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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1110 DE 19 DE MAIO DE 2026

  • prcarne
  • há 2 dias
  • 15 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1110 | 19 de maio de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Semana abre com arroba estável, mas pressão de baixa continua

Pelos dados da Agrifatto, o animal sem padrão-exportação segue valendo R$ 345/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” está valendo R$ 355/@ (no prazo). No PARANÁ: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 343,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo)


Os preços do boi gordo abriram a semana com estabilidade nas principais praças brasileiras, mas, para as próximas semanas, o cenário segue indicando manutenção da pressão de oferta, com o pico da safra de pasto contribuindo para escalas de abate mais confortáveis entre os frigoríficos, informou a Agrifatto. Segundo apuração da Scot Consultoria, o boi gordo destinado ao mercado interno paulista está cotado em R$ 348/@, enquanto o boi enviado para a China está apregoado em R$ 353/@ (valores brutos, no prazo). O enfraquecimento do consumo doméstico de carne bovina a partir da segunda quinzena de maio, devido ao esgotamento dos salários recebidos no início do mês, também reforça a pressão baixista sobre o mercado físico do boi gordo. “A perspectiva é de continuidade da desaceleração no fim da quinzena, quando o orçamento familiar mais apertado estimula a migração para proteínas concorrentes mais baratas, como aves, suínos e ovos”, informou a Agrifatto, acrescentando: “Esse ambiente amplia a possibilidade de novos recuos nos preços da arroba até o encerramento do mês”. A segunda semana de maio registrou diversos destaques que impactaram o mercado pecuário brasileiro, lembra a Agrifatto. A semana começou com a China anunciando que o Brasil bateu 50% de sua cota de salvaguarda. Em seguida, houve o alarme falso sobre uma possível redução de tarifas nos Estados Unidos, anunciada pelo presidente norte-americano, mas rapidamente adiada no dia seguinte. Na sequência, surgiu a notícia de que a Europa retirará o Brasil da lista de países autorizados a exportar carne bovina a partir de setembro/26. “Diante desse ambiente de instabilidade geopolítica, diversos frigoríficos optaram por trabalhar com escalas mais curtas, de no máximo oito dias úteis, receosos de possíveis ajustes negativos no mercado”, observou a Agrifatto. O indicador Datagro da última sexta-feira (15/5) encerrou com queda semanal de 2,23%, fechando em R$ 344,29/@. Na bolsa B3, o movimento dos preços futuros do boi gordo foi de ajuste negativo para os contratos mais curtos e estabilidade nos vencimentos de médio prazo. O contrato de maio/26 registrou recuou de 1,45% na sexta-feira, em comparação com a sexta-feira anterior, encerrando a R$ 336,75/@. Por sua vez, o vencimento de junho/26 caiu 0,33%, fechando a semana em R$ 336,55/@. O ágio entre B3 e mercado físico até agosto permanece entre R$ 6/@ e R$ 7/@, acrescentou a consultoria.

Cotações do boi gordo, conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: dez dias.  MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (15/5), de acordo com levantamento da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$353,00/@ (à vista) e R$ 357,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

CARNES

 

Embrapa aponta queda nos custos da suinocultura e da avicultura de corte em abril

Redução foi registrada nos principais estados produtores, com destaque para o recuo nos gastos com ração.

 

Em abril, os custos de produção de suínos e frangos de corte apresentaram queda nos principais estados produtores, conforme levantamento mensal da Embrapa Suínos e Aves, divulgado por meio da Central de Inteligência de Aves e Suínos (CIAS), disponível no site embrapa.br/suinos-e-aves/cias. No Paraná, o custo de produção do frango de corte foi de R$ 4,70 por quilo em abril, queda de 0,51%, com o ICPFrango atingindo 363,50 pontos. No acumulado do ano (jan–abr), o índice registra alta de 0,91%, enquanto, em 12 meses, a variação é negativa em 3,76%. Os custos com ração, que representam 63,52% do total, recuaram 0,64% no mês e acumulam queda de 8,45% em 12 meses. Em Santa Catarina, o custo de produção do suíno vivo passou de R$ 6,30 em março para R$ 6,25 em abril, redução de 0,83%, com o ICPSuíno em 357,63 pontos. No acumulado do ano, o índice apresenta queda de 3,52% e, em 12 meses, de 2,88%. A ração, responsável por 72,44% do custo total, caiu 0,52% no mês e acumula redução de 2,48% no ano.

EMBRAPA SUÍNOS E AVES

 

FRANGOS

 

Exportações de frango somam 1,94 milhão de toneladas e batem recorde no primeiro quadrimestre de 2026

Embarques no quadrimestre e no mês de abril atingem os maiores volumes da série histórica.

 

As exportações brasileiras de carne de frango bateram recorde no primeiro quadrimestre de 2026, conforme dados divulgados pelo Cepea na sexta-feira (15). Com base na série histórica da Secex, iniciada em 1997, o volume exportado entre janeiro e abril foi o maior já registrado para esse período. Segundo o levantamento, o Brasil embarcou 1,94 milhão de toneladas de carne de frango nos quatro primeiros meses do ano, ultrapassando o recorde anterior de 1,93 milhão de toneladas alcançado no último quadrimestre de 2025. Somente em abril, os embarques totalizaram 486,5 mil toneladas, o maior volume já observado para o mês em toda a série histórica. Embora tenha havido retração de 3,5% na comparação com março, o resultado ficou 2,2% acima do registrado em abril do ano passado. O Cepea destaca que a demanda aquecida aliada à oferta mais restrita em algumas regiões manteve os preços da carne de frango em alta por mais uma semana. Para a segunda quinzena de maio, agentes consultados avaliam que esse movimento de valorização pode perder intensidade, diante da redução do poder de compra da população no fim do mês. Mesmo assim, parte dos agentes acredita que ainda pode haver espaço para pequenos reajustes positivos, a depender das condições de oferta e demanda em cada região.

CEPEA

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Endividamento de R$ 10,8 bi coloca agro do Paraná em risco, alerta Sistema FAEP

Impossibilitado de quitar empréstimos e acessar crédito rural, produtor paranaense encontra obstáculos para manter as atividades no campo.

 

O endividamento rural do Paraná chegou a R$ 10,8 bilhões em janeiro deste ano, segundo levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP. Esse número é o chamado “saldo problemático”: a soma das dívidas em atraso (de até 90 dias), das inadimplentes (com atraso acima de 90 dias) e daquelas que foram prorrogadas ou renegociadas.  “Os índices de janeiro são preocupantes por si só, mas estimamos que o número atual de endividamento já possa estar alcançando o dobro desse valor, ultrapassando os R$ 20 bilhões”, afirma Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema FAEP. O Paraná tinha, em janeiro, aproximadamente R$ 99 bilhões em empréstimos com instituições financeiras que operam crédito rural. Logo, o saldo problemático do Estado representa 11% do total de empréstimos — um indicador considerado alto para o setor, que tem um padrão histórico de baixa inadimplência. As circunstâncias se repetem no panorama nacional. Em janeiro, de acordo com o mesmo levantamento, o Brasil somava cerca de R$ 881 bilhões em empréstimos rurais, com saldo problemático de aproximadamente R$ 153,6 milhões — equivalente a 17,4% do total. A inadimplência entre produtores rurais foi recorde em 2025, conforme as Estatísticas Monetárias e de Crédito divulgadas pelo Banco Central. O índice de operações vencidas há mais de 90 dias foi de 6,5% no ano passado. O valor representa um salto em relação aos anos de 2024 e 2023, que registraram inadimplência de 2,3% e de 1,1%, respectivamente. O quadro de endividamento é resultado de um conjunto de fatores: sucessivas quebras de safras devido a intempéries climáticas; juros elevados que dificultam a quitação de empréstimos; aumento dos custos de produção (como a elevação dos preços de fertilizantes e diesel); queda nos preços das commodities (provocando aperto na margem de lucro do produtor); além da falta de recursos para contratar seguro rural, o que garantiria maior estabilidade ao produtor mesmo frente a instabilidades. O Sistema FAEP alerta que o endividamento coloca em risco a atividade rural, assim como a segurança alimentar e o desenvolvimento econômico do Estado. “Com margem reduzida e dívidas em atraso, o produtor não tem acesso ao crédito rural e, consequentemente, não tem recursos para investir no cultivo de uma nova safra. Isso afeta a produção de alimentos, gerando uma redução na oferta de produtos no mercado, o que inevitavelmente pressiona os preços para cima e compromete a segurança alimentar da população”, afirma o presidente do Sistema FAEP. “É urgente um programa de renegociação de dívidas, por parte do governo federal, incluindo a abertura de novas linhas de crédito para o produtor”, defende. Na próxima terça-feira, será votado no Senado o Projeto de Lei (PL) 5.122/23, que permite a renegociação de dívidas rurais por meio de financiamento com recursos do Fundo Social do Pré-Sal. Desde o início da tramitação do projeto, o Sistema FAEP tem dialogado com parlamentares, levando informações sobre os desafios dos produtores rurais e a necessidade da implementação de medidas para sanar o endividamento.

FAEP

 

ECONOMIA

 

Dólar volta a fechar abaixo de R$5,00 após Trump adiar ataque contra o Irã

O dólar fechou a segunda-feira em queda firme e novamente abaixo dos R$5,00, após o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ter anunciado o adiamento de um ataque militar programado para a terça-feira contra o Irã.

 

Em sintonia com a baixa da moeda norte-americana ante outras divisas de países emergentes, o dólar à vista fechou em baixa de 1,34%, aos R$4,9987. No ano, a divisa passou a acumular queda de 8,93% ante o real. Às 17h04, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 1,17% na B3, aos R$5,0150. O dólar cedeu durante toda a sessão no Brasil, com os investidores promovendo ajustes técnicos após a disparada da última semana e reagindo ao recuo da divisa ante outras moedas no exterior. “O dólar subiu demais com o caso do (senador) Flávio Bolsonaro. Houve uma alta agressiva, e hoje está tendo um ajuste, com a melhora do ambiente também no exterior”, disse no início da tarde o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. Na semana passada, uma reportagem do Intercept Brasil havia informado que Flávio pediu ao ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro, R$134 milhões para bancar um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Flávio Bolsonaro nega ter cometido qualquer irregularidade e alega ter buscado recursos privados para um filme sobre a história do pai, sem oferecer vantagens em troca. O viés de baixa para o dólar na segunda-feira foi intensificado no fim da tarde após Trump informar pelas redes sociais o adiamento de um ataque militar contra o Irã que estava programado para terça-feira. Ainda que não haja uma solução para o conflito, que segue prejudicando o tráfego de navios pelo Estreito de Ormuz, o anúncio de Trump trouxe certo alívio para os investidores, que temem o fim do cessar-fogo entre os países. “O câmbio passa por um ajuste técnico e testa o patamar de R$5,00, monitorando também o alívio temporário no exterior trazido pelos sinais de distensão entre EUA e Irã, que chegaram a arrefecer os preços das commodities na parte da tarde”, pontuou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No mercado de câmbio brasileiro, ficou em segundo plano a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que caiu 0,7% em março ante fevereiro na série com ajustes sazonais. O resultado foi pior que a retração de 0,2% projetada por economistas ouvidos pela Reuters. Na comparação com março do ano passado, houve ganho de 3,1% pela série sem ajustes.

REUTERS

 

Ibovespa fecha abaixo dos 177 mil pontos pressionado por Vale

O Ibovespa fechou com um declínio modesto na segunda-feira, pressionado principalmente pela Vale, em dia de queda dos contratos futuros do minério de ferro na China, enquanto a Petrobras abandonou o sinal negativo e avançou, com os preços do petróleo retomando a alta no exterior. 

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,17%, a 176.975,82 pontos, após marcar 175.811,33 na mínima e 177.329,88 na máxima do dia. O volume financeiro somou R$24,19 bilhões. Desde meados de abril, quando o Ibovespa renovou recordes e alimentou expectativas de bater a marca inédita de 200 mil pontos, a bolsa paulista tem experimentado uma correção, com a perda desde então somando quase 11%. Como pano de fundo está o fluxo negativo de estrangeiros, com maio registrando saída líquida de quase R$3,9 bilhões até o dia 14, conforme dados da B3, excluindo ofertas de ações (follow-ons e IPOs). Abril ainda fechou com saldo positivo de quase R$3,2 bilhões - mas até o dia 15 eram R$14,6 bilhões. Na segunda-feira, a agenda macro destacou números mais fracos do que o esperado sobre a atividade econômica do país em março, conforme o IBC-Br, enquanto a pesquisa Focus mostrou aumento nas previsões para a Selic no final do ano, agora estimada em 13,25%. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, não sustentou os ganhos e fechou em baixa de 0,07%.

REUTERS

 

FOCUS: Mercado projeta inflação de 4,92% em 2026

Expectativa é de que economia cresça 1,85% no ano

 

A expectativa do mercado financeiro para inflação e juros subiu na comparação com a semana passada. As projeções relacionadas a câmbio e economia se mantiveram estáveis, segundo o Boletim Focus, divulgado na segunda-feira (18) pelo Banco Central (BC) . De acordo com o levantamento, a previsão do mercado é de que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), o indicador oficial de inflação do país, feche 2026 em 4,92%. É a décima semana consecutiva com previsão de alta inflacionária. Na semana passada, o mercado projetava um índice ligeiramente menor (4,91%). Há quatro semanas, a inflação projetada para 2026 estava em 4,8%. Para os anos subsequentes, as projeções de inflação são de 4% em 2027 e de 3,65% em 2028. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a inflação no Brasil desacelerou em abril, fechando o mês em 0,67%, pressionada pelos preços de alimentos e bebidas (1,34%). Estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta de inflação para o Brasil é de 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior, 4,5%. Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, definida atualmente em 14,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do BC. O Boletim Focus aumentou em 0,25 ponto percentual as projeções para a Selic ao final do ano – passando dos 13% projetados nos meses anteriores para 13,25%. Para 2027 e 2028, a previsão é de que a Selic feche em 11,25% e 10%, respectivamente. As previsões do mercado financeiro para a economia e para o dólar ficaram estáveis, na comparação com a semana passada. O mercado financeiro projeta uma cotação de R$ 5,20 para a moeda estadunidense ao final de 2026. Para 2027, a projeção é de que o dólar feche o ano em R$ 5,27, e em R$ 5,34, em 2028. Em relação à economia, o Boletim Focus mantém a previsão há três semanas, de que o Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todas as riquezas produzidas no país) feche 2026 com crescimento de 1,85%. Para 2027 e 2028, as expectativas são de que o PIB seja de 1,77% e 2%, respectivamente.

AGÊNCIA BRASIL

 

Fazenda vê inflação bater no teto da meta em 2026 sob efeito do conflito no Irã

A Secretaria de Política Econômica (SPE) do Ministério da Fazenda elevou nesta segunda-feira suas projeções de inflação para 2026 e 2027, prevendo que o IPCA atingirá o teto da meta neste ano sob impacto do conflito no Irã.

 

A SPE também projetou um crescimento de 2,3% do PIB neste ano, mesmo nível estimado em março. A secretaria estimou que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) fechará 2026 em 4,5%, contra 3,7% previstos antes. Em 2027, a previsão é de inflação de 3,5%, ante previsão de 3,0% feita em março. “A perspectiva de maior inflação no ano reflete, principalmente, desdobramentos do conflito no Oriente Médio sobre os preços do petróleo e seus derivados”, disse a SPE. O país tem uma meta contínua de inflação de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos -- de 1,5% a 4,5%. Apesar da elevação da estimativa para o comportamento dos preços, a Fazenda está mais otimista do que agentes de mercado, que esperam uma inflação de 4,92% neste ano, acima do teto da meta, segundo o mais recente boletim Focus do Banco Central. De acordo com a SPE, parte da pressão de alta da inflação tende a ser atenuada pela taxa de câmbio mais apreciada e uma previsão de mercado de Selic mais alta no fim deste ano, além das medidas adotadas pelo governo para amortecer elevações de preços de combustíveis. A SPE destacou uma deterioração “relevante” no cenário internacional desde o início do conflito no Oriente Médio, com piora nas perspectivas de crescimento da atividade econômica dos países e maior pressão inflacionária global. A pasta observou que indicadores do primeiro trimestre deste ano sugerem aceleração da atividade no Brasil após crescimento praticamente nulo no fim de 2025, apesar de destacar números elevados de endividamento e inadimplência. A expectativa, segundo a SPE, é de uma desaceleração econômica no segundo e terceiro trimestres, com ligeira retomada no final do ano. A secretaria ainda afirmou no relatório que medidas adotadas pelo governo para mitigar efeitos econômicos da guerra no Irã, incluindo subvenções e cortes tributários para combustíveis, geram custo fiscal inferior ao aumento esperado da arrecadação derivada do choque de petróleo, já que o Brasil é exportador líquido do produto. "As estimativas iniciais da SPE apontam que, combinando o crescimento esperado no pagamento de royalties, dividendos, IRPJ e CSLL, somados ao imposto de exportação, pode-se esperar um aumento da arrecadação da ordem de R$8,5 bilhões ao mês", apontou o documento.

REUTERS

 

Atividade econômica cai mais do que o esperado em março, mas tem alta de 1,3% no 1º tri, mostra BC

A atividade econômica do Brasil registrou desempenho positivo no primeiro trimestre deste ano mesmo depois de ter recuado mais do que o esperado em março, em meio aos impactos da guerra no Oriente Médio, apontou dados do Banco Central divulgados na segunda-feira.

 

O Índice de Atividade Econômica (IBC-Br), considerado um sinalizador do Produto Interno Bruto (PIB), apresentou em março queda de 0,7% na comparação com o mês anterior, segundo dado dessazonalizado. Foi o primeiro recuo mensal neste ano e o mais intenso desde maio de 2025, além de ter sido pior que a expectativa em pesquisa da Reuters de retração de 0,2%.

Ainda assim, o índice registrou expansão de 1,3% nos três primeiros meses do ano em relação ao quarto trimestre de 2025. Dados do PIB mostraram que a economia brasileira cresceu apenas 0,1% no quarto trimestre de 2025. O IBGE divulgará os dados do PIB do primeiro trimestre em 29 de maio. O mês de março foi marcado por incertezas geopolíticas após o início da guerra dos Estados Unidos e Israel contra o Irã, em 28 de fevereiro, que fechou o Estreito de Ormuz e elevou os preços do petróleo. Isso por sua vez levantou preocupações com a inflação em todo o mundo. No Brasil, o IPCA de março já mostrou o impacto da guerra com alta de 0,88% diante do aumento dos preços de transportes e alimentos. Em abril, a alta do IPCA desacelerou a 0,67%. O BC decidiu no final de abril cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual, a 14,50%, mas pregou cautela dizendo que precisará incorporar novas informações para definir a política monetária à frente. A abertura dos dados do BC na segunda-feira mostra que em março houve perdas generalizadas na atividade econômica frente ao mês anterior, com quedas de 0,2% na agropecuária e na indústria e de 0,8% dos serviços. No mês, dados separados do IBGE mostraram que o setor de serviços teve a maior queda desde novembro de 2024, de 1,2%, enquanto a produção industrial desacelerou com um crescimento de 0,1%. Por outro lado, as vendas no varejo cresceram em março pelo terceiro mês seguido, renovando o recorde da série histórica com alta de 0,5%, de acordo com o IBGE. Os dados do IBC-Br mostraram que, no primeiro trimestre, a indústria avançou 1,3%, enquanto a agropecuária e os serviços tiveram ambos expansão de 1,0%. Na comparação com março do ano anterior, o IBC-Br teve alta de 3,1%, enquanto no acumulado em 12 meses passou a um avanço de 1,8%, segundo números não dessazonalizados. A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostrou que a expectativa do mercado para a expansão do PIB em 2026 é de 1,85%, indo a 1,77% em 2027.

REUTERS

 

IGP-10 sobe menos do que o esperado em maio, mostra FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) registrou alta de 0,89% em maio, depois de subir 2,94% no mês anterior, em resultado que ficou abaixo do esperado diante da desaceleração de matérias-primas brutas no atacado.

 

Com isso, o IGP-10 passa a acumular em 12 meses avanço de 1,46%, de acordo com os dados divulgados nesta segunda-feira pela Fundação Getulio Vargas (FGV). A expectativa em pesquisa da Reuters para a leitura mensal era de alta de 1,11%. O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA-10), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, teve avanço de 0,95% em maio, depois de subir 3,81% no mês anterior. A alta das matérias-primas brutas no IPA desacelerou a 0,06% no mês, depois de ter disparado 7,01% em abril. "Esse movimento refletiu influências negativas relevantes, como minério de ferro, que caiu 4,67%, além de álcool etílico anidro, cana-de-açúcar, café em grão e suínos, todos com quedas expressivas no mês. O recuo desses itens ajudou a compensar pressões ainda presentes em alguns produtos agropecuários e industriais", explicou Matheus Dias, economista do FGV IBRE.

O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, registrou a alta de 0,68% em maio, depois de subir de 0,88% em abril. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-10), por sua vez subiu 0,86% no mês, depois de uma alta de 0,88% em abril.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

REUTERS

 

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