CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1115 DE 26 DE MAIO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1115 | 26 de maio de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Semana abre com estabilidade nos preços do boi gordo
Mercado segue ancorado em escalas de abate confortáveis, consumo doméstico enfraquecido e atenção voltada aos desdobramentos da demanda externa, disse a Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias.
Na segunda-feira (25/5), os preços do boi gordo ficaram estáveis nas principais praças brasileiras, informaram a Agrifatto e Scot Consultoria, que acompanham diariamente os negócios nas regiões pecuárias do País. Pelos dados da Scot, no interior de São Paulo, o boi gordo sem padrão-exportação segue valendo R$ 345/@, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 348/@ (valores brutos, no prazo). “A semana começou com pouca movimentação no mercado, com os negociadores aguardando um melhor posicionamento para fechar negócios”, afirmou a Scot. “O mercado do boi gordo segue ancorado em escalas de abate confortáveis, consumo doméstico de carne bovina ainda enfraquecido e atenção voltada aos próximos desdobramentos da demanda externa”, disse a Agrifatto. Nesse cenário, a queda de braços entre pecuaristas e frigoríficos continua acirrada. De um lado, afirma a Agrifatto, os produtores passaram a dosar mais a oferta e a resistir a preços considerados baixos, à espera de melhora no cenário externo e de um mercado menos pressionado. De outro, diz a consultoria, os frigoríficos, amparados por escalas confortáveis, seguem sem urgência para novas compras de boiadas gordas, preservando o poder de barganha. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 344,00/@ (à vista) e R$ 348,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 333,50/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).
AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO
Receita das exportações de carne bovina cresce em maio com avanço no preço médio e ritmo forte nos embarques
As exportações brasileiras de carne bovina in natura seguem aquecidas em maio de 2026, crescendo pela valorização da proteína no mercado internacional.
Até a terceira semana do mês, o faturamento das vendas externas já alcançou US$ 1,321 bilhão, superando os US$ 1,134 bilhão registrados durante todo o mês de maio de 2025. O desempenho foi sustentado pelo aumento do preço médio pago pela carne bovina brasileira. Até a terceira semana de maio de 2026, o valor médio da tonelada exportada chegou a US$ 6.492, acima dos US$ 5.202 de maio do ano passado. A receita média diária alcançou US$ 88 milhões até a terceira semana do mês, enquanto em maio de 2025 o valor ficou em US$ 54 milhões por dia. O crescimento da receita média diária foi de 63,1% na comparação anual. Em maio, até aqui, o Brasil exportou 203.480 toneladas de carne bovina in natura. O total embarcado durante todo o mês de maio de 2025, somou 218.003 toneladas. Na média diária, os embarques brasileiros chegaram a 13.565 toneladas em maio deste ano. Em maio de 2025, a média diária registrada foi de 10.381 toneladas.
SECEX/MDIC
Demanda externa segue firme, mas mercado interno pressiona a arroba
A demanda internacional pela carne bovina brasileira segue aquecida, com destaque para as compras da China. O movimento ganhou força diante das incertezas sobre as cotas de importação chinesas.
Em entrevista ao Agricultura BR, do Canal do Boi, o analista da Scot Consultoria, Gustavo Duprat, destacou que o Brasil exportou 141,3 mil toneladas de carne bovina in natura até o 10º dia útil de maio. O volume equivale a 65,0% do total embarcado em maio de 2025, quando foram exportadas 218,0 mil toneladas. O faturamento também avançou em ritmo forte. No mesmo período, a receita com os embarques já somava 81,0% do valor registrado em maio de 2025. No mercado interno, maio trouxe pressão sobre a arroba do boi gordo. As escalas de abate ficaram mais confortáveis, a oferta de animais aumentou e o consumo perdeu força na segunda quinzena. Com isso, as cotações do boi, gordo da vaca e da novilha recuaram em São Paulo. Apesar da pressão no curto prazo, alguns fatores indicam um cenário menos negativo para os próximos meses. A expectativa é de oferta mais restrita, diante da retenção de fêmeas e da menor disponibilidade de animais de reposição. O mercado acompanha as conversas entre representantes dos governos brasileiro, australiano e chinês sobre uma possível flexibilização das cotas de importação da China. Até o momento, porém, não há definição. Do lado da oferta, os dados do IBGE ajudam a explicar o comportamento recente dos preços. No primeiro trimestre de 2026, o abate de bovinos sob algum tipo de inspeção sanitária somou 10,3 milhões de cabeças. O volume foi 3,3% maior que o registrado no primeiro trimestre de 2025, mas ficou 6,8% abaixo do observado no quarto trimestre de 2025. O analista da Scot Consultoria destaca que apesar do aumento anual no total de abates, os abates em estabelecimentos com inspeção federal caíram 1,3% no período. Isso indica que a alta foi puxada pelos sistemas estaduais e municipais de inspeção. Como esses estabelecimentos tendem a atender o mercado doméstico, os números sugerem uma demanda interna mais aquecida por carne bovina no primeiro trimestre. O mercado externo segue firme, mas o ritmo das cotações dependerá do comportamento do consumo e da oferta no mercado interno.
SCOT CONSULTORIA
CARNES
Embarques de carnes do Brasil avançam na parcial de maio, aponta Secex
Números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) publicados na segunda-feira informam que as exportações de carne bovina fresca, refrigerada ou congelada avançaram 30,7% no período, para 13.565 toneladas ao dia, indicando embarques de mais de 200 mil toneladas no acumulado do mês.
Já a carne de aves, notadamente de frango, também registrou crescimento de 35%, para 23.168 toneladas ao dia. No acumulado do mês, ainda com cinco dias úteis para serem contabilizados, os embarques já se aproximam de 350 mil toneladas.
REUTERS
FRANGOS & SUÍNOS
Avicultura de corte amplia produção, mas escala não melhora rentabilidade
Estudo do projeto Campo Futuro, da CNA/Senar da Labor Rural aponta aumento dos custos operacionais e piora na diluição dos custos fixos nas granjas integradas entre 2020 e 2025
A produção de frango em sistemas climatizados cresceu 4,62% entre 2020 e 2025 nos sistemas integrados brasileiros, mas o avanço não se traduziu em melhora da rentabilidade para os produtores. Levantamento do Departamento de Inteligência da Labor Rural, elaborado com dados do projeto Campo Futuro, da CNA/Senar, mostra que o aumento da produção veio acompanhado pela elevação dos custos operacionais e pela deterioração da diluição dos custos fixos dentro das granjas. Segundo o relatório, o crescimento no número de aves entregues por ano foi impulsionado principalmente por ganhos de eficiência técnica, como redução da mortalidade, aumento no número de lotes anuais e expansão da área produtiva nas propriedades. Ainda assim, os indicadores econômicos demonstraram dificuldades para transformar o avanço produtivo em ganho real de escala. Os dados mostram que a renda bruta unitária apresentou crescimento de 5,51% no período analisado. Ao mesmo tempo, o custo operacional efetivo avançou 8,7%, pressionado principalmente pelas despesas com energia elétrica, aquecimento e mão de obra. Para os analistas da Labor Rural, esse descompasso comprometeu a eficiência econômica da atividade integrada. O estudo aponta que a área média por núcleo produtivo passou de 4.393 metros quadrados em 2019 para 4.769 metros quadrados em 2025, crescimento de 8,43%. Apesar da expansão estrutural das granjas, a densidade de alojamento apresentou baixa variação ao longo do período analisado. Entre 2020 e 2025, o número de aves alojadas por metro quadrado recuou de 13,69 para 13,60 aves/m², variação negativa de 0,6%. Segundo o relatório, o aumento da produção esteve mais relacionado aos ganhos de eficiência técnica do que ao aumento da densidade dentro dos aviários. O Departamento de Inteligência da Labor Rural destaca que o crescimento produtivo ocorreu tanto pela ampliação da área quanto pela melhora nos índices zootécnicos. “A expansão produtiva — tanto pela ampliação da área quanto pelos avanços técnicos — não promoveu ganhos reais de escala e não contribuiu para a melhoria da eficiência econômica da avicultura de corte integrada”, apontou o estudo. O levantamento também identificou aumento no custo de implantação das granjas climatizadas do modelo dark house. Em 2020, o investimento médio era de R$ 637 por metro quadrado, considerando instalações e equipamentos, sem incluir o valor da terra. Em 2025, esse custo passou para R$ 647 por metro quadrado, avanço de 1,6% no período. Além do crescimento dos investimentos, o relatório mostrou piora na diluição dos custos fixos por ave entregue. O custo fixo médio passou de R$ 0,66 para R$ 0,79 por ave entre 2020 e 2025, representando deterioração de 19,7% na capacidade média de diluição desses custos dentro da atividade.
CNA/SENAR/LABOR RURAL
SUÍNOS
Dados do IBGE do primeiro trimestre indicam aumento considerável do número de suínos abatidos, mas peso médio das carcaças despencou
Os resultados preliminares de abate referentes ao primeiro trimestre de 2026 foram divulgados pelo IBGE no último dia 19. Comparado com o primeiro trimestre de 2025 houve um aumento bastante expressivo de cabeças abatidas (5,49%), porém, o peso médio das carcaças caiu quase 2,5 kg, determinando um aumento da produção em toneladas da ordem de 2,64% (+35,2 mil toneladas).
Como as exportações de carne suína in natura cresceram 15,3% (+44,5 mil toneladas) no primeiro trimestre de 2026 em relação ao mesmo período do ano passado, a disponibilidade interna praticamente ficou no mesmo patamar, com redução de 0,9 % (- 9,3 mil toneladas).
Com as exportações “enxugando” praticamente todo o excedente de produção a pergunta que se faz é: “por que o preço pago ao produtor caiu tanto no período?” Do ponto de vista da oferta, a resposta talvez esteja justamente no crescimento do número de cabeças abatidas. São quase 800 mil suínos abatidos a mais em 3 meses, sendo que só no mês de março/26 foram 462.657 suínos a mais que em março de 2025 (+9,46%). Este incremento de abate, em cabeças, no primeiro trimestre é bastante significativo, mesmo quando se desconta o equivalente em cabeças exportado a mais. Porém, certamente, a queda vertiginosa de preço não se deve somente a esta sobre oferta de cabeças abatidas e questões relacionadas à queda da demanda contribuíram para o cenário atual. Comparando os preços nominais pagos pelo suíno vivo para o abate em e São Paulo e Minas Gerais nos primeiros três meses do ano de 2026 com o mesmo período de 2025, a média trimestral caiu 12,6% e 15,4%, respectivamente. Segundo o CEPEA, em abril/26 a queda do preço foi ainda maior, com MG fechando em R$ 5,94/kg vivo, contra R$ 8,34 de abril/26 (-28,3%) e SP com média de R$5,89 contra R$ 8,41 (-30%); no acumulado de maio/26, até o dia 22/05, a média está ainda mais baixa com Minas Gerais pagando R$ 5,72 e São Paulo R$ 5,43 por kg vivo. Sobre as exportações de abril/26, mais uma vez houve crescimento expressivo em relação a 2025, com 121,4 mil toneladas embarcadas de carne suína in natura, superando em 9,7% os volumes de abril/25. O que mais chama a atenção nos dados do IBGE é que o aumento expressivo de animais abatidos coincidiu com queda surpreendente do peso médio de abate (89,6 kg), pois a última vez que um trimestre ficou com carcaças abaixo de 90kg foi no início de 2021. Esta alta de abate com redução de peso é um indicativo de que houve uma espécie de “liquidação” de parte dos estoques das granjas, o que traz um alento, pois sugere que este incremento se deve mais a antecipação de venda de animais do que ao aumento significativo de plantel de matrizes ou da produtividade (cevados/matriz/ano). Cabe lembrar que estes dados de abate são preliminares e, normalmente, os dados definitivos, publicado no mês seguinte, trazem pequeno acréscimo a estes números. Com custos estáveis, mas com relação de troca em queda produtor já opera no vermelho. Mesmo com o recuo das cotações do milho e do farelo de soja, a queda constante do preço do suíno fez com que a relação de troca continuasse caindo, sendo que maio/26 já o oitavo mês consecutivo de queda nesta relação. Em abril/26, pela primeira vez em muitos meses, ao cruzar os custos levantados pela EMBRAPA, com as cotações do suíno (CEPEA), se observa prejuízo na atividade suinícola independente. O cruzamento dos dados preliminares de abate do IBGE, referentes ao primeiro trimestre de 2026, com os volumes exportados no período demonstra que, em toneladas, não houve sobre oferta em relação ao mesmo período do ano passado e sugere que o “derretimento” do preço pago ao produtor pode estar mais atrelado à queda da demanda do mercado doméstico. O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, explica que: “Mesmo com perdas previstas na segunda safra de milho, o abastecimento nacional se apresenta seguro, o que tem mantido as cotações do cereal estáveis. A atenção está no desenvolvimento da safra estadunidense, ainda sob risco de quebra que poderá pressionar os preços internacionais para cima. O produtor independente já opera no vermelho e aguarda uma reação nas cotações do suíno para voltar a trabalhar com margens positivas”, conclui.
FRANGOS
Avicultura de corte amplia produção, mas escala não melhora rentabilidade
Estudo do projeto Campo Futuro, da CNA/Senar da Labor Rural aponta aumento dos custos operacionais e piora na diluição dos custos fixos nas granjas integradas entre 2020 e 2025
A produção de frango em sistemas climatizados cresceu 4,62% entre 2020 e 2025 nos sistemas integrados brasileiros, mas o avanço não se traduziu em melhora da rentabilidade para os produtores. Levantamento do Departamento de Inteligência da Labor Rural, elaborado com dados do projeto Campo Futuro, da CNA/Senar, mostra que o aumento da produção veio acompanhado pela elevação dos custos operacionais e pela deterioração da diluição dos custos fixos dentro das granjas. Segundo o relatório, o crescimento no número de aves entregues por ano foi impulsionado principalmente por ganhos de eficiência técnica, como redução da mortalidade, aumento no número de lotes anuais e expansão da área produtiva nas propriedades. Ainda assim, os indicadores econômicos demonstraram dificuldades para transformar o avanço produtivo em ganho real de escala. Os dados mostram que a renda bruta unitária apresentou crescimento de 5,51% no período analisado. Ao mesmo tempo, o custo operacional efetivo avançou 8,7%, pressionado principalmente pelas despesas com energia elétrica, aquecimento e mão de obra. Para os analistas da Labor Rural, esse descompasso comprometeu a eficiência econômica da atividade integrada. O estudo aponta que a área média por núcleo produtivo passou de 4.393 metros quadrados em 2019 para 4.769 metros quadrados em 2025, crescimento de 8,43%. Apesar da expansão estrutural das granjas, a densidade de alojamento apresentou baixa variação ao longo do período analisado. Entre 2020 e 2025, o número de aves alojadas por metro quadrado recuou de 13,69 para 13,60 aves/m², variação negativa de 0,6%. Segundo o relatório, o aumento da produção esteve mais relacionado aos ganhos de eficiência técnica do que ao aumento da densidade dentro dos aviários. O Departamento de Inteligência da Labor Rural destaca que o crescimento produtivo ocorreu tanto pela ampliação da área quanto pela melhora nos índices zootécnicos. “A expansão produtiva — tanto pela ampliação da área quanto pelos avanços técnicos — não promoveu ganhos reais de escala e não contribuiu para a melhoria da eficiência econômica da avicultura de corte integrada”, apontou o estudo. O levantamento também identificou aumento no custo de implantação das granjas climatizadas do modelo dark house. Em 2020, o investimento médio era de R$ 637 por metro quadrado, considerando instalações e equipamentos, sem incluir o valor da terra. Em 2025, esse custo passou para R$ 647 por metro quadrado, avanço de 1,6% no período. Além do crescimento dos investimentos, o relatório mostrou piora na diluição dos custos fixos por ave entregue. O custo fixo médio passou de R$ 0,66 para R$ 0,79 por ave entre 2020 e 2025, representando deterioração de 19,7% na capacidade média de diluição desses custos dentro da atividade.
CNA/SENAR/LABOR RURAL
GOVERNO
Governo trabalha para rever cota de exportação de carne para China
Regra chinesa estabelece limite anual de compras de 1,1 milhão de toneladas de carne brasileira com imposto reduzido. Ministro Márcio Elias Rosa também está otimista com negociação de acordo comercial entre Mercosul e Canadá
O governo brasileiro tem trabalhado com autoridades chinesas para rever a atual cota de 1,1 milhão de toneladas de exportação de carne bovina no mercado da China. A afirmação foi feita na segunda-feira (25/5) pelo ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC), Márcio Elias Rosa. Atualmente, a regra estabelece cota anual de 1,1 milhão de toneladas de carne brasileira, com tarifa de 12%. Vendas que passem essa cota contam com tributo de 55%. “O Brasil consegue exportar além da cota e ainda assim é competitivo. Mas o ideal é que fiquemos sem cota. Sem sobrecarga [de tributo]", disse o ministro. “Nós estamos construindo um bom diálogo para que, no ano que vem, a gente reveja essa salvaguarda da cota para exportação”, destacou. Ao falar ainda sobre temas relacionados ao comércio exterior brasileiro, o ministro informou ainda que a Pasta está otimista com negociação de acordo comercial entre Mercosul e Canadá. “O Ministério das Relações Exteriores é quem lidera esse diálogo com o Canadá. Mas eu diria que já há um consenso, em torno de 60% do que tem que ser negociado”. afirmou. “E é por isso que eu acho que nós estamos caminhando para uma conclusão [do fechamento de acordo]. A expectativa é que seja esse ano, ainda no terceiro mandato no presidente Lula. Não deve demorar 20 anos, como demorou com o Mercosul e União Europeia”, disse. O ministro deu as declarações após participar de seminário de celebração do Dia Nacional da Indústria, promovido pela Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan).
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Tecpar inicia pesquisa para produção de insumos para diagnóstico da brucelose
O projeto contribuirá para aprimorar os métodos de diagnóstico e controle da doença, trazendo avanços à sanidade animal e à produtividade pecuária em todo o País.
Para atender à crescente demanda nacional por antígenos para saúde animal, o Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar) iniciou uma pesquisa voltada ao cultivo de cepas da bactéria Brucella spp., utilizada como insumo para o diagnóstico de brucelose bovina. O projeto contribuirá para aprimorar os métodos de diagnóstico e controle da doença, trazendo avanços à sanidade animal e à produtividade pecuária em todo o País. Atualmente, mais de 70% dos antígenos para diagnóstico da brucelose bovina são importados, o que impacta diretamente nos custos dos produtores e no bolso dos consumidores, já que o valor da importação é repassado ao preço na prateleira. A intenção é que o novo Centro de Insumos para Diagnóstico Veterinário (CIV) do Tecpar, que está em construção, se torne um polo nacional de produção destes insumos. Com o estudo, o instituto pretende definir parâmetros de produção e de escalonamento industrial da bactéria Brucella spp. Esse processo marca a transição do nível laboratorial (bancada) para a produção em larga escala. O Governo do Estado está investindo R$ 5,6 milhões na aquisição de novos equipamentos para o desenvolvimento da pesquisa. O recurso é destinado ao Tecpar por meio do Fundo Paraná, dotação orçamentária administrada pela Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). O estudo faz parte da plataforma de projetos de Saúde Única do Tecpar, abordagem que reconhece a interconexão entre a saúde humana, animal e ambiental. A brucelose é uma doença bovina grave e representa um sério desafio para a saúde animal e a segurança alimentar. Além dos prejuízos econômicos para pecuaristas, a doença apresenta sérias implicações à saúde pública, já que pode ser transmitida ao ser humano por meio do consumo de carne e leite contaminados. O diagnóstico é essencial para o controle e prevenção da doença e para isso os antígenos utilizados nos testes sorológicos são fundamentais. Eles permitem identificar animais infectados, mesmo sem sintomas clínicos evidentes. A gerente do Centro de Pesquisa e Produção de Insumos para Diagnósticos Veterinários, Giselle Nocera, explica que a produção dos testes sorológicos depende do cultivo e inativação da bactéria Brucella abortus em larga escala. Segundo ela, por se tratar de um agente com potencial de transmissão ao ser humano, a manipulação da bactéria Brucella abortus deve ocorrer em laboratórios com classificação de Nível de Biossegurança 3 (NB-3), que contam com rigorosos protocolos de contenção e proteção biológica. Para a execução da pesquisa, o Tecpar vai implantar uma plataforma integrada de equipamentos projetada especificamente para o cultivo microbiano aeróbico. A tecnologia vai automatizar os processos de cultivo, limpeza e esterilização, aumentando a eficácia das pesquisas e os padrões de segurança e eficiência.
Com a construção do novo Centro de Insumos para Diagnóstico Veterinário (CIV), o Tecpar busca resgatar a produção nacional de insumos para diagnóstico veterinário, aproveitando seu domínio técnico para fortalecer o Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose Tuberculose (PNCEBT). Considerando que a brucelose bovina representa um grande desafio para a pecuária leiteira no Brasil, o Tecpar tem a intenção de fornecer insumos para o diagnóstico de brucelose e tuberculose bovina para os estados brasileiros que possuem o maior rebanho leiteiro, como Minas Gerais, Goiás, Bahia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
No Paraná, serão beneficiados, especialmente, os municípios das regiões dos Campos Gerais e Região Oeste, que concentram a maior produção leiteira do Estado. Entre eles estão Carambeí, Castro, Toledo, Cascavel, Dois vizinhos, Cianorte, Francisco Beltrão, Cafelândia, Nova Aurora, Assis Chateaubriand, Palotina, Marechal Cândido Rondon e Santa Helena. A área total do CIV será de 3 mil metros quadrados e a capacidade produtiva prevista da planta é de 40 milhões de doses ao ano. O investimento do Governo do Estado na construção é de R$ 41,5 milhões, e mais R$ 30 milhões em equipamentos técnicos. Os recursos também são do Fundo Paraná.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Alimentos e bebidas puxaram produção da agroindústria em março
Alta foi de 2,9% em março na comparação anual, de acordo com o Índice de Produção Agroindustrial. Indústria de alimentos sustenta crescimento e ajuda agroindústria a ficar no positivo
A produção das agroindústrias do Brasil teve crescimento de 2,9% em março, na comparação anual, puxada sobretudo pelos segmentos de alimentos e bebidas, de acordo com o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), elaborado pelo Centro de Estudos do Agronegócio da FGV, o FGV Agro. O centro observou que o número de dias úteis de março deste ano foi maior que o de igual mês do ano passado, o que favoreceu o resultado, mas pode ter criado alguma distorção nas estatísticas. O desempenho das agroindústrias tem alternado entre altas e baixas nos últimos meses. Ainda assim, no acumulado do primeiro trimestre do ano, o resultado foi de aumento de 0,4%. Entre os segmentos, porém, o resultado foi distinto. Enquanto as indústrias de alimentos cresceram 2,7% e as de bebidas, 3,3%, as indústrias não alimentícias recuaram 2,7%. Segundo o FGV Agro, os segmentos associados à indústria de produtos alimentícios, de bebidas e de biocombustíveis estiveram entre os poucos da indústria de transformação com desempenho positivo no primeiro trimestre. As indústrias de alimentos e bebidas são as que vêm apresentando ganhos mais consistentes. Somente em março, o conjunto das indústrias desse segmento teve um aumento na produção de 5,1% na comparação anual, o que marcou a sétima alta seguida. Também foi o maior avanço para o mês de março desde 2022. O segmento de produtos de origem animal liderou os ganhos, com alta de 6,2%, dado o forte crescimento da produção de carnes e laticínios. Já o de alimentos de origem vegetal avançou 4,6%, impulsionado pela produção de conservas e sucos, óleos e gorduras, arroz e trigo. Houve ainda um aumento de 5% na produção da indústria de bebidas alcoólicas em março, o que contribuiu para que o segmento de bebidas crescesse 2,1%.
Março também foi marcado pela quebra na tendência de retração do setor não alimentício. Após 11 meses de recuo na produção, esse conjunto de indústrias teve incremento de 0,1% no mês na comparação anual. O FGV Agro observou, porém, que a variação pode ser fruto do maior número de dias úteis em relação a março de 2025. O desempenho dessas indústrias não foi uniforme. Enquanto houve alta de 29,6% nos segmentos de biocombustíveis e de 1,6% na indústria de têxteis, houve retrações nos setores de insumos agropecuários (-2,2%), de produtos florestais (-4,7%) e de fumo (-4,4%).
VALOR ECONÔMICO
ECONOMIA
Dólar fecha em leve baixa ante o real com expectativa de acordo no Oriente Médio
O dólar fechou a segunda-feira com uma leve variação negativa ante o real, acompanhando o recuo da moeda norte-americana ante quase todas as demais divisas no exterior, em meio ao otimismo de que Irã e Estados Unidos possam chegar a um acordo para encerrar a guerra.
O dólar à vista fechou com queda de 0,19%, aos R$5,0193. No ano, a moeda passou a acumular baixa de 8,56% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais negociado no mercado brasileiro -- cedia 0,50% na B3, aos R$5,0245. A liquidez, no entanto, era limitada em função do feriado do Memorial Day nos Estados Unidos, com apenas cerca de 125 mil contratos de dólar para junho negociados até este fim de tarde. Após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar no sábado que os negociadores estão "chegando muito mais perto" de finalizar um acordo, nesta segunda-feira o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, disse que há uma "coisa bastante sólida sobre a mesa em termos de capacidade de abrir o estreito (de Ormuz)". Durante a tarde, o jornal Nikkei informou que EUA e Irã estão discutindo um plano para abrir o Estreito de Ormuz cerca de 30 dias depois que os dois países chegarem a um acordo para encerrar as hostilidades. Neste período, o Irã removeria as minas colocadas no estreito. O otimismo de que possa haver um acordo levou o petróleo Brent a ser cotado abaixo de US$100 o barril durante toda a sessão, enquanto o dólar cedeu ante quase todas as demais divisas, incluindo o real, o rand sul-africano, o peso chileno e o peso mexicano. O índice do dólar também cedia ante uma cesta de divisas fortes. “Estamos alinhados com o exterior, com o DXY (índice do dólar) ajustando. Há aí como pano de fundo um alívio no cenário geopolítico”, comentou o diretor da assessoria FB Capital, Fernando Bergallo.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta com apoio externo, mas liquidez reduzida com feriado nos EUA
A bolsa paulista começou a semana com viés positivo, em meio ao forte recuo dos preços do petróleo no exterior, com a continuidade das negociações entre Estados Unidos e Irã ocupando o centro das atenções.
A liquidez no pregão, porém, foi reduzida, sem a referência das bolsas norte-americanas, fechadas em razão de feriado nos Estados Unidos. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,91%, a 177.815,72 pontos, na máxima do dia. Na mínima, marcou 176.210,38 pontos. O volume financeiro somou R$14,54 bilhões, ante uma média diária de R$33,3 bilhões em maio. A alta na segunda-feira ocorre após o Ibovespa fechar em queda na última sexta-feira e cravar a maior sequência de perdas semanais desde 2018, em movimento ditado principalmente pela saída de estrangeiros das ações brasileiras. A trégua foi endossada particularmente pelo alívio dos preços do petróleo no exterior, com o barril sob o contrato Brent caindo quase 7% no final da tarde, a US$96,30. O presidente dos EUA, Donald Trump, disse na segunda-feira que as negociações com o Irã estavam indo "bem", mas alertou sobre novos ataques se elas falharem. Será "apenas um Grande Acordo para todos, ou nenhum Acordo", escreveu no Truth Social. De acordo com o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, conclusões foram alcançadas em muitos tópicos, mas isso não significa que os lados estavam próximos de um acordo. O principal negociador do Irã e seu ministro das Relações Exteriores estavam em Doha para discutir um possível acordo, com as conversas focadas principalmente no Estreito de Ormuz e nos estoques de urânio.
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Focus traz inflação de 2026 acima de 5% e alta da projeção do IPCA para os próximos 12 meses
A projeção mediana do Relatório de Mercado Focus para a inflação suavizada nos próximos 12 meses subiu de 3,95% para 4,07%. Essa é a primeira alta depois de cinco semanas.
Para o IPCA cheio, a mediana do Focus superou 5%. A projeção passou de 4,92% na semana passada para 5,04% hoje. Essa é a décima primeira semana consecutiva de alta nesse indicador. Para o fim de 2027, a mediana também subiu, ficando em 4,01%. Para os anos de 2028 e 2029, as projeções ficaram inalteradas em 3,65% e 3,50%, respectivamente. O indicador de inflação suavizada ganhou relevância com a regulamentação da meta contínua, adotada a partir de 2025. Nesse regime, o cumprimento do objetivo é apurado pelo IPCA acumulado em 12 meses. A meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto porcentual para cima ou para baixo, e o alvo é considerado perdido se a inflação ficar fora desse intervalo por seis meses consecutivos. A projeção mediana para a Selic no fim de 2026 voltou a subir. No relatório de hoje, está em 13,25%. Para os próximos anos, a estimativa ficou inalterada. O mercado espera a Selic em 11,25% no fim de 2027 e em 10% no fim de 2028 e no fim de 2029. A mediana do Focus para o crescimento do PIB em 2026 teve leve ajuste, de 1,85% para 1,89%. Para 2027, caiu para 1,70%. As projeções para 2028 e 2029 permaneceram em 2,0%. A mediana do Focus para o dólar no fim de 2026 caiu pela primeira vez, de R$ 5,20 para R$ 5,17. Para o fim de 2027, seguiu a trajetória de queda e recuou a R$ 5,26. As medianas indicaram ainda R$ 5,30 para o fim de 2028 e R$ 5,40 para 2029. O Focus considera, para o câmbio anual, a média da taxa em dezembro – e não a cotação do último dia útil do ano, como ocorria até 2020.
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Confiança do consumidor no Brasil recua em maio após dois meses de alta, diz FGV
A confiança dos consumidores brasileiros recuou em maio após dois meses de alta, influenciada principalmente pelas expectativas sobre o futuro, mostraram dados da Fundação Getúlio Vargas divulgados na segunda-feira
O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) da FGV teve no mês queda de 0,3 ponto, para 88,8 pontos. "Após dois meses de alta, a confiança do consumidor recua moderadamente num movimento de acomodação", disse Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE. "O resultado de maio da sondagem reforça um cenário de manutenção das condições econômicas atuais, mas com maior cautela em relação à trajetória dos próximos meses”. O Índice de Expectativas (IE) recuou 1,0 ponto em maio, chegando a 91,3 pontos. Já o Índice de Situação Atual (ISA) avançou 0,8 ponto, alcançando 86,1 pontos, maior nível desde dezembro de 2014 (86,5 pontos). Entre os quesitos que compõem o IE, o indicador de situação econômica local futura recuou 2,6 pontos, para 102,9 pontos, menor nível desde janeiro de 2026 (102,2 pontos).
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