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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1049 DE 18 DE FEVEREIRO DE 2026

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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1049 | 18 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: em SP, PR e SC preço está em R$ 350/@

O analista Felipe Fabbri, da Scot Consultoria, acredita que os frigoríficos continuarão em desvantagem após o período de festas no País. Depois de uma forte onda de valorizações, iniciada em meados de janeiro/26, o mercado do boi gordo tende a perder tração. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: cinco dias. Boi China: PARANÁ: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo)

 

A arroba do boi bateu R$ 350/@ em São Paulo, Paraná e Santa Catarina, e subiu nas principais praças do País, fechando a sexta-feira véspera de Carnaval com média de R$ 320/@, de acordo com dados da Agrifatto apurados em 17 regiões. “A demanda doméstica mais aquecida na primeira quinzena e o reposicionamento de estoques para o período de Carnaval, somado a um setor exportador com novo recorde, colaboraram com o viés de alta da arroba”, relatou Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria. Segundo ele, a oferta de boiadas gordas segue enxuta nas regiões pecuárias, o que também contribui para a subida dos preços no mercado físico. “Negócios em R$ 350/@ têm sido registrados com frequência em São Paulo”, afirmou Fabbri, acrescentando que, a depender do desempenho das vendas de carne bovina durante o Carnaval, esse patamar poderá ser o referencial na próxima semana. A Agrifatto, que utiliza um método distinto de levantamento dos preços pecuários em relação ao da Scot, já trabalha com a referência de R$ 350/@ para o boi gordo paulista (e do PR e SC). Na sexta-feira 13, a Agrifatto apurou estabilidade nas 17 praças monitoradas, depois de seguidas altas da arroba ao longo da semana. “Os R$ 350 por arroba pagos em SP, PR e SC configuram um teto difícil de superar no curto prazo; daqui em diante, é preciso atenção redobrada”, sugerem os analistas da consultoria. A Agrifatto ressaltou, porém, que as escalas de abate dos frigoríficos brasileiros seguem em patamares bastante curtos, dificultando o poder de negociação dos compradores. “Não esperamos facilidades ao comprador de boiadas, pois o clima deverá seguir favorável aos pecuaristas”, antecipou Fabbri. Passado o Carnaval, o mercado interno poderá diminuir o ritmo de compras de carne bovina, impactado pelo início do período de Quaresma e, pela segunda quinzena do mês, prevê Fabbri. Os embarques brasileiros de carne bovina in natura também devem continuar aquecidos. Neste mês de fevereiro, até a primeira semana, o desempenho do setor foi excepcional, de acordo com os dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em relação à média diária de 2025, o volume embarcado na primeira semana deste mês aumentou 43,6%, o preço médio em dólares subiu 140%, com o faturamento diário, também em dólares, subindo 63,7%. “A exportação deve seguir com bom ritmo na segunda quinzena do mês, com atenção ao dólar”, relatou Fabbri. Cotações do boi gordo da sexta-feira (13/2), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 325,00. Novilha: R$ 335,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 325,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: cinco dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 325,00. Boi China/Europa: R$ 335,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: quatro dias. PARÁ: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 325,00. Média: R$ 320,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 295,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: seis dias. MARANHÃO: Boi: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: seis dias. Preços brutos do “boi-China” na sexta-feira (13/2), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 345,00/@ (à vista) e R$ 347,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 316,50/@ (à vista) R$ 320,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 312,50/@ (à vista) e R$ 316,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO 

 

Exportações de carne bovina crescem 38% em janeiro e mantêm ritmo forte no início de 2026, aponta Abrafrigo

Setor de proteína bovina mantém desempenho positivo com destaque para China e Estados Unidos, revela levantamento da Abrafrigo. Exportações de carne bovina seguem em alta no início de 2026

 

O setor de carne bovina brasileiro iniciou 2026 mantendo o ritmo positivo observado no ano anterior. Segundo dados da Associação Brasileira de Frigoríficos, com base em informações da Secretaria de Comércio Exterior, as exportações de carne bovina — incluindo produtos in natura, industrializados e subprodutos — totalizaram US$ 1,416 bilhão em janeiro, um avanço de 37,9% em relação ao mesmo mês de 2025. No período, o volume embarcado chegou a 278 mil toneladas, crescimento de 16,4% frente às 239 mil toneladas exportadas em janeiro do ano passado, quando as receitas somaram US$ 1,027 bilhão. A China continua sendo o principal destino da carne bovina brasileira. Em janeiro de 2026, o país asiático importou 119,96 mil toneladas, aumento de 31,6%, gerando US$ 650,33 milhões em receitas — avanço de 44,9% sobre o mesmo período do ano anterior. A China representou 43,1% do volume total e 45,9% do valor exportado pelo Brasil. Considerando apenas a carne in natura, a participação foi ainda maior: 51,2% em volume e 50,34% em valor. Contudo, o desempenho futuro pode ser impactado pela cota de 1,1 milhão de toneladas imposta pelo governo chinês no fim de 2025, como medida de salvaguarda comercial. Exportações acima desse limite estarão sujeitas a uma tarifa adicional de 55%, o que pode restringir novos embarques. Os Estados Unidos registraram forte crescimento nas compras de carne bovina brasileira. Em janeiro de 2026, as exportações de carne in natura para o país somaram US$ 161,6 milhões, aumento expressivo de 92,7% em relação a janeiro de 2025. O volume embarcado subiu 62,9%, alcançando 26,96 mil toneladas. Somando subprodutos bovinos, o total exportado para o mercado norte-americano atingiu US$ 193,74 milhões, um crescimento de 39,4%. As vendas de carne bovina in natura do Brasil para a União Europeia caíram em janeiro de 2026, com redução de 5,9% nas receitas (US$ 55,57 milhões) e 11,7% em volume (6,52 mil toneladas). Apesar disso, a comercialização de produtos como carne industrializada e sebo bovino fundido compensou a queda. O total exportado para o bloco europeu somou US$ 84,93 milhões, alta de 26,4% frente a janeiro de 2025. O Chile manteve a terceira posição entre os principais compradores individuais. O país importou 9.980 toneladas, aumento de 22,9%, gerando US$ 57,5 milhões (+27,5%) em janeiro de 2026. Na sequência, os Emirados Árabes Unidos registraram avanço expressivo, com embarques de 7.382 toneladas (+142,9%) e receita de US$ 38,8 milhões, um salto de 171,9% em relação ao mesmo mês de 2025. O Egito também ganhou destaque, subindo para a quinta posição entre os maiores importadores. As compras cresceram 77,5% em volume (8.450 toneladas) e 134,1% em valor (US$ 35,2 milhões). Os Países Baixos aparecem na sequência, com aumento expressivo nas importações: de 1.565 toneladas e US$ 15 milhões em 2025 para 10.411 toneladas e US$ 33,4 milhões em janeiro de 2026. O levantamento da Abrafrigo indica que 99 países ampliaram suas importações de carne bovina brasileira em janeiro de 2026, enquanto 40 reduziram suas compras. O resultado confirma a tendência de expansão global da presença do Brasil no mercado internacional de proteína animal, mesmo diante de restrições comerciais e oscilações cambiais.

ESTADÃO CONTEÚDO

 

Couro bovino começa 2026 travado, com oferta alta e exportação mais fraca

Com abate elevado sustentando a produção, o mercado interno ganha volume enquanto o embarque perde ritmo, sobretudo pela menor compra chinesa.

 

O mercado de couro bovino iniciou o ano devagar. No Brasil Central, os preços estão estáveis, com o couro verde de primeira linha negociado por R$0,60/kg, e o couro comum por R$0,50/kg. No Rio Grande do Sul, o movimento também foi de estabilidade, com o produto cotado por R$0,90/kg, à vista e sem impostos. A oferta elevada acompanha o abate de bovinos, que está com volume elevado quando comparados à média dos últimos cinco anos. A disponibilidade de couro é estimada a partir do peso médio dos bovinos abatidos. Em janeiro, o peso médio de carcaça esteve próximo de 262,25kg, o que corresponde a um peso vivo estimado de 524,5kg. Considerando que o couro representa cerca de 10,0% do peso vivo, a produção média por animal deve ser de aproximadamente 52,45kg. Com uma estimativa inicial de abate de 3,15 milhões de cabeças em janeiro, baseada no ritmo dos abates sob inspeção federal (SIF), a produção bruta de couro deverá ficar entre 145 e 165 mil toneladas. Esse volume está próximo da estabilidade quando comparado a janeiro de 2025. O mercado externo absorveu cerca de 49,7 mil toneladas, representando uma participação entre 30,1% e 34,3% da produção. Esse volume é 15,9% menor que o registrado no mesmo período de 2025, quando as exportações foram de 59,1 mil toneladas. A retração da exportação ocorreu em função da redução das compras da China, responsável por 47,9% do volume exportado. A queda foi de 17,6% em relação a janeiro de 2025. Entre os três maiores compradores — China, Estados Unidos e Itália — apenas os Estados Unidos compraram mais couro brasileiro. Diante de um mercado exportador mais fraco, a disponibilidade de couro no mercado interno ficou relativamente maior em comparação com os anos anteriores. Esse cenário sustenta a expectativa de estabilidade nos preços e, eventualmente, queda, com o comportamento futuro dependente de um ajuste mais consistente entre oferta e demanda.

SCOT CONSULTORIA 

 

SUÍNOS

 

Exportação de carne suína atinge recorde para janeiro, diz Cepea

Pesquisadores do Cepea indicam que o setor exportador nacional tem motivos para se lamentar, mas também para se animar. Isso porque, embora os embarques de carne suína tenham recuado em janeiro se comparados aos de dezembro, o volume escoado no primeiro mês do ano foi recorde para o período.

 

Dados da Secex analisados pelo Cepea mostram que foram embarcadas 115 mil toneladas de carne suína em janeiro, volume 15% inferior ao de dezembro, quando 136 mil toneladas foram exportadas. Trata-se, inclusive, da maior retração mensal para este período desde 2022.

Ainda assim, as vendas externas estiveram bem acima das 104 mil toneladas registradas em janeiro/25 (avanço de 10%), sendo também o maior volume para o mês, considerando-se a série história da Secex, iniciada em 1997. Segundo pesquisadores do Cepea, o resultado obtido em janeiro reforça a expectativa de que as exportações brasileiras de carne suína possam, por mais um ano, registrar quantidades recordes.

CEPEA

 

FRANGOS

 

Exportações de carne de frango são recordes para janeiro, diz Cepea

O preço da carne de frango brasileira foi o terceiro mais competitivo do mundo em 2025, ficando atrás apenas da China e dos Estados Unidos, segundo dados da ONU, compilados, desenvolvidos e analisados pelo Cepea.

 

Esse cenário, conforme análise de pesquisadores do Centro de Pesquisas, influenciou as exportações nacionais a atingirem o melhor resultado para um mês de janeiro desde o início da série da Secex, em 1997, totalizando mais de 459 mil toneladas do produto.

O volume embarcado no primeiro mês de 2026 avançou 3,6% frente a janeiro de 2025 (que era, até então, o recorde da série da Secex para o mês), embora tenha recuado 10% na comparação com dezembro, quando os embarques totalizaram mais de 510 mil toneladas.

Um ponto favorável ao setor brasileiro é a sua orientação para o front externo. Utilizando dados do Usda, o Cepea observa que os Estados Unidos e a China alocaram, respectivamente, 86% e 95% de sua produção para consumo interno em 2025, enquanto o Brasil destinou apenas 67%. 

CEPEA

 

GOVERNO

 

Brasil abre mercado no Equador para insumos animais

Brasil conquista novo mercado no Equador para insumos de alimentação animal

 

O governo brasileiro conduziu negociações com as autoridades do Equador que permitirão ao Brasil exportar farinha de vísceras de aves e farinha de sangue bovino para aquele país.

Ao fortalecer o comércio bilateral, essa autorização amplia oportunidades para a indústria brasileira de insumos destinados à alimentação animal, agregando valor aos produtos das cadeias de aves e de bovinos. Em 2025, o Brasil exportou para o Equador mais de US$ 346 milhões em produtos agropecuários, com destaque para papel, cereais e café. Com este anúncio, o agronegócio brasileiro alcança 537 aberturas de mercado desde o início de 2023.

MAPA

 

INTERNACIONAL

 

O que prevê o acordo Mercosul-União Europeia em análise no Congresso

A Representação Brasileira no Parlamento do Mercosul — colegiado formado por deputados e senadores que acompanha e examina matérias sobre esse bloco regional — deve retomar no dia 26 de fevereiro a análise do Acordo Provisório de Comércio entre o Mercosul e a União Europeia. O tratado foi enviado pelo Executivo ao Congresso Nacional por meio de uma mensagem (MSC 93/2026).

 

O debate sobre o texto começou no último dia 10 de fevereiro, quando o deputado federal Arlindo Chinaglia (PT-SP) leu seu relatório sobre o acordo. Chinaglia é o presidente da representação. Logo após a leitura, a discussão foi suspensa — ela será retomada após o Carnaval, com a análise e a votação do relatório. Se o documento for aprovado pela representação, o acordo seguirá para o Plenário da Câmara dos Deputados e, posteriormente, para o Plenário do Senado. Assinado em 17 de janeiro deste ano, em Assunção, o tratado cria uma área de livre comércio entre os dois blocos. O texto contém 23 capítulos que tratam, entre outros pontos, da redução de impostos de importação e da criação de regras para:

Com base nas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC), o acordo fixa como objetivos: ampliar e diversificar o comércio de bens e serviços; dar mais segurança jurídica a empresas e investidores; e incentivar o desenvolvimento sustentável. O documento também deixa claro que cada país envolvido continua tendo o direito de criar e aplicar suas próprias leis em áreas como saúde pública, meio ambiente, educação, segurança e proteção social. No capítulo sobre comércio de bens (Capítulo 2), as partes assumem o compromisso de reduzir ou eliminar, de forma gradual, os impostos cobrados na entrada de produtos importados, seguindo prazos definidos em anexos do acordo. Esse processo pode levar até 30 anos para alguns itens. Há produtos mais "sensíveis" — bens considerados estratégicos para a economia interna de um país e que poderiam ser prejudicados pelo aumento das importações — que devem receber tratamento especial nesse cronograma; eles podem ser beneficiados com um prazo maior para a redução de impostos ou podem até ficar de fora da abertura prevista no acordo. Além disso, o texto proíbe a criação de novos impostos de importação ou o aumento dos já existentes para os produtos que se enquadram nas regras do acordo, salvo exceções previstas. O tratado determina que, depois que o produto importado entra regularmente no país, ele deve receber o mesmo tratamento dado ao produto nacional, sem discriminação.

O acordo proíbe limites de quantidade para importação ou exportação — como cotas —, exceto nos casos já permitidos pelas regras internacionais. Há regras específicas para produtos que saem do país para conserto e depois retornam. E há normas sobre taxas administrativas, que devem se limitar ao custo do serviço prestado. O acordo trata ainda da concorrência nas exportações: o documento estabelece que as partes não poderão conceder subsídios para estimular a venda de produtos agrícolas para o outro bloco. E disciplina medidas de defesa comercial, como a aplicação de sobretaxas quando houver prática considerada desleal, além de permitir a suspensão de benefícios em caso de fraude comprovada. No Capítulo 3, o documento define quando um produto pode ser considerado de um dos blocos e, assim, ter direito aos benefícios previstos no acordo. O texto explica quais critérios devem ser atendidos e como as autoridades poderão verificar essas informações. Na parte de aduanas e facilitação de comércio (Capítulo 4), o texto busca simplificar procedimentos, reduzir burocracia e tornar mais claras as exigências para importadores e exportadores. O documento prevê cooperação entre as autoridades responsáveis e troca de informações.  Já os capítulos sobre exigências técnicas (Capítulo 5) e regras sanitárias e fitossanitárias (Capítulo 6) tratam de normas sobre qualidade, segurança e saúde de produtos — especialmente alimentos e itens de origem animal e vegetal. O texto exige que essas regras tenham base técnica e científica e que sejam divulgadas com transparência. Também estão previstos espaços de diálogo sobre temas ligados à cadeia agroalimentar (como o bem-estar animal e o uso de novas tecnologias no campo). O capítulo sobre serviços e estabelecimento de empresas de serviço (Capítulo 10) prevê abertura gradual de segmentos dessa área e melhores condições para empresas que queiram atuar no território da outra parte. O acordo também trata da circulação de recursos financeiros ligados a investimentos e pagamentos correntes (Capítulo 11), permitindo medidas de proteção em caso de dificuldades econômicas graves. Quanto às compras governamentais (Capítulo 12), o tratado determina que empresas de um bloco poderão participar de licitações públicas do outro (com regras sobre igualdade, transparência e divulgação de informações). Há um prazo de adaptação para que os países ajustem seus sistemas às novas regras. O capítulo sobre propriedade intelectual (Capítulo 13) reafirma compromissos já assumidos anteriormente e trata de direitos autorais, marcas, patentes, indicações geográficas e proteção de informações sigilosas.

AGÊNCIA SENADO

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Comércio paranaense fecha 2025 com alta de 2,8% nas vendas

É o segundo melhor resultado pós-pandemia, atrás apenas de 2024, que terminou com 3,1% de crescimento. O resultado do ano passado também é superior à média nacional no mesmo período, que foi de 1,6%.

 

O comércio paranaense fechou 2025 com alta de 2,8% no acumulado de janeiro a dezembro, de acordo com a Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada na sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). É o segundo melhor resultado pós-pandemia, atrás apenas de 2024, que terminou com 3,1% de crescimento. A atividade com maior crescimento nas vendas no ano foi móveis e eletrodomésticos, com 10,7%, sendo que somente no setor de eletrodomésticos a alta foi de 15,3%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico cresceram 5,5% em relação a 2024, enquanto tecidos, vestuário e calçados tiveram 4,7% a mais de vendas em 2025. O setor de hipermercados e supermercados cresceu 2,9%.

O bom momento do setor também foi sentido na comparação entre dezembro de 2025 com o mesmo mês de 2024. A alta foi de 5%, mais que o dobro do registrado em nível nacional, de 2,3%. Neste recorte, móveis e eletrodomésticos cresceram 16,8% e, novamente quando desmembrado, eletrodomésticos teve alta de 21,7%, enquanto o segmento exclusivo de móveis cresceu 4,9%. Outros artigos de uso pessoal e doméstico e equipamentos e materiais para escritório, informática e comunicação tiveram altas similares, de 9,4% e 9,3%, respectivamente. Apenas o setor de combustíveis registrou queda no comparativo, com -2,1%.

No recorte do varejo ampliado, que inclui itens como materiais de construção e alimentícios, bebidas e fumo, os resultados também foram positivos. No caso dos materiais de construção, a alta foi de 3,6% no acumulado do ano e 3,4% na comparação entre dezembro de 2025 com dezembro de 2024, enquanto o índice de vendas a nível nacional caiu -0,2% e estagnou em 0,1%, respectivamente. As vendas do atacado especializado em produtos alimentícios cresceram 24,4% no comparativo entre os meses de dezembro, enquanto a média brasileira foi de 9,7%. No acumulado do ano, a alta registrada foi de 3,7%, contra uma retração, a nível nacional, de -2,3%. O levantamento também traz dados sobre o aumento na receita das vendas no comércio varejista. O maior crescimento foi no acumulado do ano, com 7,8%, contra 6,4% no País. Na comparação de dezembro do ano passado com o de 2024, 7,3%, ante 4,4% da média brasileira.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

Show Rural bate R$ 7,5 bilhões em negócios e reforça protagonismo do agro no Paraná

Com R$ 7,5 bilhões movimentados, o Show Rural reafirma força como principal plataforma de negócios do agro no Paraná

 

O Show Rural encerrou a 38ª edição com um dado que resume o tamanho da feira: R$ 7,5 bilhões em negócios fechados ao longo de cinco dias em Cascavel (PR). O montante supera os R$ 7 bilhões registrados no ano passado e consolida o evento como principal vitrine comercial do agronegócio no início da safra. Mais do que público recorde — mais de 430,3 mil visitantes —, o Show Rural reafirmou vocação para gerar contratos, ampliar crédito e acelerar investimentos no campo. Em um cenário de atenção redobrada aos custos de produção e à oscilação dos preços internacionais, o volume financeiro sinaliza confiança do produtor e das cooperativas na próxima temporada. Distribuídos em cerca de 600 estandes, expositores nacionais e internacionais apresentaram máquinas, implementos, tecnologias de precisão, cultivares e soluções digitais. A feira havia superado a expectativa de 360 mil visitantes antes do último dia, impulsionando negociações que começaram nas vitrines tecnológicas e terminaram em contratos fechados. Parte relevante desse desempenho está associada à oferta de crédito anunciada durante o Show Rural. O governo estadual autorizou a liberação de R$ 2,2 bilhões pelo Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) para 2026. Tradicionalmente, cerca de metade das operações do banco no Paraná é destinada ao agronegócio, o que projeta mais de R$ 1 bilhão potencialmente direcionado ao setor. Além do crédito, a feira foi palco de anúncios voltados à modernização do campo. Entre eles, a entrega de maquinário a municípios — dentro de um pacote que soma R$ 680 milhões investidos — e a parceria para desenvolvimento de uma plantadeira voltada a colégios agrícolas e pequenos produtores, ampliando o acesso à agricultura de precisão. A agenda também incluiu iniciativas de inovação e sustentabilidade, como a plataforma "Paraná + Sustentável" e programas de digitalização de propriedades rurais, reforçando o movimento de profissionalização do campo. No ambiente de negócios do Show Rural, essas ações funcionam como catalisadores: reduzem riscos, ampliam acesso a tecnologia e estimulam novos aportes privados. Criado no fim da década de 1980 como uma vitrine regional, o Show Rural evoluiu para um ambiente onde decisões estratégicas são tomadas ali mesmo. A cada edição, a feira se consolida como arena de definição de investimentos, parcerias e expansão produtiva, um termômetro antecipado do ritmo que o agronegócio paranaense deve imprimir ao longo do ano.

GAZETA DO POVO

 

ECONOMIA

 

Dólar vira para o positivo puxado pelo exterior e fecha perto dos R$5,20

Uma piora do desempenho dos ativos de risco no exterior no início da tarde foi determinante para o avanço do dólar ante o real na quinta-feira, com a moeda fechando pouco abaixo dos R$5,20.

 

Após se aproximar dos R$5,15 mais cedo, o dólar à vista fechou a sessão com alta de 0,23%, aos R$5,1993. Às 17h03, o dólar futuro para março -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,35% na B3, aos R$5,2165. O dólar registrou perdas ante o real durante a manhã, em sintonia com o recuo da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior. No início da tarde, às 12h16, o dólar à vista marcou a cotação mínima de R$5,1546 (-0,63%), mas logo depois o cenário mudou. Os principais índices de ações em Wall Street migraram para o território negativo, com o S&P 500 em baixa superior a 1%, e a moeda norte-americana ganhou força ante as demais divisas. No Brasil, esse movimento de aversão a ativos de risco abriu espaço para o Ibovespa chegar a cair mais de 1% e a moeda norte-americana virar para o território positivo. Às 15h37, o dólar à vista marcou a cotação máxima da sessão de R$5,2110 (+0,45%). Operador ouvido pela Reuters pontuou que o fortalecimento do dólar no Brasil durante a tarde ocorreu totalmente a reboque do exterior, acrescentando que na sexta-feira a demanda pela moeda tende a se intensificar em função do Carnaval. Como o mercado de câmbio no Brasil vai reabrir apenas na quarta-feira, dia 18, é de se esperar que parte dos agentes busque dólares para se proteger até lá, enquanto no exterior a negociação cambial será normal.

REUTERS

  

Ibovespa fecha em queda com realização de lucros; BB e Ambev sobem

O Ibovespa fechou em queda na quinta-feira, pressionado por realização de lucros nas ações de Petrobras e Itaú Unibanco, enquanto os papéis de Assaí, Ambev e Banco do Brasil mostraram desempenho robusto com repercussão de resultados do último trimestre do ano passado.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 1%, a 187.808,59 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 189.989,97 na máxima e 186.959,07 na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somava R$36,3 bilhões antes dos ajustes finais.

Na véspera, o Ibovespa registrou o 11º recorde nominal em 2026, chegando a superar os 190 mil pontos pela primeira vez no melhor momento do pregão. No ano, até a véspera, acumula uma valorização de 13,6%, em movimento sustentado principalmente pelo forte fluxo de estrangeiros para as ações brasileiras.

REUTERS

 

Serviços do Brasil têm queda inesperada em dezembro, mas crescem no ano pela 5ª vez seguida

Os serviços no Brasil registraram queda inesperada no volume em dezembro, marcando uma perda de dinamismo, embora tenha crescido pelo quinto ano seguido.

 

Em dezembro, o volume de serviços recuou 0,4% na comparação com novembro na série com ajuste sazonal, depois de nove resultados mensais positivos e um de estabilidade, informou nesta quinta-feira o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Ainda assim, terminou 2025 com alta acumulada de 2,8%, quinto ano seguido com resultado positivo, mas mostrando desaceleração frente à taxa de 3,1% vista em 2024. Entre 2021 e 2025, o setor registrou ganho acumulado de 31,0%, depois de retração de 7,8% em 2020 devido à pandemia, de acordo com os dados do IBGE. Apesar de chegar ao fim do ano com desempenho mensal negativo, ao longo de 2025 o setor mostrou resiliência, com o desemprego baixo e aumento da renda compensando os efeitos da taxa de juros elevada e contribuindo para o crescimento da economia. Isso trouxe preocupações para o Banco Central principalmente devido à inflação do setor. No mês passado, o BC manteve a taxa básica Selic em 15%, mas indicou o início de um ciclo de cortes em março. Em relação a dezembro do ano anterior, o volume de serviços apresentou alta de 3,4%. As expectativas em pesquisa da Reuters eram de ganhos de 0,1% na base mensal e de 3,5% na comparação anual. Em dezembro, três das cinco atividades tiveram retração no volume de serviços frente ao mês anterior, com destaque para a queda de 3,1% de transportes. Rodrigo Lobo, gerente da pesquisa no IBGE, destacou que houve "taxas negativas em todos os modais (de transportes) investigados: terrestre (-1,7%); aquaviário (-1,4%); aéreo (-5,5%); e armazenagem, serviços auxiliares dos transportes e correio (-4,9%)." Além disso, houve recuos de 3,9% no transporte de passageiros e de 1,6% no transporte de cargas em dezembro na comparação com novembro. Já em 2025 o destaque foi a alta de 5,5% do ramo de informação e comunicação, impulsionado, em grande parte, pelo aumento das receitas das empresas que atuam nos segmentos de portais, provedores de conteúdo e outros serviços de informação na Internet; desenvolvimento e licenciamento de softwares e outros. O índice de atividades turísticas, por sua vez, apresentou expansão de 0,2% em dezembro frente ao mês anterior, acumulando em 2025 ganho de 4,6%.

REUTERS

 

Agro brasileiro exporta US$ 10,8 bilhões em janeiro e registra superávit de US$ 9,2 bilhões no primeiro mês do ano

Proteínas animais apresentam recordes de exportação e China segue como principal destino dos produtos. As exportações brasileiras do agro em janeiro de 2026 somaram US$ 10,8 bilhões, decréscimo de 2,2% em relação ao primeiro mês do ano anterior.

 

Apesar do aumento do volume exportado em 7,0%, que demonstra acesso cada vez maior dos produtos brasileiros no exterior, houve queda do preço médio em 8,6%. Entre os fatores associados ao recuo nos preços médios, está a redução dos preços internacionais para algumas das principais commodities, conforme atesta o Índice de Preços de Alimentos da FAO que recuou em janeiro deste ano na comparação com dezembro do ano anterior. O resultado foi o terceiro maior da série histórica para meses de janeiro e respondeu por 42,8% do valor total exportado pelo país no período. Por sua vez, as importações de produtos do agronegócio somaram US$ 1,7 bilhão, um decréscimo de 11,2%, resultando em superávit de US$ 9,2 bilhões (-0,4%). Entre os destaques do mês, vale ressaltar as exportações do agronegócio brasileiro para os países da Associação das Nações do Sudeste Asiático (ASEAN), que cresceram 5,7% em janeiro de 2026 na comparação com o mesmo mês do ano anterior, indicando avanço em um bloco que reúne mercados relevantes do Sudeste Asiático e formado pelos seguintes países: Brunei, Camboja, Filipinas, Indonésia, Laos, Malásia, Mianmar, Singapura, Tailândia, Timor-Leste e Vietnã. O ranking dos três principais compradores de produtos agropecuários brasileiros segue inalterado, com a China mantendo a liderança (US$ 2,1 bilhões, 20% das exportações totais), seguida pela União Europeia (US$ 1,7 bilhão, 11% das exportações totais) e pelos Estados Unidos (US$ 705 milhões, 6,6% das exportações totais). Entre os mercados que ampliaram suas compras no período, destacam-se Emirados Árabes Unidos (aumento de US$ 127,3 milhões, 58,5%), Turquia (aumento de US$ 72,2 milhões, 72,18%), Filipinas (aumento de US$ 67,2 milhões, 90%), Irã (aumento de US$ 66,4 milhões, 21,5%), Iêmen (aumento de US$ 51,6 milhões, 336,9%), Iraque (aumento de US$ 43,2 milhões, 38,2%), Chile (aumento de US$ 43,2 milhões, 29,1%), Arábia Saudita (aumento de US$ 42,6 milhões, 21,6%), Japão (aumento de US$ 42,3 milhões;19,8%) e Marrocos (aumento de US$ 41,5 milhões, 56,3%). Por sua vez, os seis principais setores exportadores pelo agro brasileiro no mês foram carnes (US$ 2,58 bilhões, 24,0% do total das exportações e incremento de 24,0% em relação a janeiro de 2025), complexo soja (US$ 1,66 bilhão, 15,4% do total das exportações e incremento de 49,4% em relação a janeiro de 2025), produtos florestais (US$ 1,38 bilhão, 12,8% do total das exportações e decréscimo de 8,8% em relação a janeiro de 2025), cereais, farinhas e preparações (US$ 1,12 bilhão,10,4% do total das exportações e incremento de 11,3% em relação a janeiro de 2025), café (US$ 1,10 bilhão, 10,2% do total das exportações e decréscimo de 24,7% em relação a janeiro de 2025) e complexo sucroalcooleiro (US$ 0,75 bilhão, 7,0% do total das exportações e decréscimo de 31,8 em relação a janeiro de 2025). Destaque para a carne bovina in natura, item de maior valor exportado no período, com US$ 1,3 bilhão e 231,8 mil toneladas, com embarques destinados a 116 países. Em janeiro, as compras dos Estados Unidos do produto cresceram 93%. Segundo o ministro Carlos Fávaro, as ações de sanidade e de negociação comercial conduzidas pelo governo federal no último ano tem sido fundamentais para o desempenho positivo das exportações brasileiras. Conforme menciona o Secretário Luis Rua, desde 2023, foram abertos 535 novos mercados para produtos do agronegócio, destes 10 apenas em janeiro de 2026. Iniciativas como AgroInsight, webinars e a Caravana do Agroexportador têm aproximado produtores e exportadores de oportunidades em novos mercados, levando informação qualificada que estimula e apoia a entrada de pequenos e médios exportadores no mercado internacional.

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