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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1054 DE 25 DE FEVEREIRO DE 2026

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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1054 | 25 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Oferta de animais terminados segue restrita

O mercado fĂ­sico do boi gordo segue com preços firmes e tendĂȘncia de alta nas principais praças brasileiras, informam os analistas da Agrifatto, que acompanham diariamente a movimentação dos negĂłcios em 17 regiĂ”es do PaĂ­s. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias.

 

“As condiçÔes favorĂĄveis das pastagens possibilitam a retenção e a venda gradual do gado, ampliando o poder de barganha dos pecuaristas frente Ă  indĂșstria frigorĂ­fica”, relata a consultoria. Tal conjuntura mantĂ©m a oferta de animais terminados restrita, e o volume negociado atualmente nĂŁo permite o alongamento das escalas de abate dos frigorĂ­ficos, que hoje giram em torno de apenas 4 dias, na mĂ©dia nacional, de acordo com levantamento da Agrifatto. Nos Ășltimos dias, o boi gordo rompeu a barreira R$ 350/@ em SĂŁo Paulo, o que estimulou os pecuaristas a buscar outro patamar de preço. “JĂĄ hĂĄ registros de negĂłcios de exportação partindo do Mato Grosso do Sul para SĂŁo Paulo com a arroba negociada a R$ 355/@ e abate realizado com nota fiscal paulista”, informou a Agrifatto. Na terça-feira (24/2), das 17 praças monitoradas pela Agrifatto, duas registraram valorização do boi gordo: MA e RO. Nas demais, os preços ficaram estĂĄveis. Na vĂ©spera (segunda-feira, 23/2), a Agrifatto apurou elevação de preço da arroba em 10 das 17 regiĂ”es acompanhadas: SP, GO, MG, MS, MT, PA, PR, RS, SC e TO. Nas outras, as cotaçÔes (AC, AL, BA, ES, MA, RJ e RO) andaram de lado. Com a proximidade de março/26, o mercado domĂ©stico sinaliza escoamento de carne bovina “de razoĂĄvel e bom”, enquanto as exportaçÔes “mantĂȘm um ritmo consistente”, fatores que contribuem para a sustentação das cotaçÔes da arroba, observa a Agrifatto. No mercado futuro, os contratos do boi gordo encerraram o pregĂŁo de segunda-feira (24/2) com estabilidade. O contrato de curtĂ­ssimo prazo (com vencimento em fevereiro) fechou cotado a R$ 350/@, com leve alta de 0,16% na comparação diĂĄria. CotaçÔes do boi gordo desta terça-feira (24/2), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00.

Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00.Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R $ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00.

Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: quatro dias.

RONDÔNIA: Boi: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: seis dias.

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Abates de fĂȘmeas em plantas com SIF recuam 12,7% em jan/26 em relação a jan/25

Para fev/26, prevĂȘ a Agrifatto, a expectativa Ă© de manutenção de um ritmo mais contido nos abates totais.

 

Em janeiro/26, as unidades brasileiras com selo SIF (Serviço de Inspeção Federal) abateram 878 mil fĂȘmeas, o que representou um recuo de 12,68% em relação ao resultado registrado em janeiro/25, de 1,006 milhĂŁo de cabeças, informou a Agrifatto. De acordo com dados do SIF, a mĂ©dia dos abates de fĂȘmeas em janeiro nos Ășltimos cinco anos foi de 791,71 mil cabeças, o que coloca janeiro de 2026 acima dessa mĂ©dia em 10,92%. No entanto, diz a Agrifatto, em janeiro de 2025, o volume havia superado a mĂ©dia histĂłrica em 27,03%. “Apesar do patamar ainda elevado, o ritmo de crescimento perdeu intensidade de forma relevante”, ressalta a consultoria. Incluindo os machos, abates recuam 4,6%. Em janeiro de 2026, foram abatidas 2,30 milhĂ”es de cabeças, com queda de 4,58% em relação ao mesmo perĂ­odo de 2025, informa a Agrifatto. O abate de machos somou 1,42 milhĂŁo de cabeças, com leve incremento anual de 1,21%. Regionalmente, Rio Grande do Sul (-39,96%), Paranå (-18,90%) e Bahia (-14,24%) foram os Estados que mais contribuĂ­ram para a queda do volume total dos abates, detalhou a Agrifatto. Para fevereiro, prevĂȘ a consultoria, a expectativa Ă© de manutenção de um ritmo mais contido nos abates, com tendĂȘncia de estabilidade a leve ajuste negativo, sobretudo para fĂȘmeas, reforçando a leitura de oferta mais ajustada no curto prazo.

PORTAL DBO

 

ExportaçÔes de carne bovina continuam “bombando” em fev/26

Nos 13 dias Ășteis deste mĂȘs, o Brasil embarcou 192,72 mil t, superando o total exportado nos 20 dias Ășteis de fev/25, de 190,4 mil t

 

As exportaçÔes brasileiras de carne bovina in natura (resfriada, congelada e fresca) continuam elevadas em fevereiro, o que ajuda a explicar o consistente movimento de alta nos preços internos do boi gordo. Segundo dados da Secretaria de ComĂ©rcio Exterior (Secex), o Brasil embarcou 192,72 mil toneladas no acumulado das trĂȘs semanas de fevereiro (13 dias Ășteis), superando o total exportado em todo mĂȘs de fevereiro de 2025 (20 dias Ășteis), de 190,4 mil toneladas. Nos 13 dias Ășteis deste mĂȘs, foram enviadas para fora do PaĂ­s uma mĂ©dia diĂĄria de 14,82 mil toneladas de carne bovina, um avanço de 55,7% sobre o resultado mĂ©dio diĂĄria de igual mĂȘs do ano passado, de 9,52 mil toneladas. Em receita, o crescimento nesta parcial de fevereiro foi ainda mais expressivo. As vendas externas dos frigorĂ­ficos totalizaram US$ 1,082 bilhĂŁo no acumulado das trĂȘs semanas do mĂȘs, ante US$ 938,4 milhĂ”es obtidos nos 20 dias Ășteis de fevereiro/25. A receita mĂ©dia diĂĄria alcançou US$ 83,21 milhĂ”es nos 13 dias Ășteis deste mĂȘs, um forte acrĂ©scimo de 77,3% em relação ao faturamento mĂ©dio diĂĄrio de fevereiro 25, de US$ 46,92 milhĂ”es. O preço mĂ©dio da carne bovina embarcada no acumulado das trĂȘs semanas deste mĂȘs alcançou US$ 5,613.4/tonelada, um aumento de 13,9% em relação ao valor mĂ©dio de fevereiro/25, de US$ 4,928.2/tonelada. Na avaliação da equipe de analistas do Instituto Mato-Grossense de Economia AgropecuĂĄria (Imea), caso a mĂ©dia de embarques de fevereiro/26 seja mantida ao longo dos 5 dias Ășteis restantes do mĂȘs, o volume total exportado poderĂĄ alcançar 266,83 mil toneladas, o que seria um novo recorde para o mĂȘs de fevereiro. Em janeiro/26, lembra o Imea, o volume tambĂ©m alcançou recorde para o mĂȘs, o que sinaliza exportaçÔes robustas em 2026, “cenĂĄrio que tende a sustentar a demanda ao longo dos prĂłximos meses”.

IMEA

 

SUÍNOS

 

Suíno vivo tem variaçÔes mistas nos principais estados

Levantamento do Cepea mostra alta diĂĄria apenas em Minas Gerais, enquanto demais praças registram quedas. No mĂȘs, todos os estados acumulam recuo.

 

O Indicador do SuĂ­no Vivo do Cepea/Esalq registrou variaçÔes mistas nos principais estados produtores nesta segunda-feira (23). Em Minas Gerais (posto), o valor ficou em R$ 6,77/kg, com alta diĂĄria de 0,15%. No acumulado do mĂȘs, porĂ©m, hĂĄ recuo de 4,38%. No ParanĂĄ (a retirar), o preço foi de R$ 6,59/kg, com queda de 0,75% no dia e retração de 2,95% em fevereiro. No Rio Grande do Sul (a retirar), a cotação fechou em R$ 6,61/kg, recuo diĂĄrio de 1,93% e baixa mensal de 2,22%. Em Santa Catarina (a retirar), o suĂ­no vivo foi negociado a R$ 6,58/kg, com leve queda de 0,15% no dia e variação negativa de 1,94% no mĂȘs. JĂĄ em SĂŁo Paulo (posto), o indicador marcou R$ 6,86/kg, com recuo diĂĄrio de 0,15% e desvalorização acumulada de 3,24% no mĂȘs. Os dados sĂŁo do Cepea.

CEPEA

 

EMPRESAS

 

PaĂ­ses ĂĄrabes viram alternativa Ă  China para a carne bovina brasileira

Cùmara de Comércio Árabe-Brasileira aponta que os mercados årabes absorvem cortes mais nobres, elevando o valor médio das exportaçÔes. Vendas de carne do Brasil aos países årabes cresceram 75% em volume e 69% em receita entre 2022 e 2024.

 

Levantamento da CĂąmara de ComĂ©rcio Árabe-Brasileira indica que o Oriente MĂ©dio Ă© um caminho ao setor, visto que as vendas do Brasil aos paĂ­ses ĂĄrabes cresceram 75% em volume e 69% em receita entre 2022 e 2024. “O bloco ĂĄrabe tem consolidado posição como destino estratĂ©gico para a carne bovina brasileira, com crescimento sustentado e diversificação do perfil de produtos demandados”, afirma o documento. Embora a China siga como principal compradora individual da proteĂ­na brasileira, respondendo pela maior fatia dos embarques, o estudo ressalta que, diferentemente do mercado chinĂȘs — caracterizado pela absorção de grandes volumes, principalmente de carne congelada desossada —, os paĂ­ses ĂĄrabes apresentam demanda mais diversificada. De acordo com a CĂąmara Árabe, a expansĂŁo das exportaçÔes ao Oriente MĂ©dio nĂŁo se limita ao aumento de volumes. O estudo destaca que o valor mĂ©dio das vendas para a regiĂŁo tem se mantido relativamente mais elevado em comparação a outros mercados de grande escala. “Ao contrĂĄrio do padrĂŁo observado na China, a demanda dos paĂ­ses ĂĄrabes absorve uma cesta mais diversificada de produtos, com maior presença de cortes de maior valor agregado”, afirma o relatĂłrio. Conforme o estudo, ArgĂ©lia, Emirados Árabes Unidos e ArĂĄbia Saudita sĂŁo os mercados que mais contribuĂ­ram para o aumento das exportaçÔes brasileiras no Oriente MĂ©dio nos Ășltimos anos. No caso da ArgĂ©lia, o estudo aponta crescimento acelerado das importaçÔes atrelado Ă s polĂ­ticas de segurança alimentar e Ă  ampliação de acordos comerciais com fornecedores sul-americanos. Em 2022, o PaĂ­s nĂŁo importava carne bovina do Brasil. No entanto, houve aumento de 1.637% em volume nos dois anos seguintes.  JĂĄ os Emirados Árabes Unidos se consolidam como um dos principais hubs regionais, combinando consumo domĂ©stico com reexportaçÔes para outros paĂ­ses do Oriente MĂ©dio e do norte da África. Enquanto, em 2022, o faturamento das suas compras chegava a US$ 58,5 milhĂ”es, em 2024 esse valor mais que dobrou: US$ 604,9 milhĂ”es. A ArĂĄbia Saudita, por sua vez, vem ampliando gradualmente sua participação nas importaçÔes brasileiras, apoiada no fortalecimento das relaçÔes comerciais bilaterais e na adaptação da indĂșstria brasileira Ă s exigĂȘncias sanitĂĄrias e religiosas dos sauditas, que consomem produtos halal, com alta de 59% e 38%, respectivamente, em volume e receita. Destacam-se, ainda, o aumento do volume importado no perĂ­odo, pelo Marrocos (2.373%), ArgĂ©lia (1.637%), Iraque (1.256%), LĂ­bano (221%) e LĂ­bia (147%). Apesar do aumento significativo no volume de compras do Marrocos, o documento esclarece, no entanto, que o PaĂ­s mantĂ©m a mais alta barreira tarifĂĄria para suas importaçÔes, sendo 200% de tarifa para carne refrigerada. “Isso indica uma proteção extrema para o abate local e o consumo de carne fresca nacional. Para carne congelada e miĂșdos, a tarifa cai drasticamente para 10%”, indica. Mesmo assim, diante dos aumentos de compras dos Ășltimos anos, a CĂąmara Árabe avalia que a consolidação do Oriente MĂ©dio como destino relevante da carne brasileira tende a ganhar fĂŽlego, especialmente se persistirem as restriçÔes chinesas. “A diversificação de mercados deixou de ser apenas uma estratĂ©gia comercial e passou a ser um componente central da inserção internacional do agronegĂłcio brasileiro”, aponta o estudo.

ESTADÃO/AGRO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

MBRF Aporta R$ 300 milhÔes em FIDC para aves e suínos com participação da Fomento Paranå

Fundo conta com subsídio estadual de R$ 75 milhÔes para financiar produtores integrados e ampliar unidades industriais

 

A BRF S.A., subsidiĂĄria da Marfrig Global Foods, agora MBRF, ingressou como cotista subordinada no ParanĂĄ III Fundo de Investimento em Direitos CreditĂłrios do Segmento AgronegĂłcio, com aporte de R$ 300 milhĂ”es. A operação foi realizada em conjunto com a AgĂȘncia de Fomento do ParanĂĄ S.A., que participa como cotista sĂȘnior com R$ 75 milhĂ”es, totalizando R$ 375 milhĂ”es no FIDC estruturado. O anĂșncio foi feito no inĂ­cio da noite da terça-feira (24). O fundo tem como objeto a aquisição de direitos creditĂłrios originados de operaçÔes de crĂ©dito vinculadas Ă s atividades agroindustriais desenvolvidas no ParanĂĄ, especialmente aqueles representados por CĂ©dulas de Produto Rural Financeiras, as CPRF. O instrumento permite antecipar recebĂ­veis e estruturar financiamento com lastro na produção agropecuĂĄria. Do total investido, R$ 300 milhĂ”es foram aportados pela MBRF na condição de cotista subordinada, assumindo maior exposição ao risco da carteira. A Fomento ParanĂĄ ingressou como cotista sĂȘnior por meio de veĂ­culo estruturado para essa finalidade, com aporte de R$ 75 milhĂ”es. O modelo segue a lĂłgica de subordinação tĂ­pica dos FIDC, em que as cotas subordinadas absorvem as primeiras perdas da carteira. Os recursos captados serĂŁo destinados Ă  concessĂŁo de crĂ©dito Ă  prĂłpria companhia e aos produtores rurais integrados Ă  sua cadeia produtiva no Estado. A maior parcela do montante serĂĄ direcionada ao sistema de integração de aves e suĂ­nos, base do modelo industrial da empresa no ParanĂĄ. Parte dos recursos tambĂ©m poderĂĄ atender projetos nas unidades produtivas. O ParanĂĄ lidera a produção nacional de carne de frango e estĂĄ entre os principais produtores de suĂ­nos do PaĂ­s, segundo dados do IBGE e da Associação Brasileira de ProteĂ­na Animal. O sistema de integração envolve fornecimento de insumos, assistĂȘncia tĂ©cnica e compra da produção pela agroindĂșstria, enquanto o produtor investe em instalaçÔes e manejo. Miguel Gularte, CEO da MBRF, afirma que o instrumento amplia a capacidade de financiamento da cadeia integrada. “Este investimento reforça a solidez da nossa cadeia produtiva no ParanĂĄ e amplia nossa contribuição para o desenvolvimento da regiĂŁo. Ao fortalecer a integração e a infraestrutura produtiva, valorizamos os produtores, criamos bases para o crescimento sustentĂĄvel e ampliamos nossa competitividade, gerando impacto positivo no negĂłcio e nas comunidades”, diz. O Estado jĂĄ opera trĂȘs FIDC voltados ao agronegĂłcio. Claudio Stabile, diretor-presidente da Fomento ParanĂĄ, afirma que o modelo foi estruturado para ampliar alternativas de crĂ©dito ao setor agroindustrial. “Os Fundos de Investimentos em Direitos CreditĂłrios do Agro sĂŁo uma solução alternativa funcional criada pelo Governo do ParanĂĄ para impulsionar o desenvolvimento da agroindĂșstria paranaense, que vinha sendo limitado em sua capacidade de crescimento por causa das altas taxas de juros”, afirma. “Neste momento, o recurso atende principalmente cooperados e integrados, mas os benefĂ­cios devem se espraiar pela cadeia produtiva ao longo do tempo, gerando novos negĂłcios.” A empresa informou que manterĂĄ o mercado atualizado sobre eventuais desdobramentos relacionados ao fundo. O desempenho da carteira de CPR-F e a demanda por crĂ©dito indicarĂŁo o ritmo de expansĂŁo da integração no Estado nos prĂłximos ciclos. A operação ocorre em um contexto de expansĂŁo da demanda global por proteĂ­na animal e de pressĂŁo sobre custos de produção, especialmente grĂŁos destinados Ă  ração. O acesso a crĂ©dito estruturado pode reduzir o custo financeiro para produtores integrados e viabilizar modernização de instalaçÔes, biosseguridade e ganho de escala. Com o FIDC ParanĂĄ, a expectativa da empresa Ă© ampliar a produção e consolidar a presença industrial no Estado, que concentra parte relevante da sua operação nacional. O desempenho do fundo e a adesĂŁo dos produtores devem indicar o ritmo de expansĂŁo do modelo de integração.

FORBES AGRO


Colheita de soja do Paranå avança para 37% da årea, mas mantém atraso, aponta Deral

A colheita de soja da safra 2025/26 no Paranå alcançou 37% da årea total, em ritmo que segue atrasado na comparação com o ano passado, quando 49% da safra estava colhida na mesma época, de acordo com dados do Departamento de Economia Rural (Deral).

 

O atraso nos trabalhos no Estado, um dos principais produtores de soja do paĂ­s, tem afetado o ritmo nacional de colheita, potencialmente gerando gargalos logĂ­sticos. AtĂ© a semana anterior, somente 20% haviam sido colhidas, afirmou o departamento da Secretaria de Agricultura. O ParanĂĄ tambĂ©m estĂĄ com colheita mais lenta em relação a 2024, quando 52% da soja havia sido colhida no perĂ­odo equivalente, conforme dados histĂłricos do Deral. Um alongamento de ciclo por condiçÔes climĂĄticas mais amenas e parte do desenvolvimento da safra ajudam a explicar o atraso na colheita. Conforme o Deral, 58% das lavouras encontram‑se em maturação e 40% seguem em frutificação, indicando que parte relevante da ĂĄrea ainda depende de condiçÔes climĂĄticas favorĂĄveis. A condição das lavouras permanece majoritariamente positiva: 88% estĂŁo classificadas como boas, 11% como mĂ©dias e 1% como ruins, apontou o ĂłrgĂŁo. "Em ĂĄreas com melhor distribuição de chuvas, o desempenho produtivo Ă© considerado satisfatĂłrio. As precipitaçÔes recentes favoreceram as lavouras de ciclo mais tardio", afirmou o Deral. O plantio do milho segunda safra, realizado apĂłs a colheita da soja, atingiu 45% da ĂĄrea total prevista no ParanĂĄ, nĂșmero abaixo do registrado hĂĄ um ano, quando 65% estavam semeados atĂ© o fim de fevereiro de 2025, segundo o Deral. "O plantio do milho segunda safra avança conforme a liberação das ĂĄreas de soja, ainda com ritmo desigual em função da distribuição irregular das chuvas em algumas localidades", explicou o Deral. O ĂłrgĂŁo afirmou que as precipitaçÔes recentes foram importantes para o estabelecimento das ĂĄreas recĂ©m-semeadas.

REUTERS

 

ECONOMIA

 

DĂłlar volta a cair em meio a fluxo estrangeiro para o Brasil

O fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil voltou a conduzir a queda do dólar na terça-feira, em uma sessão em que a moeda norte-americana também cedeu antepares do real no exterior, como o peso chileno e o peso mexicano.

 

Com o Ibovespa acima dos 191 mil pontos, o dĂłlar Ă  vista fechou em baixa de 0,27%, aos R$5,1556, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1539. No ano, a moeda acumula agora queda de 6,07%. Às 17h04, o dĂłlar futuro para março -- atualmente o mais lĂ­quido no Brasil -- cedia 0,32% na B3, aos R$5,1630. A moeda norte-americana chegou a subir no inĂ­cio do dia, mas a abertura da bolsa brasileira colocou as cotaçÔes em trajetĂłria de queda, em meio ao fluxo de investimentos estrangeiros para o Brasil.

O recuo do dĂłlar ante o real tambĂ©m ocorreu em sintonia com a perda de força da moeda norte-americana ante outras divisas de emergentes, como o peso chileno, o peso mexicano e o rand sul-africano. O real e essas outras moedas estavam entre as mais valorizadas do dia neste fim de tarde. No exterior, os investidores ainda ponderavam na terça-feira os riscos da polĂ­tica tarifĂĄria dos EUA, enquanto aguardavam o discurso do Estado da UniĂŁo do presidente Donald Trump, Ă s 23h pelo horĂĄrio de BrasĂ­lia. Os EUA passaram a aplicar na terça-feira uma tarifa adicional de 10% sobre todos os produtos nĂŁo cobertos por isençÔes, segundo um aviso emitido pela alfĂąndega do paĂ­s. Essa Ă© a taxa inicialmente anunciada por Trump na Ășltima sexta-feira, e nĂŁo os 15% que ele prometeu no sĂĄbado. A cobrança Ă© uma reação Ă  decisĂŁo da Suprema Corte que derrubou as tarifas anunciadas no ano passado por Trump sobre uma sĂ©rie de paĂ­ses, mas coloca em dĂșvida os acordos comerciais negociados recentemente pelos EUA com parceiros como JapĂŁo, UniĂŁo Europeia e Reino Unido. No inĂ­cio do dia, o Banco Central do Brasil informou que o dĂ©ficit em transaçÔes correntes do paĂ­s chegou a US$8,36 bilhĂ”es em janeiro, ante expectativa em pesquisa da Reuters de saldo negativo de US$6,4 bilhĂ”es. No mesmo perĂ­odo do ano anterior houve dĂ©ficit de US$9,809 bilhĂ”es. Os investimentos diretos no paĂ­s (IDP) alcançaram em janeiro US$8,168 bilhĂ”es, acima dos US$7,0 bilhĂ”es projetados na pesquisa, mas nĂŁo compensando totalmente o dĂ©ficit em transaçÔes correntes no mĂȘs. Em janeiro de 2025, o saldo de IDP foi de US$6,708 bilhĂ”es.

REUTERS

 

Ibovespa supera 191 mil pontos pela 1ÂȘ vez, com fluxo estrangeiro

Queda dos juros futuros também deu apoio a açÔes cíclicas domésticas, o que ajudou a incrementar os ganhos na bolsa local

 

A forte entrada de capital estrangeiro voltou a ditar os rumos dos negócios na terça-feira, turbinando os ganhos de blue chips. A queda dos juros futuros também deu apoio a açÔes cíclicas domésticas, o que ajudou a incrementar os ganhos na bolsa local. Com isso, o Ibovespa obteve suporte para marcar novo recorde duplo no pregão: intradiårio, aos 191.781 pontos; e de fechamento nominal, aos 191.490 pontos, com alta de 1,40%. Entre as blue chips, as units do Santander se destacaram, ao subir 3,41%. Desempenho parecido foi registrado pelas açÔes preferenciais da Petrobras, que avançaram 2,54%, marcando a quinta sessão consecutiva de ganhos, a despeito do recuo nos preços de petróleo. Os papéis ON da Vale também exibiram valorização de 0,39%. InformaçÔes preliminares sobre pesquisas de intenção de voto, que circularam nas mesas de operação, ajudaram a amplificar o movimento, em um dia em que a recuperação das bolsas americanas também colaborou para melhorar o humor local. No fim do dia, os principais índices americanos terminaram no azul: o Nasdaq teve alta de 1,04%; o S&P 500 avançou 0,77%; Dow Jones subiu 0,76%. Aqui, o volume financeiro negociado pelo Ibovespa foi elevado e chegou a R$ 24,8 bilhÔes. Jå na B3, o giro bateu R$ 32,5 bilhÔes.

VALOR ECONÔMICO

 

Arrecadação federal cresce 3,56% e bate recorde para janeiro com apoio de aumento de alíquotas

A arrecadação do governo federal teve alta real de 3,56% em janeiro sobre o mesmo mĂȘs do ano anterior, somando R$325,751 bilhĂ”es, informou a Receita Federal na terça-feira, resultado impulsionado por uma atividade econĂŽmica resiliente e por aumentos de alĂ­quotas de impostos.

 

O dado, que foi recorde para meses de janeiro da sĂ©rie histĂłrica iniciada em 1995 pela Receita Federal, mostrou alta relevante no recolhimento de tributos administrados pelo fisco, desempenho mais que suficiente para compensar perdas observadas nos embolsos com royalties de petrĂłleo pelos cofres federais. Teve papel relevante no dado do mĂȘs uma alta de R$3,6 bilhĂ”es, equivalente a 32,6%, na comparação com janeiro de 2025, em Imposto de Renda sobre rendimentos de capital, em razĂŁo de ganhos de contribuintes com papĂ©is de renda fixa, mas tambĂ©m pelo recolhimento relacionado Ă  distribuição de Juros sobre Capital PrĂłprio (JCP) por empresas, que teve alĂ­quota elevada de 15% para 17,5% em janeiro. Outro fator importante foi a elevação de alĂ­quotas do Imposto sobre OperaçÔes Financeiras (IOF), que gerou em janeiro uma arrecadação adicional de R$2,6 bilhĂ”es em comparação com o mesmo mĂȘs do ano anterior, uma alta de 49%. O fisco apontou ainda uma contribuição da tributação sobre jogos de azar e apostas, que tambĂ©m teve aumento de cobranças, com uma arrecadação que saltou de R$55 milhĂ”es em janeiro de 2025 para R$1,5 bilhĂŁo em janeiro deste ano, alta de 2,642%. Ainda no recorte por tributos, os dados da Receita mostram que tambĂ©m houve avanço na arrecadação de receitas previdenciĂĄrias, com alta real de 5,48%, uma adição de R$3,3 bilhĂ”es na comparação com o resultado de janeiro de 2025. TambĂ©m foram registrados ganhos em receitas de Pis/Cofins, com elevação de 4,35%, e Imposto de Renda incidente sobre rendimentos do trabalho, alta de 4,24%. Na leitura ampla dos dados, os recursos administrados pela Receita, que englobam a coleta de tributos de competĂȘncia da UniĂŁo, cresceram 5,21% em termos reais em janeiro frente a um ano antes, a R$313,201 bilhĂ”es. Essa elevação foi mais que suficiente para compensar o desempenho da receita administrada por outros ĂłrgĂŁos, que tem peso relevante de royalties de petrĂłleo, dado que caiu 25,53% no mĂȘs passado, a R$12,551 bilhĂ”es. Apenas com royalties a redução foi de R$2,8 bilhĂ”es, um recuo de 19,6%. O governo tem atuado com foco em recuperação de receitas ao longo da atual gestĂŁo. No ano passado, promoveu aumentos de IOF que geraram disputa com o Congresso e discussĂ”es no JudiciĂĄrio, mas conseguiu manter parte das elevaçÔes. No fim do ano, sob o argumento de que precisaria fechar as contas de 2026, o governo conseguiu aprovar uma medida para cortar benefĂ­cios fiscais, promover um novo aumento de tributo sobre bets e elevar alĂ­quotas sobre fintechs e JCP. TambĂ©m foi aprovado em 2025 projeto que ampliou a isenção do Imposto de Renda para quem ganha atĂ© R$5 mil, criando uma taxação mĂ­nima para pessoas de renda mais alta e uma retenção de imposto de 10% para remessas de lucro ao exterior. O chefe do Centro de Estudos TributĂĄrios e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, disse em entrevista coletiva que a elevação de alĂ­quota de JCP, apesar de jĂĄ estar em vigor desde o inĂ­cio do ano, deve começar a sensibilizar os dados da arrecadação de fevereiro. Os ganhos nessa linha em janeiro, segundo ele, podem eventualmente estar relacionados a uma antecipação feita pelas empresas no fim do ano por conta do novo tributo. No caso das fintech e da nova elevação da taxação sobre bets, os efeitos sobre a arrecadação devem ser observados a partir dos dados de maio, disse. Segundo ele, a Receita ainda estĂĄ coletando informaçÔes de todas as medidas para reavaliar as projeçÔes de arrecadação para 2026. “NĂłs tivemos alteração na contribuição social das fintechs, tivemos alteração na tributação do Imposto de Renda na fonte sobre JCP, tivemos alteração na tributação das bets, e a alteração do IOF, que Ă© mais antiga. Todas essas alteraçÔes vĂŁo sensibilizar as nossas projeçÔes”, disse.

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Novas tarifas dos EUA entram em vigor com taxa mais baixa de 10%

Na segunda-feira, Trump advertiu os paĂ­ses contra o recuo dos acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, dizendo que, se o fizerem, ele adotarĂĄ tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais.

 

Os Estados Unidos impuseram uma tarifa adicional de 10% a partir da terça-feira sobre todos os produtos nĂŁo cobertos por isençÔes, segundo um aviso emitido pela AlfĂąndega e Proteção de Fronteiras (CBP, na sigla em inglĂȘs), a taxa inicialmente anunciada pelo presidente Donald Trump na sexta-feira, em vez dos 15% que ele prometeu um dia depois. Em reação Ă  decisĂŁo da Suprema Corte que derrubou suas tarifas, justificadas por motivos de emergĂȘncia, Trump anunciou inicialmente uma nova taxa global temporĂĄria de 10%. Ele disse no sĂĄbado que a aumentaria para 15%. Em um aviso descrito como destinado a “fornecer orientaçÔes sobre a Proclamação Presidencial de 20 de fevereiro de 2026”, a CBP disse que, tirando os produtos especificados como sujeitos a isençÔes, as importaçÔes “estarĂŁo sujeitas a uma taxa ad valorem adicional de 10%”. A medida aumentou a confusĂŁo em torno da polĂ­tica comercial dos EUA, sem nenhuma explicação sobre o motivo pelo qual a taxa mais baixa foi usada. O Financial Times citou um funcionĂĄrio da Casa Branca dizendo que o aumento para 15% virĂĄ mais tarde. A Reuters nĂŁo pĂŽde confirmar isso imediatamente. A cobrança das novas tarifas começou Ă  meia-noite, enquanto a cobrança das tarifas anuladas pela Suprema Corte foi suspensa. Elas variavam de 10% a atĂ© 50%. A lei da Seção 122 permite que o presidente imponha as novas tarifas por atĂ© 150 dias a todos os paĂ­ses para lidar com dĂ©ficits “grandes e graves” na balança de pagamentos e “problemas fundamentais de pagamentos internacionais”. A ordem tarifĂĄria de Trump argumenta que existe um grave dĂ©ficit na balança de pagamentos na forma de um dĂ©ficit comercial anual de US$1,2 trilhĂŁo em bens dos EUA e um dĂ©ficit em conta corrente de 4% do PIB, alĂ©m de uma reversĂŁo do superĂĄvit de renda primĂĄria dos EUA. Na segunda-feira, Trump advertiu os paĂ­ses contra o recuo dos acordos comerciais recentemente negociados com os EUA, dizendo que, se o fizerem, ele adotarĂĄ tarifas muito mais altas sob diferentes leis comerciais. O JapĂŁo disse na terça-feira que solicitou aos Estados Unidos que garantam que seu tratamento sob um novo regime tarifĂĄrio seja tĂŁo favorĂĄvel quanto no acordo existente. Tanto a UniĂŁo Europeia quanto o Reino Unido indicaram que desejam manter os acordos jĂĄ firmados.

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