CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1161 DE 30 DE JULHO DE 2026
- prcarne
- há 1 dia
- 12 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1161 | 30 de julho de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços do boi gordo seguem firmes
O processo de recuperação gradual dos preços do boi gordo, iniciado há cerca de duas semanas, segue em andamento, sustentado pela oferta restrita de animais terminados, pela dificuldade dos frigoríficos brasileiros em alongar as escalas de abate — mantidas em seis dias úteis, na média nacional — e pela expectativa de fortalecimento da demanda doméstica de carne bovina com a aproximação do início do mês, relatam os analistas da Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo)
Na terça-feira (28/7), a consultoria apurou aumento nos preços da arroba em 11 das 17 regiões produtoras monitoradas: SP, BA, ES, GO, MG, MS, MT, PA, PR, RJ e SC. Na quarta-feira (29/7), o mercado seguiu firme, embora as cotações tenham ficado estáveis em relação ao dia anterior. Segundo levantamento da Scot Consultoria, os preços do boi paulista destinado ao mercado doméstico e o “boi-China” subiram R$ 1/@ na quarta-feira, para R$ 348/@ e R$ 350/@, respectivamente (valores brutos, no prazo). Pela apuração da Agrifatto, as vendas de carne bovina ao consumidor seguem fracas desde o início da semana. Porém, a partir desta quinta-feira (30/7), prevê a consultoria, a expectativa é de recuperação moderada doméstica na demanda pela proteína bovina, favorecida pela virada do cartão de crédito, pelo pagamento do funcionalismo público no dia 30 e pela entrada da massa salarial de julho (no quinto dia útil de agosto). Além disso, com a proximidade do Dia dos Pais, a procura pela carne bovina pode ganhar força. O setor de atacado com osso, relata a Agrifatto, segue a mesma toada do varejo, ou seja, as distribuições permanecem fracas desde segunda-feira, mas podem começar a reagir entre amanhã e sexta-feira, à medida que os pontos de venda podem retomar gradualmente as compras de reposição. No mercado futuro do boi gordo, os contratos fecharam o pregão da terça-feira (28/7) da B3 em queda. O papel com vencimento em setembro/26, por exemplo, encerrou a sessão cotado a R$ 350,95/@, com baixa de 0,44% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: seis. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (28/7), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 322,50/@ (à vista) e R$ 326,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,00/@ (à vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 321,50/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 319,50/@ (à vista) e R$ 323,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
SUÍNOS
Produção e embarques de carne suína projetam crescimento sustentado
Altas nas exportações e avanço do consumo interno para até 20,4 kg por habitante sustentam projeção de produção acima de 6 milhões de toneladas até 2027
Dados divulgados ontem pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) apontam sustentação no ritmo de crescimento da suinocultura nacional nos próximos dois anos, impulsionada tanto pela demanda externa quanto pela disponibilidade interna.
Abaixo, os dados consolidados do setor: Crescimento produtivo: A produção total de carne suína deve evoluir das 5,592 milhões de toneladas de 2025 para até 5,870 milhões de toneladas em 2026 (alta de até +5,0%). Em 2027, a produção nacional poderá atingir até 6,050 milhões de toneladas (variação de até +3,1%). Desempenho exportador: As exportações do setor projetam avanço de até +5,9% em 2026, atingindo até 1,600 milhão de toneladas (frente a 1,510 milhão de toneladas em 2025). Para 2027, a estimativa é alcançar até 1,700 milhão de toneladas (alta de até +6,3%). Consumo e disponibilidade nacional: A disponibilidade de carne suína no mercado brasileiro subirá de 4,082 milhões de toneladas em 2025 para aproximadamente 4,270 milhões de toneladas em 2026 (alta de até +4,6%) e cerca de 4,350 milhões de toneladas em 2027 (até +1,9%). Consequentemente, o consumo per capita subirá de 19,1 kg (2025) para até 20,0 kg em 2026 (até +4,6%) e até 20,4 kg em 2027 (até +1,9%).
ABPA
INTERNACIONAL
Uruguai intensifica promoção da carne bovina na Europa e aposta em rastreabilidade para ampliar mercado
O Uruguai reforçou sua estratégia de promoção da carne bovina na União Europeia com uma nova campanha de marketing na Alemanha e nos Países Baixos, seus dois principais mercados no bloco.
A iniciativa ocorre em um momento de forte crescimento das exportações uruguaias e de perspectivas comerciais mais favoráveis após o acordo entre Mercosul e União Europeia.
A campanha é coordenada pelo Instituto Nacional de Carnes (INAC) e tem como objetivo fortalecer o posicionamento da marca Uruguay Beef em mercados que demandam cortes de alto valor agregado e atribuem crescente importância à origem, à rastreabilidade e à sustentabilidade na decisão de compra. Na Alemanha, a ação já alcançou mais de 3,5 milhões de pessoas nas dez principais cidades do país, incluindo Berlim, Hamburgo e Munique. A estratégia combina publicidade em redes sociais, como Instagram, Facebook e YouTube, com mídia exterior em 150 painéis digitais instalados nas principais estações ferroviárias, além de dois grandes outdoors. Um dos destaques da campanha é a utilização do The Whale, considerado o maior painel de LED da Alemanha, localizado na estação central de Hamburgo, por onde circulam mais de 500 mil pessoas por dia. Os Países Baixos também ocupam papel estratégico na ação promocional. O país é a principal porta de entrada da carne uruguaia na Europa e concentra cerca de 40% dos embarques destinados à União Europeia, graças ao porto de Roterdã, de onde a carne é distribuída para diversos mercados do continente. A campanha é lançada em um cenário favorável para as exportações do país. Em 2025, os embarques de carne bovina uruguaia para a União Europeia cresceram cerca de 50% em relação ao ano anterior, totalizando 52 mil toneladas, o maior volume registrado na última década. Segundo o INAC, além do avanço nas exportações, o Uruguai conta com uma vantagem competitiva importante no mercado europeu. O país integra o grupo restrito de nações classificadas pela União Europeia como de “baixo risco” de desmatamento no âmbito do novo regulamento europeu, reconhecimento que fortalece a posição da carne uruguaia frente a outros fornecedores internacionais. A iniciativa também está alinhada às oportunidades esperadas com a implementação do acordo entre Mercosul e União Europeia, que deverá ampliar o acesso da carne uruguaia a um dos mercados de maior valor para as exportações do país.
EL PAÍS
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Frimesa expande presença nacional com inauguração de nova filial logística no Distrito Federal
Com investimento em operação 100% própria, a cooperativa de alimentos foca em agilidade e eficiência para abastecer a região central do país com portfólio de carnes e lácteos.
Como parte de sua estratégia de expansão e consolidação no mercado nacional, a Frimesa, uma das maiores cooperativas de alimentos do Brasil, anuncia o início das operações de sua nova filial logística e Centro de Distribuição (CD) na capital federal. A unidade do Distrito Federal foi projetada para otimizar a cadeia de suprimentos e acelerar o escoamento de produtos na região central do país. O grande diferencial do novo complexo é a sua operação 100% própria. Ao assumir o controle total de ponta a ponta, desde o armazenamento até o destino, a Frimesa garante um rigoroso padrão de qualidade, assegurando o máximo frescor na entrega de seu portfólio completo de carnes e lácteos aos pontos de venda e consumidores da região. A abertura da filial no Distrito Federal ocorre logo após a inauguração do novo escritório comercial da marca em São Paulo – desenhado para estreitar o relacionamento com o varejo e consolidar a presença da marca no maior mercado consumidor do país –, acompanhado de um abrangente processo de rebranding. Agora, o avanço logístico no Centro-Oeste complementa um ciclo de grandes investimentos estruturais da Frimesa focado em aproximação de mercado e capacidade produtiva. Toda essa engrenagem de distribuição e posicionamento de marca é sustentada por uma robusta estrutura industrial, com destaque para a unidade fabril em Assis Chateaubriand (PR). Considerada um dos maiores e mais modernos frigoríficos da América Latina, a planta garante escala, tecnologia e volume de produção necessários para abastecer com excelência os novos canais logísticos e responder com agilidade ao ritmo acelerado de crescimento da empresa em todas as regiões brasileiras.
Localizada estrategicamente em Brasília, a nova unidade conta com uma estrutura moderna desenhada para suportar o crescimento da demanda regional com máxima agilidade. Os principais destaques operacionais incluem: Alta Capacidade de Armazenamento: O CD tem capacidade para 1.200 toneladas de expedição por mês, contando com 610 posições-paletes.
Eficiência no Escoamento: A estrutura dispõe de 4 docas otimizadas para carga e descarga rápida, um fator crítico para minimizar o tempo de espera dos veículos e preservar a cadeia do frio. Frota Dedicada: A operação logística já nasce com uma frota de 10 veículos, dimensionada especificamente para garantir pontualidade e flexibilidade no atendimento regional. Geração de Emprego: O projeto impulsiona a economia local com uma equipe dedicada de 27 colaboradores diretos, focados na excelência operacional e no atendimento consultivo aos clientes. Com este movimento, a Frimesa não apenas reduz o tempo de entrega no Distrito Federal e região, mas também estreita o relacionamento com o varejo local, oferecendo um serviço mais robusto, seguro e competitivo.
O PRESENTE RURAL
ECONOMIA
Dólar fecha em baixa ante real após decisão do Fed sobre juros
O dólar fechou a quarta-feira com leve baixa ante o real, acompanhando a perda de força da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes no exterior após a decisão sobre juros do Federal Reserve.
O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,22%, aos R$5,1104. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 6,90% ante o real. Às 17h05, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,32% na B3, aos R$5,1150. A moeda norte-americana oscilou entre a estabilidade e leves altas ante o real até a metade da tarde, com investidores à espera da decisão do Fed. Às 15h, o Fed anunciou, como esperado, a manutenção de sua taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, mas a decisão foi dividida: enquanto nove membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc) votaram pela estabilidade, 3 defenderam um aumento de 25 pontos-base já nesta reunião. Após o anúncio, o dólar perdeu força ante as demais divisas globais, incluindo o real, em movimento que se intensificou durante entrevista coletiva do chair do Fed, Kevin Warsh. Na entrevista, Warsh ressaltou o compromisso do Fed com a meta de inflação de 2% e disse que a instituição não hesitará em agir. Ao mesmo tempo, citou dados de inflação “animadores” e disse que os membros do comitê continuarão a acompanhar as informações de mercado. “A manutenção das taxas, dentro do esperado, favorece os ativos de risco”, destacou Vinicius Flores, gestor de investimentos e fundador da Stratton Capital. “O dólar recuou contra uma cesta de moedas e perdeu força também contra o real, reforçando a leitura de que, enquanto o Fed optar por não apertar (a política monetária), os ativos emergentes ganham espaço e a moeda americana perde tração’, acrescentou.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda com bancos e Fed no radar
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, pressionado pelo forte recuo em ações de bancos, movimento liderado pelos papéis do Santander Brasil, ao mesmo tempo em que agentes do mercado financeiro avaliavam a decisão de juros do Federal Reserve.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1,35%, a 174.189,35 pontos, antes dos ajustes finais, após marcar 173.885,34 na mínima e 176.563,85 na máxima do dia.
REUTERS
Dívida pública federal do Brasil sobe 2,61% em junho, a R$9,3 tri, e mostra elevação de custo
A dívida pública federal do Brasil subiu 2,61% em junho em relação ao mês anterior, a R$9,268 trilhões, divulgou o Tesouro Nacional na quarta-feira, em mês marcado por mais uma elevação de custos para o governo.
No período, a dívida pública mobiliária interna teve alta de 2,63%, a R$8,921 trilhões, enquanto a dívida pública federal externa cresceu 2,12% e atingiu R$347,71 bilhões. A elevação da dívida pública interna no mês foi fruto de uma emissão líquida de títulos no valor de R$143,35 bilhões e uma apropriação de juros de R$85,16 bilhões. O Tesouro destacou que foi observada no mês de junho uma elevação na curva de juros futuros do Brasil “refletindo as mudanças de expectativas no ciclo de política monetária, em contexto de incertezas com o cenário externo”, citando forte reprecificação das expectativas para os juros nos Estados Unidos diante de uma postura mais dura do Fed. Segundo as informações da pasta, o custo médio do estoque da dívida pública federal acumulado em 12 meses teve uma alta no mês passado, indo de 12,31% ao ano em maio para 12,68% ao ano. O custo médio das novas emissões de títulos da dívida interna teve leve aumento, passando de 14,19% ao ano em maio para 14,20% no mês passado. A participação na dívida pública federal dos títulos indexados à Selic, mais buscados por investidores em momentos de volatilidade no mercado, continuou em alta no período, atingindo 49,3% do total, contra 49,0% em maio. O plano de financiamento do Tesouro prevê que esses papéis responderão por 46% a 50% do estoque neste ano, mas membros do governo já afirmaram que o alvo pode ser alterado se necessário. No período, o colchão de liquidez da dívida pública somou R$1,346 trilhão, suficiente para cobrir 8,33 meses de vencimentos de títulos. Em relação ao perfil de vencimentos da dívida pública, o Tesouro informou que o prazo médio do estoque passou de 4,07 anos em maio para 4,01 anos em junho. Sobre o mês de junho, o Tesouro disse que a curva de juros do Brasil teve alta, refletindo as tensões com o cenário geopolítico externo.
REUTERS
Brasil abre 145.161 vagas formais de trabalho em junho, mostra Caged
O Brasil abriu 145.161 vagas formais de trabalho em junho, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados na quarta-feira pelo Ministério do Trabalho e Emprego.
O resultado do mês passado, fruto de 2.220.131 admissões e 2.074.970 desligamentos, ficou acima da expectativa de economistas apontada em pesquisa da Reuters, de criação líquida de 115.000 vagas. O saldo de junho foi o menor para o mês desde 2020, que teve fechamento de 53.381 vagas em meio aos efeitos econômicos da pandemia de Covid-19. No mesmo mês em 2025 foram criados 161.999 postos de trabalho. O saldo acumulado do primeiro semestre deste ano foi de 921.645, também o mais baixo desde 2020, que registrou saldo negativo de 1.398.484 vagas no mesmo período. Os cinco grupamentos de atividades econômicas registraram abertura de vagas no mês passado. Como de costume, o setor de serviços liderou a alta, com mais 74.514 postos, seguido pela agropecuária, com 22.898. Comércio teve saldo positivo de 19.177 e Indústria somou 14.438 postos. O setor de Construção apresentou 14.136 vagas, segundo dados sem os ajustes com informações prestadas pelas empresas fora do prazo. No acumulado do ano até o mês passado, o setor de serviços seguiu com a maior abertura, 571.926 postos, enquanto o setor de construção ocupou o segundo lugar, com mais 168.962 vagas.
REUTERS
Brasil tem fluxo cambial negativo de US$876 mi em julho até dia 24, diz BC
No acumulado do ano até 24 de julho, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$16,882 bilhões.
O Brasil registrou fluxo cambial total negativo de US$876 milhões em julho até o dia 24, conforme dados divulgados nesta quarta-feira pelo Banco Central. Pelo canal financeiro, houve saídas líquidas de US$1,764 bilhão em julho até o dia 24. Por este canal são realizados os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, as remessas de lucro e o pagamento de juros, entre outras operações. Pelo canal comercial, que contabiliza exportações e importações, o saldo de julho até o dia 24 foi positivo em US$888 milhões. Os dados mais recentes do BC são preliminares e fazem parte das estatísticas referentes ao câmbio contratado. Na semana passada, de 20 a 24 de julho, saiu do país US$1,065 milhão. No acumulado do ano até 24 de julho, o Brasil registra fluxo cambial total positivo de US$16,882 bilhões.
REUTERS
Confiança da indústria do Brasil tem em julho maior queda em 10 meses, mostra FGV
A confiança da indústria no Brasil registrou em julho a maior queda desde setembro diante da piora tanto sobre a percepção sobre o presente quanto o futuro, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na quarta-feira.
O Índice de Confiança da Indústria (ICI) caiu 2,9 pontos na comparação com o mês anterior e foi a 97,2 pontos, de acordo com os dados da FGV. "A piora da confiança espalhada entre os setores acende um alerta para os próximos meses, em que se intensificarão os debates sobre as eleições, o que pode elevar o nível de incerteza", alertou Stéfano Pacini, economista do FGV IBRE, em nota. O Índice de Situação Atual (ISA), que mede o sentimento dos empresários sobre o momento presente do setor industrial, teve queda de 2,2 pontos, indo a 99,9 pontos, segundo a FGV. "Nas avaliações sobre o presente, nota-se movimento de recomposição nos estoques após um primeiro semestre de normalização do indicador. Apesar da queda pontual na demanda, o patamar ainda é satisfatório, sobretudo nos setores relacionados à bens de consumo duráveis", disse Pacini. O Índice de Expectativas (IE), indicador da percepção sobre os próximos meses, recuou 3,7 pontos, a 94,6 pontos, o menor patamar desde dezembro. "Em relação ao futuro, o resultado reflete aumento da instabilidade relacionada às novas tarifas de importação norte-americanas", explicou Pacini.
FGV IBRE
POWERED BY
EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA
041 999368886 (whatsapp)


Comentários