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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1201 DE 25 DE SETEMBRO DE 2026

prcarne
há 5 minutos
14 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1201 | 25 de setembro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: oferta restrita de animais continua elevando preços da arroba

Cotação dos machos terminados (com ou sem padrão-China) seguiu valendo R$ 360/@ em SP, mas houve valorização em 5 regiões monitoradas pela Agrifatto; AC, ES, MA, MG e RJ. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: quatro dias. Boi China: PARANÁ: R$ 363,00/@ (à vista) e R$ 367,00/@ (prazo)

 

A oferta restrita de animais terminados e a expectativa de recuperação da demanda doméstica por carne bovina a partir do início de outubro impulsionaram os preços do boi gordo em algumas das principais praças brasileiras, informou a Agrifatto em relatório enviado aos seus assinantes. Na quinta-feira (24/9), apurou a Agrifatto, o boi gordo (com ou sem padrão-China) negociado em São Paulo permaneceu valendo R$ 360/@, no prazo, mas houve valorização em 5 das 17 regiões monitoradas pela consultoria diariamente: Acre, Espírito Santo, Maranhão, Minas Gerais e Rio de Janeiro. Na quarta-feira (23/9), os preços da arroba registraram aumento nas regiões de Alagoas, Mato Grosso e Tocantins. “A maior firmeza dos pecuaristas abriu espaço para novos reajustes no curto prazo, sobretudo nas compras de frigoríficos de pequeno e médio portes, que enfrentam mais dificuldade para ampliar suas programações”, relata a Agrifatto, acrescentando que as grandes indústrias seguem em situação mais confortável, apoiadas por animais de contratos de parceria e confinamentos próprios. No mercado futuro, após a queda na sessão de terça-feira (23/9), os contratos futuros do boi gordo fecharam o pregão de quarta-feira em alta. O vencimento de dezembro de 2026 voltou a se destacar na tela da B3, cotado a R$ 389,15/@, com alta de 0,30% em relação ao dia anterior. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 350,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China/Europa: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China”, de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 355,50/@ (à vista) e R$ 359,50/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@(prazo). GOIÁS: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo).  PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

CEPEA: Preço do bezerro pressiona margens do terminador

Em um ano (entre setembro/25 e setembro/26), os preços do boi gordo e do bezerro apresentam alta, mas os valores da cria apresentam elevação mais intensa que os da arroba nesse período. Segundo o Cepea, esse cenário vem pressionando as margens do pecuarista terminador em São Paulo neste ano.

 

De acordo com o Centro de Pesquisas, apesar da valorização do boi gordo, a relação de troca com o bezerro piorou em 2026 frente ao mesmo período de 2025. Isso significa que o terminador paulista precisa de uma quantidade maior de arrobas para adquirir um animal de reposição. Na prática, esse cenário eleva o desembolso necessário para a reposição do rebanho e aumenta a pressão sobre as margens da atividade. Na média desta parcial de setembro (até o dia 22), são necessárias 9,7 arrobas de boi gordo paulista (Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ) para a aquisição de um bezerro sul-mato-grossense (Indicador do Bezerro CEPEA/ESALQ). Segundo pesquisadores do Cepea, este é o pior patamar da relação de troca desde outubro de 2021, quando eram necessárias 10,27 arrobas para a aquisição de um bezerro.

CEPEA


Carne bovina: China volta a negociar com o Brasil, mas compras maiores devem ficar para outubro

Pedro Gonçalves, da Scot Consultoria, afirma que os chineses já fazem negócios pontuais, embora ainda não tenham retomado os volumes habituais de compra.

 

A China começou a se movimentar no mercado de carne bovina brasileira, mas os embarques para o país ainda não recuperaram o ritmo habitual. Segundo Pedro Gonçalves, da Scot Consultoria, as negociações ganharam algum espaço em setembro, enquanto a retomada de volumes mais expressivos é esperada para outubro. “Ainda não voltou com aqueles volumes, mas está começando a indicar, está começando a entrar nas negociações”, afirmou o analista em entrevista de quarta-feira (23/9). De acordo com ele, as compras chinesas seguem pontuais neste mês, apesar de uma melhora nas médias semanais. Pedro avalia que outubro é o período mais provável para uma reação mais forte da demanda chinesa. “É mais possível que eles entrem forte em outubro, que é quando eles costumam comprar”, disse. A expectativa está ligada às compras para abastecer o mercado chinês antes do feriado do início do ano. Mesmo sem a retomada plena das compras da China, o mercado boi gordo chegou à segunda quinzena de setembro com preços firmes. Pedro atribui esse cenário à oferta mais enxuta de bovinos terminados e ao ajuste da produção pelos frigoríficos, em um período no qual a oferta costuma exercer maior pressão sobre a arroba.

PORTAL DBO

 

GOVERNO

 

Lula promulga acordo Mercosul-EFTA e abre novas oportunidades para exportações brasileiras

Decreto publicado no Diário Oficial formaliza o tratado de livre comércio entre o Mercosul e Islândia, Liechtenstein, Noruega e Suíça; acordo prevê acesso preferencial para produtos do agronegócio. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva assinou o decreto que promulga o Acordo de Livre Comércio entre o Mercosul e os países da Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). O Decreto nº 13.126 foi publicado em edição extra do Diário Oficial da União na quarta-feira (23) e formaliza, no Brasil, o tratado firmado no Rio de Janeiro em setembro de 2025.

 

A EFTA é formada por Suíça, Noruega, Islândia e Liechtenstein. O acordo estabelece novas condições para o comércio de bens, serviços, investimentos e compras governamentais, além de regras de origem, propriedade intelectual, facilitação de comércio e desenvolvimento sustentável. O tratado havia sido aprovado pelo Congresso Nacional por meio do Decreto Legislativo nº 146, de 22 de junho de 2026. Em julho, o Brasil depositou o instrumento de ratificação junto à Noruega, etapa que antecedeu a promulgação feita pelo governo brasileiro. Acordo amplia acesso a mercados europeus A entrada em vigor do tratado representa uma ampliação da rede de acordos comerciais do Mercosul e cria condições preferenciais para uma parcela significativa das exportações brasileiras. Segundo o governo federal, quase 99% do valor das exportações brasileiras para os países da EFTA terá acesso preferencial quando o acordo estiver plenamente implementado. A EFTA deverá eliminar, já no início da vigência, as tarifas de importação aplicadas aos setores industrial e pesqueiro. Para os produtos agrícolas, foram negociadas diferentes modalidades de acesso, incluindo comércio livre, preferências tarifárias e cotas específicas. O acordo entra em vigor para o Brasil no plano jurídico externo em 1º de outubro de 2026, conforme estabelecido no próprio decreto presidencial. A implementação bilateral ocorrerá de acordo com as condições previstas para cada país integrante da EFTA. Entre os principais pontos do tratado está a abertura de oportunidades para produtos do agronegócio. O acordo contempla carnes bovina, de aves e suína, milho, farelo de soja, melaço de cana, mel, café torrado, álcool etílico, arroz, bananas, melões, uvas e sucos de frutas, entre outros itens. Parte desses produtos terá acesso por meio de cotas tarifárias. No caso da Suíça e de Liechtenstein, por exemplo, foram estabelecidas cotas específicas para produtos como milho, carnes, mel e óleos vegetais, incluindo óleo de soja. A Noruega também concedeu cotas para carne bovina, carne de aves, milho, farinha de milho e farelo de soja. Para o setor produtivo brasileiro, a medida amplia o número de mercados com condições comerciais diferenciadas. A EFTA possui elevado poder de compra e inclui alguns dos mercados europeus com maior renda per capita, o que torna o acesso a esses consumidores relevante para empresas exportadoras. Além das concessões agrícolas, o acordo prevê regras destinadas a facilitar o comércio, com procedimentos aduaneiros mais previsíveis, utilização de tecnologia, gestão de riscos e mecanismos de cooperação entre as autoridades dos países envolvidos. Segundo dados do governo federal, em 2025 a corrente de comércio entre o Brasil e o bloco alcançou US$ 7,8 bilhões, enquanto as exportações brasileiras chegaram a US$ 3,8 bilhões, crescimento de 22,9% em relação ao ano anterior. Em 2024, antes da assinatura do acordo, o Brasil havia exportado US$ 3,1 bilhões em bens para os países da EFTA e importado US$ 4,1 bilhões. Com a redução de barreiras comerciais, a expectativa oficial é de ampliação das oportunidades para empresas brasileiras em diferentes setores da economia. Uma estimativa apresentada pelo governo aponta que, até 2044, o acordo poderá produzir um efeito positivo de R$ 2,69 bilhões sobre o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, além de elevar em R$ 660 milhões os investimentos e gerar um impacto estimado de R$ 3,34 bilhões sobre as exportações totais.

COMPRE RURAL


CARNES

 

Exportações do agro para países árabes cresceram quase 7% de janeiro a agosto

Embarques somaram US$ 9,897 bilhões; aumento foi puxado pelas carnes, açúcar, cereais e soja. Carne de frango para exportação com certificado halal; embarque do produto para os mercados árabes foram destaque em 2026

 

As exportações brasileiras de produtos do agronegócio para os 22 países árabes avançaram 6,81% entre janeiro e agosto de 2026, para US$ 9,897 bilhões. O setor responde por 75% do total exportado pelo Brasil aos países. O aumento foi puxado pelas carnes, açúcar, cereais e soja, segundo a Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. Neste grupo, o destaque foi a venda de frango. De janeiro a agosto, as receitas do produto somaram US$ 2,169 bilhões, com o maior mercado, a Arábia Saudita, avançando 10,22% nas vendas, para US$ 697,83 milhões. A carne bovina também segue em alta. No período, as vendas cresceram 20,23% e somaram US$ 1,177 bilhão, com avanço nos três maiores mercados. O maior crescimento foi na Arábia Saudita, com alta de 56,66%, para US$ 296,79 milhões. Depois vêm o Egito, com avanço de 28,64%, para US$ 254,68 milhões, e os Emirados Árabes Unidos, com crescimento de 5,40%, para US$ 127,35 milhões. Segundo a Câmara, a manutenção das vendas ocorre mesmo com as dificuldades logísticas provocadas pelas restrições à navegação no Estreito de Ormuz. Para contornar a rota, empresas marítimas passaram a utilizar o chamado “fluxo mar-terra-mar”, no qual as cargas são descarregadas em portos do Golfo de Omã e do Mar Arábico e transportadas por rodovia até outro porto no Golfo. No geral, as exportações brasileiras para os países árabes avançaram 5,75% de janeiro a agosto de 2026 e totalizaram US$ 13,38 bilhões. De acordo com a Câmara Árabe-Brasileira, as vendas para o norte da África cresceram 13,75%, para US$ 5,674 bilhões, puxadas pela demanda por alimentos nos maiores mercados. No maior deles, o Egito, a alta foi de 34,7%, para US$ 2,518 bilhões. Na Argélia, o segundo maior, o incremento foi de 6,61%, para US$ 1,634 bilhão. Nos países do Levante, as exportações cresceram 7,14%, para US$ 1,704 bilhão, com destaque para a Jordânia, onde as receitas cresceram 55,23%, para US$ 489,76 milhões. Segundo a entidade, o fato de a Jordânia ter portos no Mar Vermelho indica que, provavelmente, o país foi usado para triangular por terra produtos destinados ao Iraque, onde o acesso por mar é restringido pelo conflito no Estreito de Ormuz. Segundo o secretário-geral da Câmara Árabe-Brasileira, Mohamad Orra Mourad, há um movimento de reacomodação. “Os exportadores brasileiros parecem ter conseguido novos espaços no mundo árabe para seus produtos, e a região segue muito relevante para o setor exportador”.

GLOBO RURAL

 

SUÍNOS

 

Suíno vivo registra valorização nos principais estados produtores em setembro

São Paulo tem alta de 10,14% no mês, enquanto Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Minas Gerais também apresentam avanços.

 

O poder de compra do suinocultor paulista frente aos principais insumos da atividade, milho e farelo de soja, apresentou a terceira retração mensal consecutiva em setembro. Na parcial do mês, até o dia 22, o preço médio do suíno vivo caiu, enquanto os valores dos insumos subiram. Segundo o Cepea, o mercado do suíno vivo registrou altas em boa parte de setembro, sustentadas pela maior demanda do consumidor final por carne suína. O movimento elevou a procura por novos lotes de animais para abate. A média mensal, porém, permaneceu abaixo da registrada anteriormente devido à queda pontual observada na primeira semana do mês. Pesquisadores do Cepea apontam que os produtores mantêm certo otimismo diante das recentes valorizações do suíno vivo. O cenário positivo também foi observado na segunda quinzena de setembro, período em que normalmente a demanda pela proteína apresenta menor ritmo. No dia 23 de setembro, o suíno vivo era cotado a R$ 5,32/kg em São Paulo, com alta de 2,31% no dia e de 10,14% no mês. No Paraná, o indicador estava em R$ 4,72/kg, avanço de 1,94% no dia e de 5,12% no mês. Em Minas Gerais, a cotação alcançou R$ 5,52/kg, com valorização mensal de 9,96%. No Rio Grande do Sul, o preço chegou a R$ 4,84/kg, alta de 6,61% no mês, enquanto Santa Catarina registrou R$ 4,85/kg, aumento de 6,13% no período.

O PRESENTE RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Produção florestal no país alcança recorde de R$ 47,9 bilhões em 2025

Atividade atinge patamar histórico impulsionada pela silvicultura, consolidando a liderança global na exportação de celulose. As florestas brasileiras renderam ao país uma produção econômica avaliada em R$ 47,9 bilhões em 2025. Esse é o maior valor já alcançado no Brasil e representa alta de 6,7% em relação ao ano anterior.

 

Os dados se referem a florestas naturais ou plantadas e fazem parte da pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura, divulgada na quinta-feira (24) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O instituto leva em consideração a silvicultura, quando a produção é retirada de áreas plantadas, e do extrativismo, que se refere à área verde originalmente natural. As cifras são em valores correntes ao ano da pesquisa, ou seja, não levam em conta a inflação do período até hoje. A silvicultura saltou 8,6% de 2024 para 2025, atingindo R$ 41 bilhões. A extração vegetal caminhou no sentido contrário e recuou 3,1%, ficando em R$ 6,9 bilhões. No fim da década de 1990, a silvicultura e o extrativismo se alternavam como principais motores da produção florestal. Mas, desde então, a produção de áreas plantadas disparou, chegando a 85,6% em 2025, restando apenas 14,4% à extração vegetal. O IBGE destaca que, desde 2019, o valor econômico da silvicultura cresceu 165%. A explicação, segundo o instituto, são avanços tecnológicos. Em 2025, as florestas plantadas somaram 10,4 milhões de hectares (104 mil km²). Isso equivale praticamente ao tamanho de Pernambuco (98 mil km²). Dessa área, 78,6 % são de eucalipto, árvore de crescimento rápido (em torno de sete a oito anos) utilizada principalmente na indústria de celulose, matéria-prima fundamental para a fabricação do papel. A produtividade da silvicultura brasileira faz com que o país seja o maior produtor e exportador mundial de celulose, posição ocupada desde 2022, quando superou o Canadá. O IBGE informa que o destaque global do país é impulsionado também por condições climáticas e pelo solo favoráveis ao crescimento rápido de florestas, além de “investimentos em práticas sustentáveis, que o tornam altamente competitivo no mercado internacional”. Em 2025, o Brasil produziu 22,2 milhões de toneladas de celulose, 12,7% mais que no ano anterior. Em termos de valores, foram US$ 10,2 bilhões, recuo de 3,9% em um ano. Por ser uma commodity (matéria-prima negociada com preços internacionais), o valor da celulose depende diretamente do mercado mundial. O IBGE justifica que os preços caíram por causa do “excesso de oferta global, pela desaceleração do consumo chinês e consequente aumento dos estoques, e por questões cambiais, como a valorização do real”. A celulose foi o oitavo produto mais exportado pelo Brasil em 2025. O topo da lista é ocupado, na ordem, pelo petróleo, soja e minério de ferro. O levantamento aponta que 4.889 municípios registraram produção florestal no ano passado. O de maior destaque é Três Lagoas, cidade de 145 mil pessoas no leste de Mato Grosso do Sul. No ano passado, a produção florestal chegou a R$ 1,8 bilhão, mais que triplicou (+216,3%) em relação a 2024. Na cidade, há fábricas das produtoras de celulose Suzano (maior empresa mundial do setor) e Eldorado. Em termos estaduais, Minas Gerais tem o maior protagonismo, com valor da produção da silvicultura chegando a R$ 9,2 bilhões em 2025, ou 22,5% do total nacional. Minas é o maior produtor de carvão vegetal do país, com 84,6% do volume nacional. A pesquisa Produção da Extração Vegetal e da Silvicultura identificou que produtos alimentícios somaram R$ 2,2 bilhões em valor de produção. Metade desse montante coube ao açaí (251 mil toneladas), sendo dois terços dessa produção (66,7%) no Pará. A erva-mate ostentou a vice-liderança entre os produtos não madeireiros, com R$ 562,3 milhões. De todo o mate extraído no país, 88,4% vieram do Paraná.

FOLHA DE LONDRINA

 

ECONOMIA

 

Dólar sobe para perto dos R$5,20 puxado pelo exterior

O dólar fechou a quinta-feira em alta no Brasil e próximo dos R$5,20, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, em uma sessão no geral negativa para os ativos de risco.

 

O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,47%, a R$5,1931, o maior valor de fechamento desde 28 de agosto, quando marcou R$5,1961. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 5,39%. Às 17h04, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,52% na B3, aos R$5,1985. Após o avanço firme da véspera, em meio à expectativa de novo aumento de juros nos EUA no curto prazo, o dólar voltou a subir ante as demais divisas na quinta-feira, incluindo moedas de emergentes como o real, o peso colombiano, o peso mexicano e o rand sul-africano. A alta do dólar se intensificou no fim da manhã, em sintonia com o fortalecimento dos rendimentos dos Treasuries, em função das preocupações com a inflação nos EUA e a perspectiva de novas altas de juros pelo Federal Reserve. Após marcar a cotação mínima de R$5,1653 (-0,07%) às 10h03, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,2020 (+0,64%) às 12h49, em um momento em que as taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) também estavam próximas das máximas do dia e o Ibovespa aprofundava as perdas. “A taxa dos títulos norte-americanos está bem acelerada, bem acima dos 5%, e o dólar se fortaleceu lá fora também. Isso faz com que o real se desvalorize”, comentou à tarde João Oliveira, head da mesa de operações do Banco Moneycorp. No Brasil, o Banco Central atualizou mais cedo suas projeções econômicas por meio do Relatório de Política Monetária. A expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 passou de 2,0% para 1,8%, enquanto a projeção para o próximo ano é de 1,4%. A desaceleração da atividade tem sido citada pelos analistas como um dos fatores que favorecem novos cortes da taxa básica Selic, hoje em 13,75%, nos próximos meses. A perspectiva de uma Selic menor, somada à possibilidade de mais aumentos de juros nos EUA, cuja taxa está hoje na faixa de 3,75% a 4,00%, reduz o diferencial de juros entre os dois países -- algo que pode alterar o fluxo de investimentos para o Brasil, com impactos de alta no dólar. No fim da manhã, o Banco Central vendeu US$1 bilhão em dois leilões de linha (venda de dólares com compromisso de recompra) simultâneos. Ao realizar a operação, o BC aumenta a liquidez no mercado, em um momento de saída de recursos do país antes das eleições de outubro. Na véspera, o BC informou que o fluxo cambial do Brasil em setembro até dia 18 foi negativo em US$7,078 bilhões. No exterior, às 17h08 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,14%, a 101,270.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda pressionado por Treasuries

O Ibovespa fechou em queda nesta quinta-feira, perdendo o patamar dos 184 mil pontos no pior momento, com o apetite a risco minado por novo avanço nos rendimentos dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, além de receios com o cenário fiscal no Brasil. 

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,84%, a 184.254,45 pontos, de acordo com dados preliminares. Na mínima do dia, chegou a 183.834,97 pontos. Na máxima, subiu a 186.211,43 pontos. O volume financeiro somava R$24,35 bilhões antes dos ajustes finais. 

REUTERS

 

Confiança do consumidor no Brasil cai em setembro para menor nível em quase 4 anos, diz FGV

A confiança dos consumidores brasileiros recuou pela quinta vez seguida em setembro e chegou ao nível mais baixo em quase quatro anos diante da piora nas expectativas para o futuro, mostraram dados da Fundação Getúlio Vargas divulgados na quinta-feira.

 

O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no mês queda de 0,5 ponto, para 84,2 pontos, menor nível desde novembro de 2022 (83,5 pontos). "A confiança do consumidor encerra o terceiro trimestre em baixa, acumulando perda de 4,9 pontos nos últimos cinco resultados. Nesse mês, a piora foi totalmente influenciada pela queda nas expectativas, enquanto os indicadores sobre o presente indicam uma ligeira melhora", disse em nota Rodolpho Tobler, economista do FGV IBRE. O Índice de Situação Atual (ISA) subiu 0,2 ponto, para 84,0 pontos, enquanto o Índice de Expectativas (IE) recuou 0,9 ponto, para 85,2 pontos, menor nível desde maio de 2022 (84,0 pontos). "O resultado foi atenuado por uma recuperação da confiança dos consumidores de renda mais baixa, especialmente no quesito sobre situação financeira futura, que pode estar relacionado ao reajuste de valores de benefícios sociais", explicou Tobler. "Olhando para os próximos meses, ainda é difícil imaginar uma retomada da confiança dos consumidores, considerando que as condições financeiras continuam apertadas, com alto endividamento e inadimplência".

REUTERS

 

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