa da Conab é de que a área recue 20,4%, o que deve ocasionar uma retração de 26,2% na produção, totalizando 5,8 milhões de toneladas. Além disso, há o temor sobre o impacto do El Niño na região Sul, principal produtora do cereal. "As projeções é que tenhamos chuvas bastante acentuadas pelo menos até outubro, talvez se prorrogando até novembro. Isso, principalmente no Rio Grande do Sul, poderá comprometer a qualidade desse trigo", afirma o presidente da Conab, Silvio Porto.

GLOBO RURAL

 

ECONOMIA

 

Dólar sobe pela quarta sessão seguida e acumula alta de 2% na semana

O dólar fechou a quinta-feira mais uma vez em leve alta frente ao real, marcando a quarta elevação consecutiva da divisa em uma sessão em que novos dados no Brasil e no exterior não foram suficientes para direcionar fortemente a moeda norte-americana.

 

O dólar à vista fechou o dia com alta de 0,23%, aos R$5,1896, acumulando avanço de 2,07% na semana. No ano, a moeda norte-americana ainda cai 5,45% ante o real. Às 17h07, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,05% na B3, a R$5,2125 na venda. Dados divulgados pelo governo dos EUA nesta quinta mostraram que os preços ao produtor nos EUA ficaram estáveis em julho, após uma queda de 0,1% em junho, segundo dado revisado. Economistas consultados pela Reuters previam alta de 0,2% do índice, após recuo de 0,3% divulgado anteriormente em junho. O dado contribuiu para nova queda nas apostas de uma elevação da taxa básica de juros do Federal Reserve em setembro, após índice de inflação ao consumidor divulgado na véspera já ter tido impacto semelhante ao vir em linha com o esperado. Às 17h13, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- tinha variação positiva de 0,03%, a 99,974. A moeda norte-americana tinha variações mistas modestas contra pares emergentes do real no final da tarde, com o peso chileno caindo 0,09%, enquanto o peso mexicano subia 0,12%. No cenário doméstico, o IBGE informou pela manhã que o varejo brasileiro encerrou o segundo trimestre com alta nas vendas maior do que o esperado em junho, de 0,5%, acelerando o ritmo em relação ao mês anterior. O dia foi de nova queda do Ibovespa -- a oitava seguida -- em sessão marcada pela repercussão de nova bateria de resultados corporativos. "O dólar sobe aqui no Brasil hoje por questões mais domésticas do que propriamente uma questão da moeda americana em relação ao restante do mundo", disse o economista-chefe da Forum Investimentos, Bruno Perri em nota, destacando um movimento de aversão ao risco impactado pelo cenário eleitoral e por uma temporada de balanços, segundo ele, com resultados abaixo das expectativas.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda pelo 8º pregão seguido com balanços sob holofotes

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira pelo oitavo pregão seguido, com Hapvida capitaneando as perdas no dia com um tombo de mais de 30% após resultado pior do que o esperado, em sessão marcada pela repercussão de nova bateria de resultados corporativos.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,23%, a 167.098 pontos, de acordo com dados preliminares, após registrar 166.196,92 pontos na mínima e 168.515,49 pontos na máxima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$25,4 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Vendas no varejo do Brasil avançam 0,5% em junho, diz IBGE

As vendas no varejo brasileiro avançaram 0,5% em junho na comparação com o mês anterior e subiram 2,9% sobre um ano antes, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) na quinta-feira. A expectativa em pesquisa da Reuters era de alta de 0,30% na comparação mensal e de avanço de 2,35% sobre um ano antes.

REUTERS

 

Na presença de Lula, governo antecipa dados e anuncia criação de 2,1milhões de empregos

Em geral, as informações da Rais são divulgadas uma vez por ano, em dezembro, e não semestralmente 

 

O governo federal anunciou a criação de 2,1 milhões empregos formais no primeiro semestre deste ano, um crescimento de 4,1% em relação ao mesmo período do ano passado. Os dados são da Relação Anual de Informações Sociais (Rais), que, como o nome revela, geralmente é divulgada uma vez por ano, em dezembro, e não semestralmente. Pré-candidato à reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) participou do evento. Ao todo, o emprego formal no 1º semestre soma 62,891 milhões de vagas. Diferentemente do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), que registra mensalmente apenas os registros de Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), a Rais também compila dados sobre o emprego no setor público, dependente do investimento do governo, e de outros tipos de vínculos, como trabalhadores avulsos, dirigentes sindicais, trabalhadores cedidos e diretores não empregados. Na gestão Lula, desde janeiro 2023, foram criados pouco mais 10,1 milhões de empregos formais, informou a subsecretaria de Estatística do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Paula Montagner, sem explicar exatamente por que foi feita a mudança de período de anúncio, para 3,5 anos. Em plena pré-campanha, Lula tem buscado participar de boas notícias, embora sua presença não seja comum nem na divulgação anual. O número supera a proposta do plano de governo lulista em 2022 prometia a criação de pelo menos 8 milhões de empregos nos quatro anos. Em sua fala, o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho, fez um apelo contra a flexibilidade dos contratos. "Se nós olharmos o que está acontecendo no mercado de trabalho, número poderia ser maior, porque o que temos que computar são os PJs [pessoas jurídicas], que foram substituindo o trabalho formal", ponderou. "Ao estimular pejotização, estamos fragilizando fundo de financiamento e Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT). Quem quer empreender tem lugar ao sol, tem apoio do governo." "A criação de 10 milhões de empregos é muito positiva, é para comemorar, mas com uma preocupação. Como vamos trabalhar o futuro do trabalho brasileiro? Movimentação ancorada, de forma segura, na CLT, onde vamos continuar abastecendo fundo de garantia para financiar o desenvolvimento do nosso país", sugeriu o ministro.

VALOR ECONÔMICO

 

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