CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1162 DE 31 DE JULHO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1162 | 31 de julho de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi sobe em AC, MG, MT, RJ, RO e TO
Na quinta-feira (30/7), o movimento de recuperação nos preços do boi gordo ganhou força em importantes praças brasileiras, informam as consultorias do setor que acompanham diariamente o mercado pecuário. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo)
Segundo apuração da Agrifatto, das 17 regiões monitoradas, 6 registraram valorização: AC, MG, MT, RJ, RO e TO. Nas demais, as cotações ficaram estáveis, acrescenta a consultoria. “A sustentação do mercado continua alicerçada na dificuldade dos frigoríficos brasileiros em ampliar as escalas de abate e no desequilíbrio entre a oferta restrita de animais terminados e a necessidade de compra da indústria”, relatam os analistas da Agrifatto. Pelos dados da Agrifatto, em São Paulo, o boi gordo (com ou sem padrão-China) segue valendo R$ 350/@, no prazo (sem ágio, portanto). Segundo levantamento da Scot Consultoria, no mercado paulista, o animal macho terminado destinado ao mercado doméstico está cotado em R$ 348/@, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 350/@ (portanto, com premiação de R$ 2/@ (valores brutos, no prazo). Ainda de acordo com apuração da Scot, em Mato Grosso, nesta quinta-feira, os preços dos animais terminados subiram em todas as praças monitoradas.
Na região Norte do Estado, a arroba do boi gordo subiu R$ 1/@, para R$ 325/@. Na região Sudoeste, a cotação do macho terminado ficou estável e os preços da vaca e a da novilha gordas registraram valorização diária de R$ 5/@. Com isso, aponta Scot, o boi gordo do Norte de MT está cotado em R$ 322/@, a vaca em R$ 300/@ e a novilha em R$ 310/@. Na região de Cuiabá, a cotação do boi gordo não mudou e continua em R$324,00/@. A vaca gorda subiu R$ 5/@, negociada em R$ 303/@. A cotação da novilha teve alta diária de R$ 3/@, para R$ 310/@. Na região Sudeste de MT, o preço do boi gordo não mudou, segue cotado em R$ 324/@. A vaca gorda subiu R$ 5/@, negociada em R$ 305/@, e da novilha registrou valorização diária de R$ 3/@, para R$ 315/@. A cotação do “boi-China” não mudou, apregoada em R$ 330/@. No mercado futuro do boi gordo na B3, a quarta-feira encerrou em alta. Pelo quarto pregão consecutivo, o destaque ficou com o contrato para setembro de 2026, que fechou cotado a R$ 353,90 por arroba, com valorização de 0,67% em relação ao encerramento da sessão anterior. Cotações do boi gordo da quinta-feira (30/7), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00.
Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (30/7), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 334,00/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 329,50/@ (à vista) e R$ 333,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 331,00/@ (à vista) R$ 335,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 331,00/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 324,50/@ (à vista) e R$ 328,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 321,50/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Boi/Cepea: Arroba se mantém firme, mas demanda interna limita novas altas
Os preços da arroba do boi gordo seguem firmes no mercado doméstico, mas a demanda enfraquecida limita o espaço para novas valorizações.
De modo geral, segundo o Cepea, a oferta de animais terminados permanece relativamente ajustada em boa parte das regiões produtoras, enquanto as exportações da carne seguem em bom ritmo. Apesar da relevância das exportações, o principal fator que restringe novas altas continua sendo o mercado interno. De acordo com pesquisadores do Cepea, o poder de compra das famílias permanece pressionado, levando parte dos consumidores a substituir a carne bovina por proteínas mais baratas, como frango, carne suína e ovos. Como consequência, o escoamento da carne de boi ocorre em ritmo mais lento, dificultando o repasse de preços ao longo da cadeia e reduzindo a margem para que frigoríficos ofereçam valores mais elevados pela arroba do boi gordo, ressalta o Centro de Pesquisas.
CEPEA
Impasse com UE é questão diplomática e será resolvida com negociação, diz ministro
"Vamos ter em breve boas notícias", afirmou André de Paula. Conflito entre Brasil e UE será resolvido em uma pactuação entre as partes
O ministro da Agricultura, André de Paula, afirmou na quinta-feira (30/7) que o impasse entre Brasil e União Europeia sobre o uso de antimicrobianos e o possível veto às exportações de proteínas animais brasileiras para lá a partir de setembro deste ano são uma “questão diplomática” e que será resolvida em uma pactuação entre as partes. Ele disse que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está “envolvido pessoalmente” no tema e que em breve haverá “boas notícias”. “Essa é uma questão, sobretudo, diplomática. Isso vai se resolver em uma pactuação, em uma negociação. Estamos cumprindo essas etapas”, afirmou a jornalistas após a abertura do Outlook Agro Brasil, evento realizado pelo Ministério da Agricultura e pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil), em Brasília.
Na semana passada, o Ministério da Agricultura divulgou uma nota em tom mais duro contra exigências de comprovação de controle da vida inteira dos animais da UE. “Essa discussão se dá em campo técnico, e o Ministério da Agricultura mapa tem participado de diversas reuniões, entre a SDA [Secretaria de Defesa Agropecuária] e a DG Santé [autoridade sanitária europeia]. Em alguns momentos, podem existir críticas que não são justas e respostas do nosso pessoal também”, comentou André de Paula ao ser questionado sobre o conteúdo. Em maio deste ano, a União Europeia anunciou a retirada do Brasil da lista de países aptos a exportar proteínas animais para lá por falta de comprovação do não uso de antimicrobianos ao longo do ciclo completo de vida de aves, bovinos e pescados, por exemplo. O regulamento europeu foi aprovado em 2019 e regulamentado em 2023. O veto começará a valer em 3 de setembro.
O governo brasileiro tem conhecido das exigências desde então. O Ministério da Agricultura tentou mobilizar o setor privado para criar mecanismos de controle. Em maio, a Pasta homologou um protocolo privado de bovinos livres de antimicrobianos. O acompanhamento do ciclo completo da vida, no entanto, demorará, ao menos, dois anos, do nascimento ao abate para envio de carne aos europeus. Em julho, uma nova etapa de fiscalização oficial foi adotada na cadeia avícola para tentar comprovar o controle dos insumos. A expectativa é que a medida viabilize a continuidade das exportações em setembro. Uma missão da UE fará auditoria no modelo para decidir sobre a retomada da autorização ou não para o comércio desses produtos.
GLOBO RURAL
SUÍNOS
Suínos/Cepea: Carne suína ganha competitividade frente ao frango e perde frente ao boi
As cotações da carne suína e bovina recuaram na parcial de julho (até o dia 28) frente à média de junho, com a retração mais intensa verificada para a carne de boi. Já o preço do frango resfriado permaneceu praticamente estável no mesmo período.
Segundo o Cepea, esse movimento elevou a competitividade da proteína suína frente à avícola, mas a reduziu frente à bovina. De acordo com agentes consultados pelo Centro de Pesquisas, a pressão sobre as cotações da carcaça especial suína esteve atrelada ao excesso de oferta em relação à demanda no atacado da Grande São Paulo. O cenário foi intensificado pela entrada de produtos do Sul (principal polo produtor do País) no mercado paulista. Nesse contexto, a carcaça especial suína foi negociada em julho a 1,58 Real/kg acima do frango inteiro resfriado, diferença 7,84% inferior à de junho, indicando aumento na competitividade da carne suína frente à avícola. Em relação à carcaça casada bovina, a diferença esteve em 15,17 Reais/kg nesta parcial do mês, redução de 5,22%. Pesquisadores do Cepea ressaltam que a redução da diferença entre os preços médios das carnes suína e bovina evidencia a perda de competitividade do produto suinícola frente ao boi.
CEPEA
EMPRESAS
Sadia e Perdigão ampliam fábrica no Paraná com investimento de R$ 47 milhões
MBRF amplia fábrica em Toledo, no oeste do Paraná, para aumentar produção de empanados de frango e linguiça frescal
A MBRF, empresa que reúne as marcas Sadia e Perdigão, vai investir R$ 47 milhões na ampliação da unidade de Toledo, no oeste do Paraná. O aporte vai modernizar as linhas de frango empanado e linguiça frescal e deve gerar 100 novos postos de trabalho na região.
A fábrica de Toledo produz para o mercado brasileiro e para exportação. De acordo com a empresa, o investimento busca ampliar a capacidade para acompanhar o crescimento das vendas nacionais e internacionais. A unidade tem mais de seis décadas de história. A MBRF está presente em Toledo desde 1959 e, atualmente, a operação gera mais de 7 mil empregos na região. Entre as marcas produzidas estão nomes conhecidos dos consumidores, como Sadia, Perdigão, Kidelli e Perdix. Além das linhas de frango empanado e linguiça frescal, que recebem ampliação com o novo investimento, a estrutura de Toledo reúne diferentes operações da companhia. A unidade conta com abate de frangos e suínos, fábrica de rações e produção de proteína de soja. Outro detalhe curioso, conforme a empresa, é que a planta paranaense abriga a única fábrica de farinha de rosca da MBRF. O ingrediente é utilizado na produção de alimentos empanados e faz parte da estrutura industrial da companhia no município. Com a ampliação, a MBRF dará início à contratação de profissionais da região. As novas oportunidades são principalmente para a área de operações. A empresa também oferece programa interno de formação profissional e descontos em produtos MBRF. A MBRF nasceu da união entre as operações da Marfrig e da BRF e reúne marcas como Sadia, Perdigão, Qualy, Banvit e Bassi. A companhia está presente em 117 países, conta com cerca de 130 mil colaboradores e produz aproximadamente 8 milhões de toneladas de alimentos por ano.
GAZETA DO POVO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Deral reduz projeção da segunda safra de milho do Paraná
A segunda safra de milho do Paraná 2025/26 foi estimada na quinta-feira em 17,05 milhões de toneladas, ante 17,6 milhões de toneladas na previsão do mês anterior, de acordo com números mensais do Departamento de Economia Rural (Deral).
Se confirmada a projeção, a safra do Estado que é o segundo maior produtor de milho do Brasil cairia 5% ante o ciclo anterior. A safra de milho paranaense, plantada mais tarde este ano, está em processo de colheita, com cerca de 40% dos campos colhidos até o início da semana. Além da questão do calendário tardio, há um atraso em relação a anos anteriores em meio a chuvas no Estado. Já a safra de trigo do Paraná foi estimada em 2,38 milhões de toneladas, ante 2,36 milhões na previsão do mês anterior, o que seria uma queda anual de 18% em meio a um recuo na área plantada. As lavouras do cereal estão em desenvolvimento.
REUTERS
Receita das cooperativas agropecuárias cresce 11% e alcança R$ 487 bilhões
As sobras, porém, caíram 3,3% em 2025, para R$ 29,2 bilhões, afetadas pela alta dos custos no setor, segundo Anuário do Cooperativismo. Ingresso de R$ 487,3 bilhões no caixa das cooperativas no ano passado foi impulsionado pelo aumento dos preços dos insumos usados pelos agricultores
A receita das cooperativas agropecuárias brasileiras se aproximou de meio trilhão de reais em 2025, uma alta de 11,2% em relação ao ano anterior. O ingresso de R$ 487,3 bilhões no caixa no ano passado foi impulsionado pelo aumento dos preços dos insumos usados pelos agricultores, como fertilizantes e defensivos agrícolas, e pelo salto na cotação de alguns produtos no período, como o café e as proteínas animais. O cenário de custos elevados, no entanto, se refletiu nas sobras, como é chamado o lucro das cooperativas. O valor recuou de R$ 30,2 bilhões para R$ 29,2 bilhões, o equivalente a 6% do faturamento total no ano passado. Os dados são do Anuário do Cooperativismo 2025 da Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB), divulgado nesta sexta-feira (31/7). As cooperativas agropecuárias são responsáveis por 53% da originação de grãos e fibras no país, com destaque para algumas culturas de inverno, leite e proteínas animais. O ramo também emprega 277,2 mil pessoas diretamente e tem 1,1 milhão de cooperados. “Temos um modelo consistente, que trabalha forte a perenidade e a sustentabilidade”, afirma Tânia Zanella, presidente-executiva da OCB. Os ativos totais das cooperativas agropecuárias, que consideram imóveis e investimentos, por exemplo, chegaram a R$ 340 bilhões em 2025, alta de 10,6% em relação a 2024. Segundo o anuário, em 2025 havia 1.254 cooperativas agropecuárias no país, 7,7% mais que no ano anterior. O número total passa por uma estabilização, diz a presidente da OCB, que destaca a importância da solidez das instituições. “Algumas têm mais de 100 anos, e inúmeras já passaram dos 50 anos”, observa. “O que importa é o crescimento do cooperado”. Um dos desafios apontados por ela é a necessidade de profissionalização da gestão de negócios das cooperativas agropecuárias, com a segregação dos conselhos administrativos e executivos. As cooperativas respondem por 25% da capacidade de armazenagem do Brasil e por 10,3% das exportações do agronegócio brasileiro, segundo o anuário. São 140 cooperativas exportadoras, com faturamento próximo a US$ 17 bilhões em 2025. Os principais produtos da pauta de exportação são café não torrado, carne de aves, soja triturada, carne suína e óleo de soja. Os principais destinos são China, Estados Unidos, Alemanha, França, Itália, Espanha, Holanda, Reino Unido, Japão, Suíça, Bélgica e Canadá. A escalada das receitas das cooperativas agropecuárias começou na pandemia, com o salto nos preços das commodities e dos insumos. De 2020 até 2025, a movimentação financeira mais que dobrou nessas organizações, passando de R$ 239,4 bilhões para R$ 487,3 bilhões. Já as sobras triplicaram. Saíram de R$ 9,7 bilhões há seis anos para quase R$ 30 bilhões. Com custos ainda altos e preços de commodities agrícolas andando de lado, a previsão da OCB é que não haja reduções significativas nos números do segmento neste ano, mas não é possível cravar crescimento de dois dígitos novamente, afirma João José Prieto Flávio, gerente técnico e econômico da entidade. Ele ressalta a importância do modelo de negócios do cooperativismo em situações de adversidades no campo. Nos últimos anos, afirma, as cooperativas agropecuárias atuaram como um “colchão de amortecimento” para os produtores rurais diante de maior aperto financeiro, de perdas por conta do clima e de endividamento. Segundo ele, a cooperativa não pode deixar o cooperado “refém” em momento de dificuldade. “Para ser sustentável e amparar o produtor, a cooperativa tem que ter resiliência como CNPJ e olhar perenidade do produtor rural. O resultado auxilia o produtor que está com as margens apertadas em duas pontas: nesse retorno aos cooperados que ocorre com a distribuição das sobras e com os investimentos que a cooperativa faz em suas estruturas e na agregação de valor aos produtos”, afirma. Na avaliação da gerente-geral da OCB, Clara Maffia, o ramo agropecuário mostrou resiliência e um crescimento acima da média de outras atividades em meio a adversidades climáticas e econômicas. “Estamos em um momento desafiador do setor agropecuário, falamos de endividamento e de questões climáticas, mas o cooperativismo vem para mostrar resiliência e manutenção do produtor no longo prazo”, opina. A meta traçada pelo sistema cooperativista brasileiro é chegar a R$ 1 trilhão de receita até 2028. Ao considerar os oito ramos (agropecuário, consumo, crédito, infraestrutura, saúde, trabalho, transporte e seguros), as cooperativas tiveram receita de R$ 848,3 bilhões em 2025. O ramo agropecuário representou 57,4% desse bolo. O Brasil já tem 29 milhões de cooperados em 4,4 mil cooperativas. A geração direta de empregos passou de 613,3 mil em 2025. Os ativos totais somam R$ 1,6 trilhão, de acordo com a OCB.
GLOBO RURAL
ECONOMIA
Dólar cai quase 1% ante o real sob influência do exterior
O dólar fechou a quinta-feira em baixa ante o real, acompanhando o recuo firme da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, ainda sob a influência da decisão do Federal Reserve na véspera e em meio a uma bateria de indicadores econômicos.
O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,95%, aos R$5,0621. No ano, a divisa passou a acumular baixa de 7,78% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para agosto -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 1,07% na B3, aos R$5,0660. Na tarde de quarta-feira, o Fed manteve, como esperado, sua taxa de juros na faixa de 3,50% a 3,75%, e o chair da instituição, Kevin Warsh, ressaltou o compromisso com a meta de inflação de 2%. Ao mesmo tempo, Warsh citou dados de inflação “animadores” nos EUA e disse que o Fed continuará a acompanhar as informações de mercado. Uma das interpretações entre os agentes foi a de que o Fed não parece ter pressa para elevar os juros, o que seria favorável para ativos de risco, como moedas de países emergentes. Essa visão foi corroborada por alguns dados econômicos divulgados na quinta-feira: o Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA subiu 1,5% no segundo trimestre, menos que os 2,1% projetados em pesquisa da Reuters, e o núcleo do índice de inflação PCE -- bastante observado pelo Fed -- avançou 0,1% em junho, menos que o 0,2% esperado. Assim, o dólar operou em baixa ante divisas como o peso chileno, o rand sul-africano, o peso mexicano e o real. Além disso, o dólar registrou baixas firmes ante uma cesta de moedas fortes e em relação ao euro, à libra e ao iene -- neste caso, em meio a especulações sobre possível intervenção do governo no mercado. No exterior, o petróleo Brent cedeu para abaixo dos US$90 o barril, após a forte alta da véspera, com o Oriente Médio no foco das atenções.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta firme com exterior positivo e balanços
O Ibovespa fechou a quinta-feira em alta, chegando aos 177 mil pontos nas máximas do dia, na esteira do bom humor nos mercados globais, enquanto os agentes monitoravam o calendário de resultados trimestrais de companhias estrangeiras e nacionais.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,88%, a 177.158,86 pontos, na máxima do dia, após marcar 173.884,55 na mínima. Os ganhos da bolsa brasileira acompanharam o ambiente mais favorável ao risco nos EUA, onde as bolsas fecharam em alta firme, com as ações do setor de chips disparando e a Microsoft a caminho de seu maior ganho percentual diário em 18 anos, depois que a gigante de tecnologia divulgou uma previsão excelente que amenizou os temores sobre gastos maciços em infraestrutura de IA. O índice S&P 500 encerrou com alta de 1,74%. Já os contratos futuros do petróleo Brent fecharam em queda de 1,88%, a US$89,03 por barril, enquanto os operadores avaliavam as propostas para uma coalizão marítima liderada pela Arábia Saudita com o objetivo de fortalecer a cooperação em defesa na região do Mar Vermelho. "O pregão de hoje é, em boa medida, um espelho invertido do de ontem", destacou Eduardo Rahal, analista chefe da Levante Inside Corp, lembrando da forte aversão ao risco observada na quarta-feira por conta da intensificação dos conflitos no Oriente Médio e da leitura mais hawkish do comunicado do Federal Reserve.
"Hoje, com o Brent devolvendo parte desse prêmio geopolítico e recuando, o mercado local recompõe posições", completou Rahal. Assim como no mercado acionário dos EUA, os balanços tiveram destaque na bolsa brasileira desta quinta, com os investidores avaliando os resultados de companhias divulgados entre a noite de quarta-feira e a manhã desta quinta-feira, como Motiva, Ambev e Usiminas, enquanto aguardam Multiplan e Vale, que saem após o fechamento. A agenda macroeconômica também foi observada, após o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou pela manhã que a taxa de desemprego no trimestre encerrado em junho foi de 5,4%, em linha com o consenso de economistas consultados pela Reuters, sendo a mais baixa para o período na série histórica iniciada em 2012.
REUTERS
Governo central tem déficit primário de R$48 bi em junho, e semestre registra pior saldo desde 2020
O governo central registrou um déficit primário de R$48,178 bilhões em junho, contribuindo para gerar um rombo de R$92,227 bilhões no primeiro semestre, o pior resultado para o período desde 2020, informou o Tesouro Nacional na quinta-feira.
O dado de junho veio em linha com o esperado pelo mercado e foi pior do que o déficit de R$44,216 bilhões observado no mesmo mês de 2025. Economistas consultados pela Reuters esperavam que o dado, que compreende as contas de Tesouro, Banco Central e Previdência Social, seria deficitário em R$48 bilhões no mês passado. O desempenho do mês passado é resultado de receitas líquidas -- que excluem transferências para governos regionais -- de R$195,173 bilhões, um aumento real de 10,3% frente ao mesmo período de 2025, e despesas totais de R$243,351 bilhões, alta real de 9,0%. Do lado das receitas, o resultado mensal teve ganhos na maior parte dos tributos e fontes, mas foi impulsionado por elevações de R$5,3 bilhões em exploração de recursos naturais (+77,9%), R$4,1 bilhões em Cofins (+12,7%), R$3,7 bilhões em Imposto sobre Produtos Industrializados (+47,4%) e R$2,0 bilhões em Imposto de Importação (+24,2%). Nas despesas, houve em junho uma alta de R$2,1 bilhões em benefícios previdenciários (+1,9%) e R$1,7 bilhão em abono e seguro-desemprego (+15,5%). O déficit primário de R$92,227 bilhões acumulado no primeiro semestre é significativamente maior que o saldo negativo de R$11,277 bilhões no mesmo período de 2025. O resultado é o segundo pior da série histórica iniciada em 1997, atrás apenas do primeiro semestre de 2020, quando o governo registrou rombo de R$599,8 bilhões em meio a fortes desembolsos relacionados à pandemia de Covid-19. No acumulado em 12 meses, o governo central registrou um déficit de R$144,1 bilhões, ou 1,08% do Produto Interno Bruto (PIB). Para este ano, o governo tem uma meta fiscal de superávit primário de 0,25% do PIB, mas há uma tolerância de 0,25 ponto percentual do Produto Interno Bruto e algumas despesas que não são contabilizadas.
REUTERS
Taxa de desemprego no Brasil cai a 5,4% no 2º trimestre, mas renda diminui
O Brasil encerrou o segundo trimestre com uma taxa de desemprego de 5,4%, a mais baixa para o período na série histórica iniciada em 2012, mas a renda recuou no período.
Os dados divulgados na quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram forte queda ante a taxa de 6,1% do primeiro trimestre. No mesmo período do ano anterior a taxa de desemprego fora de 5,8%. O resultado ficou em linha com a expectativa em pesquisa da Reuters. Analistas consideram que o mercado de trabalho deve continuar aquecido, com a taxa em níveis baixos para os padrões nacionais, mesmo com uma esperada desaceleração da economia. "De modo geral, vemos um mercado de trabalho ainda muito robusto, mas com sinais de moderação, apresentando menor dinamismo, reflexo, na nossa visão, do estoque de aperto monetário dos últimos anos. Esperamos a continuidade dessa tendência de moderação, com a taxa de desocupação encerrando 2026 em 5,7%", avaliou André Valério, economista sênior do Inter. O mercado de trabalho segue sendo ponto de atenção para o Banco Central, uma vez que o desemprego em mínima histórica e renda em níveis altos alimenta o consumo, somando-se aos estímulos fiscais e de crédito do governo, dificultando o controle da inflação. O BC volta a se reunir na próxima semana para definir a taxa básica de juros Selic, com expectativa de redução de 0,25 ponto percentual, a 14,0% ao ano. A renda mensal real de todos os trabalhos, entretanto, caiu 1,5% no segundo trimestre, a R$3.738, de R$3,795 nos três meses de janeiro a março, embora isso tenha representado alta de 2,8% ante o mesmo trimestre do ano anterior. "A renda passou a não crescer mais por causa do aumento da ocupação em setores de nível de instrução mais baixa, produtividade menor e renda menor. Isso afeta o rendimento geral", explicou o analista do IBGE William Kratochwill. No segundo trimestre, o contingente de desempregados teve queda de 10,9% sobre os três meses anteriores, chegando a 5,861 milhões de pessoas, o que representa ainda uma queda de 6,3% na comparação com o mesmo período do ano anterior. O período foi marcado ainda por alta de 1,1% no número de pessoas ocupadas na comparação trimestral e de 0,7% sobre o ano anterior, chegando a 103,057 milhões, novo recorde da série.
Isso se deu, entretanto, principalmente com alta nos empregados do setor privado sem carteira de trabalho assinada. O número de trabalhadores com carteira assinada no setor privado cresceu 0,6% entre abril e junho sobre o primeiro trimestre, enquanto os que não tinham carteira aumentaram 2,2%. "O que se viu agora também foi um movimento de pessoas saindo da população fora da força de trabalho. Foi uma absorção de mão de obra que estava sem trabalho e que está fora do mercado e voltou a procurar emprego. Até os desalentados se ocuparam", disse Kratochwill.
REUTERS
Arrecadação federal cresce 7,7% e fecha 1º semestre com recorde histórico, diz Receita
Governo obteve R$ 264,44 bilhões em junho, maior resultado para o mês desde o início da série histórica. Quantia foi incrementada com R$ 3,8 bilhões pelo imposto de exportação de petróleo, criado devido à guerra no Irã
A arrecadação do governo federal teve alta real de 7,72% em junho sobre o mesmo mês do ano passado, somando R$ 264,44 bilhões, maior nível já observado para o mês, o que ajudou a levar o resultado acumulado do primeiro semestre a um recorde histórico, informou a Receita Federal na quinta-feira (30). As receitas administradas pela Receita somaram R$ 255,31 bilhões no mês passado, uma alta real de 7,66% ante junho de 2025. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos, que são sensibilizadas pela comercialização de petróleo, somaram R$ 9,13 bilhões, aumento de 9,62%. De acordo com o fisco, o dado do mês foi impactado positivamente por ganhos considerados não recorrentes, com um incremento de R$ 4 bilhões em tributos pagos sobre resultados de empresas e R$ 3,8 bilhões em imposto de exportação de petróleo, instituído temporariamente pelo governo como medida de enfrentamento aos efeitos da guerra no Oriente Médio. Sem esses ganhos atípicos, o desempenho das receitas administradas pelo fisco em junho seria de alta real de 4,38%, segundo o governo. No recorte por setores, o destaque ficou com um ganho de R$ 15,39 bilhões com extração de petróleo e gás natural, aumento expressivo na comparação com os R$ 819 milhões obtidos em junho de 2025. Também houve ganhos significativos em comércio atacadista (15,18%) e fabricação de veículos (34,62%). Entre os principais destaques do mês estão altas de 20,4% na arrecadação de Imposto de Renda de empresas e de CSLL (Contribuição Social sobre Lucro Líquido), 12,43% em Imposto de Renda cobrado sobre rendimentos de capital, 4,69% em receitas previdenciárias e 22,87% em Imposto de Importação. No acumulado de janeiro a junho, a arrecadação cresceu 6,63% acima da inflação em comparação com o mesmo período de 2025, a R$ 1,59 trilhão, recorde para o semestre em série histórica iniciada em 1995. De acordo com a Receita, o dado reflete o desempenho da economia, citando também uma contribuição da arrecadação previdenciária por conta do aumento da massa salarial no país e da redução do benefício de desoneração da folha de pagamento de setores da economia. O fisco ainda mencionou uma melhora no desempenho da arrecadação de PIS/Cofins em razão do "melhor desempenho do setor de serviços e do crescimento da arrecadação do setor de extração de petróleo".
FOLHA DE SP
IGP-M, inflação do aluguel, cai 1,16% em julho com queda no preço de combustíveis, diz FGV
Preços no atacado caem 1,74% em julho e puxam redução do índice usado para reajustar aluguel. Resultado acumulado nos últimos meses é de alta de 2,76%
O Índice Geral de Preços-Mercado (IGP-M) caiu 1,16% em julho, um pouco mais do que o esperado, após recuo de 0,50% no mês anterior, mostrou dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) na quinta-feira (30). A expectativa em pesquisa da Reuters era de queda de 1,09%, e com o resultado do mês o índice passou a acumular em 12 meses alta de 2,76%. O IPA (Índice de Preços ao Produtor Amplo), que responde por 60% do índice geral e apura a variação dos preços no atacado, caiu 1,74% em julho, depois de ter recuado 0,97% no mês anterior, influenciado por combustíveis e derivados de petróleo. "A reversão das pressões dos meses anteriores reflete o recuo das tensões entre EUA e Irã no estreito de Hormuz, que reduziu as cotações internacionais do petróleo e se repassou rapidamente ao índice. Ainda assim, parte da cadeia petroquímica permanece pressionada por fretes, câmbio e óleos básicos", comentou Matheus Dias, economista do FGV Ibre. No entanto, após alguns dias de alívio, as tensões no Oriente Médio voltaram a se intensificar e o preço do petróleo voltou a subir, o que deve repercutir nos preços de agosto. Já o IPC (Índice de Preços ao Consumidor), que tem peso de 30% no índice geral, registrou variação negativa de 0,01% em julho, de uma alta de 0,47% em junho. "O IPC apresentou desaceleração, refletindo a desinflação dos alimentos in natura, parcialmente compensada pela elevação das passagens aéreas —item pressionado pela sazonalidade das férias de julho e pelo repasse defasado de reajustes anteriores do QAV (querosene de aviação)", disse Dias. O INCC (Índice Nacional de Custo da Construção) passou a subir no período 0,62%, de uma alta de 0,85% em junho. O IGP-M calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 21 do mês anterior e 20 do mês de referência.
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