CLIPPING DO SINDICARNE Nº 994 DE 18 DE NOVEMBRO DE 2025
- prcarne
- 18 de nov. de 2025
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Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná
Ano 5 | nº 994 | 18 de novembro de 2025
NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL
Preços do boi gordo seguem estáveis nas praças brasileiras
Boi gordo sem padrão exportação vale R$ 320/@ no mercado paulista, enquanto o “boi-China” é negociado por R$ 325/@ (valores brutos, no prazo), segundo a Scot Consultoria. No PARANÁ: Boi: R$322,50 por arroba. Vaca: R$300,00. Novilha: R$315,00. Escalas de abate de sete dias. Boi China: PARANÁ: R$ 326,00/@ (à vista) e R$ 330,00/@ (prazo)
O mercado do boi gordo abriu a semana com estabilidade nas principais praças brasileiras, apesar da continuidade da pressão de baixa imposta pelas indústrias frigoríficas, informou a Agrifatto, que acompanha diariamente a movimentação dos negócios em 17 regiões do País.
Considerando todas as praças monitoradas pela consultoria, o preço médio do boi gordo permaneceu em R$ 306,10/@, sem alterações pelo segundo dia seguido. Pelos dados apurados pela Scot Consultoria, na praça paulista, o boi gordo sem padrão exportação segue cotado em R$ 320/@, a vaca gorda em R$ 302/@, a novilha terminada em R$ 312/@ e o “boi-China” em R$ 325/@ (valores brutos, no prazo). Na avaliação da Agrifatto, a estabilidade nas cotações do boi gordo é explicada sobretudo pela forte demanda externa pela carne bovina brasileira e pela redução da oferta de animais nas últimas semanas, evidenciada pelo encurtamento das escalas de abate dos frigoríficos brasileiros. No entanto, dizem os analistas da consultoria, a tendência é de que a pressão baixista sobre o valor da arroba se mantenha nesta reta final de novembro/25. “O cenário permanece incerto, exigindo atenção redobrada dos pecuaristas”, relata a consultoria. Um dos principais fatores de atenção, diz a Agrifatto, é a expectativa em torno da decisão da China em relação às investigações sobre o mercado de importação de carne bovina, o que pode resultar na divulgação, ainda neste mês de novembro/25, de medidas de salvaguarda (cotas/tarifas). O Indicador Datagro (praça paulista) fechou a última semana com valor médio de R$ 322,46/@, o que significou ligeira alta de 0,10% sobre a cotação média da semana anterior. No mercado futuro, a semana consolidou uma tendência de baixa generalizada, com recuos em todos os vencimentos (na comparação com a semana anterior: novembro/25 encerrou a R$ 319,35/@ (-0,45%), dezembro/25 a R$ 320,35/@ (- 1,13%), janeiro/26 a R$ 324,90/@ (-1,40%) e fevereiro/26 a R$ 326,65/@ (-1,02%). De acordo com o levantamento semanal da Agrifatto, os frigoríficos brasileiros continuam operando com escalas de abate pouco confortáveis – na última sexta-feira (14/11), a média nacional apresentou estabilidade em relação à sexta-feira anterior (10/11), ficando em 7 dias úteis de programação. A carcaça casada registrou elevação de 0,76% no comparativo semanal, atingindo R$ 21,86/kg, informou a Agrifatto. Todos os cortes bovinos acompanharam o movimento positivo, superando o preço da semana anterior. A ponta de agulha se destacou entre as valorizações, com acréscimo semanal de 1,41%, ficando cotado a R$ 18,31/kg. O dianteiro bovino seguiu o mesmo ritmo da ponta de agulha, com alta semanal de 1,28%, para R$ 19,21/kg. Por sua vez, o traseiro bovino registrou incremento semanal de 0,57%, finalizando a R$ 25,39/kg. O mesmo cenário de valorização semanal foi observado nas demais proteínas animais, informa a Agrifatto. Cotações do boi gordo desta segunda-feira (17/11), conforme levantamento diário da Agrifatto: SÃO PAULO: Boi comum: R$320,00 a arroba. Boi China: R$325,00. Média: R$322,50. Vaca: R$300,00. Novilha: R$315,00. Escalas de abates de oito dias. MINAS GERAIS: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$310,00. Vaca: R$290,00. Novilha: R$300,00. Escalas de abate de sete dias. MATO GROSSO DO SUL: Boi Comum: R$320,00. Boi China: R$325,00. Média: R$322,50. Vaca: R$300,00. Novilha R$315,00. Escalas de sete dias. MATO GROSSO: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$310,00. Vaca: R$290,00. Novilha: R$300,00. Escalas de abate de sete dias. TOCANTINS: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$285,00. Novilha: R$295,00. Escalas de abate de sete dias. PARÁ: Boi comum: R$300,00 a arroba. Boi China: R$310,00. Média: R$305,00. Vaca: R$285,00. Novilha: R$295,00. Escalas de abate de sete dias. GOIÁS: Boi comum: R$310,00 a arroba. Boi China/Europa: R$310,00. Média: R$310,00. Vaca: R$290,00. Novilha: R$300,00. Escalas de abate de sete dias. RONDÔNIA: Boi: R$290,00 a arroba. Vaca: R$265,00. Novilha: R$275,00. Escalas de abate de dez dias. MARANHÃO: Boi: R$295,00 por arroba. Vaca: R$265,00. Novilha: R$275,00. Escalas de abate de nove dias. Preços brutos do “boi-China” nesta segunda-feira (17/11), de acordo com levantamento diário da Scot Consultoria: SÃO PAULO: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). MINAS GERAIS (Exceto região Sul): R$ 313,00/@ (à vista) e R$ 317,00/@ (prazo). MATO GROSSO: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). MATO GROSSO DO SUL: R$ 321,00/@ (à vista) e R$ 325,00/@ (prazo). GOIÁS: R$ 316,00/@ (à vista) e R$ 320,00/@ (prazo). PARÁ/PARAGOMINAS: R$ 308,00/@ (à vista) R$ 312,00/@ e (prazo) PARÁ/REDENÇÃO E MARABÁ: R$ 306,00/@ (à vista) e R$ 310,00/@ (prazo). RONDÔNIA: R$ 284,50/@ (à vista) e R$ 288,00/@ (prazo). ESPÍRITO SANTO: R$ 301,00/@ (à vista) e R$ 303,00/@ (prazo). TOCANTINS: R$ 304,00/@ (à vista) e R$ 308,00/@ (prazo).
AGRIFATTO/PORTAL DBO/SCOT CONSULTORIA
Exportações de carne bovina somam 163,6 mil toneladas na parcial de novembro, aponta Secex
Média diária avançou 36,3% frente a 2024, enquanto o ritmo semanal caiu 36,9% na segunda semana; faturamento e preço médio também registram alta, segundo a Secex.
O volume exportado de carne bovina alcançou 163,6 mil toneladas até a segunda semana de novembro/25, conforme a Secretaria de Comércio Exterior (Secex). Em novembro do ano passado, o volume total exportado foi de 228,1 mil toneladas em 19 dias úteis. A média diária exportada até a segunda semana ficou em 16,3 mil toneladas e teve um avanço de 36,3% frente a média diária do ano anterior, que ficou em 12 mil toneladas. O volume exportado na segunda semana mostrou desaceleração significativa. Enquanto na primeira semana de novembro foram embarcadas 100,8 mil toneladas, na segunda semana o total exportado foi próximo de 63,6 mil toneladas, ou seja, uma queda de 36,9% no volume semanal exportado. O faturamento com as exportações de carne bovina até a segunda semana de novembro de 2025 alcançou US$ 905 milhões, enquanto no fechamento de novembro do ano anterior ficou em US$ 1,111 bilhão. A média diária do faturamento até a segunda semana de novembro ficou em US$ 90,5 milhões e registrou um ganho de 54,7%, frente ao observado no mês de novembro do ano passado, que ficou em US$ 58,49 milhões. Os preços médios pagos pela carne bovina ficaram em US$ 5.528 por tonelada até a segunda semana de novembro/25, e isso representa um ganho anual de 13,5%, comparando com o valor médio de 2004 com US$ 4.871 por tonelada.
SECEX/MDIC
Tarifas: impacto para a carne bovina brasileira deve ser limitado e não deve impulsionar exportações no curto prazo
Segundo analistas, corte de 10% deve sustentar preços na B3, mas Brasil segue pouco competitivo e ainda distante de um avanço expressivo nas exportações aos Estados Unidos.
A redução de 50% para 40% na tarifa aplicada pelos Estados Unidos à carne bovina brasileira trouxe algum alívio ao mercado, mas o efeito prático deve ser limitado. Apesar do corte de 10 pontos percentuais trazer um ânimo ao mercado, o Brasil continua pouco competitivo diante de concorrentes como Austrália, Uruguai e Argentina. Para analistas, a medida não é suficiente para impulsionar de forma relevante as exportações ao mercado norte-americano. Publicada na última sexta-feira (14), a ordem executiva do presidente Donald Trump marcou o primeiro recuo tarifário desde o acirramento das disputas comerciais com o Brasil. Antes das tarifas, os EUA eram o segundo maior destino da carne bovina brasileira, com 156 mil toneladas importadas e participação de 12,2% nas exportações totais do país. No mesmo período, a China respondeu por 49,1% dos embarques. Apesar de representar um gesto diplomático importante, a redução na tarifa aplicada pelos Estados Unidos à carne bovina brasileira ainda está longe de garantir uma retomada robusta das exportações. A avaliação é de Fernando Henrique Iglesias, analista da Safras & Mercado, que considera o impacto da medida positivo, porém insuficiente para recolocar o Brasil em posição de plena competitividade no mercado norte-americano. “Com a tarifa em 40%, continuamos menos competitivos do que esses países. Ainda não é um mercado que o Brasil consiga acessar ativamente. Precisamos ver como as negociações comerciais vão avançar e qual será o nível final dessas tarifas”, explica.
Felipe Fabbri, analista da Scot Consultoria, também ressalta que o corte é positivo, porém insuficiente para melhorar de forma significativa a competitividade do Brasil no mercado norte-americano. Segundo Fabbri, a leitura do mercado tende a ser imediata: “Para quem olhar apenas a manchete, a expectativa é de alta na B3 e, de fato, isso deve ocorrer”. O analista afirma que o noticiário deve estimular um movimento especulativo ao longo dos próximos dias, sustentando os preços tanto no mercado futuro quanto no físico. De acordo com a análise do João Bosco Bittencourt Júnior, Aliá Investimentos, o mercado também está acompanhando as informações da China, que podem trazer informações sobre as salvaguardas. Fabbri observa desaceleração esperada das compras chinesas, embora ainda em volumes elevados; a possibilidade de Pequim adotar medidas protecionistas; e uma tendência de melhora no consumo doméstico na virada do ano. Segundo ele, esses três fundamentos combinados tendem a reforçar a firmeza do mercado, e os Estados Unidos entram apenas como um elemento adicional de sustentação. Os contratos futuros na Bolsa Brasileira operam na faixa de R$ 317,00 a R$ 325,00, mas a projeção é de que a arroba encerre o ano próxima de R$ 340,00/@, sustentada por um mercado físico mais firme e por um ambiente externo menos pressionado. Apesar da perspectiva de alta, Fabbri afasta a possibilidade de um salto expressivo nos preços. Ele projeta que a arroba alcance entre R$ 335 e R$ 340 no ponto máximo de 2025, dependendo do comportamento da demanda interna e das exportações. “A redução tarifária aumenta a especulação, mas não muda a margem da indústria de forma significativa. Por isso, não vemos espaço para explosão de preços nem para a B3 romper as máximas anteriores”, diz, lembrando que o contrato de novembro chegou a operar próximo de R$ 333 no final de outubro e início de novembro. O analista afirma que apenas a retirada completa da tarifa poderia alterar o quadro de forma decisiva, estimulando compras mais agressivas pelos frigoríficos exportadores e garantindo sustentação mais forte às cotações.
NOTÍCIAS AGRÍCOLAS
SUÍNOS
Média diária embarcada de carne suína recua 14,3% até a segunda semana de novembro/25
Volume embarcado somou 48,5 mil toneladas em dez dias úteis
O volume exportado de carne suína in natura chegou em 48,5 mil toneladas até a segunda semana de novembro/25, conforme a Secretária de Comércio Exterior (Secex). No ano passado, o volume exportado alcançou 108,6 mil toneladas em 19 dias úteis de novembro/24.
A média diária exportada até a segunda semana de novembro/25 ficou em 4,8 mil toneladas e registrou uma queda de 14,3% frente a média diária embarcada em novembro do ano passado, que ficou em 5,6 mil toneladas. A receita obtida com as exportações de carne suína até a segunda semana de novembro/25 ficou em US$ 120,9 milhões de toneladas, sendo que o faturamento de novembro do ano anterior, que foi de US$ 273,4 milhões. A média diária do faturamento até a segunda semana de novembro ficou em US$ 12 milhões e teve um recuo de 15,9% frente a média diária de novembro do ano anterior, que ficou em US$ 14,3 milhões.
Já o preço pago por tonelada ficou em US$ 2.491 por tonelada, leve recuo de 1,9% frente ao observado em novembro do ano passado, que estava sendo negociado em US$ 2.540 por tonelada.
SECEX/MDIC
FRANGOS
Exportações de carne de aves somam 214,5 mil toneladas até a segunda semana de novembro/25
Segundo a Secretaria de Comércio Exterior (Secex) o volume exportado de carne de aves in natura ficou em 214,5 mil toneladas até a segunda semana de novembro/25.
No ano passado, o volume total exportado foi de 436,5 mil toneladas em 19 dias úteis de novembro. A média diária até a segunda semana de novembro/25 ficou em 21,4 mil toneladas, sendo que isso representa uma queda de 6,6% frente à média diária exportada do ano anterior, que ficou em 22,9 mil toneladas. O preço pago pelo produto até a segunda semana de novembro ficou em US$ 1.763por tonelada, e isso representa uma queda de 6,1% se comparado com os valores praticados em novembro do ano anterior, que estavam em US$ 1.877por tonelada. No faturamento, a receita obtida até a segunda semana de novembro ficou em US$ 378,4 milhões, enquanto em novembro do ano anterior o valor ficou em US$ 819,5 milhões. Já a média diária de faturamento ficou em US$ 37,8 milhões e teve uma redução de 12,3% frente a média diária observada em novembro do ano anterior, que ficou em US$ 43,1 milhões
SECEX/MDIC
União Europeia confirma retorno de pré-listing para a exportação de carne de aves e ovos do Brasil
Processo de habilitação fica mais ágil e previsível. Agroindústrias brasileiras que produzem ovos e frangos e que cumprirem os pré-requisitos sanitários podem vender para a Comunidade Europeia
A União Europeia confirmou ao governo brasileiro, por meio de carta oficial, o retorno do sistema de habilitação por pré-listing para a exportação de carne de aves e ovos ao bloco. A decisão havia sido anunciada há algumas semanas e foi oficializada agora. "Uma grande notícia é a retomada do pré-listing para a União Europeia. Esse mercado espetacular, remunerador para o frango e para os ovos brasileiros estava fechado desde 2018. Portanto, sete anos com o Brasil fora", disse o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, na segunda-feira (17/11), segundo nota da Pasta. Com a decisão, os estabelecimentos que atenderem aos requisitos sanitários exigidos pela União Europeia poderão ser indicados pelo Ministério da Agricultura do Brasil e, uma vez comunicados ao bloco europeu, ficam aptos a exportar. No modelo de pré-listing, a Pasta atesta e encaminha a lista de plantas que cumprem as normas da UE, sem necessidade de avaliação caso a caso pelas autoridades europeias, o que torna o processo de habilitação mais ágil e previsível. "Trabalhamos três anos na reabertura e, finalmente, oficialmente, o mercado está reaberto. Todas as agroindústrias brasileiras que produzem ovos e frangos e que cumprirem os pré-requisitos sanitários podem vender para a Comunidade Europeia", completou Fávaro.
GLOBO RURAL
INTERNACIONAL
Crise de oferta de gado nos EUA deve persistir até 2027
Indústrias que atuam no país terão de lidar com custos altos de matéria-prima e margens apertadas
A crise de baixa oferta de gado bovino nos Estados Unidos tende a perdurar até meados de 2027. Nesse período, as indústrias de carne bovina que atuam no país — como JBS e National Beef (da MBRF) — terão de lidar com custos altos de matéria-prima e margens apertadas. “Os EUA já abandonaram os patamares recordes de liquidação de fêmeas há dois anos (2023), então esperamos mais uns dois anos, pelo menos, para observar uma recuperação produtiva substancial", afirmou a diretora da consultoria Agrifatto, Lygia Pimentel. Segundo ela, um ponto importante é que enquanto a produção de gado bovino caiu, a demanda por carne aumentou entre os americanos, levando à menor relação de abastecimento desde 2005.
O CEO da JBS USA, Wesley Filho, afirmou na sexta-feira (14/11), em teleconferência com analistas para comentar o balanço do terceiro trimestre, que as condições de oferta de gado reduziram pela metade o volume de carne bovina processada pela empresa no país, em relação ao praticado há dois anos. O negócio de carne bovina ficou com margens negativas no terceiro trimestre, fator que pressionou o resultado consolidado do grupo no período. O lucro da JBS caiu 16%, no comparativo anual, para US$ 581 milhões, conforme balanço divulgado na última semana. “A gente acha que em 2026 ainda vai ser um pouco difícil e a partir daí a coisa vai melhorar gradualmente. Vai ser uma melhora gradual a partir de 2027”, estimou Wesley Filho sobre o processo de recuperação da produção pecuária nos EUA. Segundo ele, enquanto a oferta de bovinos continuar apertada, o mercado americano verá aumento de demanda por outras proteínas. “Suíno e frango seguem como opções mais acessíveis financeiramente (para o consumidor)”, acrescentou. Isso favorece companhias que têm diversificação de proteínas, como a JBS. Do ponto de vista financeiro, o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, acredita que o problema de oferta de bovinos dos EUA continuará, “com toda certeza”, pesando sobre os balanços dos frigoríficos que operam no mercado americano. “Está longe de se resolver a questão do ciclo do gado por lá”, enfatizou Cruz. Em uma visão mais otimista, Renata Cabral, analista do Citi afirmou que o mercado continua “excessivamente focado na baixa cíclica da carne bovina dos EUA e na volatilidade passada no Brasil, subestimando uma base de ganhos mais diversificada” da JBS e um balanço financeiro sólido. Para a especialista, apesar de uma queda de 16% no lucro, a JBS ainda conta com potencial de valorização que a coloque em linha com seus pares nos Estados Unidos, como a Tyson Foods. No cenário de oferta restrita, que contribui para o aumento dos preços da carne ao consumidor americano, o governo Trump solicitou, no dia 7, que o Departamento de Justiça investigue frigoríficos que atuam no país, devido à alta da proteína. Ele alega suposta manipulação e fixação de preços. Entre os grandes estão a JBS e a National Beef.
GLOBO RURAL
NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ
Paraná tem aumento de 9,59% no rendimento médio mensal do trabalho
A evolução dos salários no Estado é resultado do aquecimento no mercado de trabalho. No período de um ano, o número de paranaenses ocupados saltou de 6,063 milhões para 6,248 milhões, ou seja, houve a incorporação adicional de 185 mil pessoas nas atividades laborais, o que demonstra a alta demanda por mão de obra no Paraná.
O rendimento médio mensal do trabalho no Paraná cresceu 9,59% no terceiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período de 2024. É o maior avanço entre os estados do Sul, sudeste e Centro-Oeste, superando Santa Catarina, com alta real (já descontando a inflação) de 9,52%, Distrito Federal (8,69%), Goiás (7,10%), Rio Grande do Sul (4,99%), Rio de Janeiro (4,03%), Mato Grosso (4,01%), Mato Grosso do Sul (3,01%), Minas Gerais (1,51%), São Paulo (-0,47%) e Espírito Santo (-2,23%). Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNADC), divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) na semana passada, o rendimento médio do trabalho dos paranaenses saltou de R$ 3.713/mês, no terceiro trimestre do ano passado, para R$ 3.881/mês no mesmo intervalo de 2025. O crescimento e a média salarial paranaenses são superiores à média nacional, que teve elevação de 3,36% no período, passando de R$ 3.425 para R$ 3.517 mensais. Os dados foram compilados pelo Ipardes (Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social). A evolução dos salários no Estado é resultado do aquecimento no mercado de trabalho. No período de um ano, de acordo com o IBGE, o número de paranaenses ocupados saltou de 6,063 milhões para 6,248 milhões, ou seja, houve a incorporação adicional de 185 mil pessoas nas atividades laborais, o que demonstra a alta demanda por mão de obra no Paraná. A Pnad Contínua também apontou que a taxa de desocupação no Paraná caiu para 3,5% no terceiro trimestre de 2025, mantendo o Estado com a sexta menor taxa de desemprego do País e bem abaixo da média nacional, que ficou em 5,6%. O resultado também evidencia uma melhora constante ao longo do ano: no primeiro trimestre, o índice paranaense era de 4%, passou para 3,8% no segundo e agora chega ao menor patamar do ano. É a segunda menor taxa da história do Estado (atrás apenas de 3,2% do quarto trimestre do ano passado) e a melhor taxa para um terceiro trimestre. Além do bom desempenho no mercado de trabalho, a economia do Paraná também está em alta. O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado alcançou o valor de R$ 670 bilhões em 2023, alta de 4,3% em relação a 2022, quando o indicador alcançou R$ 614,6 bilhões. Quarto maior do Brasil, o PIB do Paraná só fica atrás de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais, consolidando posição acima do Rio Grande do Sul pelo segundo ano consecutivo. O Estado manteve 6,1% de participação no PIB nacional, a mesma de 2022, com a região Sul respondendo por 16,8%.
AGÊNCIA ESTADUAL DE NOTÍCIAS
ECONOMIA/INDICADORES
Dólar acompanha exterior e sobe ante o real à espera de dados nos EUA
O dólar fechou a segunda-feira em alta no Brasil, novamente acima dos R$5,30, acompanhando o avanço da moeda norte-americana ante outras divisas no exterior, com investidores à espera da retomada da divulgação de dados nos EUA após o fim da paralisação do governo norte-americano.
O dólar à vista encerrou a sessão em alta de 0,61%, aos R$5,33 na venda. Às 17h, o contrato de dólar futuro para dezembro -- atualmente o mais negociado no Brasil -- subia 0,61% na B3, aos R$5,3460. No exterior, a expectativa pelo reinício das divulgações de dados econômicos nos Estados Unidos, após o fim da paralisação do governo, deu o tom dos negócios. A previsão é de que o relatório de emprego payroll saia na quinta-feira. Antes disso, na quarta-feira, o Federal Reserve divulgará a ata de sua última reunião de política monetária. Ambos os eventos serão acompanhados com atenção pelos investidores, que buscarão pistas sobre o que o Federal Reserve fará com os juros em dezembro. No fim da tarde, conforme a Ferramenta CME FedWatch, o mercado precificava 59,1% de probabilidade de manutenção pelo Fed da taxa na faixa de 3,75% a 4,00% em dezembro, contra 40,9% de chance de redução de 25 pontos-base.
No cenário doméstico, destaque para o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), que caiu 0,2% em setembro ante agosto, na série com ajuste sazonal, uma contração maior que o 0,10% esperado por economistas consultados pela Reuters. Em agosto, o indicador havia avançado 0,4%. Em suas comunicações recentes, o Banco Central reconheceu a desaceleração da atividade e seu impacto sobre a inflação -- um pré-requisito para o início do ciclo de cortes da Selic, hoje em 15% ao ano --, mas se manteve cauteloso sobre o futuro da política monetária. Na quarta-feira passada, durante evento em São Paulo, o presidente do BC, Gabriel Galípolo, disse que os dados mostram que a economia brasileira "está desacelerando, crescendo a taxas menores", e a política monetária tem tido efeito, "mas de maneira gradual".
REUTERS
Ibovespa fecha em queda sob impacto de exterior, bancos e dados de atividade
O Ibovespa fechou em queda na segunda-feira, em linha com o tom negativo observado nas bolsas norte-americanas, diante da expectativa pelo retorno da divulgação de dados da economia dos EUA nesta semana após o fim da paralisação do governo.
Localmente, as perdas em ações de bancos e os dados abaixo do esperado do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) também pressionaram negativamente a bolsa brasileira. Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,64%, a 156.724,84 pontos, de acordo com dados preliminares, após marcar 156.567,61 pontos na mínima e 157.900,51 pontos na máxima do dia. O volume financeiro no pregão desta segunda-feira somava R$21,62 bilhões antes dos ajustes finais.
REUTERS
Índice de atividade econômica do BC cai 0,20% em setembro
O Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) teve queda de 0,20% em setembro sobre agosto, segundo dado dessazonalizado divulgado nesta segunda-feira, em contração maior do que a esperada por economistas, confirmando tendência de desaquecimento da economia em meio aos juros elevados.
No terceiro trimestre, a atividade encolheu 0,9% sobre os três meses imediatamente anteriores, segundo o medidor do BC, considerado um sinalizador dos dados oficiais do Produto Interno Bruto (PIB). Economistas consultados pela Reuters esperavam retração de 0,10% no mês. O dado de setembro se seguiu a uma alta de 0,4% do IBC-Br em agosto que havia interrompido três meses de retração da atividade. "Esse resultado confirma a dinâmica de desaceleração da economia brasileira no terceiro trimestre, tendo em vista os efeitos da política monetária restritiva sobre o crédito, o consumo e os investimentos, somado com uma base de comparação elevada do primeiro semestre", afirmou o economista Rafael Perez, da Suno Research. A abertura dos dados do BC mostrou que a retração em setembro foi liderada mais uma vez pela indústria (-0,7%), com serviços também encolhendo (-0,1%), em desempenho apenas parcialmente compensado pelo crescimento da agropecuária (+1,5%). Desconsiderando-se os dados do setor agropecuário, a atividade teria caído 0,4% no mês, segundo o BC. Na comparação com setembro de 2024, o indicador teve alta de 2,0%, avançando 3,0% em 12 meses. Os dados oficiais do PIB do terceiro trimestre serão divulgados no início de dezembro, e a expectativa mediana dos economistas é de alta de 1,8% sobre o trimestre anterior, após crescimento de 0,4% no segundo trimestre, segundo o BC. O BC tem sinalizado a convicção de que a manutenção da taxa de juros em 15%, maior patamar em quase 20 anos, vai assegurar a volta da inflação à meta de 3%. Na ata da mais recente reunião de política monetária, divulgada na semana passada, os diretores reiteraram que a atividade econômica segue apresentando trajetória de moderação, conforme esperado. A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central mostrou nesta segunda-feira que os economistas mantiveram a expectativa de crescimento de 2,16% do PIB este ano, com desaceleração para alta de 1,78% em 2026.
REUTERS
Vendas no varejo devem subir até janeiro de 2026, aponta IDV
Índice Antecedente de Vendas aponta crescimento para os próximos meses que varia de 2,3% a 5,0%; em outubro, houve alta de 2,3%
Os últimos dados do IAV-IDV (Índice Antecedente de Vendas do Instituto para Desenvolvimento do Varejo) nominal, que considera a participação das atividades no volume total de vendas do comércio varejista medido pelo IBGE, apresenta previsão de crescimento de 5,0% em novembro e 3,2% em dezembro deste ano e 2,3% em janeiro de 2026, sempre em relação aos mesmos meses do ano anterior. Em outubro, houve alta de 2,3%. Já os dados apresentados pelo IAV-IDV, ajustados pelo IPCA, apontam leve alta de 0,5% em novembro, queda de 1,3% em dezembro deste ano e nova queda de 2,5% em janeiro de 2026. Em outubro, houve queda de 2,4% em relação ao mesmo mês de 2024. “O resultado de outubro foi influenciado pela intenção de consumo das famílias, que caiu 0,5%, a terceira queda seguida. Segundo Pesquisa da Neotrust CONFI, o e-commerce brasileiro atingiu um faturamento de R$ 8,43 bilhões em função do Dia das Crianças, um crescimento nominal de 25% em relação ao mesmo período de 2024”, explica Jorge Gonçalves Filho, presidente do IDV. O cenário para os próximos meses ainda inspira atenção pois a expectativa é que o IPCA, índice oficial de inflação, feche 2025 com alta de 4,55%, acima do teto da meta de 4,5% definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN). Essa inflação mais alta pode afetar diretamente o bolso das famílias, reduzindo o poder de compra. Já a política monetária segue em campo contracionista, com a Selic em 15% ao ano. Em outubro, quase todos os setores do índice apresentaram crescimento, com exceção de material de construção e móveis e eletrodomésticos. No setor de hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, outubro teve alta de 1,1% em relação ao mesmo mês de 2024, abaixo do previsto no mês anterior. Para novembro e dezembro deste ano e janeiro de 2026, a previsão é de alta de 7,5%, 3,0% e 2,5%, respectivamente. No setor de atacado especializado em produtos alimentícios, bebidas e fumo, outubro teve alta de 2,8% em relação ao mesmo mês de 2024, abaixo do previsto no mês anterior. Para novembro e dezembro deste ano e janeiro de 2026, a previsão é de alta de 4,8%, 3,1% e 3,5%, respectivamente. No setor de material de construção, outubro teve queda de 1,4% em relação ao mesmo mês de 2024, abaixo do previsto no mês anterior. Para novembro e dezembro deste ano e janeiro de 2026, a previsão é de alta de 1,0%, 3,6% e 1,6%, respectivamente. No setor de outros artigos de uso pessoal e doméstico, outubro teve alta de 10,9% em relação ao mesmo mês de 2024, abaixo do previsto no mês anterior. Para novembro e dezembro deste ano e janeiro de 2026, a previsão é de alta de 12,2%, 13,4% e 2,0%, respectivamente. No setor de artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, perfumaria e cosméticos, outubro teve alta de 16,1% em relação ao mesmo mês de 2024, abaixo do previsto no mês anterior. Para novembro e dezembro deste ano e janeiro de 2026, a previsão é de alta de 13,6%, 11,5% e 8,1%, respectivamente. No setor de móveis e eletrodomésticos, outubro teve queda de 3,2% em relação ao mesmo mês de 2024, abaixo do previsto no mês anterior. Para novembro e dezembro deste ano, a previsão é de alta de 3,0% e 1,0%, respectivamente, e de queda de 1,3% em janeiro de 2026. No setor de tecidos, vestuário e alçados, outubro teve alta de 6,9% em relação ao mesmo mês de 2024, abaixo do previsto no mês anterior. Para novembro e dezembro deste ano e janeiro de 2026, a previsão é de alta de 7,5%, 2,6% e 9,0%, respectivamente.
IAV-IDV
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