CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1104 DE 11 DE MAIO DE 2026
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 1104 | 11 de maio de 2026
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Recuos nos preços do boi, vaca e da novilha em SP
O histórico de preços negativos em maio, diz o analista Felipe Fabbri, é fundamentado pelo clima, que, com o avanço do outono, pesa na condição das pastagens. No PARANÁ: Boi: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 349,00/@ (à vista) e R$ 353,00/@ (prazo)
O zootecnista Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, lembra que, em maio, o preço do boi gordo, na comparação mensal, registrou alta apenas em dois anos (2004 e 2006) desde 2003.
“Em 2026, o histórico prevalece”, diz ele, acrescentando que, nesta primeira semana de maio, as cotações do boi, da vaca e da novilha recuaram na praça de São Paulo e em outras importantes regiões do País. O histórico de preços negativos em maio, diz ele, é fundamentado pelo clima, que, com o avanço do outono, pesa na condição das pastagens, acelera a venda de boiadas e aumenta a oferta. “Além da questão da oferta, outros fatores pesaram”, observa Fabbri, citando o enfraquecimento da demanda no mercado interno. “O preço da carne bovina atingiu recordes ao longo da cadeia e encontrou dificuldades em seu escoamento no mercado interno”, afirma o analista. Porém, diz Fabbri, a comemoração do Dia das Mães, no próximo domingo, pode tracionar o consumo doméstico e diminuir a pressão de baixa ainda nesta primeira quinzena. “Mas há de se considerar que a competição entre a carne bovina e outras carnes está mais favorável às concorrentes”, acrescenta ele. Além disso, continua Fabbri, o preenchimento da “cota-China” está cada vez mais próximo e o quadro deverá desacelerar a demanda para exportação. “Por ora, o ritmo vai bem e o mercado externo está demandante”, observa e completa: “Com perspectiva de aumento da oferta de boiadas gorda e desaceleração da demanda chinesa, caberá ao mercado doméstico a missão de sustentar, por um período, a demanda e os preços atuais da arroba”. No entanto, segundo Fabbri, para o primeiro semestre do ano, a possibilidade de um consumo forte de carne bovina dentro do País é remota. “No curto prazo, esperamos preços mais frouxos”, prevê o analista. Pelos dados apurados pela Scot, na sexta-feira (8/5), o boi gordo sem padrão-exportação seguiu valendo R$ 355/@ em São Paulo, enquanto o “boi-China” está cotado em R$ 360/@.
Na virada de março para abril, os preços dos contratos futuros do boi gordo até esboçaram uma reação positiva, mas foi apenas um dia de alta e, depois, retomaram a tendência de queda, observa o analista Raphael Galo, colunista fixo do informativo semanal “Boi & Companhia”, da Scot. Segundo ele, os preços futuros ainda indicam queda de R$ 10,60/@ em maio/26, e aproximadamente R$ 16,50/@ nos contratos de junho/26 e julho/26. Precisamos estar sempre atentos aos movimentos, fazendo a lição de casa porteira adentro e agir quando necessário”, recomenda Galo, referindo-se aos mecanismos de proteção de preço (hedge) disponíveis na bolsa paulista B3. Cotações do boi gordo conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 360,00. Média: R$ 355,00. Vaca: R$ 330,00. Novilha: R$ 340,00. Escalas: oito dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: nove dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 350,00. Boi China: R$ 350,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 345,00. Boi China: R$ 355,00. Média: R$ 350,00. Vaca: R$ 320,00. Novilha: R$ 330,00. Escalas: seis dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 330,00. Boi China/Europa: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: sete dias. PARÁ: Boi comum: R$ 335,00. Boi China: R$ 345,00. Média: R$ 340,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 325,00. Escalas: seis dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 345,00. Vaca: R$ 315,00. Novilha: R$ 320,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” nesta quinta-feira (7/5), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 331,50/@ (à vista) e R$ 335,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$356,00/@ (à vista) e R$ 360,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 346,00/@ (à vista) e R$ 350,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 340,50/@ (à vista) e R$ 344,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 351,00/@ (à vista) R$ 355,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 348,00/@ (à vista) e R$ 352,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 326,50/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 316,50/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 341,00/@ (à vista) e R$ 345,00/@ (prazo).
SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO/SAFRAS
Brasil já preencheu 50% da cota chinesa para carne bovina em 2026, diz Pequim
Após atingir a totalidade da cota, será imposta uma tarifa extra de 55% sobre o produto nacional. China importou 869 mil toneladas de carne bovina, de diversos fornecedores, entre janeiro e março
O governo chinês anunciou no domingo (10/5) que as importações de carne bovina do Brasil sob o regime das salvaguardas aplicadas aos exportadores atingiram 50% da quantidade total especificada para o país em 2026, de 1,1 milhão de toneladas. Após atingir a totalidade da cota, será imposta uma tarifa extra de 55% sobre o produto nacional. O Brasil é o segundo país exportador a atingir esse patamar de 50%. Antes, em março, a Austrália já havia preenchido metade do volume de 205 mil toneladas autorizado pelos chineses, sem taxa extra, para 2026. O governo chinês emite os alertas quando as importações chegam a 50%, 80% e 100% da quantidade especificada para cada fornecedor. Segundo os dados mais recentes de Pequim, a China já importou 869 mil toneladas de carne bovina, de diversos fornecedores, entre janeiro e março deste ano. O volume representa pouco mais de 32% da cota geral de 2,6 milhões de toneladas definida para este ano. As importações de carne bovina brasileira pela China chegaram a 512 mil toneladas no primeiro trimestre, o que já representava 46,3% da cota. Agora, essa quantidade aumentou e ultrapassou os 50%. Os chineses, no entanto, não divulgaram os dados consolidados de abril. Na contramão desse movimento acelerado de preenchimento da cota, os Estados Unidos seguem com as vendas praticamente zeradas para os chineses em 2026. Os americanos exportaram apenas 544 toneladas de carne bovina nos três primeiros meses do ano. O volume autorizado é de 164 mil toneladas. A Argentina preencheu 27,5% da cota até março, e o Uruguai, 14,67%. Já a Nova Zelândia embarcou pouco menos de 14% da sua cota. Por enquanto, não há alteração na rotina de comércio entre brasileiros e chineses. Mesmo assim, a perspectiva dos frigoríficos nacionais é de esgotamento iminente da cota, o que deverá gerar mudanças nos negócios no país, com redução do ritmo de abates, por exemplo. Os dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços do Brasil consideram a exportação de 1,091 milhão de toneladas de carne bovina para todos os destinos no acumulado de janeiro a abril, crescimento de 14,6% em relação ao mesmo período de 2025, quando o volume embarcado foi de 951,5 mil toneladas. A receita no primeiro quadrimestre alcançou US$ 6,047 bilhões, avanço de 32,8% frente ao mesmo período do ano anterior. A China também liderou as compras da carne bovina brasileira no acumulado do ano, com 474,2 mil toneladas importadas e receita de US$ 2,724 bilhões, representando 43,5% do volume total exportado pelo Brasil e 45% do faturamento do setor no período. Na comparação anual, o volume embarcado ao mercado chinês avançou 28,8%. Os dados consideram o que foi embarcado a partir de 1º de janeiro. Já os chineses contabilizam o que entrou nos portos. Boa parte do volume foi exportado antes, ainda em 2025. O tempo de viagem dos navios é de cerca de 45 dias.
VALOR ECONÔMICO
Gado vivo: embarques brasileiros registram forte avanço de 111% em relação a abril/25
No acumulado dos primeiros 4 meses do ano, exportações de bovinos em pé contabilizam 436,01 mil cabeças, o melhor desempenho histórico para o período, destaca a Agrifatto.
As exportações brasileiras de gado em pé somaram 137,90 mil cabeças em abril de 2026, um avanço de 65,12% frente a março e alta de 111,03% na comparação anual, destaca a Agrifatto, com base em dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). “O avanço das exportações de gado em pé reflete não apenas a competitividade do Brasil como fornecedor, mas também a demanda consistente de mercados do Oriente Médio e Norte da África, que priorizam a importação de animais vivos”, justifica a Agrifatto. A receita gerada pelos embarques atingiu US$ 164,35 milhões, correspondente a 55,39 mil toneladas, com valor médio de US$ 89,0/@ por animal comercializado, acrescenta a consultoria. No acumulado do ano, relata a consultoria, o Brasil já contabiliza 436,01 mil bovinos exportados, resultado 45,01% superior ao observado no mesmo período de 2025 e que configura, até o momento, o melhor desempenho histórico para o período. Entre os estados exportadores, o Pará permanece como principal origem dos embarques, concentrando 51,65% do total, seguido pelo Rio Grande do Sul, com participação de 25,01%, e pelo Tocantins, com fatia de 6,98%. Pelo lado da demanda, diz a Agrifatto, o fluxo segue altamente concentrado, com Turquia, Egito, Iraque, Marrocos e Líbano respondendo conjuntamente por 94,99% do volume embarcado em abril/26.
PORTAL DBO
Reposição: cotações recuam no começo de maio em SP, aponta Scot Consultoria
“Os pecuaristas priorizando oportunidades e evitando reposições mais agressivas”, diz Stéfany Souza, analista da consultoria
Em São Paulo, o mercado de reposição apresentou enfraquecimento nas negociações neste início de maio, informou a zootecnista Stéfany Souza, analista da Scot Consultoria. “De maneira geral, o mercado está marcado por uma maior seletividade nas compras, com pecuaristas priorizando oportunidades e evitando reposições mais agressivas”, relatou Stéfany. Entre os machos, na comparação semanal, houve queda na cotação em todas as categorias, destacou a analista. O boi magro caiu 0,9%, o garrote recuou 0,8%, enquanto os preços do bezerro de ano e o bezerro de desmama registraram baixa semanal de 1,6% e 1,5%, respectivamente, de acordo com a Scot. Por sua vez, entre as fêmeas, na mesma base de comparação, somente a vaca magra apresentou alta em São Paulo, de 0,3%. A novilha caiu 0,9% e a bezerra de ano e a bezerra de desmama recuaram 1,4% cada. Segundo Stéfany, neste início de maio, o ágio entre o bezerro de desmama e o boi gordo teve alta de 0,9% em relação a abril/26, refletindo a desvalorização de 2,3% da arroba do boi gordo frente à queda de 2% do bezerro de desmama.
Na comparação anual, o indicador registra alta de 18,2%, atingindo 39,1%. Atualmente, em São Paulo, são necessárias 13,4@ de boi gordo para a compra de um boi magro, 12,1@ para a compra de um garrote, 10,2@ para a compra de um bezerro de ano e 9,0@ para a compra de um bezerro de desmama, de acordo com cálculos da Scot. “O mercado de reposição segue com viés de queda e negociações modestas”, ressalta Stéfan
PORTAL DBO
SUÍNOS
Exportações de carne suína crescem 8,3% em abril e reforçam alta em 2026
No acumulado do primeiro quadrimestre, o desempenho também é positivo. Entre janeiro e abril, o Brasil exportou 532,2 mil toneladas de carne suína, crescimento de 14,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025.
As exportações brasileiras de carne suína mantiveram ritmo de crescimento em abril e seguem em alta no acumulado de 2026, conforme dados divulgados pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Levantamento da entidade aponta que os embarques totalizaram 140 mil toneladas no quarto mês do ano, volume 8,3% superior ao registrado em abril de 2025, quando foram exportadas 129,2 mil toneladas. Em receita, o avanço foi de 8,8%, alcançando US$ 328,2 milhões, frente aos US$ 301,5 milhões obtidos no mesmo período do ano passado.
No acumulado do primeiro quadrimestre, o desempenho também é positivo. Entre janeiro e abril, o Brasil exportou 532,2 mil toneladas de carne suína, crescimento de 14,2% em relação ao mesmo intervalo de 2025, que somou 466 mil toneladas. A receita seguiu o mesmo ritmo, com alta de 14,1%, chegando a US$ 1,244 bilhão neste ano, contra US$ 1,090 bilhão no ano anterior. Entre os principais destinos, as Filipinas seguem como principal mercado, com 35,9 mil toneladas embarcadas em abril, aumento de 20,6% na comparação anual. Na sequência aparecem Japão, com 16,6 mil toneladas (+131,9%), China, com 11,8 mil toneladas (-21,6%), Chile, com 11,1 mil toneladas (+22,8%), Hong Kong, com 8 mil toneladas (-34,3%), Vietnã, com 5,5 mil toneladas (+44,6%), Argentina, com 5,3 mil toneladas (-8,7%), Singapura, com 5,1 mil toneladas (-24,3%), Uruguai, com 4,6 mil toneladas (+12,7%) e México, com 4,4 mil toneladas (-40,3%).
ABPA
FRANGOS
Frango/Cepea: Mercado registra primeira alta do ano em abril
Após um primeiro trimestre de quedas consecutivas, o mercado avícola nacional encerrou abril com alta nas cotações de todos os produtos da cadeia. Os valores foram impulsionados pelo aumento da demanda doméstica pela carne e por reajustes nos custos de frete.
Pesquisadores do Cepea destacam que, apesar da reação, os preços ainda são considerados baixos frente aos verificados no mesmo período do ano passado. Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado fechou o mês com média de R$ 7,16/kg, alta de 7,4% frente a março. Ainda assim, o valor é o segundo maior do ano, ficando abaixo dos R$ 7,47/kg registrados em janeiro (valores deflacionados pelo IPCA de março/26). Desde dezembro, o produto acumula desvalorização real de 8,9%. O Cepea destaca que as altas do frango congelado se intensificaram no fim da primeira quinzena de abril. Esse cenário foi influenciado pelo tradicional movimento de maior demanda diante do recebimento de salários por parte da população, somado ao aumento de custos relacionado aos reajustes nos preços dos combustíveis, que encareceram o frete. Já na segunda quinzena, ainda de acordo com o Centro de Pesquisas, a ocorrência dos feriados nacionais de Tiradentes (21 de abril) e do Dia do Trabalho (1° de maio) impactaram negativamente a demanda pela proteína no mercado nacional, gerando ajustes pontuais nos preços.
REUTERS
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Rendimento médio per capita avança em todos os Estados
Ranking estadual pela renda. Distância do valor entre primeiro e último colocado é de 3,6 vezes. O Paraná ficou na sexta posição, atrás do Distrito Federal, São Paulo, Rio de Janeiro, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
O rendimento médio per capita avançou pelo quarto ano seguido no Brasil em 2025. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) recém-divulgados mostram que o valor chegou a R$ 2.264 no ano passado, uma expansão de 6,9% ante 2024. Todos os 26 Estados e o Distrito Federal acompanharam a alta observada na média brasileira e registraram valores maiores na comparação de 2025 com 2024. Apesar disso, as desigualdades regionais permanecem no país. Dezessete das 27 unidades da federação têm rendimento médio domiciliar per capita abaixo da média nacional de R$ 2.264. A base para o cálculo é o chamado rendimento de todas as fontes. O montante inclui valores recebidos como rendimento de trabalho, mas também de outras origens, como aposentadorias, aluguéis, aplicações financeiras e programas sociais. Para chegar ao valor da renda per capita, é preciso somar o rendimento de todos os moradores do domicílio e dividir pelo número de pessoas, incluindo crianças e idosos. A maior renda per capita no Brasil foi mais uma vez do Distrito Federal, de R$ 4.401, o que corresponde a 3,6 vezes o valor do Maranhão, último colocado no ranking, com R$ 1.231. Sete Estados têm renda média per capita abaixo dos R$ 1.500. Na análise por grandes regiões, Nordeste e Norte apresentaram os menores valores (R$ 1.470 e R$ 1.558, respectivamente), enquanto o Sul possuía o maior rendimento (R$ 2.734), seguido por Sudeste (2.669) e Centro-Oeste (R$ 2.712). A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua – Todos os rendimentos, do IBGE, também calculam o chamado índice de Gini, que é principal referência para se observar a disparidade de renda. Ranking dos Estados por rendimento Valor se refere ao rendimento médio real per capita em R$: Distrito Federal 4.401; São Paulo 2.862; Rio Grande do Sul 2.772; Santa Catarina 2.752; Rio de Janeiro 2.732; Paraná 2.687; Goiás 2.378; Mato Grosso do Sul 2.369; Mato Grosso 2.297; Minas Gerais 2.289; Brasil 2.264; Espírito Santo 2.209; Tocantins 1.979; Rondônia 1.970; Roraima 1.870; Rio Grande do Norte 1.779; Sergipe 1.688; Amapá 1.675; Pernambuco 1.568; Paraíba 1.542; Piauí 1.534; Bahia.1.452; Amazonas 1.450; Pará 1.435; Alagoas 1.401; Ceará 1.379; Acre 1.372; Maranhão 1.231. Em 2025, o índice de Gini foi de 0,511 no Brasil. O indicador varia de 0 e 1. Quanto mais perto de 1, maior é a concentração de renda naquele local. Na análise regional, o Centro-Oeste foi a região com a maior desigualdade (0,506), enquanto o Sul foi a de menor (0,458). Próxima Centro-Oeste é região com mais desigualdade Índice de Gini varia entre 0 e 1. Quanto mais perto de 1, maior é a desigualdade.
VALOR ECONÔMICO
Com R$ 3,8 mil, Paraná teve o quinto maior rendimento médio mensal do País em 2025
Resultado paranaense representa um crescimento de 62,3% em relação ao valor recebido em 2018 (R$ 2.374) e de 144,6% na comparação com 2012 (R$ 1.575), início da série histórica.
O Paraná registrou o quinto maior rendimento médio mensal do País em 2025, de R$ 3.852, acima da média brasileira de R$ 3.367, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, divulgada na sexta-feira (08) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado paranaense representa um crescimento de 62,3% em relação ao valor recebido em 2018 (R$ 2.374) e de 144,6% na comparação com 2012 (R$ 1.575), início da série histórica. Distrito Federal (R$ 6.492), São Paulo (R$ 4.106), Rio de Janeiro (R$ 4.039) e Santa Catarina (R$ 3.900) estão à frente do Paraná. O estado com a menor renda mensal é o Maranhão, com R$ 2.043. Na prática, os paranaenses receberam R$ 485 a mais por mês que a média brasileira, diferença que vem aumentando nos últimos anos. Em 2023, por exemplo, era de R$ 186 (R$ 3.020, ante R$ 2.834), passando para R$ 476 em 2024 (R$ 3.519, ante R$ 3.043) até alcançar o índice de 2025, maior diferença da série. De acordo com dados do IBGE tabulados pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), o principal tipo de rendimento que compõe a renda mensal dos paranaenses é obtido por meio do trabalho, com 79,3%. Aposentadorias e pensões respondem por 13,9%, outros rendimentos são 4,9% e programas sociais do governo são apenas 1,9%, o quinto menor percentual do Brasil neste recorte. As demais faixas também são maiores: de R$ 2.105,34 para trabalhadores agropecuários, florestais e da pesca; de R$ 2.181,63 para trabalhadores dos serviços administrativos, comércio, reparação e manutenção; de R$ 2.250,04 para trabalhadores da produção de bens e serviços industriais; e os R$ 2.407,90 para técnicos de nível médio. No último trimestre de 2025, a PNAD registrou que apenas 3,2% da população paranaense estava desempregada, repetindo o melhor desempenho da série histórica, do 4º trimestre de 2024. Segundo a PNAD, dos 11,8 milhões de paranaenses, 69,8% possuem algum tipo de rendimento, acima dos 67,2% da média brasileira. É o maior patamar da série histórica, de 2012. O rendimento médio mensal real de todas as fontes da população residente com rendimento no Brasil alcançou R$ 3.367 em 2025. O resultado representa um crescimento de 5,4% em relação a 2024 e consolida o quarto ano consecutivo de expansão dos rendimentos no País. Do total de 212,7 milhões de pessoas residentes no Brasil em 2025, 67,2% possuíam algum tipo de rendimento, o equivalente a 143,0 milhões de pessoas. A Região Sul manteve a maior proporção de pessoas com rendimento (70,9%), enquanto Norte (60,6%) e Nordeste (64,4%) apresentaram os menores percentuais, apesar dos avanços registrados nos últimos anos.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA
Dólar fecha em queda no Brasil, a R$4,8961, em linha com exterior
O dólar encerrou a sexta-feira em queda no Brasil, atingindo R$4,89, em linha com o recuo da divisa norte-americana no exterior, após dados fortes de emprego nos Estados Unidos diminuírem a percepção de risco de aumento de juros pelo Federal Reserve.
O dólar à vista encerrou com queda de 0,55%, aos R$4,8961, menor valor de fechamento desde 16 de janeiro de 2024. Na semana, a divisa dos EUA acumulou baixa de 1,13% ante o real. Às 17h27, o dólar futuro para junho -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- cedia 0,83% na B3, aos R$4,9180. Enquanto isso, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- caía 0,37%, a 97,864. Dados divulgados pela manhã mostraram que os EUA abriram 115.000 postos de trabalho fora do setor agrícola em abril, quase o dobro dos 62.000 estimados por economistas em pesquisa da Reuters, enquanto a taxa de desemprego permaneceu em 4,3%. Os números alimentaram a percepção de que o Fed tende a seguir em modo de espera, focado na evolução da inflação.
Outro fator que favoreceu o recuo do dólar no exterior e, consequentemente, contra o real, foi o otimismo dos agentes em relação a uma solução para o conflito no Oriente Médio depois que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse que o cessar-fogo permanece em vigor, apesar das novas hostilidades entre os EUA e o Irã. Os dois lados trocaram disparos ocasionalmente desde que o cessar-fogo entrou em vigor em 7 de abril, com o Irã atingindo alvos em países do Golfo Pérsico, incluindo os Emirados Árabes Unidos. "No Brasil, a combinação entre dólar mais fraco globalmente, diferencial de juros ainda elevado, fluxo para emergentes e melhora dos termos de troca — favorecida pelo petróleo acima de US$100 — sustentou a apreciação do real", destacou Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad. "Esse conjunto de fatores levou o câmbio a voltar a operar próximo das mínimas do ano, refletindo um ambiente ainda favorável para moedas ligadas a commodities e carry."
REUTERS
Ibovespa avança com balanços sob holofote e exterior favorável, mas tem quarta semana negativa
O Ibovespa fechou em alta na sexta-feira, com Localiza disparando após resultado acima das previsões do mercado, enquanto Embraer desabou por decepção com os números do primeiro trimestre, em mais uma sessão cheia de resultados corporativos sob os holofotes.
Blue chips como Vale e Itaú Unibanco endossaram o viés positivo no pregão, assim como o exterior benigno por expectativas de acordo entre Estados Unidos e Irã. Ainda assim, o desempenho semanal ficou negativo em 1,67%, a quarta vez seguida no vermelho. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,53%, a 184.196,21 pontos, de acordo com dados preliminares. Na máxima do dia, o Ibovespa chegou a 185.584,45. Na mínima, a 183.217,23 pontos. O volume financeiro na bolsa somava R$26,84 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Preços mundiais dos alimentos aumentam em abril ao nível mais alto em três anos, diz FAO
Os preços mundiais dos alimentos subiram em abril, atingindo o valor mais alto em mais de três anos, com os óleos vegetais particularmente elevados devido à guerra no Irã e ao fechamento do Estreito de Ormuz, informou a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) na sexta-feira.
O economista-chefe da FAO, Máximo Torero, disse que os preços dos óleos vegetais estão sendo impulsionados pelos custos elevados de energia que, por sua vez, estão aumentando a demanda por biocombustíveis produzidos com materiais orgânicos, como plantas ricas em óleo. No entanto, ele acrescentou que, apesar das interrupções ligadas à guerra, os sistemas agroalimentares estavam demonstrando resistência, com os preços dos cereais tendo aumentado apenas moderadamente graças a suprimentos adequados das temporadas anteriores. O Índice de Preços de Alimentos da FAO, que mede as mudanças em uma cesta de commodities alimentares comercializadas globalmente, subiu pelo terceiro mês consecutivo em abril, atingindo uma média de 130,7 pontos, informou a agência da ONU, um aumento de 1,6% em relação ao nível revisado de março e o mais alto desde fevereiro de 2023. O índice atingiu um pico de 160,2 em março de 2022, após o início da guerra na Ucrânia. O índice de preços de óleos vegetais da FAO de abril subiu 5,9% em relação ao mês anterior, atingindo o maior valor desde julho de 2022, como resultado do aumento dos preços da soja, girassol, óleo de colza e óleo de palma -- este último, sustentado por incentivos de políticas de biocombustíveis. Por outro lado, os preços dos cereais em abril subiram apenas 0,8% em relação a março e 0,4% ante o ano anterior, refletindo preços modestamente mais altos para produtos como trigo e milho, ligados a preocupações com o clima, aumento dos custos de fertilizantes e maior demanda por biocombustíveis. Há expectativas de redução do plantio de trigo em 2026, segundo a agência da ONU, uma vez que os agricultores estão migrando para culturas menos intensivas em fertilizantes devido ao aumento dos preços dos insumos. Os preços da carne em abril subiram 1,2% em relação ao mês anterior, atingindo alta recorde em meio à limitação de gado pronto para o abate no Brasil, informou a FAO, enquanto o açúcar caiu 4,7% graças às previsões de oferta ampla no Brasil, na China e na Tailândia. Em um relatório separado, a FAO aumentou ligeiramente sua estimativa de produção global de cereais em 2025 para um recorde de 3,040 bilhões de toneladas, 6% acima dos níveis observados no ano anterior.
REUTERS
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