CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1204 DE 30 DE SETEMBRO DE 2026

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1204 | 30 de setembro de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: Scot e Agrifatto apontam novas altas da arroba em várias praças brasileiras
Na terça-feira (29/9), consultorias apuraram avanços nos preços de lotes de boiadas terminadas nas praças de MT, MS, MG, GO, PA, ES, RO e TO. No PARANÁ: Boi: R$ 365,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: quatro dias. Boi China: PARANÁ: R$ 363,00/@ (à vista) e R$ 367,00/@ (prazo)
Na terça-feira (29/9), os preços dos animais terminados voltaram a subir em importantes praças brasileiras, informam as consultorias Agrifatto e Scot, citando aumentos nas praças de MT, MS, GO, MG, PA, ES, RO e TO. Em São Paulo, de acordo com as mesmas consultorias, as cotações do boi gordo ficaram estáveis na comparação com os valores de segunda-feira (28/9) – pela apuração da Scot, o animal com padrão-China continua cotado em R$ 360/@, enquanto o boi destinado ao mercado interno é vendido por R$ 355/@ (valores brutos, no prazo). No entanto, na terça-feira, a Scot detectou aumento diário de R$ 3/@ nos preços da vaca e da novilha gordas negociadas no mercado paulista, que agora valem R$ 338/@ e R$ 350/@, respectivamente (no prazo, valores brutos). Pelos dados da Agrifatto, em São Paulo, o boi está apregoado em R$ 360/@, no prazo, mas já há negócios saindo por R$ 365/@. Segundo avaliação da equipe de analistas da Agrifatto, a oferta contida de animais terminados mantém os frigoríficos brasileiros comprando apenas o necessário para recompor as escalas de abate. De acordo com a Agrifatto, atualmente, a dificuldade para completar as programações é maior entre frigoríficos pequenos e médios; as grandes indústrias ainda contam com animais de contratos de parceria e confinamentos próprios. No mercado futuro, os contratos do boi gordo fecharam o pregão de segunda-feira (28/9) da B3 em leve baixa. O papel com o vencimento em novembro/26, por exemplo, encerrou a sessão R$ 387,40/@, com recuo de 0,18% no comparativo diário. Cotações do boi gordo da terça-feira (29/9), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 355,00. Boi China/Europa: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 340,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (29/9), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 350,00/@ (à vista) e R$ 354,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 335,50/@ (à vista) e R$ 339,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 349,00/@ (à vista) R$ 353,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Brasil atinge oficialmente 100% da cota de carne bovina para a China
A partir de agora, remessas que ingressarem no mercado chinês neste ano serão sobretaxadas em 55%. Sem a limitação da cota, o Brasil poderia exportar até 2 milhões de toneladas de carne bovina para a China neste ano
A Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) informou na terça-feira (29/9) que a quantidade de carne bovina importada do Brasil sob as medidas de salvaguarda atingiu 100% da cota prevista para 2026, de 1,106 milhão de toneladas. A partir de agora, novas remessas que ingressarem no país asiático neste ano serão sobretaxadas em 55%. Na prática, desde julho, os frigoríficos brasileiros pisaram no freio na produção e embarque de cortes para a China, diante do avanço do preenchimento da cota. Como há um prazo de até 60 dias entre a saída das cargas do Brasil e a chegada nos portos chineses, referente ao período de trânsito em mar, exportadores praticamente cessaram os embarques nos últimos meses para evitar sobretaxa sobre volumes que eventualmente excedessem a cota. O anúncio de preenchimento de 90% da cota havia sido feito em 10 de agosto. No mercado pecuário nacional, havia um estranhamento em relação à demora para chegar aos 100%. O movimento ocorreu porque a China considera a data de desembaraço das cargas no país. Nos cálculos da Safras & Mercado, o Brasil já havia ultrapassado a cota de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina in natura de 2026 em meados de agosto. Nos oito primeiros meses do ano, entraram na China 1,144 milhão de toneladas de carne brasileira, segundo os dados da GACC compilados pela consultoria, o equivalente a 103,5% da cota, com 38,75 mil toneladas além da cota. Por conta desse movimento, a China caiu de primeiro para quinto lugar nos principais destinos da carne bovina brasileira em agosto. No mês passado, foram embarcadas para lá apenas 18,9 mil toneladas, queda de 88,2% na comparação com o mesmo mês de 2025. No acumulado do ano, saíram do Brasil 899,2 mil toneladas de carne bovina com destino à China, negócios que renderam US$ 5,5 bilhões aos frigoríficos exportadores, alta de 10,2% no faturamento e queda de 6% no volume embarcado. Diante desse cenário, a indústria deverá retomar a articulação com o governo federal para que seja estabelecido um mecanismo de controle das cotas para a China. A ideia é que o Ministério da Agricultura faça a gestão dos volumes a serem embarcados.
GLOBO RURAL
SUÍNOS
O preço do suíno vivo subiu forte em setembro
Ameniza a perda em 2026 que, ainda segue próxima de 40% em relação ao final de 2025.
O preço do suíno tem sido o destaque de desvalorização em 2026, com o preço diário caindo quase 40,0% frente ao valor que encerrou 2025. No entanto, apenas na parcial de setembro, o preço do suíno vivo (Cepea, SP) subiu quase 20,0%, amenizando a perda do ano que, chegou a alcançar patamares próximos de 50,0%. O preço do suíno vivo (Cepea, SP) em 2026 subiu mais de 18,0% na parcial de setembro (28), em relação ao valor que encerrou agosto e, novamente próximo de R$6,00 por kg. Apesar da recuperação, o preço do suíno vivo segue bastante descolado do preço do boi gordo que, também tem mostrado recuperação ao longo de setembro. Apesar da cotação do suíno vivo em setembro de 2026 de R$5,68 por kg, o valor médio na parcial de setembro de 2026 foi de R$5,05 por kg, uma recuperação modesta em relação ao mês anterior, mas interrompendo uma sequência de 5 meses consecutivos de perda. A produção recorde de carne suína no Brasil pressiona os preços do animal em 2026. O custo de produção em queda, com o milho e a soja pressionados, tem estimulado a maior produção e, consequentemente, a oferta de animais para o abate. No entanto, nos meses finais do ano, a demanda por carne suína tende a melhorar, o que deve contribuir para o movimento de recuperação no preço do animal.
FARM NEWS
GOVERNO
China habilita quatro novos frigoríficos do Brasil para exportação
Foram habilitadas duas plantas de carne bovina e duas de frango. Agora o Brasil conta com 150 unidades habilitadas para exportar à China
A China anunciou na terça-feira (29/9) a habilitação de quatro novos frigoríficos do Brasil. As plantas faziam parte de uma lista de 17 unidades apresentada pelo Ministério da Agricultura brasileiro ao governo chinês em maio deste ano. Foram habilitadas duas plantas de carne bovina: Supremo Carnes, de Carlos Chagas (MG); Masterboi, de Canhotinho (PE); e duas de carne de frango: Avivar Alimentos, São Sebastião do Oeste (MG); e Cooperativa Dália Alimentos, de Arroio do Meio (RS). Na semana passada, 17 plantas foram auditadas por vídeo, sendo 11 de carne bovina, três de carne suína e três de frango. Agora o Brasil conta com 150 unidades habilitadas para exportar à China (69 de bovinos, 61 de aves e 19 de suínos). Há a expectativa de que novas habilitações ocorram ao longo da semana. A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebrou a habilitação de duas novas plantas de carne de aves para exportar para a China, da Avivar Alimentos e da Dália Alimentos. Com a decisão, o número de estabelecimentos habilitados a exportar carne de frango aos chineses passa de 55 para 57. Segundo a entidade, as habilitações são fruto do diálogo governamental e do setor produtivo com as autoridades chinesas e reforça uma parceria comercial iniciada em 2009. Atualmente, o Brasil responde por mais de 70% das importações chinesas de carne de frango. Em agosto, a China foi o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango, com 50,988 mil toneladas embarcadas.
GLOBO RURAL
INTERNACIONAL
Austrália caminha para 3º recorde seguido nas exportações de carne bovina e aumenta disputa com Brasil por EUA e Ásia
Produção australiana deve atingir 2,99 milhões de toneladas em 2026 e exportações, 2,31 milhões; EUA e China se tornam peças-chave na disputa global por mercados
A Austrália deve consolidar em 2026 o terceiro recorde consecutivo nas exportações de carne bovina, mantendo uma oferta elevada no mercado internacional justamente em um momento em que o Brasil também busca ampliar sua presença nos principais destinos globais. O cenário coloca os dois países em competição mais direta, principalmente nos Estados Unidos e nos mercados asiáticos, e indica que a pressão australiana não deverá desaparecer em 2027. Os números fazem parte do relatório Livestock and Products Annual do USDA/FAS, divulgado na última segunda-feira (28). Segundo os dados, a produção australiana de carne bovina deverá alcançar 2,99 milhões de toneladas equivalente-carcaça em 2026, crescimento de 3,6% sobre as 2,89 milhões de toneladas de 2025. As exportações devem avançar ainda mais: alta de 4,6%, de 2,21 milhões para 2,31 milhões de toneladas, estabelecendo novo recorde. O abate também deverá atingir um recorde, chegando a 10,03 milhões de cabeças, 3,4% acima das 9,69 milhões de 2025. Os números mais recentes representam inclusive uma revisão para cima das projeções anteriores do USDA. No início do ano, o FAS (Foreign Agricultural Service), o Serviço Agrícola Estrangeiro do USDA trabalhava com uma produção australiana menor em 2026, enquanto já apontava a elevada disponibilidade de animais e a forte demanda internacional como fatores de sustentação da produção. Segundo dados da Australian Bureau of Statistics (ABS), o órgão oficial de estatísticas do país, as fêmeas representaram 54,1% do abate de animais adultos no primeiro semestre, bem acima do patamar histórico de aproximadamente 47% utilizado como referência para indicar retração do rebanho. O estoque final, estimado em 29,54 milhões de cabeças em 2025, deve recuar para 29,16 milhões em 2026 e chegar a 28,86 milhões em 2027. Há, portanto, contração, mas não uma liquidação suficientemente rápida para retirar a Austrália do mercado internacional no curto prazo. A Austrália continuará exportando muita carne em 2027. O USDA/FAS projeta redução de 1,7% no abate australiano, para 9,85 milhões de cabeças. A produção deverá cair 2,2%, para 2,93 milhões de toneladas, enquanto as exportações recuariam 3%, chegando a 2,24 milhões de toneladas. Mesmo com a queda, seria, segundo o levantamento, o segundo maior volume exportado da história australiana. O mercado americano é particularmente importante para compreender a disputa entre Austrália e Brasil. Nos primeiros seis meses de 2026, os Estados Unidos responderam por 29,4% das exportações australianas, acima dos 27,9% registrados em 2025 e dos 24,7% de 2024. A razão é conhecida: o rebanho bovino americano permanece historicamente reduzido e a indústria dos EUA necessita importar carne magra para complementar sua produção e abastecer principalmente a fabricação de hambúrgueres. A salvaguarda chinesa sobre a carne bovina estabeleceu cotas específicas por país e uma tarifa adicional de 55% para os volumes que ultrapassarem os limites determinados. A Austrália recebeu uma cota de aproximadamente 205 mil toneladas para 2026. Segundo o levantamento da Terra, esse volume foi esgotado em 18 de junho. Desde 20 de junho, portanto, os embarques adicionais australianos passaram a enfrentar a tarifa adicional. O impacto aparece na distribuição das vendas. Entre janeiro e junho deste ano, a China respondeu por 18,1% das exportações australianas, atrás dos Estados Unidos, com 29,4%, Coreia do Sul, com 16,8%, e Japão, com 14,9%. A expectativa do FAS é de que frigoríficos australianos preparem embarques antecipadamente para aproveitar a reabertura da cota chinesa em 1º de janeiro de 2027.
USDA/FAS
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
China deve habilitar mais frigoríficos do Brasil para exportação, diz ministro
André de Paula disse ainda que Pequim poderá autorizar importação de miúdos bovinos e que prosseguem as tratativas com a UE sobre embargo à carne. Ministro André de Paula disse que a Pasta ainda tenta convencer autoridade europeia a mudar o entendimento sobre garantias em relação à ausência de antimicrobianos
Auditorias realizadas neste mês por dois dos principais parceiros comerciais do agronegócio brasileiro geraram resultados “rápidos” que animaram o ministro da Agricultura, André de Paula, apesar do momento internacional turbulento. A China anunciou a habilitação de quatro frigoríficos carnes bovina e de frango e a abertura de mercado para miúdos suínos. E técnicos da União Europeia aprovaram as garantias de controle de antimicrobianos nas cadeias de aves e mel, abrindo espaço para o desbloqueio das vendas desses produtos ao bloco em breve. Em entrevista exclusiva ao Valor, André de Paula ressaltou que mantém tratativas com Bruxelas para reabrir o mercado de produtos de origem animal o mais breve possível, mas admitiu que os europeus não mudaram de opinião sobre a carne bovina. A retomada das vendas deverá demorar dois anos. Enquanto isso, segue na mesa de discussão do governo brasileiro a possibilidade de banir antimicrobianos no país — pedido feito pela indústria frigorífica. “Eles [empresas privadas] sabem que qualquer decisão que seja tomada aqui será com a participação integral de todos os lados”, afirmou. O ministro disse que a equipe técnica ainda tenta convencer a autoridade sanitária europeia a mudar o entendimento sobre a avaliação das garantias em relação à ausência de antimicrobianos na produção pecuária. Pela posição do bloco, as compras de carne bovina do Brasil só poderão ser retomadas em pelo menos dois anos. Isso porque a UE quer garantia de que não há uso de antimicrobianos em todo o ciclo de vida dos animais. O Reino Unido, que manteve as importações de carne bovina do Brasil, vai enviar uma missão de técnicos em outubro ao país para avaliar o sistema sanitário e os controles em relação aos antimicrobianos na produção animal. A expectativa é que a auditoria britânica possa referendar tecnicamente os argumentos brasileiros. “Um não influencia na decisão do outro, mas é uma sinalização de como o Brasil deveria ser tratado”, disse o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart. “Para bovinos, eles [europeus] seguem com aquela lógica que já criticamos de ter que rodar o sistema de controles e garantias e depois apresentá-lo para avaliação. Nesse modelo, são dois anos”, afirmou Goulart. Foi o que aconteceu para aves, cujo ciclo de vida é de 42 dias, lembrou. “O lado brasileiro não pode aceitar esse tratamento de ter que submeter um processo de controle da cadeia produtiva por um ciclo e depois apresentar para o lado europeu”, disse. O Brasil quer que o relatório seja votado “o mais rápido possível” pelo comitê técnico da Comissão Europeia (Scopaff, na sigla em inglês), disse o ministro, para que o país possa ser realistado entre fornecedores aptos a exportar para à UE. A próxima reunião está prevista para 20 e 21 de outubro, mas o pedido oficial é para que haja uma agenda extraordinária. “Tudo isso vai ter a maior celeridade possível porque essa questão foi trabalhada não apenas do ponto de vista técnico, mas também político. Eles não podiam se posicionar sem ter esse laudo técnico, mas quando essa votação acontecer, nós temos a impressão de que podem acelerar a decisão”, afirmou André de Paula. Enquanto aguarda desdobramentos sobre a UE, o ministro mostra otimismo em relação à China. Ele disse acreditar que o país asiático fará novas habilitações de frigoríficos ainda em 2026 e poderá autorizar a importação de miúdos bovinos. O ministro disse que não houve novas tratativas com a China para expansão da cota de carne bovina brasileira para exportação ou uso de volumes não utilizados por outros países, como o Uruguai. Ontem, a Administração-Geral de Alfândegas chinesa anunciou oficialmente que o Brasil preencheu 100% do volume de 1,106 milhão de toneladas em 2026. Na semana passada, os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e do Uruguai, Yamandú Orsi, anunciaram acordo para os frigoríficos brasileiros ocuparem parte da cota não preenchida por uruguaios. O desfecho depende do aceite chinês, reforçou o ministro. “O sinal do presidente do Uruguai foi positivo, mas nada disso quer dizer que vai acontecer porque quem diz se vai acontecer ou não é o cliente”, disse.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar tem sessão volátil e fecha com leve queda sob influência do exterior
Após alternar altas e baixas ao longo da sessão, o dólar fechou a terça-feira com leve queda ante o real, acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana ante algumas divisas de emergentes no exterior e a perda de força das taxas dos Treasuries durante a tarde.
Investidores também seguiram atentos ao noticiário político no Brasil, após a divulgação de nova pesquisa eleitoral. O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,25%, a R$5,2132. No ano, a divisa passou a acumular queda de 5,02%. Às 17h03, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,19% na B3, aos R$5,2155. Após ceder no início do dia, o dólar ganhou força entre o fim da manhã e o início da tarde, na esteira do avanço dos rendimentos dos Treasuries, em meio a preocupações com a inflação nos EUA. Ainda que o petróleo tenha recuado durante todo o dia, os rendimentos dos títulos de dez anos se aproximaram dos 5,29% -- o maior nível em décadas --, impulsionando as cotações da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas. Mas o cenário mudou após declarações de autoridades do Federal Reserve à tarde, em especial do presidente do Fed de Nova York, John Williams. Segundo ele, o banco central dos EUA tem tempo para analisar os dados antes de decidir quando aumentar as taxas de juros novamente. “Com as medidas de política monetária que adotamos em nossa reunião de setembro, não há necessidade de pressa”, disse Williams no texto de um discurso preparado para ser proferido diante de uma plateia na Universidade de Buffalo, em Buffalo, Nova York. Em reação, as taxas dos títulos norte-americanos de dois anos despencaram e os rendimentos dos Treasuries de dez anos se afastaram da máxima do dia. O dólar também perdeu força ante boa parte das divisas de países emergentes, incluindo o real, com as cotações no Brasil voltando para a faixa de R$5,21. No exterior, às 17h18 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,25%, a 101,440.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com exterior
Declarações mais "dovish" do presidente da distrital do Federal Reserve (Fed), de Nova York, John Williams, favorecem ativos de risco
Depois de passar a primeira metade do dia em queda devido ao mau humor global, o Ibovespa mudou de direção durante a tarde, em linha com outros mercados emergentes. A virada da maior parte dos bancos, aliada a declarações mais "dovish" (menos inclinadas ao aperto monetário) do presidente da distrital do Federal Reserve (Fed, banco central americano) de Nova York, John Williams, favoreceu ativos de risco, o que impulsionou uma recuperação do índice. Após tocar os 181.562 pontos, no pior momento do dia, o Ibovespa fechou em alta de 0,46%, aos 183.828 pontos, perto da máxima intradiária de 183.951 pontos. A cinco dias do primeiro turno das eleições no Brasil, investidores também permaneceram atentos ao pleito. De olho no "trade eleitoral", as ações do Banco do Brasil foram destaque entre os papéis de instituições financeiras, ao subir 2,56%. Da mesma forma, as ações da Petrobras fecharam no campo positivo: as PN subiram 0,78%, ao passo que as ON encerraram estáveis (+0,09%), após oscilarem entre perdas e ganhos durante a maior parte do pregão. Na ponta contrária, as ações da Vale ajudaram a reduzir uma alta mais expressiva do Ibovespa, ao cederem 2,18%, diante da desvalorização do minério de ferro de 0,78%, em Dalian, na China, que encerrou cotado a 706 yuans (US$ 105,2). Já as ações da CSN lideraram as perdas do índice, com queda de 9,85%, após a companhia reduzir a estimativa de produção para entre 39 e 41 milhões de toneladas de minério de ferro em 2026, ante projeção anterior de 45 milhões a 47 milhões de toneladas. Ainda que os fluxos de investidores estrangeiros para ações já listadas na permaneçam positivos no acumulado deste mês, no valor de R$ 9,4 bilhões até a última sexta-feira (25), o chefe da mesa internacional da Mirae Asset, Jonathan Joo Young Lee, afirma que a cautela tem predominado entre investidores estrangeiros em conversas recentes, às vésperas das eleições, especialmente após as últimas medidas mais populistas anunciadas por Lula, como o reajuste do Bolsa Família e a proibição das bets. Segundo Lee, a visão dos investidores não residentes era de que o próximo governo teria que realizar um ajuste fiscal, independentemente de quem ganhasse as eleições. Ontem, por exemplo, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi de R$ 20,2 bilhões e de R$ 26,5 bilhões na B3, valor considerado baixo. Já em Wall Street, os principais índices acionários fecharam no negativo: o Dow Jones perdeu 0,26%, o S&P 500 recuou 0,17%, e o Nasdaq encerrou estável (-0,09%).
VALOR ECONÔMICO
Desemprego fica em 5,3% no trimestre até agosto, mostra IBGE
Resultado ficou em linha com a mediana das expectativas de 17 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data. A taxa de desemprego no país foi de 5,3% no trimestre encerrado em agosto, o menor para o período em toda a série histórica.
O resultado ficou abaixo do observado no trimestre imediatamente anterior (concluído em maio, de 5,6%) e abaixo do resultado de igual período de 2025 (5,6%). No trimestre encerrado em julho, a taxa foi de 5,3%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na terça-feira (29) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado ficou em linha com a mediana das expectativas de 17 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 5,3% no trimestre encerrado em maio. O intervalo das projeções ia de 5,2% a 5,4%. Na média do período de junho a agosto, o país tinha 5,8 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. O número aponta retração de 4,6% frente ao trimestre encerrado em maio (menos 281 mil pessoas) e queda de 4,9% ante igual período de 2025 (menos 300 mil pessoas). A população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) no trimestre até agosto, por sua vez, renovou o patamar recorde da série histórica, ao alcançar 103,5 milhões de pessoas. Isso representa um avanço de 0,8% em relação ao trimestre encerrado em maio (mais 774 mil pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2025, subiu 1% (1,1 milhão de pessoas). A renda média dos trabalhadores avançou 0,7% no trimestre encerrado em agosto, ante o trimestre imediatamente anterior (concluído em maio), para R$ 3.777. A diferença é de R$ 25 a mais. A variação de 0,7% é classificada pelo IBGE como estabilidade estatística, por estar dentro da margem de erro da pesquisa. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores considera a soma de todos os trabalhos. Na comparação com igual trimestre de 2025, houve alta de 3,7% (R$ 136 a mais). Já a massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 385,566 bilhões no trimestre encerrado em agosto. O número aponta variação de 1,4% frente ao trimestre imediatamente anterior, ou R$ 5,164 bilhões a mais. Na comparação com igual período de 2025, o aumento foi de 4,8% (mais R$ 17,484 bilhões).
VALOR ECONÔMICO
Brasil abre 165.827 vagas com carteira em agosto, aponta Caged
Salário médio de admissão de novos empregados formais ficou em R$ 2.410,74 no mês, recuo de R$ 0,74 em relação ao mês imediatamente anterior, e de demissão, ficou em R$ 2.511,04, alta de R$ 15,26. O resultado de agosto ficou acima da estimativa mediana de instituições financeiras, gestoras de recursos e consultorias, de abertura líquida de 97,1 mil vagas, segundo o VALOR DATA
O mercado de trabalho brasileiro registrou abertura líquida de 165.827 vagas com carteira assinada em agosto, o segundo menor resultado para o mês desde o início da série histórica, em 2020. Os dados fazem parte do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Novo Caged) e foram divulgados na terça-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego. As projeções, todas positivas, iam de 85 mil a 140 mil. Foram registradas 2.294.563 admissões contra 2.128.736 desligamentos no mês passado. O resultado líquido foi melhor do que o de agosto do ano passado, quando houve a abertura de 154.583 vagas. Nos primeiros oito meses deste ano, foi registrada, por sua vez, a abertura líquida de 1.134.033 vagas. Todas as cinco regiões do país apresentaram abertura líquida de vagas formais de trabalho em agosto: Sudeste (73.167), Centro-Oeste (8.699), Nordeste (59.356), Norte (13.603) e Sul (10.850 vagas). O salário médio de admissão de novos empregados com carteira assinada ficou em R$ 2.410,74 em agosto. O valor representa um recuo de R$ 0,74 em relação ao mês imediatamente anterior. Já o salário médio de demissão ficou em R$ 2.511,04 em agosto, contra R$ 2.495,78 registrado em julho de 2026. O ministro do Trabalho e Emprego em exercício, Chico Macena, afirmou que o resultado da abertura de empregos com carteira assinada em agosto "surpreendeu" a todos, principalmente agentes do mercado financeiro com previsões mais pessimistas sobre os dados. Macena destacou que o emprego continua crescendo no país, apesar de a expansão ocorrer em um ritmo inferior ao registrado no ano passado. Segundo o ministro em exercício, a geração de empregos também evolui em uma velocidade menor devido a fatores como juros elevados e impacto do tarifaço. "É um mercado que se está se demonstrando resiliente. Continua com um crescimento, continua gerando novos postos de trabalho, com expectativa de crescimento do PIB, não da forma que se tinha, mas com uma tendência de crescimento", declarou. Houve abertura líquida em serviços (110.346); agropecuária, produção florestal, pesca e aquicultura (1.452); indústria geral (16.613); construção (20.848); e comércio, reparação de veículos automotores e motocicletas (16.565). No ano, todos os cinco setores alcançaram abertura líquida de vagas: serviços (697.859); construção (200.431); indústria geral (170.442); agropecuária (56.024); e comércio e reparação de veículos automotores e motocicletas (9.300). O Brasil gerou liquidamente em agosto 43.863 novos postos de trabalho intermitente, de aprendizes, temporários, contratados por Cadastro de Atividades Econômicas da Pessoa Física ou com carga horária de até 30 horas. O número foi resultado de 327.427 admissões e 283.564 desligamentos.
VALOR ECONÔMICO
Confiança de serviços em baixa sinaliza economia mais fraca na reta final do ano, diz FGV
Para a fundação, a evolução da economia e a trajetória de serviços são intrinsecamente ligadas, visto que o setor representa quase 70% do PIB do país
Após subir 1,2 ponto em agosto, o Índice de Confiança do setor de Serviços (ICS) caiu 0,9 ponto em setembro, para 88,1 pontos, informou na terça-feira (29) a Fundação Getulio Vargas (FGV). A retração sinaliza atividade econômica mais fraca na reta final do ano, admitiu Carlos André Vieira, economista da fundação. Na prática, a evolução da economia e a trajetória de serviços são intrinsecamente ligadas, reconheceu, visto que o setor representa quase 70% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. Ele não descartou novos recuos no indicador no quarto trimestre de 2026. “Nesse cenário econômico em que estamos inseridos, ele sugere que a confiança das empresas não vai acumular altas consecutivas [até o fim do ano]”, observou. “A própria alta de serviços do mês passado foi mais uma acomodação, após forte queda em julho do que como um aquecimento em si. Então, realmente, existe um pessimismo [entre o empresariado do setor]”, comentou. Esse pessimismo se estende às projeções dos empresários do setor. Na evolução dos dois tópicos usados para cálculo do ICS, o Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,9 ponto, para 91,7 pontos. Mas o Índice de Expectativas (IE) caiu 2,7 pontos, para 84,6 pontos. “Vemos, em serviços, uma certa resiliência na situação atual. Talvez justamente sustentada por um mercado de trabalho que ainda está aquecido”, disse. Vieira se refere aos dados mais recentes da Pnad Contínua, pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que mapeia dados oficiais do mercado de trabalho brasileiro. A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto foi de 5,3%, a menor para o período na série histórica iniciada em 2012, anunciou na terça-feira (29) o instituto. Porém, na mesma pesquisa, o IBGE informou que a renda real de todos os trabalhos ficou estável ante trimestre anterior. Vieira ponderou que a renda originada do trabalho é o principal esteio de poder aquisitivo do brasileiro. Assim, quando ela não sobe, isso afeta o consumo, assim como o interesse por acessar serviços, disse. “Essa taxa de desocupação [desemprego, em baixa], por si só, não vai sustentar o consumo. Naturalmente, as famílias vão optar por deixar de adquirir serviços que não são essenciais”, projetou. E, no entendimento do economista, os empresários do setor de serviços também já percebem a possibilidade desse cenário de menor consumo de serviços nos próximos meses. O especialista, assim, não estima retomada da confiança de serviços em 2026. Nem mesmo a retomada de corte, pelo Banco Central (BC), na taxa básica de juros (Selic) deve mudar essa perspectiva, acrescentou. “[Mesmo com corte na Selic] os juros seguem em patamar muito elevado”, disse. “Sabemos que o comprometimento de renda das famílias [com pagamento de dívida] também está no máximo histórico, o endividamento e a inadimplência estão muito elevados”, citou. “O que esperamos é uma redução dessa demanda [por serviços] de maneira transversal na economia”, afirmou.
VALOR ECONÔMICO
Confiança do comércio tem em setembro pior queda em sete meses, diz FGV
Índice caiu 2,9 pontos em setembro, para 81,3 pontos
O Índice de Confiança do Comércio (Icom) da Fundação Getulio Vargas (FGV) caiu 2,9 pontos em setembro, para 81,3 pontos, informou na terça-feira (29) a instituição. Além de conduzir o indicador ao menor patamar desde março de 2021 (74,3 pontos), foi a pior queda desde fevereiro deste ano (-4 pontos), alertou Rodolpho Tobler, economista da fundação. O técnico não descartou novos recuos no Icom. Isso porque, disse, um ambiente com juros, endividamento e inadimplência elevados, como o atual, inibe poder de compra do consumidor, pontuou. E o varejista tem sentido isso, em suas vendas, disse. Assim, a situação ajuda a derrubar o humor do empresariado, com reflexo no indicador de confiança do setor, notou. O atual ritmo mais desfavorável em vendas no comércio também foi captado por um dos dois tópicos usados para cálculo do Icom, acrescentou. O Índice de Situação Atual (ISA) caiu 5,2 pontos em setembro, para 80,3 pontos. Foi o recuo mais intenso desde novembro de 2022 (-6,1 pontos). Esse resultado ocorreu no contexto em que as expectativas também não melhoraram. O Índice de Expectativas (IE) caiu 0,5 ponto em setembro, para 83,3 pontos. O orçamento mais apertado das famílias, em setembro, é o que mais explica os resultados ruins, disse. “O comércio, com resultado um pouco mais negativo, tem muito a ver com o consumo das famílias. Até o resultado do PIB no segundo trimestre já mostrou o consumo das famílias mais fraco do que se esperava”, recordou. Ele se refere ao fato de que, de abril a junho, o consumo das famílias caiu 0,4% ante o primeiro trimestre, informou no início de setembro o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). “De fato, não se tem tido espaço muito grande para consumo”, notou. Tobler comentou que os mais recentes resultados de mercado de trabalho, embora mostrem taxa de desemprego em baixa histórica, também sinalizam que a renda originada do trabalho, principal esteio para o poder aquisitivo do brasileiro, não cresce mais tanto quanto no passado. A taxa de desemprego no trimestre encerrado em agosto foi de 5,3%, a menor para o período em série histórica iniciada em 2012, informou o IBGE, também na terça-feira (29). Mas a renda real, de todos os trabalhos, ficou estável no trimestre até agosto, ante trimestre anterior, lembrou. “Quando olhamos essa questão da renda das famílias, ela tem ‘andado de lado'", disse. “E ao mesmo tempo temos visto uma piora nos indicadores de endividamento, no de comprometimento de renda [mensal, para pagar dívidas]”, disse. Também na terça-feira (29) o Banco Central (BC) divulgou as mais recentes estatísticas monetárias e de crédito. Nelas, a taxa de inadimplência média das operações de crédito ficou em 5% em agosto, recorde em série iniciada em 2011. Já a taxa de endividamento das famílias com o sistema financeiro também foi recorde, e ficou em 49,9% em julho. E o comprometimento da renda mensal com pagamento de dívidas também foi o maior da série, com fatia de 28,7%. “Quando o comprometimento de renda [com pagamento de dívida] avançava, a renda das pessoas também avançava. Então, não se tinha piora acentuada no orçamento das famílias”, disse. “Mas agora, não temos visto aumento tão grande da renda. Mas as contas estão apertando porque o comprometimento de renda [com dívidas] está aumentando, porque o endividamento está aumentando e a inadimplência está aumentando”, disse. “Assim, quando olhamos o cenário do comércio, desde o início do ano, tem mostrado realmente perda de força [em vendas]”, afirmou. O menor ímpeto de negócios no varejo tem sido notado na desaceleração do ritmo de abertura de vagas, acrescentou o técnico. O Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), registro oficial do governo para monitorar as admissões e demissões de trabalhadores com carteira assinada (regime CLT), mostrou perda de 2.000 vagas formais em julho no comércio, lembrou. Assim, como os fatores de endividamento, inadimplência e juros elevados são de difícil resolução em curto prazo, o especialista não espera retomada da confiança do comércio ainda este ano. “Este ano tem sido de confiança mais baixa para o comércio do que foi no final de 2025”, disse, a informar que o Icom, atualmente, se posiciona quase dez pontos abaixo do observado em dezembro de 2025 (90,1 pontos). Então, creio que a tendência é que a encerremos 2026 com confiança em baixa”, afirmou.
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