CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1170 DE 12 DE AGOSTO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1170 | 12 de agosto de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços do boi gordo seguem firmes; Agrifatto apura aumentos em 7 praças: BA, GO, PA, PR, RJ, SC e TO
Segundo a consultoria, a redução dos abates em diversas unidades frigoríficas o País reforça o movimento de alta no mercado do boi gordo. No PARANÁ: Boi: R$ 360,00. Vaca: R$ 335,00. Novilha: R$ 345,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 357,50/@ (à vista) e R$ 362,00/@ (prazo)
Na terça-feira (11/8), o mercado físico do boi gordo manteve a firmeza, com elevações nas cotações da arroba em algumas praças brasileiras, informam as consultorias que acompanham diariamente os negócios no setor pecuário. “A oferta restrita de animais terminados continua favorecendo o pecuarista e sustentando a arroba”, ressaltaram os analistas da Agrifatto. Pelos dados apurados pela consultoria, entre as 17 regiões monitoradas, os preços da arroba subiram em 7 delas nesta terça-feira: BA, GO, PA, PR, RJ, SC e TO. Nas demais praças, as cotações ficaram estáveis. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na terça-feira o mercado paulista registrou estabilidade nos preços de todas as categorias terminadas. Com isso, o boi gordo sem padrão-exportação segue cotado em R$ 350/@, enquanto o “boi-China” está valendo R$ 352/@ (valores brutos, no prazo). Do lado comprador, diz a Agrifatto, os frigoríficos brasileiros seguem buscando recompor as escalas e garantir matéria-prima, mas encontram dificuldade para alongar as programações de abate, que permanecem curtas e desconfortáveis, na média nacional, em torno de 6 dias úteis. Segundo a Agrifatto, a redução dos abates em diversas unidades frigoríficas o País reforça o movimento de alta no mercado do boi gordo. “Diante da menor disponibilidade de gado, algumas plantas diminuíram o ritmo de produção ou suspenderam temporariamente os abates, inclusive com concessão de férias”, informa a consultoria, ressaltando que esse movimento limita a oferta de carne e contribui para a sustentação dos preços. No mercado futuro, os contratos do boi gordo fecharam o pregão de segunda-feira (10/8) da B3 em alta. O destaque ficou para o contrato com vencimento em outubro/26 cotado a R$ 356/@, com valorização de 0,78% em relação à sessão anterior. Cotações do boi gordo da terça-feira (11/8), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 20,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MARANHÃO: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (11/8), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 347,50/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MINAS GERAIS: (Exceto região Sul): R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 333,00/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 343,00/@ (à vista) R$ 347,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 338,00/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Coreia do Sul inicia missão técnica para avaliar importação de carne bovina do Brasil
Não há expectativas no setor privado e no governo federal de um desfecho no curto prazo. A Coreia do Sul é um dos poucos destinos que permanecem fechados à carne bovina brasileira
A missão técnica da Coreia do Sul para avaliar o sistema sanitário brasileiro e os procedimentos de inspeção da produção e da exportação de carne bovina in natura começou na terça-feira (11/8). A agenda faz parte do processo voltado à abertura do mercado sul-coreano para a carne bovina brasileira. Não há, no entanto, expectativas no setor privado e no governo federal de um desfecho no curto prazo. A comitiva de veterinários e diretores da Agência de Quarentena Animal e Vegetal sul-coreana (APQA, na sigla em inglês) percorrerá Mato Grosso do Sul, São Paulo e Pernambuco até 20 de agosto. O roteiro inclui visitas a estabelecimentos produtores e processadores de carne bovina, fábrica de ração, indústria de reciclagem animal, postos de controle e fiscalização de fronteiras e em portos e um laboratório federal de defesa agropecuária. As visitas não são para habilitação dos estabelecimentos exportadores. Os técnicos sul-coreanos vão avaliar o funcionamento do sistema sanitário como um todo para fazer a análise de risco da possível abertura de mercado. A Coreia do Sul é um dos poucos destinos que permanecem fechados à carne bovina brasileira. Uma das exigências sanitárias dos sul-coreanos é que o país produtor seja livre de febre aftosa sem vacinação, status conquistado pelo Brasil em 2025. Após a auditoria presencial, que será realizada por uma das duas agências estatais responsáveis pelas avaliações sanitárias, o processo com a Coreia do Sul é apenas documental. Os sul-coreanos importam cerca de 600 mil toneladas de carne bovina por ano, principalmente dos Estados Unidos e da Austrália. Em julho, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu o presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, e tratou do tema. "Após 17 anos de negociação, temos agora o compromisso concreto da missão da certificação sanitária ao Brasil no próximo mês, um passo decisivo para o acesso dos frigoríficos brasileiros ao mercado coreano", afirmou Lula na ocasião.
VALOR ECONÔMICO
SUÍNOS
Exportações de carne suína crescem 3,7% em julho e alcançam 131,5 mil toneladas
Embarques geraram US$ 298,3 milhões no mês; no acumulado do ano, volume avançou 9,1% e receita cresceu 5,8%
As exportações brasileiras de carne suína alcançaram 131,5 mil toneladas em julho, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 126,8 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). A receita chegou a US$ 298,3 milhões, queda de 5,6% na comparação anual, ante US$ 316,1 milhões em julho de 2025. No acumulado de janeiro a julho, os embarques totalizaram 925,6 mil toneladas, crescimento de 9,1% em relação às 848,8 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. A receita alcançou US$ 2,158 bilhões, avanço de 5,8% sobre os US$ 2,040 bilhões registrados no ano anterior. As Filipinas foram o principal destino da carne suína brasileira em julho, com 20,3 mil toneladas, seguidas por Japão, com 18,4 mil toneladas; Chile, com 13,9 mil toneladas; China, com 9,1 mil toneladas; Argentina, com 6,5 mil toneladas; México, com 6,3 mil toneladas; Hong Kong, com 6,2 mil toneladas; e Uruguai, com 6,2 mil toneladas. “O desempenho de julho confirma a trajetória de crescimento dos embarques de carne suína brasileira. O avanço do volume e a diversificação dos destinos demonstram a competitividade do setor e a capacidade de ampliar sua presença em mercados tradicionais e em novos mercados. A evolução das vendas para o Japão, a Argentina, o Peru, a África do Sul e outros destinos reforça a importância da abertura e da consolidação de oportunidades comerciais para a suinocultura brasileira, segundo a ABPA. Em julho, Santa Catarina liderou as exportações brasileiras de carne suína por Estado, com 64,6 mil toneladas, alta de 0,2% em relação ao mesmo mês de 2025. Na sequência aparecem o Rio Grande do Sul, com 29,4 mil toneladas (+0,2%); o Paraná, com 21,7 mil toneladas (+15,3%); Minas Gerais, com 4,2 mil toneladas (+24,4%); e Mato Grosso, com 3,8 mil toneladas (+35,7%).
ASCOM ABPA
EMPRESAS
Brasil deve reduzir abates com fim de cota chinesa e restrições da UE, diz JBS
Mesmo com maior produção de frango, indústria tende a se reequilibrar, afirma a companhia. Dirigentes da JBS realizaram teleconferência sobre os resultados da empresa no segundo trimestre de 2026
O CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni, avaliou na terça-feira (11/8), durante teleconferência sobre os resultados da empresa no segundo trimestre de 2026, que o Brasil deve precisar reduzir o abate de gado bovino neste ano, em virtude de menor demanda de parceiros comerciais. O principal deles é a China, que estabeleceu uma cota anual de exportação para o Brasil, sem tarifa adicional, de 1,1 milhão de toneladas, inferior ao volume de quase 1,7 milhão de toneladas enviado ao país asiático em 2025. Oficialmente, o Brasil já utilizou 90% da cota, considerando os volumes de carne que chegaram à China. Mas exportadores praticamente deixaram de embarcar o produto, por receio de que o volume extrapole a cota e sobre ele incida tarifa extra de 55%. Outro desafio às exportações brasileiras em 2026 é a restrição imposta pela União Europeia, que excluiu o Brasil da lista de países autorizados a vendar ao bloco produtos de origem animal, incluindo carnes. Os europeus alegam que o Brasil falhou em comprovar que cumpre as regras europeias de uso de antimicrobianos na produção, o que implica não utilizar os medicamentos como promotores de crescimento nem recorrer a produtos que também se destinem a tratamento humano. Para a carne bovina, o desafio de comprovação é maior porque os europeus exigem o controle ao longo de toda a vida do animal. O Brasil, portanto, demoraria de dois a três anos para comprovar o cumprimento das regras a partir de hoje. “Vemos um mercado difícil neste período, mas acreditamos que voltará a uma situação saudável nos próximos meses”, disse Tomazoni a analistas. Durante a teleconferência, o executivo também mencionou que reduzir a alavancagem, que aumentou no segundo trimestre, é uma prioridade para a companhia. No fim do segundo trimestre, a relação entre a dívida líquida da JBS e o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado no período de 12 meses findos no trimestre chegou a 3,1 vezes, acima das 2,27 vezes de um ano antes. Também presente na teleconferência, o CEO da JBS USA e futuro CEO global da JBS, Wesley Batista Filho, reforçou a analistas o alinhamento com o trabalho feito por Tomazoni nos últimos anos, com o qual Batista Filho trabalha há mais de uma década. “Não esperem ver mudanças de estratégia significativas na JBS. Trabalhamos juntos há muito tempo. Não há JBS do Wesley Batista Filho”, afirmou. Apesar de seus negócios de carne de frango — a Pilgrim’s Pride, nos Estados Unidos, e a Seara, no Brasil — estarem passando por um momento de maior oferta no setor, ambos têm atuações diferentes e tendem a se adaptar à situação. A avaliação foi feita pelo CEO global da JBS, Gilberto Tomazoni. No caso da Pilgrim’s, que tem uma atuação mais voltada ao mercado doméstico e menos à exportação, o desafio tem sido a taxa de mortalidade de frangos menor do que a média esperada pela indústria, o que levou a preços mais baixos do produto e afetou os resultados da unidade de negócios. Mas a empresa promoveu mudanças recentes em duas de suas plantas nos EUA, para adaptar seu portfólio e produzir mais cortes de frango porcionados para consumo em casa, uma tendência no mercado americano. No Brasil, onde a companhia opera com a Seara abastecendo tanto o mercado interno como o externo, mas com peso maior das exportações do que na Pilgrim’s, também há perspectiva de produção maior de frango neste ano, de até 5,6%. No entanto, em 2027, o ritmo de crescimento da oferta deve diminuir, para 2,8%, disse Tomazoni a analistas, citando informações da Associação Brasileia de Proteína Animal (ABPA). O CEO da JBS USA e futuro CEO global da JBS, Wesley Batista Filho, disse que a reabertura da fronteira americana para gado bovino mexicano é “especialmente importante” para a companhia. Empresas instaladas nos Estados Unidos costumavam utilizar bois vindos do México no abate em suas plantas, até um bloqueio do trânsito dos animais pelo governo americano. No fim de julho, o Departamento de Agricultura do país (USDA) anunciou a reabertura gradual dos postos. A medida pode ajudar a reduzir os preços do boi no mercado americano e, consequentemente, os custos de frigoríficos que operam no país. “Esperamos um aumento de gado para abate, com a oferta retornando a níveis mais normais a partir do segundo trimestre de 2027”, disse Batista Filho a analistas. Segundo o executivo, há expectativa de que três postos nos Estados Unidos que servem de entrada para gado mexicano no país sejam reabertos. Juntos, eles têm capacidade para dar fluxo à entrada de mais de 1 milhão de cabeças de gado bovino do México, disse o executivo.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Crédito rural para a agricultura empresarial soma R$ 28,2 bilhões no primeiro mês da safra
A agricultura empresarial contratou R$ 28,2 bilhões em crédito rural em julho de 2026, primeiro mês da safra 2026/2027. O levantamento reúne operações realizadas por produtores enquadrados no Programa Nacional de Apoio ao Médio Produtor Rural (Pronamp) e pelos demais produtores, com base em dados do Sistema de Operações do Crédito Rural e do Proagro (Sicor), do Banco Central do Brasil, e das registradoras de títulos, no caso das Cédulas de Produto Rural (CPR).
As CPR responderam por R$ 18,8 bilhões das operações contratadas no mês, o equivalente a 66,6% do total. O custeio convencional somou R$ 6,5 bilhões, correspondente a 23% das contratações. No custeio da produção, o Pronamp respondeu por R$ 3,5 bilhões, o equivalente a 53,5% do total destinado à modalidade. Os demais produtores empresariais contrataram R$ 3 bilhões, ou 46,5%. As operações de comercialização da produção agropecuária somaram R$ 1,5 bilhão em julho. Já a industrialização, que contempla o processamento e a agregação de valor aos produtos agropecuários, registrou R$ 891 milhões. Os programas de investimento, destinados a itens como máquinas, equipamentos, irrigação e modernização de estruturas produtivas, registraram R$ 118,1 milhões em aplicações no primeiro mês da safra. Entre os programas, foram contratados R$ 56 milhões pelo RenovAgro e R$ 31 milhões pelo Pronamp Investimento. Fora do Pronamp, os médios e grandes produtores contrataram R$ 5,9 bilhões, correspondentes a 21% do total concedido no mês. No Pronamp, foram registrados R$ 3,5 bilhões em operações, equivalentes a 12,4% do total. Ao todo, foram realizados 26.034 contratos de crédito rural pela agricultura empresarial em julho. Desse número, 12.940 foram operações de CPR. O Sul registrou o maior volume de crédito entre as regiões em julho, com R$ 3,6 bilhões e 6.887 contratos. Na sequência aparecem o Sudeste, com R$ 2,5 bilhões, e o Centro-Oeste, com R$ 2,2 bilhões. O Nordeste registrou R$ 678 milhões, enquanto o Norte teve R$ 400 milhões em concessões. O levantamento também mostra diferenças no tíquete médio das operações, que corresponde ao valor médio de cada contrato. No Centro-Oeste, o valor chegou a R$ 1,25 milhão por contrato. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 529 mil. Entre as fontes controladas utilizadas no financiamento do crédito rural, os Recursos Obrigatórios foram responsáveis por R$ 3,9 bilhões, o equivalente a 69,8% do total dessas fontes. Os Recursos Obrigatórios correspondem à parcela dos depósitos à vista que as instituições financeiras devem direcionar ao crédito rural. Entre as fontes não controladas, a LCA Livre foi a principal fonte de captação de recursos privados, com R$ 3,4 bilhões destinados ao crédito rural. Para a safra 2026/2027, a programação orçamentária de recursos equalizáveis soma R$ 97,6 bilhões, conforme a Portaria MF nº 2.170/2026. Os recursos equalizáveis são destinados a linhas de crédito com taxas de juros controladas pelo governo federal, e o diferencial em relação às taxas de mercado é coberto pelo Tesouro Nacional. No primeiro mês da safra, R$ 1,3 bilhão dos recursos equalizáveis programados foi concedido. Entre os programas de investimento equalizáveis, foram contratados R$ 56,1 milhões pelo RenovAgro, R$ 20,7 milhões pelo Pronamp e R$ 17,6 milhões pelo Programa para Construção e Ampliação de Armazéns (PCA). Nas operações equalizáveis de investimento, o Banco do Brasil respondeu por 86,8% das concessões do mês, seguido pelo Sicredi, com 12,8%. Nas linhas equalizáveis de custeio e comercialização, o Banco do Brasil concentrou 68,9% das concessões, seguido por Cresol (11%), Sicredi (10%) e Credicoamo (8,9%).
MAPA
Alimentos ajudam a segurar inflação, mas El Niño forte pode reverter esse cenário, diz IBGE
Há dois anos, em 2024, o fenômeno climático trouxe impacto forte nos preços, com destaque para café e carnes. No último El Niño, os preços de alimentação e bebidas subiram 7,69%, acima da taxa de 4,83% do IPCA geral
A queda dos preços de alimentos tem contribuído para segurar a inflação nos últimos dois meses, mas a expectativa de um fenômeno do El Niño forte pode reverter esse cenário. Por enquanto, no entanto, não dá para estimar qual será esse impacto. A avaliação é do gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Fernando Gonçalves, responsável pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). “Se [o El Niño] vier forte, como é a expectativa, trazendo prejuízos para a lavoura, isso pode trazer impacto [para a inflação] sim”. Gonçalves classificou o El Niño como uma “questão importante” para se avaliar a trajetória da inflação daqui para a frente e disse que é preciso observar como será esse efeito no padrão das chuvas. “Precisa aguardar como isso vai vir. A expectativa é que seja um El Niño forte, mas vamos ver como vai movimentar a atmosfera e onde vai colocar as chuvas e as secas, e o impacto final. É preciso aguardar as cenas dos próximos capítulos. No momento, qualquer coisa que se fale seria mera especulação”, afirmou o gerente do IBGE. Há dois anos, em 2024, o último El Niño trouxe impacto forte nos preços de alimentos, com destaque para café e carnes. Naquele ano, os preços de alimentação e bebidas subiram 7,69%, acima da taxa de 4,83% do IPCA geral. As altas de café e carnes foram ainda mais intensas, de 39,60% e 20,84%, respectivamente. As previsões divulgadas pelo Climate Prediction Center (CPC), dos Estados Unidos, são de 81% de probabilidade de que ocorra um El Niño muito forte entre os meses de novembro de 2026 e janeiro de 2027.
IBGE
Deflação de alimentação e bebidas é a mais intensa desde julho de 2024
Tomate teve o maior impacto no recuo dos preços dos alimentos. A maior pressão para baixo foi a do tomate, com queda de 29,09%
Os preços de alimentação e bebidas caíram 0,67% em julho, segundo o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgado nesta terça-feira (11/8). Foi o segundo mês seguido de taxa negativa (-0,24% em junho) e a deflação mais intensa desde julho de 2024 (-1%). No mês passado, a inflação geral teve leve avanço de 0,07%, 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo dos 0,16% registrados em junho. No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Em julho de 2025, a variação havia sido de 0,26%. Em 12 meses, os preços de alimentação e bebidas subiram 3,40%, a menor taxa desde abril de 2026 (2,69%). Em julho, a inflação no domicílio caiu 1,14%, enquanto a fora do domicílio subiu 0,55%. De acordo com o gerente do IPCA, Fernando Gonçalves, geralmente há um movimento sazonal de redução de preços alimentos em julho. “Muitos produtos in natura tiveram oferta maior, o clima ficou mais favorável em algum momento. E pode ter menor pressão de demanda por férias”. A maior pressão para baixo foi a do tomate, com queda de 29,09% e um impacto negativo de 0,10 ponto percentual na inflação de alimentação e bebidas. Também registraram recuos batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). No lado das altas, destaque para leite longa vida (2,47%) e frutas (1,20%). Já a alimentação fora do domicílio acelerou de 0,15% em junho para 0,55% em julho, com o lanche saindo de 0,13% para 0,76%, e a refeição de 0,15% para 0,42%, no mesmo período.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Deflação de alimentos ganha força em julho e IPCA em 12 meses volta a ficar abaixo da meta
Os preços de alimentos aprofundaram sua queda em julho e compensaram a alta da energia elétrica, ajudando a inflação no Brasil a registrar pouca variação no mês e a levar a taxa em 12 meses de volta para abaixo do teto da meta depois de dois meses acima da marca.
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) teve em julho variação positiva de 0,07%, ante 0,16% no mês anterior e contra expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,03%. Esse é o resultado mais fraco para meses de julho desde 2022 (-0,68). Os dados divulgados na terça-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostraram que a taxa em 12 meses passou a uma alta de 4,44%, contra 4,64% em junho e expectativa de 4,40%. A meta contínua para a inflação é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. "O balanço qualitativo pouco pior na margem não invalida a leitura de melhora da inflação no curto prazo, mas deve reduzir o ímpeto de otimismo em torno das recentes revisões baixistas para o IPCA de 2026", disse Leonardo Costa, economista do ASA, destacando uma aceleração do núcleo de serviços na comparação mensal. Em julho, os preços de Alimentação e bebidas tiveram queda de 0,67%, acelerando o ritmo de deflação após queda de 0,24% no mês anterior. Os custos da alimentação no domicílio recuaram 1,14%, com destaque para as quedas em tomate (-29,09%), batata-inglesa (-19,59%), cenoura (-14,41%) e café moído (-2,45%). “O El Niño pode ser uma incerteza para os alimentos e para o consumidor final. A colheita pode ser afetada. No momento, os alimentos têm ajudado a conter a inflação, mas se o El Niño vier forte como se especula, os alimentos podem reverter esse quadro e pressionar a inflação", alertou o gerente do IPCA no IBGE, Fernando Gonçalves. Na outra ponta, a maior variação positiva foi registrada por Habitação, que acelerou a alta a 0,99% em julho, de 0,63% no mês anterior. Esse resultado foi puxado pela alta de 3,09% da energia elétrica residencial, após avanço de 1,53% em junho, diante de reajustes tarifários. A bandeira tarifária da energia elétrica no Brasil permaneceu amarela em julho e será repetida em agosto, o que representa um custo adicional de R$1,885 a cada 100 kWh consumidos, e seguirá neste nível em agosto. Mas em agosto as faturas de energia elétrica deverão contar com um alívio no valor de R$767,2 milhões relacionado ao "bônus de Itaipu" --valor distribuído a milhões de consumidores residenciais e rurais todo ano após apuração do saldo registrado na conta de comercialização da energia da usina hidrelétrica binacional no ano anterior. A inflação dos custos de Transportes perdeu força indo a 0,05% em julho, de 0,17% em junho. As passagens aéreas subiram 11,67% no mês, mas os combustíveis apresentaram recuo de 1,44%, com todos em queda: etanol (-2,26%), gasolina (-1,37%), óleo diesel (-1,22%) e gás veicular (-0,08%). A inflação de serviços, por sua vez, acelerou a 0,54% em julho, de 0,34% no mês anterior, com a taxa em 12 meses chegando a 5,86%. O índice de difusão, que mostra o espalhamento das variações de preços, teve em julho queda a 50%, de 54% antes. Segundo Pablo Spyer, conselheiro da Ancord (associação de corretoras e distribuidoras de valores), a média dos núcleos -- que desconsideram preços mais voláteis -- acelerou de 0,21% para 0,26% em julho, e os serviços subjacentes passaram de 0,22% para 0,42%.
REUTERS
Dólar sobe 1% ante real em sessão negativa para ativos brasileiros
O dólar fechou a terça-feira em alta de 1%, na contramão do exterior, onde a moeda norte-americana rondava a estabilidade, com operadores domésticos avaliando nova pesquisa eleitoral que apontou a liderança do presidente Lula nas intenções de voto.
O dia, que também trouxe dados de inflação no Brasil e ata do Banco Central, foi negativo para os ativos brasileiros, com alta dos juros futuros e queda firme do Ibovespa -- que sofreu ainda o impacto de um rebaixamento de recomendação das ações. O dólar à vista fechou o dia em alta de 1,04%, aos R$5,1639, maior valor de fechamento desde 3 de julho (R$5,1688). Na semana, o dólar acumula alta de 1,56%. Às 17h07, o contrato de dólar futuro para setembro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 1,06% na B3, a R$5,1875. Pesquisa CNT/MDA divulgada na terça-feira mostrou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que soma 39,1%. Lula mantém também a liderança no primeiro turno da disputa, com 42,4%, enquanto Flávio soma 28,7%. Nenhum outro candidato superou a marca de 4%. "Observa-se que uma parcela relevante dos operadores avalia positivamente uma alternância na Presidência, na expectativa de que um eventual próximo governo possa adotar uma política fiscal mais responsável", disse Leonel Oliveira Mattos, analista de Inteligência de Mercados da StoneX. "Notícias ou fatos que favoreçam uma perspectiva de reeleição do presidente Lula tendem a elevar a percepção de risco nos mercados, aumentando a exigência por prêmios de risco." Também na terça estrategistas do JPMorgan cortaram a classificação do Brasil no seu portfólio de ações para América Latina para "neutra" ante "overweight", conforme relatório a clientes, citando entre os argumentos uma perspectiva de fim do afrouxamento monetário no país. A equipe também destacou que o crescimento econômico está desacelerando e que o crédito está piorando, "um cenário pouco favorável para os resultados corporativos daqui para frente". Na ata do Copom, divulgada no início da manhã desta terça, o Banco Central fez alertas sobre eventual disseminação de efeitos indiretos de choques relacionados aos preços do petróleo e a efeitos climáticos, o que demandaria "reação firme" da política monetária, demonstrando também preocupação com uma inflação pressionada pela demanda em meio a medidas de estímulo adotadas pelo governo. Pouco depois, o IBGE informou que o IPCA teve variação positiva de 0,07% em julho, contra expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,03%. Em 12 meses, o índice passou a acumular alta de 4,44%, ficando abaixo do teto da meta.
REUTERS
Ibovespa cai forte com receio sobre efeito de juro alto na atividade econômica
O Ibovespa fechou em forte queda na terça-feira, refletindo preocupações com o ritmo da atividade econômica do país, em meio a perspectivas de manutenção das taxas de juros em níveis elevados, enquanto permanecem incertezas geopolíticas com potenciais reflexos inflacionários.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 2,59%, a 167.728,13 pontos, de acordo com dados preliminares, marcando 167.568,94 na mínima e 172.385,51 na máxima do pregão. O Banco Central alertou na terça-feira sobre eventual disseminação de efeitos indiretos de choques relacionados aos preços do petróleo e a efeitos climáticos, o que demandaria "reação firme" da política monetária. Estrategistas do JPMorgan cortaram a classificação do Brasil no seu portfólio de ações da América Latina para neutra citando entre os argumentos o prognóstico de que o ciclo de afrouxamento monetário no país deve terminar - mais um corte em setembro e depois "uma longa pausa".
REUTERS
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