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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1016 DE 19 DE DEZEMBRO DE 2025

  • prcarne
  • 19 de dez. de 2025
  • 18 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1016 | 19 de dezembro de 2025

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: frigoríficos operam com escalas de abate confortáveis

Em SP, o boi gordo sem padrão-exportação segue em R$ 321/@, enquanto “boi-China” vale R$ 325/@, segundo dados da Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R$315,00 por arroba. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas de abate de dez dias. Boi China: PARANÁ: R$ 324,50/@ (à vista) e R$ 328,00/@ (prazo

 

Na quinta-feira (18/12), em linha com o comportamento observado nos últimos dias, o mercado físico do boi gordo registrou manutenção dos preços em todas as principais regiões produtoras brasileiras, informou a Agrifatto. Nesse período de comemorações, continua a consultoria, parte relevante dos frigoríficos interrompe temporariamente as atividades ou reduz o ritmo de abate em função das férias coletivas parciais ou totais, com retomada gradativa dos trabalhos prevista apenas para o início da segunda semana de janeiro de 2026.

“Apesar da movimentação reduzida, algumas indústrias brasileiras já começam a estruturar as programações de abate voltadas para a segunda quinzena de janeiro, o que garante um quadro confortável de escalas”, observou a consultoria. Na média nacional, as plantas seguem atendidas por cerca de dez dias úteis, sem pressão imediata por compras mais agressivas de gado terminado, acrescentam os analistas.  No front externo, as exportações de carne bovina in natura continuam apresentando desempenho consistente e devem seguir como o principal vetor de sustentação dos preços do boi gordo neste encerramento de 2025, compensando a menor demanda do mercado interno típica do período.  Em São Paulo, o boi gordo “comum” foi negociado a R$ 320/@ na quinta-feira, enquanto o “boi-China” seguiu valendo R$ 330/@, de acordo com os dados apurados pela Agrifatto. Em outras 16 praças monitoradas diariamente, a média do boi gordo permaneceu em R$ 304,25/@, ou seja, sem registro de variações em nenhuma das regiões acompanhadas pela consultoria. Pelos dados da Scot Consultoria, no mercado paulista, a cotação de todas as categorias de gado terminado ficou estável na quinta-feira. Com isso, o boi gordo sem padrão-exportação segue em R$ 321/@, o “boi- China” em R$ 325/@, a vaca gorda em R$ 302/@ e a novilha terminada em R$ 312/@ (todos os valores brutos, no prazo). Nos últimos quatro dias, os contratos do boi gordo recuaram na B3, conforme informa a Agrifatto.  Na quarta-feira (17/12), o papel com vencimento em fevereiro de 2026 encerrou o pregão cotado a R$ 322,80/@ com baixa de 0,32% em relação ao dia anterior. Cotações do boi gordo desta quinta-feira (18/12), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$320,00 a arroba. Boi China: R$330,00. Média: R$325,00. Vaca: R$305,00. Novilha: R$315,00. Escalas de abates de dez dias.

MINAS GERAIS: Boi comum: R$315,00 a arroba. Boi China: R$315,00. Média: R$315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas de abate de dez dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi Comum: R$315,00. Boi China: R$315,00. Média: R$315,00. Vaca: R$295,00. Novilha R$305,00. Escalas de dez dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$300,00. Média: R$300,00. Vaca: R$280,00. Novilha: R$290,00. Escalas de abate de nove dias.

TOCANTINS: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$300,00. Média: R$300,00. Vaca: R$275,00. Novilha: R$285,00. Escalas de abate de nove dias. PARÁ: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$300,00. Média: R$300,00. Vaca: R$275,00. Novilha: R$285,00. Escalas de abate de dez dias. GOIÁS: Boi comum: R$315,00 a arroba. Boi China/Europa: R$315,00. Média: R$315,00. Vaca: R$295,00. Novilha: R$305,00. Escalas de abate de nove dias. RONDÔNIA: Boi: R$280,00 a arroba. Vaca: R$255,00. Novilha: R$265,00. Escalas de abate de doze dias.

MARANHÃO: Boi: R$295,00 por arroba. Vaca: R$270,00. Novilha: R$275,00. Escalas de abate de nove dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (18/12), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 321,50/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo)

MATO GROSSO: R$ 302,00/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 311,50/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo)

PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 302,00/@ (à vista) R$ 305,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 302,00/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 277,00/@ (à vista) e R$ 280,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 302,00/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 300,00/@ (à vista) e R$ 303,00/@ (prazo).

PORTAL DBO/AGRIFATTO/SCOT CONSULTORIA

 

Boi/Cepea: Maior demanda contribui para sustentar altas de preços da carne

Os preços da carne bovina seguem em alta neste final de 2025, apontam levantamentos do Cepea

 

Segundo o Centro de Pesquisas, a valorização da carcaça casada (que é a junção do traseiro, do dianteiro e da ponta de agulha) vem sendo puxada principalmente pela elevação nos preços do traseiro e da ponta de agulha, mais procurados nesta época do ano, sobretudo para churrasco. O dianteiro (cortes mais baratos) tem se valorizado menos, o que também é comum neste período. Analisando-se a média dos principais cortes desossados consumidos em churrasco (picanha, maminha e fraldinha), de outubro/25 até a semana encerrada em 12 de dezembro, as valorizações são de 21,5%, 11,2% e 12,8%, nessa ordem, conforme pesquisas do Cepea. Já o mercado de animais para abate sente o arrefecimento típico da proximidade dos feriados. Pesquisadores explicam que boa parte das escalas deste final de ano e do começo de janeiro está completa, afastando alguns frigoríficos das compras. Pecuaristas, por sua vez, também se mostram mais recuados, seja porque já fecharam as vendas do ano, seja porque esperam preços maiores em janeiro.

CEPEA

 

SUÍNOS

 

Suínos/Cepea: Festas de fim de ano elevam demanda e preços

A demanda por alguns cortes suínos tipicamente consumidos nas festas de final de ano tem se aquecido no mercado atacadista, elevando as cotações, conforme levantamentos do Cepea. 

 

Segundo o Centro de Pesquisas, a média do pernil negociado no atacado do estado de São Paulo na parcial de dezembro (até o dia 16) está em R$ 14,11/kg, 2,3% acima da registrada em novembro/25. Entre os outros cortes tradicionalmente mais demandados neste período, o lombo também vem se destacando, conforme pesquisas do Cepea. 

CEPEA 

 

Suinocultura independente mantém estabilidade em MG e SC

As bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026

 

Os preços dos suínos seguiram majoritariamente estáveis nos principais polos produtores na terceira semana de dezembro. Com semanas encurtadas, negociações pontuais e foco já voltado para janeiro, as bolsas estaduais entram em recesso, mantendo as referências atuais até o início de 2026. No mercado mineiro, os preços dos animais seguiram com estabilidade e o valor está em R$ 8,50/kg, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg). Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), os preços dos suínos registraram uma leve baixa de 0,82%, na qual passaram de R$ 8,57/kg para os atuais R$ 8,50/kg. A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou a última reunião de negociação da Bolsa de Suínos de 2025. O encontro definiu os parâmetros que nortearão o mercado independente até o início do próximo ano, visto que as atividades da bolsa entram em recesso, retornando apenas no dia 8 de janeiro. No estado de São Paulo, a última bolsa realizada ocorreu na quinta-feira passada, conforme dados da APCS (Associação Paulista de Criadores de Suínos), com o preço fixado em R$ 9,33 por arroba. Considerando a média semanal (entre os dias 11/12/2025 e 17/12/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 3,70%, fechando a semana em R$ 8,36. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 0,43% em relação à semana do dia 19/11/2025.

APCS/ ASEMG/ ACCS/ LAPESUI/UFPR 

 

GOVERNO

 

UE acha que agora tem maioria para assinar acordo Mercosul em três semanas

Macron questiona se o prazo será suficiente para atender exigências da França, mas que espera que sim

 

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, acredita ter agora maioria suficiente entre os 27 países da União Europeia para assinar o acordo com o Mercosul dentro de três semanas, embora reconheça que ainda há acertos a serem concluídos no bloco. ''Sim, estou confiante de que temos a maioria suficiente, mas ainda há trabalho a fazer com os Estados-Membros'', afirmou ela às 4h da manhã da sexta-feira na entrevista coletiva sobre o balanço da reunião do Conselho Europeu. ''Mas, após 26 anos de negociações, um atraso de três semanas é, na minha opinião, tolerável. É fantástico que estejamos caminhando para a conclusão do acordo”, acrescentou. Reunião dos líderes europeus ocorreu em meio a protestos de agricultores nas ruas de Bruxelas.  O presidente do Conselho Europeu, Antonio Costa — uma espécie de presidente informal da UE — adotou tom semelhante. “Não gosto de estar aqui às 4h da manhã, mas gosto do fato de que agora, após 26 anos de negociações com o Mercosul, concordamos em assinar não no sábado, mas três semanas depois”, afirmou. Costa comentou, rindo, que “acho que o mundo não perde muito com essas três semanas depois de 26 anos. Gosto disso e gosto muito de estarmos unidos na nossa diversidade, apesar de todas as nossas diferenças”. O chanceler alemão, Friedrich Merz, confirmou que a UE já dispõe da promessa de uma maioria qualificada para aprovar a assinatura do acordo. Disse que esperava sair da reunião com o sinal verde para a assinatura, mas que a chefe do governo italiano, Giorgia Meloni, pediu duas semanas adicionais para trabalhar internamente, junto ao seu governo e ao Parlamento italiano, a fim de superar divergências. Merz observou que após oito anos de acordo com o Canadá, o comércio bilateral aumentou 50%, com os dois lados se beneficiando do tratamento preferencial. Já o presidente francês, Emmanuel Macron, deixou Bruxelas na madrugada alertando que ainda é cedo para afirmar se um adiamento de um mês na decisão sobre o acordo comercial entre a UE e o Mercosul será suficiente para atender às condições estabelecidas pela França — embora espere que sim. Macron defende mais endurecimentos para travar importações agrícolas provenientes do Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai. Disse esperar que a UE e os países do Mercosul aprovem, em janeiro, medidas que garantam que as importações sul-americanas cumpram os mesmos requisitos exigidos aos produtores europeus. Para ele, isso transformaria o pacto num “novo” acordo entre o Mercosul e a UE - uma maneira para ele de vender na França que conseguiu impor sua demanda, quando parece cada vez mais em minoria. Para produtores agrícolas europeus, as salvaguardas - ou seja, barreiras contra o Mercosul - propostas pela UE ''continuam a ser insuficientes para evitar perturbações no mercado, não garantem condições de concorrência equitativas, tendo em conta as divergências entre as normas de produção, e não oferecem garantias credíveis aos agricultores e fabricantes da UE que já operam sob restrições regulamentares e económicas muito mais rigorosas''. Giorgia Meloni chefe do governo italiano, promete dar a maioria para a assinatura do acordo dentro de três semanas. Como de costume, as reuniões de líderes da UE tiveram a sua dose de drama. Desta vez, houve ainda um protesto de rua com cerca de 10 mil agricultores e mais de 150 tratores em Bruxelas. Líderes agrícolas foram recebidos antes da reunião e saíram dizendo que ''a luta continua''.

VALOR ECONÔMICO

 

EMPRESAS

 

Cidade do Paraná vai ganhar nova fábrica de derivados de leite de R$ 800 milhões; obra fica pronta em 2026 

O empreendimento, da Sooro Renner Nutrição em Francisco Beltrão, no Sudoeste do Paraná, que começou a ser construído em março de 2025, ficará pronto em 2026, representa um investimento privado de R$ 800 milhões e deve gerar 250 empregos diretos e cerca de 1.600 indiretos.

 

A nova unidade da Sooro Renner, conhecida como Projeto P3, ocupa uma área total de 203 mil metros quadrados, com 34 mil metros quadrados de área edificada. A estrutura inclui ainda 42 mil metros quadrados destinados à Estação de Tratamento de Efluentes e 39 mil metros quadrados de pavimentação interna. Quando estiver em operação, a planta terá capacidade para processar até 5 milhões de litros de soro de leite por dia, com funcionamento 24 horas por dia. Depois de pronta, a planta da Sooro Renner em Francisco Beltrão será voltada à produção de ingredientes de maior valor agregado, como lactose e insumos para fórmulas infantis, além de whey protein, com parte relevante da produção destinada ao mercado externo. O projeto envolve uma ampla cadeia produtiva, com dezenas de laticínios parceiros e centenas de produtores de leite da região Sul. O projeto prevê ainda uma estrutura energética dedicada para atender à alta demanda da planta, incluindo a construção de uma subestação própria e o uso de biomassa como fonte térmica, com cavaco de eucalipto, amplamente produzido na região. A unidade também será totalmente automatizada, o que exige mão de obra qualificada e investimentos contínuos em capacitação. A planta também já foi concebida com áreas reservadas para futuras ampliações, permitindo o aumento da capacidade produtiva nos próximos anos.  De acordo com o diretor Financeiro da Sooro Renner, Luiz Gustavo Uadi, a nova planta de Francisco Beltrão amplia a atuação da empresa no segmento de especialidades. “Esta será uma unidade com produção anual superior a 60 mil toneladas, o que amplia nossa capacidade e posiciona Francisco Beltrão como uma referência no segmento, inclusive para exportação”, afirmou. Segundo Uadi, a escolha do Paraná e do município foi estratégica, principalmente pela presença de uma das principais bacias leiteiras do País. “A região Sudoeste está inserida em uma bacia leiteira estruturada, com forte concentração de produtores e laticínios. Além disso, o apoio do Governo do Estado, por meio de incentivos como o Paraná Competitivo e investimentos em infraestrutura, foi decisivo para a escolha entre os estados avaliados”, concluiu. A Sooro Renner Nutrição S.A. atua na produção de proteínas e ingredientes derivados do soro de leite e atende a padrões internacionais de qualidade. A empresa tem controle acionário dos grupos Siente e Renner Herrmann, com matriz em Marechal Cândido Rondon, além de uma planta industrial em Estação, no Rio Grande do Sul.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paraná Competitivo atrai R$ 15 bilhões em investimentos em 2025

Foram 136 contratos de parceria para implantação e ampliação de parques industriais em 49 municípios do Estado. Marca histórica é reflexo do sucesso do programa e do cenário de estabilidade econômica do Estado.

 

O Paraná alcançou um novo recorde de investimentos privados atraídos por meio do Paraná Competitivo. Foram cerca de R$ 15 bilhões em contratos assinados ao longo de todo o ano pelo programa que oferece incentivos e benefícios para empresas que desejam se instalar ou expandir operações no Estado. O valor é 8% maior do que os R$ 13,8 bilhões alcançados em 2024.  Criado em 2011 com o objetivo de tornar o Estado mais atrativo para novos empreendimentos, o programa teve o melhor resultado de sua história em 2025. Foram 136 contratos de parceria para implantação e ampliação de parques industriais em 49 municípios do Estado. De acordo com estimativas da Assessoria de Assuntos Econômicos e Tributários (AEET) da Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), a previsão é que esses empreendimentos gerem cerca de 21,9 mil empregos diretos. Um dos exemplos foi a parceria firmada com a XBRI Pneus. A empresa confirmou em 2025 um dos maiores investimentos industriais já anunciados no Paraná: R$ 4,2 bilhões para a implantação de uma nova fábrica na cidade. Essa boa articulação entre Estado e indústria é um dos diferenciais do Paraná Competitivo e uma das razões para os números crescentes ano após ano, como explica o gestor do programa e diretor da AEET da Sefa, Francisco Inocêncio. Além da XBRI, outros investimentos importantes foram confirmados ao longo do ano e ajudaram o programa a conquistar o valor recorde. É o caso da expansão do parque automotivo da Renault do Brasil, em São José dos Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba. No início de novembro, o Governo do Paraná oficializou o acordo com a chinesa Geely para investimentos de R$ 3,8 bilhões na planta da empresa francesa com foco na diversificação da produção. Outro empreendimento confirmado neste ano foi a ampliação e modernização da unidade da Cooperativa Agrária Agroindustrial no distrito de Entre Rios, em Guarapuava. Com aporte de R$ 1,1 bilhão, o projeto inclui a construção de duas novas plantas industriais, a atualização completa da maltaria atual e a entrada da cooperativa em um novo segmento estratégico: a produção de maltes especiais em escala industrial, insumo hoje importado.

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar fecha estável com comentários de Galípolo e cenário político no foco

Após subir a R$5,56 pela manhã, o dólar perdeu força no Brasil e encerrou a sessão praticamente estável ante o real, em sintonia com a melhora mais ampla dos ativos brasileiros após o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçar em entrevista à imprensa que a decisão sobre a Selic em janeiro ainda não está tomada.

 

A esperança de que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), ainda seja o principal nome da direita na eleição presidencial também tirou força da moeda norte-americana, em meio ao noticiário político do dia. O dólar à vista fechou o dia com variação positiva de 0,04%, aos R$5,5244. No ano, a moeda acumula baixa de 10,59%. Às 17h29, o contrato de dólar futuro para janeiro -- atualmente o mais líquido no Brasil -- subia 0,01% na B3, aos R$5,5340. Entre o fim da manhã e o início da tarde a moeda perdeu força, chegando a ceder ante o real, em meio a uma melhora dos ativos locais. Um dos fatores para isso foi a sinalização de Galípolo de que o BC ainda não definiu se cortará ou não em janeiro a taxa básica Selic, hoje em 15% ao ano. Mais cedo, o Relatório de Política Monetária mostrou que o BC projeta uma inflação em 12 meses de 3,2% no terceiro trimestre de 2027 -- ainda um pouco acima do centro da meta contínua perseguida pela instituição, de 3%. O terceiro trimestre de 2027 passou a ser considerado pelo mercado como um período-chave, já que se torna a referência para o horizonte relevante da política monetária na reunião de janeiro do BC.

Durante coletiva de imprensa sobre o relatório, porém, tanto Galípolo quanto o diretor de Política Econômica do BC, Diogo Guillen, pontuaram que as projeções são embutidas de incerteza e que há limitações para elas em um horizonte de 18 meses. Sobre isso, Guillen reforçou a ideia, já contida no comunicado da semana passada do Comitê de Política Monetária (Copom), de que o BC mira "o redor da meta" de inflação. Galípolo também disse que a autarquia segue dependente de dados e que "não há portas fechadas" nem "setas dadas" para as decisões de política monetária. Os comentários de Galípolo e Guillen mantiveram a expectativa de que o BC possa cortar a Selic em 25 pontos-base em janeiro, o que pesou sobre a curva de juros e deu força ao Ibovespa.

REUTERS

  

Ibovespa fecha em alta com endosso de Wall St

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, após duas quedas seguidas, em movimento endossado por Wall Street e com as ações da petrolífera Brava Energia e da fabricante de papel e celulose Suzano entre os destaques positivos.

 

Investidores também repercutiram dados mais fracos do que o esperado sobre a inflação nos Estados Unidos e declarações do presidente do Banco Central do Brasil de que "não há portas fechadas" nem "setas dadas" para as decisões envolvendo a Selic, enquanto seguem acompanhando noticiário sobre eleições no país. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 0,53%, a 158.163,42 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 158.495,49 na máxima e 157.123,58 na mínima do dia. O volume financeiro somava R$24,3 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

  

BC espera desaceleração do crescimento e vê sinais de moderação do mercado de trabalho, diz Guillen

O diretor de Política Econômica do Banco Central, Diogo Guillen, afirmou nesta quinta-feira que a instituição espera a desaceleração da atividade ao longo dos próximos trimestres e reforçou a ideia de que o BC mira "o redor da meta" de inflação.

 

Durante coletiva de imprensa na manhã de ontem em Brasília, Guillen pontuou que dados iniciais referentes ao quarto trimestre deste ano indicam uma continuidade da moderação da atividade. Além disso, o diretor avaliou que o mercado de trabalho apresenta sinais incipientes de moderação no Brasil. Mais cedo, o BC informou por meio de seu Relatório de Política Monetária que a projeção de alta para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025 passou de 2,0% para 2,3%. No caso de 2026, a estimativa de elevação passou de 1,5% para 1,6%. No documento, a instituição informou ainda que a projeção de inflação em 12 meses é de 3,2% para o terceiro trimestre de 2027 -- horizonte relevante para a política monetária a partir de janeiro --, ainda um pouco acima do centro da meta contínua perseguida pela instituição, de 3%. Ao tratar das projeções, no entanto, Guillen pontuou que elas "são embutidas de grande incerteza". "Discordo da visão mecanicista que se tem sobre projeções", disse o diretor de Política Monetária. "Por conta das incertezas de projeções que chamamos atenção no comunicado que miramos o redor da meta de inflação", acrescentou. No comunicado mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), o BC afirmou que "decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante". O terceiro trimestre de 2027 passou a ser considerado pelo mercado como um período chave, já que se torna a referência para o horizonte relevante da política monetária na reunião de janeiro do BC. No mercado, os agentes seguem divididos sobre se a instituição cortará ou não a Selic no próximo mês.

REUTERS 

 

IPPA/Cepea: IPPA cai em novembro, mas acumula alta de 10% no ano

Levantamento do Cepea mostra que, em novembro, o Índice de Preços ao Produtor de Grupos de Produtos Agropecuários (IPPA/CEPEA) registrou queda nominal de 0,71% em relação a outubro. 

 

Segundo pesquisadores, o recuo esteve atrelado sobretudo à forte retração de 21,62% no IPPA-Hortifrutícolas; para o IPPA-Grãos e o IPPA-Pecuária, as variações foram positivas em 1,62% e 0,2%, respectivamente. O IPPA-Cana-Café caiu 1,88% e o IPA-OG-DI, 0,18%, indicando que, em novembro, os preços agropecuários apresentaram desempenho ligeiramente inferior ao dos valores industriais acompanhados pelo Índice. No âmbito internacional, os preços dos alimentos em dólares recuaram 1,2%, movimento acompanhado pela desvalorização de 0,83% da taxa de câmbio, o que resultou em queda de 2,02% nos preços internacionais de alimentos medidos em reais. No ano, levantamentos do Centro de Pesquisas indicam que o IPPA/CEPEA acumula alta de 10,2%, com destaque para os expressivos avanços do IPPA-Pecuária (17,31%) e do IPPA-Cana-Café (20,71%). O IPPA-Grãos também apresenta variação positiva, de 2,7%, enquanto o IPPA-Hortifrutícolas registra queda, de 14,41%. Em termos comparativos, o IPA-OG-DI acumula elevação de 3,11%, e os preços internacionais de alimentos em reais avançam 3,57%, apesar da baixa de 1,66% quando medidos em dólares. 

CEPEA 

 

BC eleva projeção para crescimento do PIB para 2,3% em 2025 e para 1,6% em 2026 

Mudanças se devem a revisões na série e efeito do Imposto de Renda 

 

O Banco Central (BC) elevou sua projeção para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil em 2025 para 2,3%, de 2%, principalmente por causa das revisões nos dados do primeiro semestre por parte do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A projeção para 2026 foi ajustada para 1,6%, de 1,5%, mantendo a perspectiva de crescimento moderado ao longo do ano. As informações constam do Relatório de Política Monetária (RPM) do BC de dezembro. A nova projeção para 2025 contou ainda com o resultado do terceiro trimestre ligeiramente acima do esperado e com uma reavaliação do desempenho esperado para o quarto trimestre, considerando os indicadores disponíveis até a data de corte do relatório. A revisão do IBGE foi particularmente relevante para a atualização da projeção da agropecuária, segundo o BC. Para a indústria e o setor de serviços, diz, o impacto agregado das revisões das séries foi pequeno, embora significativo em alguns segmentos específicos. Pela ótica da demanda, a revisão afetou principalmente a estimativa para o consumo do governo, afirma o BC. Sob a ótica da oferta, houve alta nas projeções para agropecuária (para 11%, de 9%) e indústria (para 1,6%, de 1%), acompanhada de leve redução na estimativa para o setor de serviços (para 1,7%, de 1,8%). "A projeção para os setores menos cíclicos foi elevada, refletindo, principalmente, revisões altistas na agropecuária e na indústria extrativa, parcialmente compensadas pela redução na previsão para serviços de intermediação financeira. A previsão para os setores mais cíclicos também avançou, com aumento nas estimativas para construção, indústria de transformação e algumas atividades mais cíclicas do setor de serviços", diz o BC no relatório. No âmbito da demanda interna, a projeção do BC para o crescimento do consumo das famílias recuou para 1,5%, de 1,8%. Em sentido oposto, as estimativas para o consumo do governo e para a formação bruta de capital fixo (FBCF), medida para os investimentos no PIB, foram elevadas, para 2%, de 0,5%, e para 3,8%, de 3,3%, respectivamente. "Essas revisões foram bastante influenciadas por surpresas nos resultados do terceiro trimestre — baixa para o consumo das famílias e alta para o consumo do governo e para a FBCF. No caso do consumo do governo, a estimativa de crescimento foi ainda afetada pela revisão da série, que elevou o resultado no primeiro semestre", afirma o BC. No setor externo, a projeção para as exportações foi elevada para 4%, de 3%, enquanto a estimativa para as importações passou para 5%, de 4,5%. Assim, as contribuições da demanda interna e do setor externo para a evolução do PIB em 2025 são estimadas pelo BC em 2,4 ponto percentual (p.p.) e -0,1 ponto, respectivamente. No caso da projeção para 2026, a revisão foi influenciada, segundo o BC, pela maior "herança estatística" decorrente do crescimento mais alto de 2025 e pela inclusão de estimativas preliminares para os efeitos da isenção ou desconto no Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) para as primeiras faixas de renda. Em contrapartida, diz, revisões negativas para agropecuária e indústria extrativa, devido às primeiras projeções da safra e às perspectivas menos favoráveis para minério de ferro, limitaram a alta para 2026. "Entre os fatores que influenciam esse cenário estão a expectativa de manutenção da política monetária em campo restritivo, o baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, a perspectiva de desaceleração da economia global e a ausência do impulso agropecuário observado em 2025. A dinâmica projetada também incorpora os efeitos de medidas recentes com impacto potencial sobre a demanda, como a isenção ou desconto no IRPF para as faixas iniciais de renda", afirma o BC. Do lado da oferta, na indústria, a previsão de alta passou para 1,9%, de 1,4%, influenciada por altas nas perspectivas para a indústria de transformação e para a construção. Por outro lado, a expectativa para a indústria extrativa foi reduzida devido a perspectivas menos favoráveis para a produção de minério de ferro, diz o BC. Nos serviços, a revisão foi pequena, para 1,6%, de 1,5%, mantendo-se a perspectiva de crescimento gradual ao longo do ano. Por fim, a projeção para agropecuária foi reduzida para 0,5%, de 1%, refletindo as primeiras previsões para a safra de 2026, segundo o BC. Pelo lado da demanda, as previsões para o consumo das famílias, o consumo do governo e a FBCF foram ampliadas para 1,5%, 1,5% e 1%, respectivamente, ante 1,4%, 1% e 0,3%. "As revisões para o consumo do governo e a FBCF refletem, sobretudo, ajustes nas estimativas de crescimento desses componentes em 2025, que elevaram o carregamento estatístico. Já a leve alta na previsão para o consumo das famílias foi influenciada pelo impacto esperado de medidas aprovadas recentemente, especialmente a isenção ou desconto no IRPF para as faixas iniciais de renda", diz o BC. No setor externo, a previsão para as exportações foi reduzida para 2%, de 2,5%, refletindo, principalmente, diminuição nas projeções para a agropecuária e para a indústria extrativa, enquanto a estimativa de crescimento das importações permaneceu em 1%. As contribuições das demandas interna e externa para o crescimento de 2026 são estimadas pelo BC em 1,4 ponto e 0,2 ponto percentual, respectivamente.

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