CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1115 DE 25 DE MAIO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1115 | 25 de maio de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preço do boi gordo recua quase R$ 22/@ desde a 2ª quinzena de abril
Arroba paulista saiu de R$ 366,27/@, em 15/4, para R$ 344,82@ (à vista), em 21/5, uma retração de 6,2%, segundo dados do Indicador Datagro. No PARANÁ: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 342,00/@ (à vista) e R$ 346,00/@ (prazo)
Desde a segunda quinzena de abril/26, o preço do boi gordo caiu quase R$ 22/@ (ou -6,2%), saindo de R$ 366,27/@, em 15/4, para R$ 344,82@, em 21/5, segundo dados do Indicador Datagro (praça de São Paulo, à vista). Na sexta-feira (22/6), a Scot Consultoria, que acompanha os negócios em mais de 30 praças brasileiras, apurou queda de R$ 2/@ na cotação do “boi-China” negociado no mercado paulista, agora cotado em R$ 348/@, no prazo (valor bruto).
Na mesma praça, o boi sem padrão-exportação, por sua vez, segue valendo R$ 345/@. “A oferta aumentou, permitindo aos frigoríficos alongarem as escalas de abate e manterem uma posição mais confortável nas compras, o que abriu espaço para tentativas de negociação em preços menores”, relatou a Scot. Segundo a Agrifatto, a maior oferta de animais terminados, favorecida pela perda de qualidade das pastagens com o avanço do outono, somada ao enfraquecimento do consumo doméstico nesta segunda quinzena de maio/26 – devido ao esgotamento dos salários recebidos no início do mês –, manteve o ambiente de baixa liquidez, com negócios lentos e seletivos na maior parte das praças brasileiras. Nesse contexto, a disputa entre pecuaristas e frigoríficos continuou acirrada na sexta-feira, acrescenta a consultoria. “Enquanto os produtores tentaram dosar a oferta à espera de melhora no cenário externo, especialmente em relação à China, a indústria, amparada por escalas confortáveis, seguiu sem urgência para novas compras, preservando seu poder de barganha no curto prazo”, dizem os analistas da Agrifatto. No mercado futuro do boi gordo, os contratos do gordo encerraram o pregão da quinta-feira (20/5) da B3 com certa estabilidade. O papel com vencimento em maio/26 fechou a sessão a R$ 345,50/@, com leve alta de 0,26% em relação ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 333,50/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).
AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO
Frigoríficos que mais dependem da China devem reduzir ritmo após cota
Empresas não descartam parada de linhas de produção nem demissões. Cumprimento da cota deve fazer indústria do Brasil reduzir ritmo
Frigoríficos brasileiros com maior exposição para a China vão reduzir o ritmo de abate de bovinos e produção de carne bovina para se adaptar à nova realidade do mercado quando a cota se esgotar. No Pará, a situação é mais delicada. Sem autorização para exportar para os Estados Unidos, segundo maior cliente do Brasil, e outros destinos importantes, como Chile e União Europeia, há previsão de demissões. A China representa 77% das exportações dos frigoríficos paraenses. O Estado tem o segundo maior rebanho bovino do país. Em 2025, as vendas externas totais foram de 222 mil toneladas. Oito plantas são habilitadas para embarcar aos chineses. Outras 12 operam no mercado interno e para outros destinos. Sem o mercado chinês, o faturamento deve recuar até 40% em 2026. A Mercúrio Alimentos, que tem duas plantas habilitadas para a China em Castanhal e Xinguara, no Pará, vai dispensar 197 funcionários em breve. As linhas de abate já foram reduzidas em 35% desde o início do ano, pois a companhia não tem as mesmas válvulas de escape para exportação que outras empresas. “Vamos ajustar a produção para atender a realidade do que nós temos de mercado, que é o Brasil e outros países que estão comprando muito pouco. E no Pará não temos os Estados Unidos, não temos Europa, não temos México, não temos Chile. Então esse é um desafio maior”, lamentou Daniel Freire, CEO da empresa. As empresas paraenses têm pedido ao Ministério da Agricultura para obter o aval para esses outros destinos. Recentemente, o tema foi debatido em reuniões em Washington, nos EUA, mas ainda não houve aceite do governo americano. O Pará foi zona tampão de outras regiões para a febre aftosa por muitos anos e, por isso, ficou para trás nas negociações sanitárias com os importadores. Agora, no entanto, todo território brasileiro é reconhecido como livre da doença sem vacinação e o Pará quer fazer valer esse status sanitário. “Não há nada que justifique ficarmos fora desses mercados”, avaliou Freire, que também é presidente do Sindicato das Indústrias de Carne e Derivados do Pará (Sindicarne-PA). A Iguatemi Beef, de Mato Grosso do Sul, montou toda a sua operação para a exportação com o impulso dado pela China para a pecuária nacional mudar de patamar. Mais de 80% da produção vai para o mercado chinês. Há possibilidade de dar férias coletivas aos funcionários em algum momento, mas o foco imediato é incrementar vendas a países da América Latina e do Oriente Médio, além dos EUA. “Formamos grandes indústrias dentro do mercado brasileiro. Temos talvez as indústrias mais modernas do mundo e nós temos a melhor condição sanitária do mundo. E a pecuária brasileira tem que agradecer aos chineses com a exigência do boi mais jovem”, avaliou Marcos Alexandre Domingues, presidente da empresa. Com produtividade melhor e seu maior cliente fidelizado, é hora de focar na promoção comercial para agregar valor ao produto brasileiro na China, disse o executivo.
“Queremos, cada vez mais, mostrar para as donas de casa chinesas como se prepara a carne brasileira, o tempero brasileiro. Nós vamos agora, provavelmente, fazer um investimento para mostrar essa condição, que vai gerar um incremento”, apontou. A média de consumo de carne bovina na China está próxima de oito quilos per capita por ano. “Se essa média aumentar em um quilo por ano, imagina como ficará a demanda. Temos que nos preparar. A demanda vai ser cada vez maior e nós também temos que fazer a nossa parte, do trazer e mostrar a condição, a qualidade e sanidade”, completou. O Brasil não tem que ter medo de habilitar mais. Temos boi demais, temos frigorífico demais, temos frigoríficos menores que tão crescendo, todo mundo investindo" — Sandro Oliveira, presidente da Supremo Carnes. Sandro Oliveira, presidente da Supremo Carnes, por outro lado, sente a ausência da China nos seus negócios. Ele ainda tenta habilitar uma das suas plantas para entrar no mercado chinês. A unidade de Carlos Chagas, no nordeste de Minas Gerais, está na lista de 20 frigoríficos que o Ministério da Agricultura apresentou ao governo chinês nesta semana para buscar o aval. Ele tenta a habilitação desde 2018 e tem renovado documentações e licenças, com custo alto, desde então para se manter apto ao aceite chinês. A companhia faturou R$ 1,5 bilhão em 2025. A abertura para a China, no entanto, pode significar uma “virada de chave”, com possibilidade de dobrar a receita no curto prazo. Isso porque duas plantas da Supremo estão paradas atualmente. Elas estão localizadas em regiões onde existem outros frigoríficos habilitados para os chineses, o que afeta o mercado local do boi. “Outros frigoríficos habilitados conseguem pagar um prêmio para o pecuarista que eu, se pagar, não tenho a mesma rentabilidade, então meu resultado fica ruim”, lamentou. O plano é obter a habilitação, faturar mais com a China e investir nas plantas atualmente fechadas para tentar habilitá-las também. “O Brasil não tem que ter medo de habilitar mais. Temos boi demais, temos frigorífico demais, temos frigoríficos menores que tão crescendo, todo mundo investindo”, completou.
GLOBO RURAL
SUÍNOS
Preços dos suínos caem pressionados pelo consumo fraco e oferta confortável
O mercado brasileiro de suínos registrou queda nos preços do animal vivo e dos cortes no atacado na semana passada. Segundo o analista de Safras & Mercado, Allan Maia, o ambiente de negócios permanece pressionado, com frigoríficos adotando postura mais cautelosa nas compras e tentando negociar valores mais baixos, refletindo uma oferta confortável de animais para abate.
“No atacado, o mercado continua fragilizado, com dificuldades para reação dos cortes e sem espaço para uma recuperação consistente no curto prazo. Mesmo após as quedas expressivas das últimas semanas, que aumentaram a competitividade da carne suína frente às proteínas concorrentes, o consumo segue abaixo das expectativas do setor”, apontou Maia. De acordo com o analista, a demanda enfraquecida compromete o ritmo de reposição ao longo da cadeia. Já a menor capacidade de compra das famílias continua limitando a recuperação do mercado neste fim de mês. Para Maia, as exportações brasileiras apresentam desempenho positivo, mas ainda insuficiente para reduzir a disponibilidade interna de produto a um nível capaz de sustentar uma retomada mais firme dos preços. Levantamento de Safras & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo no país caiu de R$ 5,53 para R$ 5,48 na semana. A média de preços pagos pelos cortes de carcaça no atacado recuou de R$ 9,00 para R$ 8,96, enquanto a média do pernil passou de R$ 11,43 para R$ 11,40. A análise de preços de Safras & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo caiu de R$ 104,00 para R$ 103,00. Na integração do Rio Grande do Sul, o quilo vivo permaneceu em R$ 5,90 e no interior do estado recuou de R$ 5,30 para R$ 5,25. Em Santa Catarina, o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,90 e no interior catarinense caiu de R$ 5,30 para R$ 5,15. No Paraná, o preço do quilo vivo recuou de R$ 5,15 para R$ 5,10 no mercado livre e, na integração, permaneceu em R$ 5,90. No Mato Grosso do Sul, a cotação em Campo Grande continuou em R$ 5,15 e, na integração, em R$ 5,80. Em Goiânia, os preços permaneceram em R$ 5,35. No interior de Minas Gerais, os preços recuaram de R$ 5,90 para R$ 5,70 e, no mercado independente, de R$ 6,10 para R$ 5,90. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis seguiu em R$ 5,50 e, na integração do estado, caiu de R$ 5,95 para R$ 5,90. As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 138,459 milhões em maio (10 dias úteis), com média diária de US$ 13,846 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 55,571 mil toneladas, com média diária de 5,557 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.491,6 por tonelada. Em relação a maio de 2025, houve avanço de 6% no valor médio diário, alta de 10,2% na quantidade média diária e recuo de 3,8% no preço médio. Os dados são da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).
SAFRAS NEWS
FRANGOS
Frango/Cepea: Competitividade da carne de frango recua frente às concorrentes
Levantamento do Cepea mostra que as cotações da carne de frango registram avanço de abril para maio (até o dia 20) no mercado paulista, ao passo que as da carne suína e bovina apresentam queda e estabilidade, respectivamente. Nesse cenário, a competitividade da carne de frango tem caído frente a essas principais concorrentes.
No mercado atacadista da Grande São Paulo, o preço médio do frango inteiro resfriado está em R$ 7,31/kg na parcial deste mês, elevação de 1,6% frente ao de abril. De acordo com o Cepea, além da demanda interna aquecida, o bom desempenho das exportações de produtos de origem avícola também influenciou o leve aumento dos preços internos. No entanto, segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez vem recuando desde o início da segunda quinzena de maio, com consequentes ajustes negativos nos preços. Esse cenário, se persistir, pode limitar o avanço mensal do preço do frango inteiro resfriado ou até mesmo pressionar os valores. Diante disso, no atacado da Grande São Paulo, o frango inteiro resfriado é comercializado, em maio, a 1,38 Real/kg abaixo da carcaça especial suína e a 7,31 Reais/kg abaixo da carcaça casada bovina.
CEPEA
GOVERNO
Mapa informa liberação de 12,3 milhões de doses de vacinas contra clostridioses
Doses disponibilizadas entre 18 e 22 de maio incluem produtos nacionais e importados
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) informa que, entre os dias 18 e 22 de maio, foram disponibilizadas 12.374.181 doses de vacinas contra clostridioses no mercado nacional. Do total liberado no período, 6.405.600 doses (51,76%) são de fabricação nacional e 5.968.581 doses (48,24%) correspondem a vacinas importadas. Com as liberações realizadas desde março de 2026, o volume disponibilizado ao mercado nacional ultrapassa 39 milhões de doses, entre produtos nacionais e importados. O Mapa mantém atuação junto à indústria de insumos veterinários para estimular a ampliação da produção nacional, viabilizar importações e acelerar os procedimentos de fiscalização e liberação das vacinas.
MAPA
INTERNACIONAL
China importa 1,1 milhão de toneladas de carne bovina no 1º quadrimestre/26, com avanço anual de 25,75%
Sozinho, o Brasil exportou 612,87 mil toneladas da proteína ao mercado chinês
As importações da China de carne bovina somaram 217,16 mil toneladas em abril/26, com o Brasil mantendo a liderança absoluta entre os principais fornecedores internacionais da commodity. Foram 100,83 mil toneladas da proteína brasileiras embarcadas ao mercado chinês, o que resultou numa participação de 46,43% no comércio total da proteína, destaca a Agrifatto, com base em dados do governo de Pequim. No acumulado de janeiro a abril deste ano, o país asiático importou 1,1 milhão de tonelada de carne bovina, um avanço expressivo de 25,75% frente ao resultado registrado no mesmo período de 2025. Sozinho, o Brasil exportou 612,87 mil toneladas de carne bovina à China, um salto de 53,62% na comparação ao volume computado no primeiro quadrimestre de 2025, apontou a Agrifatto. Com isso, em relação ao mesmo intervalo do ano passado, o Brasil ampliou sua fatia no mercado de importação de carne bovina da China em 10,04 pontos percentuais, chegando a 55% de participação, ante 13% obtida pela Argentina, a segunda maior formnecedo9ra ao país asiático. Em contrapartida, relatou a Agrifatto, no acumulado do ano dos quatro primeiros meses deste ano, Argentina e Nova Zelândia perderam participação, com recuos anuais de 1,03 ponto percentual e 2,21 pontos percentuais, respectivamente. Na avaliação da Agrifatto, o ponto de atenção continua sendo o preenchimento das cotas de exportação estabelecidas pela política de salvaguarda da China a partir de janeiro deste ano. “Com a implementação das salvaguardas chinesas, o ritmo de importação ganha uma nova leitura”, observa a consultoria, acrescentando que a Austrália já preencheu 70,45% da sua cota de 205 mil toneladas, com 144,42 mil toneladas internalizadas. Por sua vez, o Brasil aparece logo na sequência, com 55,41% de preenchimento, enquanto a Argentina atingiu 34,58%. “O cenário aponta para uma ocupação acelerada entre os principais exportadores, com Austrália e Brasil já ultrapassando a metade de suas cotas no início do ano”, ressalta a Agrifatto. No caso do Brasil, diz a consultoria, as projeções indicam que o esgotamento da cota ocorreria por volta de meados de junho/26.
PORTAL DBO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Semana Nacional da Carne Suína deve alcançar 170 milhões de consumidores em 2026
Campanha da ABCS reunirá redes varejistas de 20 estados e aposta em ações digitais, influenciadores e pontos de venda para estimular o consumo da proteína.
A Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) realizou, na última quarta-feira (21), em São Paulo (SP), o lançamento oficial da 14ª Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), a maior iniciativa de fortalecimento de categoria no agronegócio brasileiro, que estima impactar 170 milhões de consumidores ao longo da campanha deste ano. O encontro aconteceu no Quintal De Betti e reuniu lideranças da suinocultura, representantes das maiores redes supermercadistas do país e parceiros estratégicos do setor, como influenciadores digitais e membros da imprensa. Com o tema “Let’s Carne Suína, Let’s proteína”, a campanha reforça o posicionamento da carne suína como uma proteína moderna, versátil e conectada às novas tendências de consumo. A edição de 2026 acontece nacionalmente de 01 a 19 de junho, em 20 estados brasileiros e 21 bandeiras do varejo nacional, incluindo três das cinco maiores redes varejistas do Brasil: Pão de Açúcar, Extra Mercado, Carrefour, Bretas, Prezunic, GBarbosa, Swift, Amigão, Boa, Compre Mais, Paraná Supermercados, Avenida, Confiança, Jaú Serve, Proença, Shibata, Pague Menos, Mix Mateus, Mateus Supermercados e Camiño, que representam, juntas, quase R$ 250 bilhões em faturamento no varejo alimentar nacional.
Durante o evento, a ABCS destacou o papel estratégico da SNCS na valorização da carne suína no varejo e na conexão entre produtores, indústria, varejo e consumidores em uma estratégia conjunta de construção de valor para toda a cadeia produtiva e de estímulo ao aumento do consumo da proteína no Brasil. Marcelo Lopes, presidente da ABCS compartilhou seu orgulho em estar à frente dessa iniciativa, “Pra nós é uma alegria muito grande tê-los aqui conosco, com mais de 14 anos de trabalho a SNCS chega a sua 14° edição mais forte do que nunca.” O evento também recebeu o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), Márcio Milan, que compartilhou números do setor, e o presidente da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), Valdomiro Ferreira, que ressaltou a importância da união de toda a cadeia produtiva, ao lado do varejo para atingir o mercado interno. Entre os destaques do encontro tivemos a apresentação das campanhas da SNCS 2026, que terão atuação multicanal com ações em ponto de venda, redes sociais, influenciadores, encartes, mídia digital e ativações comerciais levando o conceito “Escolha Mais Carne Suína”, presente em mais de 50 peças de comunicação distribuídas entre as redes participantes. Uma apresentação de mercado conduzida pelo consultor da ABCS, Iuri Pinheiro Machado, e um stand-up comedy, com o casal de humoristas Gustavo e Ellen Pardal. Além disso, a programação contou com a presença de alguns influenciadores e do time de embaixadores da campanha, que juntos somam quase 6 milhões de seguidores nas redes sociais e ampliam o alcance da mensagem da carne suína para diferentes públicos. O evento também abordou temas como transformações do mercado e às estratégias de fortalecimento da carne suína no país, convergência estratégica e inteligência coletiva no varejo, discutindo oportunidades para ampliar a presença da carne suína nos pontos de venda e fortalecer o hábito de consumo da proteína entre os brasileiros. A SNCS segue consolidando a proteína suína como uma opção saborosa, acessível e alinhada às demandas do consumidor contemporâneo que vai além das ações promocionais, integrando comunicação, relacionamento com o mercado e experiências gastronômicas para impulsionar o consumo, fortalecer o posicionamento da proteína e gerar valor para toda a cadeia da suinocultura brasileira. O evento foi encerrado com um momento de networking entre varejistas, frigoríficos, produtores e demais representantes da cadeia produtiva, fortalecendo conexões estratégicas para o avanço da suinocultura nacional numa experiência gastronômica conduzida pelo assador Rogério Betti, proprietário do Quintal De Betti, que apresentou cortes especiais suínos preparados com técnicas premium. O menu incluiu Steak Dry Aged Porterhouse, Steak Dry Aged Suíno e costeleta de porco, evidenciando a versatilidade, qualidade e sofisticação da carne suína.
O PRESENTE RURAL/ ABCS
ECONOMIA
Dólar sobe na sessão, mas fecha semana com queda acumulada de 0,74%
O dólar fechou a sexta-feira em alta, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante boa parte das demais divisas no exterior, em mais um dia de cautela nos mercados globais em relação às negociações de paz entre EUA e Irã.
O dólar à vista fechou em alta de 0,57%, aos R$5,0289. Na semana, a divisa acumulou baixa de 0,74% e, no ano, tem queda de 8,38%. Às 17h04, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,30% na B3, aos R$5,0310. Na quinta-feira, a moeda norte-americana à vista fechou o dia praticamente estável, em meio a notícias conflitantes sobre as negociações entre EUA e Irã. Na sexta-feira, o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, disse que “houve algum progresso” nas negociações com o Irã, mas acrescentou que “há mais trabalho a ser feito”. Já o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, se reuniu com o ministro do Interior do Paquistão, Syed Mohsin Naqvi, para discutir propostas para acabar com a guerra, informou a mídia iraniana. Teerã e Washington ainda seguem em desacordo sobre o estoque de urânio iraniano e os controles sobre o Estreito de Ormuz. Neste cenário, o dólar sustentou ganhos ante divisas fortes como o euro e o iene e exibia nesta tarde alguns ganhos ante divisas de países emergentes como o real e o peso chileno. As variações, no entanto, foram contidas, na ausência de notícias de impacto sobre a guerra no Oriente Médio.
REUTERS
Ibovespa fecha em queda e acumula maior série de perdas semanais desde 2018
No setor de proteínas, MINERVA ON caiu 6,2%, em dia negativo para o setor de proteínas na bolsa brasileira, com MBRF ON recuando 4,05%. JBS, que tem suas ações listadas nos EUA, cedeu 0,53%.
O Ibovespa fechou em queda na sexta-feira, após dois pregões de trégua, ampliando a correção negativa desde que ultrapassou os 199 mil pontos em abril e cravando a maior sequência de perdas semanais desde 2018. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,81%, a 176.209,61 pontos. Na máxima do dia, chegou a 177.648,58 pontos. Na mínima, a 174.893,37 pontos. O volume financeiro somou R$20,96 bilhões. Com tal desempenho, o Ibovespa perdeu 0,61% na semana, a sexta seguida de baixa. A última vez que houve uma série de seis quedas semanais foi de 14 de maio a 18 de junho de 2018. Uma sequência maior, com sete semanas de queda, ocorreu apenas entre abril e maio de 2004. O ajuste negativo que começou em meados de abril, quando o Ibovespa superou pela primeira vez 199 mil pontos durante o pregão, tem sido guiado pela saída de investidores estrangeiros das ações brasileiras. O saldo em maio está negativo em R$11,7 bilhões, excluindo ofertas de ações (follow-ons e IPOs), de acordo com dados da B3 até o dia 20. Abril ainda fechou com saldo positivo de quase R$3,2 bilhões - mas até o dia 15 eram R$14,6 bilhões. No ano, a bolsa ainda registra uma entrada líquida de R$44,8 bilhões. Estrategistas avaliam que tal reversão está relacionada à atenção renovada de investidores em tecnologia, favorecendo ações dos Estados Unidos e emergentes asiáticos, mas também à perspectiva de um ciclo de queda de juros mais lento no Brasil e incerteza eleitoral. No exterior, o índice acionário norte-americano S&P 500 encerrou em alta de 0,37%, orbitando sua máxima histórica. Nem o aumento de apostas de uma alta de juros nos EUA, após o diretor do Federal Reserve Christopher Waller afirmar que o Fed deveria eliminar o "viés de flexibilização" de seu comunicado de política monetária e efetivamente abrir a porta para um possível aumento dos juros, minou o fôlego em Wall Street, que ainda teve no radar a posse de Kevin Warsh como chair do Fed. Investidores também continuaram monitorando notícias sobre negociações para encerrar a guerra dos EUA e de Israel contra o Irã.
REUTERS
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