CLIPPING DO SINDICARNE NÂș 1020 DE 06 DE JANEIRO DE 2026
- prcarne
- 6 de jan.
- 9 min de leitura
Atualizado: 14 de jan.

Sindicato da IndĂșstria de Carnes e Derivados no Estado do ParanĂĄ
Ano 5Â |Â nÂș 1020 | 06 de janeiro de 2026
Â
NOTĂCIAS SETORIAIS â BRASILÂ
Â
Mercado do boi gordo abre 2026 em ritmo lento e com reajustes negativos em SP
NegociaçÔes neste inĂcio do ano seguem travadas nas regiĂ”es brasileiras; na praça paulista, animal sem padrĂŁo-exportação recua R$ 2/@ nesta segunda-feira (5/1), para R$ 317/@, no prazo, informou a Scot. No PARANĂ: Boi: R $ 320,00. Vaca: R $ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: dez dias. Boi China: PARANĂ: R$ 326,50/@ (Ă vista) e R$ 330,00/@ (prazo)
Â
Na praça paulista, de acordo com apuração da Scot Consultoria, os frigorĂficos que abriram compras na segunda-feira (5/1) observaram um aumento na oferta de animais terminados em relação ao final do ano, o que deu espaço para uma queda de R$ 2/@ no preço do boi gordo sem padrĂŁo-exportação, agora negociado em R$ 317/@, no prazo (valor bruto). Para as demais categorias, diz a Scot, os preços nĂŁo mudaram em SĂŁo Paulo. Portanto, a vaca gorda segue cotada em R$ 302/@, a novilha em R$ 312/@ e o âboi-Chinaâ em R$ 322/@. Segundo a Agrifatto, o anĂșncio sobre a salvaguarda chinesa acendeu o sinal de alerta entre os produtores e frigorĂficos brasileiros, diante do risco de dificuldade no escoamento da produção, pressĂŁo sobre os preços e redução das margens, caso as vendas ultrapassem a cota. Apesar da apreensĂŁo inicial, logo apĂłs a medida imposta do governo de Pequim, os importadores da China voltaram Ă s compras pagando mais pela proteĂna. De acordo com os dados levantados pela Agrifatto, a tonelada do dianteiro desossado, por exemplo, avançou de US $5.400 para US $5.800, mantendo viĂ©s de alta. No mercado futuro, os contratos do boi gordo subiram na sexta-feira (2/1) na B3. O principal destaque foi o contrato com vencimento em janeiro/26, negociado a R$ 317/@, com alta de R$ 1/@ em relação ao dia anterior. O ĂĄgio entre o mercado fĂsico e futuro continua inexistente no contrato de curto prazo. Atualmente, esse diferencial Ă© percebido apenas nos contratos mais longos, a partir de março, com prĂȘmios acima de R$ 5/@. O mercado atacadista iniciou 2026 sem grandes movimentaçÔes. A carcaça casada bovina permaneceu estĂĄvel na comparação semanal, sendo comercializada a R$ 22,01/kg, informa a Agrifatto. De acordo com os dados da consultoria, os cortes bovinos apresentaram leves recuos, com destaque para a ponta de agulha, que registrou retração de 0,06%, com preço de R$ 18,51/kg, enquanto o dianteiro apresentou queda semanal de 0,04%, encerrando o perĂodo a R$ 18,40/kg. CotaçÔes do boi gordo desta segunda-feira (5/1), conforme levantamento diĂĄrio da Agrifatto: SĂO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. MĂ©dia: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00 Novilha: R$ 315,00 Escalas: dez dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: onze dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: dez dias.
MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: nove dias. GOIĂS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. MĂ©dia: R$ 315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas: nove dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R $ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: dez dias. PARĂ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. MĂ©dia: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: dez dias. RONDĂNIA: Boi: R $ 275,00. Vaca: R $ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: doze dias. MARANHĂO: Boi: R $ 300,00. Vaca: R $ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: nove dias. Preços brutos do âboi-Chinaâ nesta segunda-feira (5/1), de acordo com levantamento diĂĄrio da Scot Consultoria: SĂO PAULO: R$ 318,50/@ (Ă vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto regiĂŁo Sul): R$ 316,50/@ (Ă vista) e R$ 320,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 300,00/@ (Ă vista) e R$ 303,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 309,50/@ (Ă vista) e R$ 313,00/@ (prazo). GOIĂS: R$ 311,50/@ (Ă vista) e R$ 315,00/@ (prazo). PARĂ/PARAGOMINAS: R$ 304,00/@ (Ă vista) R$ 307,00/@ e (prazo). PARĂ/REDENĂĂO E MARABĂ: R$ 302,00/@ (Ă vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDĂNIA: R$ 272,00/@ (Ă vista) e R$ 275,00/@ (prazo). ESPĂRITO SANTO: R$ 302,00/@ (Ă vista) e R$ 305,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 297,00/@ (Ă vista) e R$ 300,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO
Â
CARNES
Â
MĂ©xico cria cota para importação de carnes bovina e suĂna
Arroz em casca, outro produto exportado pelo Brasil aos mexicanos, teve a isenção tarifĂĄria revogada. Governo mexicano autorizou a importação de 70 mil toneladas de carne bovina e 51 mil toneladas de carne suĂna
O governo do MĂ©xico publicou na segunda-feira (5/1) resoluçÔes que estabelecem as cotas de importação de carnes bovina e suĂna para 2026 com isenção tarifĂĄria, dois dos principais produtos exportados pelo Brasil aos mexicanos. Foram autorizadas as importaçÔes de 70 mil toneladas de carne bovina e 51 mil toneladas de carne suĂna. Os volumes excedentes dos limites definidos pagarĂŁo tarifas de 20% e 16%, respectivamente. A cota nĂŁo serĂĄ especĂfica para o Brasil, e valerĂĄ para todos os paĂses com os quais o MĂ©xico nĂŁo tem acordo de livre comĂ©rcio. De acordo com o secretĂĄrio de ComĂ©rcio e RelaçÔes Internacionais do MinistĂ©rio da Agricultura, Luis Rua, na prĂĄtica, quem tem exportado esses produtos sĂŁo as indĂșstrias brasileiras. De janeiro a novembro de 2025, os frigorĂficos brasileiros exportaram 74,2 mil toneladas de carne suĂna ao MĂ©xico, com faturamento de US$ 181,4 milhĂ”es, e outras 113,2 mil toneladas de carne bovina, com receita de US$ 618,9 milhĂ”es, de acordo com dados do MinistĂ©rio da Agricultura. "Na prĂĄtica, o Brasil continuarĂĄ essencialmente exportando mais da metade do volume direcionado de carne suĂna e carne bovina ao mercado mexicano sem qualquer tarifa, sendo que a tarifa para aquilo que exceder as cotas estabelecidas sem tarifa varia entre 16% e 20%", afirmou Rua. AtĂ© 2025, a exportação desses produtos agropecuĂĄrios ao MĂ©xico nĂŁo era tarifada. A isenção estava prevista no Pacic, o plano mexicano contra inflação. Na semana passada, o programa foi prorrogado, mas diversos itens passaram a ter o fluxo controlado por cotas e tarifas, a exemplo das carnes bovina e suĂna. Os volumes das cotas sĂł foram divulgados nesta segunda-feira (5/1). A principal preocupação do Brasil Ă© em relação Ă carne de frango, que permaneceu isenta e livre de cotas. Antes do Pacic, a comercialização do produto era taxada em 75%. O pacote do governo mexicano contra a inflação e o encarecimento dos produtos alimentĂcios foi criado em 2022 e tem sido prorrogado de forma recorrente. As normas, publicadas pelo MĂ©xico, afirmam que as cotas de importação serĂŁo atribuĂdas por meio de mecanismo de "concurso pĂșblico". Na agroindĂșstria brasileira ainda hĂĄ dĂșvidas de como serĂĄ o acesso aos volumes. Ă aguardada a publicação de regra de "adequação" de como vai ser feita a distribuição da cota.
VALOR ECONĂMICO
Â
NOTĂCIAS SETORIAIS â PARANĂ
Â
Paranå alcança investimento recorde de R$ 7,18 bilhÔes em 2025
O montante supera o desempenho de 2024, quando foram empenhados R$ 6,41 bilhÔes, e representa mais que o dobro do volume registrado em 2018, que foi de R$ 3,2 bilhÔes, segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda.
Â
O Governo do ParanĂĄ encerrou o ano de 2025 com R$ 7,18 bilhĂ”es em investimentos empenhados, o maior valor jĂĄ registrado na histĂłria do Estado. O montante supera o desempenho de 2024, quando foram empenhados R$ 6,41 bilhĂ”es, e representa mais que o dobro do volume registrado em 2018, que foi de R$ 3,2 bilhĂ”es, segundo dados da Secretaria de Estado da Fazenda. AlĂ©m do recorde nos empenhos, o Estado tambĂ©m avançou de forma expressiva nos investimentos liquidados, aqueles que efetivamente saĂram do papel. Em 2025, foram R$ 5,89 bilhĂ”es liquidados, frente a R$ 3,36 bilhĂ”es em 2024. Essa fase corresponde Ă penĂșltima etapa da execução orçamentĂĄria e indica que obras e aquisiçÔes foram entregues de forma concreta. Os R$ 7,18 bilhĂ”es investidos em 2025 se materializam em diferentes ĂĄreas e em todas as regiĂ”es do ParanĂĄ. Desse total, R$ 1,81 bilhĂŁo foi destinado Ă aquisição de equipamentos e materiais permanentes. As obras tambĂ©m tiveram peso significativo nesse resultado histĂłrico, somando mais de R$ 1,82 bilhĂŁo em intervençÔes como construção de escolas e hospitais, melhorias na infraestrutura e açÔes em dezenas de rodovias estaduais.
Entre os projetos de maior destaque estĂĄ a Ponte de Guaratuba, a maior obra de infraestrutura atualmente em execução no ParanĂĄ, que segue em ritmo acelerado e tem previsĂŁo de entrega para abril de 2026. Outras intervençÔes relevantes incluem a ampliação e restauração das PR-180 e PR-281, entre Francisco BeltrĂŁo e Dois Vizinhos, no Sudoeste, e a duplicação em concreto da PRC-466, entre Guarapuava e Pitanga, em trĂȘs lotes, na regiĂŁo Centro-Sul. Diversas secretarias investiram muito ao longo de 2025. A Secretaria da SaĂșde contou com investimentos de R$ 904 milhĂ”es, o que auxiliou nas obras de AmbulatĂłrios MĂ©dicos, Unidades Mistas e novos hospitais. A Secretaria da Agricultura e do Abastecimento recebeu R$ 734 milhĂ”es para convĂȘnios de pavimentação de estradas rurais e aquisição de maquinĂĄrios, enquanto a Segurança PĂșblica teve mais de R$ 611 milhĂ”es investidos, principalmente em viaturas, armamentos e novos projetos, como o Olho Vivo. JĂĄ a Secretaria da Educação investiu R$ 588 milhĂ”es. ApĂłs atingir o recorde histĂłrico em 2025, a expectativa Ă© de um novo avanço em 2026. De acordo com a Proposta de Lei OrçamentĂĄria Anual (PLOA), a Secretaria da Fazenda projeta que o ParanĂĄ destine mais de R$ 7,1 bilhĂ”es a investimentos no prĂłximo ano, valor 11% superior aos R$ 6,3 bilhĂ”es previstos na LOA de 2025.
AGĂNCIA ESTADUAL DE NOTĂCIAS
Â
ECONOMIA
Â
DĂłlar fecha sessĂŁo em baixa ante o real a despeito de ataque dos EUA Ă Venezuela
ApĂłs atingir o valor mĂĄximo da sessĂŁo pela manhĂŁ, na esteira do ataque dos Estados Unidos Ă Venezuela no fim de semana, o dĂłlar perdeu força ante o real e fechou a segunda-feira em baixa, refletindo maior acomodação das cotaçÔes apesar do cenĂĄrio geopolĂtico conturbado no exterior.
Â
A moeda norte-americana Ă vista fechou o dia em baixa de 0,35%, aos R$5,4051. Ăs 17h17, o contrato de dĂłlar futuro para fevereiro -- atualmente o mais lĂquido no Brasil -- cedia 0,23% na B3, aos R$5,4430. Na madrugada de sĂĄbado, forças norte-americanas atacaram a Venezuela e capturaram o presidente NicolĂĄs Maduro, que foi levado aos EUA para julgamento. A ação, que teve larga repercussĂŁo internacional, lançou dĂșvidas sobre a dinĂąmica global de produção e venda de petrĂłleo, jĂĄ que o paĂs sul-americano possui a maior reserva comprovada de Ăłleo do mundo. AlĂ©m disso, o ataque acendeu o alerta na AmĂ©rica Latina como um todo, em meio Ă s ameaças do presidente dos EUA, Donald Trump, de açÔes contra outros paĂses, como a ColĂŽmbia e o MĂ©xico. No campo polĂtico, o ataque norte-americano foi interpretado como um possĂvel fator de fortalecimento da direita na AmĂ©rica do Sul, em um ano em que haverĂĄ eleiçÔes no Peru, na ColĂŽmbia e no Brasil. Neste cenĂĄrio, o dĂłlar Ă vista atingiu a cotação mĂĄxima de R$5,4545 (+0,57%) Ă s 10h33, em um momento em que a moeda norte-americana tambĂ©m sustentava ganhos ante outras divisas pares do real no exterior. Ao longo da sessĂŁo, porĂ©m, o dĂłlar perdeu força ante o real e migrou para o territĂłrio negativo. A queda do dĂłlar ocorreu em paralelo ao fortalecimento do Ibovespa e Ă perda de força das taxas dos DIs (DepĂłsitos Interfinanceiros), em uma sessĂŁo que acabou sendo positiva para os ativos brasileiros. No exterior, o dia foi de alta firme para os Ăndices de açÔes e para o petrĂłleo. No mercado, uma das percepçÔes era de que a mudança de governo na Venezuela pode impulsionar a produção de petrĂłleo no paĂs latino, o que no longo prazo teria como resultado uma pressĂŁo de baixa sobre os preços globais da commodity, com impactos sobre a inflação.
PorĂ©m, os efeitos do ataque norte-americano sobre os ativos na segunda-feira acabaram diluĂdos. âOs impactos no mercado brasileiro (foram) muito pequenos. LĂĄ fora tambĂ©m. No curto prazo, o impacto Ă© mĂnimo, tanto no Brasil quanto no mundoâ, opinou Rafael Costa, fundador da Cash Wise Investimentos.
REUTERS
Â
Ibovespa fecha em alta firme impulsionado por bancos
O Ibovespa fechou em alta firme na segunda-feira, impulsionado pelos ganhos em açÔes do setor financeiro e em linha com o clima de maior apetite ao risco no exterior, ao mesmo tempo em que investidores monitoram os desdobramentos do ataque dos Estados Unidos que capturou o presidente da Venezuela, Nicolås Maduro.
Â
Ăndice de referĂȘncia do mercado acionĂĄrio brasileiro, o Ibovespa subiu 0,94%, a 162.049,09 pontos, de acordo com dados preliminares, apĂłs marcar 160.214,70 na mĂnima e 162.165,72 na mĂĄxima do dia. O volume financeiro no pregĂŁo da segunda-feira somava R$20,09 bilhĂ”es antes dos ajustes finais.
REUTERS
Â
Analistas fazem pequenos ajustes nas perspectivas para a inflação em 1Âș Focus do ano
Analistas consultados pelo Banco Central fizeram ligeiros ajustes em suas projeçÔes para o IPCA na primeira pesquisa Focus do ano, divulgada na segunda-feira, vendo a inflação ligeiramente mais baixa em 2025 e mais alta em 2026.
Â
O levantamento, que capta a percepção do mercado para indicadores econÎmicos, apontou que a expectativa para a alta do IPCA em 2025 caiu pela oitava vez seguida, a 4,31%, de 4,32%.
O IBGE divulgarĂĄ na sexta-feira os dados do IPCA de dezembro e do ano passado. O centro da meta oficial para a inflação Ă© de 3,00%, sempre com margem de tolerĂąncia de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. Para 2026, a projeção para a inflação aumentou em 0,01 ponto percentual, a 4,06%, enquanto para 2027 permaneceu em 3,80% pela nona vez seguida. Para o Produto Interno Bruto (PIB), permaneceram inalteradas as estimativas de crescimento de 2,26% e 1,80% respectivamente para 2025 e 2026. A pesquisa semanal com uma centena de economistas mostrou ainda que a taxa bĂĄsica de juros Selic deve ser mantida no nĂvel atual de 15% na primeira reuniĂŁo do ano, em 27 e 28 de janeiro. Ao final de 2026, a projeção Ă© de que ela fique em 12,25%, sem alteraçÔes ante a semana anterior.
REUTERS
Â
POWERED BY
EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA
041 99697 8868 (whatsapp)
Â
