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CLIPPING DO SINDICARNE Nº 1039 DE 02 DE FEVEREIRO DE 2026

  • prcarne
  • 2 de fev.
  • 18 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 1039 | 02 de fevereiro de 2026

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo: alta consolidada

Escalas de abate mais enxutas irão dificultar a formação de estoques para atender ao maior consumo de carne bovina esperado para as próximas semanas. No PARANÁ: Boi: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo)

 

Ao longo da semana encerrada em 30/1, o mercado do boi gordo consolidou o movimento de alta nos preços da arroba nas principais regiões produtoras do País. Na praça paulista, a arroba do boi gordo atingiu R$ 330, consolidando um cenário de preços firmes, segundo apuração da Agrifatto. Na visão da consultoria, a dificuldade dos frigoríficos brasileiros em alongar as escalas, que atendem apenas seis dias (média nacional), aliada à retenção estratégica dos animais terminados nas fazendas, favorecida pelas boas condições das pastagens, segue como o principal fator de sustentação dos preços da arroba. Na avaliação do engenheiro agrônomo Pedro Gonçalves, analista da Scot Consultoria, “na queda de braços das negociações, os pecuaristas estão levando vantagem no momento, com as boas condições de alimentos porteira adentro”. “A expectativa é positiva para fevereiro, pelo menos no curto prazo”, antecipa Gonçalves. Pelos dados da Scot, o boi gordo sem padrão-exportação subiu mais R$ 1/@ na sexta-feira (30/1) em São Paulo, para R$ 326/@, enquanto o “boi-China” seguiu valendo R$ 330/@ (valor bruto, no prazo). Segundo reforça Gonçalves, as indústrias frigoríficas devem correr atrás nas negociações e seguir na toada de firmeza dos preços da arroba, com tendência ainda de alta no curto prazo. A Agrifatto ressalta ainda que o avanço das cotações do boi gordo ocorre em sintonia com o bom ritmo das exportações de carne bovina in natura e com a proximidade da primeira semana do mês, período tradicionalmente associado à melhora do consumo interno — quando entra o dinheiro dos salários nas contas dos trabalhadores. O analista Pedro Gonçalves concorda com a avaliação dos colegas de setor da Agrifatto: “As escalas de abate mais enxutas dificultarão a formação de estoques para atender ao maior consumo esperado, tanto durante a primeira semana (recebimento de salários) quanto ao longo da segunda quinzena do mês (período de Carnaval)”. Cotações do boi gordo desta sexta-feira (30/1), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$ 330,00. Boi China: R$ 330,00. Média: R$ 330,00. Vaca: R$ 305,00. Novilha: R$ 315,00. Escalas: seis dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi comum: R$ 315,00. Boi China: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: seis dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. Média: R$ 305,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 295,00. Escalas: sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$ 315,00. Boi China/Europa: R$ 315,00. Média: R$ 315,00. Vaca: R$ 295,00. Novilha: R$ 305,00. Escalas: cinco dias. TOCANTINS: Boi comum: R$ 305,00. Boi China: R$ 305,00. Média: R$ 305,00. Vaca: R$ 280,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: cinco dias. PARÁ: Boi comum: R$ 310,00. Boi China: R$ 310,00. Média: R$ 310,00. Vaca: R$ 285,00. Novilha: R$ 290,00. Escalas: quatro dias. RONDÔNIA: Boi: R$ 275,00. Vaca: R$ 260,00. Novilha: R$ 265,00. Escalas: oito dias. MARANHÃO: Boi: R$ 300,00. Vaca: R$ 275,00. Novilha: R$ 280,00. Escalas: sete dias. Preços brutos do “boi-China” nesta sexta-feira (30/1), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 311,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 311,00/@ (à vista) e R$ 315,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 308,00/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 311,00/@ (à vista) R$ 315,00/@ e (prazo). PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 308,00/@ (à vista) e R$ 312,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 281,50/@ (à vista) e R$ 285,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo) TOCANTINS: R$ 301,50/@ (à vista) e R$ 305,00/@ (prazo).

SCOT CONSULTORIA/AGRIFATTO/PORTAL DBO

 

Preço do boi gordo encerra janeiro em alta em São Paulo

Cotação média, no entanto, recuou em relação a dezembro. Poder de compra de bezerros pelo pecuarista é o menor desde outubro de 2021

 

O preço do boi gordo em São Paulo encerrou o primeiro mês de 2026 em alta. Segundo a Scot Consultoria, a cotação nas praças de Araçatuba (SP) e Barretos (SP), referências para o mercado pecuário, fechou a sexta-feira (30/1) em R$ 326 a arroba para o pagamento a prazo, uma alta de 2,2% desde o início de janeiro. Na comparação diária, houve aumento de R$ 1. Já o valor do “boi China” subiu 2,5% em janeiro, alcançando R$ 330 no último dia útil do mês. No entanto, a Scot alerta que o preço médio, considerando o boi destinado ao mercado interno, recuou em janeiro em relação a dezembro. A referência, já a descontar todos os impostos, ficou em R$ 313,21 por arroba, queda de 0,9% em relação ao mês anterior e recuo de 1% em relação a janeiro de 2025. Já o preço médio do bezerro de desmame em São Paulo fechou janeiro em R$ 2.898,13 por cabeça, um aumento de 0,1% em relação a dezembro e de 12,9% na comparação anual. Em termos nominais, este é o segundo maior preço desde fevereiro de 2022, informa a Scot. Nessa movimentação, o poder de compra do pecuarista recuou, comenta Felipe Fabbri, consultor de mercado da Scot Consultoria. “Hoje ele compra 1,55 cabeça de bezerro com um boi gordo de 20 arrobas, enquanto em dezembro de 2025 esse valor era de 1,62 e, em janeiro de 2025, o valor era de 1,75”, destaca. O compra atual é o menor desde outubro de 2021, quando o pecuarista comprava 1,54 cabeças de bezerro por boi gordo negociado. “Para o criador invernista, o momento está pouco propício e, para o curto e médio prazo, a nossa expectativa é que esse poder de compra siga impactado, refletindo uma menor oferta de bezerros no mercado pecuário ao longo do ano de 2026”, destaca Fabbri.

GLOBO RURAL

 

Oferta restrita e procura aquecida sustentam preços da reposição em SP

Entre os machos anelorados, na comparação semanal, o boi magro subiu 1,1%, o bezerro de ano, 0,3%, e o bezerro de desmama, 0,1%, informa a analista Isabela Stevanatto

 

Em São Paulo, a oferta está restrita e a procura aquecida sustentaram as cotações de cinco das oito categorias de reposição monitoradas pela Scot Consultoria ao longo desta semana. 

“Três categorias apresentaram recuo, consequência da queda de braço nas negociações”, afirma a zootecnista Isabela Stevanatto, analista de mercado da Scot. No entanto, acrescenta Isabela, mesmo com esses ajustes negativos em algumas categorias, o mercado paulista de reposição está aquecido. Entre os machos anelorados, na comparação semanal, a exceção foi o garrote, que teve recuo de 2,3% na cotação. As demais categorias apresentaram alta considerando o mesmo intervalo de comparação: o boi magro subiu 1,1%, o bezerro de ano, 0,3%, e o bezerro de desmama, 0,1%. Para as fêmeas aneloradas, na mesma comparação, as cotações da vaca magra e da bezerra de desmama recuaram 2,1% cada. Já a novilha e a bezerra de ano registraram alta de 1,3% e 0,1%, respectivamente. Segundo Isabela, outro indicador em alta é o ágio entre o bezerro de desmama e o boi gordo. Em comparação a dezembro, o ágio subiu 3,6% e, em relação ao mesmo período do ano passado, está 79,3% maior.  No comparativo mensal, a relação de troca segue desfavorável para os recriadores/invernistas. No período mensal, as cotações do boi magro e do bezerro de ano subiram 0,9% cada, e os preços do garrote e do bezerro de desmama registraram acréscimo de 3,3% e 0,1%, respectivamente. Por sua vez, considerando o mesmo intervalo de comparação, o preço do boi gordo caiu 0,9%. Com isso, o poder de compra piorou 1,8% para o boi magro, 4,3% para o garrote, 1,9% para o bezerro de ano e 1,0% para o bezerro de desmama, informa Isabela. Dessa forma, são necessárias 14,3 arrobas de boi gordo para a compra de um boi magro, 12,3 arrobas para um garrote, 10,5 arrobas para um bezerro de ano e 9,3 arrobas para um bezerro de desmama.  No curto prazo, prevê a analista da Scot, o mercado de reposição deve seguir sustentado, apoiado na oferta restrita. “Quedas pontuais podem ocorrer, dependendo do andamento das negociações”, diz.

SCOT CONSULTORIA

 

SUÍNOS

 

Preços dos suínos no mercado independente sofrem forte queda em janeiro

Ao contrário do que ocorreu em 2025, quando os preços pagos pelos suínos no Brasil apresentaram estabilidade, o ano de 2026 está começando com uma queda brusca nas cotações. Iniciada há cerca de três semanas, as desvalorizações no mercado independente (spot) estão perto dos 20%, informa o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

Na quarta-feira (29/1), o indicador Cepea/Esalq do suíno registrou, em Santa Catarina, a cotação de R$ 6,75 o quilo, um recuo de 19,16% desde o início de janeiro. No Paraná, a cotação estava em R$ 6,99 o quilo, baixa de 15,48% no mesmo período. Em algumas regiões, produtores independentes têm negociado o suíno vivo a valores muito próximos - ou até abaixo - dos observados para a produção integrada, afirma Luiz Henrique Melo, analista de mercado de proteína animal do Cepea. Historicamente, as cotações do animal no mercado independente operam acima das de produção integrada, devido aos maiores custos. Em Braço do Norte (SC) já verificamos valores do suíno de criador independente abaixo das cotações do sistema integrado. Essa é uma situação com ocorrência muito rara, comenta Melo. Segundo o analista do Cepea, a queda se deve a uma forte redução do consumo no da carne suína no mercado interno. Depois das festas de fim de ano, com a população pagando mais contas, e somando um período de férias escolares, a ponta final (do consumidor) está travada. Mas o suíno não para de comer, o produto tem que fazer caixa, vender animais, e isso acaba forçando essas quedas bruscas, afirma. As baixas se refletem também no preço pago pelo consumidor. Na quarta-feira, no atacado da Grande São Paulo, o Cepea registrou a cotação de R$ 11,11 o quilo para a carcaça suína especial, um recuo de 13,61% desde o início de janeiro.

Conforme Melo, as quedas seriam ainda mais fortes se não fosse pela exportação de carne suína, que segue em patamares elevados. Mas um dos fatores que têm beneficiado o produto brasileiro no exterior é justamente seu baixo preço em relação aos concorrentes. Dados compilados da UN Comtrade, da Organização das Nações Unidas (ONU), e analisados pelo Cepea, mostram que a carne suína brasileira foi a mais competitiva no mercado internacional em 2025, quando considerado o valor em dólar por quilo exportado. Atual terceiro maior exportador mundial, o Brasil registrou valor médio de US$ 2,57 por quilo no ano passado, enquanto os Estados Unidos e a União Europeia (respectivamente o primeiro e segundo maiores exportadores globais) tiveram ambos média de US$ 3,18 o quilo.

GLOBO RURAL

 

FRANGOS

 

Frango/Cepea: Carne perde competitividade frente à suína, mas ganha em relação à bovina

Em janeiro, a competitividade da carne de frango caiu frente à suína, mas subiu em relação à bovina, aponta levantamento do Cepea. 

 

Segundo o Centro de Pesquisas, a desvalorização da proteína suinícola foi um pouco mais intensa que a da avícola, enquanto a carne de boi se valorizou ligeiramente – todas no atacado da Grande São Paulo. Pesquisadores explicam que o movimento de queda de preços das carnes de frango e suína é típico do primeiro mês do ano, quando a demanda interna tende a estar mais enfraquecida, gerando uma sobreoferta. Para a proteína bovina, as altas até meados de janeiro garantiram o aumento da média mensal – desde a última semana, porém, o ritmo de negócios diminuiu.

CEPEA

 

INTERNACIONAL

 

Rebanho bovino dos EUA cai ao menor nível em 75 anos, afirma USDA

O rebanho bovino dos EUA diminuiu para o seu menor tamanho desde 1951, informou o Departamento de Agricultura dos EUA nesta sexta-feira, sinalizando que os preços da carne bovina permanecerão altos para os consumidores após atingirem recordes no ano passado.

 

O país tinha 86,2 milhões de bovinos e bezerros em 1º de janeiro, informou o USDA em um relatório semestral, depois que uma seca persistente levou os pecuaristas a reduzir seus rebanhos. Isso representou uma queda de 0,4% em relação ao ano anterior, quando o rebanho também atingiu seu nível mais baixo desde 1951. Os preços da carne bovina provavelmente permanecerão elevados por mais dois anos, porque esse é o tempo que levaria para criar gado pronto para abate, se os pecuaristas começarem a reconstruir seus rebanhos, disse Rich Nelson, estrategista-chefe da Allendale. "Não há sinais de uma reconstrução de verdade", disse ele. Os altos preços dos alimentos contribuíram para derrubar a confiança do consumidor norte-americano em janeiro para o nível mais baixo em mais de 11 anos e meio, pressionando o presidente republicano Donald Trump a abordar a questão, o que ajudou a impulsionar os candidatos democratas a várias vitórias eleitorais em 2025. Em outubro, Trump prometeu tornar a carne bovina mais acessível. No entanto, os preços continuaram subindo para carne moída e bifes. Os preços de varejo da carne moída atingiram um recorde de US$6,69 por libra em dezembro, um aumento de mais de 2% em relação ao mês anterior e 19% em relação ao ano anterior, de acordo com o Bureau of Labor Statistics. O rebanho de vacas tem diminuído continuamente desde 2019, à medida que a seca nos Estados do oeste afetou pastagens e aumentou os custos de alimentação, forçando os pecuaristas a enviar mais animais para o abate. Os altos preços do gado também incentivaram os pecuaristas a vender animais para abate, em vez de mantê-los para reprodução. O número de vacas de corte caiu 1% em relação ao ano anterior, para 27,6 milhões de cabeças em 1º de janeiro, o menor desde 1961, de acordo com dados do USDA. O rebanho total também inclui vacas leiteiras, que muitas vezes acabam sendo abatidas para a produção de carne. A Tyson Foods, uma das quatro grandes processadoras de carne bovina, está fechando definitivamente uma fábrica em Nebraska que empregava cerca de 3.200 trabalhadores e reduzindo as operações em uma fábrica no Texas. A empresa deve divulgar seus resultados trimestrais na segunda-feira.

REUTERS

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ


Adapar reforça compromisso com a sanidade e a qualidade da produção

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná estará presente em mais uma edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel, consolidando seu papel como parceira estratégica do produtor rural. O evento acontecerá de 9 a 13 de fevereiro.

 

A Adapar oferecerá orientações em um estande, abordando seus programas nas áreas animal e vegetal. Será exposta uma maquete para representar os itens de biosseguridade avícola e os equipamentos de uso no trabalho diário da agência, além de outros materiais de divulgação.

A autarquia também vai desenvolver atividades lúdicas voltadas à educação sanitária e à conscientização sobre a sanidade animal e vegetal e seu impacto econômico e social. Durante todos os dias do evento, profissionais da Adapar estarão à disposição dos visitantes para esclarecer dúvidas sobre os principais programas de defesa agropecuária. Na área animal, serão repassadas orientações sobre o status do Paraná como área livre de febre aftosa sem vacinação; exigências para o trânsito de animais e programas de controle de zoonoses, como Raiva, Brucelose e Tuberculose e Influenza aviária; e sobre a Inspeção de Produtos de Origem Animal. Até o momento já está confirmada uma palestra a ser realizada no dia 10 pelo Fiscal de Defesa Agropecuária Tales Amaral Perufo sobre biosseguridade na suinocultura. No campo vegetal, serão disseminadas informações sobre: o uso correto de agrotóxicos; vazio sanitário; inspeção de colheitadeiras; monitoramento de pragas e doenças; e a certificação de produtos de origem vegetal. O maior objetivo da participação da agência é encurtar a distância entre o órgão que fiscaliza e protege a agropecuária e produtor rural, transformando a conformidade sanitária em uma ferramenta de competitividade para o agronegócio paranaense.

ASSESSORIA DE IMPRENSA COOPAVEL

 

Curitiba foi a cidade que mais gerou empregos no Sul do País

Com um saldo positivo de 14.689 vagas, em 2025, Curitiba foi a cidade que mais gerou empregos com carteira assinada no Sul do País. O saldo é a diferença entre 574.155 admissões e 559.466 demissões no período.

Os dados são do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). Segundo o Caged, a capital paranaense ficou à frente de Porto Alegre, com 14.050 vagas, e Florianópolis, com 6.257 novos empregos formais. No terceiro trimestre de 2025, capital paranaense registrou uma taxa de desemprego de 4,3%, uma das menores do País.

BEM PARANÁ

 

ECONOMIA

 

Dólar sobe mais de 1% no Brasil em dia de Ptax e avanço da moeda no exterior

O dólar fechou a sexta-feira com alta firme no Brasil e novamente próximo dos R$5,25, influenciado pela disputa pela formação da Ptax de fim de mês e pelo avanço firme da moeda norte-americana no exterior, onde investidores reagiram à indicação do substituto de Jerome Powell no Federal Reserve e às tensões entre EUA e Irã.

 

O dólar à vista fechou o dia com alta de 1,04%, aos R$5,2481, mas ainda assim encerrou o primeiro mês do ano com baixa acumulada de 4,39%. Na semana, a divisa cedeu 0,75%.

Às 17h05, o dólar futuro para março -- que nesta sessão passou a ser o mais líquido no Brasil -- subia 1,04% na B3, aos R$5,2825. Calculada pelo Banco Central com base nas cotações do mercado à vista, a Ptax serve de referência para a liquidação de contratos futuros. No fim de cada mês, agentes financeiros tentam direcioná-la a níveis mais convenientes às suas posições, sejam elas compradas (no sentido de alta das cotações) ou vendidas em dólar (no sentido de baixa). Em função da disputa, investidores comprados em dólar forçaram a alta das cotações nos horários próximos às janelas de coleta do BC, às 10h, 11h, 12h e 13h. Além deste fator técnico, o dólar acompanhava o exterior, onde a divisa norte-americana subia ante as demais após o presidente dos EUA, Donald Trump, escolher o ex-diretor do Fed Kevin Warsh para chefiar o banco central do país ao fim do mandato de Powell, em maio. Entre os investidores, uma das avaliações foi a de que Warsh, apesar de favorável ao corte de juros pelo Fed, seria menos radical neste sentido do que outros nomes que eram cogitados para o cargo. Assim, a percepção de que os juros podem não cair tão cedo dava força à moeda norte-americana.

Com a Ptax definida no Brasil no início da tarde (R$5,2301 na venda), a disputa técnica deixou de influenciar as cotações, mas um novo fator de estresse surgiu nos EUA. Trump afirmou que uma grande armada -- maior que a enviada anteriormente à Venezuela -- está a caminho do Irã. Em reação, o dólar voltou a acelerar ao redor do mundo, inclusive ante o real, e o Ibovespa renovou mínimas, com alguns investidores realizando parte dos lucros recentes. Após registrar a cotação mínima de R$5,1943 (estável) às 9h13, pouco depois da abertura, o dólar à vista atingiu a máxima de R$5,2799 (+1,65%) às 15h20, já após a fala de Trump. No exterior, o dólar se mantinha em alta ante as demais divisas no fim da tarde. Às 17h11, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,90%, a 97,046.

REUTERS

 

Ibovespa fecha em queda com realização, mas acumula ganho de 12,4% no mês

O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda firme, após uma sessão marcada por volatilidade e realização de lucros, diante dos ganhos fortes acumulados no mês de janeiro embalados por fluxos de capital estrangeiro.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa recuou 0,97%, a 181.363,90 pontos. Na mínima da sessão, marcou 180.088,53 pontos. No melhor momento, alcançou 183.620,36 pontos. O volume financeiro somou R$33,71 bilhões. A bolsa brasileira iniciou o dia com viés negativo, com os mercados repercutindo o anúncio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que nomeou o ex-diretor do Fed, Kevin Warsh, para chefiar o banco central do país quando o mandato de Jerome Powell terminar, no mês de maio. Warsh é considerado uma das opções menos radicais entre os vários nomes que foram cogitados para ocupar o cargo e é visto mais cauteloso em relação a estímulos monetários agressivos do que outros, fazendo com que parte dos agentes tenham considerado a indicação "hawkish" (dura) na comparação com outros nomes cotados nos últimos meses. A tendência negativa do Ibovespa chegou a ser revertida no fim da manhã em meio ao desempenho positivo de alguns papéis de peso, como Petrobras, contudo, a piora dos ativos no exterior no início da tarde contaminou os mercados locais, com bancos e siderúrgicas caindo em bloco e levando o Ibovespa para as mínimas da sessão, quase perdendo o patamar de 180 mil pontos. "Sexta-feira já é um dia tradicionalmente de realização de lucros. A alta da última semana e do mês foi muito forte", destacou Felipe Sant'Anna, especialista em investimentos do grupo Axia Investing. Na semana, o Ibovespa acumulou alta de 1,40% e de 12,56% em janeiro. "Essa tendência continua no próximo mês, com fluxo ainda positivo", disse Pedro Moreira, sócio da ONE Investimentos, mas alertando que "os riscos globais ainda existem".

REUTERS

 

Taxa de desemprego em 2025 fica em 5,6%, menor patamar da série histórica 

Segundo o IBGE, a taxa média anual de desemprego em 2024 foi de 6,6%

 

A taxa de desemprego no país foi de 5,1% no trimestre móvel encerrado em dezembro de 2025. O resultado ficou abaixo do verificado no trimestre móvel anterior, finalizado em novembro (5,2%) e abaixo do resultado de igual período de 2024 (6,2%), mostra a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgada na sexta-feira (30) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Também foi a menor taxa da série histórica da pesquisa, informou o IBGE. A taxa foi influenciada por expansão da ocupação no mercado de trabalho, principalmente no setor de serviços, destacou a coordenadora de Pesquisas por Amostra de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Adriana Beringuy. "Importante registrar que a queda da desocupação não foi provocada por aumento da subutilização da força de trabalho ou do desalento, reduzindo a pressão por trabalho”, disse Beringuy, em comunicado sobre a Pnad. “A trajetória de queda da taxa de desocupação em 2025 foi sustentada pela expansão da ocupação, principalmente nas atividades de serviços", completou, no informe. Com o desempenho fechado do último mês do ano passado, o desemprego em 2025 encerrou ano com taxa média anual em 5,6%, menor taxa anual da série histórica iniciada em 2012. Em 2024, a taxa média anual de desemprego foi de 6,6%. Já a taxa média anual de desemprego em 2025 ficou abaixo da mediana das expectativas de 23 consultorias e instituições financeiras ouvidas pelo Valor Data, que apontava para uma taxa de 6%. O intervalo das projeções ia de 5,6% a 6,1%. No comunicado, o IBGE detalhou ainda sobre estimativa anual da população subutilizada, que são as pessoas desocupadas ou subocupadas por insuficiência de horas trabalhadas, ou na força de trabalho potencial. Esse contingente recuou 10,8% entre 2024 e 2025, passando de 18,7 milhões de pessoas, em 2024, para cerca de 16,6 milhões, em 2025. Entretanto, detalharam os pesquisadores do IBGE, apesar da redução, o contingente de subutilizados ainda está acima do menor nível da série, atingido em 2014 (16,3 milhões de pessoas). Em 2012, totalizava 19 milhões de pessoas. E nos anos da covid, chegou a 31,2 milhões em 2020 e 32,1 milhões em 2021. No trimestre encerrado em dezembro de 2025, o país tinha 5,5 milhões de desempregados – pessoas de 14 anos ou mais que buscaram emprego, mas não conseguiram encontrar. Foi o menor contingente da série histórica da pesquisa. O número aponta retração de 9% frente ao trimestre móvel anterior, encerrado em novembro de 2025 (menos 542 mil pessoas) e queda de 17,7% frente a igual período de 2024 (menos 1,2 milhão de pessoas). De outubro a dezembro de 2025, a população ocupada (empregados, empregadores, funcionários públicos) era de 103 milhões de pessoas, também recorde da série histórica da pesquisa. Isso representa um avanço de 0,6% em relação ao período do trimestre anterior (mais 565 mil pessoas ocupadas). Frente a igual trimestre de 2024, subiu 1,1% (1,2 milhão de pessoas). Já a força de trabalho – que soma pessoas ocupadas ou em busca de empregos com 14 anos ou mais de idade – estava em 108,5 milhões no trimestre móvel encerrado em dezembro. Esse volume representou estabilidade, tanto na comparação com trimestre anterior quanto em relação ao mesmo trimestre em 2024. A renda média dos trabalhadores avançou 2,4% no trimestre móvel encerrado em dezembro de 2025, ante trimestre móvel anterior (encerrado em novembro) para R$ 3.613,00. Esse patamar foi recorde na pesquisa, informou o instituto. O rendimento médio real habitual dos trabalhadores considera a soma de todos os trabalhos. Na comparação com igual trimestre de 2024, houve alta de 5%, no trimestre encerrado em dezembro do ano passado. O resultado foi impulsionado por funções mais escolarizadas, destacou Beringuy. Em comunicado sobre a pesquisa, os pesquisadores do IBGE detalharam que o valor do rendimento médio real habitual das pessoas ocupadas, em 2025, foi estimado em R$ 3.560. Isso representou um aumento de 5,7% (ou R$ 192) na comparação com 2024. Os técnicos do instituto comentam, no comunicado, que na série histórica da pesquisa, desde 2012, o menor resultado havia sido em 2022 (R$ 3.032). Já a massa de rendimentos real habitualmente recebida por pessoas ocupadas (em todos os trabalhos) foi de R$ 367,6 bilhões no trimestre móvel encerrado em dezembro. O número aponta variação de 3,1% frente ao trimestre móvel anterior (encerrado em novembro) ou R$ 10,9 bilhões a mais. Frente a igual período de 2024, há aumento de 6,4% (mais R$ 22 bilhões), no trimestre finalizado em dezembro de 2025. Já o valor anual da massa chegou a R$ 361,7 bilhões, em 2025, o maior da série, com alta de 7,5% (mais R$ 25,4 bilhões) em relação a 2024, detalhou ainda o IBGE, em seu informe. "Setorialmente, as atividades que mais expandiram a ocupação foram as de Informação, comunicação e atividades financeiras, imobiliárias, profissionais e administrativas, como também o grupamento formado pela Administração pública, defesa, educação, saúde humana, seguridade social e serviços sociais”, citou Beringuy, em comunicado sobre a pesquisa.

VALOR ECONÔMICO

 

Governo gasta R$1 trilhão com juros da dívida em 2025 e endividamento bruto vai a 78,7% do PIB

A dívida pública bruta do país fechou 2025 em 78,7% do Produto Interno Bruto (PIB), uma alta de 2,4 pontos percentuais em relação ao ano anterior, sob forte impacto do gasto do governo com juros no ano, que atingiu a marca de R$1 trilhão, de acordo com dados divulgados na sexta-feira pelo Banco Central.

 

O gasto nominal com juros da dívida é o maior já registrado pelo BC e gerou uma pressão de alta de 8,9 pontos percentuais no endividamento bruto, o que foi apenas parcialmente compensado por fatores como o crescimento do PIB, resgates de títulos e valorização do real.

A despesa do governo com juros da dívida não foi ainda maior no ano passado porque a queda do dólar no ano levou a autoridade monetária a registrar ganho de aproximadamente R$100 bilhões em operações de hedge oferecidas ao mercado, o que reduz a conta de juros. A equipe econômica do governo tem atribuído a alta da dívida pública ao elevado nível da taxa Selic, mantida no maior patamar em quase duas décadas pelo BC para controlar a inflação. Desconfianças do mercado sobre a gestão fiscal do governo, no entanto, não apenas pressionam a taxa básica, como também contribuem para manutenção em alto patamar dos juros pedidos pelos investidores para financiarem os gastos públicos. O crescimento da dívida bruta no ano foi suavizado por uma queda do indicador em dezembro ante novembro, terminando 2025 abaixo do esperado pelo mercado, enquanto o setor público consolidado brasileiro apresentou superávit primário no último mês do ano. O patamar de 78,7% do PIB da dívida pública bruta do país em dezembro ficou abaixo dos 79,0% de novembro e da previsão de 79,5% apontada em pesquisa da Reuters. Já a dívida líquida do setor público foi a 65,3% do PIB, contra 65,2% em novembro e 61,3% em dezembro de 2024. A expectativa para esse indicador era de 65,8%. Em dezembro, o setor público consolidado registrou um superávit primário de R$6,251 bilhões, acima da expectativa de economistas consultados em pesquisa da Reuters de um saldo positivo de R$3,0 bilhões. O desempenho mostra que o governo central teve superávit de R$21,572 bilhões no último mês de 2025, enquanto Estados e municípios registraram déficit primário de R$19,783 bilhões e as estatais tiveram saldo positivo de R$4,463 bilhões, mostraram os dados do Banco Central. Os dados da autarquia mostram que no acumulado do ano, o governo central teve déficit primário de R$58,687 bilhões. O cálculo para cumprimento da meta de déficit zero, com tolerância de 0,25 ponto percentual do PIB, desconta gastos com precatórios e indenizações a aposentados, chegando a um rombo menor. O governo informou que a meta do ano foi cumprida.  Em 2025, Estados e municípios tiveram superávit de R$9,537 bilhões, enquanto as estatais apresentaram déficit de R$5,871 bilhões.

REUTERS

 

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