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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1191 DE 11 DE SETEMBRO DE 2026

prcarne
há 11 minutos
17 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1191 | 11 de setembro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

Preços do boi gordo sobem em 7 das 17 regiões monitoradas pela Agrifatto

Cotações da arroba permaneceram em R$ 350/@ em SP e registraram avanço nos Estados da BA, ES, GO, MA, MG, MS e PA, apurou a consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00 Novilha: R$ 345,00 Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo).

 

Na quinta-feira (10/9), o preço do boi gordo (com ou sem padrão-exportação) permaneceu em R$ 350/@ (prazo) no mercado de São Paulo, mas subiu em 7 das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto: BA, ES, GO, MA, MG, MS e PA. “O mercado físico do boi gordo mantém a firmeza observada desde a virada do mês, sustentado pela oferta controlada de animais terminados e pela resistência dos pecuaristas às propostas abaixo das referências”, ressaltam os analistas da Agrifatto. Pelos dados da Scot Consultoria, o animal destinado ao mercado interno paulista segue valendo R$ 345/@, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). “Houve negócios acima dos preços correntes, mas foram pontuais e não caracterizam referência de mercado”, informa a Scot, ainda referindo-se ao mercado de São Paulo. Por sua vez, na quinta-feira, as cotações da vaca e da novilha gordas, cuja oferta não está grande e a procura firme, registraram avanço diário de R$ 3/@ no mercado paulista, fechando o dia em R$ 325/@ e R$ 340/@, respectivamente. Nas últimas semanas, a tela da B3 vem apontando elevações consistentes dos contratos do boi nos três meses finais de 2026. Na quarta-feira (9/9), o contrato do boi gordo com vencimento em dezembro/26 encerrou a sessão cotado a R$ 386,75/@, com prêmio de R$ 36,75 sobre o preço físico de referência (indicador Datagro, praça de SP). Na quarta-feira (9/9), os contratos futuros do boi gordo fecharam em alta pelo quinto pregão consecutivo. O destaque ficou para o papel com entrega em dezembro/26, que fechou a sessão da B3 cotado a R$ 386,75/@, com valorização diária de 0,89%. Na primeira semana de setembro/26, o Brasil exportou 40,6 mil toneladas de carne bovina in natura, com uma média diária de 10,1 mil toneladas, o que representou uma queda de 29,1% frente ao volume médio embarcado por dia em setembro de 2025, de acordo com dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). A cotação média da tonelada embarcada ficou em US$ 6,1 mil, semelhante ao médio de agosto/26, mas 9,3% maior na comparação com o mesmo período de 2025. Cotações do boi gordo desta quinta-feira (10/9), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 345,00. Boi China/Europa: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (10/9), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 341,00/@ (à vista) R$ 345,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 339,50/@ (à vista) e R$ 343,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Boi/Cepea: China reduz em 80% compras da carne; embarques totais recuam

Os embarques de carne bovina à China recuaram de forma expressiva em agosto, devido ao avanço do preenchimento da cota estabelecida pelo país. Segundo o Cepea, com a entrada da proteína brasileira no mercado asiático limitada, as vendas nacionais totais também apresentaram retração frente a julho.

 

De acordo com dados da Secex, o volume de carne bovina brasileira embarcado para a China recuou 80,5% em relação a julho/26 e 89,8% frente a agosto de 2025. Segundo a última atualização do governo chinês, no início de agosto, o Brasil já havia preenchido 90% da cota. Na contramão do mercado chinês, outros importantes destinos, como os Emirados Árabes Unidos, a Itália e a Rússia, ampliaram as compras da proteína brasileira no período. Neste cenário, conforme dados da Secex, o Brasil exportou 226,777 mil toneladas de carne bovina em agosto, baixas de 12,1% frente a julho/26 e de 23,2% na comparação com agosto do ano passado. Pesquisadores do Cepea ressaltam que a forte redução das compras chinesas representa um fator potencialmente baixista para a carne bovina brasileira, sobretudo caso as restrições se prolonguem. O avanço dos embarques para outros destinos mostra, por outro lado, a capacidade do Brasil de redirecionar parte da oferta e ampliar a diversificação dos mercados.

CEPEA

 

Governo aguarda auditoria de europeus na produção da carne bovina para destravar exportações

União Europeia sinalizou que fará inspeção presencial de produtores habilitados, mas não fechou data com o Brasil. Carne brasileira não entra na UE desde o início do mês; governo espera resposta após auditoria do frango e do mel

 

O governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) espera que a União Europeia conduza uma auditoria in loco para verificar os protocolos de prevenção do uso inadequado de antimicrobianos na produção de carne bovina do Brasil. Os europeus já sinalizaram que farão a inspeção, mas ainda não fecharam uma data com as autoridades brasileiras, segundo disse à Folha um membro do governo Lula. Ele preferiu falar sob reserva por discutir temas sensíveis. A União Europeia passou a proibir a importação de carnes e mel do Brasil em 3 de setembro, alegando que o país não comprovou que atende às regras do bloco no uso de antimicrobianos durante a vida do animal. Antimicrobianos são antibióticos, antiprotozoários e antivirais usados no tratamento dos rebanhos. Na última sexta-feira (4), a autoridade sanitária da União Europeia concluiu uma auditoria na cadeia produtiva de aves e mel. Como mostrou a coluna Painel, os europeus emitiram uma sinalização positiva, e o governo Lula espera retomar as exportações de frango e mel em até dois meses. A situação da carne bovina é mais complexa em função do ciclo de vida do boi. A União Europeia exige que o animal tenha vivido, do nascimento até o abate, sem receber qualquer substância proibida pelas regras sanitárias do bloco, e por isso é improvável uma retomada das exportações de carne bovina antes da segunda metade do próximo ano. O Ministério da Agricultura disse em nota que não é possível indicar uma data precisa para a retomada das exportações, e não confirmou a projeção de retomada em 2027. A reportagem questionou sobre a perspectiva de uma inspeção in loco conduzida pela União Europeia, mas não recebeu resposta. O governo brasileiro ofereceu à União Europeia uma série de garantias de que a cadeia de produção de carne bovina está em conformidade com os padrões europeus, incluindo um protocolo privado de uso de antimicrobianos aprovado em junho e novas regras sobre o tema instituídas pelo Ministério da Agricultura. Os europeus deverão dizer oficialmente se essas garantias são suficientes para atestar que o Brasil cumpre as regras da UE. Embora essa resposta não tenha data para acontecer, o tema é uma prioridade das autoridades brasileiras, e a auditoria na cadeia produtiva da carne de aves já é tratada como um avanço. As exportações de carne bovina e de frango do Brasil à Europa juntas somaram US$ 1,8 bilhão (R$ 10 bilhões) em 2025. Em entrevista à CNN na terça-feira (8), o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart, afirmou que o ambiente internacional tem ficado mais fragmentado e mais hostil, mas que o Brasil sempre foi alvo de barreiras técnicas. "Nos antimicrobianos foi uma questão que superou em muito a questão técnica", disse. Ele afirmou que os auditores responsáveis pela inspeção na cadeia produtiva de aves e mel informaram que o processo de "segregação do não uso de antimicrobianos" é satisfatório e cumpre com os requisitos da UE. Entre as garantias enviadas pelo Brasil à União Europeia para reverter o veto à carne nacional, o Ministério da Agricultura apresentou o protocolo privado de exportação de bovinos desenvolvido pelo setor e aprovado pelo governo federal no início de junho. O protocolo prevê que uma empresa certificadora fará vistorias nas propriedades de criação de gado para garantir que o produtor está conforme as normas europeias. A certificadora vai conferir o plano de manejo da propriedade, verificar as condições físicas em que os bois são criados, e realizar uma inspeção individual por amostragem no rebanho. Essas inspeções se somam à fiscalização já realizada de forma rotineira pelo governo federal. Além disso, o governo brasileiro implementou novas regras de inspeção para o setor. Um ofício circular destaca quais são os antibióticos, antivirais e antiprotozoários reservados ao tratamento humano e define responsabilidades dos abatedouros brasileiros que exportam para a Europa. Segundo a diretiva, os frigoríficos devem assegurar rastreabilidade das matérias-primas, manutenção de registros e mecanismos de bloqueio de lotes quando identificada perda de elegibilidade. Em casos de não conformidade, o protocolo exige a comunicação imediata ao ministério, com avaliação de técnicos da pasta e apresentação da rastreabilidade completa dos produtos. "O Brasil segue trabalhando, em articulação com os setores envolvidos e em diálogo com as autoridades competentes da União Europeia, para assegurar o pleno atendimento dos requisitos sanitários aplicáveis às exportações de carne bovina", afirmou o Ministério da Agricultura em nota enviada à Folha. A pasta explicou que não há previsão de tratamento diferenciado ou de exceções aos requisitos sanitários vigentes para produtos específicos, e disse que a volta da autorização às compras do Brasil está vinculada ao cumprimento das condições previstas no protocolo de antimicrobianos desenvolvido pelo setor privado. "Nos últimos anos, o país adotou medidas adicionais para fortalecer o alinhamento de sua legislação às melhores práticas internacionais relacionadas ao combate à resistência aos antimicrobianos, [incluindo] a proibição do uso de antimicrobianos classificados pela Organização Mundial da Saúde (OMS) como reservados para uso humano, a restrição ao uso de determinadas substâncias e de antimicrobianos empregados como melhoradores de desempenho."

FOLHA DE SÃO PAULO

 

SUÍNOS

 

Preços do suíno vivo têm leve alta no Sudeste, mas seguem em queda no Sul

Indústria aumentou a demanda por novos lotes de animais. No Sul do País, a maior oferta de animais disponíveis para o abate, ampliada pelo menor ritmo de embarques em agosto, pressionou as cotações

 

Os preços do suíno vivo têm apresentado comportamentos distintos entre as regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). Em algumas áreas do Sudeste, as cotações registraram pequenas altas nos últimos dias, sustentadas pela demanda mais firme, enquanto no Sul houve recuos diante da maior oferta de animais. Na quarta-feira (9/9), em Minas Gerais, o indicador do Cepea registrou a cotação de R$ 5,04 para o quilo do animal vivo, uma alta acumulada de 0,40% desde o início de setembro. Já no Paraná, o preço médio estava em R$ 4,43 o quilo, queda de 1,34% no mesmo período. Segundo pesquisadores do Cepea, a indústria aumentou a demanda por novos lotes de animais, diante da maior procura pela carne suína na ponta final do mercado, especialmente na região Sudeste, cenário que já é esperado por conta do recebimento de salários pela população. No Sul do País, por outro lado, a maior oferta de animais disponíveis para o abate, ampliada pelo menor ritmo de embarques em agosto, pressionou as cotações do vivo, mesmo com a demanda interna mais aquecida. No mercado atacadista da carne, o ritmo de negócios também se manteve favorável, sustentado pela procura do consumidor final, conforme o Cepea.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Inadimplência atinge 29,9% das famílias e deve piorar

A inadimplência das famílias brasileiras voltou a subir em agosto, em meio à manutenção de patamar recorde de endividamento, segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). 

 

As famílias de menor poder aquisitivo lideraram avanço nas parcelas de inadimplentes na pesquisa, acrescentou ainda a organização.  A CNC não descartou continuidade de expansão da inadimplência nos próximos meses. No estudo, a parcela de endividados entre julho e agosto ficou em 82%, a maior proporção na série da pesquisa, iniciada em 2010. Em agosto de 2025, a fatia de endividados era de 78,8%. A fatia de endividados que admitiram inadimplência subiu 29,8% em julho para 29,9% em agosto. Porém, foi inferior à fatia de agosto de 2025 (30,4%). Também avançou a parcela dos que estão inadimplentes e sem condição de quitar dívida, de 12,3% em julho para 12,5% em agosto. Mesmo com avanço, a proporção foi menor do que a de agosto do ano passado (12,8%). A fatia dos que se consideram muito endividados também subiu, de 17,1% para 17,4%, de julho para agosto. Em contrapartida, no mesmo período, houve menor parcela dos que se categorizam como pouco endividados, de 35% para 34,9%, de julho para agosto. Na análise por faixas de renda, a CNC informou ainda que houve aumento de endividamento nos dois “extremos”: o mais baixo e o mais elevado em ganhos mensais. Em famílias com renda mensal até três salários-mínimos, a fatia de endividados subiu de 84,9% para 85,1% de julho para agosto. No mesmo período, entre endividados com renda acima de dez salários-mínimos, a parcela avançou de 72% para 72,3%. No entanto, chamou atenção, no estudo, o comportamento de inadimplentes de baixa renda, de julho a agosto. A fatia dos inadimplentes com ganhos até três salários-mínimos mensais foi a única que avançou, no período, entre quatro analisadas, a subir de 38,5% para 38,8%. Em contrapartida, nas fatias de endividados que admitiram inadimplência foram observadas diminuições, de julho a agosto, nas proporções dos devedores com ganhos mensais de três a cinco salários-mínimos, de 28,1% para 28%; entre os com renda mensal entre cinco e dez salários-mínimos, de 21,4% para 20,3%; e nos com ganhos mensais acima de dez salários-mínimos, de 15,1% para 14,9%. Em comunicado, a confederação ponderou que os resultados comprovam que famílias tiveram menor controle de contas, mesmo com prazo maior de pagamento para dívidas. A organização não descartou continuidade de inadimplência no próximo trimestre. “Estamos chegando ao último trimestre do mesmo jeito que começamos o ano, com recorde de endividamento e crescimento da inadimplência”, afirmou, em comunicado, o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros. “Lamentamos o cenário de juros elevados que reforça esse ciclo desde meados de 2025”, disse. O juro alto torna o crédito, bem como a dívida, mais caro. Tadros mostrou-se, no entanto, otimista em relação às vendas do varejo no curto prazo, mesmo com o atual contexto, de endividamento e inadimplência. Fabio Bentes, economista-chefe da CNC, ponderou que o cenário atual tem muito a ver com dependência do crédito, do brasileiro, para compor consumo básico. Isso mantêm endividamento em patamar recorde, disse.

VALOR ECONÔMICO

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha em baixa, na contramão do exterior

O dólar fechou a quinta-feira em baixa após uma nova pesquisa eleitoral mostrar o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) numericamente à frente do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na disputa pelo Planalto, ainda que em empate técnico.

 

O recuo do dólar ante o real ocorreu na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana subiu ante a maior parte das demais divisas. O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,20%, a R$5,1013. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,06%. Às 17h05, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,04% na B3, aos R$5,1260. O dólar chegou a subir ante o real mais cedo, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, mas no fim da manhã a divisa perdeu força em meio a especulações no mercado de que uma nova pesquisa mostraria o avanço de Flávio na disputa com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Às 14h30 a pesquisa AtlasIntel/Bloomberg foi finalmente divulgada e mostrou Flávio com 46,4% das intenções de voto em um segundo turno, contra 46,2% de Lula. No mercado de predição Polymarket, sediado nos Estados Unidos, Flávio também passou a superar Lula, com 53% das apostas de vitória neste fim de tarde, contra 44% do petista. No exterior, a moeda norte-americana avançou ante a maior parte das demais divisas, em um dia marcado pela disparada dos rendimentos dos Treasuries e pelo avanço do petróleo Brent para acima dos US$107 o barril. Na quinta-feira, os houthis, alinhados ao Irã, assumiram o controle do porto iemenita de Mocha, o que representa uma ameaça adicional ao tráfego no Mar Vermelho. Já o tráfego no Estreito de Ormuz permaneceu restrito, devido à intensificação dos ataques a petroleiros na região nos últimos dias. Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,31%, a 99,084. No início do dia, o Banco Central vendeu, em dois leilões simultâneos, US$1 bilhão em moeda à vista e 20.000 contratos no valor de US$1 bilhão de swap cambial reverso -- neste caso, uma operação cujo efeito é equivalente à compra de dólares no mercado futuro. As duas operações simultâneas são conhecidas como "casadão" pelos investidores e dão liquidez ao mercado. O efeito delas sobre as cotações do dólar é, em tese, nulo, já que o BC vendeu US$1 bilhão em uma ponta e comprou US$1 bilhão em outra.

REUTERS

 

Ibovespa descola do exterior e fecha em alta com petróleo

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, voltando a superar os 188 mil pontos, sustentado principalmente pelas ações de bancos. 

 

Os papéis da Petrobras também forneceram um apoio relevante, com o barril do petróleo disparando mais de 6% no mercado internacional, na esteira da escalada de ataques a petroleiros no Oriente Médio. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,42%, a 188.258,29 pontos, de acordo com dados preliminares, mas chegou a 188.538,85 na máxima. Na mínima, no começo do dia, recuou a 184.601,20 pontos. O volume financeiro no pregão somava R$28,6 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Setor de serviços do Brasil decepciona e fica estável em julho

O volume de serviços no Brasil ficou estável em julho na comparação com junho e iniciou o terceiro trimestre com um desempenho abaixo do esperado, em mais um sinal de desaceleração da atividade econômica.

 

Em julho, o volume de serviços teve ainda avanço de 0,9% em relação ao mesmo mês de 2025, de acordo com dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados ficaram abaixo das expectativas em pesquisa da Reuters de altas de 0,2% na comparação mensal e de avanço de 1,1% na base anual. Com isso, o setor de serviços está 0,2% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. "O que dá para dizer é que há uma lateralidade do setor de serviços, ele vai andando de lado desde o começo do ano. Isso está claro, mas não tem tendência de alta e baixa", disse Luiz Carlos Almeida, analista da pesquisa no IBGE. Dados do PIB divulgados no início do mês mostraram que o setor de serviços -- que responde por cerca de 70% da economia do país -- teve avanço de apenas 0,2% no segundo trimestre, após alta de 0,4% no primeiro, enquanto o consumo das famílias registrou a primeira retração em três trimestres, de 0,4%. O mercado de trabalho aquecido e medidas do governo estimulam o consumo, mas a política monetária ainda restritiva vem pesando sobre a atividade. A taxa básica de juros Selic está atualmente em 14,0%. "Os dados recentes de atividade são unânimes em indicar uma moderação do ritmo de crescimento da economia. Na nossa visão, esse movimento deve persistir pelos próximos meses, entrando em 2027, o que permitirá ao Copom seguir com os ajustes na Selic", avaliou André Valério, economista sênior do Inter. O segundo semestre ainda deverá ser marcado pelas incertezas em relação às eleições presidenciais, em outubro. Os dados do IBGE mostram que, no mês de julho, a atividade de informação e comunicação foi a única a registrar recuo sobre o mês anterior, de 2,5%, devolvendo parte do crescimento acumulado entre abril e junho (3,3%). Almeida disse que a queda desse segmento, que ganhou peso na economia desde a pandemia, foi determinante para a estabilidade de serviços no mês. O setor representa quase um quarto da pesquisa mensal de serviços, segundo o IBGE. "Essa queda não parece ser uma tendência, parece mais uma acomodação do setor de comunicação e informação", afirmou. Por outro lado, apresentaram avanços as atividades de transportes (0,4%), profissionais, administrativos e complementares (0,6%), outros serviços (0,7%) e serviços prestados às famílias (0,5%). O índice de atividades turísticas, por sua vez, apresentou expansão de 2,7% em julho frente ao mês anterior, recuperando parte da perda de 4,0% observada entre maio e junho. O índice está 3,8% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.

REUTERS

 

Faturamento da indústria cai 2% em julho, diz CNI

No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a queda é de 0,5% 

 

O faturamento da indústria de transformação recuou 2% em julho ante junho, segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI). No acumulado dos sete primeiros meses do ano, a queda é de 0,5% em relação ao mesmo período de 2025. O percentual de horas trabalhadas na produção subiu 0,2% frente a junho, enquanto a Utilização de Capacidade Instalada subiu 0,1 ponto percentual, para 77,4% no mês. Já no acumulado de janeiro a julho, houve baixa de 1% nas horas trabalhadas e de 0,8 ponto percentual no uso do parque fabril, ante igual período de 2025. “O destaque nesse mês fica com o faturamento: houve uma queda de 2% na comparação com junho. O quadro geral não muda muito em relação ao mês anterior, até porque a maior parte dos indicadores teve uma variação muito pequena”, avaliou o gerente de Análise Econômica da CNI, Marcelo Azevedo. O emprego industrial cresceu 0,2% em julho na comparação com junho. No acumulado de janeiro a julho, contudo, registrou queda de 0,6% ante igual período de 2025. A massa salarial também avançou 0,2% no mês e acumulou alta de 0,6% no ano. O rendimento médio permaneceu estável em relação a junho, o que resulta num avanço acumulado de 1,2% de janeiro a julho de 2026 comparado ao mesmo período de 2025. Com esse cenário, o quadro de desaquecimento da atividade industrial permanece. “A elevação da taxa de juros e o endividamento das famílias vêm diminuindo a demanda por bens industriais de uma forma geral”, disse Azevedo.

VALOR ECONÔMICO

 

Prévia do IGP-M acelera, sob impacto de commodities

Inflação do varejo também ajuda a pressionar indicador em agosto, aponta FGV 

 

A primeira prévia do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) acelerou de agosto a setembro, de 0,26% para 0,93%, informou na quinta-feira (10) a Fundação Getulio Vargas (FGV). Foi a maior taxa para primeira prévia desde abril desse ano (0,95%). Commodities mais caras no atacado, tanto agropecuárias quanto industriais, explicam taxa maior, informou André Braz, economista da FGV. O especialista não descartou que o IGP-M completo fique acima de 1%, em setembro - em agosto, o indicador caiu 0,22%. Braz explicou que o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), 60% do IGP-M e que representa o atacado, saltou de 0,28% para 1,26% da primeira prévia de agosto para igual prévia em setembro. No período, a variação de preços de produtos agropecuários avançou de 1,83% para 2,40%. Produtos industriais, por sua vez, saíram de queda de 0,24% para alta de 0,86%. “Tivemos minério de ferro com alta, carne bovina com alta, farelo de soja em alta, milho em alta”, citou. Esses produtos tiveram aumentos, respectivamente, de 2,85%, de 4,42%, de 6,07% e de 3,10%, na prévia de setembro, no atacado. Outro efeito que ajudou a acelerar primeira prévia do IGP-M foi inflação do varejo, acrescentou. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), 30% do IGP-M, saiu de queda de 0,09% para alta de 0,09%, entre primeira prévia de agosto e igual prévia em setembro. O indicador não conta mais em setembro com o efeito do bônus de Itaipu, que ajudou a derrubar indicador varejista em agosto. O bônus é um desconto automático aplicado na conta de luz, que devolve aos consumidores excedentes financeiros o gerado por operação da usina hidrelétrica binacional de Itaipu. Na primeira prévia de agosto, a tarifa de eletricidade residencial caiu 0,31%. A tarifa representa, sozinha, quase 5% do total do IPC. “E no varejo temos vários itens com influência relevante no IPC [na primeira prévia de setembro]”, completou Braz. Houve aumentos expressivos de preço em cigarro (7,80%), móveis para residência (2,66%) e plano e seguro de saúde (0,46%), disse. Braz não acredita que até fim do mês ocorra enfraquecimento expressivo de alta de preços que aceleraram a primeira prévia do IGPM de agosto a setembro. Outro ponto comentado por ele é que também é possível ocorrer menor ritmo de oferta de agrícolas no mês, devido a problemas climáticos. “Já conseguimos ver o efeito do El Niño no Sudeste”, alertou, citando o fenômeno que provoca clima mais errático, com impacto em safras e lavouras. “Estamos vendo três semanas de chuva consecutivas em alto volume”, disse. “Essas coisas não passam despercebidas e começam a influenciar a economia”, notou. Assim, todos esses fatores reunidos levam o técnico a acreditar que o indicador do mês “tem potencial” para ser acima de 1%. “Vamos acompanhar os desdobramentos. Mas já sabemos que o IGP-M de setembro vai vir mais ‘forte’ [do que o de agosto].” Já o Índice Nacional do Custo da Construção (INCC), 10% do IGP-M, foi o único componente a desacelerar, da primeira prévia de agosto para igual prévia em setembro: de 0,75% para 0,35%. A FGV informou ainda que o IGP-M acumula altas de 2,79% no ano e de 2,68% em 12 meses, até primeira prévia de setembro.

VALOR ECONÔMICO 

 

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