top of page
Buscar

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1189 DE 09 DE SETEMBRO DE 2026

prcarne
há 2 dias
13 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1189 | 09 de setembro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Ritmo lento no mercado do boi gordo e estabilidade nos preços da arroba

Pelo terceiro dia consecutivo, todas as 17 praças acompanhadas mantiveram as cotações estáveis, informou a Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00 Novilha: R$ 345,00 Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo)

 

Na terça-feira (8/9), o mercado brasileiro do boi gordo operou sob os efeitos do feriadão de 7 de setembro, ou seja, com pouquíssimos negócios e estabilidade nos preços da arroba na maioria das praças pecuárias. Pelos dados da Agrifatto, o animal macho terminado, com ou sem padrão-China, segue valendo R$ 350/@, no prazo, no interior de São Paulo, enquanto a média de preços do boi gordo nas outras 16 regiões monitoradas pela consultoria permaneceu em R$ 343,40/@. “Pelo terceiro dia consecutivo, todas as 17 praças acompanhadas mantiveram as cotações estáveis”, reforçou a Agrifatto. Segundo recorda a consultoria, o mercado físico do boi gordo ganhou maior firmeza a partir da virada do mês. Porém, embora o ambiente de negócios tenha melhorado, o volume adquirido não foi suficiente para alongar as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros para além de sete dias, na média nacional, calcula a consultoria. Na avaliação dos analistas da Agrifatto, a perspectiva de ampliação das exportações de carne bovina brasileira in natura aos EUA reforça o viés positivo da arroba para setembro/26. Os embarques brasileiros para os EUA, continua a Agrifatto, ganharam maior relevância diante da perda de ritmo das compras da China após o quase preenchimento total da cota de salvaguarda de 2026, de 1,1 milhão de toneladas – depois do seu esgotamento oficial, passará a valer a sobretaxa de 55% sobre qualquer remessa adicional. Em outra frente, diz a Agrifatto, a suspensão das compras pela União Europeia (UE), desde 3 setembro, traz grande preocupação para os exportadores do Brasil. No mercado futuro do boi gordo, os contratos fecharam o pregão da B3 de sexta-feira (4/9) em alta pelo terceiro dia consecutivo. O destaque ficou para o contrato com vencimento em novembro/26, que fechou a sessão cotado a R$ 378,45/@, com avanço de 0,71% no comparativo diário. Segundo a Agrifatto, a curva futura mantém bons prêmios sobre o mercado físico e aponta para preços mais firmes do boi gordo no último trimestre do ano. “A diferença se amplia nos vencimentos entre outubro/26 e dezembro/26, sustentada pela oferta restrita de animais terminados, pelo aumento sazonal do consumo no fim do ano e pela expectativa de retomada das compras chinesas visando a cota de 2027”, relatou a Agrifatto. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (1/9), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 345,50/@ (à vista) R$ 350,50/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

Exportações de carne suína cresceram em agosto, mas receita caiu

No acumulado do ano, embarques já superaram 1 milhão de toneladas

As Filipinas foram o principal destino das exportações brasileiras de carne suína em agosto

As exportações brasileiras de carne suína — todos os produtos, entre in natura e processados — totalizaram 131,126 mil toneladas em agosto, 8% a mais do que no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 121,469 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita dos embarques no mês passado alcançou US$ 289,9 milhões, 1,7% abaixo dos US$ 294,9 milhões obtidos em agosto do ano passado. No acumulado de janeiro a agosto, as exportações de carne suína somaram 1,057 milhão de toneladas, volume 8,9% superior às 970,331 mil toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada chegou a US$ 2,447 bilhões, crescimento de 4,8% em relação aos US$ 2,335 bilhões contabilizados em oito meses do ano anterior. As Filipinas foram o principal destino das exportações brasileiras de carne suína em agosto, com 23,314 mil toneladas, 30,4% abaixo do registrado no mesmo mês de 2025. Na sequência vieram Japão, com 16,472 mil toneladas, alta de 92,9% na mesma base de comparação; China, com 15,174 mil toneladas, crescimento de 45,9%; Vietnã, com 8,274 mil toneladas, avanço de 38,3%; Chile, com 8,035 mil toneladas, retração de 40%; e Singapura, com 6,552 mil toneladas, incremento de 25,2%. Santa Catarina manteve a liderança das exportações do produto no mês passado, com 64,091 mil toneladas, 12,6% a mais do que as 56,914 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. Na sequência ficaram o Rio Grande do Sul, com 30,369 mil toneladas (queda de 3,3% na comparação anual); Paraná, com 22,828 mil toneladas (+24,3%); Mato Grosso, com 3,965 mil toneladas (+25,3%); e Minas Gerais, com 3,162 mil toneladas (+25,7%).

ABPA

 

Suinocultura do RS enfrenta prejuízos com preço do suíno abaixo do custo de produção

Excesso de oferta pressiona as cotações no Rio Grande do Sul; aumento do consumo no fim do ano e avanço das exportações podem favorecer uma recuperação, mas margens devem continuar apertadas

 

A suinocultura do Rio Grande do Sul atravessa um período de forte pressão econômica. O valor recebido pelos animais não cobre os custos de produção, comprometendo as margens e ampliando as dificuldades financeiras dos produtores gaúchos. O alerta foi feito pelo presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), Valdecir Folador, durante entrevista à Agência Safras na 49ª Expointer, realizada em Esteio (RS). Segundo Folador, o principal fator por trás da crise não é o encarecimento da alimentação dos animais, mas o crescimento da produção acima da capacidade de absorção dos mercados brasileiro e internacional. A oferta de suínos aumentou de forma expressiva tanto no Rio Grande do Sul quanto no restante do país. Com mais animais disponíveis para abate e uma demanda insuficiente para acompanhar esse avanço, os preços pagos aos produtores sofreram forte desvalorização ao longo de 2026. A queda ganhou intensidade principalmente a partir do segundo trimestre e colocou parte dos suinocultores em uma situação na qual o custo para produzir supera a receita obtida na comercialização dos animais. “O que está acontecendo hoje é o excesso de produção diante de um mercado, tanto interno quanto externo, que não consegue absorver toda essa produção, que cresceu acima daquilo que seria normal”, afirmou Folador. Embora a alimentação represente uma das maiores despesas da atividade, os preços do milho e do farelo de soja permaneceram relativamente estáveis nos últimos 18 a 24 meses, conforme a avaliação da ACSURS. Dessa forma, a redução da rentabilidade está relacionada principalmente à queda do preço do suíno vivo. A combinação entre produção elevada e consumo insuficiente diminuiu o poder de negociação dos criadores e aprofundou a pressão sobre as margens. A expectativa do setor é de que os preços apresentem alguma reação nos próximos meses. O último trimestre costuma registrar maior consumo de carne suína, impulsionado pelas festas de fim de ano, enquanto uma possível ampliação das exportações também pode ajudar a retirar parte da oferta disponível no mercado interno. “Acredito que temos, sim, uma expectativa de que o preço possa melhorar, mas talvez ainda não vá cobrir o custo de produção para o produtor empatar a conta na compra e venda dos animais”, destacou. A adequação entre oferta e demanda tende a levar tempo. A suinocultura apresenta um ciclo produtivo relativamente longo, o que impede uma redução imediata da quantidade de animais disponíveis. Mesmo diante da pressão sobre os preços, as exportações brasileiras de carne suína mantiveram desempenho positivo. Nos primeiros sete meses de 2026, os embarques cresceram 10% em comparação com o mesmo período de 2025, segundo informações apresentadas pelo presidente da ACSURS. O avanço das vendas externas ajudou a escoar parte da produção nacional, mas ainda não foi suficiente para neutralizar os efeitos da oferta elevada sobre as cotações recebidas pelos criadores. As Filipinas, um dos principais destinos da carne suína brasileira, continuaram comprando o produto nacional ao longo do ano. O mercado, contudo, passou por um período de pressão sobre os preços devido ao elevado volume de carne ofertado ao país asiático. De acordo com Folador, representantes da indústria exportadora relataram durante a Expointer uma melhora recente nas negociações. “As Filipinas voltaram a melhorar as aquisições, os preços melhoraram um pouco e a demanda voltou à normalidade”, afirmou.

PORTAL DO AGRONEGÓCIO

 

FRANGOS

 

Exportações de carne de frango cresceram em volume e receita em agosto

Valor dos embarques alcançou segundo melhor resultado da história, superado apenas por maio deste ano

A China foi o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em agosto

As exportações brasileiras de carne de frango (considerando todos os produtos, incluindo in natura e processados) totalizaram 492,634 mil toneladas em agosto, volume 24,8% superior ao mesmo período de 2025, quando foram embarcadas 394,6 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita dos embarques alcançou US$ 997,870 milhões, resultado 42,7% superior aos US$ 699,458 milhões obtidos em agosto do ano passado. É o segundo melhor resultado da série histórica, superado apenas por maio deste ano. No acumulado de 2026, as exportações chegaram a 3,9 milhões de toneladas, crescimento de 15,5% em relação às 3,395 milhões de toneladas embarcadas no mesmo período de 2025. A receita acumulada alcançou US$ 7,689 bilhões, avanço de 21,9% sobre os US$ 6,308 bilhões registrados no ano anterior. A China foi o principal destino das exportações brasileiras de carne de frango em agosto, com 50,9 mil toneladas. O resultado supera amplamente as 83 toneladas embarcadas no mesmo mês de 2025, quando as exportações estavam suspensas temporariamente decorrentes do único foco de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade (IAAP) registrado na produção comercial brasileira.

ABPA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

UE sinaliza aval, mas não assegura data para retomar importações do Brasil

Se não houver convencimento político para antecipar o processo regulatório, a avaliação do retorno do país à lista de exportadores deverá ocorrer apenas em novembro. Secretário do Ministério da Agricultura ressaltou que a barreira comercial criada pela UE por conta do uso de antimicrobianos extrapolou a questão técnica

 

O secretário de Defesa Agropecuária do Ministério da Agricultura, Carlos Goulart, afirmou na terça-feira (8/9) que o processo de segregação para controle do não uso de antimicrobianos nas cadeias produtivas brasileiras de carnes de aves e mel foi considerado “satisfatório” pela auditoria técnica da União Europeia concluída na semana passada. O resultado já era “esperado” pelo governo, disse ele em entrevista à CNN. Mesmo assim, não há prazo para que os europeus apresentem o relatório final da visita e avaliem a reinclusão do Brasil na lista de fornecedores aptos a exportar esses produtos para lá. O secretário ressaltou que a barreira comercial criada pela UE por conta do uso de antimicrobianos extrapolou a questão técnica. Ele avaliou que o ambiente comercial internacional ficou mais “hostil” depois da pandemia e que o Brasil, ao assumir a liderança da produção mundial de alimentos, será cada vez mais “atacado” nas questões sanitárias. Segundo Goulart, o Brasil apresentou as garantias técnicas necessárias e investiu na negociação política, com o envolvimento pessoal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para evitar a interrupção do fluxo comercial das proteínas animais para lá, iniciada em 3 de setembro. Diante da negativa da UE, no entanto, foi preciso “jogar o jogo” do processo regulatório europeu. “O Brasil está apresentando as informações para a União Europeia conforme ela tem solicitado do ponto de vista técnico e cobrando negocialmente para que trate o Brasil como parceiro comercial que sempre foi, digno leal e confiável”, disse Goulart na entrevista. O objetivo, disse ele, é que os europeus possam “antecipar, em um processo extraordinário regulatório, o processo de relistagem de aves e mel que já foram auditados”. O processo produtivo e de inspeção das duas cadeias foi auditado por uma equipe técnica da UE entre 24 de agosto e 4 de setembro. Se não houver convencimento político para antecipar o processo regulatório, a avaliação do retorno do Brasil à lista de exportadores deverá ocorrer apenas em novembro, quando o Comitê Permanente de Plantas, Animais, Alimentos e Rações (Scopaff, na sigla em inglês) terá sua reunião ordinária. Segundo Goulart, após a apresentação do relatório final da auditoria, o Brasil terá 25 dias para manifestações. Quanto à carne bovina, a discussão segue. “O lado brasileiro já apresentou as garantias para a UE”, destacou à CNN. “Do ponto de vista técnico, vamos continuar lutando para demonstrar que essas barreiras técnicas podem ser vencidas e que a defesa sempre teve, tem e terá condições de apresentar todas as garantias necessárias do que o produtor rural faz e nós certificamos”, concluiu. Fontes dos setores visitados na semana passada relataram que, apesar das sinalizações positivas dos técnicos europeus, ainda não houve formalização em documento do resultado da missão e que é necessário aguardar o trâmite em Bruxelas. Há expectativa de que um relatório seja formalizado nas próximas semanas e uma reunião extraordinária do Scopaff possa autorizar o retorno do Brasil à lista de exportadores de carne de aves e mel. Mas não há garantias de que isso ocorrerá. Lideranças do setor produtivo pregam cautela, inclusive com comemorações antecipadas do ministro da Agricultura, André de Paula, dada a sensibilidade do tema e a forma como ele é encarado na UE. A reportagem solicitou informações técnicas ao Ministério da Agricultura em 26 de agosto sobre o processo negocial com a UE e como ficam as certificações das proteínas nesse período, mas não houve resposta.

GLOBO RURAL

 

Produtores contrataram R$ 10,9 bilhões em recursos equalizados nos primeiros meses da safra 2026/27

A programação de saldos equalizáveis para o ciclo 2026/27 é de R$ 97,6 bilhões. Liberação dos recursos que contam com a equalização dos juros começou apenas no fim de julho

 

O Ministério da Agricultura informou, em comunicado à imprensa, que apenas R$ 10,9 bilhões foram concedidos, em julho e agosto, em financiamentos a médios e grandes produtores rurais com recursos equalizados pelo Tesouro Nacional. A programação de saldos equalizáveis para a safra 2026/27 é de R$ 97,6 bilhões. Os valores não consideram a agricultura familiar, que conta com outros R$ 44,6 bilhões subvencionados. Desses, R$ 4,4 bilhões foram desembolsados no primeiro bimestre do Plano Safra 2026/27, conforme dados do Banco Central. A liberação dos recursos que contam com a equalização dos juros começou apenas no fim de julho, devido ao atraso na publicação da portaria do Ministério da Fazenda que faz a distribuição dos saldos entre as instituições financeiras. Segundo o ministério, foram concedidos R$ 412,9 milhões em financiamentos do RenovAgro, R$ 380,3 milhões no Pronamp e R$ 250,2 milhões no Moderfrota. O Banco do Brasil e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) concentraram 77% das concessões para operações de investimentos no período. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o BB respondeu por 45,6% das concessões, seguido pelo Sicredi, com 16,7%, e pela Cresol, com 12,9%.

GLOBO RURAL

 

ECONOMIA

 

Dólar cai a R$5,0892 com avanço de Flávio Bolsonaro em pesquisas eleitorais

O dólar à vista encerrou a sessão com baixa de 0,79%, a R$5,0892, menor cotação desde 7 de agosto, quando atingiu R$5,0845. No ano, a divisa passou a acumular queda de 7,28%.

 

Às 17h05, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,78% na B3, aos R$5,1135. Na segunda-feira, quando o mercado no Brasil esteve fechado em função do Dia da Independência, pesquisa Quaest mostrou que Lula e Flávio têm 41% das intenções de voto cada um no segundo turno da disputa. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. No levantamento anterior, Lula tinha 42% e Flávio somava 41%. Já a pesquisa BTG/Nexus divulgada na terça-feira mostrou que Flávio passou a ter vantagem numérica sobre Lula no segundo turno. O senador soma 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Como a margem de erro é de 2 pontos percentuais, os dois estão empatados tecnicamente. Na pesquisa anterior, Flávio tinha 45% e Lula somava 46%. Em sessões recentes, outras pesquisas mostrando o acirramento da disputa pelo Planalto já haviam trazido um viés de baixa para o dólar ante o real. Isso porque Lula ainda é visto com desconfiança por boa parte do mercado, que enxerga sua reeleição como um empecilho para o controle das contas públicas e, consequentemente, da inflação. A crise no STF foi outro ponto de atenção entre os investidores. Na terça-feira o ministro André Mendonça determinou o afastamento do diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e do diretor de inteligência da corporação, Leandro Almada. Relator do caso do Banco Master, Mendonça tem travado um embate com o ministro Alexandre de Moraes no STF, em que cada um tem levantado suspeitas contra o outro. Moraes se baseou na quinta-feira passada em relatórios de inteligência produzidos pela PF, comandada por Andrei Rodrigues, para pedir investigações contra Mendonça. O embate no STF ganhou importância para a disputa eleitoral e, em paralelo, para os mercados no Brasil. Isso porque Flávio é um dos maiores críticos de Moraes, que foi relator no STF do processo de tentativa de golpe de Estado que levou à condenação do ex-presidente Jair Bolsonaro. No exterior, às 17h07, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,03%, a 98,863.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta com alta de commodities e estrangeiros

Ibovespa fechou em alta na terça-feira, ultrapassando os 189 mil pontos no melhor momento, em movimento embalado pelo retorno de estrangeiros para a bolsa paulista e novas pesquisas reforçando o cenário de disputa equilibrada na eleição presidencial em outubro.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,24%, a 187.451,80 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 189.487,70 na máxima e 185.207,66 na mínima, em dia também apoiado pelo avanço de commodities como o petróleo e o minério de ferro no exterior. O volume financeiro no pregão somava R$26,64 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Analistas ajustam expectativas para inflação e economia neste ano no Focus

Analistas consultados pelo Banco Central fizeram pequenos ajustes com queda da inflação em suas estimativas para a inflação e a economia neste ano na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na terça-feira.

 

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2026 passou a 5,00%, de 5,01% antes. Para 2027, a conta subiu a 4,29%, de 4,28%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. O IBGE divulga na sexta-feira os dados do IPCA de agosto, depois de o IPCA-15 ter registrado no mês passado a primeira deflação em um ano graças às quedas nos preços da energia elétrica, dos alimentos e de transportes. Para o Produto Interno Bruto (PIB), a estimativa de crescimento neste ano subiu a 1,93%, de 1,92%, mas permaneceu em 1,50% para 2027. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda manutenção na perspectiva para a taxa básica de juros, com a Selic calculada em 13,75% ao final deste ano e em 12,00% em 2027. Ela está atualmente em 14,00% e os especialistas esperam um corte de 0,25 ponto percentual na reunião deste mês do BC.

REUTERS

 

POWERED BY

EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA

041 999368886 (whatsapp)

 

 
 
 

Comentários


bottom of page