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O "Blend" da carne brasileira

A raça Angus é a número um na comercialização de sêmen no Brasil. É, atualmente, referência de qualidade e eficiência à pecuária de ciclo curto. Segundo o vice-presidente da Associação Brasileira de Angus, Caio Vianna, é também uma ferramenta genética importantíssima para a obtenção de um produto final qualificado e produzido de forma sustentável e a pasto, sendo exatamente o que faltava para o Brasil se consolidar como maior exportador mundial de carne bovina. Entrevistado do mês na edição da Revista AG de setembro, o dirigente fala sobre o estágio irreversível obtido pela raça através do cruzamento industrial com animais zebuínos, especialmente da raça Nelore."O criador comprovou e utiliza essa ferramenta para atingir níveis de produtividade e qualidade de carne compatíveis com o padrão de uma pecuária mais profissionalizada", destaca.


Para Vianna, a raça Angus encontrou, no cruzamento com o gado zebuíno, um “blend” ideal: "Assim como nos vinhos, um blend é quase um estado da arte na degustação, no sabor. Isso vale para as bebidas e, agora, o considero para a carne. A raça Angus conseguiu, no seu uso intensivo, dar esse 'blend' à carne brasileira para que, a cada dia, ela se torne mais importante, ganhe mais mercado e valorize a pecuária nacional. Vejo isso como algo irreversível, e vejo que nós, enquanto Associação Brasileira de Angus, criadores de genética Angus, temos a responsabilidade de continuar abastecendo esse mercado não só com essas questões da qualidade, mas em busca de mais produtividade e eficiência".


Porém, para isso, Vianna reforça a obrigatoriedade de o criador trabalhar com muito profissionalismo e tecnologia. "Esse produto faz parte de uma pecuária intensiva e evoluída. Não são animais para aquela pecuária chamada de sobrevivência, que os coloca no ambiente natural e espera para ver os que sobrevivem e aguentam as dificuldades. A produção de carne, hoje, nos exige criar um bom ambiente para que os animais cresçam, se desenvolvam e produzam até chegar ao produto final, distribuído no supermercado e na mesa do consumidor, com todos aqueles atributos desejados, como qualidade, sabor, prazer ao ser consumido, padrões nutricionais, sanitários, de segurança alimentar, etc. Essa é a pecuária que nós, criadores de Angus, precisamos aprimorar cada vez mais. Buscar e fazer provas de animais que tenham melhor eficiência alimentar, que apresentem excelente conversão alimentar, altos índices de fertilidade, produtividade, precocidade, acabamento de carcaça, tudo isso é um pacote que tem de estar embutido na genética Angus", afirma.


Fonte: Revista AG

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