CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1171 DE 13 DE AGOSTO DE 2026
- prcarne
- há 1 dia
- 14 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1171 | 13 de agosto de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Cotações do boi gordo seguem estáveis. em SP, arroba A R$ 350
Na ponta compradora, informa a Agrifatto, os frigoríficos buscam recompor as escalas, mas continuam encontrando dificuldade para alongar as programações de abate. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 357,50/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo)
Com a aproximação da segunda quinzena de agosto/26, as vendas de carne bovina no atacado e varejo de São Paulo seguem fracas, refletindo a menor disponibilidade financeira do consumidor e a migração para proteínas mais baratas, como aves e suínos, relatou a Agrifatto. Com isso, as negociações envolvendo lotes de animais terminados também perderam força ao longo desta semana, resultando em estabilidade nas cotações da arroba nas principais praças brasileiras. “Esse quadro pode se estender até o fim de agosto, com recuperação prevista apenas para a primeira semana de setembro”, afirmam os analistas da Agrifatto, referindo-se à lentidão das negociações envolvendo a matéria-prima (boiada gorda) e a carne bovina, com ou sem osso. Pelos dados da Scot Consultoria, em São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 350/@, o “boi China” em R$ 352/@, a vaca gorda em R$ 325/@ e a novilha terminada em R$ 337/@ (valores brutos, no prazo). Segundo apuração da Agrifatto, o ritmo de negócios nas praças brasileiras seguiu moderado nesta quarta-feira, com a oferta restrita de animais terminados favorecendo o poder de negociação do pecuarista e dando sustentação aos preços. Na ponta compradora, diz a consultoria, os frigoríficos do País buscaram recompor as escalas, mas continuaram encontrando dificuldade para alongar as programações de abate, que permanecem curtas, com média nacional de 6 dias úteis. No mercado futuro, o pregão de terça-feira (12/8) da B3 encerrou em alta pelo segundo dia consecutivo, com destaque para o contrato com vencimento em outubro/26, que fechou cotado a R$ 359,55/@, um acréscimo de 1% em relação ao preço da sessão anterior. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 20,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (11/8), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 347,50/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MINAS GERAIS: (Exceto região Sul): R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 343,00/@ (à vista) R$ 347,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 338,00/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Em plantas brasileiras com SIF, abate de fêmeas registra o sétimo mês seguido de retração anual
Em julho/26, foram abatidas 768,07 mil cabeças de vacas e novilhas, recuo de 20,99% sobre o resultado de junho/26 e 31,69% abaixo dos dados de julho/25
Em julho de 2026, o abate de fêmeas em plantas com Sistema de Inspeção Federal (SIF) atingiu 768,07 mil cabeças, com queda de 20,99% sobre junho/26 e retração de 31,69% em relação ao resultado de julho/25, informa a Agrifatto, com dados preliminares divulgados pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Foi o sétimo mês seguido de retração anual na categoria fêmeas, contabiliza a Agrifatto. “Esse desempenho marca a virada de fase do ciclo pecuário”, acrescenta a consultoria. Segundo a Agrifatto, a média dos últimos cinco anos para julho é de 795,81 mil cabeças de fêmeas, e o volume deste ano ficou 3,49% abaixo dessa referência – a primeira vez em 2026 que um mês fica abaixo da média histórica. Com isso, a participação das fêmeas no total abatido em julho/26 em unidades com SIF caiu para 35,41%, 3,36 pontos percentuais menos que em junho/26 e 4,78 pontos percentuais abaixo de julho de 2025.
Em julho/26, o abate de machos cedeu 8,76% na comparação mensal, para 1,40 milhão de cabeças, relata a Agrifatto. Na comparação com julho/25, o abate de bois e novilhos no mês passado caiu 16,27%. No total, somando machos e fêmeas, as plantas brasileiras com SIF abateram 2,17 milhões de cabeças em julho/26, com queda mensal de 13,50% e um recuo de 22,47% sobre o resultado de julho/25. No acumulado de janeiro a julho de 2026, 16,58 milhões de cabeças foram enviadas ao abate em plantas com SIF, uma queda de 4,57% sobre o resultado obtido em igual período de 2025. O ajuste veio inteiramente das fêmeas: enquanto os machos avançaram 0,25% no ano, com 9,82 milhões de cabeças, as fêmeas cederam 10,79%, somando 6,76 milhões, compara a Agrifatto.
PORTAL DBO
SUÍNOS
Produção de carne suína na UE deve se estabilizar após ciclo de sobreoferta
Relatório da Comissão Europeia prevê crescimento residual de 0,3% na produção de suínos, enquanto casos de Peste Suína Africana na Espanha, tarifas chinesas e avanço do Brasil na Ásia reduzem as exportações do bloco
A produção de carne suína na União Europeia (UE) deve entrar em uma fase de estabilização durante o ano de 2026, interrompendo a sequência de dois anos de expansão operacional que gerou um cenário de sobreoferta e forte pressão descendente sobre as cotações do setor.
De acordo com a atualização do relatório de curto prazo da Comissão Europeia, a produção líquida de carne suína do bloco registrará uma ligeira alta de 0,3%, atingindo 22,1 milhões de toneladas. O avanço acompanha a expansão de 0,6% no plantel de matrizes (fêmeas reprodutoras). O consumo per capita no continente deve permanecer inalterado em 33,1 kg por habitante. As exportações de carne suína da UE devem registrar queda de 0,5% no acumulado de 2026, somando 2,97 milhões de toneladas. Nos primeiros cinco meses do ano, os embarques europeus já haviam recuado 1,9% na comparação anual. Segundo análise do Agriculture and Horticulture Development Board (AHDB), três vetores centrais justificam a perda de ritmo das vendas externas: Surtos de Peste Suína Africana (PSA) na Espanha: A presença da doença no principal produtor do bloco provocou restrições sanitárias e forçou o redirecionamento de volumes que seriam exportados de volta para o mercado interno europeu; Barreiras comerciais da China: Aplicação de tarifas antidumping por parte do governo chinês sobre a carne suína europeia; Concorrência do Brasil na Ásia: Expansão acelerada da presença do agronegócio brasileiro nos mercados asiáticos, oferecendo preços mais competitivos. O redirecionamento do excedente espanhol para o mercado comunitário acentuou a queda dos preços do suíno na UE e causou impactos colaterais no mercado de carnes do Reino Unido. De acordo com o relatório da Comissão Europeia divulgado pelo AHDB, “apesar dessas pressões, a produção total de carne suína em 2026 permanecerá relativamente estável. A produção líquida somada ao saldo da balança comercial resultará em um aumento de 0,3% na disponibilidade interna da proteína, totalizando 22,2 milhões de toneladas.”
AHDB
EMPRESAS
Minerva tem lucro líquido de R$ 196,9 milhões no 2º trimestre, queda de 57%
Pesaram sobre o balanço a redução do Ebitda, despesas financeiras e uma variação cambial que não tem efeito prático sobre o caixa da companhia
A Minerva, líder na América do Sul na exportação de carne bovina in natura e derivados, registrou lucro líquido de R$ 196,9 milhões no segundo trimestre de 2026, queda de 57% em relação aos R$ 458,3 milhões de igual período do ano passado, segundo comunicado de resultados divulgado na quarta-feira. A queda decorreu da redução do lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda), bem como de despesas financeiras, incluindo uma variação cambial negativa em R$ 35,2 milhões, que se compara com uma variação cambial positiva de R$ 128,6 milhões no segundo trimestre de 2025, disse o diretor financeiro, Edison Ticle, em entrevista a jornalistas. A variação cambial tem efeito não-caixa. O Ebitda da Minerva no segundo trimestre diminuiu 5,5%, para R$ 1,230 bilhão, em comparação a R$ 1,302 bilhão reportados um ano atrás. A receita líquida, em contrapartida, aumentou 1,3%, chegando a R$ 14,1 bilhões, com um abate de 1,434 milhão de cabeças, pouco menor (3,8%) do que no mesmo período de 2025. Nos 12 meses encerrados em junho, a Minerva registrou receita líquida recorde para o período, de R$ 57,2 bilhões. A receita bruta com as exportações, de R$ 8,522 bilhões, representou 57% do total, puxada por vendas à China, Estados Unidos, Chile e ao próprio Brasil, destino de cerca de 20% das exportações da Minerva a partir de outros países da América do Sul, em especial do Paraguai. O montante foi 3,5% inferior ao de um ano atrás. A companhia viu sua alavancagem — relação entre a dívida líquida e o Ebitda de 12 meses encerrados no período — aumentar para 2,9 vezes no segundo trimestre, de 2,7 vezes no primeiro, principalmente por investimentos em capital de giro de cerca de R$ 1,1 bilhão para formar estoques de carne bovina que atenderão especialmente China e Estados Unidos e serão faturados no segundo semestre. Na conta estão tanto recebíveis de pagamentos maiores, de R$ 600 a R$ 700 milhões, que refletem em boa medida vendas aos chineses e serão quitados quando o produto chegar no destino, quanto estoques, incluindo recursos destinados a confinamentos, segundo Ticle. “Nunca tivemos tantos estoques, seja na água, nos destinos ou nas origens. Estamos prontos para realizar esses estoques no segundo semestre, exatamente como fizemos no ano passado”, afirmou Ticle. No segundo semestre, mesmo com o preenchimento, pelo Brasil, da cota de exportação de carne bovina para a China sem tarifa adicional de 55%, a Minerva continuará exportando ao país a partir de suas operações na Colômbia, Uruguai e Argentina. A perspectiva é manter em 2026 o volume exportado ao país pela companhia no ano passado, mesmo tendo o Brasil uma cota menor do que o volume exportada em 2025, segundo Ticle. A Minerva também vê uma demanda “muito forte” de outros mercados importadores da carne bovina brasileira, em especial os Estados Unidos, que atravessam um longo período de escassez de gado e preços da carne em alta, de acordo com o diretor presidente da companhia, Fernando Galletti de Queiroz. Menor oferta de gado e aumento dos preços na Austrália também favorecem as exportações da América do Sul. “Os preços continuam subindo e isso nos dá base para a estratégia de ter construído estoques nos Estados Unidos e na China, e aproveitar esse aumento de preços no segundo semestre, para provavelmente vender melhor e melhorar a rentabilidade”, disse Ticle. A Minerva também espera manter as exportações para a Europa com produtos de outros países onde atua, como Argentina, Uruguai e Paraguai, a partir do momento que o bloco parar de comprar carne bovina do Brasil — o que é previsto para 3 de setembro —, segundo Queiroz. Os europeus retiraram o Brasil da lista de países autorizados a exportar produtos de origem animal àquele mercado, alegando que o país falhou em comprovar o cumprimento de exigências relacionadas a antimicrobianos, como não os usar como promotores de crescimento nem utilizar medicamentos destinados a humanos. “Isso deve-se traduzir em preços mais altos dentro da Europa para a carne importada lá. O Brasil, por sua vez, terá outros mercados para redirecionar os produtos que tradicionalmente vão para Europa”, disse. A favor da empresa também há a perspectiva de queda dos preços do boi gordo, principal custo da produção. Ticle disse que a companhia espera maior oferta de gado de confinamento no segundo semestre, em virtude de uma equação “favorável ao confinador” no primeiro semestre, com grãos mais baratos e preços atrativos de animais para reposição (bois magros). “Devemos ver mais oferta de boi, redução de abate de alguns frigoríficos que não têm acesso a outros mercados que não China, isso deve contribuir para arrefecer um pouco o preço do boi”, disse.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Governo deverá autorizar equalização em renegociações de dívidas nesta quinta-feira
Contratação segue travada nas instituições financeiras por conta da demora na divulgação dos saldos que poderão ser renegociados com subvenção federal
A expectativa é que até R$ 20 bilhões sejam renegociados em operações equalizadas. O Ministério da Fazenda deverá publicar nesta quinta-feira (13/8) a portaria com a autorização para pagamento de equalização de juros nas operações de renegociações de dívidas previstas na Medida Provisória 1.376/2026. A informação foi repassada a lideranças do setor produtivo gaúcho pelo ministro da Fazenda, Dario Durigan, em reunião nesta quarta-feira (12/8). Se confirmada, poderá dar tração às contratações. Mesmo assim, instituições financeiras reclamam de entraves na operacionalização das renegociações. O encontro no Ministério da Fazenda, mediado pelo líder do governo na Câmara, deputado Paulo Pimenta (PT-RS), serviu para debater propostas de mudanças na MP para ampliar o alcance da renegociação. PUBLICIDADE "Foi bastante produtiva a reunião. Expusemos a situação, os entraves, tudo que precisa avançar", disse Eugênio Zanetti, presidente da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS). Segundo ele, o ministro Durigan vai ouvir a posição do sistema financeiro também, mas reconhece que a MP "precisa de mudança". Zanetti disse que o ministro se comprometeu a disponibilizar recursos para que a renegociação alcance os R$ 100 bilhões de dívidas rurais previstos inicialmente. "Temos espaço para melhorar. Pelos cálculos que temos feito junto aos bancos e com dados do Banco Central, está longe dos R$ 100 bilhões anunciados. Ele [Durigan] se comprometeu que pelo menos os R$ 100 bilhões, que é o que tem disponível, e o que conseguir encontrar recursos, vai ser utilizado para renegociação das dívidas rurais. É isso que vamos cobrar e ajudar a construir", relatou. O dirigente disse que a medida não vai atender todos os produtores endividados, mas que "a expectativa é que uma boa leva de agricultores possa ser enquadrada com essas mudanças" que a Fazenda concorda em fazer no texto. A expectativa é que até R$ 20 bilhões sejam renegociados em operações equalizadas. O orçamento anual necessário para bancar o apoio nos juros finais cobrados dos produtores, de 5% a 12 ao ano, é estimado em mais de R$ 3 bilhões. "Apresentamos nosso trabalho técnico para demonstrar inconsistências e o que precisa ser modificado na MP 1.376 para ter maior enquadramento dos produtores e, dessa forma, maior abrangência de produtores aptos para poderem usufruir das vantagens da MP", disse Domingos Velho Lopes, presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul (Farsul), que também participou da reunião. Um novo encontro técnico está agendado para a próxima terça-feira (18/8) em Brasília.
VALOR ECONÔMICO
Setor de alimentação animal firma acordo entre Brasil e União Europeia
Entidades compartilharão conhecimentos sobre aprovação dos insumos utilizados, rotulagem e limites máximos de resíduos
Acordo contempla temas como segurança dos alimentos para animais, saúde e bem-estar animal, biossegurança, sustentabilidade, normas internacionais e avanços regulatórios. O Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (Sindirações) e a Federação Europeia dos Fabricantes de Alimentos para Animais (Fefac) assinaram um memorando de entendimento para fortalecer a cooperação do setor entre os mercados brasileiro e europeu para o setor. Segundo comunicado do sindicato divulgado nesta quarta-feira (12/8), o acordo contempla temas como segurança dos alimentos para animais, saúde e bem-estar animal, biossegurança, sustentabilidade, normas internacionais e avanços regulatórios. “As entidades compartilharão conhecimentos sobre aprovação dos insumos utilizados, rotulagem e limites máximos de resíduos, além de cooperar em organismos internacionais, a fim de contribuir para a implementação dos acordos entre a União Europeia e o Mercosul e incrementar o comércio de grãos, oleaginosas e respectivos coprodutos (farelos, biocombustíveis) e aditivos para alimentação animal’, disse Ariovaldo Zani, CEO do Sindirações, no comunicado. Roberto Ignacio Betancourt, presidente do Sindirações, acrescentou que a União Europeia possui um papel considerado fundamental na produção e no comércio mundiais de alimentos e ingredientes destinados à alimentação animal, o que justificado o acordo. “Preservar o acesso aos mercados é essencial para resguardar o abastecimento de alimentos para animais na UE e, ao mesmo tempo, apoiar uma produção pecuária competitiva e sustentável em toda a Europa. Por meio de uma estreita cooperação, Europa e Brasil podem promover o crescimento contínuo e a resiliência de suas indústrias de alimentação animal”, afirmou o dirigente. O memorando foi discutido durante a 19ª Reunião Internacional de Autoridades Reguladoras de Alimentação Animal e assinado na sede do Sindirações, em São Paulo.
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar tem leve alta ante o real em sessão marcada por dado de inflação dos EUA
O dólar encerrou a quarta-feira em leve alta ante o real, após forte avanço na véspera, com investidores reagindo a dados de inflação dos EUA que vieram em linha com o esperado por economistas, em meio à cautela com o cenário doméstico e internacional.
O dólar à vista fechou a sessão em alta de 0,27%, aos R$5,1776 na venda. Às 17h08, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,40% na B3, a R$5,203 na venda. O destaque da agenda econômica do dia foi a divulgação do índice de preços ao consumidor dos EUA para julho, que apontou alta de 0,1% frente ao mês anterior, com avanço de 3,4% na base anual, o que reduziu apostas em uma alta dos juros pelo Federal Reserve no próximo mês. Já o núcleo do índice -- que exclui preços voláteis de energia e alimentos -- subiu 0,2% sobre o mês anterior e teve alta de 2,5% na base anual. Logo após a divulgação dos dados, o dólar caiu frente ao real diante da perspectiva de o diferencial vantajoso de juros do Brasil com os EUA não sofrer alteração no curto prazo -- a moeda norte-americana marcou a menor cotação do dia, de R$5,1382, às 9h40. Esse movimento, no entanto, se dissipou ao longo da tarde em negociações voláteis. Lucas Girardi, analista de investimentos da Nomad, destacou em nota que a cautela com os ambientes doméstico e internacional voltou a limitar a valorização do real. Na terça-feira, a moeda norte-americana saltou 1,04% frente ao real, em sessão negativa para os ativos brasileiros que trouxe nova pesquisa eleitoral mostrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na liderança das intenções de voto e um rebaixamento da recomendação das ações brasileiras pelo banco JPMorgan -- notícias que ainda eram digeridas nesta quarta-feira pelo mercado. Pela manhã, dados do IBGE mostraram que o setor de serviços do Brasil ficou estável em junho na comparação com o mês anterior, contrariando expectativa de analistas de leve queda, mas ainda assim corroborando cenário de enfraquecimento da atividade econômica doméstica.
REUTERS
Ibovespa tem queda discreta em dia de vencimentos e balanços
O Ibovespa fechou com uma queda modesta na quarta-feira, com Embraer atenuando a perda, enquanto o ânimo no pregão paulista segue fragilizado por preocupações com o quadro macroeconômico no Brasil, além de incertezas eleitorais e geopolíticas.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa encerrou o dia com variação negativa de 0,38%, a 167.236,02 pontos, de acordo com dados preliminares, marcando o sétimo fechamento seguido com sinal negativo. O Ibovespa chegou a retomar o patamar dos 168 mil pontos no melhor momento, alcançando 168.309,55 pontos, mas o movimento não se sustentou. Na mínima, marcou 167.141,82 pontos. O volume financeiro somava R$28,9 bilhões antes dos ajustes finais, em dia ainda marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e do contrato futuro do índice.
REUTERS
Setor de serviços do Brasil supera expectativas e fica estável em junho
O setor de serviços brasileiro ficou estável em junho na comparação com o mês anterior e encerrou o segundo trimestre contrariando expectativa de economistas de nova queda, mas corroborando tendência de enfraquecimento da economia.
O volume de serviços apontou alta de 2,0% em junho em relação ao mesmo período de 2025, de acordo com dados divulgados na quarta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Os resultados foram melhores do que as expectativas em pesquisa da Reuters com economistas de recuo de 0,2% no mês e de alta de 1,4% na base anual. Com isso o setor está 0,3% abaixo do topo da série histórica, alcançado em outubro de 2025. Em maio, o volume de serviços caiu 0,2% sobre o mês anterior. Se de um lado medidas do governo de estímulo ao consumo e o mercado de trabalho aquecido favorecem a economia, de outro a política monetária restritiva pesa sobre a atividade, com a taxa básica de juros Selic agora em 14,0%. Apesar da estabilidade em junho, somente o setor de informação e comunicação mostrou avanço no mês, de 1,8%, terceiro resultado positivo seguido e com ganho acumulado de 3,0% nesse período. O principal impacto negativo foi registrado pelo setor de profissionais, administrativos e complementares, com queda de 1,4% no mês. Os demais recuos vieram de outros serviços (-2,2%), dos serviços prestados às famílias (-1,2%) e dos transportes (-0,1%).
Já o índice de atividades turísticas caiu 3,4% em junho frente a maio, segundo resultado negativo seguido, período em que acumulou perdas de 3,8%. Assim, esse segmento está 6,2% abaixo do ápice da sua série histórica, alcançado em dezembro de 2024.
REUTERS
POWERED BY
EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA
041 999368886 (whatsapp)


Comentários