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CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1052 DE 23 DE FEVEREIRO DE 2026

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Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ

Ano 5 | nÂș 1052 | 23 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Mercado do boi: boa demanda e baixa oferta

Na sexta-feira (20/2), 10 das 17 praças monitoradas pela Agrifatto registraram valorização nos preços da arroba: AC, AL, BA, ES, MA, MS, MT, RJ, RO e RS. No Paranå, Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias.  Boi China: PARANÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo)

 

O mercado fĂ­sico do boi gordo registrou altas consistentes nas semanas anteriores ao feriado de Carnaval e continuou subindo nas praças brasileiras apĂłs o perĂ­odo de festas. Tal movimento reflete sobretudo a oferta restrita de animais terminados, que segue dificultando a formação das escalas de abate dos frigorĂ­ficos nacionais, posicionadas entre 4 e 5 dias na mĂ©dia nacional, segundo levantamento semanal da Agrifatto. “As negociaçÔes mais lentas durante o feriado ampliaram a necessidade de compra por parte dos frigorĂ­ficos, dando sustentação Ă s cotaçÔes da arroba”, observam os analistas da consultoria. Ao mesmo tempo, continua a Agrifatto, o consumo interno de carne bovina segue em bom ritmo e as exportaçÔes continuam altamente aceleradas, contribuindo para o enxugamento dos estoques. “Esse cenĂĄrio de oferta ajustada e procura firme resultou em negĂłcios pontuais a R$ 355/@ na praça de SĂŁo Paulo, para pagamento Ă  vista”, informa a Agrifatto. No entanto, acrescenta a consultoria, o valor de R$ 355/@ ainda nĂŁo se consolidou como referĂȘncia no mercado paulista, jĂĄ que foram efetivados poucos negĂłcios neste patamar.  Pelos dados da Agrifatto, o boi paulista seguiu valendo R$ 350/@ na sexta-feira (20/2). No entanto, 10 das 17 praças monitoradas diariamente pela Agrifatto registraram valorização nos preços do boi gordo neste Ășltimo dia da semana: AC, AL, BA, ES, MA, MS, MT, RJ, RO e RS. Nas demais (GO, MG, PA, PR, SC, TO e SP), as cotaçÔes ficaram estĂĄveis. Pelos nĂșmeros da Scot Consultoria, o boi gordo sem padrĂŁo-exportação subiu R$ 2/@ na sexta-feira, para R$ 347/@, enquanto o “boi-China” segue cotado em R$ 350/@ (valores brutos, no prazo). CotaçÔes do boi gordo desta quinta-feira (20/2), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. MĂ©dia: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 335,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. MĂ©dia: R$ 325,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS:Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. MĂ©dia: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 325,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 325,00. MĂ©dia: R$ 320,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: cinco dias. MARANHÃO: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (20/2), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 346,00/@ (Ă  vista) e R$ 350,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 336,00/@ (Ă  vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$326,00/@ (Ă  vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 326,00/@ (Ă  vista) e R$ 330,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 326,00/@ (Ă  vista) e R$ 330,00/@ (prazo).  PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 318,50/@ (Ă  vista) R$ 322,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 314,50/@ (Ă  vista) e R$ 318,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 306,50/@ (Ă  vista) e R$ 310,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 311,50/@ (Ă  vista) e R$ 315,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 316,50/@ (Ă  vista) e R$ 320,00/@ (prazo). PARANÁ: R$ 346,00/@ (Ă  vista) e R$ 350,00/@ (prazo)

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

SUÍNOS

 

ExportaçÔes de carne suína avançam em 2026 e sustentam mercado interno; fevereiro tem ritmo forte

As exportaçÔes brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada somaram 134.811,2 milhÔes de dólares até a segunda semana de fevereiro de 2026, conforme dados da (Secex) Secretaria de Comércio Exterior reportados nesta semana. O resultado confirma a força do mercado externo na composição da renda do setor. Em fevereiro de 2025, a receita total havia alcançado 253.426,3 milhÔes de dólares.

 

Na média diåria, o desempenho deste ano é superior ao registrado no mesmo período do ano passado. Até a segunda semana de fevereiro de 2026, o valor médio diårio ficou em 13.481,1 milhÔes de dólares. Em fevereiro de 2025, a média foi de 12.671,3 milhÔes de dólares por dia.

O volume embarcado tambĂ©m mostra avanço proporcional quando analisado pelo ritmo diĂĄrio. Na segunda semana de fevereiro de 2026, foram exportadas 53.896,4 toneladas. Em todo o mĂȘs de fevereiro de 2025, o total embarcado chegou a 101.118,4 toneladas. Considerando a mĂ©dia diĂĄria de volume, a primeira semana de fevereiro de 2026 registrou 5.389,6 toneladas. Durante fevereiro de 2025, a mĂ©dia diĂĄria foi de 5.055,9 toneladas. A diferença representa acrĂ©scimo de 6,6 toneladas no comparativo entre os perĂ­odos. No preço mĂ©dio por tonelada, o cenĂĄrio aponta estabilidade. Na primeira semana de fevereiro de 2026, o valor ficou em 2.501 dĂłlares por tonelada. Em fevereiro de 2025, a mĂ©dia foi de 2.506 dĂłlares, com variação negativa de apenas 0,2%, ou 6,4 dĂłlares na comparação. Para o consultor da ABC (Associação Brasileira de Criadores de SuĂ­nos), Iuri Pinheiro Machado, o desempenho externo tem papel central na sustentação do setor. “As exportaçÔes brasileiras de carne suĂ­na estĂŁo indo muito bem, tanto em volume quanto em receita em dĂłlar”, afirma. Segundo ele, o avanço ajuda a equilibrar a oferta interna e contribui para manter remuneração adequada ao produtor. Iuri Machado lembra que o Brasil reduziu a concentração em poucos compradores internacionais. “NĂłs tĂ­nhamos uma dependĂȘncia muito grande da China, e agora temos uma distribuição maior de destinos”, destaca. Essa diversificação amplia a segurança comercial diante de oscilaçÔes globais. Atualmente, as vendas externas representam pouco mais de 20% da produção nacional. Em janeiro, os embarques superaram em mais de 14% o volume do mesmo mĂȘs do ano anterior. “Isso ajuda a enxugar o mercado e manter as cotaçÔes num preço que permita margem ao produtor”, reforça. No mercado domĂ©stico, entretanto, o inĂ­cio do ano trouxe ajustes tĂ­picos do perĂ­odo. “No final de 2025 nĂłs vimos uma grande estabilidade nos preços, num patamar atĂ© razoĂĄvel, relativamente alto, propiciando margem pro produtor, mas bem estĂĄvel”, relembra. Com a virada do calendĂĄrio, a demanda costuma desacelerar. Apesar disso, o cenĂĄrio jĂĄ dĂĄ sinais de acomodação. “JĂĄ observamos nos Ășltimos dias uma estabilização nessa queda, com sinais de retomada de alta nas cotaçÔes”, afirma. Para Alvimar Jalles, consultor de mercado da Associação dos Suinocultores de Minas Gerais (ASEMG), o setor funciona sob concorrĂȘncia aberta. “NinguĂ©m manda nesse mercado”, afirma. Segundo ele, a formação de preço ocorre de maneira livre, baseada em oferta, procura e expectativa. Jalles ressalta que nĂŁo hĂĄ manipulação, mas sim movimentos naturais. De acordo com o consultor, a maior capacidade de barganha estĂĄ no mercado independente, que representa cerca de 30% da produção nacional. Ainda assim, hĂĄ interligação com o sistema integrado, o que mantĂ©m comunicação entre os diferentes modelos de produção. No campo dos insumos, o cenĂĄrio Ă© considerado favorĂĄvel. Iuri avalia que nĂŁo hĂĄ, no curto e mĂ©dio prazo, expectativa de alta expressiva para milho e farelo de soja. Isso contribui para preservar a rentabilidade, mesmo diante de preços mĂ©dios ligeiramente inferiores aos de 2025. Jalles tambĂ©m projeta equilĂ­brio ao longo do ano. Ele lembra que a produção vem crescendo em torno de 4,5%, o que pode resultar em preço mĂ©dio um pouco abaixo do pico anterior. Ainda assim, acredita em resultado positivo ao produtor. Outro ponto relevante Ă© a disputa com outras carnes no varejo. Iuri destaca que o boi influencia diretamente o comportamento do suĂ­no. “O boi deve ajudar a manter os preços do suĂ­no firmes, porque existe essa relação de competitividade entre as duas carnes”, explica. Jalles complementa que o consumo nĂŁo depende apenas de preço. Segundo ele, a carne suĂ­na vem ganhando espaço pela qualidade sanitĂĄria e pelo maior conhecimento do consumidor.

NOTÍCIAS AGRÍCOLAS

 

FRANGOS

 

Frango mantém demanda firme, mas média mensal é a menor desde agosto de 2023

Estabilidade recente nĂŁo impede recuo acumulado no mĂȘs, que registra menor valor real no atacado da Grande SĂŁo Paulo em quase dois anos e meio.

 

O mercado de carne de frango apresenta estabilidade nos preços nesta semana marcada pelo recesso de carnaval, sustentado pela firmeza da demanda. Ainda assim, o desempenho mensal indica cenårio de cautela para o setor, com médias abaixo das registradas no mesmo período do ano passado. Levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que, até 18 de fevereiro, o valor médio da proteína congelada negociada no atacado da Grande São Paulo é de R$ 7/kg, o menor patamar real desde agosto de 2023, quando a média foi de R$ 6,91/kg, considerando valores deflacionados pelo IPCA de dezembro.

O recuo mensal estĂĄ associado Ă s quedas intensas observadas nas primeiras semanas do ano. O movimento de baixa se estende hĂĄ pouco mais de trĂȘs meses, refletindo ajustes na oferta e na dinĂąmica de consumo. Apesar do cenĂĄrio, a demanda segue sustentando as cotaçÔes no curto prazo, impedindo novas desvalorizaçÔes mais expressivas. A liquidez, porĂ©m, mantĂ©m ritmo moderado, especialmente na segunda quinzena do mĂȘs, perĂ­odo tradicionalmente marcado por menor poder de compra do consumidor. Agentes consultados pelo Cepea avaliam que uma recuperação mais consistente nos preços pode ocorrer apenas a partir do inĂ­cio de março, quando o fluxo de renda costuma estimular o consumo. AtĂ© lĂĄ, a tendĂȘncia Ă© de estabilidade, com dificuldade para avanços mais intensos nas cotaçÔes. O comportamento do mercado de frango tambĂ©m influencia o equilĂ­brio entre proteĂ­nas no varejo, jĂĄ que preços mais baixos podem estimular substituição por parte do consumidor, afetando a dinĂąmica de carnes bovina e suĂ­na. O setor acompanha o cenĂĄrio com atenção, avaliando custos de produção, demanda interna e estratĂ©gias comerciais para recomposição de margens ao longo do primeiro trimestre.

CEPEA

 

Fávaro diz que Brasil busca na Índia oportunidades para carne de frango

Uma comitiva brasileira na Índia discutiu na sexta-feira a abertura comercial para a exportação de carne de frango do Brasil ao paĂ­s asiĂĄtico, pedindo redução tarifĂĄria, informaram o MinistĂ©rio da Agricultura e a associação de empresas do setor ABPA.

 

O mercado de carne de frango no paĂ­s mais populoso do mundo tem elevado potencial, mas o maior exportador global nĂŁo vende quase nada ao paĂ­s asiĂĄtico diante de proibitivas taxas de importação. Em 2025, o Brasil exportou apenas 2,47 toneladas para a Índia, enquanto os Emirados Árabes Unidos, principal destino, compraram 479,9 mil toneladas, segundo dados do governo e da Associação Brasileira de ProteĂ­na Animal (ABPA). "Tratamos da ampliação das relaçÔes comerciais. O Brasil estĂĄ pronto para abrir a romĂŁ para importar da Índia e para receber a noz macadĂąmia... Como contrapartida, buscamos a abertura do feijĂŁo-guandu, alĂ©m de ampliar oportunidades para a carne de frango brasileira e a erva-mate", afirmou o ministro da Agricultura, Carlos FĂĄvaro, em comunicado. Atualmente, hĂĄ alĂ­quotas de importação na Índia de 100% para cortes e de 30% para o frango inteiro, o que inviabiliza a competitividade comercial, apesar de acordo sanitĂĄrio entre os dois paĂ­ses jĂĄ estar estabelecido, segundo informação da ABPA, que vĂȘ a pauta da redução de tarifas como "prioritĂĄria". A ABPA apresentou proposta para a criação de cota especĂ­fica com tarifa reduzida ou zerada, "como mecanismo inicial de destravamento do fluxo comercial". Na carne suĂ­na, a ABPA afirmou em nota que embora o mercado esteja aberto sanitariamente, a tarifa de 26% tambĂ©m limita a viabilidade das exportaçÔes. A entidade tambĂ©m defende a adoção de cotas diferenciadas para o produto ou revisĂŁo de taxas vigentes. A reuniĂŁo de FĂĄvaro com seu colega indiano Shri Singh Chouhan integrou a agenda da comitiva do presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva em Nova DĂ©lhi. O encontro abriu espaço para "avanços concretos" no comĂ©rcio bilateral de produtos agropecuĂĄrios, afirmou o ministĂ©rio. Entre outros temas tratados, segundo o governo, estiveram bioinsumos, mecanização, inteligĂȘncia artificial aplicada ao campo e complementaridade produtiva entre as duas potĂȘncias agrĂ­colas. A agenda agrĂ­cola ocorre em um momento de intensificação das relaçÔes bilaterais entre Brasil e Índia. Em 2025, o comĂ©rcio total entre os paĂ­ses alcançou US$15 bilhĂ”es, crescimento de 25,5% em relação ao ano anterior, e a meta comum Ă© elevar esse valor para US$20 bilhĂ”es atĂ© 2030, disse a nota do ministĂ©rio.

REUTERS

 

INTERNACIONAL

 

Dados confirmam recordes de exportação, produção e receita dos produtores de carne bovina da Austrålia em 2025

Os dados oficiais de comércio do ABS divulgados pelo Governo Federal confirmaram o que muitos jå suspeitavam: a Austrålia estabeleceu novos recordes impressionantes de exportação de carne bovina, abate e receitas com a venda de gado durante o ano-calendårio de 2025.

 

Os principais nĂșmeros incluĂ­ram produção recorde de carne bovina, alcançando 2,87 milhĂ”es de toneladas – um aumento colossal de 300 mil toneladas ou 12% em relação a 2024, que atĂ© entĂŁo era o recorde anterior – e renda recorde dos produtores de gado proveniente de animais destinados ao abate. Recordes de produção tambĂ©m foram estabelecidos nos trĂȘs trimestres consecutivos encerrados em 31 de dezembro, superando 700 mil toneladas por trimestre pela primeira vez na histĂłria. O trimestre de setembro foi o maior jĂĄ registrado para a produção de carne bovina australiana, atingindo 759 mil toneladas, apesar dos desafios relacionados ao acesso Ă  mĂŁo de obra no processamento. O total de abate de bovinos adultos no ano passado atingiu 9,28 milhĂ”es de cabeças, um aumento de 12% em relação ao ano anterior, e o maior nĂșmero registrado desde 1978, um ano de seca no final da era conhecida como Beef Slump.

O abate do ano passado superou (marginalmente, por 50 mil cabeças) o de 2015, quando 9,26 milhĂ”es de cabeças foram processadas. A grande diferença Ă© que 2015 foi um ano de seca, fortemente influenciado pelo elevado descarte de fĂȘmeas, enquanto o ano passado representou um ciclo de descarte mais convencional. A proporção de abate de fĂȘmeas (FSR) apresentou, no Ășltimo ano-calendĂĄrio, um Ă­ndice de 53%. Esse nĂșmero foi baseado em um total de 4,9 milhĂ”es de fĂȘmeas abatidas no ano. A FSR mede a proporção de fĂȘmeas no abate nacional e fornece um indicador Ăștil para avaliar redução ou contração do rebanho (sendo 47% de FSR o ponto de inflexĂŁo reconhecido). Ao longo do ano passado, a FSR mensal permaneceu acima de 50% durante todo o ano, levantando novamente questionamentos sobre a validade da fĂłrmula atual da FSR, na qual 47% sĂŁo considerados o ponto de transição. Entre outros dados importantes divulgados pelo ABS hoje, os produtores de carne bovina receberam um valor recorde de US$ 5,65 bilhĂ”es por bovinos prontos para abate no trimestre de dezembro, um recorde dentro do trimestre. No acumulado do ano, a receita para produtores de confinamento e a pasto com animais destinados ao abate atingiu o recorde de US$ 20,43 bilhĂ”es – um aumento expressivo de 25% em relação aos US$ 15,3 bilhĂ”es registrados em 2024. A forte demanda internacional, especialmente de mercados-chave como Estados Unidos, JapĂŁo, China e Coreia do Sul, sustentou esse nĂ­vel de receita, enquanto grande parte do restante do mundo apresentou redução no tamanho do rebanho e na produção. Vale destacar que os nĂșmeros de receita mencionados se referem a bovinos abatidos na AustrĂĄlia – nĂŁo incluem gado exportado vivo para abate no exterior, nem vendas de gado de reposição.

Apesar da sequĂȘncia de novos recordes estabelecidos em produção e renda no ano passado, o ano produtivo de 2026 estĂĄ, atĂ© o momento, ainda mais elevado. As primeiras sete semanas de abate de 2026 jĂĄ somaram 870 mil cabeças, cerca de 4% acima do mesmo perĂ­odo do ano passado.

BEEF CENTRAL

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Com 3,2% no 4Âș trimestre, ParanĂĄ chegou ao menor Ă­ndice de desemprego da histĂłria em 2025

O resultado fechado do ano também representou o melhor desempenho do Estado, com a taxa de desocupação chegando a 3,6% em 2025 (3,3% para os homens e 3,9% para mulheres), uma redução de 0,5 ponto percentual em relação ao ano anterior, que era de 4,1%.

 

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de DomicĂ­lios ContĂ­nua (Pnad ContĂ­nua), divulgada na sexta-feira (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e EstatĂ­stica (IBGE), os Ă­ndices paranaenses estĂŁo melhores que a mĂ©dia nacional. No Ășltimo trimestre, a taxa de desocupação foi de 5,1% no PaĂ­s, e a mĂ©dia anual chegou a 5,6%. O ParanĂĄ tem 9,8 milhĂ”es de pessoas com 14 anos ou mais, em idade de trabalhar, sendo que 6,47 milhĂ”es compĂ”em a força de trabalho – que concentra as pessoas que estĂŁo trabalhando e aquelas que, mesmo nĂŁo estando empregadas, estĂŁo procurando uma ocupação. Dentro da força de trabalho, o nĂșmero de pessoas ocupadas chega a 6,26 milhĂ”es, enquanto 205 mil estĂŁo desocupadas.

Entre as ocupadas, 3,45 milhĂ”es estĂŁo empregadas no setor privado, sendo que 80,7% delas tĂȘm a carteira assinada, totalizando 2,78 milhĂ”es de empregos formais, tambĂ©m os maiores nĂșmeros da histĂłria. Outras 652 mil pessoas estĂŁo empregadas no setor pĂșblico. AlĂ©m disso, hĂĄ um contingente de 1,9 milhĂŁo de pessoas em empregos informais. O ParanĂĄ vem reduzindo drasticamente os Ă­ndices de desemprego desde a pandemia de Covid-19. Em 2020, ano em que houve as maiores restriçÔes nas atividades econĂŽmicas, foi tambĂ©m o maior Ă­ndice da sĂ©rie histĂłrica, chegando a 9,7%. No ano seguinte, a taxa de desocupação jĂĄ era menor, passando para 8,9%. Esse Ă­ndice caiu para 6% em 2022, 4,8% em 2023, 4,1% em 2024 – atĂ© entĂŁo, a menor taxa da histĂłria, atĂ© chegar aos 3,6% do ano passado. Na comparação com 2020, houve redução de 169% no Ă­ndice de desemprego no Estado. De maneira geral, a taxa trimestral vem caindo desde o terceiro trimestre de 2020, logo apĂłs os impactos imediatos do novo coronavĂ­rus, quando atingiu 10,5%. E a queda foi rĂĄpida. Um ano depois (terceiro trimestre de 2021) jĂĄ era de 8% e dois anos depois, de 5,3%, melhorando atĂ© o patamar atual. O recorde trimestral se iguala ao feito alcançado no Ășltimo trimestre de 2024, quando o Ă­ndice tambĂ©m foi de 3,2%. Nos primeiros trĂȘs meses de 2025, a taxa foi de 4%, com quedas sucessivas nos perĂ­odos seguintes: para 3,8% no segundo trimestre, 3,5% no terceiro e 3,2% no quarto. O rendimento real mensal habitual no ParanĂĄ em 2025 foi de R$ 4.083, registrando acrĂ©scimo de 5,2% em relação a 2024 (R$ 3.881). Em relação ao 4Âș trimestre de 2025, o rendimento mĂ©dio mensal habitual de todos os trabalhos registrou R$ 4.128 no ParanĂĄ. Esses valores tambĂ©m estĂŁo acima da mĂ©dia nacional. O valor anual do rendimento real habitual de todos os trabalhos no Brasil chegou a R$ 3.560 em 2025. Os menores valores da pesquisa foram de MaranhĂŁo (R$ 2.228), Bahia (R$ 2.284) e CearĂĄ (R$ 2.394).

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Movimentação de cargas pelos portos do Paranå cresce 12% em janeiro

Porto de ParanaguĂĄ amplia embarques; destino principal das carnes sĂŁo Emirados, China e EUA

 

A movimentação geral de cargas nos portos paranaenses em janeiro somou 5.288.747 toneladas, aumento de 12,3% ante o ano anterior, segundo nota do governo do Estado. Foram embarcadas 811,9 mil toneladas de soja em grĂŁo, aumento de 98% em relação a janeiro de 2025. O milho registrou crescimento de 12%, com o envio de 387 mil toneladas. Janeiro tambĂ©m apresentou aumento de 199% na movimentação de açĂșcar ensacado, totalizando 397 mil toneladas. A exportação de carne de frango congelada pelos portos locais somou em janeiro 199 mil toneladas, o equivalente a US$ 365 milhĂ”es em valor FOB (Free on Board – valor da carga no momento do embarque), ainda segundo o governo paranaense. Os principais destinos foram Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China. Pelos portos do Estado, maior produtor de carne de frango do PaĂ­s, saĂ­ram 47,6% de toda a carne de frango exportada pelo PaĂ­s. Ao longo de 2025, somente o Porto de ParanaguĂĄ exportou mais de 2,8 milhĂ”es de toneladas de frango congelado. Ainda conforme a nota, de carne bovina foram exportadas pelos portos do Estado 27,7% do total. Foram 122 mil toneladas enviadas, principalmente para China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos, o equivalente a US$ 690 milhĂ”es em valor FOB. O Porto de ParanaguĂĄ recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, crescimento de 9% em comparação com janeiro de 2025.

ESTADÃO/AGRO


GOVERNO

 

Presidente da Coreia do Sul fala sobre retomar negociação com o Mercosul após encontro com Lula

Presidentes se encontraram em Seul nesta segunda-feira (23). Brasileiro afirmou que conversou com sul-coreano sobre mercado de carne bovina

 

O presidente da Coreia do Sul, Lee Jae-myung, afirmou que pretende retomar as negociaçÔes sobre um acordo comercial com o bloco sul-americano apĂłs reuniĂŁo bilateral com o presidente Luiz InĂĄcio Lula da Silva em Seul, na manhĂŁ desta segunda-feira. "Eu reiterei a necessidade de retomarmos as negociaçÔes imediatamente para um acordo de comĂ©rcio entre a Coreia e o Mercosul, e o presidente Lula expressou concordĂąncia com a conclusĂŁo de que um acordo como esse cumpre uma tarefa urgente e importante", disse Lee. JĂĄ Lula afirmou que os presidentes discutiram caminhos para retomar as tratativas do acordo comercial, que teve negociaçÔes interrompidas em 2021, segundo o brasileiro. Os presidentes tambĂ©m concordaram que a cooperação econĂŽmica entre os dois paĂ­ses deve ser ampliada. Lula estĂĄ na capital sul-coreana para uma visita de Estado com o objetivo de realizar negociaçÔes comerciais. Sua passagem por Seul ocorre apĂłs uma estada em Nova DĂ©li, na Índia, onde assinou acordos e participou de uma cĂșpula de inteligĂȘncia artificial. Os presidentes tambĂ©m anunciaram um plano de ação bilateral com o objetivo de orientar o relacionamento entre as naçÔes em ĂĄreas como cooperação econĂŽmica, colaboração tĂ©cnica e intercĂąmbio de pessoas.

"O presidente Lula e eu concordamos em elevar nossas relaçÔes bilaterais para uma parceria estratĂ©gica", disse Lee. Em seu discurso, Lula afirmou que apresentou ao lĂ­der sul-coreano a conclusĂŁo dos procedimentos sanitĂĄrios para a exportação de carne bovina brasileira, uma das principais pautas do governo na viagem. Os lĂ­deres tambĂ©m assinaram uma sĂ©rie de acordos e parcerias em ĂĄreas como comĂ©rcio, agricultura, pecuĂĄria, empreendedorismo, ciĂȘncia, ciĂȘncia e tecnologia e segurança. A pauta cultural, em decorrĂȘncia da influĂȘncia da cultura coreana no Brasil, tambĂ©m foi discutida, com os paĂ­ses prevendo cooperação em indĂșstrias como do audiovisual.

FOLHA DE SP

 

Proposta de controle da cota de carne para a China divide governo brasileiro

O MDIC apontou questionamentos jurídicos, enquanto o Ministério da Agricultura descartou ficar responsåvel pelo gerenciamento da cota. Mais de 40% da carne bovina exportada pelo Brasil tem a China como destino

 

A proposta de criação de um sistema estatal de controle da cota de exportação de carne bovina para a China, apresentada pelos frigorĂ­ficos brasileiros e debatida desde o inĂ­cio do ano, gerou dĂșvidas no governo sobre a legalidade e efetividade da medida. AnĂĄlise jurĂ­dica garante a constitucionalidade do modelo pretendido e o alinhamento com regras do comĂ©rcio internacional. O MinistĂ©rio do Desenvolvimento, IndĂșstria, ComĂ©rcio e Serviços (MDIC) apontou questionamentos jurĂ­dicos, sobre a adequação da norma Ă s legislaçÔes brasileira e internacional sobre comĂ©rcio exterior, e tĂ©cnicos, sobre a eventual implementação do sistema. JĂĄ o MinistĂ©rio da Agricultura descartou ficar responsĂĄvel pelo gerenciamento da cota. As divergĂȘncias no Executivo retardaram aprovação da medida. A expectativa Ă© que uma resolução sobre o assunto possa ser aprovada na prĂłxima sexta-feira (27/2), em reuniĂŁo extraordinĂĄria do ComitĂȘ Executivo de GestĂŁo (Gecex) da CĂąmara de ComĂ©rcio Exterior (Camex). O encontro ainda nĂŁo foi confirmado pelo governo. Um dos argumentos da Secretaria de ComĂ©rcio Exterior (Secex) do MDIC Ă© que a medida seria incompatĂ­vel com normas constitucionais e poderia violar o princĂ­pio da livre iniciativa. A indagação da Pasta Ă© se, ao limitar os volumes por empresa com base no market share de 2025, seriam ou nĂŁo criadas uma reserva de mercado para grandes frigorĂ­ficos e barreiras Ă  entrada de novos competidores. Outro alerta Ă© que a medida poderia ser encarada como “desvio de finalidade”, pois ao mesmo tempo em que pretende “estabilizar preços” ela beneficiaria “grandes players” em detrimento de eficiĂȘncia setorial. A Secex tambĂ©m indicou que os critĂ©rios propostos sĂŁo complexos e que exportadores “pequenos” seriam afetados desproporcionalmente, sem ampla defesa prĂ©via, o que elevaria o risco de judicialização por “discriminação”. TambĂ©m houve indicação de preocupação com o cumprimento de regras internacionais. Os argumentos contrĂĄrios apresentados pelo governo foram respondidos no parecer jurĂ­dico elaborado pelo escritĂłrio Barral Parente Pinheiro, do ex-secretĂĄrio de ComĂ©rcio Exterior, Welber Barral, finalizado em 5 de fevereiro. Segundo o documento, a proposta nĂŁo viola a livre iniciativa, pois hĂĄ autorização constitucional para o Estado atuar como “agente normativo e regulador da atividade econĂŽmica”, especialmente em comĂ©rcio exterior. O parecer aponta base legal especĂ­fica para o “controle das operaçÔes [...] por interesse nacional”. O texto indica tambĂ©m que o critĂ©rio de distribuição da cota pelo market share de 2025 Ă© objetivo e transparente, nĂŁo discricionĂĄrio e preserva a eficiĂȘncia setorial. A sugestĂŁo de criação de uma reserva tĂ©cnica, de 3% do volume total autorizado, mais uma quantidade econĂŽmica mĂ­nima por frigorĂ­fico, de oito mil toneladas, garante espaço para pequenas empresas e novos entrantes, defende o parecer. O documento completa que nĂŁo hĂĄ reserva de mercado ou criação de barreiras. Sobre os apontamentos de “discriminação” e risco de judicialização, o documento defende que a resolução proposta inclui motivação cabal, que Ă© a salvaguarda chinesa, e que houve consulta documentada ao setor. “Em razĂŁo de urgĂȘncia, a adoção da medida observa as exceçÔes previstas em normas regulatĂłrias para situaçÔes de risco econĂŽmico relevante”, diz o parecer visto pela reportagem. O texto indica ainda que nĂŁo hĂĄ complexidade na adoção da norma porque o Siscomex jĂĄ operacionaliza cotas automaticamente, com eficiĂȘncia via automação e bloqueio das licenças de exportação (LPCO). “O STF jĂĄ decidiu que atos comerciais nĂŁo exigem SIR [Sistema de InformaçÔes de Risco e RegulatĂłrias] exaustivo, se urgentes”, relata o parecer.

O escritĂłrio ainda defendeu que nĂŁo hĂĄ violação do direito internacional. A Secex indicou que a China poderia acionar o Sistema de Solução de ControvĂ©rsias da Organização Mundial do ComĂ©rcio (OMC). A proposta deixa em aberto para a Camex a decisĂŁo sobre qual ĂłrgĂŁo farĂĄ a gestĂŁo da cota, se o Departamento de OperaçÔes de ComĂ©rcio Exterior (Decex), do MinistĂ©rio do Desenvolvimento, IndĂșstria, ComĂ©rcio e Serviços (MDIC), ou a Secretaria de Defesa AgropecuĂĄria (SDA), do MinistĂ©rio da Agricultura. A Pasta comandada por Carlos FĂĄvaro, por exemplo, Ă© a gestora da cota de exportação de açĂșcar aos Estados Unidos. O ministro, no entanto, disse que a ideia de controle pela SDA foi descartada, pois trata-se de uma autoridade sanitĂĄria e que “nĂŁo faz sentido” interferir no comĂ©rcio.

VALOR ECONÔMICO

 

ECONOMIA

 

DĂłlar cai para R$5,1766 apĂłs Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump

O dĂłlar fechou a sexta-feira em queda firme no Brasil e novamente abaixo dos R$5,20, acompanhando o recuo da moeda norte-americana no exterior apĂłs a Suprema Corte dos Estados Unidos rejeitar tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.

 

O dĂłlar Ă  vista fechou a sessĂŁo em baixa de 0,99%, aos R$5,1766, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1539. Na semana encurtada pelo Carnaval, a moeda norte-americana acumulou baixa de 1,03% e, no ano, queda de 5,69%.

Às 17h06, o dĂłlar futuro para março -- atualmente o mais lĂ­quido no Brasil -- cedia 0,77% na B3, aos R$5,1840. O recuo do dĂłlar no Brasil esteve em sintonia com a baixa quase generalizada da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, apĂłs a Suprema Corte rejeitar as tarifas aplicadas por Trump com base em uma lei destinada a ser usada em emergĂȘncias nacionais. O tribunal decidiu que a interpretação de que a Lei de Poderes EconĂŽmicos de EmergĂȘncia Internacional (IEEPA, na sigla em inglĂȘs) concede a Trump o poder de impor tarifas interferiria nas atribuiçÔes do Congresso e violaria a doutrina das "questĂ”es principais". Essa doutrina exige que as açÔes do Poder Executivo de "vasta importĂąncia econĂŽmica e polĂ­tica" sejam claramente autorizadas pelo Congresso. Em reação, o dĂłlar despencou ao redor do mundo, atingindo a cotação mĂ­nima do pregĂŁo de R$5,1739 (-1,04%) no mercado brasileiro Ă s 15h47, quando Trump concedia entrevista nos Estados Unidos prometendo novas medidas. O norte-americano afirmou que assinarĂĄ uma ordem para impor uma tarifa global de 10%, em conformidade com a Seção 122 da Lei de ComĂ©rcio de 1974, e prometeu iniciar novas investigaçÔes comerciais. “Na margem, o fim das tarifas reforça o movimento de reposicionamento global de portfĂłlios estrangeiros, que favoreceu o real e a bolsa brasileira, mas a principal consequĂȘncia deve ser o aumento da volatilidade cambial diante da incerteza sobre os prĂłximos passos do governo americano”, disse AndrĂ© ValĂ©rio, economista sĂȘnior do Inter, em comentĂĄrio escrito. “Ainda assim, a tendĂȘncia global de depreciação do dĂłlar permanece.”

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Ibovespa fecha acima de 190 mil pela 1ÂȘ vez apĂłs Suprema Corte dos EUA derrubar tarifas de Trump

O Ibovespa fechou em alta nesta sexta-feira, renovando måximas históricas, com os papéis da Vale e de bancos entre os principais suportes, em pregão marcado por vencimento de opçÔes sobre açÔes na bolsa paulista.

 

A tendĂȘncia positiva no pregĂŁo ganhou fĂŽlego Ă  tarde, apĂłs decisĂŁo da Suprema Corte norte-americana, que declarou ilegais parte das tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump. Índice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa subiu 1,05%, a 190.517,89 pontos, tendo marcado 190.726,78 na mĂĄxima, apĂłs 186.700,34 na mĂ­nima do dia. Na semana, encurtada pelo Carnaval, avançou 2,17%. O volume financeiro nesta sexta-feira somava R$31 bilhĂ”es antes dos ajustes finais.

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AgroindĂșstria fechou 2025 perto da estagnação

Índice PIMAgro, elaborado pela FGV Agro, encerrou o ano com uma leve retração, de 0,1%. A produção das indĂșstrias de alimentos de origem animal aumentou 3%, puxada pela expansĂŁo da produção de carnes bovina, suĂ­na e de aves 

 

A produção da agroindĂșstria brasileira encerrou 2025 praticamente no zero a zero. No cabo de guerra entre juros altos de um lado e, do outro, o mercado interno aquecido, o Índice de Produção Agroindustrial (PIMAgro), elaborado pelo Centro de Estudos do AgronegĂłcio da Fundação Getulio Vargas (FGV Agro), terminou o ano com uma leve retração, de 0,1%. Esse desempenho geral “morno” escamoteia, porĂ©m, comportamentos muitos distintos entre os vĂĄrios segmentos agroindustriais. No agrupamento das indĂșstrias de alimentos e bebidas, o segmento de bebidas foi consistentemente ruim durante o ano todo. A produção de bebidas caiu 2,6% em 2025. O fraco desempenho refletiu especialmente o declĂ­nio da fabricação de bebidas alcoĂłlicas, que, com a queda expressiva do consumo do produto, teve uma contração de 4,7%. A produção de bebidas nĂŁo alcoĂłlicas, por sua vez, fechou o ano passado em queda de 0,3%. JĂĄ as indĂșstrias de alimentos tiveram um desempenho geral positivo, encerrando o ano com expansĂŁo de 1,5%. Mas, mesmo dentro desse ramo, houve desempenhos distintos. A produção das indĂșstrias de alimentos de origem animal aumentou 3%, puxada pela expansĂŁo da produção de carnes bovina, suĂ­na e de aves. Os segmentos de laticĂ­nios e de pescados tambĂ©m cresceram. Apesar do tarifaço que o governo dos Estados Unidos impĂŽs a uma sĂ©rie de produtos brasileiros, que afetou os embarques da indĂșstria de carnes entre agosto e setembro, as exportaçÔes do segmento bateram recorde em 2025. No caso da indĂșstria de lĂĄcteos, a produção de leite atingiu recorde no paĂ­s, a despeito do aumento das importaçÔes, que pressionaram os integrantes dessa cadeia. As indĂșstrias de alimentos de origem vegetal, em contrapartida, nĂŁo tiveram um desempenho tĂŁo consistente. A produção das empresas do segmento abriu o ano em queda e começou a se recuperar no segundo semestre, mas fechou 2025 com retração de 0,9%. Pesaram sobre o resultado desse segmento o declĂ­nio da produção das indĂșstrias de arroz, café e refino de açĂșcar, segundo o FGV Agro. A produção de açĂșcar e o consequente refino sofreram ao longo do ano com a diminuição do volume e da qualidade da cana-de-açĂșcar, quadro que as usinas compensaram direcionando mais cana para a produção da commodity, ao invĂ©s do etanol. Ainda assim, a atividade de refino contraiu-se em 2025.

No caso do arroz, o beneficiamento diminuiu como consequĂȘncia do declĂ­nio da colheita, que, com a redução da ĂĄrea de plantio, caiu 14% na safra 2025/26, segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab). No segmento de alimentos de origem vegetal, cresceu a produção das indĂșstrias de conservas e sucos, de Ăłleos e gorduras e de trigo. As agroindĂșstrias de produtos nĂŁo alimentĂ­cios encerraram o ano com retração geral de 1,3%, mas o desempenho dos diferentes ramos desse agrupamento nĂŁo foi uniforme. A contração do segmento foi consequĂȘncia direta da queda acentuada da produção de biocombustĂ­veis; as demais indĂșstrias tiveram um desempenho melhor. No ramo de biocombustĂ­veis, a produção caiu 18,6%, pressionada pelo declĂ­nio da fabricação de etanol. Apesar de a produção de biodiesel de etanol a partir do milho ter crescido no Brasil, a produção de etanol de cana ainda Ă© predominante. Com isso, alteraçÔes nessa indĂșstria afetam o desempenho geral do segmento.

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