top of page
Buscar

CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1116 DE 27 DE MAIO DE 2026

  • prcarne
  • hĂĄ 2 horas
  • 16 min de leitura

Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1116 | 27 de maio de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL

 

Boi gordo: compradores e vendedores seguem cautelosos, Ă  espera de um melhor posicionamento do mercado

As negociaçÔes continuam lentas no mercado brasileiro do boi gordo, com compras seletivas e pouca fluidez nas principais praças do País, informou na terça-feira (26/5) a Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)

 

“De modo geral, compradores e vendedores seguem cautelosos, Ă  espera de um melhor posicionamento do mercado para avançar nos negĂłcios”, ressaltou a consultoria. “Os produtores passaram a dosar a liberação dos lotes e resistiram a patamares considerados baixos, apostando em uma melhora do mercado externo e em menor pressĂŁo sobre a arroba”, ressaltou a consultoria. Do outro lado, as indĂșstrias brasileiras, sustentadas por escalas de abate confortĂĄveis — em torno de oito dias Ășteis —, seguem sem urgĂȘncia nas aquisiçÔes, mantendo bom maior poder de barganha nas negociaçÔes. ApĂłs algumas semanas de variaçÔes negativas nos preços do boi gordo, começaram a surgir sinais pontuais de sustentação, principalmente em regiĂ”es onde a retenção de animais ainda limita a oferta imediata. “Em praças de MT, MS, PA e SP, esse movimento — ainda insuficiente para indicar uma recuperação mais ampla — reforçou a postura mais firme do pecuarista e mostrou um mercado ativo, embora seletivo”, observou a Agrifatto. A combinação entre oferta mais controlada, maior dificuldade na composição das escalas em algumas regiĂ”es e exportaçÔes aquecidas voltou a dar suporte Ă s cotaçÔes da arroba. Mesmo assim, o mercado do boi gordo permaneceu travado e com baixo volume de negĂłcios neste inĂ­cio de semana. Pelos dados da Agrifatto, nesta terça-feira, o boi gordo sem padrĂŁo-exportação continuou valendo R$ 345/@ no mercado de SĂŁo Paulo, enquanto o “boi-China” estĂĄ cotado em R$ 355/@ (prazo). 

“Pelo terceiro dia consecutivo, as cotaçÔes seguiram estĂĄveis nas 17 regiĂ”es acompanhadas, embora o viĂ©s jĂĄ sinalize uma leve recuperação”, afirmam os analistas da Agrifatto. Segundo apuração da Scot Consultoria, no interior paulista, o boi gordo destinado ao mercado domĂ©stico estĂĄ apregoado em R$ 345/@, a vaca gorda em R$ 318/@, a novilha em R$ 327/@ e o “boi China” estĂĄ cotado em R$ 348/@ (todos os preços sĂŁo brutos e com prazo). CotaçÔes do boi gordo conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. MĂ©dia: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. MĂ©dia: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. MĂ©dia: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. MĂ©dia: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. MĂ©dia: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. MĂ©dia: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. MĂ©dia: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 344,00/@ (Ă  vista) e R$ 348,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 326,50/@ (Ă  vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 349,00/@ (Ă  vista) e R$ 353,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 343,00/@ (Ă  vista) e R$ 347,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 323,50/@ (Ă  vista) e R$ 327,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (Ă  vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (Ă  vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 333,50/@ (Ă  vista) e R$ 337,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (Ă  vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (Ă  vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO

 

SUÍNOS

 

Preço do suíno cai até 30% e produtor jå trabalha no prejuízo

Abate cresce 5,5% no primeiro trimestre, exportaçÔes aumentam 15,3% e mercado interno absorve excesso de oferta. Em abril, atividade independente entrou no vermelho nos trĂȘs estados do Sul.

Os dados preliminares do IBGE para o primeiro trimestre de 2026 mostram um cenĂĄrio contraditĂłrio para a suinocultura brasileira. O nĂșmero de animais abatidos cresceu 5,49% em relação ao mesmo perĂ­odo do ano passado, o equivalente a quase 800 mil cabeças a mais no mercado. Apesar disso, o peso mĂ©dio das carcaças recuou quase 2,5 quilos e limitou o crescimento efetivo da produção de carne a 2,64%, o que corresponde a 35,2 mil toneladas adicionais. Ao mesmo tempo, as exportaçÔes de carne suĂ­na in natura avançaram 15,3% no trimestre, com embarque adicional de 44,5 mil toneladas na comparação anual. O desempenho externo praticamente absorveu todo o incremento da produção brasileira, mantendo a disponibilidade interna em patamar semelhante ao de 2025, com leve retração de 0,9%. Mesmo assim, os preços pagos ao produtor despencaram no perĂ­odo, indicando que a pressĂŁo sobre o mercado pode estar mais relacionada ao enfraquecimento da demanda domĂ©stica e ao aumento da oferta imediata de animais para abate do que propriamente a um excedente estrutural de carne no paĂ­s. Mesmo com as exportaçÔes absorvendo praticamente todo o crescimento da produção brasileira de carne suĂ­na no primeiro trimestre, os preços pagos ao produtor registraram forte queda no perĂ­odo. A principal explicação do lado da oferta estĂĄ no aumento expressivo do nĂșmero de animais enviados ao abate. Foram quase 800 mil suĂ­nos abatidos a mais nos trĂȘs primeiros meses de 2026 em comparação ao mesmo perĂ­odo do ano passado. Apenas em março, o incremento foi de 462,6 mil cabeças, alta de 9,46% sobre março de 2025. Ainda assim, agentes do setor avaliam que a retração dos preços nĂŁo pode ser atribuĂ­da apenas ao aumento da oferta. O enfraquecimento da demanda domĂ©stica tambĂ©m contribuiu para o cenĂĄrio de desvalorização do suĂ­no vivo. Nos estados de SĂŁo Paulo e Minas Gerais, a mĂ©dia dos preços pagos pelo suĂ­no vivo no primeiro trimestre caiu 12,6% e 15,4%, respectivamente, em relação ao mesmo perĂ­odo de 2025 (ver grĂĄfico 1). Em abril, o movimento de baixa se intensificou. Segundo dados do Cepea, Minas Gerais fechou o mĂȘs com mĂ©dia de R$ 5,94 por quilo vivo, queda de 28,3% frente aos R$ 8,34 registrados um ano antes. Em SĂŁo Paulo, a cotação mĂ©dia caiu de R$ 8,41 para R$ 5,89 por quilo, recuo de 30%. Em maio, atĂ© o dia 22, os preços seguiram em trajetĂłria de baixa, com mĂ©dias de R$ 5,72 em Minas Gerais e R$ 5,43 em SĂŁo Paulo. O movimento ocorre mesmo em um contexto de exportaçÔes aquecidas. Em abril, o Brasil embarcou 121,4 mil toneladas de carne suĂ­na in natura, volume 9,7% superior ao registrado no mesmo mĂȘs de 2025. Mesmo com perspectiva de ampla oferta de milho no mercado brasileiro, a deterioração do preço do suĂ­no levou os produtores independentes a operar no prejuĂ­zo em 2026. A relação de troca entre o valor recebido pelo animal e os principais insumos da ração segue em queda hĂĄ oito meses consecutivos, pressionando as margens da atividade. O problema, segundo analistas do setor, Ă© que a redução nos custos da alimentação animal nĂŁo foi suficiente para compensar a forte desvalorização do suĂ­no vivo. Mesmo com milho e farelo de soja mais acomodados, a perda de receita nas granjas deteriorou rapidamente a relação de troca e levou produtores. Os dados de abril acenderam um sinal de alerta para a suinocultura independente. Pela primeira vez em muitos meses, o cruzamento entre os custos de produção calculados pela Embrapa e as cotaçÔes do suĂ­no vivo levantadas pelo Cepea mostrou resultado negativo para a atividade nos trĂȘs estados do Sul do paĂ­s.

O PRESENTE RURA/ABCS

 

Mercado suíno enfrenta excesso de oferta, mas exportaçÔes e consumo interno podem impulsionar recuperação no segundo semestre

ABCS avalia que demanda internacional aquecida, avanço nas exportaçÔes e campanhas de incentivo ao consumo devem melhorar preços pagos aos produtores de suínos

 

O mercado brasileiro de suĂ­nos atravessa um perĂ­odo de excesso de oferta e pressĂŁo sobre os preços, mas a expectativa do setor Ă© de recuperação gradual ao longo do segundo semestre de 2026. A avaliação foi feita pelo presidente da ABCS, Marcelo Lopes, durante entrevista concedida Ă  AgĂȘncia Safras News na AgroBrasĂ­lia, realizada no PAD-DF. Segundo o dirigente, o setor trabalha atualmente com animais acima do peso ideal para abate, reflexo de uma oferta elevada frente ao ritmo da demanda interna. De acordo com Marcelo Lopes, o cenĂĄrio atual ainda Ă© desafiador para os produtores, principalmente devido ao volume elevado de animais disponĂ­veis no mercado. “O setor vive um momento de sobreoferta, com animais pesados, mas hĂĄ expectativa de melhora no segundo semestre, especialmente se houver aumento da demanda”, afirmou. A pressĂŁo sobre os preços da suinocultura vem sendo observada em diversas regiĂ”es produtoras do paĂ­s, afetando principalmente produtores independentes e operaçÔes com margens mais apertadas. A expectativa da entidade Ă© que o avanço das exportaçÔes ajude a equilibrar a oferta domĂ©stica e sustentar uma recuperação mais consistente dos preços pagos ao produtor. Segundo a ABCS, o desempenho das vendas externas brasileiras de carne suĂ­na continua positivo e pode ganhar novos mercados nos prĂłximos meses. Entre os fatores considerados estratĂ©gicos estĂŁo: possĂ­vel ampliação das exportaçÔes para a UniĂŁo Europeia; fortalecimento das relaçÔes comerciais com o MĂ©xico;

expectativa de abertura e ampliação de negócios com o Japão; chegada de novas missÔes internacionais ao Brasil. Marcelo Lopes destacou que o acordo entre Mercosul e União Europeia pode representar oportunidades importantes para o setor suinícola brasileiro. Além das exportaçÔes, a entidade aposta em maior consumo doméstico ao longo do segundo semestre como fator de sustentação para o mercado.

no mercado brasileiro de suĂ­nos.

PORTAL DO AGRONEGÓCIO 

 

FRANGOS

 

Frango perde competitividade frente Ă s carnes suĂ­na e bovina

Preço do frango sobe em maio no mercado paulista, enquanto carne suína recua e bovina se mantém eståvel, aponta levantamento do Cepea

 

Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) aponta que a carne de frango perdeu competitividade em maio no mercado paulista diante das proteínas suína e bovina. O movimento ocorre após avanço nas cotaçÔes do frango, enquanto a carne suína registrou queda e a bovina apresentou estabilidade no período. Na parcial de maio, até o dia 20, o preço médio do frango inteiro resfriado no atacado da Grande São Paulo foi de R$ 7,31 por quilo. O valor representa aumento de 1,6% em relação à média registrada em abril.

Segundo pesquisadores do Cepea, o desempenho positivo das exportaçÔes de produtos avĂ­colas e a demanda interna aquecida contribuĂ­ram para a elevação dos preços no mercado domĂ©stico. Contudo, o instituto destaca que a liquidez do setor começou a desacelerar na segunda quinzena do mĂȘs. Com menor ritmo nas negociaçÔes, os preços passaram a registrar ajustes negativos nos Ășltimos dias. De acordo com o Cepea, caso esse cenĂĄrio persista, o avanço mensal das cotaçÔes pode perder força ou atĂ© mesmo sofrer pressĂŁo de queda. Apesar da alta, o frango ainda mantĂ©m preços inferiores aos das principais proteĂ­nas concorrentes. No atacado da Grande SĂŁo Paulo, a carne de frango Ă© comercializada, em mĂ©dia, R$ 1,38 por quilo abaixo da carcaça especial suĂ­na e R$ 7,31 por quilo abaixo da carcaça casada bovina.

CONEXÃO SAFRA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

MBRF investe R$ 500 milhÔes na Gelprime, de Ibiporã (PR), de gelatina e colågeno

Até 2030, a empresa deve alcançar cerca de 30 mil toneladas de capacidade de produção em Ibiporã (PR), região de Londrina

 

A MBRF anunciou um investimento de R$ 500 milhĂ”es, na Gelprime, especializada na fabricação e distribuição de gelatina e colĂĄgeno, na qual a MBRF possui 50% de participação. Os aportes realizados pela MBRF permitirĂŁo que a Gelprime inaugure sua nova linha de colĂĄgeno funcional no segundo semestre deste ano. O investimento incluiu a aquisição de equipamentos para produção do nutriente. O planejamento seguirĂĄ com a ampliação da linha de colĂĄgeno hidrolisado, que tem previsĂŁo de entrada em funcionamento em 2027. O ingrediente Ă© voltado Ă  suplementação e permite a infusĂŁo em diferentes produtos como, por exemplo, na indĂșstria de bebidas. Juntas, as novas entregas permitirĂŁo Ă  Gelprime, segundo as companhias, dobrar sua capacidade de produção, se consolidando entre as lĂ­deres globais na produção de gelatina e colĂĄgeno. Com o avanço na operação, sĂŁo esperadas cerca de 300 novas vagas de emprego para a regiĂŁo de Londrina (PR), agregando aos atuais 220 colaboradores da Gelprime na regiĂŁo. AtĂ© 2030, a empresa deve alcançar cerca de 30 mil toneladas de capacidade, estando entre as cinco maiores globais. “A estratĂ©gia de crescimento da MBRF estĂĄ totalmente alinhada ao contĂ­nuo aumento da demanda global por proteĂ­nas, incluindo produtos de valor agregado, como gelatinas e colĂĄgenos. Vemos um aumento das exportaçÔes e melhora do consumo interno, impulsionados principalmente por mudanças estruturais nos hĂĄbitos dos consumidores”, comenta Marcos Molina, chairman da MBRF. O objetivo do investimento, segundo a MBRF Ă© consolidar uma operação verticalizada que utiliza de forma completa o abate de bovinos, principal fonte para produção de colĂĄgeno. “Nosso posicionamento estĂĄ alinhado com o crescimento da demanda global, oferecendo ingredientes com alta concentração de proteĂ­nas e alta pureza, atendendo consumidores e clientes que buscam alimentos e inovaçÔes para suas formulaçÔes”, explica VinĂ­cius Vanzella, CEO da Gelprime.

VALOR ECONÔMICO

 

INTERNACIONAL

 

Brasil lidera o fornecimento de carne bovina importada pelos EUA no 1ÂșT/26, aponta USDA

Os norte-americanos importaram 394,3 milhĂ”es de libras (178,9 mil toneladas) de proteĂ­na brasileira no perĂ­odo de janeiro a março deste ano, um avanço de 8% em relação ao volume computado no mesmo intervalo de 2025; AustrĂĄlia ficou em 2Âș lugar no ranking

 

No primeiro trimestre de 2026, os Estados Unidos importam 1,709 bilhĂŁo de libras de carne bovina (775,2 mil toneladas), um aumento de 15% em relação ao resultado obtido em igual perĂ­odo do ano passado, de 1,482 bilhĂŁo de libras (672,2 mil toneladas), segundo dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O Brasil liderou o ranking dos maiores fornecedores da proteĂ­na ao mercado norte-americano, com embarques de 394,3 milhĂ”es de libras (178,9 mil toneladas) no primeiro trimestre deste ano, um avanço de 8% em relação ao volume computado no mesmo intervalo de 2025, de 365,8 milhĂ”es de libras (165,9 mil toneladas), aponta o USDA. Com isso, a participação do Brasil nas compras totais dos EUA no acumulado de janeiro a março deste ano foi de 23%, uma ligeira queda de 1, 7 ponto percentual em relação Ă  fatia observada em igual perĂ­odo de 2025, de 24,7%. A AustrĂĄlia, por sua vez, aparece como segunda maior exportadora de carne bovina ao EUA, com 333,7 milhĂ”es de libras (151,4 mil toneladas) embarcadas no acumulado dos trĂȘs primeiros anos de 2026, um crescimento de 12% em comparação com o resultado registrado em igual perĂ­odo do ano passado, de 297,8 milhĂ”es de libras (135,1 mil toneladas). Os outros principais fornecedores da commodity ao mercado norte-americano durante o primeiro trimestre do ano foram:  CanadĂĄ (queda anual de 3%), MĂ©xico (aumento anual de 23%) e Nova ZelĂąndia (recuo anual de 2%). Somente em março/26, as compras de carne bovina dos EUA cresceram 19% em relação ao mesmo mĂȘs do ano passado, para 599 milhĂ”es de libras, de acordo com o USDA. 

Contribuíram para esse aumento expressivo, o Brasil (26%), México (39%), Austrålia (23%) e o Uruguai (36%).  As importaçÔes do México ficaram acima de 75 milhÔes de libras (34 mil toneladas), um recorde mensal para o país, destaca o USDA.  Pelas estimativas do departamento, as importaçÔes de carne bovina devem continuar em ritmo forte nos próximos meses.  As compras semanais até abril/26, antecipa o USDA, também ficaram acima do ano anterior. Devido ao ritmo forte e contínuo das importaçÔes e à demanda por carne bovina magra para processamento, a previsão de importação dos EUA para o segundo trimestre foi elevada em 150 milhÔes de libras (68 mil toneladas), para 1,625 bilhão de libras (737,1 mil toneladas), informa o USDA. As previsÔes para o terceiro e quartos trimestres também foram elevadas em 50 milhÔes (22,7 mil toneladas) e 35 milhÔes de libras (15,9 mil toneladas), respectivamente. A projeção anual para 2026 é de 6,109 bilhÔes de libras (2,77 mil toneladas), um aumento de 12% em relação ao ano anterior. Jå a estimativa de importação para 2027 é de 6 bilhÔes de libras (2,72 milhÔes de toneladas), o que representaria uma queda de 2% em relação ao ano anterior. O principal motivo para a esperada redução nas importaçÔes, relata o USDA, é a previsão de disponibilidade global de carne bovina. Vårios dos principais fornecedores de carne bovina devem desacelerar seus ciclos de produção ou reduzir suas operaçÔes durante 2026, resultando em menor oferta de carne bovina para exportação em 2027, observa o departamento.

USDA

 

GOVERNO

 

Fim da escala 6x1: relator propÔe jornada de 40h semanais com transição de 14 meses; votação serå nesta quarta

O relator da comissão especial da Cùmara dos Deputados sobre o fim da escala 6x1, deputado Leo Prates (Republicanos-BA), apresentou na segunda-feira (25/05) seu parecer recomendando a redução da jornada de trabalho no país para 40 horas semanais, sem redução salarial e com dois dias de descanso por semana, um deles preferencialmente aos domingos.

 

A medida estĂĄ prevista em uma Proposta de Emenda Ă  Constituição (PEC), que deverĂĄ ser votada pelo colegiado nesta quarta-feira (27/05) e, em seguida, pelo PlenĂĄrio da CĂąmara, antes de seguir para o Senado. Um pedido de vista coletiva adiou a votação da PEC na comissĂŁo especial na segunda-feira. Pela proposta, 60 dias apĂłs a promulgação da nova emenda constitucional, o limite da jornada cai para 42 horas semanais, jĂĄ com o repouso remunerado de dois dias por semana. Doze meses depois dessa etapa, o limite serĂĄ fixado definitivamente em 40 horas semanais. O texto Ă© a versĂŁo do relator para duas propostas de emenda Ă  Constituição que previam a redução de jornada: a PEC 221/19, do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG), que estabelecia 36 horas semanais apĂłs um perĂ­odo de 10 anos, e a PEC 8/25, da deputada Erika Hilton (Psol-SP), que introduzia a escala 4x3 (quatro dias de trabalho e trĂȘs de descanso), com limite de 36 horas semanais, depois de um ano.

No parecer, Prates argumenta que a transição para 36 horas semanais deve ser gradual e apoiada por polĂ­ticas pĂșblicas, negociação coletiva e incentivo Ă  produtividade. “Com a adoção progressiva, estamos permitindo que empresas e setores planejem investimentos em tecnologia e na reorganização operacional, em vez de recorrerem imediatamente a eventuais cortes de empregos ou repasse de custos a consumidores”, disse o relator. A PEC mantĂ©m a atual previsĂŁo de compensação de horĂĄrios e redução da jornada por meio de acordo ou convenção coletiva de trabalho, inclusive para trabalhadores sujeitos a regimes diferenciados, como aqueles com escalas especĂ­ficas (12x36) ou de setores essenciais ou de atividade contĂ­nua (ĂĄreas de saĂșde, segurança, transporte, limpeza urbana). “Atuei defendendo que a PEC fixe a regra geral e deixe as especificidades de adaptação e escalas setoriais a cargo das convençÔes coletivas”, pontuou Prates. Nesses casos, os acordos ou convençÔes deverĂŁo assegurar, na mĂ©dia, dois dias de repouso semanal remunerado dentro do mĂȘs, garantido pelo menos um dos dias dentro do perĂ­odo mĂĄximo de uma semana. A proposta prevĂȘ ainda que lei especĂ­fica defina hipĂłteses e condiçÔes de regimes diferenciados de duração do trabalho e repouso, desde que respeitem obrigatoriamente: 40 horas semanais e dois dias de repouso. “O Congresso terĂĄ um segundo semestre de muito trabalho, porque sĂŁo 14 projetos distintos, cada um tratando de uma categoria diferente. O restante serĂĄ reunido sob o projeto do governo”, acrescentou o relator. Pequenos negĂłcios: A PEC permite a definição, por meio de lei complementar, de regras especĂ­ficas para alguns segmentos da economia, como microempreendedores individuais, microempresas e empresas de pequeno porte. O objetivo Ă© para reduzir os impactos da redução de jornada nesses setores, desde que os nĂ­veis de emprego sejam mantidos. Altos salĂĄrios: Para profissionais "hipersuficientes" — aqueles com diploma de nĂ­vel superior e salĂĄrio acima de duas vezes e meia o teto do INSS (R$ 21.188,87) –, as regras de controle de jornada nĂŁo serĂŁo obrigatĂłrias, permitindo maior liberdade para gerir horĂĄrios e projetos, desde que os dois dias de descanso semanal sejam respeitados.

"Entendemos que profissionais de elevada qualificação e remuneração possuem condiçÔes efetivas de negociar os termos de sua relação laboral", disse. A medida nĂŁo se aplica a empregados pĂșblicos da administração direta e indireta. Contratos pĂșblicos: Por fim, a proposta estabelece regras para equilibrar as finanças do governo e das empresas terceirizadas em licitaçÔes e concessĂ”es que usam mĂŁo de obra direta. Para esses casos, a redução da jornada sĂł valerĂĄ apĂłs a assinatura de um aditivo contratual. Os ĂłrgĂŁos pĂșblicos terĂŁo atĂ© 12 meses para concluir essas mudanças. Caso o prazo termine sem o acordo, a redução passa a valer automaticamente para os funcionĂĄrios, sem redução salarial. Nos contratos ajustados nos primeiros 60 dias, a transição poderĂĄ seguir o cronograma previsto.

AGÊNCIA CÂMARA DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

DĂłlar fecha perto da estabilidade apĂłs ataque dos EUA ao IrĂŁ

O dólar fechou a terça-feira quase eståvel ante o real, em um dia de avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, após novos ataques dos EUA ao Irã frearem o otimismo quanto a um possível acordo de paz entre os países.

 

O dĂłlar Ă  vista fechou com leve alta de 0,16%, aos R$5,0272. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 8,41% ante o real. Às 17h02, o dĂłlar futuro para junho -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- subia 0,38% na B3, aos R$5,0355. Na segunda-feira, a moeda norte-americana Ă  vista havia fechado o dia em leve baixa, com os investidores globais demonstrando otimismo quanto Ă s negociaçÔes entre EUA e IrĂŁ. Na terça-feira, no entanto, o noticiĂĄrio foi no sentido contrĂĄrio, colocando em dĂșvida a possibilidade de um acordo entre os paĂ­ses. Os EUA realizaram novos ataques contra alvos no sul do IrĂŁ durante a madrugada, enquanto o secretĂĄrio de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que a negociação de um acordo pode "levar alguns dias". Em um comunicado, o MinistĂ©rio das RelaçÔes Exteriores do IrĂŁ afirmou nesta terça-feira que os EUA violaram o cessar-fogo. Em reação, o petrĂłleo Brent voltou a subir, para acima dos US$100 o barril em alguns momentos, e o dĂłlar sustentou ganhos ante divisas como o iene, o euro e a libra. A divisa norte-americana tambĂ©m subiu ante boa parte das moedas de paĂ­ses emergentes, como a rupia indiana, a lira turca e o rand sul-africano. "O episĂłdio da madrugada nĂŁo favorece a percepção de que um acordo de paz esteja prĂłximo e tende a aumentar a cautela dos agentes econĂŽmicos", disse Leonel de Oliveira Mattos, analista de inteligĂȘncia de mercados da Stonex, em comentĂĄrio escrito. No Brasil, porĂ©m, o dĂłlar variou em margens estreitas durante o dia, entre a cotação mĂ­nima de R$5,0034 (-0,31%) Ă s 9h59 e a mĂĄxima de R$5,0393 (+0,39%) Ă s 10h51, pouco se afastando da estabilidade durante a maior parte da sessĂŁo. Mais cedo, o Banco Central informou que o Brasil teve dĂ©ficit em transaçÔes correntes de US$1,765 bilhĂŁo em abril, rombo maior do que o dĂ©ficit de US$200 milhĂ”es projetado por economistas em pesquisa da Reuters. O investimento direto no paĂ­s (IDP) somou US$8,912 bilhĂ”es em abril, acima dos US$5,4 bilhĂ”es projetados e mais do que compensando o dĂ©ficit nas transaçÔes correntes.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda com Oriente Médio em foco

O Ibovespa fechou em queda na terça-feira, com os preços do petróleo voltando a orbitar US$100, após ataques dos Estados Unidos contra alvos do Irã afetarem as perspectivas de um acordo de paz.

 

Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa caiu 0,88%, a 176.247,25 pontos, de acordo com dados preliminares, chegando a 175.516,11 pontos na mĂ­nima do dia e marcando 177.815,95 pontos na mĂĄxima do dia. O volume financeiro somava R$19,46 bilhĂ”es antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Brasil registra déficit em conta corrente maior do que o esperado em abril

O Brasil registrou um déficit em transaçÔes correntes bem maior do que o esperado em abril, mas os investimentos estrangeiros diretos superaram as expectativas, informou o Banco Central na terça-feira.

 

O dĂ©ficit em transaçÔes correntes alcançou US$1,765 bilhĂŁo em abril, com o acumulado em 12 meses totalizando o equivalente a 2,66% do Produto Interno Bruto. A expectativa em pesquisa da Reuters com especialistas era de um dĂ©ficit de US$200 milhĂ”es em abril. No mesmo perĂ­odo do ano anterior houve saldo negativo de US$1,636 bilhĂŁo. No mĂȘs, os investimentos diretos no paĂ­s alcançaram US$8,912 bilhĂ”es, contra US$5,4 bilhĂ”es projetados na pesquisa e US$5,371 bilhĂ”es em abril de 2024. No mĂȘs, a conta de renda primĂĄria apresentou dĂ©ficit de US$6,801 bilhĂ”es, ante rombo de US$5,018 bilhĂ”es no mesmo perĂ­odo do ano anterior. Em abril, a balança comercial teve superĂĄvit de US$9,707 bilhĂ”es, contra US$6,957 bilhĂ”es no mesmo mĂȘs de 2024. JĂĄ o rombo na conta de serviços ficou em US$5,044 bilhĂ”es, contra US$4,091 bilhĂ”es em abril do ano anterior.

REUTERS

 

POWERED BY

EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA

041 99697 8868 (whatsapp)

 

 

 

 
 
 
bottom of page