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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1193 DE 15 DE SETEMBRO DE 2026

prcarne
há 11 minutos
18 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1193 | 15 de setembro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: preços da arroba estáveis

No mercado paulista, a Agrifatto identificou alguns negócios próximos de R$ 360/@, mas o baixo volume de transações ainda impede a consolidação desses valores como referência. Na região Noroeste do Paraná, segundo a Scot Consultoria, a cotação da novilha caiu R$3,00/@. Para as demais categorias, os preços não mudaram. As escalas estão, em média, para nove dias. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00 Novilha: R$ 345,00 Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo).

 

A semana começou com poucos negócios no mercado físico do boi gordo, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Com isso, os preços da arroba ficaram estáveis na maioria das praças monitoradas. Pelos dados da Scot Consultoria, o animal terminado sem padrão-exportação segue valendo R$ 345/@ no interior de São Paulo, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 350/@. “Embora as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros permaneçam em níveis confortáveis, sem alterações relevantes na média Brasil na última semana, algumas indústrias já começaram a elevar o preço de balcão em até R$ 5/@”, informa a Agrifatto. No mercado futuro, após cinco pregões consecutivos de alta, o contrato com vencimento em dezembro/26 superou R$ 380/@, ampliando o prêmio em relação ao mercado físico e sinalizando a percepção de oferta mais ajustada nos próximos meses”, destacou a Agrifatto. O contrato mais líquido, com vencimento em outubro/26, encerrou o pregão de sexta-feira (11/9) cotado a R$ 377,40/@, com leve alta de 0,05% no comparativo diário. As primeiras semanas de setembro/26 trouxeram um fortalecimento do otimismo no mercado do boi gordo, sobretudo diante da possibilidade de recomposição dos volumes de exportação norte-americanos nos próximos três meses, disse a Agrifatto. “Além disso, já observamos uma movimentação conjuntural dos frigoríficos no sentido de voltar a disputar animais com padrão-China, trazendo maior firmeza para as cotações”, completou a consultoria. O indicador Datagro segue avançando em ritmo moderado. Na comparação entre as últimas sextas-feiras (4/9 versus 11/9), o indicador apresentou alta de 0,53%, encerrando a semana cotado a R$ 350,01/@. No mercado futuro, o contrato vigente de setembro/26 apresentou alta semanal de 0,18%, encerrando a sexta0-feira (11/9) em R$ 358,55/@. Entre os demais vencimentos, os movimentos positivos foram mais expressivos – considerando o comparativo semanal. O contrato de outubro/26 terminou a semana cotado a R$ 377,40/@, com avanço de 0,69% sobre a sexta do dia 4 de setembro. No papel de novembro/26, a valorização semanal foi ainda maior, de 1,44%, levando o contrato a R$ 384,25/@. Já o vencimento de dezembro apresentou avanço semanal de 1,24%, encerrando o pregão de 11/9 em R$ 384,35/@. O ágio entre o mercado físico e o futuro também continuou aumentando. Para o curto prazo, o mercado futuro já precifica um diferencial de R$ 27,39/@ em relação ao físico, refletido nos atuais patamares de cotação do contrato de outubro/26. Ao longo dessa segunda semana de setembro, o mercado futuro do boi gordo na B3 continuou registrando um comportamento dominado pela expansão das posições compradas e pela valorização das cotações em toda a curva. O total de contratos em aberto somou 63.785 posições, aumento de 1,11% em relação ao quadro registrado na semana anterior, enquanto o preço médio de ajuste avançou para um patamar de R$ 379,83/@, informou a Agrifatto. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China/Europa: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China”, de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 341,00/@ (à vista) R$ 345,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 339,50/@ (à vista) e R$ 343,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Custo alimentar não eleva lucro do confinamento no Centro-Oeste em agosto

No Sudeste, o movimento foi inverso, com alta de 1,59%, para R$ 1.163,88 por cabeça, o maior resultado desde abril.

 

A queda do custo alimentar não foi suficiente para elevar a lucratividade do confinamento de gado bovino no Centro-Oeste em agosto. O custo alimentar recuou 9,38% na região, para R$ 11,89 por cabeça/dia, o segundo menor valor de toda a série histórica. Ainda assim, o maior tempo de cocho – de 99 para 107 dias – e a menor produção – de 8,08 para 7,81 arrobas por animal – contribuíram para aumentar o custo da arroba produzida em 11,07%, para R$ 200,61, e reduzir a lucratividade em 13,63%, para R$ 983,18 por cabeça, segundo o Índice de Custo Alimentar Ponta (Icap). Conforme comunicado da Ponta, o Icap é calculado a partir de dados reais coletados pela Tecnologia de Gestão de Confinamento (TGC), que gerencia cerca de 57% das cabeças confinadas no País. O movimento reduziu significativamente a diferença regional, disse a empresa. Depois de atingir R$ 1,64 em julho, a vantagem do Sudeste caiu para R$ 0,35 por cabeça/dia em agosto, a menor desde o início da inversão regional, em março. Ainda assim, o Sudeste manteve o menor Icap pelo sexto mês consecutivo. No Centro-Oeste, a queda foi puxada principalmente pela dieta de terminação, que recuou 8,45%, para R$ 1.022,62 por tonelada de matéria seca (MS) – o maior alívio mensal de 2026 na região. Os proteicos ficaram 24,85% mais baratos na ponderação, e o DDG (grãos secos de destilaria, coproduto rico em proteína obtido na fabricação do etanol de milho) atingiu o menor preço do ano. Com isso, pela primeira vez desde fevereiro, a dieta de terminação do Centro-Oeste ficou mais barata que a do Sudeste, onde o custo foi de R$ 1.046,27 por tonelada de MS, queda de 1,96%. A redução do custo alimentar, porém, não se traduziu em maior lucratividade no Centro-Oeste, reforçou a Ponta. Além do ciclo mais longo e da menor produção de arrobas, a maior participação de outros custos pressionou o resultado. No Sudeste, o movimento foi inverso, com alta de 1,59%, para R$ 1.163,88 por cabeça, o maior resultado desde abril. Com isso, o Sudeste ampliou a liderança na lucratividade da arroba produzida para R$ 180,70 por cabeça, a maior diferença regional do ano, combinando cotação mais elevada com menor custo de produção. No mercado de exportação (boi China), a vantagem também permaneceu: R$ 1.235,16 por cabeça no Sudeste, contra R$ 1.026,13 no Centro-Oeste.

O ESTADO DE SÃO PAULO

 

SUÍNOS

 

Empresa investe R$ 55 milhões em Apucarana e cria maior fábrica de fibras para suínos das Américas 

GFS investe R$ 55 milhões em Apucarana e cria maior fábrica de fibras para suínos das Américas.

 

Uma empresa de tecnologia para nutrição animal investiu R$ 55 milhões em Apucarana, no Norte do Paraná, para ampliar sua produção e colocar em operação uma nova fábrica. A unidade, da Global Feed Solutions (GFS), terá capacidade para produzir até 1,6 mil toneladas de fibras naturais por mês para a alimentação de suínos e, segundo a empresa, será a maior fábrica desse tipo nas Américas. O investimento também multiplicará a capacidade de produção do principal produto da GFS. O aditivo utilizado na alimentação de aves passa de 500 toneladas para 4,5 mil toneladas mensais, ou seja, nove vezes a antiga capacidade. A nova estrutura foi inaugurada na quarta-feira (9) e transforma Apucarana em um importante ponto de produção e distribuição das tecnologias desenvolvidas pela empresa para a cadeia de proteína animal. Localizada no Norte do Paraná, a cidade está próxima de importantes regiões produtoras de proteína animal e possui conexão com diferentes mercados consumidores do país. A nova unidade foi planejada para concentrar produção e distribuição. Com isso, a empresa pretende atender clientes do Sul, Sudeste e Centro-Oeste a partir do Paraná. A nova planta aposta em outra frente da nutrição animal. A GFS produzirá fibras naturais destinadas à alimentação de suínos. O material é produzido a partir de pinus de reflorestamento e tem como objetivo contribuir para a saúde intestinal dos animais e para o melhor aproveitamento dos nutrientes. Com a nova estrutura, a capacidade chegará a 1,6 mil toneladas por mês. Segundo a GFS, trata-se da maior fábrica de fibras naturais para nutrição de suínos das Américas. E o mercado ainda tem espaço para crescer. A empresa estima que esse tipo de fibra esteja presente em aproximadamente 25% da produção de suínos no Brasil. Um mercado de milhões de toneladas O tamanho potencial desse mercado ajuda a dimensionar o investimento. Em 2025, a avicultura brasileira consumiu cerca de 45,28 milhões de toneladas de ração. Na suinocultura, foram outras 22,5 milhões de toneladas. Juntas, as duas cadeias representam uma parcela expressiva da produção nacional de rações e estão diretamente ligadas a dois dos principais segmentos da produção de proteína animal brasileira.

TRIBUNA DO PARANÁ 

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paraná tem 19 cooperativas entre as mil maiores empresas

O peso do cooperativismo no ranking do jornal Valor Econômico aparece quando o recorte é ampliado para todo o Paraná. Ao todo, 19 cooperativas agropecuárias paranaenses estão entre as mil maiores empresas brasileiras na edição de 2026.

 

A Coamo, de Campo Mourão, lidera entre as organizações do Estado, na 55ª posição. Depois aparecem Lar (61ª), C. Vale (62ª), Cocamar (141ª), Copacol (146ª), Integrada (186ª), Agrária (196ª), Coopavel (222ª), Frimesa (225ª), Castrolanda (227ª), Frísia (229ª), Coasul (237ª), Capal (251ª), Copagril (490ª), Tradição (518ª), Primato (591ª), Coonagro (595ª), Bom Jesus (727ª) e Coagru (806ª). O cooperativismo do Oeste do Paraná ganhou espaço entre as maiores empresas do país. Seis cooperativas da região aparecem entre as 500 maiores companhias brasileiras no Ranking Valor 1000 de 2026, elaborado a partir dos resultados econômicos e financeiros de 2025. A Lar ocupa a 61ª posição, seguida de perto pela C. Vale, na 62ª. Também integram a lista a Copacol, em 146º lugar; a Coopavel, em 222º; a Frimesa, em 225º; e a Copagril, na 490ª colocação. Considerando as mil maiores empresas, a região ainda tem a Primato, de Toledo, na 591ª posição. Somadas, as seis cooperativas que aparecem no grupo das 500 maiores registraram faturamento de aproximadamente R$ 74,6 bilhões em 2025. A Lar respondeu por R$ 24,7 bilhões, enquanto a C. Vale alcançou R$ 24,6 bilhões. Copacol teve receita de R$ 10,4 bilhões; Coopavel, R$ 6,27 bilhões; Frimesa, R$ 6,22 bilhões; e Copagril, R$ 2,4 bilhões. Ao final de 2025, essas seis organizações reuniam mais de 80 mil cooperados e empregavam mais de 70 mil trabalhadores diretamente. A presença no ranking reflete a dimensão alcançada pelas cooperativas na economia do Oeste paranaense, região cuja atividade agropecuária passou, ao longo das últimas décadas, por um processo de expansão e industrialização. Para o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, o desempenho é resultado de um processo construído ao longo de décadas, com participação direta das cooperativas na transformação da produção rural. “Nos últimos 60 anos, as cooperativas tiveram contribuição decisiva para o desenvolvimento da agropecuária, para o fortalecimento das propriedades rurais e para o crescimento econômico da região. As cooperativas são sinônimo de desenvolvimento e prosperidade e fizeram da nossa região um modelo de sucesso para o mundo. No Oeste estão alguns dos melhores índices de produtividade de importantes commodities mundiais, e isso é resultado da capacidade do produtor, mas também da estrutura e do trabalho desenvolvido pelas cooperativas”, afirma Dilvo. A expansão das cooperativas acompanha a mudança no perfil da economia regional. A produção rural passou a estar integrada a cadeias mais complexas, com investimentos em agroindustrialização, tecnologia, logística, pesquisa, inovação e abertura de mercados. A Coopavel é um dos exemplos desse movimento. Cerca de 95% dos grãos recebidos pela cooperativa são industrializados no complexo instalado em Cascavel, que reúne 18 agroindústrias vinculadas à cadeia do agronegócio. A estratégia amplia o valor agregado da produção e aproxima as cooperativas de diferentes etapas da cadeia, da originação de grãos à transformação industrial e à comercialização.

O PRESENTE RURAL

 

Coamo investirá R$ 500 milhões para ampliar fábrica de óleo de soja no PR

Maior cooperativa agrícola do país prevê duplicar capacidade da planta, localizada no porto de Paranaguá; parte do desembolso vai ocorrer ainda neste ano. A Coamo Agroindustrial, a maior cooperativa agrícola do país, quer dobrar a capacidade de produção da fábrica de óleo de soja de Paranaguá (PR), para 5 mil toneladas ao dia. O investimento na planta será de R$ 500 milhões.

 

O aporte soma-se a outros que a cooperativa anunciou recentemente. O maior deles é a construção de um terminal portuário em Itapoá (SC), que está na etapa de obtenção de licenças e receberá investimento de R$ 3 bilhões. As obras devem começar em 2030, segundo o cronograma atual. No caso da fábrica de óleo, os desembolsos já começaram. A Coamo investirá cerca de R$ 200 milhões na unidade ainda neste ano para elevar a capacidade diária de produção de 2 mil para 2,5 mil toneladas. A proposta da duplicação, que demandará mais R$ 300 milhões, será apresentada na assembleia anual da Coamo, prevista para fevereiro de 2027. O presidente executivo da cooperativa, Airton Galinari, acredita que o projeto de expansão sairá do papel, mesmo tendo a necessidade de submeter à aprovação da assembleia. Com isso, as obras que estão em curso na fábrica de óleo já preveem espaço para a duplicação de capacidade. Óleo e farelo são os dois principais produtos que se obtém do processamento da soja em grão. Para dar vazão ao farelo, a Coamo quer construir duas linhas de exportação no porto de Paranaguá e precisará de mais armazéns. Ainda não há estimativa de orçamento para essas obras. “São investimentos bastante robustos em Paranaguá. Acreditamos que até o fim de 2029 eles vão estar operacionais”, afirmou Galinari em entrevista ao Valor. Segundo ele, as obras da duplicação da fábrica de óleo devem começar, efetivamente, no fim de 2027, assim que a cooperativa concluir a construção de sua usina de biodiesel. A planta de produção do biocombustível, que deve receber aporte de R$ 400 milhões, também fica no terminal privado da Coamo em Paranaguá. Em paralelo, a cooperativa renovou por mais 25 anos o arrendamento de uma área da União no porto paranaense. Há um compromisso de investimentos de R$ 100 milhões no local. O desembolso deve ocorrer em dois anos. Investimentos. Esses diferentes projetos fazem parte da estratégia da Coamo de ampliar suas operações agroindustriais e a verticalização de processos. “O que nos motiva (a investir) é continuar crescendo na originação e na agregação de valor daquilo que nossos cooperados produzem”, disse Galinari. De acordo com o executivo, hoje, a Coamo industrializa apenas 50% da soja que recebe dos cooperados, o que mostra haver um grande espaço para a cooperativa crescer nessa frente. A definição dos investimentos considerou também a expansão geográfica da Coamo. “Nós crescemos em três unidades de Mato Grosso do Sul neste ano, crescemos em uma unidade do Paraná no ano passado. E, de janeiro para cá, adquirimos outras 15 unidades no norte velho, em Londrina, uma região do Paraná em que nós não operávamos, e nos Campos Gerais. Isso, naturalmente, vai trazer mais grãos para dentro da cooperativa”, afirmou. Um dos principais negócios que a Coamo fechou nos últimos tempos foi a compra de quatro instalações do fundo Pátria, até então eram arrendadas pela Belagrícola — o anúncio do acordo, de R$ 136 milhões, ocorreu no início de 2026. Os ativos eram armazéns de grãos nas cidades paranaense de Sabáudia, Assaí, Bela Vista do Paraíso e Cambé, além de depósitos para insumos. Distribuidora de insumos controlada pelo grupo chinês Pengdu, a Belagrícola começou a vender unidades como parte de seu plano de recuperação extrajudicial. A companhia tem dívidas de R$ 3,2 bilhões. O presidente da Coamo disse que a cooperativa recebe, quase diariamente, ofertas para investir em instalações de empresas, em particular de companhias em crise. “Esses juros altos colocaram muita gente em dificuldade. Claro que a gente vai analisar essas ofertas que vierem e que tiverem sentido para a cooperativa”, afirmou. Galinari enfatiza que “sempre vão estar no radar as oportunidades que o mercado oferecer”, embora existam limitações. Isso inclui, por exemplo, restrição de mão de obra para trabalhar em eventuais novas unidades. Após concluir uma safra considerada muito boa, e com sinais de recuperação dos preços das commodities, a cooperativa estima que seu faturamento crescerá cerca de 10% neste ano, ultrapassando a marca de R$ 30 bilhões. O montante é recorde. Para o ciclo 2026/27, a perspectiva é positiva. Segundo Galinari, em anos de ocorrência do fenômeno El Niño, como o atual, a produção de grãos costuma ser boa nas regiões em que a cooperativa atua.

VALOR ECONÔMICO

 

ECONOMIA

 

Dólar sobe para perto dos R$5,15 influenciado por exterior e cenário político

O dólar fechou a segunda-feira em alta ante o real, influenciado tanto pelo avanço da moeda norte-americana no exterior quanto pelo cenário político conturbado no Brasil, em meio à crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e a novas pesquisas eleitorais.

 

O dólar à vista encerrou a sessão com alta de 0,49%, a R$5,1490. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,19%. Às 17h02, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,38% na B3, aos R$5,1680. A segunda-feira começou com o dólar em alta ante boa parte das demais divisas no exterior, novamente impulsionado pelo conflito entre Estados Unidos e Irã, que alimentava a busca por ativos mais seguros. Preocupações em torno de possíveis riscos da IA também traziam cautela para os negócios. No Brasil, a busca pelo dólar era reforçada pelo cenário político, após as pesquisas eleitorais mais recentes mostrarem uma disputa acirrada entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) pelo Planalto. Na sexta-feira, pesquisa do Datafolha mostrou Lula com 46% e Flávio com 44% em uma simulação de segundo turno. O resultado representa empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais. Na manhã desta segunda-feira, a pesquisa BTG/Nexus mostrou Lula com 47% das intenções de voto, contra 46% de Flávio, também em empate técnico em função da margem de 2 pontos percentuais. Neste caso, porém, Lula voltou a ter a vantagem numérica, que no levantamento anterior era de Flávio. “O dólar foi para acima de R$5,18 na máxima de mais cedo, espelhando a cautela externa com o petróleo subindo mais de 3%”, comentou durante a tarde o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo, acrescentando que a disputa política também deu suporte às cotações. A crise no STF também trazia cautela para os negócios. No fim de semana o presidente da corte, Edson Fachin, chamou para si a relatoria da petição sobre as mensagens trocadas entre o ministro Alexandre de Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master. O caso irá a julgamento no plenário do STF na terça-feira. Fachin também marcou o julgamento sobre a conduta do ministro André Mendonça como relator do caso do Banco Master para o dia 23. Durante a tarde o dólar apagou parte dos ganhos ante o real, mas ainda assim se manteve no território positivo. Às 13h55 a moeda à vista marcou a mínima de R$5,1414 (+0,32%), para depois fechar pouco abaixo dos R$5,15. No exterior, às 17h05 o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,41%, a 99,508.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda pressionado por Vale e com Brasília no radar

O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, pressionado particularmente pelo declínio da blue chip Vale, em meio ao recuo dos futuros do minério de ferro na China. Novas pesquisas eleitorais também ocuparam as atenções na bolsa paulista, enquanto investidores seguem atentos a potenciais reflexos da crise no STF e das investigações sobre o Banco Master na corrida presidencial. 

 

A primeira sessão da semana ainda teve como pano de fundo alertas sobre os riscos envolvendo IA e novo avanço dos preços do petróleo no mercado internacional. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,91%, a 185.500,88 pontos, após marcar 183.813,36 pontos na mínima e 187.320,96 pontos na máxima. O volume financeiro no pregão somou R$24,4 bilhões. Pesquisa BTG/Nexus divulgada antes da abertura na segunda-feira mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) soma agora 42% das intenções de voto no primeiro turno, ante 39% na pesquisa da semana passada, ao passo que o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece com 37%, ante 35% no levantamento anterior.  O cenário de segundo turno continuou mostrando empate técnico, mas com Lula voltando a liderar com 47%, ante 45% na pesquisa anterior, enquanto Flávio se manteve com 46% das intenções de voto. Também nesta manhã a pesquisa Quaest divulgada pelo jornal O Globo mostrou Flávio com 42%, enquanto Lula soma 40% em um eventual segundo turno. Na pesquisa anterior, divulgada há uma semana, ambos estavam empatados numericamente com 41%. Ambos permanecem em empate técnico. O Nexus ouviu 2.003 pessoas entre os dias 11 e 13 de setembro e a Quaest ouviu também 2.003 pessoas, mas entre os dias 10 e 13 de setembro. Na visão de estrategistas do JPMorgan, a eleição presidencial brasileira de 2026 é o principal catalisador doméstico para os ativos brasileiros neste ano. Investidores também continuam monitorando os potenciais desdobramentos da crise no Supremo Tribunal Federal e da retirada de sigilo de parte das investigações sobre o Banco Master, em particular as informações relacionadas ao filme "Dark Horse", sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro. O ministro Flávio Dino, do STF, retirou no domingo o sigilo das investigações que apuram se houve desvio de emendas parlamentares para a realização do filme "Dark Horse" e determinou que a Polícia Civil de São Paulo encaminhe à Polícia Federal o material coletado nas investigações sobre o caso. Na terça-feira, as atenções estarão voltadas para a análise pelo STF do envolvimento do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo, com o Master. O julgamento da petição sobre Moraes refere-se a relatório da PF que implica Moraes e outras autoridades em uma série de condutas com o banqueiro Daniel Vorcaro e pessoas próximas a ele. Em Nova York, o S&P 500 fechou com declínio de 0,48%. Em paralelo, o barril de petróleo sob o contrato Brent encerrou com elevação de 1,02%, a US$105,68, após novos ataques à infraestrutura energética da Arábia Saudita e a navios no Oriente Médio. A cotação chegou a avançar quase 5%, mas arrefeceu depois que Trump afirmou que o Irã desejava chegar a um acordo com Washington.

REUTERS

 

Mercado reduz projeção de alta do IPCA de 2026 para 4,90%, mostra Focus

Expectativa para inflação em 2027 sobe pela quinta semana seguida. O relatório do Banco Central apresenta as expectativas do mercado para os principais indicadores econômicos do Brasil

 

A expectativa dos economistas para a inflação em 2026 caiu pela terceira semana consecutiva, enquanto a estimativa para 2027 subiu pela quinta semana seguida. Já a previsão para 2028 foi mantida pela sétima semana consecutiva, apontou o Boletim Focus divulgado pelo Banco Central na segunda-feira (14). A previsão para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) em 2026 caiu de 5% para 4,90%. É importante lembrar que a meta perseguida pelo Banco Central é de 3% ao ano, com limite tolerável de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Portanto, o topo da meta é de 4,5% e a expectativa aponta para uma inflação maior que esse teto. Já a expectativa para a inflação em 2027 subiu de 4,29% para 4,30%, enquanto a estimativa para o IPCA em 2028 seguiu em 3,80%. Na última sexta-feira (11), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o IPCA recuou 0,32% em agosto. Assim, o dado desacelerou em relação à subida de 0,07% em julho e apontou uma deflação, isso é, uma redução dos preços e um o movimento inverso ao da inflação. O indicador ficou abaixo do esperado, mas no intervalo das previsões. O Boletim Focus reúne semanalmente as expectativas do mercado para os principais indicadores da economia e é acompanhado pelos investidores de perto, especialmente as expectativas de inflação, que ajudam a calibrar as previsões para a Selic, a taxa referência para os juros da economia. A previsão para os juros no fim de 2026 continuou em 13,75% pela sexta semana consecutiva. Para 2027, a expectativa ficou em 12%, como ocorreu nas semanas anteriores. Para 2028, a projeção seguiu também em 10,50%, como nas semanas anteriores. A expectativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 recuou de 1,93% para 1,89%, após aumentar na semana passada. Para 2027, a estimativa recuou de 1,50% para 1,45%, após continuar estabilizada por três semanas seguidas. Para 2028, a previsão caiu pela segunda semana consecutiva, de 1,96% para 1,87%. A expectativa para o dólar em 2026 continuou R$ 5,20, como ocorreu nas semanas anteriores. Para 2027, a estimativa recuou R$ 5,30 para R$ 5,28, após continuar estabilizada por duas semanas consecutivas. Para 2028, a previsão seguiu em R$ 5,30, como nas últimas semanas. 

VALOR ECONÔMICO

 

Confiança da indústria recua e mantém 21 meses de pessimismo

A confiança dos empresários industriais voltou a recuar em setembro. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (Icei), divulgado na segunda-feira (14) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI), caiu 1,4 ponto, passando de 46,3 para 44,9 pontos.

 

O resultado mantém o indicador abaixo da linha de 50 pontos, que separa confiança de pessimismo. Com isso, a indústria completa 21 meses consecutivos sem confiança, no período mais prolongado já registrado pela série desde 2015 e 2016. Segundo a CNI, a queda foi disseminada entre os componentes do índice, atingindo tanto a avaliação das condições atuais quanto as expectativas para os próximos meses. “Essa queda foi generalizada, verificada em todos os componentes do índice, tanto a avaliação das condições correntes quanto as expectativas”, disse em nota Marcelo Azevedo, gerente de Análise Econômica da CNI. A percepção dos empresários sobre a situação econômica do país foi um dos principais fatores para o recuo do indicador. A avaliação das condições atuais da economia brasileira caiu 3,6 pontos, de 36,6 para 33 pontos. O Índice de Condições Atuais, que mede a percepção dos empresários sobre o momento presente, caiu 2,5 pontos, de 42,7 para 40,2 pontos. Os principais resultados foram: Condições atuais: 40,2 pontos, queda de 2,5 pontos; Economia brasileira: 33 pontos, recuo de 3,6 pontos; Condições das empresas: 43,8 pontos, queda de 1,9 ponto. O pessimismo também avançou nas perspectivas para os próximos meses. O Índice de Expectativas recuou 0,9 ponto, passando de 48,1 para 47,2 pontos. A percepção sobre o futuro da economia brasileira caiu de 39,7 para 39,1 pontos. Já as expectativas em relação às próprias empresas tiveram queda de 1 ponto, de 52,3 para 51,3 pontos. Índice de Expectativas: 47,2 pontos, queda de 0,9 ponto; Futuro da economia: 39,1 pontos, recuo de 0,6 ponto; expectativas para as empresas: 51,3 pontos, queda de 1 ponto. Para a CNI, as oscilações positivas registradas ao longo de 2026 não foram suficientes para alterar o cenário de desconfiança entre os empresários industriais. Segundo a entidade, eventuais melhorias desses índices em alguns meses deste ano foram pontuais e não mudaram muito o quadro. A falta de confiança continua disseminada entre os empresários industriais. A edição de setembro do Icei ouviu 1.186 empresas industriais de 1º a 8 de setembro de 2026. Desse total, 475 pequenas empresas, 441 médias empresas e 270 grandes empresas.

CNI

 

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