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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1050 DE 19 DE FEVEREIRO DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1050 | 19 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: preços fortes se mantém

Em meados de fevereiro de 2026, as cotações do boi gordo no Brasil (indicador Cepea) atingiram patamares elevados, próximos de R$ 345,00 por arroba.

No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)

 

Os contratos futuros na B3 (BGIG26) indicaram estabilidade, com o fechamento próximo a R$ 345,00/arroba, refletindo uma valorização acumulada significativa na primeira quinzena do mês. No Indicador Cepea, (Fev/2026), o preço do boi gordo subiu, consolidando-se acima de R$ 344,10. Contratos Futuros (B3 - fevereiro 2026): os contratos para o mês de fevereiro operaram em torno de R$ 345,00, mantendo a valorização vista desde o início do ano. A tendência do mercado físico em fevereiro de 2026 apresenta preços fortes, acumulando ganhos de cerca de 7,8% na primeira quinzena em relação ao fim de 2025, impulsionado por restrição de oferta. O valor nominal aproxima-se de R$ 360,00, patamares elevados, condicionados pela demanda e câmbio. Cotações do boi gordo da sexta-feira (13/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 295,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (13/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 345,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 316,50/@ (à vista) R$ 320,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 312,50/@ (à vista) e R$ 316,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo).

Scot Consultoria/Agrifatto/Portal DBO

 

Plano prevê divisão de cotas de exportação de carne para a China até setembro

A proposta prevê a divisão proporcional da cota ao desempenho em 2025 das exportações das 67 plantas habilitadas para mercado chinês. Modelo aponta uma quantidade mínima de oito mil toneladas anuais por frigorífico, para viabilizar a exportação das empresas menores

 

O modelo de controle da cota de exportação de carne bovina para a China defendido pelos frigoríficos brasileiros prevê a distribuição do volume total anual apenas nos três primeiros trimestres, ou seja, até o fim de setembro. A medida é uma resposta à decisão chinesa de computar cargas enviadas ainda em 2025, antes da divulgação da salvaguarda que limitou as vendas do Brasil a 1,1 milhão de toneladas em 2026, e serve para dar previsibilidade às empresas de que as cargas enviadas serão desembarcadas e debitadas da cota no mesmo ano civil. A proposta prevê a divisão proporcional da cota ao desempenho em 2025 das exportações das 67 plantas habilitadas para a China, com a distribuição trimestral e monitoramento mensal da utilização, para permitir “ajustes tempestivos” e evitar a concentração de volumes não utilizados ao final do período. O modelo aponta uma quantidade mínima de oito mil toneladas anuais por frigorífico, para viabilizar a exportação das empresas menores, e uma reserva técnica de 33 mil toneladas para eventuais novos entrantes. As medidas são defendidas em um parecer elaborado pelo escritório do ex-secretário de Comércio Exterior, Welber Barral, visto pela reportagem. A expectativa é que uma resolução seja avaliada em reunião extraordinária do Comitê Executivo de Gestão (Gecex) da Câmara de Comércio Exterior (Camex) no fim da próxima semana. Para isso, o governo ainda busca “conforto jurídico” para que a norma não seja questionada judicialmente. Ao menos um frigorífico exportador discorda dos termos da resolução e demonstrou sua contrariedade ao governo. A Advocacia-Geral da União (AGU) teria sido acionada pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) para emitir um parecer jurídico sobre o caso. Consultados, os órgãos não confirmaram. O MDIC disse que ainda não há data nem pauta confirmada para a reunião da Camex. O setor defende que o critério de distribuição é “juridicamente válido e economicamente apropriado” por se adequar ao calendário operacional da China, que computou cerca de 300 mil toneladas de carne enviadas em 2025, mas que chegaram lá em 2026. Com isso, restariam pouco mais de 700 mil toneladas para serem divididos. Em janeiro deste ano, os embarques somaram 123,1 mil toneladas, número recorde para o mês. A divisão de um terço da cota a cada trimestre, até o fim de setembro, garante ao exportador “acesso ordenado à sua alocação ao longo do ano”, diz o parecer. O parâmetro estaria alinhado com a prática internacional, com flexibilidade para realocação mensal de volumes não usados. A iniciativa permite que, se o exportador não usar a cota trimestral, o saldo seja redistribuído entre outros exportadores. A janela de embarque é compatível com o trânsito das cargas no mar, que leva 40 dias para chegar à China. A distribuição pelo desempenho, ou market share, de 2025 é relatada como “objetiva e transparente”, capaz de refletir a “capacidade operacional demonstrada” de cada frigorífico e dar previsibilidade de planejamento às empresas. Como a salvaguarda será aplicada até 2028, a proposta prevê que a partir de 2027 a cota “será calculada com base em média móvel bianual dos volumes efetivamente exportados, promovendo adaptação gradual e estabilidade de longo prazo”. Para exportar, as empresas devem estar em regularidade fiscal, com habilitação sanitária e sem penalidades recentes. “O sistema de cotas é racional e razoável quanto ao critério transparente, baseado em dados objetivos representados pelas exportações em 2025 de cada empresa, sem margem para discricionariedade administrativa. Quanto à alocação proporcional, preserva market shares históricos baseados em 2025, refletindo capacidade produtiva”, aponta o parecer. “Quanto ao acesso garantido, a cota mínima de 8 mil toneladas anuais por empresa garante que mesmo pequeno exportador tenha acesso ao mercado chinês, nos limites que aquele país impôs”, completa.

Valor Econômico

 

Bezerro sobe mais que boi gordo

Preço do bezerro avança 5,17%

 

Segundo análise semanal do Instituto Mato-Grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgada na segunda-feira (16), a valorização do bezerro em fevereiro superou a do boi gordo em Mato Grosso, ampliando o ágio da categoria de reposição. Na parcial do mês até 13 de fevereiro de 2026, o preço do bezerro de ano (7 arrobas) foi cotado a R$ 438,34 por arroba, alta de 5,17% em relação ao mesmo período de janeiro. No mesmo intervalo, o boi gordo registrou avanço de 2,10%, com média de R$ 302,77 por arroba. Com a diferença de desempenho, o ágio do bezerro aumentou 4,22 pontos percentuais, alcançando 44,78%. De acordo com o Imea, “esse movimento ocorreu devido à maior valorização do bezerro em relação ao boi gordo”. O instituto avalia que a menor disponibilidade de animais de reposição, aliada à demanda firme, tende a manter o ágio elevado. “O movimento reforça a continuidade da tendência de alta nos preços da reposição, o que, por sua vez, tende a estimular a retenção de fêmeas e a sustentar o fortalecimento das cotações do boi gordo”, informa a análise.

IMEA

 

SUÍNOS

 

Suinocultura enfrenta queda nas cotações em importantes estados produtores

Dados mostram retrações diárias e mensais, com exceção do Rio Grande do Sul, que apresenta leve avanço no acumulado do mês.

 

Os preços do suíno vivo registraram variações negativas na maioria dos estados acompanhados pelo indicador do CEPEA, ligado à Esalq, conforme dados divulgados em 13 de fevereiro. Em Minas Gerais, o valor do animal posto foi cotado a R$ 6,76 por quilo, com recuo diário de 0,29% e queda acumulada de 4,52% no mês. No Paraná, o preço do suíno a retirar ficou em R$ 6,65/kg, com retração de 0,30% no dia e de 2,06% no comparativo mensal. No Rio Grande do Sul, o indicador apresentou leve alta no acumulado do mês, com valorização de 0,59%, alcançando R$ 6,80/kg, apesar da pequena queda diária de 0,15%. Já em Santa Catarina, o valor registrado foi de R$ 6,59/kg, com baixa de 0,60% no dia e retração de 1,79% no mês. Em São Paulo, o suíno posto foi negociado a R$ 6,92/kg, apresentando redução diária de 0,57% e queda mensal de 2,40%.

Cepea/Esalq

 

Mercado de suínos inicia 2026 com queda nas cotações, mas exportações sustentam otimismo, aponta Itaú BBA

Início de 2026 tem forte correção nos preços do suíno

O mercado de suínos iniciou 2026 com um cenário de correção significativa nas cotações. Segundo o relatório Agro Mensal, elaborado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, a queda reflete o aumento da produção observado em 2025, que ampliou a oferta e pressionou o mercado doméstico. Em São Paulo, o preço do animal vivo caiu de R$ 8,90/kg em 1º de janeiro para R$ 6,90/kg em 9 de janeiro — uma retração de 23% em apenas nove dias. Esse movimento trouxe as cotações de volta a níveis semelhantes aos do início de 2024, rompendo a tendência positiva registrada no começo do ano passado, quando os preços permaneceram firmes até fevereiro. O relatório destaca que a expansão da produção de carne suína ao longo de 2025 foi sustentada por boas margens de rentabilidade e que o ritmo de abates deve ter se mantido elevado no início de 2026, embora os dados oficiais ainda não estejam disponíveis.

Apesar da pressão sobre os preços internos, o desempenho das exportações segue como um ponto de sustentação importante para o setor. Em janeiro, os embarques de carne suína in natura atingiram 100 mil toneladas, alta de 14,2% em relação ao mesmo período de 2025. O crescimento foi impulsionado, principalmente, pelos envios para as Filipinas e o Japão, que representaram 31% e 13% do volume total exportado, respectivamente. Essa diversificação de destinos reforça o posicionamento internacional da suinocultura brasileira e reduz riscos de dependência de mercados específicos. Os custos de produção da suinocultura permanecem sob controle, mas a queda dos preços do animal reduziu as margens da atividade. De acordo com o Itaú BBA, o spread da suinocultura caiu de 26% em dezembro para 21% em janeiro, mesmo assim garantindo um resultado médio de R$ 206 por cabeça terminada, considerado satisfatório. No caso das exportações, o spread também apresentou retração, impactado pela queda de 0,8% no preço da carne in natura e pela valorização do real frente ao dólar. Com isso, o indicador convergiu para a média histórica de 40%, após encerrar o mês anterior em 42%. O relatório do Itaú BBA projeta que os preços dos suínos devem reagir nas próximas semanas, impulsionados pela retomada da demanda após o período de férias e Carnaval. Além disso, o encarecimento da carne bovina tende a favorecer o consumo de carne suína no mercado interno. No mercado externo, o cenário permanece favorável, com exportações firmes e ampliação da base de compradores. A maior presença de destinos como as Filipinas reduz riscos e deve continuar sustentando o equilíbrio entre oferta e demanda. Mesmo com o ambiente positivo, o Itaú BBA alerta para dois fatores que exigem monitoramento constante: o ritmo de crescimento da produção e o comportamento dos custos de alimentação. O banco observa que, diante das boas margens obtidas nos últimos dois anos, é natural que o abate de suínos continue em expansão. No entanto, uma eventual desaceleração das exportações poderia provocar saturação do mercado doméstico, pressionando novamente os preços. Em relação aos custos, o cenário permanece favorável ao produtor, com expectativa de boa safra de milho safrinha nos próximos meses. Ainda assim, o relatório reforça a necessidade de cautela, já que parte do plantio ainda depende das condições climáticas e do cumprimento da janela ideal de semeadura — fator determinante para o potencial produtivo.

Portal do Agronegócio

 

FRANGOS

 

Exportação de frango recua em faturamento

Paraná lidera exportações de frango

 

O Boletim Conjuntural divulgado pelo Departamento de Economia Rural (Deral), vinculado à Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), informa que, em 2025, a exportação brasileira de carne de frango cresceu 0,1% em volume e recuou 1,9% em faturamento. Segundo o boletim, com base em dados do Agrostat Brasil/Mapa, o país exportou 5.161.763 toneladas no período, frente a 5.156.578 toneladas em 2024, enquanto a receita somou US$ 9,556 bilhões, abaixo dos US$ 9,742 bilhões registrados no ano anterior. De acordo com o Deral, 88,5% do volume exportado correspondeu à carne “in natura”, entre inteiros e cortes, e 2,6% a produtos industrializados, que totalizaram 132.434 toneladas. O documento aponta recuo de 5,9% no volume embarcado de carne “in natura”, passando de 4.855.517 toneladas em 2024 para 4.567.786 toneladas em 2025. No faturamento desse segmento, a retração foi de 5%, de US$ 9,055 bilhões para US$ 8,602 bilhões. “A queda do faturamento foi resultado, basicamente, do menor volume exportado - 5,9%”. O preço médio do produto “in natura” registrou alta de 1%, de US$ 1.864,83 por tonelada em 2024 para US$ 1.883,08 por tonelada em 2025. O boletim informa que os principais destinos da carne de frango brasileira em 2025 foram Emirados Árabes Unidos, Japão, Arábia Saudita, África do Sul, China e México, com variações distintas em volume e faturamento ao longo do período. No Paraná, houve decréscimo de 3,1% no volume total exportado e de 7,8% na receita cambial. O estado embarcou 2.103.688 toneladas e faturou US$ 3,713 bilhões em 2025, frente a 2.170.631 toneladas e US$ 4,029 bilhões em 2024. Sobre a carne de frango “in natura” paranaense, foram exportadas 1.860.747 toneladas, com receita de US$ 3,308 bilhões, o que representa 40,7% do volume nacional desse segmento. O preço médio exportado pelo estado recuou 2,2%, passando de US$ 1.817,82 por tonelada em 2024 para US$ 1.777,82 por tonelada em 2025. Segundo o Deral, o Paraná manteve a liderança nacional, com participação de 40,8% no volume total exportado pelo país e 38,9% da receita cambial. Os demais estados com destaque nas exportações foram Santa Catarina, Rio Grande do Sul, São Paulo e Goiás. Conforme o boletim, Santa Catarina exportou 1.201.811 toneladas e faturou US$ 2,450 bilhões; o Rio Grande do Sul, 686.359 toneladas e US$ 1,250 bilhão; São Paulo, 330.828 toneladas e US$ 545,678 milhões; e Goiás, 272.908 toneladas e US$ 518,080 milhões. O desempenho frente ao ano anterior variou entre crescimento e retração nos volumes embarcados.

SEAB-PR/DERAL


GOVERNO

 

Missão brasileira na Ásia busca destravar exportações de feijão e carne

Uma das metas é abrir o mercado de carne bovina da Coreia do Sul, um dos três mais estratégicos ainda fechados ao Brasil. Missão visita Índia e Coreia do Sul para ampliar exportações brasileiras.

 

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, começou na quarta-feira, 18, uma visita à Ásia que deve passar pela Índia e Coreia do Sul. A primeira parada da comitiva é a capital indiana, Nova Delhi. A intenção é estreitar laços comerciais, o que pode trazer resultados para o agronegócio brasileiro. Além de Lula, o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, e o ministro de Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar, Paulo Teixeira, também participam da visita. Como adiantado pelo Agro Estadão, alguns temas são de interesse do setor agropecuário do Brasil, especialmente, abertura de mercados considerados importantes. País mais populoso do mundo, a Índia foi o nono principal destino das vendas de produtos agropecuários em 2025, de acordo com dados da plataforma AgroStat, do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Foram mais de US$ 2,9 bilhões comercializados, sendo os itens do complexo sucroalcooleiro e do complexo de soja os de maior valor negociado. A visita busca expandir esse volume de comércio, o que pode ser a partir da abertura de mercado para a exportação de feijão guandu. Além disso, o governo afirmou que espera avançar com as negociações envolvendo uma ampliação do acordo comercial entre Mercosul e o país asiático. Também está prevista uma participação de Lula no Fórum Empresarial Brasil-Índia. O evento deve reunir mais de 300 empresários e entre os painéis temáticos estão assuntos como minerais estratégicos críticos, segurança alimentar e agricultura familiar. A partir do dia 22, a comitiva brasileira inicia a visita em Seul, capital da Coreia do Sul. Por lá, também é esperada a participação do presidente brasileiro em um encontro chamado Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul. A expectativa é de que cerca de 230 empresários participem do evento, que deve contar com representantes de setores como açúcar e álcool. Na Coreia, a expectativa do setor de Relações Internacionais do Mapa é reativar negociações que andam mornas. Uma delas é a abertura do mercado de carne bovina, tida como um dos três mercados ainda não abertos de maior interesse dos exportadores brasileiros da proteína. Outro tema que será discutido com as autoridades sul-coreanas é a ampliação das áreas reconhecidas como livre de febre aftosa sem vacinação. A intenção é aumentar os Estados brasileiros que podem enviar carne suína para a Coreia do Sul, já que, atualmente, apenas Santa Catarina tem essa autorização. Também deve-se buscar a abertura do mercado de uva. A Coreia do Sul foi o 16º país nas vendas internacionais de produtos agropecuários brasileiros. Ao todo, os sul-coreanos compram mais de US$ 2,4 bilhões, sendo itens do farelo de soja, soja em grãos, carne de frango, álcool e café verde os principais itens.  

Estadão/Agro

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Portos do Paraná lideram exportação de frango e ampliam participação nacional

Com 47,6% dos embarques brasileiros de frango em janeiro, a Portos do Paraná consolida o Porto de Paranaguá como principal corredor de proteínas do País. A carne bovina exportada também apresentou desempenho relevante no cenário nacional, alcançando o segundo lugar, com 27,7% de participação em janeiro. Foram 122 mil toneladas enviadas, principalmente para China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos, movimentando US$ 690 milhões em valor FOB.

 

Os portos paranaenses foram responsáveis pela movimentação de 47,6% de toda a carne de frango exportada pelo Brasil em janeiro de 2026. O volume reforça o título de maior corredor de exportação do produto no mundo. Ao longo de 2025, somente o Porto de Paranaguá exportou mais de 2,8 milhões de toneladas de frango congelado. De acordo com dados atualizados do Comex Stat, no primeiro mês de 2026 foram enviadas 199 mil toneladas de carne de frango congelada, que totalizaram US$ 365 milhões em valor FOB (Free on Board — valor da carga no momento do embarque). Os principais destinos foram Emirados Árabes Unidos, África do Sul e China. O Paraná é o maior produtor nacional de frango, com um parque industrial composto por 36 frigoríficos de abate e beneficiamento. A estrutura portuária é outro diferencial oferecido aos frigoríficos. As carnes congeladas são transportadas em contêineres refrigerados (reefers), que exigem conexão contínua à energia elétrica para manutenção da temperatura. O Terminal de Contêineres de Paranaguá (TCP) possui o maior parque de armazenagem de contêineres refrigerados da América do Sul, com 5.268 tomadas.

A carne bovina exportada pelos portos paranaenses também apresentou desempenho relevante no cenário nacional, alcançando o segundo lugar, com 27,7% de participação em janeiro. Foram 122 mil toneladas enviadas, principalmente para China, Estados Unidos e Emirados Árabes Unidos, movimentando US$ 690 milhões em valor FOB. Os resultados positivos nas exportações de frango e carne bovina consolidam o Porto de Paranaguá como principal canal de exportação de proteínas do Brasil. Em janeiro, foram movimentadas 272 mil toneladas, representando 37,9% do volume nacional e US$ 728 milhões em valor FOB. A movimentação geral de cargas nos portos paranaenses em janeiro somou 5.288.747 toneladas, configurando o melhor janeiro da história da Portos do Paraná. O volume representa aumento de 12,3% em relação ao recorde anterior que havia sido registrado no ano passado, com 4.708.203 toneladas. Foram embarcadas 811,9 mil toneladas de soja em grão, aumento de 98% em relação a janeiro de 2025. O milho registrou crescimento de 12%, com o envio de 387 mil toneladas. Janeiro também apresentou aumento de 199% na movimentação de açúcar ensacado, totalizando 397 mil toneladas. No ano anterior, as exportações haviam sido impactadas pela quebra da safra de cana, pela elevada oferta internacional e pela formação de estoques elevados em países asiáticos. Paranaguá iniciou 2026 mantendo a liderança nas exportações de óleos vegetais, com crescimento de 52% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Porto de Paranaguá recebeu 882 mil toneladas de fertilizantes em janeiro, crescimento de 9% em comparação com janeiro de 2025. Outros produtos também registraram avanços expressivos, como malte e cevada, com aumentos de 383% e 364%, respectivamente. Os portos paranaenses mantêm trajetória de crescimento consistente. Em 2025, registraram o maior crescimento percentual em volume de cargas entre os portos brasileiros, com alta de 10,1% em relação ao ano anterior. A movimentação passou de 66,7 milhões de toneladas, em 2024, para 73,5 milhões de toneladas, considerando exportações e importações. A produtividade no cais também impactou o Pátio Público de Triagem do Porto de Paranaguá, que bateu recorde em 2025 ao receber 507.915 caminhões — aumento de 29,5% em relação a 2024 (392.214). O espaço, com 330 mil metros quadrados e mil vagas de estacionamento, é responsável pela organização, classificação e direcionamento dos granéis sólidos vegetais.

Agência Estadual de Notícias

 

Déficit hídrico afeta milho no Paraná

Colheita do milho avança 3% no Paraná

 

De acordo com o 5º Levantamento da Safra de Grãos da atual temporada, divulgado na quinta-feira (12) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), a colheita do milho no Paraná começou sob condições climáticas adversas e atingiu 3% da área ao final de janeiro. Segundo a Companhia Nacional de Abastecimento, no centro-leste do estado as chuvas regulares favorecem a maturação das lavouras. Já no oeste e sudoeste, o calor de 38 °C e o déficit hídrico aceleram o ciclo de forma forçada, antecipando a entrada das colhedoras e comprometendo o peso final do grão. Esse cenário de estresse térmico já se reflete na qualidade, embora a maioria das áreas ainda seja classificada como boa. O levantamento aponta que a irregularidade climática gera apreensão entre os produtores. A falta de umidade nas fases finais de frutificação e maturação, que somam 87% da área cultivada, poderá impedir que o potencial produtivo pleno seja atingido em todas as regiões, caso as precipitações não se regularizem.

CONAB

 

ECONOMIA

 

Dólar futuro sobe em sintonia com exterior e recuo do Ibovespa

O dólar futuro negociado na B3 -- o mais líquido no mercado brasileiro -- ganhou força durante a tarde desta quarta-feira pós-Carnaval, em sintonia com o recuo do Ibovespa e o avanço firme da moeda norte-americana também no exterior.

 

Em uma sessão com duração reduzida, iniciada às 13h, o contrato de dólar futuro para março subia 0,36% às 17h52 na B3, aos R$5,2500. Na terça-feira, com o mercado brasileiro fechado, o dólar sustentou ganhos ante boa parte das demais moedas no exterior, em meio às incertezas em torno das negociações nucleares entre Estados Unidos e Irã. Na quarta-feira, a notícia de que a presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, planeja deixar o cargo antes do fim do mandato, em outubro de 2027, penalizou o euro em relação ao dólar. Além disso, a moeda norte-americana ganhou força ante outras divisas na esteira de dados econômicos melhores do que o esperado nos Estados Unidos. O Departamento de Comércio norte-americano informou que os pedidos de bens de capital não relacionados à defesa, excluindo aeronaves -- um indicador importante dos gastos empresariais --, aumentaram 0,6%, acima da previsão de 0,4% dos economistas consultados pela Reuters. Já o Federal Reserve informou que a produção industrial aumentou 0,6% no mês passado, o maior ganho desde fevereiro de 2025, após permanecer estável em dezembro, superando a estimativa de 0,4%.

Às 17h51, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,62%, a 97,726. Neste cenário, o dólar se firmou em alta no Brasil durante a tarde, em paralelo ao recuo do Ibovespa em meio aos ajustes na volta do Carnaval. Para Daniel Teles, especialista e sócio da Valor Investimentos, o mercado brasileiro passou nesta quarta-feira por um processo de correção de preços, com a saída de investidores da bolsa impactando o câmbio. "Você vê este movimento (de investidores) saindo, e o dólar acaba acompanhando", pontuou. Internamente, os agentes estiveram atentos ainda às notícias sobre a liquidação extrajudicial do Banco Pleno, instituição controlada por Augusto Lima, ex-sócio do Master, por comprometimento de sua situação econômico-financeira e descumprimento de normas. Em outra frente, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva vetou parcialmente lei que estabelece reajuste de salários para servidores da Câmara, do Senado e do Tribunal de Contas da União (TCU). Lula bloqueou trechos que previam escalonamento dos reajustes até 2029 e pagamentos que poderiam levar a remunerações superiores ao teto do funcionalismo público, informou o Planalto. Agora, o Congresso decidirá se mantém ou derruba os vetos.

Reuters 

 

Ibovespa fecha em queda pressionado por Vale na volta do Carnaval

O Ibovespa fechou em queda na quarta-feira, na volta do fim de semana prolongado pelo Carnaval, pressionado pelas ações da Vale, enquanto os papéis da Petrobras avançaram com a alta dos preços do petróleo no mercado externo.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,35%, a 185.819,21 pontos, após subir a 187.656,93 pontos na máxima e marcar 185.000,96 pontos na mínima do dia. O volume financeiro somava R$20,95 bilhões antes dos ajustes finais, em pregão marcado pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa e de contrato futuro do índice.

Reuters

 

Mercado reduz projeção para alta do IPCA este ano a 3,95% no Focus

A projeção para a inflação neste ano voltou a cair na pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central, mesmo após aceleração da taxa em 12 meses do IPCA de janeiro.

 

O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econômicos, apontou a sexta redução seguida na conta para o IPCA, estimado agora a 3,95% este ano, de 3,97% na semana anterior. Para 2027 a estimativa segue em 3,80%. Na semana passada, o IBGE informou que o IPCA subiu 0,33% em janeiro, acumulando em 12 meses alta de 4,44%, de 4,26% em dezembro de 2025. O centro da meta oficial para a inflação é de 3,00%, sempre com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. As estimativas para o Produto Interno Bruto (PIB), por sua vez, não sofreram alterações, com crescimento esperado de 1,80% tanto em 2026 quanto em 2027. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda manutenção do cenário para a taxa básica de juros. A expectativa é de que a Selic, atualmente em 15%, seja reduzida em 0,5 ponto percentual na reunião de março, fechando este ano em 12,25%. Para 2027 ela é calculada em 10,50%.

Reuters

 

Valor Bruto da Produção agropecuária recua 3,6% em 2026, diz Mapa

Queda para R$ 1,371 trilhão é puxada por preços menores e menor avanço da produtividade nas lavouras

 

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária neste ano deve atingir R$ 1,371 trilhão, prevê o Ministério da Agricultura. O número é inferior ao R$ 1,392 trilhão estimados pela pasta no mês passado. Em relação ao ano anterior, há queda de 3,6%. Para 2025, o ministério também revisou sua projeção de R$ 1,419 trilhão para R$ 1,422 trilhão. A perspectiva de queda pode ser explicada pelo menor preço esperado para as commodities agrícolas neste ano e pela desaceleração da produtividade das lavouras. As projeções constam de boletim mensal da Secretaria de Política Agrícola do Ministério. Os dados foram compilados pela reportagem.

O VBP é o faturamento bruto dos estabelecimentos rurais, considerando a produção agrícola e pecuária e a média de preços recebidos pelos produtores rurais de todo o País. Do total previsto para 2026, R$ 895,311 bilhões devem vir das lavouras, equivalente a 65% do total e recuo estimado de 4% ante 2025. Outros R$ 475,329 bilhões estão relacionados à produção pecuária, correspondente a 35% do total e queda de 3% em comparação com o ano passado. Para 2025, o ministério prevê alta de 10,6% no valor bruto da produção da agricultura, para R$ 932,342 bilhões, e alta de 14,3% no faturamento da pecuária, para R$ 488,801 bilhões.

Na agricultura, é esperado crescimento neste ano apenas para o VBP das lavouras de banana, café, feijão, mandioca e soja. Entre as principais culturas com participação no VBP, as lavouras de soja devem apresentar faturamento bruto 3,7% maior, para R$ 342,093 bilhões, enquanto o VBP do milho é estimado em R$ 154,626 bilhões, recuo anual de 7,1%. A receita bruta obtida com a produção de trigo deve somar R$ 8,615 bilhões, queda anual de 17,3%. Para as lavouras de café, a projeção é de VBP de R$ 116,274 bilhões, alta de 1,3% frente a 2025. O faturamento das lavouras de cana-de-açúcar, por sua vez, deve cair 11,2%, estima o ministério, para R$ 103,895 bilhões, enquanto o faturamento bruto das lavouras de laranja deve ceder 36,1%, para R$ 15,567 bilhões. O VBP das lavouras de algodão é estimado em R$ 30,343 bilhões, baixa anual de 14,8%. As previsões apontam ainda para recuo de 33,7% do VBP do cacau, para R$ 7,681 bilhões. Já o VBP das lavouras de arroz e feijão deve diminuir, respectivamente, 30,5% e 8,4%. O faturamento bruto da produção de arroz deste ano é estimado em R$ 14,472 bilhões. A receita bruta do cultivo de feijão é projetada em R$ 12,745 bilhões. Na pecuária, o maior crescimento deve ser observado na cadeia de bovinos, com aumento estimado de 3,2%, para um VBP projetado em R$ 218,700 bilhões. A produção bovina continua liderando o faturamento bruto da pecuária. O valor bruto da cadeia de suínos deve recuar 4,4%, para R$ 60,349 bilhões, enquanto o faturamento bruto da produção de frangos é projetado 7,4% abaixo do ano anterior, para R$ 104,304 bilhões. A receita bruta obtida com a produção de leite deve cair 4%, para R$ 69,854 bilhões. A produção de ovos deve apresentar VBP 24,4% menor, para R$ 22,121 bilhões. O VBP é projetado mensalmente pelo ministério. O número é calculado pelo cruzamento das informações de produção do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e dos preços coletados nas principais fontes oficiais. O estudo da pasta abrange 17 cadeias da agricultura e cinco atividades pecuárias.

Broadcast Agro 

 

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