CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1108 DE 15 DE MAIO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1108 | 15 de maio de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Boi gordo: escalas de abate confortáveis e maior oferta de animais pressionam cotações
A Agrifatto detectou queda nos preços da arroba em 7 (SP, MT, MS GO, MG, PR e SC) das 17 praças monitoradas diariamente pela equipe de analistas da consultoria. No PARANÁ: Boi: R$ 345,00. VACA: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. ESCALAS: oito dias. Boi China: PARANÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo).
Com a oferta de boiada a pasto ganhando corpo em várias praças brasileiras, a pressão baixista também alcançou Estados que vinham mostrando mais resistência, como Mato Grosso, que registrou queda nos preços da arroba do boi gordo nesta quinta-feira (14/5), conforme apuração da Agrifatto, que acompanha diariamente os negócios em 17 regiões do País. Além da praça mato-grossense, a consultoria apurou desvalorização do boi gordo nos Estados de São Paulo, Goiás, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Paraná e Santa Catarina. Na praça paulista, segundo os dados da Agrifatto, a cotação do animal terminado sem padrão-exportação caiu para R$ 345/@, enquanto o “boi-China” recuou para R$ 355/@ (valores a prazo). Pelos números levantados pela Scot Consultoria em São Paulo, o boi gordo destinado ao mercado interno segue cotado em R$ 350/@, o animal padrão-China vale R$ 355/@, a vaca gorda é negociada em R$ 320/@ e a novilha acabada é vendida a R$ 333/@ (valores brutos, no prazo). “Os fundamentos de mercado seguem os mesmos: oferta atendendo à demanda, sem excedentes, e as escalas de abate dos frigoríficos estão confortáveis”, observou a Scot. Segundo a consultoria, a ponta vendedora está ativa nas negociações, mesmo com os recuos na cotação ao longo desta primeira quinzena de maio, estimulados pela diminuição da capacidade de suporte das pastagens e pela possibilidade de novas quedas no curto prazo.
Do lado dos frigoríficos, diz a Scot, há apetite nas compras, mas as indústrias já se atentam para não formar estoques elevados diante da possibilidade de retração do consumo com a entrada da segunda quinzena de maio, período marcado pelo esgotamento dos salários recebidos no começo do mês. “Esse cenário mantém a pressão sobre os preços”, ressaltam os analistas da Scot. Analistas da Agrifatto também acreditam na continuidade da tendência de baixa no curto prazo. Dados levantados pela consultoria nesta quinta-feira (14/5) mostram um mercado interno já lento, com “ressaca” após o período de feriado e as comemorações do Dia das Mães. “As incertezas em mercados compradores da carne bovina brasileira acenderam o sinal de alerta na cadeia”, avalia a consultoria, referindo-se sobretudo aos fundamentos externos (que podem impactar negativamente nas exportações brasileiras de proteína vermelha): a decisão da União Europeia em retirar, a partir de setembro/26, o Brasil da lista de fornecedores internacionais de carne bovina, além das questões comerciais ligadas às medidas de salvaguarda da China, que prevê aplicação de tarifa de 55% após o preenchimento total da cota individual de exportação. No mercado futuro do boi gordo, os contratos negociados na B3 encerraram a sessão de quarta-feira (13/5) em baixa pelo segundo pregão seguido. O papel com vencimento em maio/26 fechou o pregão cotado a R$ 340,70/@, com queda de 0,93% frente ao fechamento anterior. Cotações do boi gordo desta quinta-feira (14/5), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00.Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: nove dias. MINAS GERAIS:Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: oito dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 345,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: dez dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: oito dias Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (14/5), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 351,00/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 334,50/@ (à vista) e R$ 338,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 346,00/@ (à vista) R$ 350,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 313,50/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
BOI: Embarques somam 950 mil toneladas no 1º quadrimestre
Exportações de carne bovina in natura estão em ritmo intenso
Desde março de 2025, as exportações de carne bovina in natura estão em ritmo intenso, com os volumes mensais ultrapassando 200 mil toneladas. De acordo com dados da Secex, nos quatro primeiros meses de 2026, o Brasil já embarcou 953,606 mil toneladas de carne bovina in natura, volume 15,2% maior que o registrado no mesmo período de 2025 e quase 30% acima do observado no primeiro quadrimestre de 2024. Em abril de 2026, especificamente, a quantidade exportada somou 251,944 mil toneladas, a maior já registrada para o mês em toda a série histórica da Secex. Dentre os principais destinos da proteína, a China segue como a principal compradora do produto nacional, com aquisições de 135,472 mil toneladas apenas em abril de 2026, crescimento de 32,8% frente a março. No quadrimestre, o total exportado é ainda mais expressivo, de 460,888 mil toneladas, alta de 19,3% em relação ao mesmo período do ano anterior (386,351 mil toneladas). Segundo pesquisadores do Cepea, o ambiente externo deve se tornar desafiador para o Brasil nos próximos meses, tanto pelo lado chinês (cotas) quanto pela União Europeia, que anunciou ontem a lista de países que cumprem as regras exigidas pelo bloco contra o uso excessivo de antimicrobianos em produtos de origem animal e excluiu o Brasil – vale lembrar que os embarques nacionais de carne bovina ao bloco têm 4% de representatividade no total, em média. Independentemente desse cenário, a oferta global da proteína está reduzida.
CEPEA/ESALQ
SUÍNOS
Mercado mantém estabilidade nas COTAÇÕES do suíno vivo
Bolsa de Suínos definiu manutenção em R$ 106,00/@ na quinta-feira, com 20.700 animais comercializados e relação suíno/milho em 1:1,62
A Bolsa de Suínos do Estado de São Paulo “Mezo Wolters” definiu, na quinta-feira (14), pela manutenção no preço do suíno vivo em R$ 106,00/@. A referência indica estabilidade nas negociações do mercado paulista, com condições Bolsa. Na conversão por quilo, o suíno vivo permaneceu cotado a R$ 5,65/kg. A carcaça resfriada também manteve estabilidade, com referência entre R$ 9,00/kg e R$ 10,00/kg, segundo os dados divulgados pela Bolsa. A manutenção do suíno vivo foi observada ao longo dos últimos dias. Entre 11 e 14 de maio, a referência permaneceu em R$ 5,65/kg, sem alteração nas cotações informadas para o período.
O volume comercializado na Bolsa chegou a 20.700 suínos. O número reforça a movimentação do mercado paulista, mesmo em um cenário de estabilidade nos preços pagos pelo animal vivo. Entre os principais indicadores acompanhados pelo setor, o milho apresentou leve recuo. A saca de 60 kg passou de R$ 65,98, em 11 de maio, para R$ 65,35, nesta quinta-feira.
Com isso, a relação suíno/milho ficou em 1:1,62. O indicador é acompanhado de perto pela suinocultura, já que o milho tem peso relevante nos custos de alimentação dos animais e influencia diretamente a margem dos produtores. Outro dado apresentado pela Bolsa foi a referência do boi gordo, que recuou de R$ 352,25/@, em 11 de maio, para R$ 346,00/@ nesta quinta-feira. A queda acompanha o comportamento de outros indicadores agropecuários monitorados no período. Para a suinocultura paulista, a combinação entre estabilidade do suíno vivo e recuo no milho pode ajudar os agentes do mercado a avaliar custos, margens e estratégias de negociação nos próximos dias.
FEED&FOOD
Brasil registra quinto recorde consecutivo nas exportações de carne suína
Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior, o país embarcou 138,3 mil toneladas em abril, o maior volume já registrado desde 1997
As exportações brasileiras de carne suína atingiram um novo recorde em abril de 2026. Segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), o país embarcou 138,3 mil toneladas da proteína no mês, o maior volume já registrado para abril desde o início da série histórica, em 1997. Na comparação com abril de 2025, quando foram exportadas 127,8 mil toneladas, o avanço foi de 8,2%. De acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), este foi o quinto mês consecutivo de recorde nas exportações do setor. O movimento reflete a estratégia adotada pela cadeia suinícola nos últimos meses diante da fraqueza do consumo doméstico. Com a demanda interna mais lenta, agentes do setor têm priorizado as negociações com o mercado internacional na tentativa de reduzir a oferta disponível no Brasil e sustentar os preços internos. Apesar do forte desempenho das exportações, o Cepea destaca que os embarques representaram cerca de 26% da produção nacional em abril. Ainda assim, os preços da carne suína recuaram no mercado doméstico. No acumulado do primeiro quadrimestre de 2026, as exportações brasileiras de carne suína somaram 526,4 mil toneladas, crescimento de 14,4% em relação ao mesmo período do ano passado, também segundo dados da Secex.
CEPEA
China Reduz Meta de Suínos em 3,8% para Conter Excesso de Oferta
A meta para suínos será posteriormente ajustada "dinamicamente" com base nas mudanças na eficiência da produção e no consumo de carne suína. Decisão da China considerou a fraca demanda pela proteína
A China reduziu o nível normal de criação de porcas reprodutoras em 3,8%, para 37,5 milhões de cabeças, em um amplo plano anunciado na quinta-feira (14) para controlar a capacidade de produção em meio ao excesso de oferta e à fraca demanda, que levaram os preços da carne suína a mínimas de vários anos. O Ministério da Agricultura da China previu na terça-feira (12) que as importações de soja para o ano-safra de 2026/27 seriam de 95,5 milhões de toneladas métricas, uma queda de 7,6% em relação ao ano anterior, citando uma demanda mais fraca de farelo de soja devido à redução do rebanho de porcas. A meta para suínos será posteriormente ajustada “dinamicamente” com base nas mudanças na eficiência da produção e no consumo de carne suína, segundo o governo. O ministério tem como objetivo manter estável o número de granjas de suínos em larga escala em todo o país, em pelo menos 130.000. Grupos de criação em larga escala com mais de 100.000 porcas reprodutoras serão incluídos em uma lista de monitoramento nacional.
REUTERS
EMPRESAS
Lucro da MBRF cresceu 26,8% no primeiro trimestre, para R$ 111 milhões
Aumento das exportações de carnes bovina e de frango ajudou a impulsionar o resultado da companhia
A MBRF, uma das maiores empresas de alimentos do mundo, registrou lucro líquido de R$ 111 milhões no primeiro trimestre deste ano, um resultado 26,8% superior ao do mesmo período de 2025, segundo balanço que a companhia divulgou na quinta-feira (14/4). A receita líquida foi de R$ 39,453 bilhões nos três primeiros meses de 2026, ficando quase estável (-0,1%) na comparação com os R$ 39,480 bilhões de um ano antes. Já o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) ajustado da empresa, de R$ 3,096 bilhões, foi 3,2% menor que os R$ 3,199 bilhões do primeiro trimestre de 2025. As exportações, em especial de carne bovina da América do Sul e da unidade de negócios BRF, sustentaram a rentabilidade da companhia, disse a jornalistas o diretor vice-presidente de finanças e relações com investidores, José Ignácio Scoseria Rey. O retorno de embarques de aves para a União Europeia e de frango à China, a partir do Rio Grande do Sul, foi responsável pelo desempenho, segundo o comunicado de resultados. No primeiro trimestre, a MBRF atingiu recorde nas exportações diretas de aves e suínos, aumentando em 43% os embarques para a Europa e em 18% para a Ásia, na comparação com o quarto trimestre de 2025. A empresa também elevou em 12 pontos percentuais sua participação nas exportações a países do Golfo, entre fevereiro e março. “A crescente demanda global por proteínas impulsionou a empresa em seus segmentos de atuação, com destaque para nossas exportações”, disse, no comunicado, o diretor presidente global da MBRF, Miguel Gularte. Outra unidade de negócios que contribuiu para os lucros foi a de carne bovina da América do Sul, que elevou em 28% as exportações, equilibrando a queda de 1,9% do volume no mercado doméstico. A receita líquida e o Ebitda ajustado do segmento cresceram em proporções maiores, refletindo preços mais altos. A receita líquida avançou 23,1% no primeiro trimestre na comparação anual, para R$ 6,154 bilhões, e o Ebitda ajustado, 34,9%, para R$ 616 milhões. Na BRF, responsável por 79% do Ebitda da companhia, o volume exportado aumentou 0,9%, mas a queda de 5,5% no mercado interno levou a um volume total 2,6% menor. A receita líquida do negócio recuou 3,2% na mesma base de comparação, para R$ 14,933 bilhões, com quedas tanto no mercado interno quanto no externo. O Ebitda ajustado também diminuiu, 10%, para R$ 2,477 bilhões. “Estamos vendo o mercado externo, para carne bovina e frango, extremamente demandado”, disse Scoseria Rey. A habilitação de 74 plantas da empresa para exportação de janeiro a abril também contribuiu para as vendas ao exterior, afirmou Gularte. A operação de carne bovina da MBRF na América do Norte, com a National Beef, continuou sendo afetada pela baixa oferta de gado bovino, agravada pelo inverno rigoroso no início do ano. A demanda não dá sinais de arrefecimento, disse a companhia, mas custos altos dos animais seguem comprimindo as margens de lucro. No primeiro trimestre, o lucro bruto da operação caiu 14,1% na comparação anual, para US$ 57 milhões, enquanto o Ebitda ajustado cresceu 71,7%, para US$ 10 milhões. A receita líquida, de US$ 3,491 bilhões, foi 6,9% maior. Sinergias No comunicado, a MBRF informou que obteve R$ 126 milhões em sinergias (ganhos com a fusão de e Marfrig) no trimestre, cerca de 20% do previsto para o ano. No programa MBRF+, de iniciativas focadas em eficiência, o ganho de R$ 296 milhões. “Temos a expectativa de que 2026 será melhor que 2025. Estamos trabalhando para isso, com confiança de que isso vá ocorrer”, afirmou Gularte na entrevista. O executivo comentou, ainda, a decisão da União Europeia de retirar o Brasil da lista de países autorizados a vender produtos de origem animal ao bloco, alegando o não cumprimento de regras relacionadas ao uso de microbianos. “Tudo indica que é questão de validação de processo. O Brasil terá de demonstrar que os seus produtos não têm esse risco”, disse o diretor presidente global da MBRF.
VALOR ECONÔMICO
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Paraná registra menor taxa de desocupação da história para um 1º trimestre em 2026
Índice de 3,5% registrado nos três primeiros meses de 2026 é o melhor da série histórica da PNAD Contínua do IBGE, iniciada em 2012, e ficou bem abaixo da média nacional, que foi de 6,1% no período.
O Paraná alcançou no 1º trimestre de 2026 a menor taxa de desocupação da sua história para os três primeiros meses do ano desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, iniciada em 2012. Os dados mais recentes foram divulgados na quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), com o Estado aparecendo com um índice de 3,5%, o que reforça o Paraná como um dos líderes nacionais na geração de empregos. O resultado do 1º trimestre de 2026 representa uma queda de 0,5 ponto percentual em relação ao mesmo período de 2025, quando a taxa havia sido de 4%, até então a melhor marca histórica para o período de janeiro a março de um ano no Paraná. Os dados mostram ainda uma trajetória consistente de redução do desemprego ao longo dos últimos anos. Com exceção do avanço registrado entre o 1º trimestre de 2020 e 2021, em razão dos impactos econômicos provocados pela pandemia de Covid-19, todos os anos entre 2018 e 2026 apresentaram redução na taxa de desocupação, sendo esta a quinta queda anual consecutiva no índice. A série histórica da PNAD Contínua mostra ainda que o Paraná saiu de uma taxa de 10,4% no 1º trimestre de 2017 para os atuais 3,5%, uma redução de 6,9 pontos percentuais em menos de uma década. Em termos proporcionais, o contingente de desocupados no Estado caiu para praticamente um terço do registrado no período mais crítico da série. Na prática, o índice coloca o Estado em uma faixa considerada por economistas como compatível com o pleno emprego. Neste conceito – utilizado até mesmo pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) –, o pleno emprego não significa desemprego zero, mas taxas residuais ligadas à transição entre vagas e movimentações naturais do mercado de trabalho. O desempenho coloca o Paraná com a 4ª menor taxa de desocupação do Brasil no 1º trimestre de 2026, atrás apenas de Santa Catarina (2,7%), Mato Grosso (3,1%) e Espírito Santo (3,2%). O índice paranaense também ficou abaixo dos registrados em algumas das maiores economias do País, como São Paulo (6%), Minas Gerais (5%) e Rio de Janeiro (7,3%). A taxa de desocupação do Paraná também ficou muito abaixo da média nacional, que foi de 6,1% no 1º trimestre de 2026. O resultado reforça o cenário de maior dinamismo do mercado de trabalho paranaense em relação ao restante do País. De acordo com a PNAD Contínua, o Paraná terminou o trimestre com 9,83 milhões de pessoas em idade de trabalhar. Pela metodologia do IBGE, esse grupo engloba todas as pessoas com 14 anos ou mais de idade, independentemente de estarem ocupadas, procurando emprego ou fora do mercado de trabalho. Desse total, 6,48 milhões de pessoas compõem atualmente a força de trabalho do Estado. Segundo o IBGE, fazem parte desse grupo as pessoas ocupadas e aquelas desocupadas, mas que estavam disponíveis e buscando uma vaga de emprego no período pesquisado. O número representa o maior contingente de trabalhadores da série histórica da PNAD Contínua no Paraná. Além da redução do desemprego, os dados apontam uma melhora mais ampla na qualidade do mercado de trabalho paranaense. Na comparação com o 1º trimestre de 2025, o Estado passou a ter 28 mil pessoas a menos desocupadas, outras 37 mil deixaram a informalidade e 24 mil saíram da condição de subutilização da força de trabalho. Isso significa que mais pessoas estão acessando empregos formais, com maior estabilidade, renda e proteção trabalhista – movimento que fortalece o consumo, a arrecadação e a atividade econômica do Estado.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
Geadas não afetam safra de milho no Paraná
Paraná monitora frio nas áreas de milho
O Departamento de Economia Rural, vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, informou no Boletim Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (14) que as lavouras de milho do Paraná atravessaram nos últimos dias um período de frio mais intenso, com registro de geadas isoladas nas regiões mais ao sul do estado. Apesar disso, as condições climáticas não provocaram impactos relevantes à cultura até o momento. As chuvas registradas em diversas áreas também favoreceram o desenvolvimento da safra. Segundo o levantamento, cerca de 4% da área plantada já está em fase de maturação, estágio em que as lavouras deixam de apresentar riscos relacionados às baixas temperaturas. Os outros 96% ainda permanecem suscetíveis à ocorrência de geadas, embora a tendência seja de redução desse percentual conforme o avanço do ciclo produtivo. O boletim aponta ainda que, historicamente, as geadas mais intensas e com maior potencial de danos costumam ocorrer a partir de junho. Nesse período, boa parte das lavouras já deverá estar em estágios mais avançados de desenvolvimento, o que reduz a possibilidade de prejuízos significativos para os produtores. A previsão climática para os próximos 15 dias no Paraná indica a ocorrência de chuvas em grande parte do estado e temperaturas mínimas acima de 8°C na maioria das regiões produtoras de milho. De acordo com o Departamento de Economia Rural, esse cenário reduz, neste momento, o risco de formação de geadas nas áreas agrícolas.
AGROLINK
Conab: Safra brasileira de grãos pode alcançar recorde e chegar a 358 milhões de toneladas
Impulsionada pelo bom desempenho da soja, do milho e do sorgo, produção pode crescer 1,6% em relação ao ciclo anterior, segundo levantamento da Conab; expectativa é de que a soja atinja marco histórico de 180 milhões de toneladas produzidas
A produção de grãos brasileira está estimada em 358 milhões de toneladas. O volume é 1,6% superior ao obtido na safra passada, o que representa um incremento de 5,7 milhões de toneladas no montante a ser colhido. Os números apontam a expectativa de recorde na safra, impulsionada pelo bom desempenho da soja, do milho e do sorgo, conforme dados apresentados no 8º Levantamento da Safra de Grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) na quinta-feira (14). Projetada em 180,1 milhões de toneladas, a produção de soja deve atingir um marco inédito, superando a previsão anterior em 978 mil toneladas, o equivalente a um ajuste de 0,5%, com 98,3% da área já colhida. Em termos de volume a ser obtido, é esperado um crescimento de 8,6 milhões de toneladas para a oleaginosa em referência à safra 2024/25, o que representa um aumento de 5%, marcando o sétimo crescimento nas últimas dez safras. Destaque também para o milho primeira safra, que voltou a apresentar aumento na área semeada em relação aos últimos anos, o que reflete em uma colheita de aproximadamente 28,5 milhões de toneladas, superando em 3,5 milhões de toneladas a produção anterior, e para o sorgo, que pode chegar a 7,6 milhões de toneladas produzidas. Para o total das três safras do milho, a Companhia estima que seja colhida a segunda maior produção da série histórica, estipulada em 140,2 milhões de toneladas. Em relação ao último levantamento, os dados apontam um ganho de 0,4%, correspondente a 600 mil toneladas. Com 71,5% da área colhida até o início de maio, a primeira safra do cereal registrou um incremento de 1,8% em relação ao levantamento anterior, com alta de 493 mil toneladas. Concluída a semeadura, a 2ª safra deve atingir 108,5 milhões de toneladas, com leve queda de 0,6% em comparação ao ciclo anterior. Nos estados de Goiás e Minas Gerais, essa variação decorre da influência climática sobre a produção e, no panorama nacional, os dados ainda apontam aumento de 2,1% na área plantada. A perspectiva de incremento de até 23,8% para o sorgo está associada ao avanço significativo na área cultivada, uma vez que o cereal, além de ter maior tolerância à deficiência hídrica, apresenta destinação bastante próxima à do milho. A área plantada cresceu em todas as regiões do país, especialmente no Centro-Oeste, com aumento de 50,7%. Maior produtor nacional na safra 2024/25, o estado de Goiás deve ter um ganho de 40,3% na produção, superando o volume de 2,2 milhões de toneladas. “Esse crescimento é explicado pela migração estratégica de áreas originalmente destinadas ao milho. Com o encerramento da janela ideal de semeadura desse cereal, parte dos produtores optou pelo sorgo, considerando sua maior adaptação a janelas de cultivo tardias, em razão da maior tolerância da cultura a períodos de déficit hídrico, além da possibilidade de utilização do grão em diferentes segmentos, como na alimentação animal e produção de etanol”, analisa o gerente de Acompanhamento de Safras da Conab, Fabiano Vasconcellos. A indústria de etanol deve impulsionar o consumo interno do milho, que tende a avançar em 4,6% em relação à temporada passada, estimada em 94,86 milhões de toneladas. A Conab também avalia que as exportações do produto seguirão elevadas, superando o ciclo 2024/25 e podendo alcançar 46,5 milhões de toneladas, o que se deve à boa produção. Ainda assim, o estoque de passagem do cereal no final da atual safra deve ficar próximo a 12,98 milhões de toneladas. Para a soja, as exportações do grão acompanham os números positivos da safra, com estimativa de que os embarques cheguem a 116 milhões de toneladas, crescimento de 7,25% se comparado com a temporada de 2024/25.
CONAB
ECONOMIA
Dólar tem correção técnica e fecha abaixo de R$5,00 com cenário político ainda no foco
Após o forte avanço da véspera, o dólar passou por correção técnica e fechou a quinta-feira novamente abaixo dos R$5,00, em meio aos desdobramentos políticos de reportagem ligando o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) ao ex-dono do banco Master, Daniel Vorcaro, atualmente preso.
O dólar à vista encerrou a sessão com queda de 0,37%, aos R$4,9872. No ano, a divisa dos EUA passou a acumular baixa de 9,14% ante o real. Às 17h02, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,40% na B3, aos R$5,0055. Na quarta-feira, a moeda norte-americana à vista havia avançado 2,27%, aos R$5,0059, após uma reportagem do Intercept Brasil afirmar que Flávio negociou com Vorcaro R$134 milhões para bancar um filme sobre a vida de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, condenado por tentativa de golpe de Estado. Flávio Bolsonaro negou ter cometido qualquer irregularidade em sua relação com Vorcaro, alegando ter buscado recursos privados para um filme sobre a história do pai, sem oferecer qualquer vantagem em troca. Procurada, a defesa de Vorcaro não quis comentar a reportagem do Intercept. Daniel Vorcaro está no centro do escândalo da liquidação do Master, acusado de cometer fraudes bilionárias. Ele negocia atualmente uma proposta de delação premiada que pode atingir parlamentares e outras autoridades. Na manhã da quinta-feira, em nova fase da operação Compliance Zero, a Polícia Federal prendeu Henrique Vorcaro, pai de Daniel. No entanto, após a disparada da véspera, a sessão desta quinta-feira foi de ajustes nas cotações do dólar ante o real. “Depois de o mercado reagir inicialmente ao aumento das incertezas eleitorais e fiscais, levando o dólar novamente acima de R$ 5,00, o câmbio passou a corrigir parte do movimento, acompanhando também um ambiente externo mais favorável”, pontuou no fim da tarde Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, em comentário escrito. No exterior, os investidores seguiram atentos ao noticiário geopolítico. Em Pequim, o presidente dos EUA, Donald Trump, discutiu a guerra contra o Irã com o presidente da China, Xi Jinping, enquanto novos ataques a embarcações foram registrados perto do Estreito de Ormuz.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta em dia de recuperação
O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, após três quedas seguidas, com Itaú Unibanco entre os principais suportes, em mais um pregão marcado pela repercussão de resultados corporativos, incluindo os números de Banco do Brasil, CSN e Braskem.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,80%, a 178.521,87 pontos, de acordo com dados preliminares, após acumular um declínio de 3,8% nos primeiros pregões da semana, fechando na véspera em uma mínima desde 20 de março. Na máxima da sessão, chegou a 179.475,97 pontos. Na mínima, a 177.103,81 pontos. O volume financeiro somava R$27,48 bilhões antes dos ajustes finais. Wall Street corroborou a recuperação local, assim como o alívio nos rendimentos dos Treasuries e a acomodação do petróleo, um dia após noticiário envolvendo o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) azedar o humor na B3.
REUTERS
Taxa de desemprego sobe em 15 das 27 unidades da federação no 1º trimestre
Os dados são do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e se referem à comparação com os três últimos meses de 2025
Quinze das 27 unidades da federação tiveram alta na taxa de desemprego no primeiro trimestre deste ano, em comparação ao observado no quarto trimestre de 2025, mostram dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Trimestral, divulgados na quinta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A taxa de desemprego nacional no primeiro trimestre subiu para 6,1%, ante 5,1% do quarto trimestre, como já divulgado pelo IBGE. A taxa de 6,1% é a menor para um quarto trimestre de toda a série histórica da pesquisa, iniciada em 2012. Hoje, o instituto detalha o resultado por unidades da federação. No primeiro trimestre de 2026, a maior taxa de desemprego no país foi registrada no Amapá (10%) e a menor, em Santa Catarina (2,7%). No Estado de São Paulo, o desemprego ficou em 6% no primeiro trimestre, frente a 4,7% no quarto trimestre. No Rio de Janeiro, o desemprego passou de 6,9% no quarto trimestre para 7,3% no primeiro trimestre de 2026. A taxa de desemprego por sexo foi de 5,1% para os homens e 7,3% para as mulheres no primeiro trimestre. Já a taxa de desocupação por cor ou raça se manteve abaixo da média nacional para os brancos (4,9%) e acima para os pretos (7,6%) e pardos (6,8%).
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