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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1053 DE 24 DE JANEIRO DE 2026

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  • há 23 minutos
  • 16 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1053 | 24 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi Gordo: oferta de animais terminados segue restrita

Os frigoríficos seguem com dificuldade para alongar as escalas de abate, enquanto os pecuaristas retêm a oferta, fortalecendo o poder de barganha. No PARANÁ: Boi: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo)

 

O preço de referência do boi gordo subiu R$ 5/@ na segunda-feira (23/2) em São Paulo, para R$ 355/@, de acordo com dados apurados pela Agrifatto. Além da praça paulista, a arroba registrou acréscimo em 9 das 17 regiões brasileiras monitoradas pela consultoria: GO, MG, MS, MT, PA, PR, RS, SC e TO. Nas demais praças (AC, AL, BA, ES, MA, RJ e RO), a arroba ficou estável. A Scot Consultoria também detectou alta no preço do boi gordo paulista, especificamente do animal com padrão-China (abatido mais jovem, com até 30 meses de idade), que atingiu em R$ 352/@, no prazo, enquanto o “boi comum” fechou em R$ 347/@.

Desde o início de fevereiro/26, os preços do boi gordo e do “boi-China” acumulam alta de R$ 20/@, destaca a Scot, acrescentando que, no mesmo período, a vaca e a novilha gordas registraram valorização de R$ 21/@ e R$ 18/@, respectivamente. Segundo a Agrifatto, a oferta de animais terminados segue restrita, com escalas de abate atendendo a apenas quatro dias, o que sustenta o poder de barganha dos pecuaristas. Mesmo em uma semana encurtada devido ao feriado de Carnaval, todos os ativos analisados pela Agrifatto mantiveram valorização semanal.  O indicador DATAGRO registrou aumento pela quarta semana consecutiva, subindo 1,44%, para R$ 345,34/@.  Por sua vez, o Indicador Cepea fechou a semana com uma média de R$ 345,95/@, um avanço semanal de 1,61%. O bezerro ficou cotado na média da semana em R$ 3.157,44/cabeça (praça MS), com valorização de 0,39% em comparação com a semana anterior. Cotações do boi gordo da segunda-feira (23/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 355,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: quatro dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 340,00. Média: R$ 335,00. Vaca: R$ 310,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na segunda-feira (23/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 336,00/@ (à vista) e R$ 340,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 318,50/@ (à vista) R$ 322,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 314,50/@ (à vista) e R$ 318,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 306,50/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

China deve travar habilitações de mais unidades frigoríficas do Brasil

Segundo assessor do Ministério da Agricultura, país asiático não deve certificar novas plantas até 2028. Augustin: “Não tem razão para deixar uma parte [da cota] para os novos, porque não vai haver novos, uma vez que a China não vai habilitar”

 

O assessor especial do Ministério da Agricultura, Carlos Augustin, afirmou, ontem, que a China não vai habilitar novos frigoríficos para exportar carne bovina a seu mercado até 2028, período de vigência das cotas impostas no fim de 2025. Segundo ele, esse cenário deverá ser levado em conta na distribuição dos volumes entre as empresas brasileiras habilitadas para vender à China — atualmente são 67 unidades. “O que me parece que vai acontecer é o próprio governo, através do MDIC [Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços], vai fazer o rateio [da cota] de acordo com aquilo que já vinha sendo fornecido pelos frigoríficos, porque a China disse que nos próximos três anos não vai habilitar novos frigoríficos”, afirmou a jornalistas após participar de um evento em Brasília. Na proposta do setor exportador entregue ao governo, há previsão de reserva técnica de 3% da cota total, o equivalente a 33 mil toneladas em 2026, para eventuais “novos entrantes”, isto é, novos estabelecimentos exportadores. Nos bastidores, representantes de frigoríficos não confirmam uma posição taxativa da China quanto a novas habilitações. Os mais otimistas acreditam em aval a novas plantas ainda neste ano para aumentar a concorrência pelo volume autorizado para o Brasil.

“Não tem razão para deixar uma parte [da cota] para os novos, porque não vai haver novos, uma vez que a China não vai habilitar”, reforçou Augustin. “O racional seria pegar os percentuais dos anos anteriores”, disse. A previsão é que o Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) vote a proposta de criação do sistema de controle de cota de exportação de carne bovina para a China na próxima sexta-feira (27/2). A medida é bem-vista no Ministério da Agricultura, mas o gerenciamento dos volumes ficará no MDIC, disse uma fonte.

VALOR ECONÔMICO

 

SUÍNOS

 

Exportação de carne suína soma US$ 206,9 milhões até a terceira semana de fevereiro de 2026

Média diária cresce frente a 2025, enquanto preço por tonelada registra leve recuo.

 

As exportações brasileiras de carne suína fresca, refrigerada ou congelada alcançaram US$ 206,9 milhões até a terceira semana de fevereiro de 2026, conforme dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em fevereiro de 2025, o total embarcado no mês inteiro foi de US$ 253,4 milhões. Na média diária, fevereiro de 2026 registra US$ 15,9 milhões até a terceira semana. No mesmo mês de 2025, a média diária foi de US$ 12,6 milhões, indicando avanço no ritmo das receitas neste início de ano. Em volume, foram exportadas 83.084 toneladas na terceira semana de fevereiro de 2026. Em fevereiro de 2025, o volume total do mês foi de 101.118 toneladas. A média diária embarcada na terceira semana de fevereiro de 2026 foi de 6.391 toneladas. Durante o mês de fevereiro de 2026, o volume registrado foi de 5.055 toneladas. No preço médio, a carne suína foi negociada a US$ 2.490 por tonelada na terceira semana de fevereiro de 2026. Em fevereiro de 2025, o valor foi de US$ 2.506 por tonelada. Na comparação entre a terceira semana de fevereiro de 2026 e o mês de fevereiro de 2025, a variação da média diária foi de US$ 25,6. A variação em volume foi de 26,4 toneladas. Já no preço por tonelada, houve recuo de -0,6%.

SECEX/MDIC

 

FRANGOS

 

Mercado do frango congelado apresenta pequenas variações em fevereiro

Levantamento do Cepea mostra estabilidade em alguns dias e recuos pontuais no período.

 

O preço do frango congelado no Estado de São Paulo foi cotado a R$ 7,29 o quilo na última sexta-feira (20), segundo dados do Cepea. No dia, houve recuo de 0,14%, enquanto a variação acumulada no mês está em 4,29%. Na quinta-feira (19), o produto foi negociado a R$ 7,30/kg, também com queda diária de 0,14% e avanço mensal de 4,43%. Na quarta-feira (18), a cotação ficou em R$ 7,31/kg, sem variação no dia e com alta de 4,58% no acumulado do mês. Já no dia 13 de fevereiro, o preço foi de R$ 7,31/kg, com elevação diária de 0,69% e variação mensal de 4,58%. No dia 12, o valor registrado foi de R$ 7,26/kg, estável no dia e com avanço de 3,86% no mês. Os dados são divulgados pelo Cepea, referência no acompanhamento de preços agropecuários.

O PRESENTE RURAL

 

INTERNACIONAL

 

Venda de suínos beira recorde nos EUA; ausência da China pesa na carne bovina

Sem a China, exportações norte-americanas de carne bovina caíram 12% em volume e 11% em receita em 2025. México, que pelo quinto ano consecutivo registrou volume recorde na compra do produto americano

 

As exportações de carne suína dos Estados Unidos encerraram o ano de 2025 com o segundo maior valor e o terceiro maior volume já registrados na história. De acordo com dados do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA), compilados pela Federação de Exportação de Carnes dos EUA (USMEF), os embarques totalizaram 2,94 milhões de toneladas, volume 3% inferior ao recorde de 2024, enquanto a receita somou US$ 8,4 bilhões. O desempenho nessa categoria foi sustentado pela demanda robusta no Hemisfério Ocidental, com destaque para o México, que pelo quinto ano consecutivo registrou volume recorde na compra do produto americano, atingindo 1,236 milhão de toneladas. O presidente e CEO da USMEF, Dan Halstrom, apontou que o acesso livre de impostos em países parceiros de acordos comerciais é um fator fundamental para esse crescimento. Em contrapartida, as vendas para a China recuaram 21% em volume, pressionadas por tarifas retaliatórias e pela demanda lenta. Já o setor de carne bovina enfrentou um cenário mais restritivo na temporada. As exportações totais caíram 12% em volume para 1,14 milhão de toneladas, com o faturamento recuando 11%, para US$ 9,33 bilhões. O principal entrave foi a perda de acesso ao mercado chinês, ocorrida em grande parte a partir de março de 2025 por causa de problemas no registro de plantas e suspensões técnicas. Halstrom destacou que, embora a demanda global permaneça forte, a restauração total do acesso à China é imperativa para que as exportações bovinas voltem a operar em sua capacidade máxima. Sem considerar o mercado chinês, o recuo anual no volume exportado de carne bovina teria sido de apenas 3%. No segmento de cordeiro, as vendas de cortes musculares foram as maiores em mais de uma década, somando 2.765 toneladas.

ESTADÃO/AGRO

 

GOVERNO

 

Ministro Fávaro anuncia avanços na Coreia do Sul para abertura de mercados de ovos, uva, carne suína e bovina

Certificação para ovos, auditorias sanitárias e ampliação de estados habilitados marcam novos passos nas negociações

 

A missão oficial brasileira à Coreia do Sul registrou, na segunda-feira (23), avanços nos processos para a abertura e ampliação de mercados para produtos da agropecuária nacional. O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou, conforme mencionado pelo presidente sul-coreano, a etapa final para a exportação de ovos, a previsão de auditorias para uva e carne bovina e ampliação dos estados a serem avaliados para a exportação de carne suína ao país asiático. Nos últimos dois anos, o Brasil já contabiliza a abertura de 537 mercados internacionais para produtos agropecuários. O governo sul-coreano confirmou o recebimento da documentação necessária para a abertura do mercado de ovos brasileiros, e a emissão do certificado deve ocorrer nos próximos dias. “O presidente sul-coreano confirmou que recebeu toda a documentação para a abertura do mercado do ovo brasileiro para a Coreia do Sul. Aguardamos nos próximos dias a emissão do certificado”, afirmou o ministro. Também foi confirmada a realização de auditoria por técnicos sul-coreanos para viabilizar a entrada da uva brasileira no país. A medida integra as tratativas para diversificar a pauta exportadora brasileira no mercado asiático. Na área de proteínas, houve avanço para aceite dos processos de ampliação dos estados brasileiros autorizados a exportar carne suína. Estados reconhecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal como livres de febre aftosa e de peste suína clássica poderão ter suas análises avaliadas pela Coreia do Sul. “Um avanço importante para a nossa suinocultura”, declarou Fávaro. A carne bovina também avançou nas negociações. O Brasil busca a abertura desse mercado desde 2008 e, de acordo com o ministro, a Coreia do Sul confirmou que realizará auditoria nas plantas frigoríficas brasileiras. “Cumprimos todos os protocolos e o presidente Lee garantiu de forma expedita que vai fazer auditoria nas plantas frigoríficas brasileiras”, disse. As medidas fazem parte da agenda da missão oficial brasileira no país e ampliam a cooperação sanitária e comercial entre Brasil e Coreia do Sul, abrindo caminho para o avanço das exportações do setor agropecuário.

MAPA

 

Brasil firma acordos bilaterais com Coreia do Sul para cooperação no agro

Ações são relacionadas à sanidade, agricultura digital e gestão de defensivos. Os atos foram celebrados durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva à Coreia do Sul

 

O ministério da Agricultura assinou, na segunda-feira (23/2) em Seul, na Coreia do Sul, dois memorandos de entendimento com o governo do país asiático voltados a fortalecer a cooperação bilateral em agricultura, sanidade, inovação e desenvolvimento rural, incluindo agricultura digital, infraestrutura agrícola e bioinsumos, segundo comunicado da pasta. Os atos foram celebrados durante a visita oficial do presidente Luiz Inácio Lula da Silva ao país. O primeiro acordo, firmado entre os ministérios da Agricultura dos dois países, estabelece a ampliação do intercâmbio técnico e institucional em ciência, tecnologia, agricultura digital, segurança alimentar e cadeias de abastecimento. O memorando inclui cooperação em medidas sanitárias e fitossanitárias (SPS), com previsão de harmonização de normas e troca de informações para avançar em temas de interesse comum. O documento também prevê cooperação em infraestrutura agrícola, promoção de investimentos, intercâmbio científico e criação de um Comitê de Cooperação Agrícola Brasil–Coreia para acompanhar a implementação das iniciativas conjuntas, de acordo com o comunicado do ministério. O segundo memorando envolve o Ministério da Agricultura do Brasil, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e a Administração de Desenvolvimento Rural da Coreia. O acordo estabelece uma estrutura de cooperação para registro, avaliação e gestão de agrotóxicos e bioinsumos, além de troca de informações e desenvolvimento de pesquisas conjuntas.

Entre as ações previstas estão o compartilhamento de dados técnicos, intercâmbio de especialistas, programas de capacitação, workshops e projetos científicos conjuntos. “A Coreia do Sul é um parceiro estratégico e esta agenda inaugura uma nova etapa de cooperação baseada em confiança, diálogo e complementaridade econômica”, afirmou, no comunicado, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro.

VALOR ECONÔMICO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Redução da jornada 6×1 terá impacto de R$ 4,1 bilhões no agro paranaense

Estudo do Sistema Faep estima a necessidade de 107 mil novas contratações para manter o atual nível de produção de alimentos.

 

A redução da jornada de trabalho 6×1, com a diminuição da carga horária semanal de 44 para 36 horas, vai gerar impacto de R$ 4,1 bilhões por ano na agropecuária do Paraná. A estimativa faz parte de um estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, que analisou os efeitos da medida sobre a estrutura de custos e a necessidade de adequação da mão de obra nas principais cadeias produtivas do Estado. O levantamento considera uma base de 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual estimada em R$ 24,8 bilhões, valor que inclui salários e encargos obrigatórios como FGTS, INSS patronal, provisão de férias e 13º salário. Com a redução da jornada, será necessária a reposição de 16,6% para cobrir o chamado “vácuo operacional”, seja por meio de novas contratações ou do pagamento de horas adicionais. Ou seja, os produtores rurais vão ter um custo adicional de R$ 4,1 bilhões por ano. O estudo também aponta a necessidade de 107 mil novas contratações no Paraná para manter o atual nível de produção. “O acréscimo de R$ 4,1 bilhões representa uma pressão direta sobre a rentabilidade do produtor rural, que já convive com custos e juros altos, falta de mão de obra e endividamento por conta das intempéries climáticas. Um aumento dessa magnitude na folha de pagamento traz insegurança e dificulta o planejamento das atividades no meio rural”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “A redução da jornada vai gerar consequências desastrosas para a sociedade, como aumento dos preços de produtos e serviços, inflação e até mesmo elevação da informalidade e da precarização das relações de trabalho”, complementa. O impacto no setor agropecuário varia conforme a cadeia produtiva. Na avicultura e na suinocultura, o custo adicional estimado é de R$ 1,72 bilhão por ano, principalmente devido ao manejo biológico contínuo dos animais e às escalas ininterruptas nas plantas frigoríficas, que operam 24 horas por dia. Na cadeia de grãos, que engloba soja, milho e trigo, o impacto vai atingir R$ 900 milhões anuais, com gargalos concentrados no recebimento da safra e na logística de transporte durante os períodos de pico, quando armazéns e estruturas operam praticamente sem interrupção para evitar perdas. No setor de laticínios, o aumento do custo é estimado em R$ 570 milhões por ano, pois o leite, um produto altamente perecível, exige coleta diária e processamento imediato nas indústrias. Já nas cadeias de cana, café, fumo e hortifruti, o impacto estimado chega a R$ 910 milhões anuais, devido à forte dependência de mão de obra em janelas curtas de colheita, o que demandaria ampliação significativa das equipes para manter o ritmo produtivo.

ASSESSORIA SISTEMA FAEP

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha na menor cotação em quase 21 meses

Após oscilar abaixo dos R$5,14 no fim da manhã, o dólar se recuperou ante o real e fechou a segunda-feira praticamente estável, ainda assim na menor cotação em quase 21 meses, enquanto no exterior a moeda norte-americana cedia ante boa parte das demais divisas.

 

O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,14%, aos R$5,1693, o menor valor de fechamento desde 28 de maio de 2024, quando encerrou em R$5,1539. No ano, a moeda acumula agora queda de 5,82%. Às 17h05, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- cedia 0,21% na B3, aos R$5,1750. No início da sessão, o dólar chegou a oscilar no território positivo no Brasil, com alguns investidores realizando lucros recentes, mas o movimento perdeu fôlego rapidamente, com exportadores aproveitando as cotações mais altas para vender moeda. No fim da sessão, porém, a divisa se reaproximou da estabilidade ante o real.

O recuo visto mais cedo do dólar ante o real ocorreu em um ambiente de cautela dos investidores com os desdobramentos da nova ofensiva comercial do presidente dos EUA, Donald Trump. No sábado, Trump afirmou que elevará de 10% para 15% uma tarifa temporária sobre as importações dos EUA de todos os países, o nível máximo permitido por lei. Na sexta-feira, ele havia anunciado uma alíquota de 10%, após a Suprema Corte do país derrubar seu programa tarifário anterior. Na manhã da segunda-feira, Trump voltou a criticar a Suprema Corte e disse que outras tarifas podem ser usadas de forma "muito mais poderosa e desagradável". No Brasil, o boletim Focus divulgado pelo Banco Central mais cedo mostrou que a mediana das projeções de economistas do mercado para o dólar no fim de 2026 passou de R$5,50 para R$5,45. Já a expectativa para a taxa básica de juros Selic no fim do ano foi de 12,25% para 12,13%. No exterior, às 17h09 o dólar tinha queda de 0,28% em relação ao iene, a 154,62. Já o euro era negociado a US$1,1792, em alta de 0,10% no dia. Neste horário, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,33%, a 97,700.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda com bancos e perdas em NY após testar 191 mil pontos

O Ibovespa superou os 191 mil pontos pela primeira vez na segunda-feira, mas não sustentou o fôlego e fechou em baixa, pressionado principalmente por uma correção negativa nas ações de bancos, em pregão de perdas em Wall Street com incertezas envolvendo a política comercial dos Estados Unidos.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,81%, a 188.983,22 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, chegou a 191.002,54 pontos, novo recorde intradia. Na mínima, marcou 188.525,73 pontos. O volume financeiro somava R$28,9 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Fluxo de dólares abre espaço para BC não rolar de forma integral swaps cambiais e linhas

O Banco Central tem espaço para não rolar integralmente os swaps cambiais e as linhas que estão para vencer em março, reduzindo a oferta de dólares aos investidores, em função do recente fluxo positivo de recursos para o Brasil, afirmaram na segunda-feira profissionais de mercado ouvidos pela Reuters.

 

Dos 750.000 contratos de swap que vencem em 2 de março, o BC rolou até a última sexta-feira 725.000. Na segunda-feira, a instituição não fez operações. Mesmo sem ter completado a rolagem do vencimento de março, na última sexta-feira, por meio de nota, o BC informou que pretende iniciar a rolagem dos contratos de swap cambial programados para vencer em 1º de abril na semana que vem, no dia 4 de março. Estão programados para vencer em abril também um total de 750.000 contratos de swap, no valor de US$37,5 bilhões. No mercado, a percepção é de que o BC não rolará os 25.000 contratos restantes de março, no valor de US$1,25 bilhão, porque a liquidez está abundante, em meio ao fluxo de investimentos estrangeiros para o país.

"Está havendo mais fluxo, então não tem por que o BC rolar tudo", comentou o diretor da Correparti Corretora, Jefferson Rugik. "E vai existir mais fluxo ainda com possíveis captações externas", acrescentou. Na semana passada, o Tesouro Nacional captou US$4,5 bilhões no mercado internacional em papéis de 10 e 30 anos. Após operações assim, é comum que empresas também tentem acessar o mercado internacional, o que engrossa o fluxo de dólares para o Brasil. Os dados mais recentes do Banco Central mostram que no acumulado do ano até 13 de fevereiro o Brasil recebeu líquidos US$6,556 bilhões, dos quais US$6,041 bilhões pela via financeira -- que abrange, entre outros itens, os aportes feitos na bolsa brasileira, que impulsionaram o Ibovespa para perto dos 190 mil pontos e pesaram sobre as cotações da moeda norte-americana. O valor restante entrou via operações comerciais. “O paradoxo é que, tradicionalmente, quando se vê um cenário de aversão a risco, isso sempre foi associado à compra do dólar. Mas desta vez estamos em um momento de incerteza em relação aos EUA”, comentou Fernando Bergallo, diretor da assessoria FB Capital. “Essa incerteza está escoando dinheiro para os países emergentes.” Segundo ele, o fluxo de recursos para o Brasil abre espaço para o BC não rolar todo o estoque de swaps de março, sem que haja impacto maior nas cotações. E isso também vale para as linhas -- operações em que o BC vende dólares com o compromisso de recompra no futuro. Na última sexta-feira, o BC vendeu apenas US$1 bilhão de uma oferta de US$2 bilhões em leilão de linha voltado para a rolagem do vencimento de 3 de março. Estão programados para vencer nesta data um total de US$3 bilhões em linhas. O BC costuma realizar operações no mercado de câmbio quando identifica "disfuncionalidades", como uma demanda maior por dólares em determinada época do ano, por exemplo. Quando o BC vende ao mercado contratos de swap, um tipo de derivativo cambial, o efeito é equivalente à negociação de dólares no mercado futuro -- o segmento mais líquido no Brasil. Esses contratos possuem datas específicas de vencimento. Já nos leilões de linha o BC vende dólares à vista ao mercado, mas com o compromisso de recompra em uma determinada data. Tanto no caso do swap quanto no das linhas, há vencimentos programados para o início de março. Ao promover uma "rolagem", o BC, na prática, mantém os swaps e os dólares nas mãos do mercado, com nova data de vencimento no futuro. Assim, a rolagem integral tem efeito neutro sobre a taxa de câmbio.

REUTERS

 

Mercado aponta redução na estimativa para a Selic este ano, mostra Focus

O mercado apontou redução na perspectiva para a taxa básica de juros neste ano após oito semanas, ao mesmo tempo em que voltou a reduzir a projeção para a inflação e melhorou a perspectiva para o cenário econômico, mostrou a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central na segunda-feira.

 

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou que a expectativa para a Selic ao final de 2026 foi reduzida a 12,13% na mediana das projeções, de 12,25% antes. Com a taxa atualmente em 15%, os analistas consultados mantiveram a perspectiva de início dos cortes em março, com 0,5 ponto percentual. Não houve alteração na projeção para a Selic em 2027, seguindo em 10,5%. Ao mesmo tempo, eles reduziram as contas para a alta do IPCA este ano pela sétima vez seguida, agora a 3,91%, de 3,95% na semana anterior. Para o próximo ano a projeção foi mantida em 3,80%. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda alta na estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2026 depois de 10 semanas, a 1,82%, de 1,80%. Para o ano que vem segue expectativa de crescimento de 1,80%. Para o dólar houve ainda redução, com a moeda norte-americana sendo agora calculada a R$5,45 ao final deste ano, de R$5,50 antes.

REUTERS

 

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