CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1079 DE 01 DE ABRIL DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1079 | 01 de abril de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços do “boi-China” e da novilha gorda avançam R$ 3/@ em SP
Na terça-feira (31/3), o animal padrão exportação chegou a R$ 360/@ e a fêmea jovem terminada a R$ 340/@, segundo a Scot Consultoria. O “boi-China” e a novilha gorda subiram R$ 3/@ no mercado de São Paulo, para R$ 360/@ e R$ 340/@, respectivamente, de acordo com apuração da Scot Consultoria (valores brutos, no prazo). No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 351,50/@ (à vista) e R$ 355,00/@ (prazo).
O animal sem padrão-exportação, por sua vez segue valendo R$ 355/@, enquanto a vaca gorda paulista é negociada por R$ 325/@, acrescentou a Scot. Segundo os analistas da Agrifatto, o mercado físico do boi gordo segue firme, com leve tendência de alta nas principais praças pecuárias brasileiras. A estabilidade nas cotações, diz a consultoria, é sustentada pela oferta restrita de animais terminados, o que tem dificultado a formação das escalas de abate dos frigoríficos nacionais, hoje atendendo, em média nacional, apenas cinco dias. A Agrifatto destaca ainda o bom desempenho das exportações brasileiras de carne bovina in natura, especialmente para a China, mesmo diante das medidas de salvaguardas impostas por Pequim, com distribuições de cotas direcionadas aos principais países exportadores. No mercado futuro, os contratos do boi gordo encerraram o pregão de segunda-feira (30/3) da bolsa B3 com estabilidade na maioria dos vencimentos. O papel para entrega em abril/26, porém, fechou cotado a R$ 365,85/@, com queda de 0,49% em relação ao dia anterior. As vendas de carne bovina ao consumidor final, já pouco expressivas desde a segunda-feira anterior, seguiram lentas ao longo desta semana no mercado paulista, informa a Agrifatto. No atacado com osso, o cenário é diferente, afirmou a Agrifatto. A valorização da arroba restringiu os abates e reduziu a produção, enquanto frigoríficos de São Paulo intensificaram as exportações, principalmente para a China. Com isso, parte das indústrias passou a comprar carne no mercado interno para suprir suas necessidades, incluindo dianteiro desossado, ponta de agulha (com e sem osso) e recortes para industrialização. “A esperada paralisação dos abates na Sexta-feira da Paixão, possivelmente estendida ao sábado, reduziu ainda mais a oferta ao mercado doméstico”, relatou a Agrifatto. Na avaliação da consultoria, no curto prazo, não está descartado altas moderadas nos preços de produtos destinados ao consumo in natura, à desossa e à produção de charque. Cotações do boi gordo da terça-feira (31/3), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 360,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 360,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 340,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. Preços brutos do “boi-China” na terça-feira (31/3), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 356,50/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 341,50/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$348,50/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,50/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 338,50/@ (à vista) e R$ 342,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 341,50/@ (à vista) R$ 345,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 336,50/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 315,00/@ (à vista) e R$ 318,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 317,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
SUÍNOS
Paraná registra recorde na produção de suínos
Produção de suínos avança 7,6% no Paraná
O Paraná registrou em 2025 o maior crescimento absoluto na produção de carne suína entre os estados brasileiros. Os dados constam no Boletim Conjuntural divulgado na quinta-feira (26) pelo Departamento de Economia Rural, da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná, com base na Pesquisa Trimestral do Abate de Animais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Segundo o levantamento, o estado produziu 1,226 milhão de toneladas de carne suína no ano passado, estabelecendo um novo recorde. O volume representa aumento de 86,71 mil toneladas, avanço de 7,6% em relação a 2024. Outros estados também apresentaram crescimento no período. Minas Gerais registrou o segundo maior aumento absoluto, com alta de 69,46 mil toneladas, equivalente a 11,3%. Em seguida aparecem Rio Grande do Sul, com incremento de 67,46 mil toneladas, ou 7,1%, e Mato Grosso do Sul, que ampliou a produção em 36,97 mil toneladas, avanço de 14,4%. No país, o crescimento totalizou 297,14 mil toneladas, alta de 5,5%. Com esse resultado, o Paraná ampliou sua participação na produção nacional de carne suína, passando de 21,3% para 21,7%, mantendo-se como o segundo maior produtor do país. Santa Catarina segue na liderança, com 1,601 milhão de toneladas produzidas, equivalente a 28,3% do total nacional. O Rio Grande do Sul aparece na terceira posição, com 1,018 milhão de toneladas, ou 18% da produção brasileira. No número de animais abatidos, o Paraná apresentou o terceiro maior crescimento absoluto entre os estados. Em 2025, foram abatidos 12,877 milhões de suínos, também um recorde, com aumento de 457,3 mil animais, alta de 3,7% em comparação com o ano anterior. Minas Gerais liderou o crescimento nesse indicador, com acréscimo de 760,7 mil suínos, avanço de 11,3%, seguido pelo Rio Grande do Sul, com aumento de 692,5 mil animais, alta de 6,8%. No Brasil, o crescimento totalizou 2,513 milhões de animais, aumento de 4,3%. De acordo com o boletim, o avanço da produção em ritmo superior ao crescimento do número de suínos abatidos indica ganhos de produtividade no estado. Esse resultado está associado ao abate de animais com maior peso médio. Em 2025, o peso médio no Paraná chegou a 95,2 quilos por cabeça, aumento de 3,8%, ou 3,5 quilos por animal, em relação ao ano anterior.
A expectativa apresentada no relatório é de continuidade desse movimento em 2026, impulsionado pela perspectiva de aumento da demanda nos mercados interno e externo, considerando o papel do Paraná no fornecimento de carne suína.
AGROLINK
Plantel de matrizes suínas cresce no Rio Grande do Sul e chega a mais de 400 mil animais
A estimativa foi elaborada a partir de informações coletadas junto a representantes de diferentes segmentos da cadeia produtiva.
O plantel de matrizes suínas no Rio Grande do Sul apresentou crescimento no último ano. De acordo com levantamento realizado pela Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS), o estado conta atualmente com 400.534 matrizes, número 3,3% superior ao registrado em 2025, quando o total era de 387.756 animais. Entre os sistemas produtivos, as agroindústrias concentram a maior parte das matrizes, com 229.100 animais. Apesar de manterem a liderança no volume total, esse segmento apresentou leve redução de 1% em relação ao ano anterior. Já os sistemas de parceria agropecuária entre produtores registraram o maior avanço, passando de 77.480 para 88.877 matrizes, crescimento de 15% no período analisado. As cooperativas também ampliaram seu plantel, chegando a 63.237 matrizes, aumento de 3% em relação a 2025, enquanto entre os produtores independentes o número passou de 18.320 para 19.320 matrizes, crescimento de 5%. O levantamento também apresenta um panorama da estrutura produtiva da suinocultura no estado. Atualmente, o Rio Grande do Sul conta com 4.450 produtores distribuídos nas diferentes etapas da cadeia, que incluem unidades produtoras de desmamados, produção de leitões, creche, terminação e propriedades de ciclo completo. Para o presidente da ACSURS, Valdecir Folador, os números reforçam a importância de acompanhar de perto a evolução da atividade no estado. “Esse levantamento nos permite entender melhor os movimentos da suinocultura gaúcha e como o setor está se organizando entre os diferentes sistemas de produção. Mesmo diante dos desafios enfrentados nos últimos anos, a cadeia segue buscando eficiência e mantendo sua capacidade produtiva”, destaca.
ACSURS
EMPRESAS
Friella abate 4 mil suínos/dia e supera 450 toneladas de produção, consolidando expansão no mercado nacional
Com mais de 40 anos de trajetória, indústria amplia escala, fortalece integração com produtores e aposta em tecnologia e sustentabilidade para ganhar competitividade no mercado nacional de carne suína
A Friella alcança um novo patamar de escala industrial ao operar com capacidade de abate de aproximadamente 4 mil suínos por dia e produção superior a 450 toneladas diárias de derivados. O avanço reforça o posicionamento da companhia em um momento de transformação da suinocultura brasileira, marcada por maior exigência em eficiência produtiva, rastreabilidade e padronização sanitária. Com duas unidades frigoríficas e atuação em diferentes regiões do país, a empresa amplia sua presença em um mercado cada vez mais competitivo, no qual escala, controle da cadeia e capacidade de distribuição são fatores determinantes para o crescimento. Fundada na década de 1980, no Oeste do Paraná, a Friella iniciou suas operações de forma modesta, com abate de cerca de 10 animais por dia. A evolução do negócio acompanhou o desenvolvimento da cadeia suinícola nacional, com marcos como a aquisição de um frigorífico em São Miguel do Iguaçu, em 1996, e a criação da marca própria no início dos anos 2000. Desde então, a companhia vem ampliando sua estrutura industrial e investindo em modernização, o que permitiu elevar significativamente sua capacidade produtiva e consolidar presença no mercado brasileiro de carne suína. A diversificação de produtos tem papel estratégico na expansão da Friella. O portfólio inclui desde cortes in natura até produtos de maior valor agregado, como defumados, linguiças frescais e itens de presuntaria. Esse mix permite à empresa atender diferentes canais de comercialização e perfis de consumo, ampliando sua competitividade em um setor cada vez mais orientado por conveniência, qualidade e diferenciação. Um dos principais ativos da operação está no modelo de integração com produtores. A Friella conta com mais de 150 parceiros distribuídos em um raio de até 100 quilômetros de suas unidades, o que garante regularidade no fornecimento e maior controle sobre a produção. Esse sistema permite padronizar fatores críticos como genética, nutrição, manejo e sanidade, além de assegurar rastreabilidade, um requisito cada vez mais relevante tanto para o mercado interno quanto para oportunidades futuras de expansão. A gestão técnica, realizada por equipes especializadas, reforça o controle sobre toda a cadeia produtiva, contribuindo para ganhos de eficiência e qualidade. Com mais de 1.700 colaboradores, a operação da Friella tem impacto direto na geração de empregos e na dinâmica econômica das regiões onde está inserida. Ao longo da cadeia produtiva, a companhia também contribui para a geração de renda e arrecadação. As iniciativas de responsabilidade social incluem apoio a projetos de saúde, incentivo ao esporte e participação em ações comunitárias, reforçando o papel institucional da empresa para além da atividade industrial. A agenda ambiental tem ganhado relevância crescente na estratégia da companhia. Entre as práticas adotadas estão programas de reuso de água, gestão de resíduos e monitoramento de emissões, além de controle rigoroso de biosseguridade nas granjas integradas. Essas iniciativas dialogam com uma tendência estrutural da indústria de proteína animal, que passa a incorporar critérios ambientais e sanitários como fatores centrais de competitividade.
AGRIMIDIA
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Com saldo de 21 mil postos de trabalho, Paraná fica entre os líderes em criação de empregos
Maior parte das novas vagas foi ocupada por mulheres, que responderam por 12.827 dos postos criados - 59% do total. Geração de empregos também é destaque entre os jovens. A faixa etária de 18 a 24 anos liderou, com saldo de 7.854 vagas. Resultado indica um mercado aquecido tanto para quem busca o primeiro emprego quanto para trabalhadores com mais experiência.
O Paraná foi o quinto estado brasileiro que mais gerou empregos com carteira assinada em fevereiro de 2026, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados nesta terça-feira (31) pelo Ministério do Trabalho e Emprego. O Estado registrou saldo positivo de 21.599 novos postos de trabalho, resultado de 195.330 admissões e 173.731 desligamentos. O desempenho coloca o Paraná entre os principais geradores de empregos no País, muito próximo da quarta colocação, ocupada por Santa Catarina, que teve saldo de 21.727 vagas, uma diferença de apenas 128 vagas. À frente aparecem ainda Minas Gerais (22.874), Rio Grande do Sul (24.392) e São Paulo, líder nacional com 95.896 novas vagas. No Brasil, o saldo de empregos formais foi de 255.321 vagas em fevereiro. O setor de serviços foi o principal responsável pela geração de empregos no Paraná, com saldo de 15.300 vagas em fevereiro. Na sequência aparecem a indústria (2.937), o comércio (1.693), construção civil (1.542), agropecuária (127), demonstrando crescimento distribuído entre diferentes áreas da economia. Os dados mostram que a maior parte das novas vagas no Paraná foi ocupada por mulheres, que responderam por 12.827 dos postos criados, o equivalente a cerca de 59% do total. Os homens preencheram 8.772 vagas no período. A geração de empregos também foi mais intensa entre os jovens. A faixa etária de 18 a 24 anos liderou, com saldo de 7.854 vagas, seguida pelo grupo de 30 a 49 anos, com 5.690 novos postos. O resultado indica um mercado aquecido tanto para quem busca o primeiro emprego quanto para trabalhadores com mais experiência. O Paraná também se destaca pela qualidade das vagas geradas. O salário médio de admissão no Estado foi de R$ 2.260,43, o quinto maior do Brasil. À frente estão Mato Grosso, Santa Catarina, Rio de Janeiro, Distrito Federal e São Paulo.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Dólar fecha abaixo dos R$5,20 com expectativa de desescalada da guerra
O dólar fechou a terça-feira em queda firme ante o real e novamente abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo quase generalizado da moeda norte-americana ante as demais divisas no exterior, em meio à expectativa de que a guerra no Oriente Médio possa desescalar.
O dólar à vista fechou em queda de 1,28%, aos R$5,1791. No acumulado de março -- que coincide com o primeiro mês da guerra de EUA e Israel contra o Irã -- o dólar subiu 0,87%. No primeiro trimestre do ano, a divisa dos EUA acumulou baixa de 5,65%. Às 17h22, o dólar futuro para maio -- que nesta sessão passou a ser o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 1,46% na B3, aos R$5,2140. Na primeira metade do dia, os investidores operaram no Brasil em meio à disputa pela formação da Ptax do fim de março. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros.
No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). No início da tarde, a Ptax fechou em R$5,2194 na venda. No exterior, os mercados foram novamente conduzidos pelo noticiário sobre a guerra. Na noite de segunda-feira, o Wall Street Journal havia informado que Trump disse a assessores estar disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã, mesmo que o Estreito de Ormuz permaneça em grande parte fechado. Na terça-feira, relatos na imprensa indicaram que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, teria dito que o país estava pronto para encerrar a guerra. Embora o Irã tenha atacado durante o dia um petroleiro perto de Dubai e Trump tenha voltado a ameaçar o país, os investidores se apegaram à possibilidade de desescalada da guerra, o que se traduziu na venda do dólar em todo o mundo, incluindo no Brasil.
REUTERS
Ibovespa fecha em alta, mas aversão a risco quebra série de ganhos mensais
O Ibovespa fechou em alta de mais de 2% na terça-feira, superando os 187 mil pontos, mas ainda assim registrou o primeiro mês negativo desde meados do ano passado, contaminado pela aversão a risco global com a guerra dos Estados Unidos e de Israel contra o Irã que ultrapassa quatro semanas
A performance positiva no pregão paulista no dia apoiou-se em noticiário sobre possível alívio no conflito no Oriente Médio, enquanto a cena corporativa brasileira destacou acordo para a Advent comprar participação na Natura, o que fez a ação da fabricante de cosméticos disparar.
Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 2,71%, a 187.461,84 pontos, tendo marcado 187.507,77 na máxima e 182.515,40 na mínima do dia. No mês, acumulou perda de 0,70%, mas ainda assegurou alta de 16,35% no primeiro trimestre. O volume financeiro no pregão desta terça-feira somava R$37,9 bilhões. No exterior, Wall Street também fechou com sinal positivo, com agentes financeiros ponderando reportagem do Wall Street Journal, de que o presidente dos EUA, Donald Trump, disse a assessores estar disposto a encerrar a campanha militar contra o Irã mesmo que o Estreito de Ormuz ficasse praticamente fechado. Também repercutiram reportagens, incluindo da Bloomberg, de que o presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, disse que o país estava pronto para encerrar a guerra, mas quer garantias. De acordo com o sócio e advisor da Blue3 Investimentos Willian Queiroz, esses sinais de potencial arrefecimento no conflito animaram a bolsa, embora ainda exista muita cautela em relação ao cenário geopolítico. A sessão também foi marcada por novo ataque a um petroleiro no Oriente Médio e alerta do secretário de Defesa dos EUA sobre dias decisivos no conflito, enquanto a Guarda Revolucionária do Irã também disse que atingirá empresas dos EUA na região a partir de 1º de abril, em retaliação a ataques contra o Irã. O S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, avançou 2,91%, mas o barril do petróleo sob o contrato Brent para maio também subiu -- US$5,57, a US$118,35. Já o barril para junho caiu US$3,42, para US$103,97. "A guerra entre EUA, Israel e Irã transformou o conflito no Golfo em variável central do cenário global", afirmaram economistas do Bradesco em relatório a clientes, acrescentando que o conflito continua sendo fonte importante de incerteza e que as próximas semanas serão decisivas. Apesar da queda do Ibovespa e do clima de incertezas no mundo com a guerra, a bolsa paulista registrava saldo positivo de capital externo em março até o último dia 26 de quase R$7,9 bilhões, totalizando uma entrada líquida de estrangeiros R$49,6 bilhões no mercado secundário de ações brasileiro em 2026.
REUTERS
Dívida pública do Brasil sobe a 79,2% do PIB em fevereiro, maior patamar em mais de 4 anos
A dívida pública bruta do país como proporção do PIB aumentou 0,5 ponto percentual em fevereiro, para 79,2%, maior patamar desde outubro de 2021, mostraram números do Banco Central na terça-feira.
No mês, o setor público registrou um resultado primário negativo de R$16,388 bilhões, abaixo do déficit de R$25 bilhões previsto por economistas em pesquisa da Reuters, e inferior ao déficit de R$18,973 bilhões registrado em fevereiro de 2025. A alta da dívida no mês refletiu a apropriação de juros, no valor de R$84,2 bilhões. No mês, o resultado nominal do governo, que inclui as despesas com juros, foi deficitário em R$100,589 bilhões. No acumulado em 12 meses até fevereiro, o saldo primário foi negativo em R$52,843 bilhões, o equivalente a 0,41% do Produto Interno Bruto.
REUTERS
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