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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1137 DE 26 DE JUNHO DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1137 | 26 de junho de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Mercado do boi gordo segue perdendo força

O mercado físico do boi gordo continua pressionado, com viés de baixa sobre a arroba nas principais praças brasileiras, informaram as consultorias Agrifatto e Scot Consultoria, que monitoram diariamente os negócios no setor pecuário. No PARANÁ: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo)

 

Na quinta-feira (25/06), a Agrifatto apurou queda em 6 das 17 regiões acompanhadas: AC, MS, MT, PA, PR e SC. Nas demais, o quadro foi de estabilidade, acrescenta a consultoria. Pelos dados da Scot Consultoria, no mercado paulista, o boi gordo sem padrão-exportação e o “boi-China” registraram desvalorização de R$ 3/@ na quinta-feira, fechando o dia cotados em R$ 342/@ e R$ 347/@, respectivamente (valores brutos, no prazo). A novilha gorda, disse a Scot, também recuou R$ 3/@ em São Paulo, para R$ 329/@, enquanto a vaca gorda teve retração diária de R$ 2/@, citada em R$ 318/@. “Os frigoríficos reduziram o ritmo das compras e alongaram as escalas de abate”, afirma a Scot, referindo-se ao mercado paulista. Entre as indústrias que atuam na exportação, continua a consultoria, há preocupação em relação às vendas para a China diante da possibilidade de esgotamento da cota de salvaguarda no curto prazo. “Parte dos frigoríficos relata não ter fechado novos acordos com compradores chineses e, por essa razão, apresentam menor necessidade de compra imediata”, ressalta a Scot, acrescentando que o escoamento da carne bovina no mercado interno segue lento, reflexo do menor poder aquisitivo da população nesta reta final do mês. De acordo com levantamento da Agrifatto, na média nacional, as escalas de abate das indústrias permaneceram atendendo entre oito e nove dias úteis. “No curto prazo, os frigoríficos seguem comprando abaixo da média em várias regiões produtoras, mantendo pressão negativa sobre o mercado”, reforça a Agrifatto. Por outro lado, a menor intenção de confinamento pode reconfigurar a relação entre oferta e demanda, observa a consultoria. A intensa pressão baixista observada no mercado físico influenciou os contratos futuros do boi gordo na B3, que fecharam a sessão de quarta-feira (24/6) em terreno negativo pelo segundo dia consecutivo. O papel com vencimento em julho/26 liderou as perdas entre os principais contratos, encerrando o pregão a R$ 332,40/@, com desvalorização de 1,19% em relação ao fechamento anterior.

Cotações do boi gordo da quinta-feira (25/6), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 335,00.

Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. PARÁ:

Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00.

Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (25/6), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 343,50/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 321,50/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 341,50/@ (à vista) R$ 345,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo).

ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 328,50/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO

 

Quase 100 plantas frigoríficas brasileiras miram o mercado de carne bovina do Vietnã

Em 2025, os embarques brasileiros ao Vietnã atingiram 4,87 mil toneladas, com avanço de 129% frente ao ano anterior

 

Com a habilitação recente de mais duas plantas brasileiras de carne bovina – unidades da Naturafrig em Pirapozinho (SP) e da Sulbeef em Aparecida do Taboado (MS) –, o Brasil soma 12 plantas com passaporte para embarcar cortes da proteína ao mercado do Vietnã, informou a Agrifatto. Segundo recorda a consultoria, o mercado vietnamita foi aberto aos frigoríficos brasileiros em março de 2025 e, desde então, quase 100 plantas em todo o Brasil já apresentaram a documentação necessária para requerer habilitação e agora aguardam o aval das autoridades do país asiático. Em 2025, os embarques brasileiros ao Vietnã atingiram 4,87 mil toneladas de carne bovina, com avanço de 129% frente ao ano anterior. No acumulado de 2026 (janeiro a maio), o volume já chegou a 6,41 mil toneladas, superando todo o consolidado de 2025 em 31,52%, calcula a Agrifatto. Segundo dados estimativos do USDA (Departamento de Agricultura dos EUA), o Vietnã deve importar cerca de 140 mil toneladas em equivalente-carcaça em 2026, um acréscimo de 3,70% em relação volume registrado em 2025. O consumo de carne bovina no Vietnã também segue em expansão, com projeção de 425 mil toneladas em 2026, crescimento de 1,19% sobre 2025. “O cenário reforça as oportunidades para o Brasil ampliar sua presença no mercado vietnamita”, destacou a Agrifatto.

PORTAL DBO

 

Boi/Cepea: Preços da arroba recuam com proximidade de cumprimento da cota China

Os preços da arroba do boi gordo estão em queda na parcial deste mês, mesmo com estoques globais de carne bovina nos menores níveis desde 2006 e com os valores externos próximos das máximas históricas. De acordo com o Cepea, de modo geral, as baixas estão relacionadas ao ritmo das exportações para a China.

 

Segundo dados do governo chinês, o Brasil já cumpriu cerca de 65% da cota de vendas da carne bovina ao país asiático até maio. Assim, tudo indica que o Brasil deve cumprir a totalidade da cota até julho – vale lembrar que o produto nacional pode levar até 60 dias para chegar à China. Desse modo, frigoríficos que exportam para a China estão diminuindo o ritmo de compras de animais para abate. Além disso, o controle dos estoques internos chineses e uma postura mais cautelosa dos importadores reduziram a agressividade das compras no mercado internacional, conforme apontamento do Centro de Pesquisas.

CEPEA

 

SUÍNOS

 

Suínos/Cepea: Carne perde competitividade frente às concorrentes

O preço médio da carcaça especial suína comercializada na Grande São Paulo está em queda na parcial deste mês (até o dia 23), influenciado pelos estoques elevados da indústria.

 

No entanto, de acordo com o Cepea, como os valores das duas principais concorrentes (carcaça casada bovina e frango resfriado) negociadas na mesma praça apresentam baixas ainda mais intensas, a carne suína vem perdendo competitividade frente a essas proteínas. Segundo o Centro de Pesquisas, a demanda por cortes suínos está elevada neste mês, principalmente por conta das festividades típicas deste período do ano e do clima mais frio em parte das regiões do País. Porém, uma vez que os estoques da indústria estão elevados, essa maior procura não se traduziu em alta nos preços da carcaça especial suína. Nesse cenário, de acordo com pesquisadores do Cepea, a carcaça suína vem perdendo competitividade frente às duas concorrentes na parcial de junho, interrompendo uma sequência de oito meses seguidos de ganhos em comparação com a carcaça bovina e de dois frente ao frango resfriado.

CEPEA

 

CEPEA: Minas Gerais lidera preços do suíno vivo em junho; Paraná registra menor cotação

O mercado brasileiro de suínos apresentou resultados distintos entre os principais estados produtores acompanhados pelo Cepea/Esalq em 24 de junho. Minas Gerais registrou a maior cotação do suíno vivo entre as praças monitoradas, com R$ 5,92 por quilo, além de acumular valorização de 5,34% no mês.

 

Na sequência aparecem São Paulo, com R$ 5,29 por quilo, Rio Grande do Sul, com R$ 5,02 por quilo, e Santa Catarina, com R$ 4,99 por quilo. O Paraná registrou o menor valor do levantamento, com R$ 4,65 por quilo. Entre as variações diárias, o maior recuo foi observado no Paraná, que apresentou queda de 1,48% frente ao dia anterior. Rio Grande do Sul e Santa Catarina tiveram retração de 0,20%, enquanto Minas Gerais recuou 0,34%. Em São Paulo, a cotação permaneceu estável. Os dados do Cepea mostram uma diferença de R$ 1,27 por quilo entre Minas Gerais, estado com a maior cotação do dia, e o Paraná, que registrou o menor valor entre as regiões pesquisadas. No acumulado de junho, Minas Gerais apresentou o melhor desempenho entre as praças monitoradas, com avanço de 5,34%. Santa Catarina também registrou resultado positivo no período, com valorização de 2,04%. Já os demais estados apresentaram variações negativas no mês. O Rio Grande do Sul acumulou queda de 1,95%, o Paraná recuou 1,48% e São Paulo registrou leve baixa de 0,19%. No mercado atacadista, a carcaça suína especial foi negociada a R$ 8,60 por quilo em 24 de junho, repetindo o valor registrado no dia anterior. O indicador é calculado com base nas negociações realizadas no atacado da Grande São Paulo, com ICMS. Na comparação mensal, a cotação acumula variação negativa de 0,35%. Entre os dias 18 e 24 de junho, os preços oscilaram entre R$ 8,54 e R$ 8,61 por quilo. O maior valor do período foi registrado em 22 de junho, quando a carcaça especial atingiu R$ 8,61 por quilo. Já a menor cotação ocorreu em 18 de junho, com R$ 8,54 por quilo.

A comparação dos indicadores mensais do Cepea mostra que os valores atuais permanecem abaixo das médias registradas no início do ano em todas as regiões acompanhadas. Em Minas Gerais, a média mensal passou de R$ 7,94 por quilo em janeiro para R$ 5,70 em maio. Em São Paulo, o indicador recuou de R$ 8,25 para R$ 5,41 por quilo no mesmo intervalo. No Paraná, a média caiu de R$ 7,78 para R$ 4,83 por quilo. Em Santa Catarina, o indicador passou de R$ 7,76 para R$ 4,97 por quilo. Já no Rio Grande do Sul, a cotação média recuou de R$ 7,83 para R$ 5,16 por quilo entre janeiro e maio. Em março, os preços permaneceram acima de R$ 6,50 por quilo na maior parte das praças acompanhadas. Já em abril, os indicadores passaram a operar abaixo de R$ 6,00 por quilo em todos os estados pesquisados. Em maio, as médias ficaram entre R$ 4,83 e R$ 5,70 por quilo. Os números mais recentes de junho mostram Minas Gerais acima da média registrada no mês anterior, enquanto as demais praças seguem próximas dos patamares observados em maio.

CEPEA/ESALQ

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Conta de luz da Copel sobe 20% e fatura média pode chegar a R$ 165

Aneel detalha composição da tarifa de energia e explica impacto do reajuste da Copel. 

 

O reajuste nas tarifas de energia da Copel aprovado pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) entrou em vigor nesta quarta-feira (24) e elevou em 20% as contas dos consumidores residenciais no Paraná. Para as demais categorias atendidas pela distribuidora, os índices aplicados variam entre 19,85% e 21,87%, conforme o perfil de consumo. A Revisão Tarifária Periódica (RTP) definiu o aumento, que afeta cerca de 5,32 milhões de unidades consumidoras atendidas pela distribuidora no Paraná. Inicialmente, a Copel estimava um reajuste próximo de 26%, mas a agência reguladora reduziu esse percentual ao longo da análise do processo.

Durante as discussões, a Copel solicitou a aplicação do diferimento máximo permitido pela Aneel, mecanismo que posterga parte do reajuste para reduzir o impacto imediato na conta de luz. Ainda assim, o índice aprovado ficou acima da projeção divulgada em abril, quando a expectativa era de um aumento médio de 19,15%. Faep reage ao reajuste da Copel e cobra melhoria no fornecimento de energia. Em nota, a Aneel informou que a revisão foi debatida por meio de audiência pública e consulta pública. “Entre os fatores que mais impactaram os índices propostos estão os custos com transmissão e compra de energia, além dos encargos setoriais e componentes financeiros apurados no processo tarifário anterior”, destacou a agência. Confira os índices aprovados para cada categoria: consumidores residenciais (B1): 20%. consumidores cativos de baixa tensão (média): 19,85%. consumidores cativos de alta tensão (média): 21,87%. Em reação ao reajuste, a Federação da Agricultura do Estado do Paraná (Faep) apontou que o setor agropecuário sofre com a falta de qualidade no serviço da principal concessionária. Os representantes afirmam que apontaram, durante as audiências, problemas crônicos, como apagões e oscilações. “O Sistema Faep repudia a medida, que ignora qualquer parâmetro de qualidade do serviço oferecido pela concessionária, e já se mobiliza para tentar reverter a decisão”, diz o comunicado. Aneel detalha composição da tarifa e impacto do reajuste da Copel. A tarifa de energia elétrica é composta pelos custos de geração e transmissão, encargos definidos por políticas federais e pela remuneração da distribuidora. Em média, de cada R$ 10 pagos pelo consumidor, cerca de R$ 2 correspondem à parcela destinada à concessionária. As revisões tarifárias servem para reequilibrar esses componentes. No entanto, a Revisão Tarifária Periódica difere do Reajuste Tarifário Anual (RTA). Enquanto o reajuste anual atualiza custos e índices financeiros de curto prazo, a RTP promove uma reavaliação mais ampla da estrutura tarifária, considerando os custos eficientes de distribuição, os investimentos e a remuneração da concessionária. Nos anos em que ocorre a RTP, não há aplicação do reajuste anual. Por envolver uma revisão completa da base de custos da distribuidora, a RTP costuma gerar impactos mais expressivos nas tarifas. Em junho de 2025, por exemplo, a aplicação do reajuste anual elevou as contas de energia da Copel em média 2,02%. Após a Aneel aprovar o reajuste, o valor médio da energia elétrica fornecida pela Copel passa para cerca de R$ 0,76 por kWh. Com base no consumo médio das residências do Paraná, de 217 kWh mensais, a fatura pode alcançar cerca de R$ 164,92.

GAZETA DO POVO

 

Paraná consolida safra de verão recorde puxada pela soja e milho, aponta boletim do Deral

No total são 26,3 milhões de toneladas, um volume 6% superior à safra anterior, que obteve 24,7 milhões de toneladas. A soja tem produção consolidada em 21,8 milhões de toneladas e o milho registrou retomada: a produção saltou de 3,1 milhões de toneladas, na safra anterior, para 4,1 milhões de toneladas.

 

O Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), divulgou na quinta-feira (25) o boletim de safra referente a junho de 20267. Os números consolidam o encerramento da safra de verão de grãos 2025/26 no Paraná, que culminou em um volume recorde de produção para o período. No total são 26,3 milhões de toneladas, um volume 6% superior à safra anterior, que obteve 24,7 milhões de toneladas. Os números refletem especialmente a boa safra de soja, com 21,8 milhões de toneladas, mas também uma retomada na safra de milho para o período, que saltou de 3,1 milhões de toneladas para 4,1 milhões de toneladas. Para o engenheiro agrônomo e analista do Deral Hugo Godinho, a safra de verão é um passo importante para uma grande safra no consolidado do ano. “Ainda temos que aguardar o comportamento de safra no inverno, pois há um risco climático alto. Mesmo assim, a safra de verão totalmente fechada e 6% superior à safra de verão anterior é o primeiro passo para que a gente possa renovar o recorde de safra total batido no ano passado”, explica o analista. Já para a segunda safra 2025/26, que segue em andamento neste período do inverno, entre as grandes culturas de campo no Paraná, o principal destaque é o milho, que aponta para uma produção de 17,6 milhões de toneladas em uma área cultivada de 2,91 milhões de hectares. Segundo o Deral, a colheita da cultura já foi iniciada e atinge cerca de 3% da área total. E embora tenham sido registradas geadas pontuais de intensidade fraca a moderada nas regiões Sul e Oeste, os técnicos indicam que eventuais danos não deverão provocar alterações significativas nos números finais de produção neste momento. “A colheita deve intensificar bastante nos próximos dias. Principalmente na região Oeste, com a previsão de dias mais secos e de sol na semana que vem, devemos ter um volume bastante grande de colheita. Então, na semana que vem, é provável que a porcentagem já se amplie no Estado”, explica o analista do Deral Edmar Gervasio.

Na quinta-feira, o Deral divulgou também o seu Boletim Conjuntural Semanal. Entre os destaques aparecem a pecuária de corte. No cenário das exportações, os embarques brasileiros de carne bovina atingiram o recorde histórico de 1,360 milhão de toneladas de janeiro a maio de 2026, impulsionados pela valorização do dólar e a forte demanda da China.

No segmento avícola, o abate nacional de frangos registrou no primeiro trimestre de 2026 o recorde de 1,707 bilhão de cabeças. Este é um setor no qual o Paraná lidera de forma absoluta, sendo responsável por 35% do abate do país em número de cabeças. Já a suinocultura seguiu uma tendência semelhante de crescimento, apresentando uma alta de 5,7% nos abates nacionais no primeiro trimestre do ano, posicionando o Paraná no segundo lugar do ranking nacional, com participação de 20,9% no abate do país.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Equalização de juros do crédito rural ainda tem ‘buraco’ de pelo menos R$ 120 milhões

A poucos dias do início do Plano Safra 2026/27, taxas a produtores seguem indefinidas. Quase todo o dinheiro reservado no Orçamento para a subvenção a taxas já foi usado

 

A menos de uma semana da entrada em vigor do Plano Safra 2026/27, o governo federal ainda não chegou a uma definição sobre os juros e valores que serão ofertados aos médios e grandes produtores na próxima temporada. Há um “buraco” entre R$ 120 milhões e R$ 200 milhões no orçamento deste ano para bancar o pagamento de equalização de taxas do crédito rural pretendidas pelo Ministério da Agricultura, segundo pessoas a par das discussões. A proposta inicial da Pasta demandava um orçamento para equalização “muito maior”, de cerca de R$ 860 milhões, e que não foi atendido pelo Executivo, relatou uma fonte. O valor equivale à diferença entre a verba em caixa atualmente e o montante necessário para atender às condições sugeridas pelo ministério: R$ 570 bilhões em financiamentos e juros de um dígito para médios e grandes produtores. Há dificuldades para convencer a equipe econômica a encontrar espaço no orçamento para aportar mais recursos neste ano — consequência do aperto fiscal da União e das prioridades definidas para os gastos públicos. O tema tem sido tratado entre ministros e pode ser levado ao presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, em algum momento. O lançamento do Plano Safra está previsto para 1 de julho. A equalização de juros corresponde ao diferencial de taxas entre o custo de captação de recursos pelas instituições financeiras, acrescido dos custos administrativos e tributários (spread bancário), e os encargos cobrados do tomador final do crédito rural. As condições negociadas agora estão “longe das pretensões iniciais” do Ministério da Agricultura, disse uma pessoa que acompanha as discussões. A Pasta renunciou a alguns pedidos, e o valor do pedido caiu para R$ 200 milhões. Nesta semana, uma nova rodada de simulações levou o número para R$ 120 milhões. Mesmo assim, não há definição se o recurso será remanejado ou suplementado no caixa do Tesouro Nacional. A diretriz técnica do ministério é buscar um Plano Safra “equilibrado”, capaz de combinar apoio aos produtores e responsabilidade fiscal, disse outra fonte. Uma das metas é preservar a “sustentabilidade” do crédito rural em um cenário complicado de endividamento e de maior seletividade para concessão dos financiamentos. As negociações continuam em Brasília. No Ministério do Desenvolvimento Agrário, ocorreram avanços, e as medidas já estão mais alinhadas, principalmente em relação aos custos do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/27 para o Tesouro Nacional. A expectativa é de poucas mudanças em relação à temporada 2025/26. Algumas linhas deverão ter ajustes pontuais nos juros para direcionar as prioridades da Pasta. O valor deve ficar próximo de R$ 80 bilhões. Uma fonte avaliou que poderão ser ajustadas as taxas de custeio para a produção de alimentos de consumo interno pela agricultura familiar e das linhas de agroecologia, bandeiras do ministério. Machiaveli também busca ampliar o acesso ao crédito para mulheres e jovens. Os juros para agricultores familiares estão entre 2% e 6% ao ano. Na safra 2025/26, o governo estimou em R$ 13,5 bilhões o orçamento necessário, ao longo de vários anos, para equalizar os juros. Esse custo vai aumentar, disse uma pessoa que participa dos debates, sem informar o valor. “A grande preocupação é o orçamento deste ano. No custo total, as coisas mudam bastante”, afirmou. O custo da equalização para a agricultura familiar é maior. Com a redução ainda lenta da Selic, de 15% em julho de 2025 para 14,25% agora, os gastos do Tesouro continuam pressionados. O pedido do Ministério da Agricultura foi por juros de um dígito na safra 2026/27. Atualmente, as taxas estão entre 8% e 14%. O custeio, que será o foco do próximo plano, tem alíquotas de 10% para médios e 14% para grandes. A equalização de juros é paga mensalmente aos agentes financeiros pelo Tesouro Nacional. Cortes nos juros finais aumentam os gastos em bilhões de reais ao longo dos dez anos que o Plano Safra impacta. O custo é menor em 2026, porque são apenas seis meses de pagamentos. O dinheiro reservado no orçamento de 2026 para equalizar juros do crédito rural já foi quase todo utilizado até a metade do ano. Ao todo, são R$ 18,9 bilhões. A maior parte paga equalização de operações passadas, que ficaram mais caras do que o previsto por conta da manutenção da Selic em patamar elevado até agora. Recentemente, o Tesouro Nacional já recebeu uma suplementação de R$ 509,6 milhões, a maior parte para investimentos (R$ 447,9 milhões) e custeio (R$ 57,6 milhões). Até agora, foram empenhados quase R$ 17 bilhões desse orçamento. O “espaço” para equalizar as contratações a partir de julho é curto. Do restante, R$ 1,9 bilhão, a maior parte pagará a equalização mensal de financiamentos já contratados. Para novas operações de investimentos, a disponibilidade é de cerca de R$ 380 milhões dos R$ 834,2 milhões em caixa atualmente.

VALOR ECONÔMICO

 

ECONOMIA

 

Dólar acompanha exterior e volta a fechar abaixo dos R$5,20

O dólar fechou a quinta-feira em queda e novamente abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em uma sessão de certo alívio nas apostas de alta de juros pelo Federal Reserve.

 

No Brasil o dia foi de agenda cheia, com a divulgação de novos dados de inflação e projeções do Banco Central, além de entrevista coletiva com dirigentes da autarquia. O dólar à vista encerrou o dia com queda de 0,39%, aos R$5,1805. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 5,62% ante o real. Às 17h18, o dólar futuro para julho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,26% na B3, aos R$5,1815. Pela manhã, a divulgação de números de inflação nos EUA ligeiramente abaixo do esperado por alguns investidores trouxe certo alívio nas apostas de alta de juros pelo Federal Reserve, o que pesou sobre os rendimentos dos Treasuries e sobre o dólar ante boa parte das demais divisas. No Brasil, a queda do dólar também ocorreu em paralelo ao fortalecimento das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros) no fim da manhã, em meio à coletiva de imprensa de dirigentes do Banco Central. Na entrevista coletiva, o diretor Paulo Picchetti afirmou que o BC não está alongando o horizonte relevante para a política monetária e não tem a intenção de fazer isso. Segundo Picchetti, nas comunicações recentes a autarquia chamou atenção para o primeiro trimestre de 2028 porque avalia que o choque de oferta gerado pela guerra no Oriente Médio e pelo fenômeno climático El Niño afeta a inflação, mas é insensível ao que o BC faz com os juros. Picchetti -- que atualmente acumula as diretorias de Assuntos Internacionais e de Política Econômica do BC -- afirmou que um choque de juros "não abriria o Estreito de Ormuz" nem afetaria o fenômeno El Niño, mas causaria uma desaceleração desordenada da atividade. A discussão sobre o nível dos juros no Brasil, hoje em 14,25% ao ano, e nos Estados Unidos, na faixa de 3,50% a 3,75%, tem sido observada com atenção no mercado de câmbio, bastante sensível aos fluxos gerados pelo diferencial de juros. Agora, a percepção é de que este diferencial pode cair. Antes da abertura do mercado, o BC divulgou seu Relatório de Política Monetária, elevando de 1,6% para 2,0% a projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026, citando a aceleração da atividade, o mercado de trabalho resiliente e as medidas de estímulo do governo. Já o saldo das transações correntes projetado pelo BC para 2026 passou de déficit de US$58 bilhões para US$56 bilhões (2,1% do PIB). A leve redução do déficit esperado foi resultado, conforme o BC, do aumento do saldo comercial (exportações menos importações) projetado para o ano, na esteira do avanço dos preços do petróleo em função da guerra no Oriente Médio. Na abertura da sessão, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, considerado uma prévia da inflação oficial, subiu 0,41% em junho, desacelerando ante a alta de 0,62% em maio. Economistas ouvidos pela Reuters projetavam elevação de 0,44% em junho.

REUTERS 

 

Ibovespa fecha em alta em dia com dados de inflação no foco

O Ibovespa fechou em alta nesta quinta-feira, superando os 173 mil pontos na máxima em dia, com dados de inflação no Brasil no radar, enquanto os papéis da Braskem desabaram após buscar proteção temporária contra cobranças de credores financeiros.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,89%, a 172.027,88 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo chegado a 173.277,09 pontos na máxima e marcado 170.507,92 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$19,35 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

BC eleva projeção de alta do PIB em 2026 de 1,6% para 2,0% e cita medidas de estímulo do governo

O Banco Central elevou sua projeção de crescimento econômico em 2026 de 1,6% para 2,0% estimado em março, conforme Relatório de Política Monetária divulgado na quinta-feira, apontando que a atividade registrou aceleração e o mercado de trabalho manteve resiliência, citando também medidas de estímulo do governo.

 

“A projeção de crescimento do PIB para 2026 foi revisada de 1,6% para 2,0% principalmente pela surpresa positiva no resultado do primeiro trimestre e pela melhora nas perspectivas para a agropecuária e a indústria extrativa”, disse no documento. A autarquia disse que a revisão também reflete a expectativa de maior dinamismo da demanda interna e dos setores mais sensíveis ao ciclo econômico, “em grande parte associada a estímulos de natureza fiscal e creditícia”. O Ministério da Fazenda previu em maio uma expansão de 2,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026. Já o mercado, segundo a pesquisa Focus mais recente, estima que a economia crescerá 1,98% neste ano.

REUTERS

 

Arrecadação federal bate recorde em maio ajudada por tributação do petróleo

A arrecadação do governo federal teve alta real de 10,7% em maio sobre o mesmo mês do ano passado, somando R$266,793 bilhões, informou a Receita Federal na quinta-feira, ajudada entre outros fatores pela tributação sobre o petróleo em meio à disparada dos preços da commodity no mercado internacional.

 

Esse foi o maior valor de arrecadação para um mês de maio na série histórica do órgão, iniciada em 1995. No caso das receitas administradas pela Receita Federal, conforme o órgão, a arrecadação de maio foi de R$256,316 bilhões, uma alta real de 9,39% ante o mesmo mês do ano passado. Já as receitas administradas por outros órgãos públicos somaram R$10,477 bilhões, um aumento real de 56,28%. Um dos destaques em maio foi a arrecadação pela Receita do imposto sobre a exportação de petróleo bruto, de R$1,048 bilhão -- uma tributação atípica, criada recentemente pelo governo para o enfrentamento da disparada de preços dos combustíveis no país, na esteira da guerra no Oriente Médio. Ao tributar a exportação de petróleo, o governo tenta desestimular a venda ao exterior, o que ajuda a conter os preços internos dos combustíveis. "O imposto de exportação incidente sobre o óleo bruto é recolhido por empresas exportadoras 60 dias após o embarque do produto no navio. Então, os primeiros recolhimentos começaram a aparecer agora, em meados de maio. Há previsão de que no mês de junho tenhamos novos recolhimentos", comentou o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, durante coletiva sobre os resultados.

Já a arrecadação regular vinculada à extração de petróleo e gás natural teve forte aumento, atingindo R$10,094 bilhões em maio, quase cinco vezes o verificado em maio do ano passado.

No acumulado de janeiro a maio, a arrecadação cresceu 6,42% acima da inflação em comparação com o mesmo período de 2025, a R$1,323 trilhão. A preços de maio de 2026, a arrecadação de janeiro a maio deste ano foi de R$1,341 trilhão, o maior valor para o período na série histórica iniciada em 1995.

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IPCA-15 desacelera a 0,41% e fica abaixo das projeções em junho, mas alimentos ainda pressionam

Índice tem maior inflação para o 6º mês do ano desde 2022, apesar do alívio ante maio.

Alta acumulada em 12 meses ganha força e alcança 4,8%, acima do teto da meta, segundo IBGE

 

A inflação medida pelo IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) desacelerou a 0,41% em junho, após marcar 0,62% em maio, apontam dados divulgados na quinta-feira (25) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O novo resultado ficou abaixo da mediana das projeções do mercado financeiro, que era de 0,44%, conforme a agência Bloomberg. O intervalo das estimativas ia de 0,35% a 0,52%. Apesar do alívio, a taxa de 0,44% é a maior para meses de junho em quatro anos, desde 2022 (0,69%). O grupo alimentação e bebidas subiu menos neste mês, mas seguiu como principal fonte de pressão sobre o IPCA-15. A carestia da energia elétrica também impactou o índice. No acumulado de 12 meses, o IPCA-15 acelerou a 4,8% até junho, após marcar 4,64% até maio. Com isso, afastou-se do teto de 4,5% da meta de inflação perseguida pelo BC (Banco Central) para o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo). Analistas do mercado financeiro esperam IPCA acima de 5% no acumulado de 2026. Segundo o IPCA-15, a alta dos preços de alimentação e bebidas desacelerou de 1,38% em maio para 0,74% em junho.  grupo, contudo, voltou a mostrar a maior variação dos nove pesquisados pelo IBGE. Também respondeu pelo maior impacto no índice de junho (0,16 ponto percentual). Habitação veio na sequência, com alta de 0,72% e influência de 0,11 ponto percentual. Juntos, os dois grupos responderam por cerca de 66% do resultado deste mês. O aumento da energia elétrica (2,04%) pressionou a habitação.

O IBGE também apontou efeitos de reajustes de tarifas em Belo Horizonte, Recife, Fortaleza e Salvador. A energia elétrica teve impacto de 0,08 ponto percentual no IPCA-15 deste mês. Foi o maior impacto individual. Dentro de alimentação e bebidas, a alta da alimentação no domicílio saiu de 1,73% em maio para 0,87% em junho. O instituto destacou os aumentos da batata-inglesa (29,42%), do tomate (17,27%), do feijão-carioca (14,29%) e da cebola (9,54%). Do lado das quedas, chamou a atenção para o café moído (-3,69%) e as frutas (-0,96%). Parte dos alimentos costuma subir nos meses iniciais do ano com a redução da oferta devido a condições climáticas mais complicadas para a produção. Tomate, cenoura e batata-inglesa mais do que dobraram de preço no primeiro semestre. Os três produtos acumularam altas de 103,84%, 103,1% e 100,2%, respectivamente, no IPCA-15. No recorte mensal, os combustíveis mostraram redução de 1,22% em junho. Assim, impediram um avanço maior do índice geral.

O diesel teve queda de 1,47% neste mês, após recuar 2,04% em maio. O combustível, porém, ainda não compensou as altas de 16% em abril e de 3,77% em março, logo depois do início da guerra. O conflito pressionou as cotações do petróleo. O etanol (-5,3%) e a gasolina (-0,73%) também recuaram em junho. Os dois responderam pelos maiores impactos do lado das quedas no IPCA-15 (-0,04 p.p. cada).

FOLHA DE SP

 

BC mantém estimativa de expansão do crédito em 2026 em 9,0%

O Banco Central prevê um crescimento do crédito no país de 9,0% este ano, mesma estimativa feita em março, conforme dados do seu Relatório de Política Monetária divulgado na quinta-feira.

 

Agora, a expectativa é que o crédito às famílias suba 9,8% em 2026, contra expectativa anterior de 9,5%. Para as empresas, a alta foi calculada em 7,8%, contra 8,2% previstos em março. Para o estoque de crédito livre, em que as taxas são pactuadas livremente entre bancos e tomadores, o BC projeta agora uma expansão de 7,8% em 2026 (+8,1% antes). Para o crédito direcionado, que atende a parâmetros estabelecidos pelo governo, a perspectiva é de alta de 10,7% (+10,2% antes).

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