top of page
Buscar

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1188 DE 08 DE SETEMBRO DE 2026

  • prcarne
  • há 11 minutos
  • 21 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1188 | 08 de setembro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: semana passada fechou com preços estáveis

No acumulado dos últimos 30 dias, aponta a Agrifatto, os preços futuros da arroba subiram com maior intensidade em relação aos valores de balcão, que ficaram praticamente estáveis. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00 Novilha: R$ 345,00 Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo)

 

Os dados de exportação de agosto, divulgados na sexta-feira pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex), confirmam redução nos embarques de carne bovina in natura em agosto. Foram embarcadas 195.715 toneladas. No mesmo mês do ano passado, o volume foi de 268.562 toneladas, o que representa um recuo de 27,12%. Por outro lado, o preço médio pago por tonelada foi de US$ 6.165,74. Em comparação com agosto do ano passado (US$ 5.600,47), houve aumento de 10,1%. Após semanas de alternância entre estabilidade e baixa, o mercado físico do boi gordo ganhou firmeza neste início de setembro/26, informam as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário brasileiro. O viés de baixa registrado em parte de agosto/26 parece ter ficado para trás, e uma leve tendência de alta no mercado do boi gordo começa a se consolidar, de acordo com os analistas. Na sexta-feira (4/9), o preço do boi gordo fechou com estabilidade nas 17 praças monitoradas pela Agrifatto. Em São Paulo, apurou a consultoria, a arroba segue valendo R$ 350, no prazo, enquanto a média das demais regiões acompanhadas manteve-se em R$ 343,40. Porém, embora as negociações tenham melhorado, o volume de lotes adquirido não foi suficiente para alongar as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros, mantidas em sete dias, na média nacional, observa a consultoria. “A programação de abate é mais curta entre frigoríficos de menor porte, enquanto as grandes indústrias ainda operam com relativo conforto, limitando uma valorização mais consistente”, acrescentou a Agrifatto. No mercado futuro do boi gordo, a B3 encerrou a sessão de quinta-feira (3/9) em alta pelo segundo dia consecutivo. O destaque foi o contrato com vencimento em dezembro/26, cotado a R$ 376,85/@, com aumento de 0,56% no comparativo diário. No acumulado dos últimos 30 dias, aponta a Agrifatto, os preços futuros do boi gordo subiram com maior intensidade em relação aos valores de balcão, que ficaram praticamente estáveis. “O movimento sinaliza expectativa de menor oferta de animais terminados e preços firmes nos próximos meses, mas sua confirmação dependerá das escalas, da demanda e das negociações no mercado físico”, relata a Agrifatto. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (1/9), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 345,50/@ (à vista) R$ 350,50/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Virada do ciclo pecuário deve reduzir abate e produção de carne bovina no Brasil em 2027

USDA projeta queda de 2,6% nos abates e de 2% na produção, enquanto retenção de fêmeas favorece aumento da oferta de bezerros

 

A pecuária brasileira deve entrar em 2027 com os efeitos mais claros da virada do ciclo pecuário, caracterizada pela redução do abate, menor produção de carne bovina e avanço da retenção de animais para recomposição do rebanho. Apesar da oferta mais ajustada, a demanda internacional deve continuar funcionando como importante sustentação para o setor exportador brasileiro. A avaliação consta de levantamento feito pela consultoria Terra Investimentos/Terra Agro Insights, elaborado a partir do relatório Livestock and Products Annual, divulgado pelo Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) na última quinta-feira (3). O documento confirma a expectativa de redução dos abates brasileiros em 2027 em razão do início da fase de reconstrução do rebanho. Segundo os números compilados pela consultoria, o abate de bovinos deverá alcançar 48,2 milhões de cabeças em 2027, queda de 2,6% em relação à estimativa para 2026. Como consequência, a produção brasileira de carne bovina é projetada em 12 milhões de toneladas equivalente-carcaça, recuo de 2%. O movimento ocorre simultaneamente à recuperação da produção de bezerros. A projeção aponta para 50 milhões de bezerros nascidos em 2027, crescimento de 3,6% sobre a estimativa deste ano. Com menos carne disponível, o USDA projeta também uma redução do consumo brasileiro. A estimativa apresentada pela Terra Investimentos é de 7,94 milhões de toneladas equivalente-carcaça em 2027, queda de 2% frente à projeção de 2026. As exportações são estimadas em 4,10 milhões de toneladas equivalente-carcaça, apenas 1% abaixo da previsão para este ano. Mesmo atravessando uma fase de menor oferta, o país deve permanecer como maior produtor e exportador mundial de carne bovina, segundo o USDA. Já as exportações brasileiras de gado vivo deverão sentir uma retração bem mais expressiva. A projeção é de 1 milhão de cabeças em 2027, queda de 20%, frente ao recorde estimado de 1,25 milhão de animais em 2026. O relatório chama atenção ainda para três mercados que poderão determinar o comportamento das exportações brasileiras ao longo de 2027: China, Estados Unidos e União Europeia. No caso chinês, a consultoria destaca o impacto da cota de 1,11 milhão de toneladas. Em 2026, esse volume foi preenchido em meados de julho. Mantido o ritmo dos embarques, a cota referente a 2027 poderia ser atingida já em abril, tornando a administração dos volumes destinados ao principal comprador brasileiro um ponto estratégico para o setor. Os Estados Unidos, por outro lado, permanecem como uma oportunidade importante. A oferta norte-americana continua apertada, ampliando sua necessidade de importação e favorecendo fornecedores externos. Já na União Europeia, o cenário é mais desafiador. As novas exigências relacionadas à resistência antimicrobiana passaram a restringir o acesso de produtos brasileiros ao bloco a partir de 3 de setembro, adicionando uma nova variável ao comércio internacional de proteínas. O quadro projetado para 2027 mostra, portanto, duas forças atuando simultaneamente sobre a pecuária brasileira. De um lado, a virada do ciclo reduz a disponibilidade de bovinos para abate e limita a produção de carne. Do outro, a demanda externa continua suficientemente forte para manter os embarques próximos aos níveis atuais.

LIVESTOCK AND PRODUCTS ANNUAL - USDA

 

Sem China, exportação de carne bovina cai 23% em relação a 2025

Vendas externas de agosto ficaram em 225 mil toneladas, abaixo também do recorde de 317 mil toneladas de junho. Apesar dessa queda, exportação de proteína animal em geral bate recorde de US$ 23 bi

 

As exportações brasileiras de carne bovina recuaram para 225 mil toneladas em agosto, 23% a menos do que as do mesmo mês do ano passado. Em comparação com o recorde de 317 mil toneladas registrado em junho deste ano, quando o mercado estava aquecido devido às antecipações de compras, a retração é de 29%. As antecipações ocorreram porque a cota chinesa para a carne bovina brasileira sem a taxa extra de 55% já estava sendo completada, e a União Europeia anunciava restrições às importações de proteína animal brasileira a partir de setembro. A China é a responsável por essa desaceleração de agosto. Foram enviadas apenas 16,1 mil toneladas dessa proteína para o país asiático no mês passado, volume bem inferior ao recorde de 158 mil de junho. Europeus e americanos compensaram, em parte, a queda das importações da China. Livres das pesadas taxas do ano passado, os brasileiros colocaram 35 mil toneladas de carne bovina no mercado americano em agosto, acima das 26 mil de junho. Já os europeus, com a proximidade do embargo às compras do produto brasileiro, que entrou em vigor neste mês elevaram as importações para 23,3 mil toneladas no mês passado, bem acima das 12,5 mil de julho, segundo dados da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). Apesar da perda de ritmo das exportações de carne bovina, o setor de proteínas animais continua aquecido neste ano. Incluindo as carnes bovina, de frango e suína, o país já colocou 7 milhões de toneladas no mercado externo de janeiro a agosto, 11% a mais do que em igual período do ano passado. Em valores, a soma sobe para o recorde de US$ 23 bilhões, 20% a mais do que no mesmo período do ano anterior. A China importou 1,3 milhão de toneladas de carne do Brasil até agosto, o mesmo volume de 2025. Houve redução nas compras das carnes bovina e suína, mas aumento nas de frango. Essa alta ocorre porque os chineses passaram boa parte do ano passado sem adquirir carne brasileira de frango, devido à primeira ocorrência de gripe aviária no país. Com a volta da China e da União Europeia, as exportações brasileiras de carne de frango já estão próximas de 4 milhões de toneladas neste ano e rendem US$ 7,6 bilhões. Ásia e África também elevaram as compras. O Brasil aumentou também as exportações de carne suína, que já atingem 1 milhão de toneladas, com receitas de US$ 2,43 bilhões. Filipinas, com 184 mil, e Japão, com 127 mil, lideram as compras desses produtos brasileiros. A China, que chegou a ser a maior importadora, adquirindo 391 mil toneladas de janeiro a agosto de 2021, reduziu as compras para 89 mil toneladas neste ano. Os chineses, após a ocorrência da peste suína, refizeram toda a estrutura de produção de carne suína, estão com uma oferta superior ao consumo e reduzem as importações. Mesmo com a queda de compras da China, os brasileiros ampliaram as vendas para o mercado asiático, que adquiriu 680 mil toneladas até agosto, 10% a mais do que em igual período de 2025. O Brasil, que vem com um ritmo acelerado de produção e de exportação de proteínas nos anos recentes, vai encontrar um cenário bem diferente nestes últimos meses do ano. As exportações de carne bovina para a China agora estão com uma taxa de 67%, e a União Europeia também impôs barreiras às proteínas brasileiras a partir deste mês. No caso da China, o Brasil volta a ter nova cota sem os 55% a partir de janeiro. No da União Europeia, o período de interrupção das compras será mais longo.

FOLHA DE SÃO PAULO

 

SUÍNOS

 

Superoferta de suínos derruba preços e aumenta prejuízos dos produtores no Brasil

Maior disponibilidade de animais e carne suína pressionou as cotações em agosto, enquanto queda no preço médio das exportações reduziu o suporte oferecido pelo mercado externo

 

A elevada oferta de suínos para abate aprofundou a pressão sobre os preços da suinocultura brasileira em agosto. As cotações do animal vivo recuaram nas principais regiões produtoras, enquanto os valores da carcaça e dos cortes comercializados no atacado também perderam força. Embora as exportações brasileiras de carne suína tenham mantido bom desempenho em volume, a redução do preço médio dos embarques limitou a capacidade do mercado externo de compensar as perdas registradas dentro do país. O cenário elevou a apreensão entre os produtores, que enfrentam margens cada vez mais apertadas. De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Allan Maia, agosto foi marcado por um ambiente desfavorável às cotações em todo o Brasil. A ampla disponibilidade de animais prontos para o abate permitiu que as indústrias adotassem uma postura mais conservadora nas negociações. O crescimento da oferta também foi influenciado pelo elevado ritmo de abates observado no mês anterior. Em julho, o Brasil registrou o segundo maior volume mensal de abate de suínos de sua história, ampliando a disponibilidade de carne no mercado doméstico. Com excedente tanto de animais vivos quanto de carne no atacado, os frigoríficos encontraram pouca necessidade de elevar as propostas de compra. Esse desequilíbrio entre oferta e demanda bloqueou qualquer tentativa de recuperação dos preços pagos aos suinocultores. O levantamento mensal da Safras & Mercado mostrou queda generalizada nas principais praças brasileiras. No Centro-Sul, o preço médio do suíno vivo recuou 4,42%, passando de R$ 5,00 para R$ 4,77 por quilo. A carcaça suína apresentou desvalorização de 2,91%, com a cotação média diminuindo de R$ 7,73 para R$ 7,50 por quilo. No atacado, o pernil caiu 1,19%, de R$ 9,60 para R$ 9,49 por quilo. Em São Paulo, a arroba suína recuou de R$ 97 para R$ 95. A retração confirma a dificuldade do setor em sustentar os valores diante do aumento da disponibilidade de carne e da postura cautelosa adotada pelos compradores. Nos três estados do Sul, principal região produtora de carne suína do país, os preços também encerraram agosto em queda. No Rio Grande do Sul, o quilo do suíno vivo comercializado no sistema de integração passou de R$ 5,05 para R$ 4,80. No interior gaúcho, a cotação caiu de R$ 4,85 para R$ 4,65. Em Santa Catarina, o preço na integração recuou de R$ 4,95 para R$ 4,65 por quilo. No mercado do interior catarinense, o valor diminuiu de R$ 4,80 para R$ 4,60. No Paraná, o suíno vivo negociado no mercado independente passou de R$ 4,80 para R$ 4,60 por quilo. Já no sistema integrado, a cotação caiu de R$ 5,40 para R$ 5,05. A pressão também se espalhou pelas demais regiões produtoras. Em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul, o preço do quilo vivo caiu de R$ 4,90 para R$ 4,70. Na integração estadual, a referência recuou de R$ 4,95 para R$ 4,65. Em Goiás, a cotação em Goiânia passou de R$ 5,00 para R$ 4,90 por quilo. No interior de Minas Gerais, o preço caiu de R$ 5,30 para R$ 5,00. No mercado independente mineiro, a retração foi de R$ 5,40 para R$ 5,20 por quilo. Em Mato Grosso, o suíno vivo negociado em Rondonópolis recuou de R$ 5,20 para R$ 5,00. Na integração estadual, a cotação diminuiu de R$ 4,95 para R$ 4,65. O comércio internacional continua absorvendo uma parcela importante da produção brasileira. Em agosto, considerando 15 dias úteis, as exportações de carne suína in natura geraram receita de US$ 184,187 milhões, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior. O volume embarcado alcançou 78,649 mil toneladas, equivalente a uma média diária de 5,243 mil toneladas. A receita média por dia útil ficou em US$ 12,279 milhões, enquanto o preço médio foi de US$ 2.341,90 por tonelada. Na comparação com agosto de 2025, a quantidade média diária exportada aumentou 2,4%. Entretanto, o preço médio caiu 9,2%, provocando uma redução de 7% na receita média diária. O crescimento dos embarques ajuda a reduzir parte da disponibilidade doméstica, mas a desvalorização do produto no exterior diminui os resultados financeiros das vendas internacionais. Com menor remuneração por tonelada, as exportações perdem força como instrumento de compensação para a retração observada no mercado brasileiro. O setor passa a depender de uma combinação entre maior demanda interna, ajuste na oferta de animais e recuperação dos preços internacionais para restabelecer as margens. Enquanto esse equilíbrio não ocorre, os suinocultores permanecem pressionados por cotações mais baixas e prejuízos crescentes. A evolução dos abates, o comportamento do consumo doméstico e o ritmo das exportações serão determinantes para a formação dos preços da carne suína nos próximos meses.

PORTAL DO AGRONEGÓCIO 

 

FRANGOS

 

Frango/Cepea: Valores da carne reagem após dois meses de quedas

O preço médio mensal da carne de frango apresentou pequena recuperação em agosto na maior parte das praças acompanhadas pelo Cepea.

 

De acordo com o Centro de Pesquisas, o movimento esteve atrelado, sobretudo, ao aquecimento da demanda interna, especialmente no início do mês, e ao bom ritmo das exportações. Quanto à oferta, por sua vez, está mais ajustada à demanda. Segundo pesquisadores do Cepea, para este início de setembro, o setor projeta incremento nas vendas internas da carne, sustentado pelo aquecimento da demanda em razão do pagamento de salários previsto no período, o que já vem sendo percebido por agentes consultados pelo Cepea.

CEPEA

 

GOVERNO

 

Brasil amplia exportação de carne bovina à Indonésia

Brasil agora tem 73 plantas autorizadas a exportar carne bovina para a Indonésia. As novas habilitações são resultado das negociações conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) junto às autoridades indonésias.

 

A carne bovina brasileira ganhou espaço no mercado da Indonésia com a habilitação de 21 novos estabelecimentos para exportação. Após a aprovação, o país asiático passou a contar com 73 SIFs brasileiros autorizados, pertencentes a 26 empresas. A aprovação ocorreu após auditoria realizada pela Direção-Geral de Pecuária e Saúde Animal (DGLAHS), do Ministério da Agricultura da Indonésia, entre 27 de junho e 5 de julho de 2026. Foram 21 estabelecimentos brasileiros auditados e que foram habilitados. As novas autorizações contemplam unidades da Frigomarca, Frigorífico Silva, Frigosul, Golden Imex, JBS, Masterboi, Naturafrig e Plena. Os estabelecimentos estão distribuídos pelos estados do Acre, Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Pará, Pernambuco, Rio Grande do Sul, Rondônia, São Paulo e Tocantins. Desde 2025, o Brasil recebeu 52 novas habilitações para atender ao mercado indonésio. Com isso, o número de plantas autorizadas passou de 21 para 73, crescimento de cerca de 247%. A rodada anterior de habilitações ocorreu em setembro de 2025, quando 17 novas unidades brasileiras foram autorizadas segundo o Mapa. No mesmo ano, a Indonésia também ampliou o acesso da carne bovina brasileira para produtos como carne com osso, miúdos, produtos cárneos e preparados de carne. O avanço das autorizações acompanha o crescimento da relação comercial entre os dois países. Segundo dados divulgados pela Secex, o Brasil exportou 43,2 mil toneladas de carne bovina para a Indonésia em 2025. Com esse volume, a Indonésia encerrou o ano como o 13º maior destino da carne bovina brasileira. O país asiático tem mais de 280 milhões de habitantes e representa um mercado relevante para a estratégia brasileira de diversificação dos destinos das exportações.

MAPA/AGROLINK

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

UE suspende carnes do Brasil; entenda impacto e próximos passos

A União Europeia EU) começou na quinta-feira (03/09) a suspensão da entrada de produtos de origem animal do Brasil em seus 27 países-membros. A medida atinge carnes bovina, de frango e suína, além de mel, pescados e ovos, e pode afetar até US$ 2 bilhões por ano em exportações brasileiras.

 

O bloqueio, porém, não é necessariamente definitivo: o Brasil tenta comprovar que atende às exigências europeias. Além disso, uma auditoria da UE avalia as cadeias de frango e mel no país. A restrição ocorre porque o bloco considera insuficientes os mecanismos brasileiros de controle do uso de antimicrobianos na produção animal. A União Europeia não identificou casos de contaminação ou irregularidades sanitárias em lotes brasileiros. O que foi suspenso? A partir da quinta-feira, novas cargas dos produtos afetados não podem entrar no mercado dos 27 países da União Europeia. Estão incluídos: carne bovina; carne de frango; carne suína; mel; pescados; ovos. A medida atinge principalmente os segmentos de carne bovina e de frango, que têm participação relevante nas exportações brasileiras para o mercado europeu. Por que a UE bloqueou? A União Europeia detém regras próprias para o uso de antimicrobianos na criação de animais. Esses medicamentos podem ser usados para tratar infecções, mas o bloco proíbe o emprego para estimular o crescimento dos animais. Também não permite que sejam utilizados em animais antimicrobianos reservados ao tratamento de infecções em seres humanos. A avaliação europeia é de que o sistema brasileiro de controle dessas substâncias não oferece garantias suficientes para comprovar o cumprimento das regras. O governo brasileiro, por sua vez, contesta esse entendimento e afirma que a legislação nacional já restringe o uso de antimicrobianos como promotores de crescimento, seguindo referências internacionais. É um problema sanitário? Não. Essa é uma das principais dúvidas provocadas pela decisão. O bloqueio europeu não foi anunciado após a identificação de contaminação ou de um problema sanitário específico em carnes brasileiras. A questão está relacionada aos mecanismos de controle e rastreabilidade do uso de antimicrobianos. Dessa forma, a medida não significa que a carne brasileira tenha sido considerada imprópria para consumo. O Brasil exporta produtos de origem animal para dezenas de países e continua autorizado a vender para outros mercados que mantenham a habilitação dos produtos brasileiros. Quanto o Brasil pode perder? O impacto potencial estimado chega a US$ 2 bilhões por ano considerando os produtos afetados. Somente a carne bovina respondeu por aproximadamente US$ 1,7 bilhão em exportações brasileiras para a UE em 2025, segundo os dados apresentados no material. Embora o mercado europeu represente uma parcela limitada do total das exportações brasileiras de carne bovina, ele é considerado estratégico porque compra cortes de maior valor agregado. O problema para o setor não é apenas encontrar outro comprador. Diferentes mercados costumam demandar cortes específicos, o que dificulta substituição imediata das vendas destinadas à Europa. O que o Brasil fez? O governo brasileiro vem negociando com a União Europeia desde que a medida foi anunciada. Entre as providências adotadas estão: proibição de determinados antimicrobianos; criação de mais regras de controle; proposta de um período de transição, rejeitada pela UE;

Elaboração de um protocolo de rastreabilidade; comprovação do controle sobre o uso dessas substâncias durante a produção. O novo protocolo prevê o acompanhamento do animal desde o nascimento até o abate, permitindo comprovar que determinados antimicrobianos não foram usados durante sua vida. Segundo o Mapa, todas as empresas habilitadas a exportar para a União Europeia já aderiram ao protocolo privado desenvolvido pelo setor. Quando o bloqueio pode acabar? A suspensão pode ser revertida, mas não há uma data definida para a retomada das exportações. Esta semana, técnicos da União Europeia promovem uma auditoria no Brasil sobre as cadeias de produção de frango e mel. A inspeção deve terminar nesta sexta-feira (4). Depois, o resultado ainda precisará ser analisado pelas autoridades europeias. Esse processo pode levar cerca de dois meses. Se a UE considerar que as exigências foram atendidas, o Brasil poderá ser reincluído na lista de países autorizados a exportar. E a carne bovina? Para a carne bovina, a retomada pode ser mais demorada. Isso ocorre porque o novo sistema exige rastreamento durante todo o ciclo de vida do animal. Um bovino que passe a seguir as novas regras hoje pode levar entre 24 e 36 meses até chegar ao abate. Portanto, mesmo que a UE reverta o bloqueio, a adaptação da cadeia bovina às novas exigências pode levar anos. No caso do frango, o ciclo produtivo é bem menor: aproximadamente 45 dias entre o nascimento e o abate. O que acontece com frango? O setor avícola espera que as vendas para a União Europeia possam ser retomadas ainda em 2026, dependendo do resultado da auditoria. Caso o bloqueio permaneça, a produção que seria destinada aos europeus poderá ser destinada ao mercado brasileiro, a países do Oriente Médio e a outros mercados internacionais. O Brasil exporta carne de frango para cerca de 150 países, o que oferece alternativas para parte da produção. E o mel? O mel também entra na suspensão. As exportações brasileiras para a União Europeia dobraram no primeiro semestre de 2026, chegando a US$ 6,3 milhões, segundo a Associação Brasileira dos Exportadores de Mel (Abemel). O crescimento ocorreu em parte porque as tarifas adicionais impostas pelos Estados Unidos tornaram aquele mercado mais caro para os exportadores brasileiros, levando empresas a direcionar vendas para a Europa. Um dos riscos avaliados pelo setor é a chamada contaminação cruzada. Ela pode ocorrer, por exemplo, quando colmeias ficam próximas de áreas de criação de animais onde determinados produtos são usados. Consumidor brasileiro será afetado? A suspensão é direcionada às exportações para a União Europeia, e não significa interrupção da produção ou comercialização desses produtos no Brasil. Caso parte da produção inicialmente destinada à Europa seja redirecionada ao mercado interno, poderá haver aumento da oferta doméstica de determinados produtos. Isso, no entanto, não significa que os preços cairão no mercado interno. O efeito dependerá de fatores como volume redirecionado, demanda interna e capacidade de absorção do mercado. E os outros países? O bloqueio não atinge automaticamente todos os parceiros comerciais do Brasil. Argentina, Paraguai e Uruguai, por exemplo, continuam autorizados a exportar produtos de origem animal para a União Europeia. Representantes do agronegócio brasileiro classificam a medida de protecionista, enquanto autoridades europeias sustentam que se trata do cumprimento de exigências regulatórias. O cenário agora depende principalmente de três etapas: conclusão da auditoria europeia nas cadeias brasileiras de frango e mel; análise dos resultados pelas autoridades da União Europeia; comprovação da conformidade brasileira com as regras exigidas pelo bloco. Se as garantias apresentadas forem consideradas suficientes, a UE poderá suspender o bloqueio e autorizar novamente as importações. Até lá, os setores afetados terão de administrar os estoques e buscar outros mercados para parte da produção que seria destinada aos consumidores europeus.

AGÊNCIA BRASIL/OCEPAR

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha em alta ante real após dados de emprego nos EUA

O dólar fechou a sexta-feira em alta ante o real após dados do governo dos EUA indicarem geração de postos de trabalho acima do esperado no país em agosto, enquanto no Brasil a disputa pela Presidência seguiu no radar dos investidores.

 

O dólar à vista fechou a sessão com ganho de 0,50%, a R$5,1296, mas ainda assim encerrou a semana com queda acumulada de 1,28%. No ano, a divisa acumula baixa de 6,55%. Às 17h09, o dólar futuro para outubro -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,49% na B3, aos R$5,1565. Relatório do Departamento do Trabalho dos EUA mostrou que a economia norte-americana criou 162 mil postos de trabalho em agosto, quase três vezes a projeção de 56 mil vagas calculada por economistas ouvidos pela Reuters. A taxa de desemprego no país ficou em 4,1% em agosto, em linha com o esperado. Após a divulgação, os rendimentos dos Treasuries ganharam força -- em especial os de curto prazo, em meio às apostas de que o Federal Reserve poderá subir juros no curto prazo. O dólar também ganhou força ao redor do mundo, firmando-se em alta ante boa parte das demais divisas, incluindo o real. No Brasil, porém, parte das atenções seguiu voltada para a corrida presidencial. A nova pesquisa do Datafolha, publicada na noite de quinta-feira, mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 46% das intenções de voto na simulação de segundo turno, contra 44% do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois estão em empate técnico, já que a margem de erro é de 2 pontos percentuais. O resultado representa uma diminuição numérica da distância entre Lula e Flávio. No levantamento anterior, eles tinham 47% e 43%, respectivamente. Durante a tarde, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) informou que a balança comercial brasileira registrou superávit de US$7,394 bilhões em agosto, com as vendas para os EUA apresentando alta apesar das tarifas.

REUTERS

 

Ibovespa fecha com declínio modesto, mas tem 2ª melhor semana do ano com estrangeiro

O Ibovespa fechou com um declínio discreto na sexta-feira, pressionado principalmente pelas ações da Petrobras, mas assegurou o segundo melhor desempenho semanal do ano com o retorno de estrangeiros e a disputa presidencial no foco.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa cedeu 0,16%, a 184.890,49 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 186.544,81 pontos na máxima e 183.251,93 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$19,05 bilhões antes dos ajustes finais, em dia também marcado pela repercussão de dados do mercado de trabalho norte-americano. Na semana, o Ibovespa acumulou uma valorização de 5,25%, conforme as informações preliminares. No ano, só perde para a alta de 8,53% registrada na semana encerrada em 23 de janeiro.

REUTERS

 

Preços mundiais dos alimentos atingem maior nível desde 2022, em meio a riscos de oferta, diz FAO

Os preços mundiais dos alimentos subiram em agosto para o nível mais alto desde o final de 2022, à medida que condições climáticas adversas e perturbações causadas pela guerra no Mar Negro aumentaram a preocupação com o abastecimento de alimentos básicos, informou na sexta-feira a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).

 

O calor extremo e a seca na Europa, a ameaça de um fenômeno climático El Niño severo e as turbulências comerciais causadas pelas guerras na Ucrânia e no Irã abalaram os mercados agrícolas, levando os preços dos grãos a máximas de três anos e os do açúcar a um pico de um ano. O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que acompanha as variações mensais de uma cesta de commodities alimentícias comercializadas internacionalmente, registrou média de 133,3 pontos em agosto, acima dos 130,8 pontos revisados de julho. Esse foi o maior valor desde novembro de 2022, embora esteja quase 17% abaixo do pico recorde registrado em março de 2022, após a invasão em grande escala da Ucrânia pela Rússia. “O aumento dos preços globais dos alimentos em agosto é um alerta de que o prêmio de risco está retornando aos mercados de alimentos: choques climáticos, tensões geopolíticas e interrupções na logística comercial estão convergindo para restringir as expectativas de oferta”, afirmou o economista-chefe da FAO, Máximo Torero, em comunicado. Os índices de referência da FAO para cereais, óleos vegetais, açúcar, carne e laticínios subiram em agosto. As condições climáticas extremas na Europa afetaram as perspectivas para as safras de milho e beterraba sacarina, bem como a produção pecuária, enquanto o El Niño previsto alimentou preocupações com a produção de óleo de palma e açúcar na Ásia, informou a organização. A escalada dos ataques no Mar Negro reduziu os embarques de grãos da Rússia e da Ucrânia em meio à guerra que já dura quatro anos e meio, enquanto o conflito entre os EUA e o Irã estava prejudicando o fluxo de fertilizantes para as culturas. Entre as categorias de alimentos, o índice de preços de cereais da FAO subiu 2,2% em relação ao mês anterior, atingindo o nível mais alto desde maio de 2024, e o índice de óleos vegetais subiu 0,6%, atingindo uma máxima desde junho de 2022. O índice de referência da agência para o açúcar saltou 11,9%, atingindo o maior nível desde junho de 2025, com a menor produção na crucial região centro-sul do Brasil somando-se às preocupações climáticas na Europa e na Ásia.

REUTERS

 

Balança comercial registra superávit de US$ 7,39 bi em agosto, alta de 23,8% 

Exportações somaram US$ 33,158 bilhões, alta de 12,2%, e as importações alcançaram US$ 25,764 bilhões, alta de 9,2% 

 

A balança comercial registrou superávit de US$ 7,394 bilhões em agosto. O número foi divulgado na sexta-feira (4) pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic). O resultado foi 23,8% superior ao registrado no mesmo período de 2025, cujo saldo foi positivo de US$ 6,0 bilhões. As exportações somaram US$ 33,158 bilhões em agosto, alta de 12,2%. Já as importações alcançaram US$ 25,764 bilhões, alta de 9,2%. No acumulado do ano, o superávit foi de US$ 55,318 bilhões, alta de 28,2%. As exportações somaram US$ 250,855 bilhões, alta de 10,3%. Já as importações alcançaram US$ 195,538 bilhões, alta de 6,1%. A corrente de comércio, soma de exportações e importações, alcançou US$ 446,393 bilhões, alta de 8,4%. As exportações brasileiras para China, um dos principais destinos dos produtos brasileiros, caíram 10,9% em agosto, em relação ao mesmo mês do ano anterior. Recuou de US$ 9,361 bilhões para US$ 8,340 bilhões. Já para os Estados Unidos, as exportações tiveram uma alta de 12,1% no mesmo período, de US$ 2,845 bilhões para US$ 3,190 bilhões. De acordo com o Mdic, as vendas totais para a Ásia subiram 0,7%, para US$ 13,571 bilhões. Na mesma base de comparação, as vendas para a América do Norte subiram 11,5%. Para a América do Sul, caíram 1,5%, enquanto para a Europa avançou 44,9%. As exportações agropecuárias cresceram 11,4% em agosto, em relação ao mesmo mês do ano anterior. No caso da indústria extrativa, houve alta de 16,4%, enquanto no caso da indústria de transformação houve alta de 10,2%.

VALOR ECONÔMICO

 

POWERED BY

EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA

041 999368886 (whatsapp)

 

 
 
 

Comentários


bottom of page