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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1113 DE 22 DE MAIO DE 2026

  • prcarne
  • há 9 horas
  • 16 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1113 | 22 de maio de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: continuidade na pressão de baixa na arroba

Com escalas de abate entre 8 e 9 dias, na média nacional, os frigoríficos seguem sem urgência para comprar boiadas gordas, apurou a Agrifatto. No PARANÁ: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 342,00/@ (à vista) e R$ 346,00/@ (prazo)

 

A pressão baixista sobre o mercado físico do boi gordo continua ativa, um reflexo da maior oferta de animais terminados, impulsionada pela perda de qualidade das pastagens com a chegada do outono, somada ao enfraquecimento do consumo doméstico de carne bovina nesta segunda quinzena do mês, informou a Agrifatto. Na quinta-feira (21/5), segundo apuração da consultoria, das 17 praças acompanhadas diariamente, 5 apresentaram recuos nas cotações da arroba: AC, GO, MA, MG e TO. Por sua vez, relata a Agrifatto, com exceção de Rondônia, onde o valor do boi gordo subiu, as outras regiões monitoradas registraram estabilidade nos preços da arroba. No interior de São Paulo, destaca a consultoria, o boi gordo sem padrão-exportação está valendo R$ 345/@, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 355/@. Pelos dados levantados pela Scot Consultoria no mercado paulista, o boi gordo direcionado ao mercado doméstico seguiu cotado em R$ 345/@ nesta quinta-feira, a vaca gorda é vendida por R$ 318/@, a novilha vale R$ 330/@ e o “animal-China” está apregoado em R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). “A oferta de boiadas continua atendendo à demanda vigente, enquanto as vendas de carne no mercado doméstico estão enfraquecidas, mantendo o mercado pressionado”, ressaltam os analistas da Scot. De acordo com previsão da Agrifatto, a expectativa é de novos ajustes negativos na arroba ao longo dos próximos dias – até, pelo menos, o fim de maio/26. “Em síntese, o mercado segue balizado por escalas de abate confortáveis, consumo doméstico enfraquecido e expectativa concentrada nos próximos desdobramentos da demanda externa”, relata a Agrifatto, que acrescenta: “Com escalas de abate entre 8 e 9 dias, na média nacional, os frigoríficos brasileiros seguem sem urgência para comprar boiadas gordas”. No mercado futuro, os contratos do boi gordo continuam apontando recuperação, sustentada sobretudo pelos rumores de flexibilização das salvaguardas da China. A edição da SIAL Shanghai, encerrada na quarta-feira (20/5), foi marcada por um clima de profunda incerteza estrutural, destacou a Agrifatto. A principal divergência tática, diz a consultoria, concentra-se na data limite de segurança para os embarques brasileiros. Explica-se: enquanto o consenso especulativo sugere que os navios devem zarpar até o final de junho/26 para garantir acesso à tarifa reduzida, operadores adotam estratégias de risco assimétrico, observa a Agrifatto. “Exportadores mais agressivos sustentam despachos na segunda quinzena de junho/26, projetando que 80% do volume consiga ingressar regularmente sob a cota, assumindo o risco de desviar os 20% restantes via canal cinza”, relatou a consultoria. Em contrapartida, importadores avessos ao risco regulatório já recusam sistematicamente cargas com data de embarque posterior a 15 de junho/26, acrescenta. Nesta semana, informa a Agrifatto, o dianteiro bovino brasileiro exportado à China foi cotado entre US$ 6.700/tonelada e US$ 6.800/tonelada, o mesmo patamar de preço registrado na semana anterior. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: nove dias.

MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 323,50/@ (à vista) e R$ 327,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 333,50/@ (à vista) e R$ 337,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo).

AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA/DBO

 

Boi/Cepea: Ritmo de negócios envolvendo a arroba está lento

Baixa liquidez atrelada à intensa queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos

 

Pesquisadores do Cepea apontam que o ritmo de negócios envolvendo o boi gordo está lento na maior parte das praças acompanhadas. Essa baixa liquidez está atrelada à intensa queda de braço entre pecuaristas e frigoríficos. Muitos agentes consultados pelo Cepea estão fora do mercado após o preenchimento das escalas, que permanecem alongadas, entre 8 e 15 dias. O clima mais frio e a queda no volume de chuvas a partir do final de abril têm piorado as pastagens, o que eleva a oferta de animais em algumas regiões. Em São Paulo, o volume de negociações segue contido. O Indicador do Boi Gordo CEPEA/ESALQ operava na casa dos R$ 340 no início desta semana e apresentava queda de 2,72% na parcial de maio (até o dia 19).

CEPEA

 

China suspende compras de carne bovina de três frigoríficos do Brasil por uso de hormônios sintéticos

Plantas pertencem à JBS, Prima Foods e Frialto; medida já era esperada por exportadores brasileiros

 

As plantas foram suspensas por conta da identificação de hormônios sintéticos usados como medicamento veterinário no gado, o que é proibido pela China. Dois dias depois de reabilitar três frigoríficos brasileiros que estavam com vendas embargadas desde março de 2025, a China suspendeu licenças de outras três unidades que exportavam para o país. As plantas pertencem à JBS, Prima Foods e Frialto. A medida já era esperada por exportadores brasileiros, como adiantou a reportagem. A comitiva do ministro da Agricultura, André de Paula, havia sido comunicada pelas autoridades chinesas na terça-feira (19/5) sobre a aplicação da medida a partir de quarta-feira (20/05). A Administração-Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês) informou a suspensão das licenças de exportação das unidades da Prima Foods (SIF 157, em Araguari-MG), da Frialto (SIF 4490, em Matupá-MT) e da JBS (SIF 51, em Pontes e Lacerda-MT). As plantas foram suspensas por conta da identificação de hormônios sintéticos usados como medicamento veterinário no gado, o que é proibido pela China em testes realizados nas carnes enviadas ao país.

VALOR ECONÔMICO

 

SUÍNOS

 

Suínos/Cepea: Poder de compra do suinocultor segue em queda

O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja está em queda nesta parcial de maio (até o dia 19). Em relação ao milho, este é o oitavo mês consecutivo de baixa e o poder de compra é o pior desde fevereiro de 2023.

 

Segundo o Cepea, os preços do suíno vivo, do cereal e do derivado da soja estão em queda, mas a desvalorização do animal está mais intensa. Neste mês, o suinocultor da região de Campinas (SP) pode adquirir, em média, 3,18 kg de farelo de soja e 4,96 kg de milho para cada quilograma de animal vivo comercializado, recuos de 6% e 4,9% frente a abril, respectivamente, conforme apontam dados do Cepea. Em comparação com o mesmo período do ano passado, o poder de compra registra baixas de 33,2% e 29,1%, na mesma ordem.

De acordo com pesquisadores do Cepea, após baixas nos preços do vivo em todo o mês de abril, a procura pela carne chegou a aumentar na primeira quinzena de maio, o que levou as cotações a reagirem levemente. Ainda assim, essa alta não foi suficiente para elevar a média mensal. Além disso, pesquisadores do Centro de Pesquisas indicam que, com o avanço da segunda quinzena do mês, a tendência é que os valores não registrem aumentos, pelo menos até o começo de junho.

CEPEA

 

Peste Suína Africana avança na Europa e acende alerta na suinocultura

Surto em granja de grande porte na Polônia e aumento de casos em javalis na Alemanha mostram dificuldade de controle do vírus.

 

Com a elevação das temperaturas, os surtos de Peste Suína Africana (PSA) voltam a impactar a suinocultura europeia. Neste ano, o primeiro caso na Polônia foi registrado mais tarde do que o habitual, mas chamou atenção pelo tamanho: uma granja com 21.390 suínos foi atingida na província da Pomerânia Ocidental. Ao mesmo tempo, na Alemanha, o vírus segue circulando entre populações de javalis em diferentes regiões. De acordo com a Inspeção Veterinária Central da Polônia, o foco foi identificado na vila de Jarosławsko, no nordeste do país, com confirmação em 18 de maio. A propriedade fica a cerca de 70 quilômetros da fronteira com a Alemanha e, conforme os protocolos da União Europeia, todos os animais serão abatidos. Este é o 571º registro da doença em granjas polonesas desde o início dos surtos, em 2014, e a unidade afetada está entre as maiores já atingidas. Apenas cinco propriedades infectadas ao longo desse período tinham mais de 10 mil animais. Em 2020, o maior caso envolveu quase 24 mil suínos. Somente em 2025, 18 granjas de diferentes portes foram afetadas no país. Além das granjas, a doença segue presente na fauna silvestre. Em 2026, até 20 de maio, a Polônia contabilizava 1.241 javalis mortos infectados pelo vírus. No ano anterior, foram 3.429 registros, enquanto o pico ocorreu em 2020, com 4.156 carcaças identificadas. Na Alemanha, apesar de não haver casos confirmados em granjas em 2026, a circulação do vírus entre javalis mantém as autoridades em alerta. No estado da Saxônia, na fronteira com a Polônia, a doença voltou a aparecer poucos meses após a região se declarar livre da PSA. Em abril e maio deste ano, foram encontradas 71 carcaças infectadas, sendo 45 em abril e 26 em maio. Em ciclos anteriores, entre 2020 e 2025, o estado registrou 2.399 casos. Os focos atuais na Saxônia estão a cerca de 10 quilômetros da fronteira polonesa, embora, nessa área específica, não tenham sido registrados casos recentes do lado da Polônia. No país vizinho, a atividade do vírus está concentrada a pelo menos 200 quilômetros dessa região. Já no oeste da Alemanha, no estado da Renânia do Norte-Vestfália, o avanço da doença também preocupa. Foram identificados nove javalis infectados no município de Netphen, ampliando a área afetada. No total, o número de mortes de animais silvestres na região já chega a 701, com aumento consistente nos registros mensais: 124 casos em março, 137 em abril e mais de 90 notificações parciais em maio. Os surtos estão distribuídos por oito municípios em três distritos — Olpe, Siegen-Wittgenstein e Hochsauerlandkreis —, o que reforça a dificuldade de contenção da doença. Para dimensionar o problema, autoridades alemãs utilizaram drones com câmeras térmicas no início de 2026 e estimaram cerca de 495 javalis nas áreas monitoradas. Com o período reprodutivo em andamento, a população atual pode ter chegado a aproximadamente 1.500 animais, ampliando o desafio sanitário.

PIG PROGRESS

 

Produção e consumo de carne suína crescem no Brasil, mas queda dos preços preocupa produtores

Em alguns Estados, valores pagos pelos animais estão abaixo do custo de produção

Setor vê a competitividade da carne suína como uma oportunidade de ganhar mais espaço na mesa do consumidor

 

A produção brasileira de carne suína tem registrado aumento tanto no volume quanto no consumo, porém o preço pago pela proteína preocupa os produtores. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) compilados pelo consultor de mercado Iuri Machado apontam que o abate de suínos cresceu 5,49% no primeiro trimestre deste ano em número de cabeças abatidas, em relação ao mesmo período do ano passado. O volume de carcaças também ficou maior, mas com alta de 2,64%, o que aponta para uma queda no peso médio. A exportação de carne suína, por sua vez, cresceu 15,27% no mesmo período, o que contribui para "enxugar" o crescimento da produção. Já o consumo per capita da carne suína cresceu 40,37% no acumulado de 2015 a 2025, mais do que as carnes bovinas (18%) e de frango (queda de 3,28%). Durante o ano passado, cada brasileiro consumiu, em média, 20,3 quilos de carne suína. Por outro lado, o prédio médio mensal da carcaça despencou nos últimos meses, conforme números do Cepea/Esalq. A cotação chegou a R$ 15,10 o quilo em novembro de 2024, mas o patamar atual é de R$ 8,70 (queda de 42,4%). "É um momento difícil para os produtores em função dessa queda de preço, em alguns Estados até abaixo do custo de produção, muito em função do excesso de oferta", afirmou o presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), Marcelo Lopes, durante o lançamento da 14ª Semana Nacional da Carne Suína, nesta quinta-feira (21/5), em São Paulo. A programação realizada em conjunto com redes de varejo irá ocorrer entre os dias 1º e 19 de junho.

Lopes acredita, no entanto, que a tendência é de preços mais equilibrados para o segundo semestre. Quanto ao consumo interno, o Nordeste do país é hoje considerado uma região promissora, onde o consumo é menor. "Existe um preconceito muito grande em relação à carne suína e que não reflete a realidade da produção, haja vista que nós produzimos para países com grandes exigências sanitárias, que é o caso do Japão, da Coreia do Sul, e o Brasil está começando a enxergar exatamente isso", observou Lopes. Ao mesmo tempo em que reclama do preço, o setor vê a competitividade da carne suína como uma oportunidade de ganhar mais espaço na mesa do consumidor. "Hoje você vai para Europa, Ásia, América do Norte e você vê as pessoas consumindo carne suína. O brasileiro vai aos poucos se adaptando e, até pela condição mais favorável e econômica desses produtos, eu tenho certeza de que ela

vai entrar (no cardápio) e esse ano vai ser um sucesso", ressaltou Lopes, que acredita que o segmento deve manter o ritmo de crescimento dos últimos anos, por volta de 4%.

GLOBO RURAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

BOLETIM CONJUNTURAL DERAL/SEAB-PR

No setor de proteína animal, a pecuária de corte apresentou crescimento de 15% nas exportações nacionais de carne bovina no quadrimestre. Porém, a maior oferta interna de animais para os frigoríficos pressionou as cotações, mantendo a arroba em queda de 2,72% no mês, negociada na média de R$ 343,00 no Paraná.

A soja registrou um excelente desempenho comercial no primeiro quadrimestre de 2026. O complexo soja — que engloba o grão, o farelo e o óleo — teve mais de 5,3 milhões de toneladas embarcadas pelo Paraná no período, o que representa um incremento de 3,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025. Esse avanço logístico impulsionou o faturamento do Estado para US$ 2,3 bilhões na balança comercial, um expressivo salto de 10,6% na comparação anual. A China absorveu 59% de todo o volume exportado pelo território paranaense. O segundo principal comprador foi o Irã, com 6%, seguido pelo Vietnã, com 5%. Nestes primeiros quatro meses de 2026, o Paraná exportou algum item do complexo soja, mesmo que em pequeno volume, para 43 países. De maneira mais ampla, as exportações do Paraná alcançaram US$ 7,54 bilhões, o sexto maior volume do País e o maior da região Sul em 2026. Dados do Deral apontam que a segunda safra de milho pede atenção devido às variações climáticas recentes. O relatório desta semana apontou uma leve piora nas condições de campo, decorrente das primeiras geadas registradas no Paraná, que provocaram danos pontuais em lavouras localizadas principalmente na região Sul. O índice de áreas consideradas em "boas condições" recuou de 84% para 82%, enquanto as lavouras em situação regular foram para 13% e as classificadas como "ruins" subiram de 4% para 5% da área total. “Apesar de alguns produtores relatarem perdas, as condições gerais da produção do Estado como um todo, por enquanto, não sofreu perdas significativas. Isso porque o cultivo está concentrado nas regiões Norte e Oeste paranaenses, onde, ao contrário da região Sul, os efeitos climáticos como o das geadas não aparecem”, explica o analista do Deral Edmar Gervasio.

A região Norte, segundo o Deral, concentra cerca de 35,7% da área total das lavouras de milho do Estado, pouco mais de 1 milhão de hectares. No Oeste paranaense estão aproximadamente 933 mil hectares. No setor de proteína animal, a pecuária de corte apresentou crescimento de 15% nas exportações nacionais de carne bovina no quadrimestre. Porém, a maior oferta interna de animais para os frigoríficos pressionou as cotações, mantendo a arroba em queda de 2,72% no mês, negociada na média de R$ 343,00 no Paraná. O boletim aponta a necessidade de atenção com o tempo frio, que afetou as pastagens e ainda pode gerar algum reflexo na precificação por conta do custo ao produtor. Em abril, o preço nominal médio pago pelo frango vivo ao produtor fechou em R$ 4,62/kg, valor que ficou abaixo do custo médio de produção da ave, estimado em R$ 4,70/kg. Conforme aponta o boletim, a pressão financeira sobre a atividade decorre da alta recente de insumos básicos da nutrição animal, como o milho no atacado (R$ 63,58 por saca de 60 kg) e o farelo de soja (R$ 1.885,50 por tonelada).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha estável, perto de R$5,00, com expectativa de acordo EUA-Irã

O dólar terminou a quinta-feira praticamente estável no Brasil, colado nos R$5,00, na esteira de uma melhora generalizada dos mercados em todo o mundo em função de rumores sobre uma versão final de um acordo entre EUA e Irã para acabar com a guerra no Oriente Médio. 

 

O dólar à vista fechou com leve baixa de 0,05%, aos R$5,0005. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,90% ante o real. Às 17h03, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- subia 0,03% na B3, aos R$5,0100. Até perto das 14h o dólar vinha oscilando entre a estabilidade e leves altas ante o real, enquanto no exterior a moeda norte-americana exibia ganhos ante boa parte das demais divisas, refletindo preocupações com a guerra no Oriente Médio. Após o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmar na véspera que poderia esperar alguns dias pelas “respostas certas” de Teerã, na quinta-feira uma reportagem da Reuters informou que o líder supremo iraniano, aiatolá Mojtaba Khamenei, determinou que o urânio do país, com grau de pureza próximo ao usado em armas, não seja enviado ao exterior. O destino do estoque de urânio enriquecido é um dos pontos sensíveis nas negociações de paz entre os dois países e, por isso, a determinação de Khamenei foi vista como um endurecimento de Teerã nas negociações de paz. Pouco depois das 14h, porém, os mercados globais viraram em função de rumores sobre a existência de uma versão final para um acordo entre EUA e Irã. O otimismo renovado fez o petróleo virar para o negativo e os rendimentos dos Treasuries despencarem, enquanto o dólar perdeu força ante as demais moedas. “O cenário teve alívio após relatos da mídia saudita sinalizarem o anúncio de um acordo de cessar-fogo mediado, com foco na liberdade de navegação, embora ainda sem menção à questão nuclear”, disse Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No campo político, o principal foco de atenção no Brasil ainda é o noticiário sobre as relações entre o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e o ex-dono do Master, Daniel Vorcaro, que está preso. Desde a semana passada, Flávio tem lutado para explicar um pedido de dinheiro a Vorcaro para financiar um filme sobre a história de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, que está preso por tentativa de golpe de Estado. Vorcaro está no centro de um dos maiores escândalos financeiros da história do Brasil, que levou a um desembolso de bilhões de reais do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Durante a tarde, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse em um evento que “ainda vai aparecer muito mais coisa” no caso que envolve Flávio e Vorcaro.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em alta apoiado por exterior

No setor de proteínas, Minerva ON recuou 5,4%. Relatório de analistas do Itaú BBA cortou a recomendação das ações para "market perform" e o preço-alvo dos papéis de R$9 para R$5,50. De acordo com o analista Gustavo Troyano e equipe, a decisão reflete um ambiente operacional menos favorável, combinado com visibilidade limitada sobre variáveis-chave, entre elas o risco de uma desaceleração no ciclo do gado no Brasil, juntamente com a queda nos volumes de abate em países da América do Sul.

 

O Ibovespa fechou em alta modesta na quinta-feira, marcada por expectativas envolvendo negociações entre Estados Unidos e Irã, enquanto Copasa figurou entre os destaques negativos, após lançar oferta de ações que deve privatizar a companhia. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,17%, a 177.649,86 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo chegado a 178.546,59 na máxima do dia. Na mínima, mais cedo, recuou a 175.805,16 pontos. O volume financeiro no pregão somou R$23,77 bilhões. A bolsa paulista abriu contaminada pelo cenário externo desfavorável, com alta do petróleo e dos rendimentos dos Treasuries, em meio a uma percepção mais negativa sobre as negociações para acabar com a guerra de EUA e Israel contra o Irã. Tal sentimento teve como pano de fundo uma notícia da Reuters de que o líder supremo iraniano, o aiatolá Mojtaba Khamenei, emitiu uma diretriz para que o urânio do país com grau de pureza próximo ao de armas não seja enviado para o exterior. De acordo com autoridades israelenses, Trump garantiu a Israel que o estoque de urânio altamente enriquecido do Irã será enviado para fora do país e que qualquer acordo de paz precisa incluir uma cláusula sobre isso. No começo da tarde, porém, o petróleo reverteu a alta, endossando um alívio nos Treasuries, bem como uma melhora em Wall Street, diante de relatos não confirmados de que Washington e Teerã teriam chegado a um esboço final de um acordo para encerrar o conflito iniciado no final de fevereiro. O secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio, também afirmou a jornalistas que houve algum progresso nas negociações com Teerã. "Há alguns bons sinais", disse. O barril sob o contrato Brent fechou em baixa de 2,32%, a US$102,58, enquanto o rendimento do título de 10 anos do Tesouro norte-americano marcava 4,564% no final da tarde, de 4,574% na véspera. 

REUTERS

 

Arrecadação federal cresce 7,82% em abril e bate recorde para o mês

A arrecadação do governo federal teve alta real de 7,82% em abril sobre o mesmo mês do ano anterior, somando R$278,823 bilhões, informou a Receita Federal na quinta-feira.

 

O resultado é o melhor para meses de abril da série histórica da Receita Federal, iniciada em 1995, no oitavo recorde mensal consecutivo. No acumulado de janeiro a abril, a arrecadação cresceu 5,41% acima da inflação em comparação com o primeiro quadrimestre de 2025, a R$1,056 trilhão, patamar também recorde para o período. No mês de abril, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competência da União, cresceram 7,31% em termos reais frente a um ano antes, a R$258,779 bilhões. O desempenho da receita administrada por outros órgãos, que tem peso relevante de royalties de petróleo, cresceu 14,89% no mês passado, a R$20,044 bilhões. Teve papel importante no dado do mês uma alta de R$4,6 bilhões, equivalente a 7,7%, nas receitas de Imposto de Renda de empresas e Contribuição Social sobre Lucro Líquido (CSLL). Também houve aumento das contribuições previdenciárias, que cresceram R$2,9 bilhões, ou 4,8%, diante do aumento real da massa salarial e da redução da desoneração da folha de setores da economia. A Receita ainda registrou ganhos de Imposto de Renda sobre ganhos de capital (+25,4%), PIS/Cofins (+5,3%) e Imposto sobre Operações Financeiras (IOF), que teve alíquotas elevadas pelo governo e cresceu 30,3% na comparação com abril do ano passado. No recorte por setores, a indústria de extração de petróleo e gás recolheu em abril R$11,4 bilhões, uma alta de 541% na comparação com abril do ano passado. O aumento se deu em meio à alta das cotações da commodity no mercado internacional como efeito da guerra EUA-Irã, mas o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita, Claudemir Malaquias, afirmou que ele foi motivado principalmente por uma mudança de cadastro tributário, com companhias passando da classificação de refino no ano passado para a de extração neste ano, o que distorce a comparação. A arrecadação foi de R$30,6 bilhões no caso das entidades financeiras (+20,4%) e de R$18,8 bilhões no comércio atacadista (+10,7%). Os dados do mês também mostraram efeitos ainda limitados de medidas arrecadatórias da reforma do Imposto de Renda, que entrou em vigor neste ano. De janeiro a abril, a cobrança da alíquota de 10% na fonte sobre dividendos acima de R$50.000 pagos por empresas às pessoas físicas rendeu aos cofres públicos R$675,5 milhões. Já a tributação de 10% sobre dividendos remetidos para fora do país no mesmo período culminou em arrecadação de R$209,5 milhões. Os valores do primeiro quadrimestre seguem muito abaixo da projeção original do governo de arrecadar R$30 bilhões neste ano com as duas fontes de tributação. Na entrevista, Malaquias ainda afirmou que o imposto de exportação do petróleo, adotado como medida emergencial para manter a oferta doméstica do produto diante do salto na cotação da commodity, registrou uma arrecadação de R$238 milhões neste ano até o momento. Ele ponderou que essa receita tem uma defasagem porque as empresas do setor contam com um prazo de até 60 dias para pagamento do tributo.

REUTERS

 

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