top of page
Buscar

CLIPPING DO SINDICARNE Nº 977 DE 24 DE OUTUBRO DE 2025

  • prcarne
  • 24 de out. de 2025
  • 18 min de leitura

Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados no Estado do Paraná

Ano 5 | nº 977 | 24 de outubro de 2025


NOTÍCIAS SETORIAIS – BRASIL 

 

Boi gordo segue caminhada de valorização diária em SP

Na quinta-feira (23/10), de acordo com dados da Scot, o boi gordo “comum” subiu R$ 2/@ e o “boi-China” teve elevação de R$ 1/@, para R$ 311/@ e R$ 316/@, respectivamente.

 

O mercado do boi gordo vem apresentando comportamento similar entre um dia e outro, ou seja, a tendência de alta nas praças brasileiras se mantém, com destaque para São Paulo, que nesta semana operou com leves altas diárias nos preços da arroba. Segundo apuração da Scot Consultoria, as escalas de abate das indústrias paulistas estão fluindo bem, mas a oferta de bovinos já está menor em relação às semanas passadas, enquanto o escoamento de carne bovina segue em bom ritmo. Com esse cenário, diz a Scot, as programações de abate dos frigoríficos de São Paulo estão mais curtas, o que tem resultado em um aumento paulatino nos preços da arroba. Nesta quinta-feira (23/10), de acordo com dados da Scot, o boi gordo “comum” subiu R$ 2/@ e o “boi- China” teve elevação de R$ 1/@, para R$ 311/@ e R$ 316/@, respectivamente. Por sua vez, ainda considerando o mercado paulista, a vaca gorda está valendo R$ 285/@ e a novilha é negociada por R$ 301/@, acrescenta a Scot.

Agrifatto/Portal DBO/Scot Consultoria

 

SUÍNOS

 

Suinocultura Independente: Mercado segue estável em SP, mas preços variam nas demais regiões

Enquanto São Paulo e Minas Gerais se mantiveram estáveis pela quarta semana consecutiva, Santa Catarina e Paraná apresentaram quedas

 

De acordo entre suinocultores e frigoríficos, segundo dados da Associação Paulista de Criadores de Suínos (APCS), o preço dos suínos no estado de São Paulo permaneceu estável pela quarta semana seguida e está precificado em R$ 9,33/kg. No mercado mineiro, os preços dos animais permaneceram estáveis ao redor de R$ 8,30/kg no fechamento em mais uma semana, segundo a Associação dos Suinocultores do Estado de Minas Gerais (Asemg).

exemplar para o setor”, informou Alvimar Jalles consultor de mercado em Minas Gerais. Segundo informações da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS), o valor do animal registrou queda de 1,16% nesta semana, em que passou de R$ 8,60/kg para R$ 8,50/kg nesta semana. No Paraná, considerando a média semanal (entre os dias 16/10/2025 e 22/10/2025), o Indicador do Preço do Kg vivo do Suíno LAPESUI/UFPR teve queda de 0,88%, fechando a semana em R$ 8,41. No comparativo mensal das médias semanais, o preço do kg/vivo do suíno no Paraná apresentou queda de 3,11% em relação à semana do dia 24/09/2025.

APCS/Asem/ ACCS/ LAPESUI/UFPR

 

Poder de compra do suinocultor paulista recua frente ao milho em outubro

O poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho e ao farelo de soja vem se enfraquecendo em outubro, no comparativo com o mês anterior, indica levantamento do Cepea.

 

Segundo o Centro de Pesquisas, enquanto o suíno vivo tem se desvalorizado, refletindo a demanda desaquecida, o preço do milho apresenta pequena elevação. Para o derivado da soja, o movimento também é de baixa, mas menos intensa que a observada para o animal. Pesquisadores ressaltam que, apesar da queda no poder de compra frente ao milho em outubro, o desempenho segue acima da média, considerando-se a série histórica do Cepea, iniciada em janeiro de 2004.

Cepea/Esalq

 

Custo de suínos cresce no paraná após meses de retração

O Boletim de Conjuntura Agropecuária, divulgado na quinta-feira (23) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), apontou aumento no custo de produção de suínos no Paraná em setembro, após cinco meses consecutivos de redução.

 

De acordo com dados da Embrapa Suínos e Aves, o custo médio de produção no estado atingiu R$ 5,77 por quilograma vivo, alta de 0,7% em relação a agosto, equivalente a R$ 0,04 por kg. Apesar do avanço mensal, setembro foi o único mês de 2025 em que o custo de produção ficou abaixo do registrado no mesmo período do ano anterior, com retração de 1,4%, o que representa uma redução de R$ 0,08 por kg. O levantamento indicou ainda que o valor registrado em setembro correspondeu ao segundo menor custo do ano, variando entre R$ 5,73, em agosto, e R$ 6,32, em março. Entre os seis estados analisados pela Embrapa, o Paraná apresentou o segundo menor custo de produção no período, atrás apenas do Mato Grosso, que registrou R$ 4,49 por kg vivo. O maior valor foi verificado no Rio Grande do Sul, com R$ 6,29. Segundo o boletim, a elevação no Paraná foi influenciada principalmente pelo aumento no preço da ração, que subiu 0,8%, correspondendo a um acréscimo de R$ 0,03 por kg vivo. O item representa 70,8% do custo total. Também houve aumento de 2% no custo de capital, equivalente a R$ 0,01, responsável por 7,7% do total. Os demais componentes do custo permaneceram estáveis.

Agrolink

 

FRANGOS

 

União Europeia retoma pré-listing para exportação de carne de aves do Brasil

Segundo entidade do setor, medida deve ampliar número de plantas habilitadas ao bloco europeu já nos próximos meses

 

A União Europeia retomou a aceitação do sistema de pré-listing para as exportações brasileiras de carne de aves, como frango, peru e pato. A informação foi comunicada pelo ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, que está em missão na Indonésia. Segundo a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), a medida representa o reconhecimento internacional ao sistema de inspeção brasileiro e deve ampliar o número de plantas habilitadas ao bloco europeu já nos próximos meses. A retomada do pré-listing foi informada pelo comissário Europeu, Christophe Hansen, que está no Brasil e cumpre agenda em São Paulo com o secretário de Comércio e Relações Internacionais do Ministério da Agricultura, Luis Rua. O modelo de pré-listing havia sido suspenso em 2018, como desdobramento da Operação Carne Fraca, que mirou irregularidades em frigoríficos brasileiros. "O retorno do pré-listing para carne de aves demonstra a confiança europeia no sistema brasileiro e abre um novo capítulo na relação entre as partes", disse Luis Rua. Nesse sistema de habilitação, há reconhecimento da equivalência do sistema de inspeção sanitário brasileiro pelos europeus, o que reduz burocracias e facilita o fluxo de exportações, já que o Brasil pode indicar quais frigoríficos poderão exportar carne de aves aos europeus, sem a necessidade de autorização planta a planta pelas autoridades europeias. Ricardo Santin, presidente da ABPA, disse que a retomada representa um reconhecimento da confiança e da robustez do sistema brasileiro de inspeção e controle sanitário. "Com a medida, o Brasil volta a ter autonomia para indicar e habilitar estabelecimentos exportadores que cumpram integralmente os requisitos europeus, agilizando processos e ampliando a previsibilidade nas relações com a União Europeia", ressaltou, em nota. Atualmente, cerca de 30 plantas frigoríficas brasileiras estão habilitadas a exportar carne de frango para o bloco europeu, segundo a ABPA. Com o retorno do pré-listing, esse número deverá crescer gradualmente nos próximos meses, permitindo que novas agroindústrias e cooperativas acessem um mercado de alto valor agregado. A União Europeia é um dos principais destinos das exportações brasileiras de carne de frango. Antes da suspensão do pré-listing, em 2018, o Brasil chegou a embarcar mais de 500 mil toneladas anuais para o bloco. Em 2024, foram 231,9 mil toneladas exportadas. Entre janeiro e setembro de 2025, o volume acumulado foi de 137,2 mil toneladas, de acordo com dados da ABPA. O bloco também foi um dos maiores destinos de carne de peru do Brasil, com mais de 50 mil toneladas importadas anualmente antes da suspensão. O mercado também é importador de carne de pato do Brasil.

Valor Econômico

 

INTERNACIONAL

 

Trump eleva cota para carne bovina argentina a 80 mil toneladas, diz agência

Objetivo é aumentar as importações do produto e reduzir os preços internos. Intenção de comprar mais carne da Argentina foi criticada por pecuaristas dos EUA

 

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quadruplicou a cota tarifária para carne bovina da Argentina, passando de 20 mil para 80 mil toneladas, com o intuito de elevar as importações do produto e reduzir os preços internos, disse uma autoridade da Casa Branca nesta quinta-feira (23/10), de acordo com a agência de notícias Reuters. Trump declarou no último domingo (19/10) a intenção de comprar mais carne bovina argentina, e a medida foi amplamente criticada pelos pecuaristas dos EUA. Segundo a Reuters, a porta-voz da Casa Branca, Anna Kelly, afirmou que Trump havia se comprometido a proteger os pecuaristas e proporcionar alívio econômico aos americanos. A administração Trump esclareceu, ainda, que o governo conseguiria ambos os objetivos ao expandir as importações de carne bovina da Argentina para reduzir os preços ao consumidor no curto prazo e implementar novos apoios aos pecuaristas. Nesta semana, o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês) também anunciou uma nova iniciativa para expandir o rebanho bovino doméstico e apoiar os pecuaristas americanos.

Globo Rural

 

GOVERNO

 

Brasil quer ampliar lista de frigoríficos habilitados para exportar à Indonésia

Mais de 30 empresários do setor participam de missão em Jacarta para tentar incrementar as relações comerciais com o país do sudeste asiático. Atualmente, 40 unidades aguardam habilitação para iniciar as exportações

 

Mais de 30 empresários brasileiros do setor de carne bovina estão em missão em Jacarta, capital da Indonésia, para tentar ampliar as relações comerciais com o país do sudeste asiático.

Uma lista de 40 frigoríficos aguarda habilitação do país para iniciar as exportações. Se aprovada integralmente, vai mais que dobrar o número de plantas autorizadas a vender a proteína. Atualmente, são 38 unidades. As exportações brasileiras para lá atendem às normas de certificação halal, em conformidade com a lei islâmica para atender exigência para o consumo muçulmano. Após um salto no número de frigoríficos habilitados, que passou de 11 plantas em 2019, quando o mercado foi aberto, para 38 unidades agora, as exportações brasileiras acompanharam o ritmo e já ultrapassaram, nos nove primeiros meses de 2025, o volume somado nos dois últimos anos. De janeiro e setembro, as vendas chegaram a 16,7 mil toneladas, contra 11,4 mil em 2024 e 2,7 mil em 2023. Os negócios renderam mais de US$ 76 milhões. Mas o Brasil quer mais. Recentemente, a Indonésia abriu seu mercado para a carne bovina com osso, miúdos bovinos, produtos cárneos e preparados de carne, o que amplia as possibilidades de venda. Setor e governo querem que uma nova missão técnica para auditoria e validação das plantas seja enviada ainda em 2025. O Brasil já é o terceiro maior fornecedor de carne bovina da Indonésia (atrás de Austrália e Índia e já à frente dos Estados Unidos). Com aumento dos embarques, a Indonésia entrou na lista dos 20 principais destinos da proteína brasileira. Um diferencial do país asiático é o preço médio pago pelo produto, de US$ 4.941 por tonelada, superior ao da concorrência. O setor frigorífico brasileiro vê a Indonésia como um parceiro estratégico para o aumento das exportações, já que é a maior nação muçulmana do mundo, com 270 milhões de habitantes, apresenta crescimento populacional e de renda e aumento do consumo de proteína. O país é visto como mercado de alto potencial para carnes premium e industrializadas e pode ajudar na missão de diversificar as exportações brasileiras para o sudeste asiático. Um dos pontos pendentes é a tarifa de 30% sobre os produtos industrializados, tripas e derivados bovinos, produtos que o setor quer intensificar as vendas. Para carne sem osso resfriada e congelada, carne com osso e miúdos a taxa é de 5%. O foco é consolidar a carne brasileira como uma opção segura, certificada e competitiva. O momento é oportuno por conta da redução do rebanho australiano e da dependência da Índia em produtos de menor valor agregado, dois principais fornecedores da Indonésia. Os 38 frigoríficos habilitados atualmente para a Indonésia são de 14 empresas: JBS, Minerva, Marfrig, Barra Mansa, Astra, Frigon, Frigol, Supremo, Mercurio, Frialto, Natura Frig, Beauvallet, Estrela e Distriboi.

Globo Rural

 

Café e carne bovina deverão ser citados por Lula em conversa com Trump

Encontro está previsto para ocorrer neste domingo (26/10), em Kuala Lumpur, na Malásia

 

Exportadores brasileiros de café e de carne bovina redobraram as expectativas com possíveis avanços nas negociações entre Brasil e Estados Unidos para a redução ou retirada de tarifas para envio das duas commodities aos americanos. Os produtos deverão ser citados pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na reunião que terá com Donald Trump prevista para ser realizada em Kuala Lumpur, na Malásia, no domingo (26/10). Do outro lado do mundo, em Jacarta, capital da Indonésia, empresários brasileiros do setor de carne bovina intensificaram a articulação para que a proteína também seja mencionada por Lula na conversa com Trump. O presidente brasileiro está no país em missão oficial. Entre os empresários, Joesley e Wesley Batista, donos da J&F, que mantêm proximidade e relação direta com Lula. Antes de um discurso na capital da Indonésia, o presidente fez questão de cumprimentar o irmão mais velho, Wesley, que estava na plateia. Não há informações se eles seguirão para a Malásia, onde ocorrerá o encontro com Trump. No começo de setembro, Joesley Batista teve um reunião com Trump na Casa Branca, em Washington, em que mencionou a questão do tarifaço e inclusive a preocupação com a possibilidade de aumento do preço dos hambúrgueres aos consumidores americanos com a aplicação da tarifa sobre a carne brasileira. A J&F, holding que controla a JBS, tem negócios nos EUA, com cerca de 75 mil funcionários e marcas como a Pilgrim's e Swift.

Marcos Molina, controlador e presidente do conselho da MBRF, e Renato Costa, CEO da Friboi, também reforçam o time do setor frigorífico brasileiro no sudeste asiático. Existe uma expectativa grande no setor, já que os EUA eram o segundo principal destino da carne bovina brasileira. Em reunião com empresários em Jacarta, o ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, mencionou que está “confiante” que o presidente Lula conseguirá avançar nas negociações das tarifas. O setor aposta, ao menos, na retirada da tarifa adicional de 40% e manutenção da taxa de 10%. Como já há uma alíquota de 26,4% para as exportações brasileiras de carne bovina, a taxação cairia de 76,4% para 36,4%.

Valor Econômico

 

NOTÍCIAS SETORIAIS – PARANÁ

 

EPR vence leilão do lote 4 de rodovias do Paraná, com desconto de 21,3% sobre pedágio

Ao todo, a concessão deverá gerar R$ 10,8 bilhões de investimentos, em contrato de 30 anos 

 

A EPR venceu o leilão do lote 4 de rodovias do Paraná, realizado na quinta-feira (23), na sede da B3 , em São Paulo. O grupo ofereceu um desconto de 21,3% sobre a tarifa básica de pedágio, cujo valor máximo havia sido fixado em R$ 0,16788 por km. O grupo saiu vencedor após a etapa de lances por viva-voz contra a Reúne Rodovias, do Pátria, que deu oferta de 21,2%. Inicialmente, nas propostas iniciais, a EPR havia apresentado um deságio de 18,52%, mas ampliou seu lance, enquanto a gestora decidiu manter sua oferta. A EPR, que é uma plataforma da Equipav com a Perfin, participou por meio de consórcio com um fundo de investimentos da Perfin. Outros dois grupos participaram da licitação: a Motiva (ex-CCR) fez oferta de 9,14% de desconto; e a Mota-Engil propôs deságio de 6,23%. As empresas não se classificaram para a etapa de viva-voz. Ao todo, a concessão deverá gerar R$ 10,8 bilhões de investimentos, em um contrato de 30 anos. O lote contempla 627 km de estradas federais e estaduais, conectando as cidades paranaenses de Guaíra e Cornélio Procópio, e Maringá e Diamante do Norte. O projeto licitado nesta semana é o quinto bloco de rodovias do Paraná que vai a leilão. Desde 2023, já foram entregues à iniciativa privada os lotes 1, 2, 3 e 6, arrematados justamente por três dos grupos que deverão participar do novo leilão: a gestora de investimentos Pátria (que arrematou o lote 1), a (operadora do lote 3) e a EPR (que conquistou dois lotes, 2 e 6). A EPR vem em um ritmo acelerado de crescimento desde a criação da plataforma pela Equipav e pela Perfin, em 2022. Só no Paraná, o grupo já opera outros dois contratos de grande porte: o Lote 2, conquistado em 2023, precisa cerca de R$ 10,8 bilhões de obras, em um corredor entre Jacarezinho e Ponta Grossa. Em dezembro do ano passado, a empresa também conquistou o Lote 6, entre Foz do Iguaçu e Guarapuava, com outros R$ 12,7 bilhões de intervenções previstas.

Valor Econômico

 

Ministro dos Transportes diz esperar até cinco grupos para concorrência do lote 5 de rodovias do Paraná

Leilão do lote 4 de rodovias do Paraná, na quinta-feira (23), atraiu quatro companhias e teve a EPR como vencedora

 

O ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou, na quinta-feira (23), que espera até cinco grupos concorrendo ao leilão do lote 5 de rodovias do Paraná. O certame, que será realizado na próxima quinta-feira (30), na B3, em São Paulo, abrange 430,7 quilômetros de rodovias do Estado. “Espero quatro ou cinco grupos”, afirmou o ministro, na sede da Bolsa de São Paulo, após leilão do lote 4 de rodovias do Paraná, que atraiu quatro companhias e teve a EPR como vencedora. O certame da quinta-feira contempla 627 km de estradas federais e estaduais, conectando as cidades paranaenses de Guaíra e Cornélio Procópio, e Maringá e Diamante do Norte – e prevê R$ 10,8 bilhões de investimento. “Esse ciclo de leilões garante a maior competição que já houve nos leilões federais”, acrescentou o ministro. Segundo Filho, o leilão da quinta representa um marco de investimentos privados em rodovias no país. “Com esse leilão de hoje, atingimos a marca de R$ 200 bilhões em investimentos privados contratados no Brasil nesse ciclo de leilões.” O ministro acrescentou que o país havia feito 24 leilões do início do programa de concessões, em 1998, até 2022. Segundo ele, 2025 deve somar mais 22 certames e 2026, 14. “Significa dizer que nesses 4 anos, nós teremos feito um volume de leilão maior do que o país fez desde o início das concessões lá no ano de 1998 e ainda no século passado”, completou.

Valor Econômico


Vencedora do leilão de rodovias do Paraná, EPR tem estrutura de capital para início do projeto, diz CEO

Segundo o comando, a EPR também tem buscado parcerias com construtoras para estudar os projetos e formado um "ecossistema de prestadores de serviços" para garantir o andamento das obras 

 

A EPR, vencedora do leilão do Lote 4 de rodovias do Paraná, na quinta-feira (23), na sede da B3, em São Paulo, tem estrutura de capital assegurada para o início do projeto, afirmou José Carlos Cassaniga, diretor-presidente do grupo, formado pela Equipav e pela Perfin. O executivo afirmou que, das seis concessões de rodovias que a empresa conquistou, quatro já estão com o financiamento de longo prazo resolvido. “Os outros dois estão praticamente resolvidos, estamos em período de silêncio. O Lote 6 [do Paraná, conquistado no fim do ano] e a Via Mineira estão equacionados. E esse próximo [o Lote 4] vai na sequência”, afirmou. Ele disse que os outros dois projetos no Paraná caminham bem, mas que as obras de ampliação dos projetos ainda não tiveram início. Pelo contrato, esses investimentos têm início a partir do terceiro ano. “No Litoral Pioneiro [Lote 2, a ampliação], [o projeto] inicia no ano que vem, e na Iguaçu [Lote 6], mais para a frente. E este terceiro lote também terá um intervalo.” Questionado sobre a participação da companhia na licitação do Lote 5 do Paraná, que será licitado na semana que vem, o presidente da EPR afirmou que ainda não há uma decisão. Ele diz que a empresa vai seguir analisando projeto a projeto. Em relação ao ambiente de juros elevados, Cassaniga avalia que os retornos dos contratos estão em linha com as taxas de financiamento. “Esse cenário está traduzido pelo modelador no WACC [sigla em inglês para custo médio ponderado de capital, que define a taxa de retorno dos projetos]. Esses projetos têm WACC mais elevado, estão adequados. E nossa confirmação de passos para estruturação de capital, isso nos permite percorrer esse caminho de forma adequada”, afirmou. Segundo ele, a EPR também tem buscado parcerias com construtoras para estudar os projetos e formado um ecossistema de prestadores de serviços para garantir o andamento das obras. A EPR terá que fazer um aporte de R$ 390 milhões na concessão do Lote 4 do Paraná. O valor está ligado ao desconto de 21,3% sobre a tarifa de pedágio oferecido pela companhia na concorrência. A regra do edital exigia o aporte de recursos caso o vencedor oferecesse deságio superior a 18%. O montante aumenta conforme o tamanho do desconto. Considerando o valor atualizado, na data-base atual, a cifra chegou aos R$ 390 milhões — recursos que não entram como outorga, e ficam vinculadas ao projeto, como uma espécie de “colchão” do contrato.

Valor Econômico

 

ECONOMIA/INDICADORES

 

Dólar tem leve baixa ante o real sob influência externa antes de dados de inflação nos EUA

O dólar encerrou a quinta-feira com leve baixa no Brasil, acompanhando o recuo da moeda ante outras divisas de países emergentes e exportadores de commodities, em um dia de alta forte do petróleo, mas a expectativa antes dos dados de inflação nos EUA, programados para sexta-feira, engessou os negócios.

 

O dólar à vista fechou em leve baixa de 0,22%, aos R$5,3857. No ano, a divisa acumula queda de 12,84%. Às 17h03 na B3 o dólar para novembro cedia 0,31%, aos R$5,3970. A moeda norte-americana oscilou em margens bastante estreitas no Brasil: após marcar a cotação máxima de R$5,4029 (+0,10%) às 9h01, logo após a abertura, ela atingiu a mínima de R$5,3783 (-0,36%) às 14h37. Da máxima para a mínima a variação foi de apenas 2 centavos de real. Por trás disso está a cautela antes da divulgação do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) dos EUA na sexta-feira, que pode redefinir as apostas para a decisão sobre juros do Comitê Federal do Mercado Aberto (Fomc) do Federal Reserve, na semana que vem. O dólar para novembro -- atualmente o mais líquido no mercado brasileiro -- refletia a cautela dos investidores antes do CPI, com apenas cerca de 149 mil contratos negociados até o fim da tarde desta quinta-feira, menos que o normal. “O mercado está esperando pela divulgação do CPI, então segura operações, fechando somente o necessário”, comentou durante a tarde Thiago Avallone, especialista em câmbio da Manchester Investimentos. Ainda assim, o viés negativo para o dólar ante outras divisas emergentes no exterior -- como o peso chileno, o rand sul-africano e o peso mexicano -- manteve a divisa em leve queda ante o real durante boa parte do dia. O destaque no exterior era a disparada dos preços do petróleo, superior a 5%, após os Estados Unidos estabelecerem novas sanções a empresas russas em função da guerra na Ucrânia. Às 17h05, o índice do dólar -- que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas -- subia 0,03%, a 98,960. Já o noticiário local não afetou de forma decisiva as cotações. Pela manhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou que disputará a reeleição em 2026, enquanto o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, reforçou a postura dura da instituição em relação à política monetária.

Reuters 

 

Ibovespa avança em dia de disparada do petróleo e WEG forte

O Ibovespa fechou em alta na quinta-feira, marcada pela disparada do petróleo no exterior, que beneficiou petroleiras na bolsa paulista, como a blue chip Petrobras. No setor de proteínas, MINERVA ON valorizou-se 2,76%, tendo no radar decisão dos EUA de aumentar a cota tarifária da carne bovina argentina. Maior exportadora de carne bovina in natura e seus derivados da América do Sul, a Minerva tem seis plantas na Argentina, de acordo com o balanço do segundo trimestre. No setor, MBRF ON cedeu 2,86%.

 

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa avançou 0,59%, a 145.720,98 pontos, após marcar 146.357,79 pontos na máxima e 144.881,33 pontos na mínima do dia. O volume financeiro no pregão somou R$19,19 bilhões. As cotações do petróleo no mercado internacional dispararam na quinta-feira, após o presidente dos EUA, Donald Trump, impor na quarta-feira sanções relacionas à Ucrânia contra a Rússia, tendo como alvo importantes petroleiras russas Lukoil e Rosneft. No fechamento, o barril sob o contrato Brent mostrou alta de 5,43%, a US$65,99. Conforme observou o analista chefe da Levante Inside Corp, Eduardo Rahal, o movimento beneficiou o setor de óleo e gás na bolsa paulista, mas o Ibovespa também teve suporte de outros papéis com peso relevante no índice, como WEG, ainda sob efeito do balanço, além de um viés positivo no exterior. No front doméstico, ele chamou a atenção para a temporada de resultados, que ganha fôlego na próxima semana, com nomes como Bradesco e Gerdau. Em Wall Street, o S&P 500, uma das referências do mercado acionário norte-americano, subiu 0,58%, com investidores analisando um conjunto misto de balanços corporativos e o cenário geopolítico.

Reuters

 

Arrecadação federal volta a subir em setembro e marca recorde para o mês com IOF em destaque

Após registrar em agosto a primeira queda do ano, a arrecadação do governo federal teve alta real de 1,43% em setembro sobre o mesmo mês de 2024, somando R$216,727 bilhões, informou a Receita Federal na quinta-feira, com destaque para o avanço do recolhimento de Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) no período.

 

No acumulado de janeiro a setembro, a arrecadação foi de R$2,105 trilhões, ficando 3,49% acima do registrado nos primeiros nove meses de 2024, já descontada a inflação. s valores de setembro e do acumulado do ano foram os mais elevados da série da Receita, com início em 1995, para os respectivos períodos. Os dados da Receita mostraram que o principal destaque no mês passado foi o crescimento de 33,42% na arrecadação de IOF, para R$8,455 bilhões, em função de operações ligadas à saída de moeda estrangeira do país e a operações de crédito para empresas, que sofreram aumento de taxação. "Este crescimento é explicado pelas alterações que foram promovidas por meio do decreto 12.499 de 2025", pontuou o coordenador de Previsão e Análise da Receita Federal, Marcelo Gomide, em referência a decreto publicado em junho pelo governo que alterava a cobrança do imposto em uma série de operações de câmbio, crédito e previdência privada. O decreto chegou a ser derrubado pelo Congresso, mas foi restabelecido pelo Supremo Tribunal Federal em julho. Apesar do crescimento expressivo da arrecadação do IOF, os técnicos da Receita evitaram citá-lo como motivo principal para o aumento geral das receitas. "Não existe um item que está 'salvando a lavoura'", afirmou o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros da Receita Federal, Claudemir Malaquias, ao ser questionado se o IOF foi determinante para o avanço da arrecadação federal em setembro. No caso da arrecadação administrada pela Receita Federal, o valor recolhido em setembro foi de R$210,702 bilhões, uma alta real de 1,88%. Nos nove primeiros meses do ano, a arrecadação administrada pela Receita somou R$2,017 trilhões, uma elevação real de 4,10%. Os dados mostraram ainda que as receitas administradas por outros órgãos despencaram 12,18% em termos reais em setembro, para R$6,025 bilhões, somando R$88,787 bilhões nos primeiros nove meses do ano, em queda de 8,71%. "Nas receitas não administradas, estamos falando basicamente de royalties de petróleo, que estão sujeitos a variações de preços internacionais", disse Malaquias. Segundo ele, os royalties sofrem a influência da taxa de câmbio, do volume de produção de petróleo e da cotação da commodity no mercado internacional, justificando as variações de arrecadação. A Receita pontuou ainda que os números gerais de arrecadação foram influenciados por "eventos não recorrentes ou alterações de legislação" que ocorreram em 2024. Sem estes eventos atípicos, conforme o órgão, o crescimento real de setembro deste ano teria sido de 3,73% e do acumulado do ano, de 4,86%. Em agosto, a arrecadação federal caiu 1,5% e a Receita apontou efeito negativo da desaceleração da economia e de uma mudança no calendário do fisco que gerou uma arrecadação extraordinária de tributos do Rio Grande do Sul em 2024. Em função das inundações que atingiram o Rio Grande do Sul em maio do ano passado, o governo adiou o pagamento de tributos pelas empresas do Estado. Muitos destes tributos foram recolhidos em agosto de 2024, inflando a arrecadação naquele mês.

Reuters 

 

POWERED BY

EDITORA NORBERTO STAVISKI LTDA

041 99697 8868 (whatsapp)

 

 
 
 

Comentários


bottom of page