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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1169 DE 11 DE AGOSTO DE 2026

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  • há 2 horas
  • 17 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1169 | 11 de agosto de 2026

  

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

Boi gordo: cotações estáveis

Diante da escassez de oferta de animais terminados, os frigoríficos seguem encontrando dificuldade para alongar as programações de abate, que permanecem curtas e desconfortáveis. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 350,50/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo)

 

Na segunda-feira (10/8), as cotações da arroba ficaram estáveis nas 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto e, com isso, o boi paulista (com e sem padrão-exportação) segue valendo R$ 355/@, no prazo, de acordo com informações da consultoria. Pelos dados da Scot Consultoria, os machos terminados abriram a segunda-feira com estabilidade, com o boi destinado ao mercado interno cotado em R$ 350/@ em São Paulo, enquanto “boi-China” está apregoado em R$ 352/@ (valores brutos, no prazo). Por sua vez, na mesma praça, a Scot detectou elevação de R$ 3/@ no preço da vaca gorda, agora cotada em R$ 325/@, enquanto a novilha segue valendo os R$ 337/@ de sexta-feira (7/8). Do lado comprador, diz a Agrifatto, os frigoríficos brasileiros buscam recompor as escalas e garantir matéria-prima para atender à demanda corrente, mas encontram dificuldade para alongar as programações, que permanecem curtas e desconfortáveis, atendendo, na média nacional, 6 dias úteis. Na última semana, o mercado físico do boi gordo seguiu firme, acompanhado de um movimento de ajuste técnico nos contratos futuros mais longos negociados na B3, observou a Agrifatto. O Indicador Datagro (base SP) registrou variação positiva de 0,53% no comparativo entre a sexta-feira do dia 31/7 e a sexta-feira passada (7/8), fechando a semana cotado a R$ 347,11. No mercado futuro, os vencimentos de curto prazo acompanharam o otimismo visto no mercado físico, com o contrato de agosto/26 registrando um avanço semanal de 0,41%, para R$ 346,40/@, enquanto o papel para entrega em setembro/26) teve alta semanal de 0,29%, encerrando a sexta-feira (7/8) em R$ 347,20/@. No entanto, ressalta a Agrifatto, os contratos do boi gordo mais longos passaram por uma realização pontual de lucros, com outubro/26 recuando 0,35% na última semana, para R$ 353,30/@, enquanto o vencimento de novembro/26) registrou maior retração semanal de 0,88% encerrando em R$ 355,30/@. Contrato de dez/26: ágio de R$ 15,69/@ em relação ao preço atual de balcão. Na última semana, os contratos futuros do boi gordo apresentam apresentaram desde um leve deságio de R$ 0,71/@ no vencimento de agosto/26 até prêmios mais altos, que alcançam R$ 8,19/@ no papel de outubro/26 e chegam a R$ 15,69/@ para o encerramento do ano (contrato de dezembro/26). No mercado paulista, a carcaça casada bovina avançou 2,43% na última semana encerrada em 7/8, na comparação com semana anterior, e foi comercializada a R$ 24,14/kg, destaca levantamento da Agrifatto. Segundo a consultoria, foi a terceira semana consecutiva de alta. Entre os cortes, o destaque ficou para a ponta de agulha, com valorização semanal de 2,84%, cotada a R$ 20,28/kg. Considerando a mesma base de comparação, o dianteiro bovino subiu 1,64%, para R$ 21,42/kg, e o traseiro registrou alta de 2,81%, encerrando a semana em R$ 27,42/kg. Na parcial de agosto, informa a Agrifatto, traseiro e dianteiro mostram recuperação, com incrementos mensais de 3,28% e 3,51%, respectivamente. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na quarta-feira (5/8), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 347,50/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 338,00/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 330,00/@ (à vista) e R$ 334,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,00/@ (à vista) e R$335,00/@(prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 341,00/@ (à vista) R$ 345,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 324,00/@ (à vista) e R$ 328,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 330,00/@ (à vista) e R$ 334,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Brasil atinge 90% da cota de carne para a China

Se ultrapassar o volume de 1,1 milhão de toneladas autorizado para este ano, a exportação da proteína brasileira será sobretaxada em 55% a partir do terceiro dia. Ritmo de exportações de carne bovina para a China despencou em julho, com a perspectiva de esgotamento da cota

 

O governo chinês informou, há pouco, que a carne bovina importada do Brasil sob as medidas de salvaguarda atingiu 90% da cota estipulada para 2026 na segunda-feira (10/8). Se ultrapassar o volume de 1,1 milhão de toneladas autorizado para este ano, a exportação da proteína brasileira será sobretaxada em 55% a partir do terceiro dia. Com isso, a China considera que entraram de janeiro até agora 995,4 mil toneladas de carne bovina in natura do Brasil. A cota é de 1,106 milhão de toneladas com tarifa de 12%. “A carne bovina importada do Brasil sob as medidas de salvaguarda atingiu 90% da quantidade estipulada pelo Ministério do Comércio no Anúncio nº 87 de 2025, em 10 de agosto de 2026. De acordo com o Anúncio nº 87 de 2025, a partir do terceiro dia após a quantidade de carne bovina importada atingir 100% da quantidade estipulada (inclusive), será imposta uma tarifa adicional de 55% sobre a alíquota tarifária já aplicável”, diz o comunicado publicado pelo Ministério do Comércio da China (Mofcom, na sigla em inglês). O ritmo de exportações de carne bovina para a China despencou em julho, com a perspectiva de esgotamento da cota. Os chineses anunciaram agora que 90% do volume foi atingido porque o cálculo é feito no desembaraço e entrada das cargas no território do país asiático. Já a conta dos frigoríficos brasileiros considera as cargas já embarcadas e que levam até dois meses para atracar nos portos do outro lado do mundo. Em julho, as indústrias brasileiras embarcaram 85,7 mil toneladas de carne bovina para os portos chineses no mês passado, o pior resultado mensal de 2026. O volume é 47% menor que as 161,8 mil toneladas de junho. O faturamento caiu 50,3% no período, de US$ 1,08 bilhão para R$ 537,8 milhões. Do total exportado para os chineses no mês passado, 82,7 mil toneladas foram de carne bovina in natura, considerada para a cota, com receita de US$ 529,2 milhões. A expectativa no setor frigorífico é que a produção de carne bovina com foco na China seja retomada apenas em outubro, para novas exportações em meados de novembro. Assim, as cargas entrarão no país asiático a partir de janeiro do próximo ano e ocuparão a cota de 2027.

GLOBO RURAL

 

Custo de confinamento de gado no Sudeste caiu para o menor patamar em 23 meses

Redução do custo com alimentos permitiu ao pecuarista ampliar sua margem de lucro

Custo alimentar (ICAP) no Sudeste caiu 2,63% em julho

 

O custo do confinamento do boi no Sudeste atingiu em julho o menor nível em 23 meses, enquanto no Centro-Oeste aumentou, segundo levantamento da empresa Ponta, baseado no Índice de Custo Alimentar Ponta (ICAP). O ICAP é calculado a partir de dados de confinamentos monitorados por tecnologias da empresa, que gerenciam 62% do rebanho confinado do Brasil. A Ponta atua com tecnologias e sistemas de gestão de confinamentos e rebanhos a pasto, de genética, pesquisa e rastreabilidade. No Sudeste, o custo alimentar (ICAP) de julho caiu 2,63% em comparação ao de junho, para R$ 11,48 por cabeça de gado bovino por dia - o menor patamar desde agosto de 2024. Na comparação com julho de 2025, a queda é de 9,46%. Para produzir uma arroba, o custo recuou 3,13%, para R$ 193,05. Além disso, o valor da arroba subiu 3,77%, para R$ 344. Com custo menor e preço mais alto, foram necessárias 3,64 arrobas para pagar toda a alimentação do ciclo, menos da metade (47,9%) das 7,59 arrobas produzidas por animal. As 3,95 arrobas restantes ficam disponíveis para cobrir demais custos e formar margem de lucro, segundo a empresa. Em outra leitura do dado, na relação de troca entre o custo do confinamento (ICAP) e o preço do boi gordo, o valor de uma arroba passou a pagar 29,97 dias de alimentação, quase um mês de cocho. No Centro-Oeste, o custo dos confinamentos no mês passado (ICAP) aumentou 1,63% em relação a junho, para R$ 13,12 por cabeça por dia. O incremento não veio da dieta, que caiu 1,05% especialmente com a redução dos preços do milho, segundo a empresa. As razões do maior custo dos confinamentos foram, principalmente, o maior consumo de matéria seca (+2,11%) e os custos das fases de adaptação (+3,30%) e crescimento (+1,19%), disse a Ponta. Para produzir uma arroba, o custo em julho foi 3,08% menor, de R$ 180,62. Nas duas regiões, a Ponta identificou aumento das lucratividades, que atingiram os maiores valores desde março. No Sudeste, chegou a R$ 1.145,71 por cabeça (+13,73%), e no Centro-Oeste, a R$ 1.138,30 (+8,08%). O Sudeste retomou a liderança da lucratividade da arroba no mercado físico, mas por apenas R$ 7,41 por cabeça, mantendo as duas regiões em praticamente um empate técnico, de acordo com a empresa. No mercado de exportação (boi China), a vantagem se inverteu, com o lucro da arroba produzida em R$ 1.206,98 por cabeça no Centro-Oeste, contra R$ 1.191,25 no Sudeste. “Julho reforça, portanto, uma tendência observada pelo ICAP ao longo de 2026: a gestão eficiente dos custos alimentares, combinada à eficiência da produção, amplia a capacidade do confinamento de proteger suas margens diante das oscilações de mercado.”, disse a Ponta em relatório.

VALOR ECONÔMICO


CARNES

 

Exportações de carne de frango e suína cresceram em julho

Em receita, os embarques avícolas também aumentaram, enquanto nos suínos houve queda. Foram exportadas 519,2 mil toneladas de carne de frango no mês passado

 

As exportações brasileiras de carne de frango somaram 519,2 mil toneladas em julho, volume 29,9% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 399,6 mil toneladas, segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Em receita, os embarques somaram US$ 991,2 milhões no último mês, alta de 34,3% na comparação com julho do ano passado, quando foram exportadas US$ 737,8 milhões em carne de frango. No acumulado de janeiro a julho, as exportações totalizaram 3,455 milhões de toneladas, crescimento de 15,2% em relação às três milhões de toneladas registradas no mesmo período de 2025. Em receita, os embarques somaram US$ 6,690 bilhões nos sete primeiros meses do ano, avanço de 19,3% frente aos US$ 5,609 bilhões obtidos no mesmo intervalo do ano anterior. De acordo com a ABPA, o desempenho reflete a retomada das exportações ao longo de 2026. Entre os principais destinos em julho, a China liderou as importações, com 70,5 mil toneladas, seguida pelos Emirados Árabes Unidos, com 41,4 mil toneladas, Arábia Saudita, com 39,7 mil toneladas, Japão, com 38,5 mil toneladas, União Europeia, com 36,8 mil toneladas, e África do Sul, com 26,1 mil toneladas. Já as exportações brasileiras de carne suína somaram 131,5 mil toneladas em julho, volume 3,7% superior ao registrado no mesmo mês de 2025, quando foram embarcadas 126,8 mil toneladas, segundo a ABPA. A receita dos embarques alcançou US$ 298,3 milhões no mês, queda de 5,6% na comparação anual, ante US$ 316,1 milhões em julho do ano passado. No acumulado de janeiro a julho, as exportações totalizaram 925,6 mil toneladas, crescimento de 9,1% em relação às 848,8 mil toneladas registradas no mesmo período de 2025. Segundo a ABPA, o desempenho mantém o setor no caminho para um possível novo recorde anual em 2026. Em receita, os embarques somaram US$ 2,158 bilhões nos sete primeiros meses do ano, avanço de 5,8% frente aos US$ 2,040 bilhões obtidos no mesmo intervalo do ano anterior. Entre os principais destinos em julho, as Filipinas lideraram as importações, com 20,3 mil toneladas, seguidas por Japão, com 18,4 mil toneladas; Chile, com 13,9 mil toneladas; China, com 9,1 mil toneladas; Argentina, com 6,5 mil toneladas; México, com 6,3 mil toneladas; Hong Kong, com 6,2 mil toneladas; e Uruguai, também com 6,2 mil toneladas. De acordo com a ABPA, o crescimento dos embarques e a diversificação dos destinos ampliam a presença da carne suína brasileira em mercados tradicionais e novos mercados. A evolução das vendas para o Japão, a Argentina, o Peru, a África do Sul e outros destinos reforça a importância da abertura e da consolidação de oportunidades comerciais para a suinocultura brasileira”, avalia Santin.

GLOBO RURAL

 

INTERNACIONAL

 

Carne bovina: Austrália exporta quase 80% menos para a China em julho/26

País da Oceania foi o primeiro a anunciar, em 18/7, o esgotamento de sua cota anual de salvaguarda chinesa, de 205.000 toneladas

 

O comércio de carne bovina entre a Austrália e a China entrou em colapso em julho/26, depois que os embarques australianos ao país asiático atingiram apenas 6.458 toneladas, uma forte queda de 79% (cinco vezes menos) em relação ao resultado registrado em igual mês de 2025, de quase 31.000 toneladas, informou o portal Beef Central. Desde 2018, a China é um dos principais mercados dos exportadores australianos de carne bovina. Em janeiro/26, o governo de Pequim surpreendeu todos os principais países exportadores de carne bovina colocando em prática medidas de salvaguarda, que prevê tarifa adicional de 55% sobre as importações realizadas fora de cotas anuais estabelecidas previamente. O Beef Central lembra que a Austrália foi a primeira a anunciar, em 18 de junho/26, o esgotamento de sua cota anual, de 205.000 toneladas. No entanto, graças aos fortes índices de comércio anteriores, as exportações para a China no acumulado de janeiro a julho deste ano permaneceram robustas, com o envio de 147.400 toneladas, uma queda de apenas 8% em relação ao mesmo período do ano passado. O texto do portal australiano também chama a atenção para a manutenção de negócios entre a Austrália e a China envolvendo alguns cortes de alto valor agregado, incluindo Wagyu, mostrando que os importadores chineses estão dispostos a arcar com a tarifa de 55% para manter seus cardápios intactos – talvez com um pequeno apoio de margem dos fornecedores australianos. EUA absorvem parte dos volumes antes destinados à China. Os embarques da Austrália para os portos das costas leste e oeste dos EUA atingiram 47.988 toneladas em julho/26, uma queda de 2,5% em relação ao mês anterior, mas quase 5.000 toneladas (ou 11%) a mais do que o volume de julho do ano passado. No acumulado de 2026, os embarques para os EUA somaram 291.215 toneladas, cerca de 45.000 toneladas, ou 18%, a mais do que nos mesmos sete meses de 2025. O Japão, segundo o Beef Central, tem sido outro cliente importante para a carne bovina australiana, ajudando a absorver outra parte do volume antes enviado ao mercado chinês. Os clientes japoneses importaram 26.135 toneladas de carne bovina australiana em julho/26, quase 9% a mais que no mês anterior e 11% acima do volume computado em julho/25. No acumulado deste ano, o comércio com o Japão atingiu 150.402 toneladas, um aumento de 7% em relação ao ano passado.

BEEF CENTRAL 


JBS tem prejuízo de US$ 102 milhões e fecha duas fábricas nos EUA 

A JBS, produtora global de alimentos com operações de proteínas animais e alimentos preparados, anunciou o fechamento de duas fábricas nos Estados Unidos junto com o balanço do segundo trimestre, divulgado ontem

 

 Destaques do trimestre Lucro líquido: US$ 218,3 milhões (-62,3%) Prejuízo líquido: US$ -102,1 milhões (reverteu lucro de US$ 528,1 milhões) Receita líquida: US$ 23,90 bilhões (+13,8%) Ebitda ajustado: US$ 1,43 bilhão (-18,5%) Capex: US$ 612,5 milhões (+36,3%) Fechamentos atingiram uma unidade de processamento em Souderton, na Pensilvânia, e uma unidade de case ready em Memphis, no Tennessee. A companhia afirmou que outras plantas nos Estados Unidos absorveriam a produção, com impacto mínimo nas vendas. A reconciliação do Ebitda ajustado registrou US$ 24,1 milhões relativos ao fechamento das unidades. Lucro líquido ajustado atribuível à JBS caiu 62,3%, para US$ 218,3 milhões. Este resultado exclui eventos extraordinários do trimestre. Segundo a companhia, os ajustes incluíram US$ 172,1 milhões em prêmios, juros e custos ligados às ofertas de recompra de bônus e CRA, US$ 132,7 milhões em acordos antitruste e US$ 80,5 milhões da aquisição da Mantiqueira Alimentos. Com os efeitos não recorrentes, o resultado foi prejuízo de US$ 102,1 milhões. Receita líquida avançou 13,8%, para US$ 23,90 bilhões. A companhia classificou o valor como recorde e atribuiu o resultado à força de sua plataforma multigeográfica e multiproteína. Ebitda (indicador que mede a geração de caixa) ajustado caiu 18,5%, para US$ 1,43 bilhão. A margem Ebitda ajustada recuou 2,4 pontos percentuais, para 6,0%. Segundo a companhia, a rentabilidade foi pressionada pela base elevada das operações de aves no segundo trimestre de 2025, quando registraram resultados recordes. Fluxo de caixa livre passou de consumo de US$ 54,9 milhões para geração de US$ 129,7 milhões. Segundo a companhia, o capital de giro impulsionou a variação, parcialmente compensada pela queda no Ebitda ajustado, pelo aumento das despesas líquidas de juros pagas e pelo capex maior. Em agosto, a companhia ampliou a linha de crédito rotativo de US$ 3,50 bilhões para US$ 4,20 bilhões e elevou a liquidez total para US$ 7,70 bilhões. "A alavancagem encerrou o segundo trimestre de 2026 em 3,1x, ligeiramente acima da meta de longo prazo da companhia. Também passamos a integrar os índices Russell 1000 e Russell 3000, um marco importante que contribui para a liquidez das ações, amplia nossa base de acionistas e aumenta nossa visibilidade global. Durante o trimestre, geramos retorno aos nossos acionistas por meio do pagamento de US$ 1 bilhão em dividendos", afirmou Gilberto Tomazoni, CEO global. Mais cedo, em fato relevante divulgado ao mercado, a JBS anunciou o início da transição de gestão da empresa. A partir de janeiro de 2027, Wesley Batista Filho assumirá a presidência executiva global da companhia, em substituição a Gilberto Tomazoni. Caberá ao atual CEO coordenar a transição.

UOL ECONOMIA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Marrocos suspende tarifa de importação sobre carne bovina até dezembro de 2026

Tarifas de importação também foram zeradas para ovinos vivos e carnes ovina, caprina e camelídea, informou o Mapa

 

O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informou que o Governo do Reino do Marrocos publicou, em 27 de julho de 2026, o Decreto nº 2.26.584 e a Circular nº 6762/211, da Administração das Alfândegas e Impostos Indiretos, suspendendo a cobrança do direito de importação sobre ovinos domésticos vivos e carnes das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea. A medida está em vigor desde 27 de julho e permanecerá válida até 31 de dezembro de 2026. Ela se aplica às importações originárias de todos os países. Para as miudezas de animais das espécies bovina, ovina, caprina e camelídea, permanece o direito de importação de 30%. Segundo o governo marroquino, a decisão busca ampliar o abastecimento interno de carnes vermelhas. O censo pecuário de 2025 apontou uma redução de aproximadamente 30% do rebanho bovino do país, cenário atribuído aos períodos de seca e ao aumento dos custos com alimentação animal. No comércio entre Brasil e Marrocos, as importações marroquinas de bovinos vivos destinados ao abate já são realizadas sob regime semelhante. Desde o fim de 2022, esses animais têm a cobrança do direito de importação suspensa quando importados dentro de contingentes tarifários anuais definidos pelo governo marroquino, fixados em 300 mil cabeças para 2026. Em 2025, as exportações brasileiras de bovinos vivos para o Marrocos somaram US$ 213,5 milhões, frente aos US$ 41 milhões registrados em 2024. No período, o Brasil respondeu por 46,7% das importações marroquinas desse produto. Já no primeiro quadrimestre de 2026, o Marrocos foi o segundo principal destino das exportações brasileiras de bovinos vivos.

MAPA

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha em alta no Brasil com Oriente Médio no radar

O dólar encerrou a segunda-feira em alta no Brasil, revertendo o recuo da sexta-feira, acompanhando a alta dos rendimentos dos Treasuries no exterior, em meio à retomada da tensão entre Estados Unidos e Irã sobre o Estreito de Ormuz e à cautela do mercado antes de indicadores de inflação relevantes no Brasil e nos Estados Unidos ao longo da semana.

O dólar à vista fechou o dia em alta de 0,52%, aos R$5,1107. Na sexta-feira, a moeda havia fechado em baixa, aos R$5,0845. Às 17h30, o dólar futuro para setembro DOLc1 -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,44% na B3, aos R$5,1330. O avanço da moeda norte-americana acompanhou a alta dos rendimentos dos Treasuries, com investidores se posicionando para os dados de inflação ao consumidor (CPI) e ao produtor (PPI) desta semana nos Estados Unidos. O rendimento do Treasury de 10 anos -- referência global para decisões de investimento -- avançava mais de 5 pontos-base, a 4,702%, enquanto o título de 2 anos ganhava mais de 4 pontos-base, a 4,240%, com o petróleo subindo em meio à incerteza sobre um acordo entre EUA e Irã para reabrir o Estreito de Ormuz. No Brasil, o mercado também aguarda a divulgação da ata do Copom e os dados do IPCA de julho na terça-feira, que devem ajudar a calibrar a aposta em novo corte da Selic na reunião de setembro. "Os mercados de juros e moedas globais estão reagindo principalmente à esticada dos preços de petróleo, na ausência de indicadores relevantes na agenda macroeconômica", disse Lais Costa, analista da Empiricus Research.

REUTERS

 

Ibovespa tem declínio modesto com NY; petrolíferas sobem

No setor de proteínas, a JBS fechou em queda de 5,7% em Nova York, onde os papéis são listados. A maior processadora global de carne anunciou na segunda-feira que Wesley Batista Filho assumirá a posição de presidente-executivo global da companhia a partir de janeiro de 2027, marcando o retorno de um integrante da família controladora da empresa ao principal cargo executivo.

 

O Ibovespa fechou com um declínio modesto na segunda-feira, em linha com o viés negativo em Wall Street, enquanto petrolíferas tiveram uma sessão bastante positiva na esteira do forte avanço do petróleo no exterior, em meio às incertezas envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,19%, a 172.179,93 pontos, após avançar a 172.935,59 na máxima e chegar a 171.524,22 na mínima do dia. No exterior, Wall Street encerrou a sessão com variações modestas, em meio a incertezas envolvendo a reabertura do Estreito de Ormuz. O S&P 500 recuou 0,06%, o Nasdaq perdeu 0,32% e o Dow Jones caiu 0,11%. O Irã afirmou estar prestes a fechar um acordo definitivo com Omã para definir novas rotas marítimas entre os dois países através do Estreito de Ormuz, mas reiterou que os Estados Unidos devem cumprir outras condições, incluindo indenização e o fim das sanções e ameaças militares, antes que a via navegável estratégica seja reaberta. Ao comentar a declaração, o presidente dos EUA, Donald Trump, disse que Teerã terá que indenizar “todas as pessoas que matou e feriu gravemente”, após o Irã de obter indenização pelos danos sofridos durante o conflito com os EUA e Israel. O barril do petróleo sob o contrato Brent fechou em alta de 499%, a US$87,72. Na visão de analistas do Itaú BBA, o Ibovespa permanece sem uma direção clara no curto prazo, mas com leve viés negativo, de acordo com o relatório Diário do Grafista na segunda-feira.

REUTERS

 

Mercado reduz projeção de inflação e prevê mais um corte da Selic neste ano 

Os analistas do mercado financeiro ouvidos na pesquisa semanal Boletim Focus, realizada pelo Banco Central, reduziram, pela sexta semana consecutiva, a projeção para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). A nova estimativa surge em linha com a manutenção da expectativa de mais um corte da taxa básica de juros até o fim deste ano.

 

Mercado financeiro prevê inflação em 5,02% no fim deste ano. O percentual corresponde à menor expectativa para o índice oficial de preços desde maio para o IPCA acumulado nos 12 meses finalizados em dezembro. Há quatro semanas, a projeção capturada pelo Boletim Focus sinalizava alta de 5,16% do índice oficial de preços. Previsão ainda indica que a inflação vai superar o teto da meta. Apesar dos recuos recentes, o índice deve fechar o ano acima do intervalo estabelecido pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) para o índice oficial de inflação, que é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual (entre 1,5% e 4,5%). Analistas mantêm expectativas estáveis para 2027, 2028 e 2029. Para o ano que vem, as projeções apontam para alta de 4,22% dos preços da economia nacional. Já para 2028 e 2029, as estimativas permanecem em 3,80% e 3,50%, respectivamente. Perspectiva de inflação para o mês de julho recuou para 0,07%. Se confirmada, a taxa a ser divulgada amanhã (11) corresponderá à quarta desaceleração consecutiva do IPCA. Já para agosto, as projeções apontam para uma deflação de 0,17%, guiada pelo abatimento do chamado "Bônus de Itaipu" sobre as contas de luz. Juros Relatório mantém a previsão para a taxa Selic ao final de 2026. As expectativas mostram que a taxa básica de juros ainda deve cair 0,25 ponto percentual neste ano, dos atuais 14% ao ano para 13,75% ao ano, com a redução sinalizada para a reunião de setembro. A manutenção surge após o Copom (Comitê de Política Monetária) realizar, na semana passada, o quarto corte consecutivo da taxa Selic. Projeções para 2027, 2028 e 2029 também permanecem estáveis. As perspectivas dos analistas mostram a taxa básica de juros em 12%, 10,5% e 10% ao ano, respectivamente. Analistas veem BC mais claro após críticas e elogiam comunicado do Copom Selic é o principal instrumento de política monetária contra a inflação.

UOL ECONOMIA

 

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