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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 983 DE 03 DE NOVEMBRO DE 2025

  • prcarne
  • 3 de nov. de 2025
  • 21 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 983 | 03 de novembro de 2025

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo sobe R$ 15/@ em outubro em São Paulo; novilha gorda avança R$ 20/@

Com a oferta restrita de animais terminado e o encurtamento das escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, os preços do boi gordo fecharam o mês com viés de alta nas principais praças nacionais, informam os analistas da Agrifatto e da Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R$325,00 por arroba. Vaca: R$295,00. Novilha: R$310,00. Escalas de abate de sete dias. Boi China: R$ 318,00/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo)

 

Nas contas da Scot Consultoria, somente no mercado paulista, as cotações do boi gordo direcionado ao mercado interno e do “boi China” subiram R$ 15/@ em outubro/25, para em R$ 318/@ e R$ 322/@, respectivamente (valores brutos, no prazo). Por sua vez, também no mercado paulista, a vaca gorda e a novilha terminada registraram avanço mensal de R$ 15/@ e R$ 20/@, respectivamente, para R$ 295/@ e R$ 310/@. Segundo o zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot, a valorização do boi gordo é sustentada pelo forte ritmo das exportações brasileiras de carne bovina in natura, além da oferta limitada de boiadas gordas. Além disso, diz ele, ao longo do mês passado, a cotação do dólar sobre o real esteve melhor do que em setembro/25, o que eleva ainda mais a competitividade da carne brasileira no mercado internacional. Segundo Fabbri, a possibilidade de um acordo entre Brasil e Estados Unidos para o fim do tarifaço sobre a carne bovina brasileira também anima o mercado. “Além disso, o governo brasileiro indica que há diálogo avançado com o governo do Japão e que há a possibilidade, para um futuro não tão distante, de que o país compre carne bovina brasileira”, destaca Fabbri. Em relação à demanda doméstica, o fim de outubro/25 acelerou a procura por indústrias com escalas mais curtas para a aquisição de boiadas – que, com maiores dificuldades, têm tido que ofertar mais pela arroba. “Nesta virada de mês, período marcado pelo pagamento dos salários, o escoamento interno de carne bovina tende a ganhar força”, acrescenta Fabbri. Além disso, demanda interna também pode ficar mais aquecida diante do pagamento da primeira parcela do 13º e da aproximação das festas de final de ano, quando há uma maior procura pelos cortes próprios para churrasco. Cotações do boi gordo desta sexta-feira (31/10), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$325,00 a arroba. Boi China: R$325,00. Média: R$325,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$310,00. Escalas de abates de sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$280,00. Novilha: R$290,00. Escalas de abate de oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi Comum: R$325,00. Boi China: R$325,00. Média: R$325,00. Vaca: R$295,00. Novilha R$310,00. Escalas de sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$280,00. Novilha: R$290,00. Escalas de abate de sete dias. TOCANTINS e PARÁ: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$275,00. Novilha: R$285,00. Escalas de abate de sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China/Europa: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$280,00. Novilha: R$290,00. Escalas de abate de sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$285,00 a arroba. Vaca: R$260,00. Novilha: R$270,00. Escalas de abate de nove dias. MARANHÃO: Boi: R$290,00 por arroba. Vaca: R$265,00. Novilha: R$270,00. Escalas de abate de oito dias. Preços brutos do “boi-China” nesta sexta-feira (31/10), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,00/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 308,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo) GOIÁS: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 301,50/@ (à vista) R$ 305,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ:  R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 286,50/@ (à vista) e R$ 290,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 294,50/@ (à vista) e R$ 298,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/PORTAL DBO/SCOT CONSULTORIA

 

Agrifatto identifica encurtamento nas escalas de abate em sete praças pecuárias

Entre os frigoríficos paulistas, as programações sofreram redução de 2 dias úteis no comparativo semanal, encerrando a sexta-feira (31/10) em apenas 6 dias úteis

 

Ao longo desta semana encerrada em 31/10, as escalas de abate dos frigoríficos sofreram encurtamento em sete das nove praças pecuárias monitoradas semanalmente pela Agrifatto.

No entanto, na média nacional, as programações ainda seguem em sete dias úteis, o mesmo quadro apresentado no fechamento da semana anterior (24/10), de acordo com a apuração da consultoria. Considerando os nove Estados acompanhados pela Agrifatto, São Paulo se destacou nesta semana, apresentando redução nas escalas em dois dias úteis no comparativo semanal, encerrando a sexta-feira (31/10) em apenas seis dias úteis. Segundo o levantamento da Agrifatto, as praças do Paraná e de Mato Grosso registraram estabilidade nas programações de abate, em relação ao quadro da semana anterior (encerrada em 24/10), mantendo os mesmos sete dias úteis. Nas praças paraense, sul-mato-grossense e goiana, a consultoria identificou redução em um dia útil nas escalas de abate, finalizando a semana em seis dias de programação cada. Em Tocantins e de Minas Gerais também houve recuo semanal de um dia útil, com ambas finalizando a semana em sete dias de programação. Rondônia terminou a semana com queda de um dia útil nas escalas, fechando em 9 dias.

PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

Indústria não consegue repasses e preços da carne suína caem em outubro

O mês de outubro foi negativo para os preços da suinocultura brasileira. Segundo o analista e consultor da Safras & Mercado, Allan Maia, o ritmo de negócios ao longo da cadeia evoluiu de maneira truncada.

 

O analista aponta que o cenário da carne foi desafiador e a indústria não conseguiu repassar preços, o que acabou impactando também a dinâmica do vivo. “A indústria atuou com cautela nas compras, então por mais que o suinicultor sinalizou que a oferta de animais esteve sob controle, os preços do vivo não conseguiram encontrar espaço para altas”, explicou.

Outro ponto positivo, de acordo com Maia, é a exportação. “Os trabalhos continuam apresentando números robustos, favorecendo enxugamento da disponibilidade doméstica”, disse. Maia explica que, olhando para frente, o início de novembro traz uma perspectiva mais otimista. A entrada dos salários na economia, somada ao pagamento do 13o e à aproximação das festividades de fim de ano – período tradicionalmente marcado pelo aumento no consumo de carne suína – tende a favorecer a recuperação da demanda interna. O analista conclui afirmando que o movimento pode contribuir para uma melhora nos preços e para um equilíbrio do mercado no curto prazo. Levantamento de Safras & Mercado apontou que o mercado de suíno vivo no Brasil registrou queda nos preços em outubro nas principais praças do país. A média de preços do Centro-Sul caiu 1,11%, passando de R$ 7,97 para R$ 7,89 por quilo. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado caiu 0,79%, passando de R$ 13,51 para R$ 13,40. A carcaça teve desvalorização de 1,78%, passando de R$ 12,61 para R$ 12,38. A análise mensal de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo foi de R$ 168,00 para R$ 166,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo continuou em R$ 6,75 e no interior do estado foi de R$ 8,45 para R$ 8,40. Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração seguiu em R$ 6,70 e no interior catarinense de R$ 8,45 para R$ 8,30. No Paraná, o preço do quilo vivo registrou baixa de R$ 8,60 para R$ 8,40 no mercado livre e, na integração, permaneceu em R$ 6,90. No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande teve decréscimo de R$ 8,10 para R$ 8,00 e, na integração, estabilidade de R$ 6,70. Em Goiânia, os preços recuaram de R$ 8,10 para R$ 8,00. No interior de Minas Gerais, os preços tiveram desvalorização de R$ 8,40 para R$ 8,30 e, no mercado independente, de R$ 8,60 para R$ 8,50. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis teve perda de R$ 8,20 para R$ 8,00 e, na integração do estado, continuou em R$ 7,20. As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 272,360 milhões em outubro (18 dias úteis), com média diária de US$ 15,131 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 106,487 mil toneladas, com média diária de 5,916 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.557,7.

Em relação a outubro de 2024, houve avanço de 13% no valor médio diário, alta de 11,9% na quantidade média diária e elevação de 1% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

AGÊNCIA SAFRAS & MERCADO

 

Preço médio do suíno cai em outubro, diz Cepea

Após atingir a máxima do ano em setembro, o preço médio do suíno vivo caiu em outubro, aponta levantamento do Cepea. Segundo o Centro de Pesquisas, a pressão vem da demanda doméstica enfraquecida, sobretudo nesta segunda quinzena do mês.

 

A retração da procura de frigoríficos por novos lotes para abate, por sua vez, pode estar atrelada à maior competitividade das carnes concorrentes, como boi e frango. Para novembro, parte dos agentes consultados pelo Cepea acredita em alta na cotação do suíno vivo, fundamentada na menor disponibilidade interna e no tradicional aquecimento da demanda em final de ano. Por outro lado, alguns agentes estão receosos de que os valores elevados do animal em setembro sejam repassados à carne, podendo reduzir a procura final por parte da população. De acordo com apuração do Centro de Pesquisas, os preços de comercialização do suíno geralmente apresentam avanços no último trimestre do ano.

Cepea

 

FRANGOS

 

Boa reposição ajusta oferta de carne de frango em outubro

A avicultura de corte apresentou um mês de preços positivos no atacado e mercados independentes do vivo. De acordo com o analista de Safras & Mercado, Fernando Iglesias, no decorrer de outubro foi observado uma oferta ajustada, com boa reposição ao longo da cadeia.

 

“No atacado, preços em alta. Houve boa evolução da demanda, com cortes do frango competitivos frente a produtos concorrentes, principalmente em relação a carne bovina”, disse o analista. Ele explica também que a exportação vem melhorando bem, o que contribui para o ajuste da disponibilidade no interior do país. Além disso, os agentes ainda estão na expectativa da China nas compras, o que pode acontecer em breve e que ajudaria ainda mais nos resultados. “O último bimestre tende a ser positivo para carne de frango, pelos mesmas variáveis citadas para carne suína. Teremos festividades e décimo terceiro, turbinando a economia”, concluiu Iglesias. Segundo levantamento de Safras & Mercado, no atacado de São Paulo, os preços dos cortes congelados de frango tiveram mudanças ao longo do mês. O preço do quilo do peito teve alta de R$ 10,00 para R$ 11,00, o quilo da coxa de R$ 7,60 para R$ 8,10 e o quilo da asa de R$ 11,00 para R$ 11,10. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve avanço de R$ 10,10 para R$ 11,20, o quilo da coxa de R$ 7,80 para R$ 8,30 e o quilo da asa de R$ 11,20 para R$ 11,30. Nos cortes resfriados vendidos no atacado, o cenário da semana também apresentou alterações nas cotações durante o mês. No atacado, o preço do quilo do peito valorizou de R$ 10,10 para R$ 11,10, o quilo da coxa de R$ 7,70 para R$ 8,20 e o quilo da asa de R$ 11,10 para R$ 11,20. Na distribuição, o preço do quilo do peito teve ganho de R$ 10,20 para R$ 11,30, o quilo da coxa de R$ 7,90 para R$ 8,40 e o quilo da asa de R$ 11,30 para R$ 11,40. O levantamento mensal realizado por Safras & Mercado nas principais praças de comercialização do Brasil apontou que, em Minas Gerais, o quilo vivo seguiu em R$ 5,60 e, em São Paulo, em R$ 6,40. Na integração catarinense a cotação do frango continuou em R$ 4,75. Na integração do oeste do Paraná, a cotação permaneceu em R$ 4,90 e, na integração do Rio Grande do Sul, em R$ 4,75. No Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo do frango teve estabilidade de R$ 5,55. Em Goiás, a cotação seguiu em R$ 5,55 e, no Distrito Federal, em R$ 5,60. Em Pernambuco, o quilo vivo subiu de R$ 7,00 para R$ 8,00, no Ceará de R$ 7,50 para R$ 8,30 e, no Pará, de R$ 7,25 para R$ 8,50. As exportações de carne de aves e suas miudezas comestíveis, frescas, refrigeradas ou congeladas do Brasil renderam US$ 664,259 milhões em outubro (18 dias úteis), com média diária de US$ 36,903 milhões. A quantidade total exportada pelo país chega a 395,074 mil toneladas, com média diária de 21,948 mil toneladas. O preço médio da tonelada ficou em US$ 1.681,4. Em relação a outubro de 2024, há recuo de 2% no valor médio diário, alta de 11,1% na quantidade média diária e baixa de 11,8% no preço médio. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

AGÊNCIA SAFRAS & MERCADO

 

Avicultor paulista atinge poder de compra recorde para o farelo de soja

Cenário está atrelado à forte reação das cotações do frango vivo e à desvalorização do farelo.

Farelo de soja é um dos principais insumos da avicultura

 

O poder de compra de avicultores paulistas em relação ao farelo de soja, um dos principais insumos da atividade, atingiu recorde em outubro. Cálculos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) indicam que, neste mês, com a venda de um quilo de frango vivo no Estado de São Paulo, foi possível adquirir 3,85 quilos de farelo, volume 10% superior ao de setembro e expressivos 49,3% acima do registrado em outubro de 2024, em termos reais (valores deflacionados pelo IGP-DI). Essa foi a maior taxa desde o início da série histórica do Cepea, em julho de 2004. Segundo o Cepea, esse resultado evidencia que, apesar dos desafios trazidos pelo caso de gripe aviária em maio deste ano em uma granja comercial no Rio Grande do Sul, o setor avícola nacional se mostrou eficaz, cumprindo todos os protocolos exigidos pelo momento e garantindo uma recuperação rápida. Pesquisadores explicam que esse cenário mais favorável ao avicultor está atrelado, sobretudo, à forte reação das cotações do frango vivo no mercado interno, que já operam em patamares pré-gripe aviária, e à desvalorização do farelo de soja.

GLOBO RURAL

 

GOVERNO

 

Brasil abre mercado de farinha de sangue bovino para Colômbia

Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 471 aberturas de mercado desde o início de 2023

 

O governo brasileiro e o governo da Colômbia concluíram negociação sanitária para que o Brasil exporte farinha de sangue bovino para aquele país. Trata-se de insumo com alto teor proteico, utilizado na produção de ração para animais. A Colômbia tem cerca de 52 milhões de habitantes e estima-se que mais da metade das famílias têm pelo menos um animal de estimação, o que representa importante mercado para produtores brasileiros do setor. Em 2024, o Brasil exportou mais de US$ 863 milhões em produtos agropecuários para a Colômbia, com destaque para papel e celulose, açúcar refinado, café e rações para animais. Com o anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 471 aberturas de mercado desde o início de 2023.

MAPA

 

MEIO AMBIENTE

 

Brasil pode adicionar até R$ 94,8 bilhões ao PIB por ano até 2030 com tecnologias sustentáveis no agro, aponta estudo da FGV

Práticas agrícolas e pecuárias de baixo carbono têm potencial de impulsionar a economia nacional, gerar centenas de milhares de empregos e reduzir emissões significativas de CO₂ até 2030.

 

Um novo estudo realizado pelo Observatório de Bioeconomia da Fundação Getulio Vargas (FGV), com apoio do Instituto Equilíbrio e da Agni, revela que a adoção de tecnologias sustentáveis no campo pode se tornar um dos motores mais relevantes para o crescimento econômico do Brasil nos próximos anos. De acordo com as estimativas do levantamento “Potencial Econômico das Práticas Sustentáveis na Agricultura e Pecuária”, o aumento da adoção de quatro tecnologias agrícolas e pecuárias de baixa emissão de carbono — biocombustíveis, bioinsumos, sistema de plantio direto e terminação intensiva de gado — pode gerar, isoladamente, um impacto potencial de até R$ 94,8 bilhões por ano no PIB brasileiro até 2030, considerando um PIB de referência de 2024 (R$ 11,7 trilhões). A análise foca no impacto isolado de cada uma dessas tecnologias, sem sobrepor seus efeitos, o que reforça a robustez dos resultados. Sozinhos, os biocombustíveis podem gerar R$ 71,4 bilhões adicionais ao ano, seguidos por R$ 15,2 bilhões com bioinsumos, R$ 4,7 bilhões com a ampliação do plantio direto e R$ 3,5 bilhões com a intensificação da terminação bovina.

“O estudo mostra que uma única tecnologia, como os bioinsumos, pode adicionar até 0,13% ao PIB por ano. Em um país que cresce a 2%, isso é mais de 6% do crescimento total vindo só de uma prática de baixo carbono”, explica Cícero Lima, pesquisador responsável pelo estudo.

"Este estudo mostra com clareza que a adoção de tecnologias sustentáveis gera valor real para o produtor rural e para a sociedade como um todo. Não se trata apenas de preservar o meio ambiente — é uma agenda de produtividade, renda e geração de oportunidades. Para transformar esse potencial em realidade, o Brasil precisa de políticas públicas consistentes e mecanismos de financiamento que incentivem essa transição no campo", afirma Eduardo Bastos, CEO do Instituto Equilíbrio. Além do impacto macroeconômico, as tecnologias analisadas também têm efeitos expressivos na geração de emprego. A adoção em larga escala pode criar mais de 700 mil ocupações diretas até o fim da década, com destaque para os setores ligados à bioenergia e à produção agrícola de alta eficiência. No caso da pecuária, a expansão da terminação intensiva — sistema que antecipa o abate e aumenta o ganho de peso do rebanho — também pode gerar efeitos relevantes. Se a adoção crescer conforme projetado, o número de animais em manejo intensivo deve passar de 8 para 13,5 milhões de cabeças até 2030. Essa mudança contribuiria para uma redução de 19,3 MtCO₂ e nas emissões da pecuária bovina, associada ao menor tempo de permanência dos animais no sistema. “A intensificação da pecuária reduz emissões sem reduzir produção. Pelo contrário: torna o sistema mais eficiente, mais rentável e mais sustentável”, reforça Cícero Lima. “Os dados mostram que o crescimento verde é, sim, possível. Mas mais do que isso, ele é desejável e economicamente vantajoso. O desafio agora é transformar esse potencial em política pública, financiamento e escala”, conclui Eduardo Bastos, CEO do Instituto Equilíbrio.

EG8 Comunicação

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Tarifa média por quilômetro cai 33% no Paraná com os novos leilões

Comparativo refere-se aos contratos anteriores. O desconto aumenta para 52,13% caso os valores fossem atualizados com a inflação. Até 2021, a tarifa base por quilômetro rodado tinha valores médios de R$ 0,1919 em pistas simples e de R$ 0,2675 em rodovias duplicadas, que caíram respectivamente para R$ 0,1281 e R$ 0,1793 com as novas concessões.

 

Com o último leilão das concessões rodoviárias do Paraná, realizado na quinta-feira (30) na Bolsa de Valores de São Paulo (B3), a tarifa média das concessões no Estado vai ficar 33% mais barata em comparação aos contratos anteriores, encerrados em 2021. O desconto aumenta para 52,13% caso os valores fossem atualizados com a inflação. Até 2021, a tarifa base por quilômetro rodado tinha valores médios de R$ 0,1919 em pistas simples e de R$ 0,2675 em rodovias duplicadas, que caíram respectivamente para R$ 0,1281 e R$ 0,1793 com as novas concessões. O projeto de cada lote levado a leilão na B3 já previa valores menores aos praticados anteriormente, e venceu o certame a empresa que ofereceu o maior desconto na tarifa por quilômetro rodado. Uma das inovações do programa paranaense foi manter o desconto como critério, sem cobrar a outorga das concessionárias, onerando menos os usuários das rodovias. No Lote1, o Grupo Pátria ofereceu o maior desconto, de 18,25%. Com isso, o valor da tarifa base por quilômetro rodado ficou em R$ 0,09787 para pistas simples e R$ 0,13703 para pistas duplas. Já o Consórcio Infraestrutura PR, do Grupo EPR, ofereceu desconto de 0,08% no Lote2, derrubando as tarifas para R$ 0,11912 (pista simples) e R$ 0,16678 (pista dupla). Os dois contratos estão em vigência desde janeiro de 2024. O Grupo Motiva (antiga CCR S.A.) ofereceu o maior desconto nos leilões das concessões rodoviárias do Paraná, com redução de 26,6% nas tarifas do Lote3. Com isso, os valores por quilômetro rodado ficaram em R$ 0,10713 (pista simples) e R$ 0,14999 (pista dupla). Na semana passada, novamente o Grupo EPR arrematou o Lote 4 com desconto de 21,3%, baixando as tarifas para R$ 0,13212 (pista simples) e R$ 0,18497 (pista dupla). O leilão do Lote 5 aconteceu nesta quinta-feira (30), com mais um trecho arrematado pelo Grupo Pátria com o desconto de 23,83%. Com isso, as tarifas passarão para R$ 0,13643 (pista simples) e R$ 0,19100 (pista dupla). Por fim, o Lote 6 foi vencido pelo Grupo EPR, que desta vez ofereceu desconto de 0,08%, baixando as tarifas-base para R$ 0,17564 (pista simples) e R$ 0,24590 (pista dupla). Junto com o Lote 3, esse contrato está em vigor desde abril deste ano. De acordo com os contratos de concessão, todos os usuários que escolherem pagar as tarifas de maneira automática (tag) terão um desconto de 5% em qualquer praça de pedágio do Paraná. Para isso, os veículos devem ter uma tag eletrônica instalada no para-brisa, que permite a cobrança automática dos valores. Outra novidade é que há um percentual de desconto progressivo para usuários frequentes. Os contratos preveem redução progressiva nas tarifas de acordo com o número de vezes que o usuário trafegar em um mesmo trecho. O desconto será aplicado progressivamente da 1ª até a 30ª passagem do veículo e após isso a menor tarifa possível se repetirá até o fim do mês, dependendo do fluxo do motorista. 

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

85% dos municípios paranaenses têm saldo positivo de empregos em 2025

Dos 399 municípios do Paraná, 341 registraram um volume de contratações de empregados com carteira assinada acima das demissões entre janeiro e setembro deste ano, segundo dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

 

Isso significa que mais de 85% das cidades paranaenses têm saldo positivo de empregos no ano, um reflexo direto dos mais de 121 mil postos de trabalho formais gerados no Estado em 2025. Curitiba lidera no volume total de contratações com um saldo de 24.983 empregos com carteira assinada – resultado de 449.286 admissões e 424.303 desligamentos nos nove primeiros meses deste ano. O índice foi puxado principalmente pelo setor de serviços, com 17.565 novas vagas abertas, e o comércio, com 4.041. O desempenho também coloca a Capital paranaense como a sexta cidade com maior número de empregos gerados em 2025. 

A vice-liderança estadual ficou com Londrina, onde foram criados 8.940 novos empregos. A segunda cidade mais populosa do Estado também teve como principal destaque o setor de serviços, com 5.952 postos de trabalho, mas também foi fortemente influenciada pela construção civil (1.320 vagas) e a indústria (1.047). O pódio paranaense é completado por São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba (RMC). Dos 5.987 novos empregados em 2025, 3.358 começaram a trabalhar com prestação de serviços e outros 1.254 na indústria. Com exceção da agropecuária, que manteve nível estável de empregos, todos os segmentos registraram saldo positivo de contratações na cidade. A RMC, aliás, deu uma contribuição expressiva para o volume total de empregos com carteira assinada gerados no Paraná desde janeiro. Além de Curitiba e São José dos Pinhais, os maiores saldos foram registrados em Colombo (2.675 vagas), Fazenda Rio Grande (2.000), Araucária (1.974), Pinhais (1.691) e Almirante Tamandaré (1.371). Outra região onde o mercado de trabalho está mais aquecido é o Oeste do Paraná. Cascavel lidera com 5.238 novas vagas abertas, seguida por Toledo (4.155), Foz do Iguaçu (2.485), Assis Chateaubriand (995), Marechal Cândido Rondon (698) e Medianeira (684). O Sudoeste vive situação parecida, puxado pelo desempenho de Pato Branco (1.783 empregos), Dois Vizinhos (1.583) e Francisco Beltrão (784). Além dos municípios já citados, outras cidades-polo de suas respectivas regiões também tiveram alta na criação de postos de trabalho. É o caso, por exemplo, de Maringá, no Noroeste, com 5.209 vagas; Ponta Grossa, nos Campos Gerais (4.155); Paranaguá, no Litoral (1.544); e Apucarana, no Vale do Ivaí (1.191). 

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar fecha dia estável, mas encerra mês com avanço

O dólar teve variações modestas durante toda a sessão e encerrou a sexta-feira quase estável, em meio à definição da Ptax de fim de mês e à alta da moeda norte-americana no exterior.

 

O dólar à vista fechou com leve baixa de 0,04%, aos R$5,3795. Na semana, a moeda acumulou queda de 0,25%, mas no mês contabilizou alta de 1,07%. Às 17h05, na B3 o dólar para dezembro – que na sexta-feira se tornou o mais líquido no Brasil -- cedia 0,15%, aos R$5,4140.

Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). A Ptax foi definida no início da tarde, em R$5,3843 na venda, mas depois disso o dólar à vista pouco se afastou da estabilidade. “O dólar se valorizou ontem com as indicações do Federal Reserve de que não há tanta confiança para um novo corte de juros em dezembro nos Estados Unidos”, pontuou Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. “Hoje, até o horário de fechamento da Ptax, o dólar até se valorizou um pouco, mas depois caiu”, acrescentou. De fato, às 12h25, quando a Ptax ainda não havia sido determinada, o dólar à vista atingiu a cotação máxima de R$5,4005 (+0,35%). Definida a Ptax, o dólar à vista se reaproximou da estabilidade.

No exterior, após registrar sinais mistos no início do dia, o dólar se fortaleceu ante divisas pares do real, como o rand sul-africano e o peso mexicano, mas os movimentos também eram contidos em função da agenda fraca de indicadores e eventos.

REUTERS

 

Ibovespa fecha acima dos 149 mil pontos pela 1ª vez com ajuda de Vale

O Ibovespa fechou acima dos 149 mil pontos pela primeira vez na sexta-feira, renovando máximas em todos os pregões da semana e confirmando o terceiro ganho mensal, com a performance no dia apoiada principalmente nas ações da Vale, após resultado e com expectativas sobre dividendo extraordinário.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,51%, a 149.540,43 pontos, nova máxima de fechamento, completando oito pregões seguidos de alta. A última série de oito ganhos aconteceu em agosto de 2024. Uma sequência maior, apenas em julho do ano passado, com 11 altas. Na máxima do dia, o Ibovespa alcançou 149.635,9 pontos, novo pico intradia. Na mínima, registrou 148.773,79 pontos. Na semana, acumulou uma valorização de 2,3%, assegurando um avanço de 2,26% em outubro -- após alta de 3,40% em setembro e de 6,28% em agosto. Em 2025, sobe 24,32%. O volume financeiro na bolsa paulista somou R$23,57 bilhões nesta sexta-feira. Na visão do analista Sidney Lima, da Ouro Preto Investimentos, o movimento reflete uma confiança na resiliência do mercado local, sustentado por lucros corporativos sólidos e por uma visão de que o ciclo de cortes de juros no Brasil e no mundo deve ganhar fôlego nos próximos meses. "Ainda assim, é um momento que exige atenção: quanto mais o índice se aproxima de patamares recordes, maior é a sensibilidade a revisões de expectativa e movimentos abruptos de correção", ponderou. Em meio a balanços corporativos, agentes financeiros também repercutiram dados mostrando que a taxa de desemprego no Brasil encerrou o terceiro trimestre em 5,6% e que a dívida pública bruta do país como proporção do PIB fechou setembro em 78,1%, contra 77,5% no mês anterior.

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Desemprego segue em 5,6% no 3º trimestre e repete menor patamar da história 

A taxa de desemprego do Brasil manteve o ritmo de estabilidade e fechou o terceiro trimestre em 5,6%, mostram dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O percentual é o mesmo registrado nos dois meses anteriores e reforça a manutenção do desemprego no menor patamar da série histórica da Pnad Contínua (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua), iniciada em 2012.

 

Desemprego encerrou o terceiro trimestre no menor nível da história. O resultado apurado mostra que 5,6% dos brasileiros buscaram, sem sucesso, uma colocação profissional entre julho e setembro. A taxa repete, pelo terceiro mês consecutivo, o menor volume de desocupados da série do IBGE. No mesmo período do ano passado, a taxa de desemprego era de 6,4%. Cerca de 6,04 milhões de brasileiros procuram emprego. O total representa uma renovação do menor patamar da série histórica ao aparecer abaixo do número alcançado em agosto, quando 6,08 milhões de trabalhadores procuravam emprego. Em setembro do ano passado, 6,85 milhões buscavam por uma colocação profissional. Total de trabalhadores se estabiliza no patamar recorde de 102,4 milhões. Ao mesmo tempo, o nível de ocupação, indicador formado pelo percentual de pessoas ocupadas na população em idade de trabalhar, foi de 58,7% no intervalo entre os meses de julho e setembro. Número de empregados com carteira de trabalho assinada também renova recorde. Segundo a Pnad, o número de profissionais formais no setor privado alcançou 39,229 milhões. Apesar da leve estabilidade no trimestre, o total cresceu 2,7% (mais 1 milhão de pessoas) em um ano. Taxa de informalidade do mercado de trabalho equivale a 37,8% da população ocupada. O percentual é o mesmo registrado no período entre abril e junho e corresponde a 38,7 milhões de trabalhadores. Na comparação com o mesmo período do ano passado, o percentual caiu 1 ponto percentual, o equivalente a 39,2 milhões de profissionais. Força de trabalho potencial recuou para 5,2 milhões, menor nível desde dezembro de 2015. O IBGE ressalta que, durante a pandemia, no trimestre de maio a julho de 2020, esse indicador havia chegado ao seu auge de 13,8 milhões. O dado é sustentado pela queda da população desalentada, que caiu para 2,637 milhões, depois de ter atingido seu maior valor 5,829 milhões no trimestre finalizado em março de 2021. O número é referente àqueles que haviam desistido de procurar uma colocação. O nível da ocupação em patamares elevados nos últimos meses indica a sustentabilidade da retração do desemprego ao longo de 2025> Remuneração dos trabalhadores é a maior da história para o trimestre. O salário médio habitual dos trabalhadores no Brasil foi de R$ 3.507, valor mais alto da série para todos os períodos. O rendimento supera em 0,3% o resultado do segundo trimestre deste ano (R$ 3.497) e é 4% superior ao registrado no mesmo período do ano passado (R$ 3.373).

UOL ECONOMIA

 

Indústria brasileira perde fôlego e despenca em ranking global 

País perde 21 postos em lista e cai para a 59ª posição no 2º trimestre, em cenário de juros altos e endividamento das famílias

O Brasil caiu da 38ª posição do primeiro trimestre para 59ª no segundo trimestre em ranking de desempenho da indústria de transformação, em comparação entre 79 países, segundo estudo do Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) antecipado com exclusividade ao Valor. O trabalho foi produzido a partir de dados da Unido (United Nations Industrial Development Organization, agência da ONU para promover o desenvolvimento industrial). O juro é, sem qualquer surpresa, a principal razão citada por economistas para a mudança do posicionamento do Brasil na classificação a curto prazo, além do maior nível de endividamento das famílias. A diferença de desempenho da atividade industrial do país e de outras nações, no entanto, também é explicada por fatores mais estruturais que tradicionalmente afetam o setor no país, como baixa produtividade, burocracia, problemas de infraestrutura e carga tributária elevada e complexa, apontam. Os dados mostram o desempenho até o segundo trimestre, mas dados da Pesquisa Industrial Mensal - Produção Física (PIM-PF), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mostram que a trajetória de desaceleração se manteve nos últimos meses. Para especialistas, o fim de 2025 e o começo de 2026 ainda são de apreensão. E, mesmo que expectativas mais otimistas sobre redução de juros nos primeiros meses de 2026 se confirmem, o efeito positivo ainda deve demorar a aparecer na atividade industrial. “A indústria estava em um bom momento, favorecida pelo crescimento da renda e do emprego, que vinha mobilizando a atividade industrial. Só que foi uma puxada grande do juro, de 10,50% para 15% em alguns meses, e deu esse freio na atividade”, afirma o diretor-executivo do Iedi e responsável pelo estudo, Rafael Cagnin. Pelos dados da Unido, a indústria de transformação global cresceu 1,1% no segundo trimestre, ante o primeiro, já descontados os efeitos sazonais. A variação vai na contramão do resultado do Brasil, de queda de 0,6%. Como comparação, houve aumento médio de 0,5% em América Latina e Caribe. Esse contraste também aparece na comparação anual. No segundo trimestre, ante igual período de 2024, também com ajuste sazonal, a taxa foi de 4% no mundo e de 0,4% no Brasil. Na média de América Latina e Caribe, houve expansão de 2,4%. A taxa para o Brasil é diferente daquela do IBGE porque a Unido faz ajuste sazonal também na comparação anual. 

VALOR ECONÔMICO

 

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