top of page
Buscar

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1028 DE 16 DE JANEIRO DE 2026

  • prcarne
  • há 8 horas
  • 16 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1028 | 16 de janeiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: mercado interno perde a força

Pelos dados da Scot Consultoria, o animal paulista segue cotado em R$ 318/@, enquanto o “boi-China” está apregoado em R$ 322/@. No PARANÁ: Boi: R$ 320,00. Vaca: R$ 300,00. Novilha: R$ 310,00. Escalas: sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 328,00/@ (à vista) e R$ 332,00/@ (prazo)

 

Na quinta-feira (15/1), os preços do boi gordo continuaram andando de lado nas principais praças pecuárias do Brasil, apesar da pressão de baixa imposta pelos frigoríficos compradores.

“Se há alguns dias havia algumas compras acima das referências em São Paulo para o boi gordo – em torno de R$ 325/@ –, hoje há alguns lotes negociados por R$ 315/@”, informou a Scot Consultoria. No entanto, segundo a Scot, a quantidade de negociações com preço abaixo da tabela vigente foi pequena, sem força o bastante para formar a referência. Pela apuração da consultoria, o boi gordo de São Paulo segue cotado em R$ 318/@, o “boi-China” está apregoado em R$ 322/@, a vaca em R$ 302/@ e a novilha em R$ 312/@ (valores brutos, no prazo). De maneira geral, diz a Scot, as indústrias paulistas operam com escalas de abate curtas. “As ofertas diminuíram e há resistência da ponta vendedora para entrega das boiadas nesses preços”, observa. O escoamento doméstico de carne bovina deve seguir mais lento nas próximas semanas de janeiro, refletindo o maior esgotamento dos salários recebidos no início do mês e os gastos com pagamento de impostos e material escolar, além de compras demasiadas no cartão de crédito efetuadas nos períodos de comemoração/lazer em família (Natal, Ano-Novo e férias). As exportações seguem em bom ritmo. O Brasil exportou, nos primeiros seis dias úteis de janeiro, 89,3 mil toneladas de carne bovina in natura, com um faturamento total de US$ 493,8 milhões de dólares, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex). No comparativo com janeiro/25, os embarques médios diários cresceram 99,7% e 81,6% para faturamento e volume, respectivamente. Por sua vez, o preço médio da tonelada embarcada ficou em US$ 5,5 mil, com avanço de 10% em relação ao mesmo mês do ano passado. Cotações do boi gordo da quinta-feira (15/1), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 320,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 325,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: sete dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00 Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 310,00 Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 310,00. Boi China/Europa: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 290,00. Novilha: R$ 300,00. Escalas: oito dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. PARÁ: Boi comum: R$ 300,00. Boi China: R$ 300,00. Média: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 285,00. Escalas: oito dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 275,00. Vaca: R$ 255,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: nove dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 270,00. Novilha: R$ 275,00. Escalas: nove dias. Preços brutos do “boi-China” na quinta-feira (15/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 318,50/@ (à vista) e R$ 322,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 314,00/@ (à vista) e R$ 318,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 308,00/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 310,00/@ (à vista) e R$ 314,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 306,00/@ (à vista) R$ 310,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 298,50/@ (à vista) e R$ 302,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 271,50/@ (à vista) e R$ 275,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 296,50/@ (à vista) e R$ 300,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Boi/Cepea: Demanda firme sustenta preços na 1ª quinzena de 2026

Na contramão do cenário típico, os preços da carne bovina têm se sustentado nesta 1ª quinzena de janeiro, apontam levantamentos do Cepea.

 

Segundo o Centro de Pesquisas, o suporte vem sobretudo da demanda firme, mesmo com as despesas extras do primeiro mês do ano – normalmente, consumidores substituem cortes mais nobres por opções mais acessíveis, como os do dianteiro e as carnes suína e de frango. Agora, agentes se voltam à segunda metade de janeiro – o início dos pagamentos de tributos pode frear o cenário de alta da carne com maior valor agregado. No mercado de boi gordo, os preços estão praticamente inalterados, refletindo o quadro de oferta limitada e demanda estável. Desde novembro de 2022, 15 quilos de carcaça casada com osso no atacado da Grande SP valem mais do que a arroba de boi paga ao pecuarista paulista (Indicador CEPEA/ESALQ) – valores deflacionados pelo IGP-DI. Na parcial de janeiro, a vantagem da carne sobre o animal para abate é de 25,64 Reais/arroba. 

Cepea

 

Carne bovina brasileira bate recorde de exportações para o mundo árabe

Vendas do produto para o bloco somaram US$ 1,79 bilhão em 2025, quase 2% a mais em relação ao ano anterior. Maior atuação dos frigoríficos e incertezas no mercado internacional beneficiaram o Brasil.

 

As exportações brasileiras de carne bovina para os países árabes encerraram 2025 em patamar histórico, confirmando o bom momento do setor na região. O faturamento das vendas alcançou US$ 1,79 bilhão, crescimento de 1,91% em relação a 2024, o que representa o segundo ano consecutivo de recorde em receitas com o bloco, formado por 22 nações – algumas do norte da África –, segundo levantamento da Inteligência de Mercado da Câmara de Comércio Árabe-Brasileira. O desempenho foi sustentado tanto pela consolidação de mercados tradicionais quanto pela abertura e fortalecimento de novos destinos. Egito e Arábia Saudita mantiveram a liderança entre os compradores, com avanços expressivos. O mercado egípcio respondeu por US$ 375,35 milhões, alta de 24,53%, enquanto os sauditas importaram US$ 333,10 milhões, volume quase 30% superior ao do ano anterior. Outro destaque veio da Argélia, que vem ampliando sua presença entre os principais parceiros comerciais do Brasil na região. Desde 2024, o país norte-africano intensificou as compras de carne bovina brasileira e, em 2025, elevou as aquisições em 40,56%, movimentando US$ 286,58 milhões. Na avaliação da Câmara Árabe-Brasileira, o resultado reflete uma combinação de fatores. De um lado, houve maior atuação dos frigoríficos brasileiros no mercado externo; de outro, os países árabes adotaram uma estratégia de reforço de estoques de alimentos diante de incertezas no comércio internacional, agravadas pelo aumento de tarifas imposto pelos Estados Unidos a diversos fornecedores, inclusive o Brasil. Segundo o secretário-geral da entidade, Mohamad Mourad, a carne bovina brasileira se beneficiou especialmente desse cenário. ““Os árabes intensificaram as aquisições, e o Brasil foi particularmente beneficiado na carne bovina porque tinha maior disponibilidade do produto. O reforço dos estoques, no entanto, limitou o espaço para outros alimentos e produziu um recuo no total das exportações. Mesmo assim, o resultado foi muito positivo. Tivemos o segundo melhor ano da série histórica em exportações e superávit comercial. Os árabes seguem extremamente relevantes para os exportadores”, destacou, em nota.

Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

 

SUÍNOS

 

Suínos/Cepea: Acordo UE-Mercosul abre oportunidade para o BR; efeito deve ser limitado

Após mais de 25 anos de negociação, o acordo de livre comércio entre a União Europeia (UE) e o Mercosul está próximo de ser oficializado e representa um avanço para a suinocultura brasileira, embora o impacto direto sobre os embarques nacionais deva ser limitado, aponta o Cepea.

 

Isso porque, segundo o Centro de Pesquisas, a cota prevista ao bloco europeu é pequena frente ao volume exportado pelo Brasil. Caso aprovado, o acordo estabelece cota inédita de 25 mil toneladas/ano de carne suína (in natura ou industrializada) com tarifa reduzida de € 83/t. Acima desse volume, seguem válidas as tarifas padrão do regime europeu, que podem alcançar patamares elevados e inviabilizar embarques de produtos como presuntos e cortes defumados ou secos. De modo geral, pesquisadores do Cepea avaliam que a UE não deve se tornar um grande destino imediato da carne suína brasileira, mas pode reforçar a estratégia nacional de “capilaridade” das exportações. 

Cepea

 

FRANGOS

 

AGRONEGÓCIO EXPORTOU US$ 15,91 BILHÕES PARA OS PAÍSES ÁRABES

A venda de frango foi o segundo produto em receita com US$ 3,34 bilhões

 

O agronegócio respondeu por 72,5% de tudo o que o Brasil exportou para o bloco em 2025, mesmo com um recuo de 11,19% nas receitas, que totalizaram US$ 15,91 bilhões. Nesse contexto, chamou a atenção o crescimento das vendas de insumos voltados à produção de proteínas animais, área em que os países árabes vêm investindo para ampliar a produção local. As exportações de gado vivo para abate subiram 18,10%, alcançando US$ 695,09 milhões, enquanto as de milho destinado à alimentação animal avançaram quase 25%. Mohamad  Mourad ressalta que, mesmo com políticas de incentivo à produção doméstica, a proteína brasileira continuou encontrando espaço relevante no mercado árabe. A Arábia Saudita, por exemplo, foi o maior comprador de frango do Brasil em 2025, com aumento de 15,14% nas aquisições, totalizando US$ 942,39 milhões. Já os Emirados Árabes Unidos mantiveram compras praticamente estáveis, com US$ 937,43 milhões, e crescimento nos volumes importados. Para a entidade, os dados do último trimestre do ano indicam uma tendência positiva. As exportações para a região avançaram 8,2% em relação ao mesmo período de 2024, sinalizando retomada do ritmo comercial. A expectativa é de recuperação mais consistente em 2026, impulsionada pela normalização das trocas internacionais e pela preparação dos mercados para o Ramadã, que terá início em fevereiro. “Em 2026, teremos Ramadã, o mês sagrado dos muçulmanos, que é um feriado flutuante, iniciando em 17 de fevereiro. A intensificação de embarques vista no fim de 2025 é um esforço de formação de estoques para a data festiva, mas também acreditamos que seja reflexo da normalização do comércio neste momento pós-tarifaço”, concluiu Mourad.  

Câmara de Comércio Árabe-Brasileira

 

EMPRESAS

 

RS lança programa de regularização de débitos para frigoríficos

Programa pode beneficiar 194 frigoríficos de abate bovina que somam quase R$ 1 bilhão em débitos de ICMS no Estado. A iniciativa abrange frigoríficos de abate de bovinos e seus subprodutos.

 

O governo do Rio Grande do Sul lançou o Refaz Frigoríficos — programa especial de regularização de débitos de Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) voltado exclusivamente para empresas do setor de abate de bovinos. A iniciativa permite que os estabelecimentos renegociem dívidas que somam quase R$ 1 bilhão, com descontos de até 100% em juros e multas. A adesão deve ser feita até 29 de maio. O programa é conduzido pela Receita Estadual e pela Procuradoria-Geral do Estado (PGE-RS). Segundo estimativas, o programa pode beneficiar 194 empresas do segmento. Conforme o governo estadual, o programa atende a uma demanda do setor e busca auxiliar a recuperação dos frigoríficos, afetados por eventos climáticos extremos e por fatores econômicos, como as sobretaxas impostas às exportações brasileiras pelos Estados Unidos. Podem aderir frigoríficos que tenham como atividade principal as seguintes Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAEs): 1011-2/01: abate de bovinos. 1511-3/01: abate de bovinos e preparação de carne e subprodutos. É possível incluir débitos vencidos até 31 de dezembro de 2024, estejam eles inscritos ou não em Dívida Ativa, inclusive os judicializados. Para pagamento, o Refaz Frigoríficos oferece duas modalidades: Pagamento à vista: a quitação deve ser feito até 29 de maio de 2026, com redução de 100% nos juros e de até 95% nas multas, conforme o tipo de infração; Pagamento parcelado: a primeira parcela deve ser paga até 29 de maio de 2026, com descontos que variam conforme o número de parcelas: 90% nos juros e nas multas para parcelamentos em até 60 vezes;  80% para prazos entre 61 e 120 parcelas; 80% para parcelamentos entre 121 e 180 parcelas, nos casos de empresas em recuperação judicial ou cooperativas em liquidação. Nesse caso, o valor mínimo das parcelas é de R$ 40 por crédito tributário e de R$ 300 por pedido. A adesão já está disponível e pode ser feita das seguintes formas: com login: pessoa jurídica: pelo Portal e-CAC ou pessoa física: pelo Portal do Cidadão

sem login: na área pública da página sefaz.rs.gov.br/cobranca/parcelamento/indexpublicogeral

É possível apresentar denúncia espontânea de infração até 30 de abril de 2026 para incluir débitos ainda não constituídos.

Agro Estadão

 

INTERNACIONAL

 

Exportações de carnes do Uruguai atingem US$ 3,25 bilhões e superam recorde histórico de 2022

As exportações de carnes do Uruguai alcançaram um novo recorde histórico em 2025, totalizando US$ 3,25 bilhões, valor que supera inclusive o pico registrado em 2022. Os dados são do Instituto Nacional de Carnes (INAC), presidido por Gastón Scayola, que atualiza semanalmente as informações do comércio exterior da agroindústria cárnica uruguaia.

 

Com acesso habilitado a mais de 100 mercados internacionais, o Uruguai mantém uma estratégia comercial baseada na atuação do setor privado, que define os destinos das exportações considerando fatores como preços oferecidos, incidência de tarifas, volumes negociados e regularidade da demanda. Como já é tradicional, a carne bovina foi o principal produto exportado pelo país. Em 2025, ela respondeu por 83,41% do total das exportações de carnes, considerando os valores em dólares. Muito atrás da carne bovina, aparecem outros segmentos, como miúdos, subprodutos primários para uso industrial, subprodutos comestíveis, carne ovina, subprodutos industrializados, carne equina e produtos cárnicos destinados à alimentação animal. Os principais mercados compradores das carnes uruguaias em 2025 foram, nesta ordem, o USMCA (Estados Unidos, México e Canadá), a China e a União Europeia.

No acumulado de 1º de janeiro a 31 de dezembro de 2025, o Uruguai embarcou 693.528 toneladas em peso embarcado, volume praticamente estável em relação a 2024, quando foram exportadas 689.192 toneladas, um aumento marginal de 0,62%. Apesar da estabilidade no volume, a receita cresceu de forma expressiva. Em 2025, o país arrecadou US$ 3,25 bilhões com exportações de carnes, um avanço de 26% em relação a 2024. Considerando todas as carnes, o USMCA foi o principal destino, com US$ 1,064 bilhão, equivalente a 32,75% do total exportado. Na sequência aparece a China, com US$ 940,9 milhões (28,95%), e em terceiro lugar a União Europeia, com US$ 669 milhões, representando 20,59% do total. O preço médio de exportação, considerando todos os produtos, foi de US$ 4.686 por tonelada em 2025, valor 25,1% superior ao registrado no ano anterior. No caso específico da carne bovina, o Ingreso Médio das Exportações (IMEx) atingiu US$ 5.037 por tonelada em peso-carcaça, o que representa um aumento de 19,3% em relação a 2024. Ao longo de 2025, foram embarcadas 392.874 toneladas de carne bovina em peso embarcado, que geraram US$ 2,710 bilhões em receita, um crescimento de 29,4% na comparação anual. O valor médio por tonelada em peso embarcado ficou em US$ 6.900. Em 2025, os frigoríficos uruguaios abateram 2.400.268 bovinos, um aumento de 6,4% em relação a 2024, distribuídos em 31 plantas industriais em todo o país. Já o abate de ovinos totalizou 846.571 cabeças, queda de 12,4%, realizadas em 14 indústrias. Nos últimos dez anos, o maior volume exportado ocorreu em 2021, com 721.357 toneladas, enquanto o maior valor financeiro foi registrado em 2025, com US$ 3,25 bilhões, superando o recorde anterior de 2022.

EL OBSERVADOR

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

Paraná fecha 2025 com 13,5% de participação na safra nacional de grãos; produção vai aumentar

O Paraná consolidou em 2025 o protagonismo na produção de grãos. Dados divulgados nesta quinta-feira (15) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que o Estado ficou com 13,5% da participação nacional na produção no ano passado, logo após o Mato Grosso (32%). Goiás (11,3%), Rio Grande do Sul (9,3%), Mato Grosso do Sul (8,1%) e Minas Gerais (5,5%) completam a lista.

 

Apenas no prognóstico de dezembro o Paraná teve uma das principais variações positivas do Brasil, com crescimento de 49 mil toneladas. Outras variações relevantes aconteceram em São Paulo (253 mil t), no Pará (92 mil t), em Goiás (74 mil t), no Tocantins (52 mil t) e no Maranhão (20 mil t). A safra de 2025 do Paraná bateu recorde da série histórica do IBGE com 46,8 milhões de toneladas. Ao mesmo tempo o Paraná deve renovar esse protagonismo em 2026, a partir do terceiro prognóstico de área e produção para a safra do IBGE. A safra brasileira de cereais, leguminosas e oleaginosas deve somar 339,8 milhões de toneladas. Em relação ao segundo prognóstico, houve crescimento de 4,2 milhões de toneladas. Segundo o IBGE, o Paraná deve ter aumento de 1,5% na produção em 2026. Outros estados que devem ter bom desempenho no setor são no Rio Grande do Sul, Piauí e Rondônia. Na contramão, o IBGE aponta declínios no Mato Grosso (-7,9%), em Goiás (-8,0%), no Mato Grosso do Sul (-6,8%), em Minas Gerais (-1,7%), na Bahia (-4,7%), em São Paulo (-4,8%), no Tocantins (-2,9%), no Maranhão (-0,7%), no Pará (-8,6%), em Santa Catarina (-1,6%) e em Sergipe (-7,4%). O Paraná é o maior produtor brasileiro de feijão na 1ª safra, com uma estimativa de 191,1 mil toneladas. A produção paranaense deve representar 19,4% do total a ser colhido nessa 1ª safra. A estimativa da produção da 2ª safra é melhor. O Paraná vai produzir 553,5 mil toneladas, crescimento de 3% em relação ao prognóstico de novembro e de 2,7% em relação ao volume colhido nessa mesma safra em 2025, devendo participar com 42,8% do total da safra, seguido pelo Mato Grosso, com 172,9 mil toneladas. A estimativa para a produção nacional de milho (2ª safra) para 2026 é de 104,6 milhões de toneladas. O Paraná é o segundo maior produtor e deve alcançar uma safra de 17,3 milhões de toneladas, devendo participar com 16,5% do total. Também são relevantes na produção do milho 2ª safra: Goiás, com 13,3 milhões de toneladas, participação de 12,7% e Mato Grosso do Sul, com 10,3 milhões de toneladas, participação de 9,8%. A produção nacional de soja em 2026 deve ter aumento de 2,5% em relação à safra anterior, totalizando 170,3 milhões de toneladas, o que caracterizaria novo recorde na produção nacional da leguminosa. O Paraná estimou a segunda maior produção nacional, 22,1 milhões de toneladas, representando um crescimento de 3,6% na comparação com o volume produzido em 2025, o que seria a maior safra já alcançada no Estado. 

AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS

 

ECONOMIA

 

Dólar interrompe série de ganhos e fecha em baixa no Brasil, aos R$5,3684

O dólar interrompeu uma sequência de três sessões consecutivas de altas e fechou a quinta-feira em baixa ante o real, com agentes do mercado citando um fluxo de entrada de recursos no Brasil, enquanto no exterior a moeda norte-americana sustentou ganhos ante as divisas fortes.

 

O dólar à vista encerrou o dia em baixa de 0,61%, aos R$5,3684, após acumular nas três sessões anteriores elevação de 0,65%. No ano, a divisa acumula queda de 2,20%. Às 17h03, o contrato de dólar futuro para fevereiro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- cedia 0,56% na B3, aos R$5,3875. Antes da abertura da sessão, o Banco Central anunciou a liquidação extrajudicial da Reag Trust Distribuidora de Títulos Valores Mobiliários, rebatizada de CBSF, gestora ligada às fraudes do Banco Master, também em liquidação. Em nota, o BC afirmou que a liquidação da Reag ocorreu "por graves violações às normas" do sistema financeiro. Embora o noticiário sobre a Reag tenha ficado no radar dos investidores, profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que ele não influenciou os preços. Durante a tarde, porém, o dólar se firmou em baixa, com alguns profissionais citando um fluxo positivo de recursos para o Brasil, em meio ao relativo alívio com o cenário externo e à queda inesperada dos pedidos de auxílio-desemprego nos EUA. Em entrevista exclusiva à Reuters, o presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que não tem planos de demitir o chair do Federal Reserve, Jerome Powell, apesar de uma investigação criminal do Departamento de Justiça sobre sua conduta. "Não tenho nenhum plano para fazer isso", disse Trump, quando questionado se tentaria remover Powell de seu cargo. Trump também disse que a Ucrânia -- e não a Rússia -- está impedindo um possível acordo de paz e, em outros momentos da entrevista, ameaçou intervir em apoio aos manifestantes no Irã. Ao mesmo tempo, afirmou que as mortes na repressão aos protestos no Irã estavam diminuindo. No exterior, no fim da tarde o dólar seguia em alta ante as divisas fortes, mas recuava ante pares do real como o peso mexicano, o rand sul-africano e a lira turca. Às 17h08, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas fortes -- subia 0,24%, a 99,312.

REUTERS

 

Ibovespa renova máximas, mas perde fôlego no final após testar 166 mil pontos

O Ibovespa renovou máximas históricas na quinta-feira, testando os 166 mil pontos pela primeira vez, mas perdeu o fôlego no final, com o arrefecimento dos ganhos em Wall Street e correção negativa nas blue chips Vale e Petrobras.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa fechou com acréscimo de 0,16%, a 165.415,30 pontos, de acordo com dados preliminares, tendo marcado 166.069,84 na máxima e 164.832,53 na mínima. O volume financeiro somava R$24,8 bilhões antes dos ajustes finais.

REUTERS

 

Comércio mostra alta em 2025 mesmo após crescimento forte em 2024, diz IBGE 

Até novembro, o varejo restrito acumulou alta de 1,5% das vendas em relação a igual período do ano anterior, e em 2024, o aumento foi de 4,1%, após alta de 1,7% em 2023

 

Mesmo depois de um crescimento forte em 2024, o comércio brasileiro apresenta alta em 2025, o que indica o fôlego das vendas. A avaliação foi feita pelo gerente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) Cristiano Santos, responsável pela Pesquisa Mensal de Comércio. “O resultado acumulado do ano está estável em 1,5% nos últimos três meses. O patamar estava muito acima em 2024. Mas há ganhos em 2025, tem fôlego. [...] Apesar desse crescimento forte em 2024, temos ganhos no varejo em 2025”, afirmou. Até novembro, o varejo restrito acumula alta de 1,5% das vendas em relação a igual período de 2024. No ano fechado de 2024, o aumento foi de 4,1%, após alta de 1,7% em 2023. “O comércio agora volta ao patamar [de crescimento das vendas] de 2023, quando cresceu 1,7%, disse Santos. Em novembro, as vendas do varejo subiram 1%, o que permitiu a renovação do patamar recorde da série histórica da Pesquisa Mensal de Comércio (PMC).

VALOR ECONÔMICO

 

Vendas no varejo do Brasil sobem 1% em novembro impulsionadas pela Black Friday

A Black Friday impulsionou as vendas no varejo do Brasil bem mais do que o esperado em novembro para uma alta de 1% em relação ao mês anterior, marcando o segundo avanço seguido, de acordo com dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na quinta-feira (15).

 

Na comparação com o mesmo mês de 2024, as vendas apresentaram alta de 1,3%. O resultado ficou bem acima da expectativa em pesquisa da Reuters de crescimento de 0,3%. Entre as oito atividades pesquisadas na pesquisa do IBGE sobre o varejo, sete apresentaram expansão das vendas, com destaque para Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (4,1%) e Móveis e eletrodomésticos (2,3%). Também tiveram resultados positivos no mês Artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos e de perfumaria (2,2%); Outros artigos de uso pessoal e doméstico (2,0%); Livros, jornais, revistas e papelaria (1,5%); Hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (1,0%); e Combustíveis e lubrificantes (0,6%). O único resultado negativo foi em Tecidos, vestuário e calçados (-0,8%). No comércio varejista ampliado, que inclui as atividades de veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve expansão de 0,7% das vendas em novembro sobre outubro. Enquanto as vendas de material de construção aumentaram 0,8%, as de veículos e motos caíram 0,2%.

REUTERS

 

Safra de 2025 é mais que o dobro do volume de 2012, segundo o IBGE

Aumento da produção foi de 113,6% em 13 anos e de 18,4% sobre 2024

 

A safra recorde de 346,1 milhões de toneladas em 2025, pelos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), representa um aumento de 18,2% ante 2024 e é mais que o dobro do montante colhido em 2012, que foi de 162 milhões de toneladas. Isso significa um aumento de 113,6% da produção em 13 anos. Ao mesmo tempo, a área plantada cresceu em ritmo bem menos intenso (66,8%), ao passar de 48,9 milhões de hectares em 2012 e para 81,6 milhões de hectares em 2025. O gerente de Agricultura do IBGE, Carlos Alfredo Guedes, atribuiu o aumento da produtividade nas lavouras brasileiras a “frutos de anos de trabalho de pesquisa de instituições como a Embrapa, que desenvolveu variedades adaptadas aos diversos biomas brasileiros”. “Esses ganhos também se devem às decisões dos produtores rurais, de investirem cada vez mais em tecnologias avançadas, visando alcançar o máximo do potencial produtivo das plantas”. No recorde da safra de 2025, destacou Guedes, o resultado se deve principalmente ao desempenho de soja, milho e algodão, devido às condições climáticas bastante favoráveis no ano. Café do tipo canephora e sorgo também apresentaram desempenho positivo.

VALOR ECONÔMICO

 

POWERED BY

EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA

041 99697 8868 (whatsapp)

 

 
 
 

Comentários


bottom of page