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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1163 DE 03 DE AGOSTO DE 2026

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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1163 | 03 de agosto de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Entre o inĂ­cio de julho e o fechamento do mĂȘs, o boi gordo subiu 3,9% e o “boi-China” teve acrĂ©scimo de 2,9%

Segundo apurou a Agrifatto, as praças de SĂŁo Paulo e do ParanĂĄ continuam registrando negĂłcios pontuais com boi gordo a R$ 355/@ e novilhas terminadas a R$ 340/@ (valores a prazo), mas diante do reduzido volume negociado, essas operaçÔes nĂŁo se consolidaram como referĂȘncia de mercado. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 349,00/@ (Ă  vista) e R$ 353,00/@ (prazo)


Na sexta-feira (31/7), todas as 17 praças monitoradas pela Agrifatto registraram estabilidade nos preços do boi gordo, enquanto, na mĂ©dia nacional, as escalas de abate dos frigorĂ­ficos brasileiros seguem oscilando entre 5 e 6 dias Ășteis. Pelos dados da Agrifatto, o valor de tabela do boi gordo sem padrĂŁo-exportação e do “boi-China” segue estĂĄvel em R$ 350/@, na praça de SĂŁo Paulo, mas com o mercado mantendo um viĂ©s de alta. Nas outras 16 regiĂ”es monitoradas pela consultoria, a mĂ©dia tambĂ©m se manteve em R$ 336/@, acrescenta a Agrifatto. Segundo levantamento da Scot Consultoria, na sexta-feira, o boi gordo paulista destinado ao mercado local seguiu cotado em R$ 348/@, enquanto o “boi-China estĂĄ valendo R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). A novilha gorda subiu R$ 3/@ no interior de SĂŁo Paulo, para R$ 335/@, e a vaca terminada seguiu cotada em R$ 320/@, no prazo. “Vale destacar que, apesar da oferta contida, ela Ă© maior do que a das Ășltimas semanas, reflexo da alta recente nas cotaçÔes”, afirmaram os analistas da Scot. “Este final de mĂȘs vĂȘ ainda uma movimentação positiva com relação ao preparo de volumes para a demanda do inĂ­cio de agosto, pensando em um Dia dos Pais (9/8) que possa ser comemorado com algum churrasco”, destacou o engenheiro agrĂŽnomo Pedro Gonçalves, analista da Scot. De acordo com apuração da Scot, na comparação entre o inĂ­cio de julho/26 e o fechamento do mĂȘs, o boi gordo subiu 3,9% e o “boi-China” teve acrĂ©scimo de 2,9%, enquanto as cotaçÔes da vaca e da novilha gordas acumularam valorização de 2,9% e 2,4%, respectivamente. “Julho foi atĂ­pico, as cotaçÔes na primeira quinzena estiveram pressionadas e se recuperaram ao longo da segunda”, comparam os analistas da Scot. Gonçalves lembra que, entre 17 de junho atĂ© 16 de julho, o mercado brasileiro do boi gordo se manteve em baixa. PorĂ©m, a partir do dia 17 de julho, foram registradas 6 altas nos preços pagos pela arroba do boi gordo na praça de SĂŁo Paulo. 

“Diversas unidades frigorĂ­ficas saĂ­ram em fĂ©rias coletivas ou reajustaram seu volume de compras e escala de abate. Trabalharam muito prĂłximas da demanda, sem grandes formaçÔes de estoque”, lembra o analista, referindo-se ao processo de esgotamento iminente da cota chinesa de salvaguarda, de 1,1 milhĂŁo de toneladas. “A estratĂ©gia de comprar sob demanda tambĂ©m foi enfraquecida pela contenção de rebanhos por parte da ponta vendedora ou pela falta de rebanhos de oferta”, relatou o analista.  No mercado futuro do boi gordo, a sessĂŁo de quinta-feira (30/7) da B3 encerrou em alta pelo segundo pregĂŁo consecutivo. O destaque ficou para o contrato com vencimento em agosto/26, que fechou cotado a R$ 349,50/@, com valorização de 0,92% em relação ao fechamento anterior. CotaçÔes do boi gordo, conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. MĂ©dia: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. MĂ©dia: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. MĂ©dia: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. MĂ©dia: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 330,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. MĂ©dia: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (30/7), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,00/@ (Ă  vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 334,00/@ (Ă  vista) e R$ 338,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 326,50/@ (Ă  vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (Ă  vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 329,50/@ (Ă  vista) e R$ 333,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,00/@ (Ă  vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 331,00/@ (Ă  vista) e R$ 335,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 324,50/@ (Ă  vista) e R$ 328,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 321,50/@ (Ă  vista) e R$ 325,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 323,50/@ (Ă  vista) e R$ 327,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

Carne suĂ­na recua em julho com excesso de oferta e indĂșstria reduz ritmo de compras no Brasil

Mercado interno enfrenta pressão nas cotaçÔes devido ao aumento da disponibilidade de animais e consumo enfraquecido, enquanto exportaçÔes seguem como principal ponto positivo para a suinocultura brasileira.

 

O mercado brasileiro de carne suĂ­na registrou queda nos preços em julho, pressionado principalmente pelo excedente de oferta interna e pela postura mais cautelosa da indĂșstria. O aumento da disponibilidade de animais prontos para abate reduziu o poder de negociação dos produtores e provocou retração nas principais regiĂ”es acompanhadas pelo setor. Segundo anĂĄlise da Safras & Mercado, o cenĂĄrio atual exige atenção dos suinocultores, jĂĄ que as margens de produção vĂȘm se deteriorando e, em muitos casos, jĂĄ operam em nĂ­veis negativos.

De acordo com o analista e consultor da Safras & Mercado, Allan Maia, a oferta de animais tem atendido com tranquilidade a demanda da indĂșstria, criando um ambiente de pressĂŁo sobre os preços. No atacado, os cortes suĂ­nos continuam apresentando desempenho fraco, sem sinais consistentes de recuperação da demanda. Mesmo mantendo competitividade em relação a outras proteĂ­nas, a carne suĂ­na enfrenta um cenĂĄrio mais desafiador devido tambĂ©m Ă  recente queda nos preços de alguns cortes de frango em diferentes estados brasileiros. “O mercado segue competitivo, mas a redução dos preços de proteĂ­nas concorrentes aumenta a pressĂŁo sobre a carne suĂ­na e limita avanços nas cotaçÔes”, avalia o especialista. Para os produtores, o momento exige cautela. A combinação entre oferta elevada, consumo domĂ©stico mais lento e preços menores vem reduzindo a rentabilidade da atividade. Levantamento da Safras & Mercado aponta retração nas principais praças produtoras do paĂ­s. A mĂ©dia de preços do suĂ­no vivo no Centro-Sul caiu 4,49% em julho, passando de R$ 5,25 para R$ 5,02 por quilo. No atacado, a carcaça suĂ­na apresentou queda ainda mais acentuada, com desvalorização de 9,98%, recuando de R$ 8,83 para R$ 7,95. Os cortes tambĂ©m acompanharam o movimento de baixa. O preço mĂ©dio do pernil no atacado caiu 7,93%, passando de R$ 10,81 para R$ 9,96 por quilo. Entre os estados produtores, as principais retraçÔes foram observadas em: SĂŁo Paulo: a arroba suĂ­na recuou de R$ 102,00 para R$ 98,00; Rio Grande do Sul: o quilo vivo caiu de R$ 5,15 para R$ 4,85 no interior; Santa Catarina: o mercado independente passou de R$ 5,05 para R$ 4,80 por quilo; ParanĂĄ: o suĂ­no vivo no mercado livre caiu de R$ 5,00 para R$ 4,85; Mato Grosso do Sul: a cotação em Campo Grande recuou de R$ 5,10 para R$ 4,95; GoiĂĄs: os preços passaram de R$ 5,50 para R$ 5,00; Minas Gerais: o mercado independente caiu de R$ 6,10 para R$ 5,40; Mato Grosso: em RondonĂłpolis, o quilo vivo baixou de R$ 5,50 para R$ 5,20. O movimento confirma a pressĂŁo generalizada sobre a cadeia produtiva, com produtores enfrentando dificuldades para repassar custos e preservar margens. Apesar da pressĂŁo no mercado domĂ©stico, o desempenho das exportaçÔes continua sendo o principal fator positivo para a suinocultura brasileira em 2026. Dados da Secretaria de ComĂ©rcio Exterior (Secex) mostram que as exportaçÔes brasileiras de carne suĂ­na in natura movimentaram US$ 232,706 milhĂ”es em julho, considerando 18 dias Ășteis. O volume embarcado alcançou 96,114 mil toneladas, com mĂ©dia diĂĄria de 5,339 mil toneladas, enquanto o preço mĂ©dio ficou em US$ 2.421,1 por tonelada. Na comparação com julho do ano anterior, houve crescimento de 8,8% na quantidade mĂ©dia diĂĄria exportada e avanço de 0,1% no valor mĂ©dio diĂĄrio, embora o preço mĂ©dio por tonelada tenha recuado 8%. Segundo especialistas, o ritmo das vendas externas deve contribuir para que o Brasil encerre o ano com novo recorde em volume exportado. No entanto, esse desempenho ainda nĂŁo foi suficiente para compensar a pressĂŁo existente no mercado interno.

PORTAL DO AGRONEGÓCIO

 

FRANGOS

 

Frango/Cepea: Equilíbrio entre oferta e demanda mantém cotaçÔes eståveis em julho

Oferta da carne estå limitada em razão da ligeira redução no alojamento

 

Os preços da carne de frango apresentaram estabilidade entre junho e julho na maioria das praças acompanhadas pelo Cepea. O equilĂ­brio entre oferta e demanda contribuiu para a sustentação dos valores no mercado domĂ©stico. Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta da carne estĂĄ limitada em razĂŁo da ligeira redução no alojamento. Quanto Ă  demanda, a procura se reduziu a partir da segunda quinzena do mĂȘs, movimento tĂ­pico do perĂ­odo e reforçado pelas fĂ©rias escolares. Esse cenĂĄrio resultou em poucas oscilaçÔes nos preços ao longo do mĂȘs.

CEPEA

 

EMPRESAS

 

Frísia inaugura linha para suínos na fåbrica da RaçÔes Batavo

A Frísia Cooperativa Agroindustrial inaugurou, na quinta-feira (30/07), uma linha de raçÔes exclusiva para suínos na fåbrica em Carambeí (PR). A unidade, que produz a marca RaçÔes Batavo, passou por uma ampla modernização que dobrou a capacidade mensal de produção, de 6 mil para 12 mil toneladas.

 

O investimento acompanha a produção de suĂ­nos da cooperativa na regiĂŁo dos Campos Gerais, que, em pouco mais de um ano, saltou de 5,5 mil para 10 mil fĂȘmeas. De acordo com o gerente executivo de PecuĂĄria da FrĂ­sia, Eduardo Ichikawa, a nova linha integra um conjunto de investimentos realizados pela cooperativa para atender Ă  expansĂŁo da atividade. “Os investimentos começaram no ano passado, com a modernização da estrutura, a aquisição de novos equipamentos para a Unidade Produtora de LeitĂ”es (UPL), com a entrada de novos cooperados, com Unidades Produtoras de Desmamados (UPDs), novos crechĂĄrios e terminadores. Todo o nosso sistema suinĂ­cola estĂĄ crescendo, e a mudança na fĂĄbrica vem para atender esse crescimento atual e uma possĂ­vel expansĂŁo”, completa. Segundo Ichikawa, a nova estrutura equivale praticamente Ă  construção de uma nova fĂĄbrica, com ĂĄrea exclusiva para armazenagem de micro e macro ingredientes, alĂ©m de novos sistemas de moagem, mistura e peletização. A modernização tambĂ©m amplia a diversidade de produtos fabricados, permitindo, por exemplo, a produção de raçÔes para animais jovens e maior flexibilidade na utilização de matĂ©rias-primas, contribuindo para ganhos de eficiĂȘncia e redução de custos.

Presente na inauguração, a prefeita de CarambeĂ­, Elisangela Pedroso, ressaltou a importĂąncia da FrĂ­sia para o desenvolvimento do municĂ­pio e do agronegĂłcio brasileiro. "A FrĂ­sia Ă© uma referĂȘncia nacional em inovação e tecnologia. É uma cooperativa que gera emprego, renda e desenvolvimento, investe continuamente em qualidade nutricional e dĂĄ sustentação a uma cadeia produtiva que ajuda a impulsionar o agronegĂłcio brasileiro e o crescimento do nosso paĂ­s”, frisa.

OCEPAR

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Preços ao produtor no Brasil tĂȘm queda de 0,77% em junho, diz IBGE

Os preços ao produtor no Brasil tiveram queda de 0,77% em junho na comparação com o mĂȘs anterior, depois de recuarem 0,30% em maio, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE) na sexta-feira.

 

O resultado levou o Índice de Preços ao Produtor (IPP) acumulado em 12 meses a uma alta de 2,51%. Entre as 24 atividades analisadas, o IBGE apontou que seis apresentaram queda de preço no mĂȘs. As indĂșstrias extrativas foram o maior destaque na comparação entre junho e maio, responsĂĄveis por -0,56 ponto percentual de influĂȘncia na indĂșstria. As quatro atividades com maiores variaçÔes em junho foram indĂșstrias extrativas (-11,85%); outros produtos quĂ­micos (-2,74%); refino de petrĂłleo e biocombustĂ­veis (-2,30%); e mĂłveis (2,08%). O IPP mede a variação dos preços de produtos na “porta da fĂĄbrica”, isto Ă©, sem impostos e frete, de 24 atividades das indĂșstrias extrativas e da transformação.

REUTERS

 

ECONOMIA

 

DĂłlar fecha estĂĄvel em sessĂŁo com atraso na B3, mas acumula queda de 1,82% no mĂȘs

O dĂłlar fechou a sexta-feira perto da estabilidade ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia sinais mistos no fim da tarde, em uma sessĂŁo marcada pelo atraso da B3 na abertura do mercado e pela disputa dos agentes pela formação da Ptax de fim de mĂȘs.

 

O dĂłlar Ă  vista encerrou o dia com variação positiva de 0,13%, aos R$5,0686. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,25% e, no mĂȘs, recuo de 1,82%. Às 17h05, o dĂłlar futuro para setembro -- que nesta sessĂŁo passou a ser o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,11% na B3, aos R$5,1070. Os contratos futuros de dĂłlar e a moeda norte-americana Ă  vista abriram com atraso no Brasil, apĂłs as 9h35, em função de problema tĂ©cnico na B3. O dĂłlar para setembro foi o primeiro a começar a operar, seguido pelo dĂłlar para agosto. Com a abertura do mercado futuro da B3 -- o mais lĂ­quido no Brasil -- as negociaçÔes no segmento Ă  vista tambĂ©m foram iniciadas. Mais cedo, um operador ouvido pela Reuters pontuou que, sem as cotaçÔes do mercado futuro de dĂłlar da B3, as mesas de operação nĂŁo tinham referĂȘncia de preços e, por isso, "ninguĂ©m faz nada". Outros mercados no Brasil, como os de açÔes e DIs (DepĂłsitos Interfinanceiros), abriram bem mais tarde, a partir das 12h30. A dificuldade inicial nas negociaçÔes cambiais ocorreu no Ășltimo dia do mĂȘs, quando tradicionalmente os agentes operam mirando a definição da taxa Ptax. No inĂ­cio da tarde, o BC informou que a Ptax fechou em R$5,0773 na venda. Definida a Ptax, a moeda norte-americana pouco oscilou no restante do dia. O dĂłlar Ă  vista atingiu a cotação mĂĄxima intradia de R$5,0865 (+0,48%) Ă s 11h21 -- em meio Ă  disputa pela Ptax e antes de o mercado de açÔes da B3 entrar em funcionamento, o que limitava a liquidez tambĂ©m no cĂąmbio. Depois, a divisa Ă  vista marcou a mĂ­nima de R$5,0647 (+0,05%) Ă s 13h15, logo apĂłs o anĂșncio da Ptax. No exterior, o dĂłlar exibiu mais cedo ganhos ante vĂĄrios pares do real, mas nesta tarde a divisa tinha sinais mistos: subia ante o peso colombiano e o peso chileno, mas caĂ­a ante a rupia indiana e o peso mexicano. O movimento no exterior ocorreu em mais um dia de alta do petrĂłleo Brent, para perto dos US$90 o barril, e de elevação dos rendimentos dos Treasuries, com a decisĂŁo sobre juros do Federal Reserve na Ășltima quarta-feira e o conflito no Oriente MĂ©dio no foco das atençÔes.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta em dia de sessão encurtada por problema técnico

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, sustentado pelos ganhos em blue chips, após uma sessão reduzida por conta de problemas técnicos na B3 que levaram a um atraso de mais de duas horas na abertura do pregão.

 

Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa subiu 0,47%, a 177.999,00 pontos. Na mĂ­nima, o Ă­ndice atingiu 177.013,85 pontos. Na mĂĄxima, 178.718,91 pontos. No mĂȘs de julho, o Ibovespa acumulou 3,47% de alta. No inĂ­cio do dia, a B3 relatou atraso na abertura de negociação de ativos em geral "em decorrĂȘncia do atraso no envio dos arquivos e na abertura da CĂąmara B3". Com isso, o mercado de cĂąmbio começou a operar Ă s 9h35, enquanto os DIs e a bolsa iniciaram suas atividades apenas apĂłs Ă s 12h30. O problema fez com que os investidores operassem com cautela durante a maior parte do pregĂŁo, o Ășltimo do mĂȘs, que geralmente Ă© marcado por ajustes de posição de investidores e gestoras de recursos.

"No geral o investidor entende que sistemas digitais sĂŁo passĂ­veis de problemas dessa natureza, e acredito que quem sofre mais sĂŁo as corretoras, que acabam recebendo uma alta demanda de suporte tĂ©cnico e abertura de chamado de contestação", disse Marcos Praça, diretor de anĂĄlise da Zero Markets Brasil. Nesse contexto, os agentes digeriram o noticiĂĄrio corporativo domĂ©stico, que teve como destaque o balanço da Vale, que foi divulgado na noite da vĂ©spera, e a notĂ­cia de que o espanhol Santander vai lançar uma oferta por açÔes da operação brasileira. "Mercado hoje foi bem atĂ­pico, com agenda vazia. Foi um gatilho para virada de mĂȘs", disse Felipe Sant'Anna, analista da Axia Investing. O dia no mercado internacional foi de ganhos nos preços do petrĂłleo, com a commodity chegando a operar acima dos US$90 durante o pregĂŁo e encerrando julho com seus maiores ganhos mensais desde março, em meio a crescentes preocupaçÔes com os fluxos globais apĂłs relatos iranianos de que alguns petroleiros foram forçados a retornar no Estreito de Ormuz. Os contratos futuros do Brent fecharam em alta de 1,2%, a US$90,12 o barril. Em Wall Street o dia tambĂ©m foi positivo, com as bolsas subindo impulsionadas pelos ganhos dos papĂ©is da Amazon, depois que o relatĂłrio trimestral da gigante da tecnologia reforçou a confiança dos investidores em açÔes relacionadas Ă  inteligĂȘncia artificial, enquanto a Apple recuou apĂłs seus resultados decepcionarem os investidores. O Ă­ndice S&P 500 fechou em alta de 0,84%.

REUTERS

 

DĂ­vida pĂșblica bruta do Brasil sobe mais do que o esperado em junho, mostra BC

A dĂ­vida bruta do Brasil subiu mais do que o esperado em junho, quando o setor pĂșblico consolidado brasileiro apresentou dĂ©ficit primĂĄrio acima da expectativa, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central.

 

A dĂ­vida pĂșblica bruta do paĂ­s como proporção do PIB fechou junho em 81,9%, contra 81,0% no mĂȘs anterior. JĂĄ a dĂ­vida lĂ­quida do setor pĂșblico foi a 68,5%, de 67,9%. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de 81,5% para a dĂ­vida bruta e de 68,4% para a lĂ­quida.

Em junho, o setor pĂșblico consolidado registrou um dĂ©ficit primĂĄrio de R$55,313 bilhĂ”es, pior do que a expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo negativo de R$49,8 bilhĂ”es. O desempenho mostra que o governo central teve dĂ©ficit de R$47,236 bilhĂ”es, enquanto Estados e municĂ­pios registraram saldo primĂĄrio negativo de R$6,609 bilhĂ”es e as estatais tiveram dĂ©ficit de R$1,468 bilhĂŁo, mostraram os dados do Banco Central.

REUTERS

 

DĂ­vida bruta do governo sobe para 81,9%do PIB em junho, amais alta desde 2021

Em maio, o indicador estava em 81% do PIB (R$ 10,622 trilhÔes)

 

A dĂ­vida bruta dos governos no Brasil somou R$ 10,809 trilhĂ”es em junho, o equivalente a 81,9% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo dados divulgados hoje pelo Banco Central (BC). É o patamar mais alto desde abril de 2021, quando atingiu 82,6% do PIB. Em maio, o indicador estava em 81% do PIB (R$ 10,622 trilhĂ”es). Setor pĂșblico consolidado tem dĂ©ficit primĂĄrio de R$ 55,31 bilhĂ”es em junho. De acordo com o Banco Central, o aumento de 0,9 ponto percentual em junho ante maio decorreu, principalmente, dos juros nominais apropriados (0,8 ponto percentual), das emissĂ”es lĂ­quidas de dĂ­vida (0,6 ponto percentual) e do efeito da variação do PIB nominal (-0,5 ponto percentual). No ano, a dĂ­vida bruta aumentou 3,3 pontos percentuais, resultado da incorporação de juros nominais (4,9 pontos percentual), das emissĂ”es lĂ­quidas de dĂ­vida (1,3 ponto percentual), do crescimento do PIB nominal (-2,7 ponto percentual) e do efeito da valorização cambial (-0,2 ponto percentual). A DĂ­vida Bruta do Governo Geral (DBGG) compreende o governo federal, o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e governos estaduais e municipais. A dĂ­vida lĂ­quida do setor pĂșblico nĂŁo financeiro ficou em 68,5% do Produto Interno Bruto (PIB) em junho (R$ 9,034 trilhĂ”es). Em maio, estava em 67,9% (R$ 8,898 trilhĂ”es). De acordo com o BC, a variação mensal pode ser explicada pelo efeito altista de 0,4 ponto percentual do PIB do dĂ©ficit primĂĄrio e altista de 0,9 ponto percentual do PIB da apropriação nominal de juros.

VALOR ECONÔMICO

 

Emprego segue aquecido, mas em desaceleração gradual, indica Pnad 

Economistas apontam uma desaceleração do ritmo de crescimento como reflexo da política monetåria contracionista

 

Com 5,4%, o Brasil registrou a menor taxa de desemprego para um segundo trimestre da sĂ©rie histĂłrica da Pesquisa Nacional por Amostra de DomicĂ­lios ContĂ­nua (Pnad ContĂ­nua), iniciada em 2012. Ainda assim, economistas consultados apontam uma desaceleração do ritmo de crescimento do mercado de trabalho, reflexo de que a polĂ­tica monetĂĄria do Banco Central, de manter juros em patamar elevado, tem chegado no resultado esperado. “O que chama a atenção na divulgação Ă© mais uma vez a queda dos rendimentos totais”, afirma AntĂŽnio Ricciardi, economista do Banco Daycoval. “Com isso, os rendimentos, que Ă© uma Ăłtica que o Banco Central espera desacelerar quando estĂĄ com uma polĂ­tica monetĂĄria contracionista, parecem ter trĂȘs meses seguidos de queda.” A renda mĂ©dia dos trabalhadores recuou 1,5% no segundo trimestre de 2026, ante o primeiro trimestre, para R$ 3.738. A diferença Ă© de R$ 57 a menos. A variação, no entanto, Ă© classificada pelo IBGE como estabilidade estatĂ­stica, por estar dentro da margem de erro da pesquisa. JĂĄ a massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 380,3 bilhĂ”es no segundo trimestre. O nĂșmero aponta recuo de 0,5% frente ao primeiro trimestre, ou R$ 1,832 bilhĂŁo a menos. A variação tambĂ©m foi classificada como estabilidade estatĂ­stica pelo IBGE. “Essa queda recorrente dos rendimentos, somados a uma ocupação desacelerando de forma mais acentuada e com os dados do Caged tambĂ©m mostrando fraqueza com mĂ©dia mĂłvel trimestral abaixo das 100 mil vagas, reforçam a anĂĄlise e jĂĄ indicam fraqueza do mercado de trabalho, movimento que era esperado diante da polĂ­tica monetĂĄria contracionista. Agora com mais segurança podemos dizer que o mercado de trabalho estĂĄ desacelerando”, analisa Ricciardi. O emprego formal no setor privado cresceu 1% em termos anuais e seguiu amplamente estĂĄvel em comparação com maio, enquanto o emprego privado sem carteira assinada aumentou apenas 0,2% em relação ao mesmo perĂ­odo de 2025. Neste caso, o trabalho por conta prĂłpria com CNPJ permaneceu como o principal destaque positivo, avançando 4,6% em termos anuais, embora em queda com relação Ă s taxas mais fortes observadas no inĂ­cio do ano. O contingente de trabalhadores ocupados cresceu 1,1% no segundo trimestre, ante o primeiro, uma diferença de 1,081 milhĂŁo de pessoas a mais. O nĂșmero de desempregados caiu 10,9%, para 5,861 milhĂ”es de pessoas. Nesse caso, foram 718 mil pessoas a menos. O dado mostra como o mercado de trabalho tem conseguido absorver tanto desempregados (aqueles que ainda procuram emprego) quanto pessoas que estavam fora da força de trabalho. O nĂșmero de pessoas desalentadas (que desistiram de procurar emprego) caiu 14,7% no segundo trimestre ante o primeiro, para 2,288 milhĂ”es. Na comparação com o segundo trimestre de 2025, o recuo Ă© de 17%. A taxa de desalento ficou em 2,1%, se aproximando do patamar mĂ­nimo de 1,4% da sĂ©rie histĂłrica da pesquisa, iniciada em 2012. Na anĂĄlise por setores, Henrique Danyi, economista do Santander, avalia que o menor crescimento no setor de Serviços, por exemplo, Ă© uma das variĂĄveis que indica enfraquecimento da atividade econĂŽmica, por ser um setor mais dependente do momento financeiro do paĂ­s (cĂ­clico). Apesar da desaceleração destacada pelo economista, a Pnad mostra que, entre os Serviços, Transporte (alta de 4,9% na comparação anual) e atividades relacionadas Ă  Administração PĂșblica (2,9%) continuaram sendo as principais contribuiçÔes positivas, enquanto Serviços DomĂ©sticos permaneceram em queda de 5%. O ComĂ©rcio tambĂ©m seguiu em contração de 0,5%. A AgropecuĂĄria acelerou para 2,7% em termos anuais, enquanto a Construção teve alta de 2,3% em relação ao mesmo perĂ­odo de 2025. A IndĂșstria manteve contração, embora em ritmo um pouco menos intenso, com queda de 1,7% na comparação anual. Os economistas concordam que os nĂșmeros de emprego do segundo trimestre nĂŁo devem afetar a decisĂŁo do Banco Central da semana que vem, na qual existe a tendĂȘncia de manutenção do ciclo de cortes da taxa Selic em 0,25 ponto.

VALOR ECONÔMICO

 

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