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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 110 DE 19 DE ABRIL DE 2022


Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 2 | nº 110 |19 de abril de 2022


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL


BOVINOS


Mercado do boi gordo acende sinal de alerta após novas suspensões de frigoríficos pela China

Na avaliação dos analistas da IHS Markit, os novos embargos da China trouxeram insegurança ao mercado brasileiro do boi gordo, afastando os frigoríficos dos negócios e também gerando preocupação entre os pecuaristas


O mercado nacional do boi gordo abriu a segunda-feira (18/4) em alerta, repercutindo a notícia ruim sobre a suspensão temporária (pelo prazo de uma semana, entre 16 e 23 de abril) de quatro plantas exportadoras brasileiras de carne bovina por parte do governo da China. Esse novo bloqueio chinês, comunicado no feriado de sexta-feira (15/4) pela Administração Geral de Alfândegas da China (GACC, na sigla em inglês), envolve uma unidade da JBS (em Barra do Garças/(MT), duas plantas da Marfrig ( em Várzea Grande/MT e Promissão/SP), além de um abatedouro da Naturafrig, em Pirapozinho/SP. Segundo o comunicado do órgão chinês enviado à embaixada brasileira em Pequim, os técnicos identificaram a presença de ácido nucleico do novo coronavírus na embalagem externa de quatro lotes de produtos congelados exportados pelas empresas brasileiras. No entanto, pelo menos neste primeiro dia da semana, os preços do boi gordo ficaram estáveis em praticamente todas as praças pecuárias do País, de acordo com as consultorias que acompanham diariamente o setor pecuário. Pelo levantamento da IHS Markit, neste momento, as escalas de abate, sobretudo nas regiões Sul e Sudeste, estão mais curtas quando comparadas às programações registradas nas duas semanas anteriores. “Neste início de segunda quinzena do mês, as indústrias frigoríficas apontam escalas de abate variando entre 5 e 7 dias, sobretudo no interior paulista”, ressalta a consultoria. Segundo os analistas, apesar do momento de cautela nos negócios, no curtíssimo prazo, a briga pelo melhor preço entre frigoríficos e pecuaristas tende a se acirrar no decorrer desta semana. Pelo menos neste atual momento, fica difícil saber qual será o caminho percorrido pela arroba bovina nos próximos dias. O mercado do boi gordo continua sendo movimentado pelo desempenho das exportações, já que o consumo interno de carne bovina segue estagnado, refletindo sobretudo o avanço da inflação e, consequentemente, o baixo poder de compra dos brasileiros. Cotações: PR-Maringá: boi a R$ 305/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); SP-Noroeste: boi a R$ 332/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); MS-Dourados: boi a R$ 300/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MS-C. Grande: boi a R$ 305/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MT-Cáceres: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MT- Tangará: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 280/@ (prazo); MT-Cuiabá: boi a R$ 290/@ (à vista) vaca a R$ 280/@ (à vista); MT-Colíder: boi a R$ 292/@ (à vista) vaca a R$ 275/@ (à vista); GO-Goiânia: boi a R$ 300/@ (prazo) vaca R$ 280/@ (prazo); RS-Fronteira: boi a R$ 340/@ (à vista) vaca a R$ 310/@ (à vista); PA-Marabá: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca a R$ 275/@ (prazo); PA-Paragominas: boi a R$ 290/@ (prazo) vaca a R$ 285/@ (prazo); TO-Araguaína: boi a R$ 285/@ (prazo) vaca a R$ 270/@ (prazo); TO-Gurupi: boi a R$ 285/@ (à vista) vaca a R$ 270/@ (à vista); RO-Cacoal: boi a R$ 270/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista); MA-Açailândia: boi a R$ 280/@ (à vista) vaca a R$ 260/@ (à vista).

PORTAL DBO


SUÍNOS


Mercado de suínos em alta

Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a arroba do suíno CIF subiu 9,52%/4,35%, chegando em R$ 115,00/R$ 120,00, enquanto a carcaça especial aumentou 1,12%/2,17%, custando R$ 9,00 o quilo/R$ 9,40 o quilo


Na cotação do animal vivo, conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (14), ficaram estáveis os valores no Paraná, custando R$ 4,74/kg, e no Rio Grande do Sul, valendo R$ 4,91/kg. Houve aumento de 3,81% em Minas Gerais, atingindo R$ 6,00/kg, avanço de 3,40% em Santa Catarina, alcançando R$ 4,86/kg, e de 3,38/kg em São Paulo, fechando em R$ 6,11/kg.

Cepea/Esalq


Governo de Mato Grosso busca alternativa para desoneração do setor de suínos

O Ministro citou a possibilidade de estender a compensação ao setor aos demais Estados brasileiros


O Secretário de Desenvolvimento Econômico de Mato Grosso, César Miranda, se reuniu com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Marcos Montes, para tratar sobre o reconhecimento do estado de emergência para o setor de suinocultura em Mato Grosso. Isso permitirá que o Governo do Estado conceda incentivos a produtores do setor. A alternativa foi sugerida pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, que apontou a viabilidade da medida para amparar os produtores que estão com dificuldades financeiras, em função da alta de preços dos insumos de produção dos suínos. “O Governo do Estado deseja ajudar o setor e com o reconhecimento da situação de emergência isso será possível. Essa solução tributária permitirá ao Governo desonerar o produtor e assegurar a manutenção dos empregos e renda no Estado”, enfatizou Miranda. O senador Wellington Fagundes informou ao ministro as perdas que os suinocultores vêm sofrendo. “Cada suinocultor tem perdido cerca de R$ 300 por cabeça, a situação é insustentável para quem quer sobreviver e levar renda a sua família com a atividade pecuária”, argumentou Fagundes. Em resposta ao apelo da comitiva, o ministro afirmou que irá priorizar o assunto. “É interessante a ideia de dividir entre a União e o Estado a responsabilidade de compensar os produtores. Vamos trabalhar isto com prioridade no Ministério”, destacou Montes.

ASSESSORIA DE IMPRENSA MT


Produção trimestral de carne suína da China atinge maior nível em três anos

A China registrou sua maior produção trimestral de carne suína em mais de três anos de janeiro a março, refletindo o aumento na criação após um declínio causado por doenças


A China produziu 15,61 milhões de toneladas de carne suína nos primeiros três meses do ano, um crescimento de 14% em relação ao ano anterior, mostraram dados do National Bureau of Statistics. Foi a maior produção trimestral desde o último trimestre de 2018. “A produção de carne suína no primeiro trimestre foi determinada pelo rebanho do primeiro semestre do ano passado, que atingiu 45,64 milhões de cabeças no final do segundo trimestre de 2021, um novo recorde no ciclo recente”, disse Wang Zuli, do Instituto de Economia Agrícola e Desenvolvimento da Academia Chinesa de Ciências Agrícolas. A China abateu 195,66 milhões de suínos de janeiro a março, um aumento de 14,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. A produção de carne suína da China atingiu 52,96 milhões de toneladas no ano passado, pouco abaixo das 53,4 milhões de toneladas produzidas em 2017, à medida que a produção se recuperava rapidamente de um surto devastador de peste suína africana que varreu o país em 2018 e 2019. A doença eliminou cerca de metade das fazendas de criação até 2019. Mas a produção se recuperou muito mais rápido do que o esperado e está pressionando os preços, já que os lockdowns em toda a China estão reduzindo a demanda dos restaurantes. Espera-se que o rebanho de suínos da China caia no curto prazo devido às baixas margens dos suínos, disse Wang, embora um recente aumento nos preços da carne suína possa conter qualquer queda significativa. O departamento de estatísticas disse que o rebanho de porcos caiu para 422,53 milhões de cabeças no final de março, ante 449,22 milhões de cabeças no final de dezembro.

REUTERS


FRANGOS


Frango: preços estáveis na segunda-feira

Considerando-se as médias do frango vivo comercializado no estado de São Paulo e do milho vendido em Campinas (SP), o avicultor de corte consegue comprar, nesta parcial de abril, 4,22 quilos do cereal com a venda de um quilo de frango, 26,3% a mais que em março e a maior quantidade desde julho/20


Em São Paulo, de acordo com a Scot Consultoria, a ave no atacado ficou estável em R$ 7,90/kg, assim como o frango na granja, valendo R$ 6,50/kg. Na cotação do animal vivo, São Paulo ficou sem referência de preço, enquanto Santa Catarina ficou estável em R$ 4,07/kg, e no Paraná, custando R$ 5,70/kg. Conforme informações do Cepea/Esalq, referentes à quinta-feira (14), tanto a ave congelada quanto a resfriada ficaram estáveis, valendo, respectivamente, R$ 7,95/kg e R$ 8,10/kg.

Cepea/Esalq


Novos casos de gripe aviária identificados na Pensilvânia e Utah, diz USDA

Novos casos de gripe aviária foram detectados em uma granja comercial de frangos na Pensilvânia e em uma de quintal em Utah, disse o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos no sábado, com o surto agora se espalhando para mais de 30 estados do país


O departamento disse no início deste mês que estava analisando as vacinas como uma opção para proteger as aves contra a gripe aviária mortal, já que o país enfrenta seu pior surto desde 2015. O surto atual matou mais de vinte milhões de galinhas e perus em rebanhos comerciais desde fevereiro. "Amostras do rebanho da Pensilvânia foram testadas no Laboratório Veterinário da Pensilvânia e amostras do rebanho de Utah foram testadas no Laboratório de Diagnóstico Veterinário de Utah, ambos parte da Rede Nacional de Laboratórios de Saúde Animal", disse o USDA em comunicado no sábado. Autoridades federais e estaduais estavam trabalhando em conjunto em vigilância e testes adicionais em áreas ao redor dos rebanhos afetados, disse o USDA. Os recentes casos de gripe aviária altamente patogênica (HPAI) não representam uma preocupação imediata de saúde pública, disseram as autoridades dos EUA.

Anteriormente, os Estados Unidos evitavam vacinas, preocupados com o fato de os importadores proibirem os embarques de aves dos EUA porque não conseguem distinguir as aves infectadas das vacinadas. Os Estados Unidos são o segundo maior exportador de carne de aves do mundo. Em 2020, o valor das exportações de aves e produtos avícolas dos EUA para o mundo atingiu US$ 4,2 bilhões. A gripe aviária atingiu aves na Europa e na Ásia, além da América do Norte, e o USDA está trabalhando com outros países em opções de vacinas.

O comércio sofreu, pois, importadores como a China bloquearam as importações de muitos estados dos EUA com surtos.

REUTERS


CARNES


Custos de produção de suínos e de frangos de corte já subiram mais de 10% no ano, aponta Embrapa

Os custos de produção de frangos de corte e de suínos voltaram a subir em março segundo os estudos publicados pela CIAS, a Central de Inteligência de Aves e Suínos da Embrapa


O ICPSuíno aumentou 3,43% no mês de março em relação a fevereiro, fazendo o índice chegar aos 452,06 pontos. Já o ICPFrango subiu 1,60% no mesmo período, chegando aos 446,25 pontos. A alta no ICPSuíno foi influenciada pela variação de 2,93% nas despesas operacionais com a alimentação dos animais, que representou 83% do custo total de produção de suínos. Com isso, o custo total de produção por quilograma de suíno vivo produzido em sistema tipo ciclo completo em Santa Catarina aumentou R$ 0,26 no mês, chegando aos R$ 7,90. Somente nos primeiros três meses do ano, o ICPSuíno já subiu 12,87%. No ICPFrango, a alta também foi causada principalmente pela influência dos gastos com nutrição (1,24%) e na compra dos pintos de um dia (0,24%). O custo de produção do quilo do frango de corte vivo no Paraná, produzido em aviário tipo climatizado em pressão positiva, subiu R$ 0,09 em março com relação a fevereiro, chegando aos R$ 5,77. De janeiro até março, o ICPFrango acumula alta de 10,59%. O aplicativo da Embrapa agora permite gerar relatórios dinâmicos das granjas, do usuário e das estatísticas da base de dados. Os relatórios permitem separar as despesas dos custos com mão de obra familiar. O Custo Fácil está disponível de graça para aparelhos Android, na Play Store do Google.

Embrapa Suínos e Aves


Receita cambial brasileira com a exportação de carnes em 2022 já supera os US$5,5 bilhões

A receita cambial brasileira com as exportações brasileiras de carnes aumentou 36,58% no primeiro trimestre de 2022


Recorde histórico para o período, a receita cambial brasileira com as exportações brasileiras de carnes aumentou 36,58% no primeiro trimestre de 2022 e superou os US$5,5 bilhões. Pouco mais da metade (52,16%) desse valor foi gerada pela carne bovina, cuja receita cambial aumentou 58,58% (ou 67,22% se considerado apenas o produto in natura) e somou perto de US$2,871 bilhões, resultado da exportação de 525,6 mil toneladas do produto (aumento de 28,8%). O volume exportado de carne de frango correspondeu a mais que o dobro do de carne bovina: quase 1,102 milhão de toneladas. Mas como seu preço corresponde a apenas um terço do preço da carne bovina, a receita gerada ficou bem aquém, aproximando-se dos US$2 bilhões. De toda forma, representou aumento de 31% sobre o primeiro trimestre de 2021, correspondendo a 36,26% da receita cambial das carnes em 2022. Só a carne suína permanece com resultados negativos – no volume e no preço e, por consequência, também na receita cambial. Seus embarques, no trimestre, recuaram perto de 7%, ficando resumidos a 232,7 mil toneladas (quase 250 mil toneladas no ano passado), enquanto seu preço médio retrocedeu mais de 10%. O efeito disso foi uma queda de 16,5% na receita cambial, que recuou de US$589 milhões há um ano para US$491,8 milhões neste ano.

AGROLINK


EMPRESAS


BRF quer ampliar liderança em halal com produtos de maior valor agregado

Empresa planeja em três anos duplicar as vendas de produto halal


A BRF, dona das marcas Sadia e Perdigão, vê espaço para duplicar em três anos as vendas de produtos halal de maior valor agregado. Para os próximos dez anos, a expectativa é de triplicar o resultado no nicho mais valorizado de alimentos que atendem aos princípios islâmicos. Em 2021, a empresa obteve, com halal, receita líquida de R$ 8,742 bilhões, dos quais pouco mais de R$ 1 bilhão com itens mais caros. Os planos acompanham novos padrões de consumo em países do Golfo Pérsico, como a Arábia Saudita, diz Igor Marti, Diretor Executivo de Mercado Halal. A categoria halal tem peso relevante para a BRF: representou 18% da receita líquida do ano passado, de R$ 48,3 bilhões, e 40,6% dos R$ 21,8 bilhões obtidos no exterior. A Sadia é líder em halal, com 38% do mercado global. O plano é consolidar a posição acompanhando as mudanças em algumas nações islâmicas. Caso da Arábia Saudita, onde as mulheres foram autorizadas a dirigir e os consumidores se mostram cada vez mais exigentes. Marti diz que “qualquer novo projeto” na Arábia Saudita virá da joint venture com o fundo soberano do país (PIF) anunciada em janeiro. “Estamos trabalhando na parceria. Dedos cruzados.” Para os árabes, será um meio de garantir segurança alimentar e desenvolver a indústria local, explica.

O ESTADO DE SÃO PAULO


NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Brasil continua a receber adubo russo, apesar da guerra

No início de abril, cargas a caminho dos portos brasileiros somavam quase 600 mil toneladas, diz StoneX . Para este mês, a administração da Portos do Paraná espera que mais seis navios com carga russa


Mesmo depois de quase 50 dias de guerra na Ucrânia, que afetou as exportações de fertilizantes da Rússia, o transporte de adubo para o Brasil continua. Um levantamento da StoneX mostra que, em 4 de abril, havia 600 mil toneladas de fertilizante russo - dos quais, eram 50% de potássio - a caminho dos portos brasileiros. A consultoria elaborou o relatório a partir de consultas a agências marítimas sobre a programação das embarcações. Leia mais: Índia naõ encontra oferta para compra de potássio Preços dos lácteos caem no mundo O volume é significativo, ainda que tenha diminuído em relação ao que estava em deslocamento alguns dias antes. Em 18 março, a programação dos navios informava que 860 mil toneladas de adubo da Rússia estavam no mar rumo ao Brasil, uma redução que indica interrupções no fluxo de transporte. “Se os navios na ponta de lá estivessem sendo carregados normalmente, esse volume no mínimo se manteria, mas ele recuou”, comenta Marcelo Mello, diretor de fertilizantes da StoneX. A consultoria fará um novo levantamento apenas no fim deste mês. As sanções econômicas que o Ocidente impôs à Rússia depois que o país invadiu a Ucrânia, em fevereiro, não proíbem a importação de fertilizante russo, mas o conflito traz dor de cabeça ao segmento em pelo menos duas frentes, de pagamentos e logística. A Rússia é um dos maiores fornecedores globais de adubos. Entre os dias 20 de março e 13 de abril, seis navios com fertilizante do país atracaram no porto de Santos (SP). O terminal de Paranaguá (PR), a maior porta de entrada de adubos no Brasil, recebeu outras quatro embarcações no período, contendo pouco mais de 100 mil toneladas de nutrientes da Rússia, entre potássio, ureia e MAP. Para este mês, a administração da Portos do Paraná espera que mais seis navios com carga russa - entre os que já aguardam na fila para descarregar e aqueles que estão a caminho - entreguem cerca de mais 150 mil toneladas. “O volume [total, não apenas da Rússia] recebido cresceu 26% no primeiro trimestre deste ano”, diz Luiz Fernando Garcia da Silva, diretor presidente da Portos do Paraná, que fez a comparação com o mesmo período de 2021. O crescimento das importações via portos paranaenses resulta de um movimento de antecipação de compras que começou no fim do ano passado, quando Belarus, outro importante fornecedor de potássio, passou a sofrer sanções econômicas de Estados Unidos e União Europeia. Com a guerra, o fluxo de transporte está sob a lupa dos agentes, que já esperam que o nó logístico de meados do ano no Brasil, comum no país nessa época, seja ainda pior em 2022. A diferença é que dessa vez, com o atraso de parte das cargas que chegarão pelo mar, os problemas não serão pontuais, acredita Mello. As atenções estão voltadas agora para os embarques que ocorrem em março e abril, quando o Brasil intensifica as importações para atender a demanda do plantio da safra de verão (2022/23), que começa em setembro. Apesar do cenário desafiador em 2022, Mello afirma que o problema não vai inviabilizar a próxima safra - que, se o clima ajudar, deverá ser “grande”. “Mas é difícil que a área plantada aumente no próximo ciclo”, diz. A Rússia forneceu 22% das 39 milhões de toneladas de adubos que o Brasil importou no ano passado, em uma lista que tem ureia (nitrogenado), MAP (fosfatado), nitrato de amônio e potássio. Para os dois últimos, a StoneX projeta desabastecimento em 2022. O nitrato de amônio pode ser substituído por ureia, mas para o potássio os agricultores não têm outra opção. “A situação pode ser neutralizada se houver uso racional no plantio”, avalia Mello. A consultoria acredita que a oferta de potássio ficará entre 25% e 30% abaixo da demanda.

VALOR ECONÔMICO


Lado oeste do porto de Paranaguá recebe investimentos públicos e privados

O silinho, estrutura obsoleta, está totalmente demolido, um novo terminal de celulose está quase pronto e a nova estrutura de carregamento de granéis por esteiras transportadoras, também. Essa ponta da faixa portuária se desenvolve para atender a demanda do mercado


Por muito tempo, o lado Oeste do porto ficou esquecido, lembra Luiz Fernando Garcia, Diretor-Presidente da Portos do Paraná. Segundo ele, as ações e atenções eram voltadas para o lado Leste, onde fica o Corredor de Exportação. Primeiro, houve o repotenciamento e a ampliação do berço 201. Na sequência, foi licitada em leilão a área, hoje ocupada pela Klabin. Veio, ainda, a demolição de estruturas que não eram mais compatíveis com a produtividade e eficiência atuais do porto. O silo vertical localizado no lado Oeste do cais, conhecido como silinho, foi construído em 1973, ficava em área nobre de mais 2 mil metros quadrados, estava obsoleto, em desuso desde 2009. Luiz Fernando Garcia explica que o local dará espaço para ampliação da capacidade operacional do porto. Um investimento de R$ 3,47 milhões. A nova estrutura de carregamento de granéis por esteiras transportadoras é um investimento privado da empresa Paraná Operações Portuárias (Pasa). Nessa primeira fase do projeto de expansão, que deve ser concluída até fevereiro de 2022, a empresa constrói uma nova linha de embarque e pretende instalar um novo shiploader, para movimentar até 2,5 mil toneladas/hora. A segunda fase, para o próximo ano, prevê a edificação de um novo armazém com capacidade para 60 mil toneladas de açúcar ou de 45 mil toneladas de outros granéis sólidos. No total, serão R$ 117,7 milhões de investimentos que devem aumentar a capacidade do terminal, passando de 3,6 milhões de toneladas/ano, para 6,7 milhões de toneladas/ano. Sandro Ávila, Diretor de Planejamento Operacional, Logística e Suprimentos da Klabin, explica que a empresa está finalizando o terminal de celulose a Oeste da Faixa portuária, um investimento de mais de R $120 milhões. A nova estrutura de transporte dos granéis da Pasa, por exemplo, passa por dentro do terminal da Klabin.

Agência Estadual de Notícias


ECONOMIA/INDICADORES


Ibovespa recua pressionado por Vale e Petrobras

O principal índice da bolsa brasileira caiu na segunda-feira, influenciado pelo desempenho negativo das ações de exportadoras e em meio às incertezas sobre o cenário doméstico


O Ibovespa caiu 0,43%, a 115.687,25 pontos, para o menor fechamento desde 18 de março. O volume financeiro da sessão foi de 20,8 bilhões de reais, em dia de bolsas fechadas na Europa por causa de feriado. As cotações de petróleo e minério de ferro não tiveram dia negativo, mas analistas citaram dados fracos em março na China que ofuscaram desempenho melhor do que o esperado do Produto Interno Bruto (PIB) do país no primeiro trimestre. O Ibovespa amarga queda de 3,6% em abril, caminhando para a primeira baixa mensal desde novembro, em meio as incertezas sobre política monetária no Brasil e nos Estados Unidos. Analistas também citaram sinais de reversão no fluxo estrangeiro à bolsa, cujo saldo em abril mostra saída acumulada até o dia 13, após forte entrada nos primeiros meses de 2022. "Tivemos uma alta muito substancial em março (+6,1%)", afirmou Phil Soares, analista-chefe de ações da Órama Investimentos. No ano, o índice acumula ganhos de 10,4%. Na pauta fiscal, Esteves Colnago, Secretário especial do Tesouro e Orçamento do Ministério da Economia, disse que ainda não há decisão sobre reajustes a servidores federais neste ano.

REUTERS


Dólar à vista fecha em queda de 0,99%, a R$4,6500

O dólar começou a semana em firme queda no Brasil, conforme investidores viram a moeda brasileira como mais atrativa em novo dia de valorização das commodities e em meio a perspectiva de continuação das altas de juros por aqui. A taxa embutida nos contratos a termo de reais para 12 meses já beira 13% ao ano.


O dólar à vista caiu 0,99% na segunda-feira, a 4,6500 reais. É o menor patamar para um fechamento desde o último dia 4, quando a cotação ficou em 4,6075 reais, piso desde 4 de março de 2020. A queda de 0,99% é a mais forte também desde 4 de abril passado (-1,27%).

O dia foi de menor liquidez de forma geral, com os mercados voltando da Páscoa, e novo rali das taxas de títulos nos EUA com queda das ações renovou o apelo por estratégias vencedoras em ambiente de elevada inflação e juros em alta. E esse é o caso do real, que se valorizou quase 10% (em termos nominais) ante o dólar desde 24 de fevereiro, quando a Rússia invadiu a Ucrânia, o que precedeu uma alta frenética nos preços das matérias-primas, melhorando o cenário para fluxo de moeda estrangeira ao Brasil. "Os altos preços das commodities... vão continuar a colocar um piso sob os ativos brasileiros. E para investidores dispostos a encarar a volatilidade relacionada à incerteza política na eleição deste ano, acreditamos haver espaço para mais altas para os ativos brasileiros", disseram em relatório de estratégia Kathryn Rooney Vera e Gregan Anderson, da firma de investimentos Bulltick. O índice CRM de commodities, uma referência global para os preços das matérias-primas, subiu 1,29% na segunda-feira e alcançou o maior patamar desde setembro de 2012. Mais cedo, dados de inflação no Brasil voltaram a mostrar taxas acima do esperado, turbinando apostas de que o Banco Central terá de manter o ciclo de aperto monetário. A taxa básica de juros, a Selic, está em 11,75% ao ano e já há quem a veja em 14% ao ano.

REUTERS


Combustíveis pesam e IGP-10 acelera alta para 2,48% em abril, diz FGV

Os preços de combustíveis aceleraram e a alta do Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) disparou a 2,48% em abril, de 1,18% em março, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV) na segunda-feira, chamando a atenção para os níveis elevados de disseminação das pressões inflacionárias


O dado divulgado ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters, de alta de 2,20%, e levou o índice a acumular avanço de 15,65% em 12 meses. Em abril, o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, acelerou a alta a 2,81%, de 1,44% no mês anterior. "A contribuição dos combustíveis foi destacada para o avanço da taxa do IPA", explicou em nota André Braz, coordenador dos índices de preços. "No entanto, as pressões inflacionárias andam muito disseminadas e, mesmo excluindo a contribuição da gasolina (0,15% para 18,73%) e do diesel (0,24% para 24,90%) no IPA, a variação média do índice ao produtor ficaria em 1,81%, superando a variação apurada pelo IPA em março", acrescentou. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que responde por 30% do índice geral, teve alta de 1,67%, também acelerando em relação à taxa de 0,47% registrada em março. Entre os componentes do índice ao consumidor, o destaque ficou com o grupo Transportes, que saltou 3,42% em abril, depois de subir apenas 0,16% em março. A principal contribuição para esse movimento partiu da gasolina, que disparou 7,62% no período, ante queda de 1,18% vista no mês anterior. Os preços domésticos dos combustíveis aumentaram acentuadamente desde o início da guerra na Ucrânia, na esteira dos ganhos nas cotações do petróleo no mercado internacional em meio a temores de restrição de oferta. O Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,17% no período, depois de avançar 0,34% em março. O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência.

REUTERS


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